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quinta-feira, 19 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 19 de Março

 CONJURAÇÃO DE AMBOISE

    Em 1560, uma conspiração de aristocratas huguenotes (protestantes) contra a poderosa família católica Guise fracassa na França.

Com a ascensão do rei Francisco II ao trono da França com apenas 14 anos, a família Guise se torna muito poderosa, o que gera inimizade dentro da própria nobreza. 

A conspiração é articulada. A cara do movimento é um nobre huguenote conhecido como La Renaudie. Por trás, está Luís I de Bourbon, príncipe de Condé. Os Guise ficam sabendo quando a corte está em Blois e levam o rei para Amboise.

La Renaudie adia os planos. Os conspiradores se dividem em pequenos grupos e se infiltram na Floresta de Amboise. Como são traídos, o inimigo os espera. Em 19 de março, La Renaudie e outros conspiradores atacam o Castelo de Amboise. O assédio é repelido, La Renaudie morre e vários conspiradores são presos.

A vingança da família Guise é cruel e impiedosa. Por uma semana, há tortura, enforcamentos, esquartejamentos e corpos jogados no Rio Loire. Condé é condenado à morte, mas a morte do rei Francisco II, em dezembro, o salva.

NEVADA LEGALIZA O JOGO

    Em 1931, o estado de Nevada legaliza o jogo e abre o caminho para a instalação de cassinos, especialmente na cidade de Las Vegas.

Única grande cidade do Oeste dos Estados Unidos fundada no século 20, Las Vegas evolui de uma cidadezinha construída ao redor de uma estação ferroviária no início do século passado para a cidade que mais crescia no país no fim do século, com seus cassinos e hotéis cinematográficos que atraem dezenas de milhões de turistas por ano.

Las Vegas é mais procurada do que atrações turísticas como o Grand Canyon e o Parque Nacional de Yellowstone.

Com uma população de 648 mil pessoas e mais de 2,8 milhões na região metropolitana, Las Vegas é a maior e mais rica cidade de Nevada. É a cidade de um milhão de luzes, com sua arquitetura exuberante e exagerada, de uma riqueza ostensiva e brega.

INDEPENDÊNCIA DA ARGÉLIA

    Em 1962, autoridades da França e líderes da Frente de Libertação Nacional (FLN) da Argélia assinam os Acordos de Evian, que acabam com uma guerra de oito anos e dão independência ao país do Norte da África.

A Guerra da Independência da Argélia foi uma das principais guerra de descolonização da segunda metade do século 20, marcada por uma guerra de guerrilhas e crimes de guerra cometidos pelos dois lados. Começa em 1º de novembro de 1954, o Dia de Todos os Santos Vermelho.

A brutalidade do Exército da França alienou os argelinos, que aderiram à revolução, acabou com o apoio à guerra colonial na França Metropolitana e abalou o prestígio internacional do país. A Quarta República (1946-58) acaba e dá lugar à Quinta República, sob a égide do general Charles de Gaulle.

Depois de uma onda de manifestações pela independência nas principais cidades argelinas, em 1960, e de uma resolução das Nações Unidas sobre o direito à independência, o então presidente De Gaulle inicia negociações com a FLN.

DYLAN LANÇA PRIMEIRO ÁLBUM

    Em 1962, o cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, que foi do folk ao rock e é considerado o maior poeta da história do rock, lança seu primeiro álbum, Bob Dylan. Ele ganha o Prêmio Nobel de Literatura de 2016.

Robert Allen Zimmerman nasce em Dulluth, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de maio de 1941, numa família judaica. Ele cresce na cidade mineira de Hibbing, no mesmo estado. 

Sob influência da música de Woodie Guthrie, Hank Williams, Little Richard, Elvis Presley e Johnny Ray, Bob compra seu primeiro violão aos 14 anos, em 1955. Antes de entrar para a Universidade de Minnesota em Mineápolis, em 1959, ele toca piano na banda do pop star Bobby Vee.

Quando está na faculdade, descobre o bairro boêmio de Mineápolis, Dinkytown. Fã da poesia beat e de Woodie Guthrie, toca música folclórica  e adota o nome de Dylan em homenagem ao poeta galês Dylan Thomas.

Para encontrar Guthrie, que está hospitalizado em Nova Jérsei, Dylan se muda para Nova York em janeiro de 1961 e começa a tocar na noite no Greenwich Village, o bairro beat the Manhattan. Logo arregimenta um grupo de fãs e é contratado para tocar harmônica numa gravação de Harry Belafonte.

Uma crítica laudatória de Robert Shelton no jornal The New York Times de um show em setembro de 1961 rende um contrato com a Columbia Records. O primeiro álbum é recebido com críticas positivas e negativas, como o lamento de um caubói do Meio-Oeste com voz rouca.

O segundo álbum, Freewhelin' Bob Dylan, lançado em maio de 1963, o coloca como uma voz da contracultura, um rebelde com causa. Seu primeiro sucesso, Blowin' in the Wind, lhe dá o status de grande artista.

Em 1963, Dylan faz seu primeiro concerto em Nova York. Em maio, quando é proibido de tocar Talkin' John Birch Paranoid Blues no programa de televisão Ed Sullivan Show, onde os Beatles haviam aparecido pela primeira vez em rede nacional de televisão nos EUA, ele rejeita a censura e se retira, mas perde uma grande oportunidade.

No verão daquele ano, por indicação da cantora Joan Baez, que namora de 1961 a 1965, Dylan se apresenta no Newport Folk Festival e é coroado rei da música folclórica dos EUA. 

Em 28 de agosto de 1963, Dylan e Joan Baez cantam na Marcha sobre Washington, em que o reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros, faz o famoso discurso Eu Tenho um Sonho. Seu próximo álbum, The Times They Are A-Changin', de 1964, consolida sua fama de cantor rebelde de músicas de protesto. Em Another Side of Bob Dylan, ele começa a desafiar esse rótulo.

A grande mudança vem em Bringing It All Back Home (1965) quando Dylan introduz instrumentos elétricos para desesperdo dos puristas do folk. A banda de folk rock The Byrds chega ao topo das paradas de sucessos com uma versão de Mr. Tambourine Man com uma guitarra de 12 cordas.

Em junho de 1965, Dylan grava seu maior sucesso, Like a Rolling Stone, e se consolida como um dos maiores músicos e poetas da história do rock.

ARGENTINA SE MOBILIZA PARA TOMAR MALVINAS

    Em 1982, depois de um conflito entre trabalhadores argentinos e cientistas britânicos na Ilha Geórgia do Sul, a Argentina mobiliza as Forças Armadas para invadir as Ilhas Malvinas, que os britânicos chamam de Falklands.

Durante a última ditadura militar (1976-83), em 2 de abril de 1982, a Argentina invade as Ilhas Malvinas. O ditador Leopoldo Galtieri supõe que o Reino Unido não vai lutar por "umas ilhotas". Mas a primeira-ministra Margaret Thatcher não aceita o que seria uma humilhação para uma grande potência e envia uma força-tarefa que retoma as ilhas.

A Argentina se rende em 14 de junho depois da morte de 649 argentinos e 258 britânicos. O tenente de navio Alfredo Astiz, torturador assassino acusado pela morte de duas freiras franceses e de Dagmar Hagelin, uma menina sueco-argentina de 17 anos morta com um tiro pelas costas, é o governador militar da Geórgia do Sul. Rende-se sem disparar um tiro. É preso pelos britânicos. Thatcher o entrega à Argentina, apesar dos pedidos de extradição da França e da Suécia.

Desmoralizada, a ditadura militar argentina cai em 1983.

quarta-feira, 19 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 19 de Março

 CONJURAÇÃO DE AMBOISE

    Em 1560, uma conspiração de aristocratas huguenotes (protestantes) contra a poderosa família católica Guise fracassa na França.

Com a ascensão do rei Francisco II ao trono da França com apenas 14 anos, a família Guise se torna muito poderosa, o que gera inimizade dentro da própria nobreza. 

A conspiração é articulada. A cara do movimento é um nobre huguenote conhecido como La Renaudie. Por trás, está Luís I de Bourbon, príncipe de Condé. Os Guise ficam sabendo quando a corte está em Blois e levam o rei para Amboise.

La Renaudie adia os planos. Os conspiradores se dividem em pequenos grupos e se infiltram na Floresta de Amboise. Como são traídos, o inimigo os espera. Em 19 de março, La Renaudie e outros conspiradores atacam o Castelo de Amboise. O assédio é repelido, La Renaudie morre e vários conspiradores são presos.

A vingança da família Guise é cruel e impiedosa. Por uma semana, há tortura, enforcamentos, esquartejamentos e corpos jogados no Rio Loire. Condé é condenado à morte, mas a morte do rei Francisco II, em dezembro, o salva.

NEVADA LEGALIZA O JOGO

    Em 1931, o estado de Nevada legaliza o jogo e abre o caminho para a instalação de cassinos, especialmente na cidade de Las Vegas.

Única grande cidade do Oeste dos Estados Unidos fundada no século 20, Las Vegas evolui de uma cidadezinha construída ao redor de uma estação ferroviária no início do século passado para a cidade que mais crescia no país no fim do século, com seus cassinos e hotéis cinematográficos que atraem dezenas de milhões de turistas por ano.

Las Vegas é mais procurada do que atrações turísticas como o Grand Canyon e o Parque Nacional de Yellowstone.

Com uma população de 648 mil pessoas e mais de 2,8 milhões na região metropolitana, Las Vegas é a maior e mais rica cidade de Nevada. É a cidade de um milhão de luzes, com sua arquitetura exuberante e exagerada, de uma riqueza ostensiva e brega.

INDEPENDÊNCIA DA ARGÉLIA

    Em 1962, autoridades da França e líderes da Frente de Libertação Nacional (FLN) da Argélia assinam os Acordos de Evian, que acabam com uma guerra de oito anos e dão independência ao país do Norte da África.

A Guerra da Independência da Argélia foi uma das principais guerra de descolonização da segunda metade do século 20, marcada por uma guerra de guerrilhas e crimes de guerra cometidos pelos dois lados. Começa em 1º de novembro de 1954, o Dia de Todos os Santos Vermelho.

A brutalidade do Exército da França alienou os argelinos, que aderiram à revolução, acabou com o apoio à guerra colonial na França Metropolitana e abalou o prestígio internacional do país. A Quarta República (1946-58) acaba e dá lugar à Quinta República, sob a égide do general Charles de Gaulle.

Depois de uma onda de manifestações pela independência nas principais cidades argelinas, em 1960, e de uma resolução das Nações Unidas sobre o direito à independência, o então presidente De Gaulle inicia negociações com a FLN.

DYLAN LANÇA PRIMEIRO ÁLBUM

    Em 1962, o cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, que foi do folk ao rock e é considerado o maior poeta da história do rock, lança seu primeiro álbum, Bob Dylan. Ele ganha o Prêmio Nobel de Literatura de 2016.

Robert Allen Zimmerman nasce em Dulluth, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de maio de 1941, numa família judaica. Ele cresce na cidade mineira de Hibbing, no mesmo estado. 

Sob influência da música de Woodie Guthrie, Hank Williams, Little Richard, Elvis Presley e Johnny Ray, Bob compra seu primeiro violão aos 14 anos, em 1955. Antes de entrar para a Universidade de Minnesota em Mineápolis, em 1959, ele toca piano na banda do pop star Bobby Vee.

Quando está na faculdade, descobre o bairro boêmio de Mineápolis, Dinkytown. Fã da poesia beat e de Woodie Guthrie, toca música folclórica  e adota o nome de Dylan em homenagem ao poeta galês Dylan Thomas.

Para encontrar Guthrie, que está hospitalizado em Nova Jérsei, Dylan se muda para Nova York em janeiro de 1961 e começa a tocar na noite no Greenwich Village, o bairro beat the Manhattan. Logo arregimenta um grupo de fãs e é contratado para tocar harmônica numa gravação de Harry Belafonte.

Uma crítica laudatória de Robert Shelton no jornal The New York Times de um show em setembro de 1961 rende um contrato com a Columbia Records. O primeiro álbum é recebido com críticas positivas e negativas, como o lamento de um caubói do Meio-Oeste com voz rouca.

O segundo álbum, Freewhelin' Bob Dylan, lançado em maio de 1963, o coloca como uma voz da contracultura, um rebelde com causa. Seu primeiro sucesso, Blowin' in the Wind, lhe dá o status de grande artista.

Em 1963, Dylan faz seu primeiro concerto em Nova York. Em maio, quando é proibido de tocar Talkin' John Birch Paranoid Blues no programa de televisão Ed Sullivan Show, onde os Beatles haviam aparecido pela primeira vez em rede nacional de televisão nos EUA, ele rejeita a censura e se retira, mas perde uma grande oportunidade.

No verão daquele ano, por indicação da cantora Joan Baez, que namora de 1961 a 1965, Dylan se apresenta no Newport Folk Festival e é coroado rei da música folclórica dos EUA. 

Em 28 de agosto de 1963, Dylan e Joan Baez cantam na Marcha sobre Washington, em que o reverendo Martin Luther King Jr., líder da luta pacífica pelos direitos civis dos negros, faz o famoso discurso Eu Tenho um Sonho. Seu próximo álbum, The Times They Are A-Changin', de 1964, consolida sua fama de cantor rebelde de músicas de protesto. Em Another Side of Bob Dylan, ele começa a desafiar esse rótulo.

A grande mudança vem em Bringing It All Back Home (1965) quando Dylan introduz instrumentos elétricos para desesperdo dos puristas do folk. A banda de folk rock The Byrds chega ao topo das paradas de sucessos com uma versão de Mr. Tambourine Man com uma guitarra de 12 cordas.

Em junho de 1965, Dylan grava seu maior sucesso, Like a Rolling Stone, e se consolida como um dos maiores músicos e poetas da história do rock.

terça-feira, 19 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 19 de Março

CONJURAÇÃO DE AMBOISE

    Em 1560, uma conspiração de aristocratas huguenotes (protestantes) contra a poderosa família católica Guise fracassa na França.

Com a ascensão do rei Francisco II ao trono da França com apenas 14 anos, a família Guise se torna muito poderosa, o que gera inimizade dentro da própria nobreza. 

A conspiração é articulada. A cara do movimento é um nobre huguenote conhecido como La Renaudie. Por trás, está Luís I de Bourbon, príncipe de Condé. Os Guise ficam sabendo quando a corte está em Blois e levam o rei para Amboise.

La Renaudie adia os planos. Os conspiradores se dividem em pequenos grupos e se infiltram na Floresta de Amboise. Como são traídos, o inimigo os espera. Em 19 de março, La Renaudie e outros conspiradores atacam o Castelo de Amboise. O assédio é repelido, La Renaudie morre e vários conspiradores são presos.

A vingança da família Guise é cruel e impiedosa. Por uma semana, há tortura, enforcamentos, esquartejamentos e corpos jogados no Rio Loire. Condé é condenado à morte, mas a morte do rei Francisco II, em dezembro, o salva.

NEVADA LEGALIZA O JOGO

    Em 1931, o estado de Nevada legaliza o jogo e abre o caminho para a instalação de cassinos, especialmente na cidade de Las Vegas.

Única grande cidade do Oeste dos Estados Unidos fundada no século 20, Las Vegas evolui de uma cidadezinha construída ao redor de uma estação ferroviária no início do século passado para a cidade que mais crescia no país no fim do século, com seus cassinos e hotéis cinematográficos que atraem dezenas de milhões de turistas por ano.

Las Vegas é mais procurada do que atrações turísticas como o Grand Canyon e o Parque Nacional de Yellowstone.

Com uma população de 648 mil pessoas e mais de 2,8 milhões na região metropolitana, Las Vegas é a maior e mais rica cidade de Nevada. É a cidade de um milhão de luzes, com sua arquitetura exuberante e exagerada, de uma riqueza ostensiva e brega.

INDEPENDÊNCIA DA ARGÉLIA

    Em 1962, autoridades da França e líderes da Frente de Libertação Nacional (FLN) da Argélia assinam os Acordos de Evian, que acabam com uma guerra de oito anos e dão independência ao país do Norte da África.

A Guerra da Independência da Argélia foi uma das principais guerra de descolonização da segunda metade do século 20, marcada por uma guerra de guerrilhas e crimes de guerra cometidos pelos dois lados. Começa em 1º de novembro de 1954, o Dia de Todos os Santos Vermelho.

A brutalidade do Exército da França alienou os argelinos, que aderiram à revolução, acabou com o apoio à guerra colonial na França Metropolitana e abalou o prestígio internacional do país. A Quarta República (1946-58) acaba e dá lugar à Quinta República, sob a égide do general Charles de Gaulle.

Depois de uma onda de manifestações pela independência nas principais cidades argelinas, em 1960, e de uma resolução das Nações Unidas sobre o direito à independência, o então presidente De Gaulle inicia negociações com a FLN.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Biden deve vencer a eleição presidencial nos EUA

 Com a vitória no estado de Michigan, anunciada há pouco pela rede de televisão americana CNN, o candidato da oposição à Presidência dos Estados Unidos, o ex-vice-presidente Joe Biden, marcha para a vitória na eleição ontem. 

Biden soma 253 votos eleitorais contra 213 de Trump, e lidera no Arizona e em Nevada, onde os votos que faltam vêm de redutos onde o Partido Democrata costuma vencer. Com esses dois estados, chega aos 270 votos necessários à vitória no Colégio Eleitoral.

Sem aceitar o resultado, o presidente Donald Trump recorreu à Justiça para pedir a recontagem dos votos em Wisconsin e o fim da apuração na Pensilvânia, onde sua liderança é ameaçada pelos votos enviados pelo correio.

Em pronunciamento há pouco em Delaware, onde mora, Biden evitou cantar vitória. Pediu apenas que todos os votos sejam contados: "Ninguém vai tirar nossa democracia." Ele prometeu governar para todos: "Temos de parar de considerar nossos oponentes inimigos. Não somos inimigos."

No Arizona, faltam principalmente os votos do condado onde fica Phoenix, a maior cidade do estado, tradicional reduto democrata. Arizona é o estado de John McCain, senador, herói da Guerra do Vietnã e candidato derrotado por Barack Obama em 2008, menosprezado por Trump, que disse não considerar McCain um herói porque "foi preso". A viúva, Cindy McCain, apoiou Biden.

Em Nevada, a maioria dos votos que faltam vem do condado de Las Vegas, onde os democratas costumam vencer e estão na frente. Na Pensilvânia, Trump está na frente e tenta parar a contagem dos votos enviados pelo correio, em que Biden leva vantagem.

Biden lidera em Michigan e Wisconsin, e Trump na Pensilvânia

 A eleição presidencial nos Estados Unidos marcha para um final muito apertado. O ex-vice-presidente Joe Biden tomou a dianteira hoje nos estados de Michigan e Wisconsin, onde o presidente Donald Trump venceu em 2016. Trump tem uma boa vantagem na Pensilvânia, onde ainda não foram apurados centenas de milhares de votos enviados pelo correio.

O Partido Democrata ainda espera uma virada na Pensilvânia, onde Trump também ganhou em 2016, o que daria a vitória ao oposicionista. A campanha de Trump anunciou que vai pedir uma recontagem dos votos de Wisconsin, onde o ex-vice-presidente tem uma vantagem de 20 mil votos, que não deve ser anulada na recontagem.

Biden também está na frente no Arizona e em Nevada, onde os votos a apurar vem de regiões de maioria democrata. Assim, sua vitória não parece ameaçada. Se vencer no Arizona, em Nevada, em Michigan e Wisconsin, o candidato democrata chega à Casa Branca sem necessidade de ganhar na Pensilvânia.

Na Geórgia, que tradicionalmente vota no Partido Republicano, a vantagem do presidente está diminuindo e faltam apurar votos de redutos democratas, mas Biden precisa de dois terços dos votos que faltam para levar o estado. Não precisa da Geórgia se ganhar nos estados citados acima.

sábado, 23 de maio de 2020

Trump ataca voto pelo correio

Com popularidade em queda por causa da pandemia do coronavírus, que tem mais de 1,665 milhão de casos registrados e 98.639 mortes nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump atacou nesta semana a votação pelo correio, a melhor alternativa para evitar que os eleitores tenham de enfrentar longas filas nas eleições de 3 de novembro, alegando que podem ter fraude generalizada.

Trump ameaçou suspender a ajuda federal a estados governados pelo Partido Democrata, como Michigan e Nevada, que estão oferecendo a alternativa aos eleitores. A Califórnia e Wisconsin oferecem a mesma oportunidade para evitar um aumento da abstenção.

"Para votar de verdade, sem fraude, você precisar votar numa sessão eleitoral", declarou o presidente ao visitar uma fábrica da Ford em Michigan, um dos estados-chaves, alegando que o voto pelo correio pode "estar sujeito a fraude e abuso".

Em 2016, o candidato Trump levantou suspeitas de fraude. Mesmo depois da vitória, insistiu no assunto para justificar a derrota por quase 3 milhões de votos para a candidata democrata, Hillary Clinton, no voto popular. Nunca apresentou nenhuma prova para corroborar a acusação.

Como nos EUA e nas democracias liberais de modo geral, o voto não é obrigatório, o risco de pegar a covid-19 pode levar muito mais eleitores a ficar em casa. Historicamente o Partido Republicano se beneficia quando a abstenção aumenta e tenta criar problemas, por exemplo, para desestimular o voto de minorias como negros e latinos, bases eleitorais importantes do Partido Democrata.

Michigan e Nevada estão entre os chamados estados-pêndulo, o pequeno grupo de 10 a 15 estados onde a situação está indefinida, que são os que decidem a eleição presidencial. Nos EUA, a eleição presidencial é realizada por um Colégio Eleitoral de 538 delegados. Quem vence num estado no voto popular leva todos os votos daquele estado no Colégio Eleitoral.

Nos estados mais liberais, como a Califórnia e Nova York, a vitória do Partido Democrata é certa. Em estados conservadores como Texas, Kansas, Idaho, Dakota do Sul e Dakota do Norte, o Partido Republicano é amplamente favorito, embora no Texas haja dúvida por causa do aumento da população de origem latino-americana.

Assim, a eleição presidencial costuma ser decidida em estados como a Flórida, Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin. Em 2016, Trump se elegeu derrotando Hillary por margens apertadas de dezenas de milhares de votos nestes últimos quatro estados. A tendência é que a disputa seja apertada mais uma vez neste ano.

Por causa do crescimento econômico e do desemprego no menor nível em 50 anos, Trump era o favorito antes da pandemia. A situação mudou. Desde março, 38,6 milhões de americanos perderam o emprego. A taxa de desemprego subiu de 3,5% para 14,7% no mês passado e pode chegar a 20% neste mês.

No momento, o candidato democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, tem uma vantagem de 2 a 10 pontos percentuais nas pesquisas nacionais, que não necessariamente refletem a realidade de uma eleição decidida pelos estados. Mas Trump está preocupado. As pesquisas indicam a chance de vitória democrata em estados conservadores como o Arizona, onde Biden lidera com vantagem de quatro pontos percentuais.

Em nível nacional, 53,4% dos americano desaprovam o governo Trump e 42,9% aprovam, de acordo com o sítio FiveThirtyEight, do matemático Nate Silver, que acertou o resultado das últimas eleições presidenciais, menos a vitória de Trump em 2016. Só a pesquisa do jornal Los Angeles Times acertou. Usou sempre a mesma amostra, conseguindo detectar melhor a tendência do eleitorado.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Hillary Clinton deve ser eleita hoje primeira mulher presidente dos EUA

Salvo uma grande surpresa que não pode ser descartada, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton deve ser eleita hoje como a primeira mulher presidente dos Estados Unidos. 

Pelos cálculos do matemático Nate Silver, do sítio FiveThirtyEight, que acertou o resultado das duas eleições do presidente Barack Obama, Hillary tem 71,4% de chance de vencer o magnata imobiliário Donald Trump.

Na média das pesquisas nacionais, a vantagem de Hillary passou de 2,8 para 3,5 pontos percentuais. Esta diferença está dentro da margem de erro das pesquisas, mas a candidata do Partido Democrata também lidera na maioria dos estados decisivos em que qualquer um dos dois pode vencer.

Trump tem uma boa vantagem em Ohio, essencial para a vitória de qualquer candidato do Partido Republicano nas últimas décadas. Hillary tem uma pequena vantagem, dentro da margem de erro, na Flórida, o quarto maior estado em população, que manda 29 delegados para o Colégio Eleitoral de 538 delegados.

Nos EUA, a eleição presidencial é na prática a soma de 50 eleições estaduais. Com a exceção de dois estados que fazem uma divisão proporcional dos delegados de acordo com a votação, nos outros o vencedor leva todos os delegados.

Com a polarização do eleitorado, os democratas têm vitória certa na Califórnia, o estado mais populoso, com 55 delegados, e em Nova York, o terceiro, com 29 delegados, enquanto os republicanos costumam vencer no Texas, o segundo maior, com 38 delegados.

Assim, a Flórida é o estado mais importante em disputa. Seu eleitorado latino, dominado por exilados cubanos e seus descendentes, era tradicionalmente republicano, mas as ofensas de Trump e ameaça de deportação de imigrantes ilegais ajudaram Hillary.

Até mesmo no Texas a posição de Trump esteve ameaçada por causa do eleitorado de origem latino-americana, que é contra a proposta de construção de um muro na fronteira com o México.

Para vencer, Trump precisa da Flórida, da Ohio e de outros estados indefinidos, como Carolina do Norte, Michigan, Nevada, Novo Hampshire e Pensilvânia. Hillary está na frente nas pesquisas em todos eles, menos em Ohio.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

México ameaçar revogar tratado de 1848 se Trump for eleito

Se o magnata imobiliário Donald Trump for eleito presidente dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016 e mudar unilateralmente o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o México pode revogar uma série de 75 tratados bilaterais, entre eles o de 1848, que cedeu metade do território mexicano aos EUA, inclusive os estados da Califórnia, do Arizona, de Nevada e do Novo México.

A iniciativa foi apresentada ontem pelo senador esquerdista Armando Ríos Piter em reação ao encontro entre Trump e o presidente Enrique Peña Nieto no Palácio Nacional, considerado ultrajante pelos mexicanos depois das acusações de tráfico, contrabando e crimes sexuais feitas na campanha e da ameaça de erguer um muro na fronteira entre os dois países e obrigar o México a pagar.

Quando Trump fala em construir um muro alto e inexpugnável na fronteira para barrar os imigrantes ilegais, os mexicanos sugerem ironicamente que seja na fronteira anterior ao tratado de 1848.

"É o primeiro passo para estabelecermos uma política pública sobre como o México deve reagir diante da ameaça" de um governo Trump, declarou o senador ao jornal britânico Financial Times. "Esta lei quer simplesmente proteger uma relação de sucesso de 22 anos útil para ambas as nações. Queremos defender o Nafta de uma posição que visa destruí-lo."

O projeto nasceu de uma ideia do ex-deputado Agustín Barrios Gómez, hoje diretor da Fundação Imagem do México, uma organização que tenta melhorar a percepção do país no exterior.

Além de revogar tratados, o projeto de lei proíbe qualquer tentativa de usar dinheiro mexicano para erguer um muro na fronteira. Se Trump confiscar como prometeu parte dos US$ 24 bilhões que os imigrantes e seus descendentes enviam anualmente ao México, o governo mexicano está autorizado a reter a mesma quantia nas remessas feitas por empresas ou indivíduos aos EUA.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Desemprego cai menos em estados-chaves nos EUA

Má noticia para o presidente Barack Obama: o desemprego caiu menos nos 14 estados decisivos para a vitória na eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

No regime político americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral formado por 538 delegados que representam os estados da União. São necessários pelo menos 270 votos desses grandes eleitores para chegar à Casa Branca. Quando um candidato vence a eleição no voto popular em um estado, conquista todos os delegados daquele estado.

Assim, nos estados mais liberais, como Califórnia e Nova York, que tradicionalmente votam no Partido Democrata, o voto republicano para a Casa Branca acaba não pesando no resultado final.  Por outro lado, em estados conservadores como o Texas, as Dakotas do Norte e do Sul, Kansas e boa parte do Centro-Sul dos EUA, a vitória republicana é certa e o voto democrata para presidente não pesa.

Quando Jimmy Carter foi eleito, em 1976, houve disputa real em 40 estados. Mas, desde que Ronald Reagan forjou uma aliança do Partido Republicano com os cristãos conservadores, a partir de sua vitória, em 1980, a polarização entre liberais e conservadores aumentou. Há uma série de chamadas guerras culturais sobre aborto, drogas, homossexualismo, religião nas escolas públicas que dividem profundamente a sociedade americana.

Na reeleição de George W. Bush, em 2004, os democratas só ganharam nos três estados da Costa Oeste, em Nova York, na Nova Inglaterra e na região dos Grandes Lagos, junto ao Canadá, as regiões dos EUA mais abertas para o mundo. O estado de Ohio foi considerado decisivo, como a Flórida tinha sido em 2000, quando o governador Jeb Bush, irmão do candidato, deu uma mãozinha e fraudou a eleição, com a conivência de uma Suprema Corte conservadora, que não autorizou a recontagem dos votos pedida pela candidatura democrata de Al Gore.

Agora, o jornal inglês Financial Times comparou os dados sobre geração de empregos dos 14 estados que estão realmente em jogo, onde Obama e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, praticamente certo como candidato do Partido Republicano, vão concentrar suas campanhas.

Romney esteve em Novo Hampshire na terça-feira e hoje foi a Ohio. Obama esteve nesta semana na Carolina do Norte, no Colorado e em Iowa. Os comícios para o lançamento oficial de sua campanha à reeleição serão na próxima semana em Ohio e na Virgínia.

Outro estado decisivo é a Flórida. Romney pode indicar o jovem senador Marco Rubio para candidato a vice-presidente numa tentativa de agradar à Flórida e aos conservadores. Rubio foi eleito no estado em 2010 com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, que perdeu muita força mas ainda é uma base importante do partido.

Os outros estados-chaves examinados foram Maine, Michigan, Minnesota, Nevada, Novo México, Pensilvânia e Wisconsin.

De março de 2011 a março de 2012, esses 14 estados-chaves tiveram um saldo de 406 mil empregos gerados a mais do que destruídos, um aumento de 0,97% em relação aos 41,8 milhões de empregos registrados no início da pesquisa.

Nos demais estados e no Distrito de Colúmbia, foram abertas 1,22 milhão de novas vagas de emprego a mais do que fechadas, uma alta de 1,36% em relação aos 89,3 milhões de empregos preexistentes.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente americano se reelegeu com taxa de desemprego acima de 7,2% no dia da votação. Hoje o índice está em 8,2%. A redução do número de empregos gerados no mês passado de cerca de 200 mil para pouco mais de 120 mil indica uma desaceleração no mercado de trabalho.

"É um risco para a campanha de Obama falar de recuperação da economia em estados onde a geração de empregos tem sido fraca", observa Matt McDonald, consultor da empresa Hamilton Place Strategies.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Hillary e Romney ganham em Nevada

A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, no Partido Democrata, e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, no Partido Republicano, venceram as convenções regionais realizadas no sábado, 19 de janeiro, para escolha dos candidatos à eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos.

Com 97% dos votos apurados, Hillary tinha 51% contra 45% para o senador Barack Obama e apenas 4% para o ex-senador John Edwards.

Assim como em Novo Hampshire, as mulheres garantiram a vitória de Hillary. Quase 60% dos 114 mil convencionais democratas eram mulheres; destas, 51% votaram em Hillary e 38% em Obama.

Na Carolina do Sul, o senador John McCain tem uma pequena vantagem sobre o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee. Nenhum republicano chegou à Casa Branca sem ganhar a primária na Carolina do Sul.