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sábado, 7 de novembro de 2020

Joe Biden está eleito presidente dos EUA

Com a vitória no estado da Pensilvânia, na terceira tentativa, aos 77 anos, o ex-vice-presidente Joe Biden somou 273 no Colégio Eleitoral e foi eleito presidente, anunciaram há pouco jornais e televisões dos Estados Unidos. 

A senadora Kamala Harris entra para a história como a primeira mulher vice-presidente e a primeira de origem africana ou indiana e fazer parte de uma chapa presidencial eleita no país.

O presidente Donald Trump e parte do Partido Republicano ainda contestam o resultado e estão movendo ações para tentar anular os votos enviados pelo correio, mas poucos acreditam que a Justiça mude o resultado das urnas sem provas consistentes de fraude, que até agora não foram apresentadas. O ex-governador da Flórida Jeb Bush, derrotado por Trump nas eleições primárias de 2016, cumprimentou Biden.

Leia mais em Quarentena News.

Biden mostra confiança na vitória e fala como presidente eleito

Em pronunciamento pouco depois da meia-noite pela hora de Brasília, o ex-vice-presidente Joe Biden declarou estar certo de que vai vencer a eleição presidencial nos Estados Unidos, mas evitou cantar a vitória antes do tempo como fez o presidente Donald Trump.

"Meus compatriotas americanos, não temos uma declaração final de vitória ainda, mas os números contam uma história clara e convincente: vamos ganhar esta corrida", afirmou Biden ao lado da candidata a vice-presidente, a senadora Kamala Harris.

No momento, a chapa democrata tem vantagem no Arizona, na Geórgia, em Nevada e na Pensilvânia, o que lhe daria mais 53 eleitores além dos 253 que já conquistou. Para ser eleito, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral. Trump tem 213 votos e deve levar mais 15 na Carolina do Norte. Meu comentário:

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Trump dobra a aposta na denúncia vazia de fraude

Em mais um pronunciamento patético na Casa Branca, sem apresentar qualquer prova, o presidente Donald Trump insistiu que a eleição presidencial lhe está sendo roubada por uma fraude maciça, enquanto sua vantagem diminui nos estados da Geórgia e da Pensilvânia. 

Na Geórgia, o ex-vice-presidente Joe Biden está apenas 1.709 votos atrás; na Pensilvânia, a vantagem do presidente caiu para 22,5 mil. Se Biden ganhar em um desses estados e mantiver a dianteira em Nevada, será o próximo presidente dos Estados Unidos.

Três emissoras de televisão, ABC, NBC e MSNBC interromperam o pronunciamento do presidente para avisar ao público que ele estava mentindo. Mais cedo, juízes da Geórgia e de Michigan rejeitaram recursos da campanha de Trump para parar a contagem. 

O presidente pretende contestar o resultado em todos os estados onde Biden obtiver uma vitória apertada. Seus partidários protestam nas ruas de várias cidades, mas dentro do próprio Partido Republicano vozes se levantam em defesa da democracia.

O resultado das eleições também foi decepcionante para o Partido Democrata. Não houve a esperada onda azul para varrer o trumpismo, apesar do fracasso total do presidente no combate à pandemia do novo coronavírus. Os democratas perderam cadeiras na Câmara e não conseguiram virar o Senado. Meu comentário:

Biden está perto mas não garantiu a vitória

Aos 77 anos anos, faz 78 em dezembro, na terceira tentativa, o ex-vice-presidente Joe Biden está perto da Presidência dos Estados Unidos. Mas a batalha voto a voto ainda não terminou e o presidente Donald Trump anunciou que vai à Justiça pedir a recontagem dos votos de Wisconsin e para parar a apuração na Geórgia e na Pensilvânia, tendo em vista anular os votos enviados pelo correio.

Mais uma vez, as pesquisas e modelos matemáticos erraram. A expectativa era de uma vitória de Biden por 7 a 8 pontos percentuais nacionalmente no voto popular. No momento, a chapa democrata soma 72 milhões de votos (50,4%) e a chapa republicana, 68,6 milhões (48%), uma diferença de 2,4 pontos percentuais.

Com a vitória de Trump na Flórida, anunciada na noite de terça-feira, ficou aberto o caminho para a eleição do presidente. Biden virou o jogo na manhã de quarta-feira, ao assumir a liderança em Michigan e Wisconsin. Sua vantagem no voto popular está em 3.465.515, mais do que os 2.868.686 de Hillary Clinton em 2016. Meu comentário:

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Biden deve vencer a eleição presidencial nos EUA

 Com a vitória no estado de Michigan, anunciada há pouco pela rede de televisão americana CNN, o candidato da oposição à Presidência dos Estados Unidos, o ex-vice-presidente Joe Biden, marcha para a vitória na eleição ontem. 

Biden soma 253 votos eleitorais contra 213 de Trump, e lidera no Arizona e em Nevada, onde os votos que faltam vêm de redutos onde o Partido Democrata costuma vencer. Com esses dois estados, chega aos 270 votos necessários à vitória no Colégio Eleitoral.

Sem aceitar o resultado, o presidente Donald Trump recorreu à Justiça para pedir a recontagem dos votos em Wisconsin e o fim da apuração na Pensilvânia, onde sua liderança é ameaçada pelos votos enviados pelo correio.

Em pronunciamento há pouco em Delaware, onde mora, Biden evitou cantar vitória. Pediu apenas que todos os votos sejam contados: "Ninguém vai tirar nossa democracia." Ele prometeu governar para todos: "Temos de parar de considerar nossos oponentes inimigos. Não somos inimigos."

No Arizona, faltam principalmente os votos do condado onde fica Phoenix, a maior cidade do estado, tradicional reduto democrata. Arizona é o estado de John McCain, senador, herói da Guerra do Vietnã e candidato derrotado por Barack Obama em 2008, menosprezado por Trump, que disse não considerar McCain um herói porque "foi preso". A viúva, Cindy McCain, apoiou Biden.

Em Nevada, a maioria dos votos que faltam vem do condado de Las Vegas, onde os democratas costumam vencer e estão na frente. Na Pensilvânia, Trump está na frente e tenta parar a contagem dos votos enviados pelo correio, em que Biden leva vantagem.

Biden lidera em Michigan e Wisconsin, e Trump na Pensilvânia

 A eleição presidencial nos Estados Unidos marcha para um final muito apertado. O ex-vice-presidente Joe Biden tomou a dianteira hoje nos estados de Michigan e Wisconsin, onde o presidente Donald Trump venceu em 2016. Trump tem uma boa vantagem na Pensilvânia, onde ainda não foram apurados centenas de milhares de votos enviados pelo correio.

O Partido Democrata ainda espera uma virada na Pensilvânia, onde Trump também ganhou em 2016, o que daria a vitória ao oposicionista. A campanha de Trump anunciou que vai pedir uma recontagem dos votos de Wisconsin, onde o ex-vice-presidente tem uma vantagem de 20 mil votos, que não deve ser anulada na recontagem.

Biden também está na frente no Arizona e em Nevada, onde os votos a apurar vem de regiões de maioria democrata. Assim, sua vitória não parece ameaçada. Se vencer no Arizona, em Nevada, em Michigan e Wisconsin, o candidato democrata chega à Casa Branca sem necessidade de ganhar na Pensilvânia.

Na Geórgia, que tradicionalmente vota no Partido Republicano, a vantagem do presidente está diminuindo e faltam apurar votos de redutos democratas, mas Biden precisa de dois terços dos votos que faltam para levar o estado. Não precisa da Geórgia se ganhar nos estados citados acima.

Trump canta vitória e denuncia tentativa de fraude

Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente Donald Trump acaba de se declarar vencedor da eleição presidencial de 3 de novembro e de denunciar uma suposta tentativa de fraudar o resultado. Ele prometeu recorrer à Suprema Corte para parar a contagem dos votos.

Trump vangloriou-se das vitórias no Texas, na Flórida e em Ohio, onde efetivamente venceu, mas alegou ter ganho também na Pensilvânia, em Michigan e em Wisconsin, os estados decisivos em 2016, onde a apuração ainda está longe do fim.

O vice-presidente Mike Pence falou rapidamente, agradeceu a mais de 60 milhões de americanos que votaram neles e prometeu manter a vigilância enquanto a apuração estiver em andamento, ou seja, não cantou vitória antes da hora.

Trump ganha em estados-chaves e eleição nos EUA terá final apertado

 Mais uma vez, as pesquisas estavam erradas. O presidente Donald Trump venceu a eleição presidencial na Flórida, em Ohio e em Iowa, e deve ganhar no Texas, na Geórgia e na Carolina do Norte, estados onde o ex-vice-presidente Joe Biden tinha esperança de vencer. 

Até agora, o candidato democrata só virou um estado, o Arizona, onde a apuração ainda não terminou. O resultado final está em aberto e pode não sair hoje.

Como em 2016, a eleição pode ser decidida em estados do Cinturão da Ferrugem e do Meio-Oeste, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin, a chamada Muralha Azul (cor do Partido Democrata), que Trump derrubou para chegar à Casa Branca.

Os democratas esperam tirar a vantagem que o presidente tem no momento em Michigan, onde a maioria dos votos antecipados ainda não foi computada. A oposição espera uma repetição em Michigan, na Pensilvânia e em Wisconsin do que aconteceu no estado da Virgínia, onde Trump liderou a apuração até perto do fim, mas Biden ganhou.

"Este é um jogo de xadrez onde ninguém comeu uma peça importante", comentou David Axelrod, que foi marqueteiro do presidente Barack Obama. Os democratas estão muito menos eufóricos. Tem medo de uma repetição do que aconteceu em 2016, quando a ex-secretária de Estado Hillary Clinton venceu no voto popular por pouco menos de 2,9 milhões de votos, mas perdeu no Colégio Eleitoral por causa das derrotas na Pensilvânia, em Michigan e em Wisconsin por pouco menos de 78 mil votos.

Biden fez um pronunciamento há pouco para manter o otimismo, manifestando confiança de vencer em Michigan e na Pensilvânia,

Para ser eleito presidente dos Estados Unidos, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral. No momento, às 3h30 no Rio de Janeiro, Biden tem 220 e  Trump 210. O presidente deve levar mais 16 votos eleitorais na Geórgia. O resto está em aberto.

Por causa da votação pelo correio, o resultado final no decisivo estado da Pensilvânia pode demorar dias e parar na Justiça.

No Twitter, Trump se vangloria de uma grande vantagem e acusa a oposição de querer roubar a eleição. Era esperado que o presidente saísse com uma liderança inicial na apuração porque os votos pelo correio e sufragados antecipadamente serão contados depois na maioria dos estados.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Brasil volta a registrar mil mortes num dia por covid-19

Com 1.090 mortes e 34.755 casos novos, o Brasil chegou a 133.207 óbitos da doença do coronavírus de 2019. O total de casos confirmados se aproxima de 3,9 milhões. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 813. É a mais alta desde 6 de setembro.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados se aproxima de 29,5 milhões, com quase 931,5 mil mortes e cerca de 21,5 milhões pacientes curados. A Índia registrou o maior número de contágios (91.120) e de mortes (1.283) em 24 horas.

Nos Estados Unidos, o total de casos confirmados passa de 6,6 milhões e quase 196 mil mortes. Na semana passada, os estados do Kansas e do Tennessee registraram novos recordes de mortes por dia, enquanto Dakota do Norte, Missouri e Wisconsin notificaram seus maiores números de contágios num dia. Um juiz federal da Pensilvânia anulou uma ordem de ficar em casa do governador Tom Wolf. Meu comentário:

domingo, 28 de abril de 2019

Neonazista ataca sinagoga na Califórnia

Um atirador abriu fogo com um fuzil de assalto ontem na sinagoga de Poway, no sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Uma pessoa morreu e três saíram feridas. O terrorista, identificado como John Earnest, de 19 anos, entregou-se à polícia. 

Em manifesto divulgado via Internet, Earnest se declara como "antissemista" e
"supremacista branco", apresenta planos para matar judeus e admite ser inspirado por Jesus Cristo e Adolf Hitler. Ele confessa que tocou fogo na mesquita de Escondido, a 15 quilômetros do último alvo.


Entre as motivações para a ação, o neonazista citou o massacre na sinagoga Tree of Life (Árvore da Vida), em Pittsburgh, em 27 de outubro de 2018, quando 11 pessoas foram mortas, no pior atentado contra judeus da história dos EUA, e o ataque terrorista contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, com 50 mortes, em 15 de março de 2019.

Nesse sábado, quatro feridos foram levados para o Centro Médico Palomar. Uma mulher morreu. Dois homens, um deles o rabino Yisrael Goldstein, e uma menina estão hospitalizados, mas não correm risco de vida.

Ao identificar o suspeito, o xerife do condado de São Diego, William Gore, falou que a arma deve ter tido problemas. Caso contrário, o neonazista teria matado muito mais gente. O atentado aconteceu no último dia do Pessach (Passagem), em que os judeus festejam a fuga do Egito para a liberdade.

sábado, 27 de outubro de 2018

Ataque a sinagoga deixa 11 mortos nos EUA

Um homem branco gritando "todos os judeu têm de morrer" atacou hoje uma sinagoga da cidade de Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Onze pessoas morreram e seis saíram feridas, entre elas quatro policiais. 

Foi a maior chachina de judeus da história dos EUA. O atirador foi baleado e preso pela polícia, que ainda investiga se algum cúmplice estaria na área. Horas depois, foi identificado como Robert Bowers, de 46 anos.

Ao comentar a tragédia, o presidente Donald Trump declarou que, "se eles tivessem guardas armados dentro da sinagoga, talvez tivessem evitado as mortes". O presidente sugeriu aplicar a pena de morte e ficou de fazer um pronunciamento mais longo depois.

Desde as manifestações de neonazistas em Charlottesville no ano passado, Trump tem sido acusado de leniência com grupos de extrema direita e supremacistas brancos. Na época, eles marcharam gritando "judeus não vão nos substituir". O presidente comentou que havia "gente boa dos dois lados", os neonazistas e grupos antifascistas que fizeram uma manifestação concorrente.

O bairro onde fica a Sinagoga Árvore da Vida é uma tradicional área judaica. "Isto é real. Não li nos jornais. É um dos meus maiores pesadelos", afirmou o presidente da Congregação Judaica da Grande Pittsburgh, Jeff Finkelstein, à rede de televisão americana CNN. "Nos últimos dois anos, temos tentado reforçar a segurança e treinado o pessoal para reagir a uma situação dessas."

sábado, 17 de junho de 2017

Júri não chega a veredito sobre caso de abuso sexual de Bill Cosby

BOSTON, EUA - Com o júri dividido depois de 52 horas de deliberações, o processo contra o ator americano Bill Cosby, um dos mais populares da televisão dos Estados Unidos, entrou em colapso hoje na cidade de Norristown, no estado da Pensilvânia. A promotoria vai recorrer para pedir um segundo julgamento dentro de 120 dias.

Neste caso, ele fora denunciado por três acusações de agressão sexual agravada contra a treinadora do time de basquete feminino da Universidade de Temple, Andrea Constand.

Nos últimos anos, 60 mulheres acusaram Cosby, hoje com 79 anos, de abusos sexuais, inclusive com uso de droga para impedir a reação das vítimas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump vence na Pensilvânia praticamente garantindo eleição, diz AP

O magnata imobiliário Donald Trump, candidato do Partido Republicano, ganhou a eleição presidencial dos Estados Unidos no estado da Pensilvânia, que envia 20 delegados ao Colégio Eleitoral, praticamente selando a vitória sobre a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata, anunciou há pouco a agência de notícias Associated Press.

Com um desempenho surpreendente não previsto pelas pesquisas, Trump soma agora 268 dos 270 votos eleitorais necessários para ser o próximo presidente dos EUA. Ele também lidera nos estados de Michigan, Novo Hampshire e Wisconsin, considerados decisivos, e no Arizona, tradicionalmente dominado pelos republicanos.

Trump também vence no voto popular com mais de 1 milhão de votos de vantagem.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Hillary Clinton deve ser eleita hoje primeira mulher presidente dos EUA

Salvo uma grande surpresa que não pode ser descartada, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton deve ser eleita hoje como a primeira mulher presidente dos Estados Unidos. 

Pelos cálculos do matemático Nate Silver, do sítio FiveThirtyEight, que acertou o resultado das duas eleições do presidente Barack Obama, Hillary tem 71,4% de chance de vencer o magnata imobiliário Donald Trump.

Na média das pesquisas nacionais, a vantagem de Hillary passou de 2,8 para 3,5 pontos percentuais. Esta diferença está dentro da margem de erro das pesquisas, mas a candidata do Partido Democrata também lidera na maioria dos estados decisivos em que qualquer um dos dois pode vencer.

Trump tem uma boa vantagem em Ohio, essencial para a vitória de qualquer candidato do Partido Republicano nas últimas décadas. Hillary tem uma pequena vantagem, dentro da margem de erro, na Flórida, o quarto maior estado em população, que manda 29 delegados para o Colégio Eleitoral de 538 delegados.

Nos EUA, a eleição presidencial é na prática a soma de 50 eleições estaduais. Com a exceção de dois estados que fazem uma divisão proporcional dos delegados de acordo com a votação, nos outros o vencedor leva todos os delegados.

Com a polarização do eleitorado, os democratas têm vitória certa na Califórnia, o estado mais populoso, com 55 delegados, e em Nova York, o terceiro, com 29 delegados, enquanto os republicanos costumam vencer no Texas, o segundo maior, com 38 delegados.

Assim, a Flórida é o estado mais importante em disputa. Seu eleitorado latino, dominado por exilados cubanos e seus descendentes, era tradicionalmente republicano, mas as ofensas de Trump e ameaça de deportação de imigrantes ilegais ajudaram Hillary.

Até mesmo no Texas a posição de Trump esteve ameaçada por causa do eleitorado de origem latino-americana, que é contra a proposta de construção de um muro na fronteira com o México.

Para vencer, Trump precisa da Flórida, da Ohio e de outros estados indefinidos, como Carolina do Norte, Michigan, Nevada, Novo Hampshire e Pensilvânia. Hillary está na frente nas pesquisas em todos eles, menos em Ohio.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Obama amplia vantagem em Ohio e na Flórida

Para conquistar a Casa Branca, o candidato republicano terá não só de convencer os indecisos, mas mudar o voto de quem hoje pensa em apoiar a reeleição do presidente Barack Obama. Novas pesquisas indicam a ampliação da vantagem de Obama na Flórida, na Pensilvânia e em Ohio, estados-chaves para a eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

Na prestigiada pesquisa da Universidade Quinnipiac para o jornal The New York Times e a TV CBS, Obama lidera na Flórida por 53% a 44%. Em Ohio, a vantagem é de 53% a 43%. Na Pensilvânia, outro estado decisivo, Romney está 12 pontos percentuais atrás do presidente. A margem de erro das pesquisas é de mais ou menos 3%.

Nenhum republicano chegou à Casa Branca sem ganhar em Ohio. A pouco mais de um mês para a eleição americana, a situação ainda pode mudar. Mas, no momento, desenha-se a vitória de Obama.

Se não houver nenhuma catástrofe, os debates na TV em outubro serão a última chance para o ex-governador de Massachusetts virar o jogo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Desemprego cai menos em estados-chaves nos EUA

Má noticia para o presidente Barack Obama: o desemprego caiu menos nos 14 estados decisivos para a vitória na eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

No regime político americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral formado por 538 delegados que representam os estados da União. São necessários pelo menos 270 votos desses grandes eleitores para chegar à Casa Branca. Quando um candidato vence a eleição no voto popular em um estado, conquista todos os delegados daquele estado.

Assim, nos estados mais liberais, como Califórnia e Nova York, que tradicionalmente votam no Partido Democrata, o voto republicano para a Casa Branca acaba não pesando no resultado final.  Por outro lado, em estados conservadores como o Texas, as Dakotas do Norte e do Sul, Kansas e boa parte do Centro-Sul dos EUA, a vitória republicana é certa e o voto democrata para presidente não pesa.

Quando Jimmy Carter foi eleito, em 1976, houve disputa real em 40 estados. Mas, desde que Ronald Reagan forjou uma aliança do Partido Republicano com os cristãos conservadores, a partir de sua vitória, em 1980, a polarização entre liberais e conservadores aumentou. Há uma série de chamadas guerras culturais sobre aborto, drogas, homossexualismo, religião nas escolas públicas que dividem profundamente a sociedade americana.

Na reeleição de George W. Bush, em 2004, os democratas só ganharam nos três estados da Costa Oeste, em Nova York, na Nova Inglaterra e na região dos Grandes Lagos, junto ao Canadá, as regiões dos EUA mais abertas para o mundo. O estado de Ohio foi considerado decisivo, como a Flórida tinha sido em 2000, quando o governador Jeb Bush, irmão do candidato, deu uma mãozinha e fraudou a eleição, com a conivência de uma Suprema Corte conservadora, que não autorizou a recontagem dos votos pedida pela candidatura democrata de Al Gore.

Agora, o jornal inglês Financial Times comparou os dados sobre geração de empregos dos 14 estados que estão realmente em jogo, onde Obama e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, praticamente certo como candidato do Partido Republicano, vão concentrar suas campanhas.

Romney esteve em Novo Hampshire na terça-feira e hoje foi a Ohio. Obama esteve nesta semana na Carolina do Norte, no Colorado e em Iowa. Os comícios para o lançamento oficial de sua campanha à reeleição serão na próxima semana em Ohio e na Virgínia.

Outro estado decisivo é a Flórida. Romney pode indicar o jovem senador Marco Rubio para candidato a vice-presidente numa tentativa de agradar à Flórida e aos conservadores. Rubio foi eleito no estado em 2010 com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, que perdeu muita força mas ainda é uma base importante do partido.

Os outros estados-chaves examinados foram Maine, Michigan, Minnesota, Nevada, Novo México, Pensilvânia e Wisconsin.

De março de 2011 a março de 2012, esses 14 estados-chaves tiveram um saldo de 406 mil empregos gerados a mais do que destruídos, um aumento de 0,97% em relação aos 41,8 milhões de empregos registrados no início da pesquisa.

Nos demais estados e no Distrito de Colúmbia, foram abertas 1,22 milhão de novas vagas de emprego a mais do que fechadas, uma alta de 1,36% em relação aos 89,3 milhões de empregos preexistentes.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente americano se reelegeu com taxa de desemprego acima de 7,2% no dia da votação. Hoje o índice está em 8,2%. A redução do número de empregos gerados no mês passado de cerca de 200 mil para pouco mais de 120 mil indica uma desaceleração no mercado de trabalho.

"É um risco para a campanha de Obama falar de recuperação da economia em estados onde a geração de empregos tem sido fraca", observa Matt McDonald, consultor da empresa Hamilton Place Strategies.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Obama abre vantagem em estados-chaves

O senador democrata Barack Obama está se beneficiando da crise financeira nos Estados Unidos. Em pesquisa da CNN e da revista Time, Obama ampliou sua vantagem sobre o senador republicano John McCain para 11 pontos (54% a 43%) entre os eleitores que provavelmente votem em 4 de novembro.

Talvez seja mais importante ainda seja a vantagem nos estados da Flórida, Ohio e Pensilvânia, que podem ser decisivos na corrida à Casa Branca, como indicam sondagens da Universidade de Quinniapiac.

Na Pensilvânia, a pesquisa apontam para um avanço de Obama. Antes do primeiro debate presidencial, ele batia McCain por 49% a 43%. Agora, lidera por 54% a 39%.

Na Flórida, que decidiu a eleição de 2000 no Colégio Eleitoral a favor do atual presidente, George Walker Bush, McCain perdia por 49% a 43% antes do debate. Desde então, Obama avançou para 51%, enquanto o republicano ficou parado.

Em Ohio, que garantiu a vitória de Bush contra o senador John Kerry em 2004, o senador por Illinois avançou um ponto, chegando a 50% ao passo que seu adversário republicano, senador pelo Arizona, se mantém com 42% das preferências.

Desde a eleição de John Kennedy, em 1960, nenhum candidato chegou à Presidência dos Estados Unidos sem ganhar em pelo menos dois destes três estados.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Hillary vence Obama na Pensilvânia

Com 90% dos votos apurados, a senadora Hillary Clinton batia o senador Barack Obama por 55% a 45% na eleição primária do estado da Pensilvânia garantindo a vitória. Mas a atual vantagem não tira de Obama a liderança geral da disputa pela candidatura do Partido Democrata.

No discurso da vitória, Hillary acaba de declarar que não desiste porque "o povo americano não desiste nunca, então precisa de uma presidente que também não desiste". Racional mas bem mais diplomática, a senadora tenta se apresentar como mais madura, inteligente e capaz do que Obama, com propostas políticas claramente definidas, em contraste com os admiráveis discursos do adversário.

"A maré está mudando", afirmou Hillary, com a confiança renovada.

Em um tom mais presidencial, como se estivesse mais perto da candidatura, ela prometeu estar sempre ao lado do trabalhador de baixa renda - policiais, enfermeiros, professores, operários -, agradeceu à família Clinton (Bill e Chelsea estão lá) e cutucou Obama, dizendo que o senador por Illinois gastou três vezes mais do que ela na Pensilvânia, quebrando "todas as regras sobre finanças eleitorais".

A campanha de Hillary está devendo US$ 8 milhões, enquanto Obama arrecada mais de US$ 1 milhão por dia na Internet.

Se alguém está preocupado com o tom agressivo da disputa entre os democratas, o que acaba favorecendo o Partido Republicano, Hillary observa que as pressões na Casa Branca são muito maiores, numa estratégia calculada para apresentar Obama como fraco para ser presidente dos EUA.

O desafio de Hillary, que talvez tenha obtido hoje sua última vitória, é convencer os superdelegados de que é a melhor candidata para enfrentar John McCain em 4 de novembro.

Pelas pesquisas de boca-de-urna, a maior preocupação do eleitorado da Pensilvânia é a economia. Hillary tem vantagem sobre Obama entre os trabalhadores brancos sindicalizados, uma das bases do Partido Democrata.