Através de uma rádio digital, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante confirmou hoje que os dois extremistas muçulmanos que atacaram uma festa de fim de ano num centro social para deficientes em San Bernardino, na Califórnia, eram "seguidores" e não "combatentes" da milícia, noticiou a agência Reuters.
Ontem, o FBI (Escritório Federal de Investigações), a polícia federal dos Estados Unidos revelou que Tashfeen Malik, a mulher do casal, declarou no Facebook lealdade ao califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, momentos antes de partir para o ataque em que 14 pessoas foram mortas e outras 21 saíram feridas.
As autoridades americanas acreditam que o casal Syed Farook e Tashfeen Malik foi inspirado pelo EI, mas o ataque não foi planejado pela organização. Dois celulares e um computador apreendidos no apartamento deles foram danificados. A polícia tenta recuperar os dados para rastrear as atividades do casal na Internet e verificar se tem contato com grupos jihadistas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 5 de dezembro de 2015
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Judeu messiânico discutiu com terrorista de San Bernardino
Uma das vítimas do massacre de 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, foi identificada como um judeu messiânico que teve uma discussão acalorada sobre religião com o terrorista duas semanas antes da tragédia, revelou hoje o jornal The Times of Israel.
As autoridades dos Estados Unidos tentam esclarecer se o ataque foi uma ação terrorista ou resultado de uma briga no trabalho. Aparentemente as duas coisas aconteceram.
Nicholas Thalasinos, de 52 anos, era um defensor apaixonado de Israel nas redes sociais. Há duas semanas, ele discutiu com o atirador, Syed Farook. Uma amiga conta ter ligado para ele durante a discussão.
Em voz alta, Thalasinos disse que Farook não concordava que "o Islã não é uma religião pacífica" e que não sabia como falar com ele. A amiga, Kuuleme Stephens afirmou que Thalasinos não imaginava que seu colega de trabalho pudesse recorrer à violência.
A mulher da vítima ficou ainda mais surpresa porque "eles se davam bem. Até onde sei, Syed se dava bem com todo o mundo. Isso é o mais chocante."
Hoje as autoridades americanas descobriram que Tashfeen Malik, a paquistanesa casada há dois anos com Syed Farook, jurou nas redes sociais lealdade ao Estado Islâmico do Iraque do Levante. Ela entrou nos EUA em 2014 com um visto de noiva.
No momento, acredita-se que o ataque foi inspirado e não organizado pelo EI.
As autoridades dos Estados Unidos tentam esclarecer se o ataque foi uma ação terrorista ou resultado de uma briga no trabalho. Aparentemente as duas coisas aconteceram.
Nicholas Thalasinos, de 52 anos, era um defensor apaixonado de Israel nas redes sociais. Há duas semanas, ele discutiu com o atirador, Syed Farook. Uma amiga conta ter ligado para ele durante a discussão.
Em voz alta, Thalasinos disse que Farook não concordava que "o Islã não é uma religião pacífica" e que não sabia como falar com ele. A amiga, Kuuleme Stephens afirmou que Thalasinos não imaginava que seu colega de trabalho pudesse recorrer à violência.
A mulher da vítima ficou ainda mais surpresa porque "eles se davam bem. Até onde sei, Syed se dava bem com todo o mundo. Isso é o mais chocante."
Hoje as autoridades americanas descobriram que Tashfeen Malik, a paquistanesa casada há dois anos com Syed Farook, jurou nas redes sociais lealdade ao Estado Islâmico do Iraque do Levante. Ela entrou nos EUA em 2014 com um visto de noiva.
No momento, acredita-se que o ataque foi inspirado e não organizado pelo EI.
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Terrorista de San Bernardino jurou lealdade ao Estado Islâmico
A mulher do casal que atacou uma festa de fim de ano num centro social para deficientes em San Bernardino, na Califórnia, matando 14 pessoas e ferindo outras 21, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, anunciou há pouco a rede de televisão americana CNN citando fontes do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
Tashfeen Malik, de 27 anos, atacou junto com o marido, Syed Farook. Eles tinham fuzis de guerra, pistolas e uma bomba que não explodiu. No apartamento do casal, a polícia encontrou 12 bombas, milhares de balas e material para fazer mais bombas.
No momento, as autoridades americanas acreditam que foi uma ação inspirada mas não organizada pelo Estado Islâmico. Ela era paquistanesa e teria se casado com Farook, que tinha origem paquistanesa, numa viagem dele à Arábia Saudita.
"Acho que ele se casou com uma terrorista", declarou um vizinho à CNN.
Tashfeen Malik, de 27 anos, atacou junto com o marido, Syed Farook. Eles tinham fuzis de guerra, pistolas e uma bomba que não explodiu. No apartamento do casal, a polícia encontrou 12 bombas, milhares de balas e material para fazer mais bombas.
No momento, as autoridades americanas acreditam que foi uma ação inspirada mas não organizada pelo Estado Islâmico. Ela era paquistanesa e teria se casado com Farook, que tinha origem paquistanesa, numa viagem dele à Arábia Saudita.
"Acho que ele se casou com uma terrorista", declarou um vizinho à CNN.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Ataque em San Bernardino foi ato terrorista
O ataque contra uma festa de fim de ano realizada num centro de assistência social em San Bernardino, na Califórnia, onde 14 pessoas foram mortas e outras 21 feridas, está sendo considerado uma ação terrorista.
A polícia local revelou que o casal de atiradores disparou 76 vezes. Os policiais deram 380 tiros na perseguição aos dois. Eles tinham armado uma bomba e, na casa deles, a polícia encontrou cartuchos de munição, 12 bombas de fabricação caseira, muita munição e material para fazer muito mais bombas.
O principal acusado, Syed Farook, teria abandonado a festa irritado e voltado com a mulher, ambos armados com fuzis de guerra, pistolas e talvez bombas. Depois da matança, eles fugiram num veículo utilitário esportivo. Foram perseguidos e mortos.
Farook teria se radicalizado nos últimos anos, tornando-se um extremista muçulmano, e comprado as armas de guerra para realizar o atentado. Ele teria conhecido sua mulher, Tashfeen Malik, durante uma viagem recente à Arábia Saudita.
Em 2013, ele participou da peregrinação anual a Meca, o que todo muçulmano deve fazer pelo menos uma vez na vida se tiver saúde e condições financeiras para isso.
A polícia local revelou que o casal de atiradores disparou 76 vezes. Os policiais deram 380 tiros na perseguição aos dois. Eles tinham armado uma bomba e, na casa deles, a polícia encontrou cartuchos de munição, 12 bombas de fabricação caseira, muita munição e material para fazer muito mais bombas.
O principal acusado, Syed Farook, teria abandonado a festa irritado e voltado com a mulher, ambos armados com fuzis de guerra, pistolas e talvez bombas. Depois da matança, eles fugiram num veículo utilitário esportivo. Foram perseguidos e mortos.
Farook teria se radicalizado nos últimos anos, tornando-se um extremista muçulmano, e comprado as armas de guerra para realizar o atentado. Ele teria conhecido sua mulher, Tashfeen Malik, durante uma viagem recente à Arábia Saudita.
Em 2013, ele participou da peregrinação anual a Meca, o que todo muçulmano deve fazer pelo menos uma vez na vida se tiver saúde e condições financeiras para isso.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Atiradores matam 14 pessoas na Califórnia
Duas pessoas armadas com fuzis de assalto estão sendo caçadas na Califórnia depois de matarem pelo menos 14 pessoas em San Bernardino. Outras 17 vítimas foram hospitalizadas. O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, não afastou a hipótese de terrorismo.
Os atiradores estavam mascarados, carregavam fuzis e talvez usassem coletes a prova de bala. Não tinham armas de cano curto. Eles atacaram um centro de serviços sociais durante uma festa de fim de ano de funcionários do governo local. O primeiro alerta foi dado às onze da manhã a 100 quilômetros a leste de Los Angeles (17h em Brasília).
Às 2h40 da tarde, houve um alerta de bomba no Centro Médico da Universidade de Loma Linda, para onde foram levados vários feridos. As aulas foram suspensas e todos os prédios e lojas da área foram fechadas.
Os suspeitos fugiram num veículo utilitário esportivo preto que começou a ser perseguido pela polícia às 15h (21h em Brasília). Um homem e uma mulher foram mortos na fuga. O atirador foi identificado como Syed Farook, de 28 anos, e sua companheira como Tashfeen Malik, de 27 anos.
Horas depois, o jornal Los Angeles Times informou que o massacre deve ter sido provocado por uma briga dentro da festa. Um homem contrariado teria voltado armado com a mulher para se vingar. As causas do conflito não foram reveladas.
Essa foi a 355ª matança com quatro mortes ou mais neste ano nos EUA. O presidente Barack Obama lembrou que terroristas estrangeiros podem aproveitar a facilidade para comprar armas no Paris para cometer atentados semelhantes aos de Paris.
Os atiradores estavam mascarados, carregavam fuzis e talvez usassem coletes a prova de bala. Não tinham armas de cano curto. Eles atacaram um centro de serviços sociais durante uma festa de fim de ano de funcionários do governo local. O primeiro alerta foi dado às onze da manhã a 100 quilômetros a leste de Los Angeles (17h em Brasília).
Às 2h40 da tarde, houve um alerta de bomba no Centro Médico da Universidade de Loma Linda, para onde foram levados vários feridos. As aulas foram suspensas e todos os prédios e lojas da área foram fechadas.
Os suspeitos fugiram num veículo utilitário esportivo preto que começou a ser perseguido pela polícia às 15h (21h em Brasília). Um homem e uma mulher foram mortos na fuga. O atirador foi identificado como Syed Farook, de 28 anos, e sua companheira como Tashfeen Malik, de 27 anos.
Horas depois, o jornal Los Angeles Times informou que o massacre deve ter sido provocado por uma briga dentro da festa. Um homem contrariado teria voltado armado com a mulher para se vingar. As causas do conflito não foram reveladas.
Essa foi a 355ª matança com quatro mortes ou mais neste ano nos EUA. O presidente Barack Obama lembrou que terroristas estrangeiros podem aproveitar a facilidade para comprar armas no Paris para cometer atentados semelhantes aos de Paris.
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