O Tribunal Supremo da Guatemala anulou ontem a condenação por genocídio do ex-ditador Efraín Ríos Montt, alegando irregularidades no processo. Aos 86 anos, Ríos Montt foi sentenciado a 80 anos de prisão como responsável pela morte de 1.771 índios de tribo ixil, do grupo maia, quando presidiu o país, em 1982 e 1983.
A decisão obriga à realização de novo julgamento.
Com 200 mil mortes, a guerra civil guatemalteca foi a mais violenta da Guerra Fria na América Latina.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 21 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Ex-ditador da Guatemala é condenado a 80 anos
O ex-ditador da Guatemala Efraín Ríos Montt, que aterrorizou o país em 1982 e 1983, foi condenado ontem a 80 anos de cadeia pelo massacre de mais de 1,7 mil índios tribo ixil, do grupo maia. São 50 anos por genocídio e 30 anos por outros crimes contra a humanidade, como assassinatos políticos, sequestro, tortura e desaparecimento de pessoas, informa a agência de notícias Reuters.
Ríos Montt negou ter ordenado um genocídio. Declarou que o processo foi político e prometeu recorrer.
Com o apoio do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, Ríos Montt tomou o poder num golpe militar num dos momentos mais sangrentos da guerra civil na Guatemala (1960-94), o pior conflito da Guerra Fria na América Latina, com mais de 200 mil mortos. Ele atacou sistematicamente os índios, acusando-os de colaborar com a guerrilha esquerdista da Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG).
Ríos Montt negou ter ordenado um genocídio. Declarou que o processo foi político e prometeu recorrer.
Com o apoio do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, Ríos Montt tomou o poder num golpe militar num dos momentos mais sangrentos da guerra civil na Guatemala (1960-94), o pior conflito da Guerra Fria na América Latina, com mais de 200 mil mortos. Ele atacou sistematicamente os índios, acusando-os de colaborar com a guerrilha esquerdista da Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG).
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