Mostrando postagens com marcador Julgamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Julgamento. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Advogados negam culpa de Trump pelo assalto ao Congresso

A defesa de Donald Trump no julgamento do segundo impeachment no Senado alegou hoje que o ex-presidente convocou seus seguidores para uma luta pacífica e não pode ser responsabilizado pelo ataque ao Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos.

Como deputados do Partido Democrata fizeram ao acusar, os três defensores de Trump também usaram um vídeo. Para descaracterizar a linguagem do ex-presidente como de incitação à insurreição, apresentaram uma montagem com líderes democratas usando repetidas vezes a palavra "luta" em contextos completamente diferente.

Trump sempre incitou seus seguidores a agredir possíveis adversários infiltrados em seus comícios, aplaudiu quando jornalistas foram agredidos, além de cortejar o apoio político de milícias e grupos armados de extrema direita.

Uma coisa é lutar politicamente para vencer a eleição e chegar ao poder. Outra, completamente diferente, é mobilizar seguidores fanáticos para mudar o resultado de uma eleição perdida. A defesa alegou "cultura do cancelamento constitucional". A votação final deve ser realizada neste sábado à noite. Meu comentário:

sábado, 17 de junho de 2017

Júri não chega a veredito sobre caso de abuso sexual de Bill Cosby

BOSTON, EUA - Com o júri dividido depois de 52 horas de deliberações, o processo contra o ator americano Bill Cosby, um dos mais populares da televisão dos Estados Unidos, entrou em colapso hoje na cidade de Norristown, no estado da Pensilvânia. A promotoria vai recorrer para pedir um segundo julgamento dentro de 120 dias.

Neste caso, ele fora denunciado por três acusações de agressão sexual agravada contra a treinadora do time de basquete feminino da Universidade de Temple, Andrea Constand.

Nos últimos anos, 60 mulheres acusaram Cosby, hoje com 79 anos, de abusos sexuais, inclusive com uso de droga para impedir a reação das vítimas.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Músico luso-angolano Luaty Beirão encerra greve de fome

Depois de 36 dias, o músico luso-angolano Luaty Beirão encerrou ontem uma greve de fome de protesto contra sua prisão preventiva. Ele e outros 15 ativistas angolanos estão presos desde junho sob a acusação de conspirar para derrubar a ditadura de Angola, informa o boletim de notícias Portugal Digital.

Muito fraco, Beirão foi internado numa clínica de Luanda, a capital angolana, sob custódia policial. Em carta divulgada hoje, o artista afirma que a greve de fome mostrou ao mundo a violação das liberdades democráticas em Angola. "Caiu a máscara" do governo, diz Luaty Beirão, prometendo continuar a luta.

"Quando falou comigo na segunda-feira, ele já encarava essa possibilidade de terminar a greve de greve. Era mais do que provável. De certo modo, rendia-se aos apelos dos colegadas e nomeadamente o último, feito pela esposa, por causa da filha", declarou o advogado Luís Nascimento.

Seu objetivo imediato era denunciar o excesso da prisão preventiva, exigindo o direito de responder ao processo em liberdade, como prevê a lei angolana. A próxima audiência do julgamento está marcada para 16 de novembro.

Luaty Beirão, de origem portuguesa,  nasceu em Luanda em 19 de novembro de 1981, filho da terceira geração de angolanos. Estudou engenharia na Inglaterra e economia na França. Em 2003, participou dos protestos contra a invasão do Iraque, despertando sua consciência política.

Aos 13 anos, começou a rabiscar as primeiras letras de música. Hoje é um hip-hopper e a consciência política de Angola, onde o mesmo partido, o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA) está no poder desde a independência de Portugal, em 1975.

O embaixador angolano em Lisboa, Marcos Barrica, acusou Portugal de usar o caso Luaty Beirão para demonizar seu pai. Ele denunciou "uma campanh apara denegrir a imagem de Angola e abafar as conquistas alcançadas ao longo dos 40 anos de independência".

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Presidente da Guatemala renuncia para evitar impeachment e vai preso

O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, renunciou ontem ao cargo, horas depois de ter a prisão decretada por um juiz num escândalo de corrupção e fraude fiscal, evitando um processo de impeachment que coincidiria com a eleição presidencial. Ele se apresentou hoje à Justiça e foi preso.

Até a posse do novo presidente eleito, em janeiro, assume o vice-presidente Alejandro Maldonado Aguirre. O primeiro turno será realizado em 6 de setembro.

Por 132 a zero, o Congresso da Guatemala cassou em 1º de setembro a imunidade do presidente, algo sem precedentes na história do país, marcado pela mais violenta guerra civil da Guerra Fria na América Latina, com total de mortos estimado entre 150 e 200 mil.

A Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala é a principal organização por trás das investigações sobre corrupção, que levaram a renúncias e prisões, inclusive da ex-vice-presidente Roxana Baldetti. Seu trabalho é fruto de um acordo entre a Guatemala e as Nações Unidas para atacar a corrupção endêmica e a violência de grupos clandestinos de vigilantes.

Desde abril, os guatemaltecos fizeram vários protestos na praça central, diante do palácio presidencial, para exigir a saída do presidente.

O ex-general Pérez Molina é um dos acusados pela violenta repressão da longa guerra civil guatemalteca, iniciada em 1960, depois de um período de instabilidade iniciado com o golpe contra o presidente Jacobo Arbenz, em 1954. Foi o primeiro golpe de Estado articulado pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) na América Latina durante a Guerra Fria.

Essa história é contada no livro Weekend in Guatemala, do escritor guatemalteco Miguel Ángel Asturias, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Do golpe até o acordo de paz de 1996, houve uma campanha de extermínio de grupos esquerdistas e de índios da etnia maia, uma das grandes civilizações pré-colombianas.

Apesar das mais de 150 mil mortes num país que na época tinha cerca de 9 milhões de habitantes, a impunidade foi a regra. Um dos ditadores mais cruéis e ferozes, Efraín Ríos Montt, chegou a ser julgado, mas o caso foi anulado por erros processuais. Agora, a Justiça autorizou o reinício do processo.

Pérez Molina fez parte do grupo que depôs Ríos Montt em 1983. Dez anos depois, como chefe do serviço secreto do Exército, ajudou a derrubar o presidente Jorge Serrano, que tentou fechar o Congresso e mudar a composição da Corte Suprema para escapar de acusações de corrupção.

Com o fim das guerras civis na América Central, uma grande quantidade de guerrilheiros de esquerda e paramilitares de direita ficou sem emprego e aderiu a grupos criminosos. Por causa da guerra do governo do México contra as máfias do tráfico de drogas, essas gangues migraram para a Guatemala, Honduras e El Salvador.

Em 2011, com a promessa de aplicar a linha-dura contra o crime organizado, Pérez Molina tornou-se o primeiro general a chegar ao poder desde a redemocratização da Guatemala, em 1986. Em discurso nas Nações Unidas, declarou que a guerra contra as drogas estava perdida. Foi o primeiro presidente a propor a legalização das drogas em pronunciamento na ONU.

No ano passado, com base em escuta telefônica e rastreamento de operações financeiras, promotores internacionais apresentaram denúncias de um esquema de corrupção em que políticos recebiam propina em troca da redução nas tarifas de importação.

A vice-presidente Roxana Baldatti renunciou em 8 de maio e foi presa no último dia 21 de agosto. Desde então, uma onda de manifestações de massa exigia a renúncia de Pérez Molina.

Os três principais candidatos à eleição presidencial são Manuel Antonio Baldizón Méndez, do partido Liberdade Democrática Renovada (Lider), que perdeu para Pérez Molina no segundo turno em 2011; a ex-primeira-dama Sandra Torres Casanova, mulher do ex-presidente Álvaro Colom, do partido Unidade Nacional da Esperança; e o humorista Jimmy Morales, a Frente Nacional pela Convergência, um partido fundado por ex-militares.

Há pouco tempo, Baldizón tinha ampla vantagem nas pesquisas, mantendo a regra das cinco últimas eleições presidenciais guatemaltecas de dar a vitória ao segundo colocado na eleição anterior. Agora, Morales está na frente, mas as pesquisas não são muito confiáveis.

Quem quer que seja o vencedor, o próximo presidente terá de enfrentar os dois maiores problemas do país: a corrupção e a segurança pública. Deve manter a cooperação com os Estados Unidos e o México na luta contra as gangues do tráfico de drogas.

Apesar da crise política, a economia guatemalteca, a maior da América Central, mantém o crescimento, mas uma seca que atinge o subcontinente ameaça a produção agrícola, principal fonte das exportações do país.

De qualquer forma, há uma grande frustração das massas que saíram às ruas regularmente nos fins de semana dos últimos cinco meses para exigir a queda de governantes corruptos. O novo presidente, Alejandro Maldonado, foi um dos juízes da Corte Suprema que anulou a condenação de Ríos Montt por genocídio.

Fica uma sensação de frustração e impotência de que a mesma elite corrupta vai continuar mandando na Guatemala.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Inglaterra festeja os 800 anos da Magna Carta

A Inglaterra festeja hoje os 800 anos de um marco do liberalismo. Em 15 de junho de 1215, sob pressão da nobreza, o rei João Sem Terra assinou a Magna Carta, considerada a primeira Constituição escrita, que estabeleceu o princípio de que "ninguém pode ser preso nem ter seus bens e propriedades confiscadas sem o devido processo legal".

A partir daí, nem mesmo a autoridade do rei estaria acima da lei. O soberano passava a ter a obrigação de apresentar os presos a um tribunal. Estava criado o instituto do habeas corpus. O rei e seus agentes tinham a obrigação de mostrar o corpo dos prisioneiros. Um conselho de 25 barões iria fiscalizar o cumprimento da Magna Carta pelo monarca.

João Sem Terra, filho mais moço de Henrique II e Eleonora de Aquitânia, logo ignorou os termos do documento histórico que tinha assinado. Seu irmão e antecessor, Ricardo Coração de Leão, defendia o princípio de que o direito divino dos reis os colocava acima da lei. O rei era a lei.

Mas começava a formar-se a ideia de que o rei precisa respeitar as leis e os costumes do povo, aconselhando-se com membros destacados e respeitáveis da sociedade.

O rei apelou ao papa Inocêncio II, que o excomungara mas desta vez ficou com João Sem Terra, declarando que a Magna Carta era "não apenas vergonhosa e degradante, mas ilegal e injusta". Os barões rebeldes foram excomungados.

A violação da Magna Carta deflagrou a Primeira Guerra dos Barões (1215-17), durante a qual o rei João morreu, em 1216, transformando-a numa luta dinástica pela sucesso ao trono da Inglaterra. Era o início de uma longa luta política entre o rei e a sociedade que tirou progressivamente o poder da coroa entregando-o ao Parlamento.

Depois da longa Guerra Civil Inglesa, a Revolução Gloriosa (1688), o Parlamento da Inglaterra aprovou em 1689 a Lei de Direitos, que impôs claros limites à autoridade real, inclusive a realização de eleições livres. Em 1694, acabou a censura prévia.

A partir daí, nenhuma lei pode ser aprovada nem revogada sem a autorização do Parlamento e nenhum imposto pode ser criado sem a aprovação do Parlamento. São proibidas as punições cruéis e incomuns.

A democracia plena só viria no século 20, quando o direito de voto foi estendido às mulheres e a Câmara dos Lordes, não eleita, perdeu o direito de vetar matérias aprovadas pela Câmara dos Comuns, eleita diretamente pelo povo.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ex-ministro da Segurança do Estado pega prisão perpétua na China

O ex-ministro da Segurança do Estado Zhou Yongkang foi condenado à prisão perpétua hoje por corrupção, abuso de poder e revelação de segredos de Estado. Ele teria confessado todos os crimes e não vai recorrer, informou a agência de notícias oficial Nova China. 

Zhou é o mais alto dirigente processado na China desde a vitória da revolução comunista liderada por Mao Tsé-tung, em 1º de outubro de 1949. Chegou a ser membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, um dos nove (agora são sete) imperadores que mandam de fato no país.

Seu julgamento foi o mais importante politicamente desde a condenação da Gangue dos Quatro, da qual fazia parte a viúva de Mao, em 1981. Eles foram responsabilizados por crimes cometidos durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), uma era de perseguições políticas em que altos dirigentes foram expurgados e mortos.

Como ex-ministro da Segurança do Estado, Zhou era chefe dos poderosos serviços secretos chineses. É o dirigente mais importante enquadrado na campanha anticorrupção do presidente Xi Jinping, que prometeu "caçar das moscas aos tigres" para moralizar o regime comunista da China no momento em que a desaceleração do crescimento reduz sua legitimidade.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Arqueólogo acredita ter encontrado tribunal do julgamento de Cristo

Quando a escavação começou, em 1999, era apenas uma inspeção numa área a ser transformada em local de eventos perto da Torre do Museu David na Velha Jerusalém. Mas o arqueólogo Amit Re'em desenterrou ali restos de 2,7 mil anos da história da Israel, inclusive uma parede do palácio de Herodes onde Jesus Cristo teria sido julgado pelo governador romano Pôncio Pilatos, revela o jornal israelense The Times of Israel.

Numa área de 49 por nove metros, Re'em desencavou camada sobre camada da história da cidade sagrada para três grandes religiões: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Do tempo do Primeiro Templo de Jerusalém, passando pelos impérios Romano e Otomano e as Cruzadas, até a independência de Israel, em 1948, ali estava a história enterrada da cidade.

"É como um livro aberto", declarou o arqueólogo. "Toda a sequência arqueológica e histórica de Jerusalém está diante de nossos olhos."

Ao iniciar a escavação, Re'em estava diante de uma prisão abandonada construída no século 19 pelo Império Otomano (turco), que dominou o Oriente Médio até o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18). Nos anos 1940s, o Império Britânico, que controlava a Palestina até a independência de Israel, usou-o como prisão para os guerrilheiros judeus. Numa parede, há um mapa da Grande Israel feito por um prisioneiro da milícia Irgun, acusada de terrorismo pelos britânicos.

Abaixo da prisão otomana, estão os alicerces de uma muralha fortificada construída no século 8 antes de Cristo pelo rei judeu Ezequias. Outra muralha para defender Jerusalém foi erguida ali 600 anos depois pelos hasmoneus, que governaram Israel depois da Revolta dos Macabeus  (167-160 AC) até a conquista romana, em 37 AC.

Por volta do início da era cristã, o governador romano Herodes construiu um grande palácio, que viria a ser usado pelos cruzados durante o Reino Cristão de Jerusalém (1099-1291), fundado quando a primeira cruzada reconquistou a cidade, tomada pelos muçulmanos no século 8 na grande expansão do islamismo depois da morte do profeta Maomé.

As atuais muralhas da Velha Jerusalém foram construídas pelo Império Otomano no século 16 em cima das muralhas de Herodes e serviram de muro externo da prisão. Re'em acredita que Jesus Cristo tenha sido julgado ali, num ligar importante como o palácio de Herodes. A rota original da Via Sacra passava pelo lugar onde hoje ficam as ruínas da prisão otomana.

Re'em conclui que Jesus foi julgado ali com base em técnicas de datação e textos de Flávio Josefo (37-100), o grande historiador judaico-romano.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ex-vice-presidente do Irã pega cinco anos por corrupção

O ex-vice-presidente iraniano Mohamed Reza Rahimi começou a cumprir ontem uma sentença de cinco anos e três meses de prisão por ter "enriquecido por métodos ilícitos", informa a agência Associated Press (AP).

Rahimi havia sido condenado a 15 anos de prisão em janeiro, mas o Supremo Tribunal de Justiça do Irã reduziu a pena. Ele era chefe do escritório de combate à corrupção do regime fundamentalista iraniano.

É público e notório o enriquecimento ilícito de altas autoridades da república islâmica. O ex-presidente Ali Akbar Hachemi Rafsanjani teria perdido a reeleição por ter caído na boca do povo.

Rafsanjani é um dos denunciados na Argentina pelo atentado terrorista de 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em que 85 pessoas morreram. Foi presidente do Assembleia dos Sábios, um órgão de assessoramento encarregada de eleger e fiscalizar o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, o líder da ditadura militar, e agora chefia o Conselho de Discernimento, que resolve conflitos entre o Majlis (Parlamento) e o Conselho dos Anciães.

O presidente reformista Hassan Rouhani iniciou uma campanha anticorrupção e deve privatizar várias empresas estatais depois de saneá-las. Também está negociando com os Estados Unidos e as grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas o desarmamento do programa nuclear iraniano e o fim das sanções internacionais contra a república dos aiatolás.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adversário de Putin é condenado mas tem pena suspensa

O advogado, blogueiro e ex-candidato a prefeito de Moscou Alexei Navalny, considerado o principal líder da oposição na Rússia, foi condenado hoje a três anos e meio de prisão por "fraude" e "desvio de fundos", mas teve direito a suspensão da pena. Seu irmão Oleg foi sentenciado a três anos e meio de cadeia em regime fechado.

A condenação de Oleg revoltou Alexei Navalny, que violou os termos da prisão domiciliar a que está submetido para participar de um protesto contra o julgamento, na capital russa: "Querem me punir por tabela?", reclamou, antes de ser preso a caminho da manifestação.

Na denúncia, a promotoria pediu dez anos de prisão para Alexei e oito para Oleg.

Aos 38 anos, Alexei Navalny, um advogado carismático que se notabilizou por denunciar a corrupção da cleptocracia presidida por Vladimir Putin, se tornou o maior inimigo político do Kremlin. Ele analisou contas e concorrências públicas, e provou que altos funcionários e magnatas da Rússia têm mansões e bens no exterior não declarados ao imposto de renda. Candidato a prefeito de Moscou, obteve 27% dos votos.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Venezuela reduz acusações a líder da oposição preso

Durante a audiência de apresentação à Justiça da Venezuela do líder oposicionista Leopoldo López, as acusações de terrorismo e assassinato foram retiradas, informou hoje seu advogado. O ex-prefeito de Chacao será denunciado por incêndio criminoso e incitação à violência.

López rompeu nos últimos dias com a estratégia de dialogar com o governo chavista adotada pelo candidato derrotado nas duas últimas duas eleições presidenciais, Henrique Capriles.

A Venezuela vive uma crise econômica sem precedentes para um país riquíssimo em petróleo, com inflação de 56% ao ano, desabastecimento de um quarto dos produtos normalmente encontrados em supermercados, inclusive açúcar, carne, leite e papel higiênico, e um dos maiores índices de homicídios do mundo.

Com as mortes de mais duas mulheres, subiu para seis o total de mortos no conflito nas ruas da Venezuela. Ontem, a Miss Turismo do estado de Carabobo, Génesis Carmona, foi baleada por milicianos chavistas que passaram de moto e atiraram contra um protesto da oposição na cidade de Valência. Outra mulher morreu quando a ambulância que a socorria ficou parada no meio de uma manifestação contra o governo.

O maior problema do regime é que Hugo Chávez foi um caudilho tão dominante e avassalador que nenhuma outra liderança floresceu sob seu comando. Nicolás Maduro, o sucessor indicado por Chávez e Fidel Castro, não tem o carisma nem a inteligência nem o talento político do comandante.

Desde o afastamento de Chávez, em dezembro de 2012, e sua morte em 5 de março de 2013, a Venezuela é governada por um colegiado. A rivalidade entre Maduro e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, companheiro da Chávez no fracasso golpe militar de 1992, é cada vez mais evidente.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

África corrupta quer deixar tribunal internacional

Depois de não conseguir impedir os processos contra os presidentes do Sudão, Omar Bachir, e do Quênia, Uhuru Kenyatta, denunciados por crimes contra a humanidade, a União Africana quer boicotar o Tribunal Penal Internacional.

Em declaração divulgada no fim de uma reunião de cúpula em Adis Abeba, na Etiópia, com a presença de 34 lideres, a UA manifestou descontentamento porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas não suspendeu os processos enquanto eles estão no poder, pretextando a suposta imunidade de chefes de Estado. Dos 54 países-membros da UA, só Botsuana foi contra a nota.

Entre outros crimes, Bachir é acusado pelo genocídio na província sudanesa de Darfur, onde mais de 300 mil pessoas foram mortas no início do século. Kenyatta foi denunciado pela violência política que se seguiu à contestada eleição presidencial de 27 de dezembro de 2007, quando mais de mil pessoas foram mortas.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Tribunal da ONU julga assassinato de Rafik Hariri

O Tribunal Especial das Nações Unidas para o Líbano, reunido em Haia, na Holanda, começou a julgar hoje os acusados pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri. Os quatro réus, Salim Jamil Ayash, Mustafá Amine Bradredine, Hussein Hassan Oneissi e Assad Hassan Sabra, são ligados à milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), hoje mais poderosa do que o Exército libanês.

Rafik Hariri era o homem mais rico do Líbano. Teve papel de destaque na reconstrução do país depois da guerra civil de 1975-90. Grande crítico da influência síria e do Hesbolá na política libanesa, foi morto pela explosão de um carro-bomba em Beirute, em 14 de fevereiro de 2005. Outras 21 pessoas morreram e 226 saíram feridas do atentado.

A revolta popular contra o assassinato de Hariri levou à expulsão das forças sírias do Líbano, mas a guerra civil na Síria realimenta o conflito interno. O Exército do Líbano acaba de receber uma ajuda de US$ 5 bilhões da Arábia Saudita, que apoia os rebeldes sírios, para se tornar mais forte do que o Hesbolá, que luta ao lado do ditador sírio, Bachar Assad.

Neste clima de grande tensão no Líbano, Saad Hariri, filho e herdeiro político de Rafik Hariri, declarou: "Queremos justiça e não vingança." O Hesbolá não reconhece a legitimidade do tribunal.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

EUA ainda mantêm 158 presos em Guantânamo

Com a repatriação na segunda-feira de dois sauditas presos sem julgamento há um ano e de dois sudaneses prevista para hoje, o número de presos na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba, caiu para 158.

O fechamento do centro de detenção ilegal de Guantânamo, criado em 2002 pelo governo George W. Bush para negar aos suspeitos de terrorismo os direitos garantidos pela Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra, foi uma promessa da primeira campanha presidencial de Barack Obama.

No primeiro dia de seu governo, Obama baixou um decreto para iniciar procedimentos visando levar os detidos para julgamento nos EUA ou seus países de origem e acabar. Mas, no único caso semelhante julgado por um tribunal civil americano, o juiz rejeitou 384 provas obtidas ilegalmente sob coação e tortura.

Sob pressão dos republicanos, temendo a absolvição de terroristas perigosos, Obama manteve o centro de detenção. Pode desidratá-lo pouco a pouco, mas não há sinais de um plano para fechá-lo definitivamente.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Egito adia julgamento do ex-presidente Mohamed Mursi

Num desafio ao governo surgido do golpe militar de 3 de julho de 2013, o presidente deposto Mohamed Mursi rejeitou hoje a jurisdição do tribunal onde começou a ser julgado e declarou que ainda é o chefe de Estado legítimo do Egito. O julgamento foi adiado até 8 de janeiro.

Mursi foi levado de helicóptero de uma prisão militar para o tribunal onde está sendo julgado pelo assassinato de 10 pessoas, em dezembro de 2012, e por incitar à violência. Foi sua primeira aparição em público desde o golpe.

"Sou o Dr. Mohamed Mursi, presidente da República. Eu sou o presidente legítimo do Egito. Vocês não tem o direito de julgar matérias presidenciais", declarou o líder deposto, que estava de terno por se negar a usar roupa de presidiário. Os outros 14 réus gritavam: "Abaixo o regime militar!"

Primeiro presidente eleito democraticamente da História do Egito, Mursi representa a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano do mundo, fundado em 1928 para resgatar os valores religiosos tradicionais abalados pelo colonialismo europeu. Seu governo durou um ano e foi acusado de intolerância e abuso de poder.

Depois de uma onda de manifestações de protesto da oposição secular, há quatro meses o Exército decidiu afastar Mursi, provocando uma série de confrontos e protestos que deixaram mais de mil mortos. A Irmandade Muçulmana e seu partido político foram colocados na ilegalidade e vários dirigentes foram presos.

Em visita ao Cairo ontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, pediu um julgamento justo para Mursi.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Egito julga ex-presidente a partir de 4 de novembro

A Justiça do Egito marcou hoje para 4 de novembro de 2013 o início do julgamento por abuso de poder  e incitar a morte de manifestantes do ex-presidente Mohamed Mursi, deposto por um golpe militar em 3 de julho deste ano.

Mursi, do Partido da Liberdade e da Justiça, ligado à Irmandade Muçulmana, tomou posse em 30 de junho de 2012 como o primeiro presidente eleito democraticamente da História do Egito, mas só durou um ano no cargo. Caiu em um ano, depois de uma onda de manifestações de massa com denúncias de abuso de poder, intolerância religiosa e perseguição de minorias.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ex-ditador egípcio Mubarak sai da prisão para hospital

De helicóptero, o ex-ditador Hosni Mubarak, de 85 anos, foi levado hoje da prisão de Tora, no Cairo, para um tribunal militar também situado na capital do Egito. Sua libertação foi ordenada por um tribunal, sob a alegação de que se esgotou o tempo de prisão sem que haja uma sentença sobre o caso.

Diante da prisão, partidários de Mubarak festejaram sua libertação, enquanto militantes da Irmandade Muçulmana protestaram lembrando que o ex-presidente democraticamente eleito Mohamed Mursi está preso desde que foi deposto, em 3 de julho, embora não seja acusado formalmente por crimes contra os direitos humanos e corrupção.

Pelo menos 852 foram mortas durante a revolta que derrubou Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Justiça do Egito manda soltar ex-ditador Mubarak

Um tribunal do Egito ordenou hoje a libertação imediata do ex-ditador Hosni Mubarak (1981-2011), sob a alegação que se esgotou o prazo para que ele fique preso em julgamento.

Mubarak está detido praticamente desde que foi derrubado, em 11 de fevereiro de 2011.

domingo, 18 de agosto de 2013

Ex-dirigente chinês Bo Xilai começa a ser julgado

Começa nesta quinta-feira o julgamento do ex-dirigente do Partido Comunista da China Bo Xilai, denunciado por suborno, corrupção e abuso de poder. É o mais importante processo com implicações políticas desde que a Gangue dos Quatro, da qual participava a viúva de Mao Tsé-tung, foi condenada por alta traição, em 1981.

Bo era líder do partido na cidade-província de Xunquim, cargo equivalente a governador, membro do Politburo do Comitê Central do PC e estrela em ascensão da esquerda maoísta. Ambicionava chegar ao Comitê Permanente do Politburo, o grupo que realmente manda na China, e a dirigente máximo do país.

Sua mulher Gu Kailai foi condenada à morte com uma sentença suspensa e transformada provisoriamente em prisão perpétua pela morte do empresário britânico Neil Heywood, que seria intermediário nos negócios internacionais do casal. A mãe de Heywood reclamou recentemente que os filhos dele ficaram desamparados.

O caso revelou aos chineses os desmandos e a vida luxuosa levada por altos dirigentes do partido com o enriquecimento do país.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Guatemala anula condenação de ex-ditador por genocídio

O Tribunal Supremo da Guatemala anulou ontem a condenação por genocídio do ex-ditador Efraín Ríos Montt, alegando irregularidades no processo. Aos 86 anos, Ríos Montt foi sentenciado a 80 anos de prisão como responsável pela morte de 1.771 índios de tribo ixil, do grupo maia, quando presidiu o país, em 1982 e 1983.

A decisão obriga à realização de novo julgamento.

Com 200 mil mortes, a guerra civil guatemalteca foi a mais violenta da Guerra Fria na América Latina.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Rússia condena banda punk Pussy Riot por arruaça

Num dos processos mais discutidos dos últimos tempos, apesar dos protestos internacionais, a Justiça da Rússia condenou hoje a dois anos de prisão por arruaça e ódio religioso as integrantes da banda punk feminina Pussy Riots.

As três músicas foram denunciadas por gravar um videoclip na catedral de Moscou em atitude irreverente e desrespeitosa para criticar o apoio da Igreja Ortodoxa Russa ao presidente Vladimir Putin, que consideram um ditador. Na canção, elas pedem à Virgem Maria que as livre de Putin.

O julgamento é considerado um teste para a tolerância de Putin, que, como todo líder autoritário, costuma apontar a ameaça inimigos externos diante de qualquer movimento de oposição. Pelo menos 20 pessoas que protestavam diante do tribunal foram presas, inclusive o ex-campeão mundial de xadrez Garry Gasparov.