A Justiça do Egito marcou hoje para 4 de novembro de 2013 o início do julgamento por abuso de poder e incitar a morte de manifestantes do ex-presidente Mohamed Mursi, deposto por um golpe militar em 3 de julho deste ano.
Mursi, do Partido da Liberdade e da Justiça, ligado à Irmandade Muçulmana, tomou posse em 30 de junho de 2012 como o primeiro presidente eleito democraticamente da História do Egito, mas só durou um ano no cargo. Caiu em um ano, depois de uma onda de manifestações de massa com denúncias de abuso de poder, intolerância religiosa e perseguição de minorias.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Irmandade Muçulmana pede ataque à embaixada dos EUA
O vice-presidente do Partido da Liberdade e Justiça, da Irmandade Muçulmana, Essam el-Erian, pediu aos militantes do grupo fundamentalista que cerquem a Embaixada dos Estados Unidos no Cairo em reação ao suposto apoio americano ao golpe militar contra o presidente Mohamed Mursi.
Ele afirmou que não quer ferir diplomatas dos EUA, mas, sim, que abandonem o Egito. A polícia prendeu 18 suspeitos de planejar ataques a embaixadas no Cairo. Eles tinham seis bombas e 11 pistolas.
Partidários e adversários de Mursi voltaram a entrar em choque hoje na Praça da Libertação, no Centro da capital egípcia. Pelo menos uma pessoa foi morta.
Ele afirmou que não quer ferir diplomatas dos EUA, mas, sim, que abandonem o Egito. A polícia prendeu 18 suspeitos de planejar ataques a embaixadas no Cairo. Eles tinham seis bombas e 11 pistolas.
Partidários e adversários de Mursi voltaram a entrar em choque hoje na Praça da Libertação, no Centro da capital egípcia. Pelo menos uma pessoa foi morta.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
França fecha embaixadas em 20 países na sexta-feira
A França vai fechar suas embaixadas e escolas em 20 países muçulmanos na sexta-feira, dia da folga religiosa semanal do islamismo, depois da publicação hoje de uma nova série de caricaturas do profeta Maomé no semanário humorístico Charlie Hebdo, que já foi alvo de bomba por provocar o ira dos extremistas muçulmanos.
O Islã proíbe a representação da figura humana. Por isso, não há imagens oficiais de Maomé. É uma religião da palavra.
Ao publicar as caricaturas, o semanário anarquista de esquerda entra no conflito deflagrado pela divulgação na Internet do trêiler do filme Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao profeta Maomé.
Às 9h da manhã em Paris, não havia mais nenhum dos 75 mil exemplares, colocados a venda por 2,50 euros. A reação feroz é considerada inevitável.
Na sexta-feira, sai uma segunda edição com 200 mil cópias. Quando republicou as caricaturas de Maomé que apareceram primeiro num jornal de extrema direita da Dinamarca causando furor entre os muçulmanos, o Charlie Hebdo vendeu 480 mil exemplares. Seu sítio de Internet está bloqueado.
Nos Estados Unidos, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, se perguntou o que quer o tabloide francês: "Sabemos que as imagens serão muito chocantes para muita gente. Mas nós falamos regularmente sobre a importância de proteger a liberdade de expressão, garantida por nossa Constituição. Não nos interrogamos sobre o direito de dizer qualquer coisa, mas simplesmente sobre a escolha que presidiu a decisão de publicá-las".
Até agora, as representações diplomáticas e algumas empresas transnacionais americanas eram os principais alvos da ira dos radicais muçulmanos.
Sob o pretexto de que a França não tem nada a ver com o filme, mas com certeza pensando também nas caricaturas, o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault não autorizou uma manifestação convocada pelos muçulmanos para o próximo sábado. O país tem a maior população muçulmana da Europa, cerca de 5 milhões de pessoas.
No Egito, o Partido da Liberdade e Justiça, um braço da Irmandade Muçulmana, declarou: "Rejeitamos e condenamos as caricaturas francesas que desonram o profeta e condenamos toda ação que profane o sagrado".
O Islã proíbe a representação da figura humana. Por isso, não há imagens oficiais de Maomé. É uma religião da palavra.
Ao publicar as caricaturas, o semanário anarquista de esquerda entra no conflito deflagrado pela divulgação na Internet do trêiler do filme Inocência dos Muçulmanos, ofensivo ao profeta Maomé.Às 9h da manhã em Paris, não havia mais nenhum dos 75 mil exemplares, colocados a venda por 2,50 euros. A reação feroz é considerada inevitável.
Na sexta-feira, sai uma segunda edição com 200 mil cópias. Quando republicou as caricaturas de Maomé que apareceram primeiro num jornal de extrema direita da Dinamarca causando furor entre os muçulmanos, o Charlie Hebdo vendeu 480 mil exemplares. Seu sítio de Internet está bloqueado.
Nos Estados Unidos, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, se perguntou o que quer o tabloide francês: "Sabemos que as imagens serão muito chocantes para muita gente. Mas nós falamos regularmente sobre a importância de proteger a liberdade de expressão, garantida por nossa Constituição. Não nos interrogamos sobre o direito de dizer qualquer coisa, mas simplesmente sobre a escolha que presidiu a decisão de publicá-las".
Até agora, as representações diplomáticas e algumas empresas transnacionais americanas eram os principais alvos da ira dos radicais muçulmanos.
Sob o pretexto de que a França não tem nada a ver com o filme, mas com certeza pensando também nas caricaturas, o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault não autorizou uma manifestação convocada pelos muçulmanos para o próximo sábado. O país tem a maior população muçulmana da Europa, cerca de 5 milhões de pessoas.
No Egito, o Partido da Liberdade e Justiça, um braço da Irmandade Muçulmana, declarou: "Rejeitamos e condenamos as caricaturas francesas que desonram o profeta e condenamos toda ação que profane o sagrado".
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