Três semanas depois de ser deposta num processo da impeachment referendado pelo Supremo Tribunal da Coreia do Sul, a ex-presidente Park Geun Hye foi presa hoje sob as acusações de receber suborno e abusar do poder.
O escândalo político envolve tráfico de influência de uma amiga íntima que usou a proximidade com a presidente para extorquir dinheiro das maiores empresas sul-coreanas, inclusive a maior de todas a Samsung. O herdeiro e diretor executivo da companhia, Lee Jae Yong, também está preso.
Para o juiz Kang Bu Yeong, do Tribunal Distrital do Centro de Seul, Park, de 65 anos, precisa ficar presa para não destruir provas e obstruir a Justiça. Ela é acusada de ajudar a amiga Choi Soon Il a extorquir doações das grandes empresas do país em troca de favores políticos.
A Samsung, por exemplo, pagou para facilitar a aprovação de uma fusão de duas subsidiárias sem correr risco de ser acusada de monopólio por agentes reguladores da livre concorrência. Tanto o herdeiro da Samsung quanto a ex-presidente negam qualquer culpa.
Park é filha mais velha do ditador Park Chung Hee, o presidente que governou a Coreia do Sul por mais tempo, de 1961 a 1979, quando foi assassinado. Ele foi o pai do milagre econômico que transformou a Coreia do Sul num dos pouquíssimos países a vencer o subdesenvolvimento no século 20.
Neste processo, a Coreia do Sul criou grandes conglomerados industriais de grande poder político (chaebol, no singular), como a Samsung e a Hyundai. Como no Brasil, a corrupção é endêmica no sistema político sul-coreano. O impeachment e o julgamento de Park são um avanço civilizatório da democracia no Leste da Ásia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 30 de março de 2017
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Ex-primeiro-ministro de Israel vai para a cadeia por corrupção
Antes de entrar na prisão hoje para cumprir uma sentença de um ano e sete meses por corrupção, o ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert declarou mais uma vez que é inocente, noticia o jornal The Times of Israel.
O escândalo de corrupção vem dos anos 1990s, quando Olmert era prefeito de Jerusalém. Ele foi condenado por aceitar suborno e obstruir a Justiça.
Depois de vários recursos, hoje ele se apresentou para cumprir a pena. Depois de ser submetido a exames psicológicos, Olmert irá para uma ala da prisão onde vai ficar numa cela com outros dois condenados no mesmo caso, sem contato com outros presos.
Como ex-chefe de governo, conhecedor de segredos de Estado, Olmert não pode ter contato com membros de gangues do crime organizado. Na mesma ala, está o ex-presidente Moshe Katsav, condenou por molestar e abusar sexualmente de funcionárias mulheres do Ministério do Turismo e da Presidência de Israel.
O escândalo de corrupção vem dos anos 1990s, quando Olmert era prefeito de Jerusalém. Ele foi condenado por aceitar suborno e obstruir a Justiça.
Depois de vários recursos, hoje ele se apresentou para cumprir a pena. Depois de ser submetido a exames psicológicos, Olmert irá para uma ala da prisão onde vai ficar numa cela com outros dois condenados no mesmo caso, sem contato com outros presos.
Como ex-chefe de governo, conhecedor de segredos de Estado, Olmert não pode ter contato com membros de gangues do crime organizado. Na mesma ala, está o ex-presidente Moshe Katsav, condenou por molestar e abusar sexualmente de funcionárias mulheres do Ministério do Turismo e da Presidência de Israel.
sábado, 30 de janeiro de 2016
Suíça revela desvio de US$ 4 bilhões de estatais da Malásia
A Procuradoria-Geral da Suíça descobriu desvios de cerca de US$ 4 bilhões de empresas estatais da Malásia, noticiou a agência Reuters.
As autoridades suíças investigam a corrupção no fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB), com suspeitas de suborno de funcionários estrangeiros, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Em 26 de janeiro, o procurador-geral da Malásia concluiu que o primeiro-ministro Najib Razak não é responsável por uma apropriação indébita de US$ 681 milhões do fundo soberano e mandou engavetar o inquérito. A explicação oficial é que ele teria recebido uma "doação" da família real da Arábia Saudita.
A Malásia sofreu dois duros golpes em 2014, com a perda de dois aviões de passageiros. Em março daquele ano, um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desapareceu no Oceano Índico com 239 pessoas a bordo depois de um desvio de rota quando ia de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.
Em 14 de julho, rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia derrubaram outro Boeing 777 da Malaysia Airlines quando ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, matando as 298 pessoas a bordo.
A corrupção abala ainda mais a autoimagem deste país do Sudeste Asiático que nas últimas décadas passou por um rápido crescimento, com média de 6,5% ao ano por quase 50 anos.
As autoridades suíças investigam a corrupção no fundo soberano 1Malaysia Development Berhad (1MDB), com suspeitas de suborno de funcionários estrangeiros, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Em 26 de janeiro, o procurador-geral da Malásia concluiu que o primeiro-ministro Najib Razak não é responsável por uma apropriação indébita de US$ 681 milhões do fundo soberano e mandou engavetar o inquérito. A explicação oficial é que ele teria recebido uma "doação" da família real da Arábia Saudita.
A Malásia sofreu dois duros golpes em 2014, com a perda de dois aviões de passageiros. Em março daquele ano, um Boeing 777 da companhia aérea Malaysia Airlines desapareceu no Oceano Índico com 239 pessoas a bordo depois de um desvio de rota quando ia de Kuala Lumpur, a capital malasiana, para Beijim, a capital da China.
Em 14 de julho, rebeldes ucranianos apoiados pela Rússia derrubaram outro Boeing 777 da Malaysia Airlines quando ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, matando as 298 pessoas a bordo.
A corrupção abala ainda mais a autoimagem deste país do Sudeste Asiático que nas últimas décadas passou por um rápido crescimento, com média de 6,5% ao ano por quase 50 anos.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Campanha anticorrupção da China chega ao Diário do Povo
A campanha anticorrupção lançada pelo secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, para consolidar o poder chegou ao Diário do Povo, jornal oficial do PC, acusado de aceitar suborno para esconder notícias e usar informações para fazer chantagem, revelou hoje o jornal inglês Financial Times.
Nos últimos dois anos, além de expurgar adversários políticos do novo dirigente supremo da ditadura militar chinesa, a campanha anticorrupção prendeu jornalistas, advogados, intelectuais e ativistas dos direitos humanos.
"Alguns escritórios locais usavam os recursos do partido para lucrar através de acordos de cooperação. Algumas subsidiárias tinham esquemas para pagar por notícias, pela publicação ou não, e para fazer chantagem", denunciou o relatório da investigação no Diário do Povo.
As acusações oficiais contrastam com o tratamento dado na China a jornalistas independentes que criticam o regime. Um repórter do jornal Diário da Metrópole do Sul foi preso por acusar um guru com ligações perigosas com políticos, empresários e celebridades, embora suas alegações contra Wang Lin tenham sido provadas na Justiça.
Para o editor-chefe do Diário Povo, Yang Zhengwu, "esta investigação será um momento da virada" para o jornal. Ele promete uma gestão mais moderna e eficiente, e maior consciência política de repórteres e editores. Mas os escândalos de corrupção na China só costumam virar notícia quando o governo quer.
Os casos denunciados por jornalistas independentes são censurados. "Eles não querem que a mídia se antecipe a eles. Não querem ser pegos com a guarda baixa", observa Ivy Zhang, professora de jornalismo na Universidade de Nottingham em Ningbo.
Raramente os grandes jornais, a rádio e a televisão estatais divulgam denúncias de corrupção contra altos funcionários que circulam em memorandos internos do partido. Isso abre a possibilidade de subornos e chantagem para que as más notícias não cheguem ao grande público.
"Eles fazem relatórios interno que vão para a maioria das autoridades importantes, mas não deixam a sociedade e o público saberem. Acreditamos que dar ciência ao público desses fatos é a melhor maneira", declarou ao FT Liu Hu, um jornalista investigativo que acaba de passar um ano na cadeia por denunciar a compra de minas a preços inflados pela empresa China Recursos.
O presidente da empresa, Song Lin, foi preso. Li foi solto em agosto do ano passado depois de pagar fiança.
As acusações do regime comunista contra jornalistas vão de extorsão a difamação e "publicação ilegal", se contrariarem interesses poderosos ou forem pegos no fogo cruzado da luta interna das diferentes facções do PC.
"O Comitê Central para Inspeções Disciplinares e a polícia podem investigar a corrupção. A população não tem esse direito", lamenta outro jornalista preso pelo mesmo motivo.
Nos últimos dois anos, além de expurgar adversários políticos do novo dirigente supremo da ditadura militar chinesa, a campanha anticorrupção prendeu jornalistas, advogados, intelectuais e ativistas dos direitos humanos.
"Alguns escritórios locais usavam os recursos do partido para lucrar através de acordos de cooperação. Algumas subsidiárias tinham esquemas para pagar por notícias, pela publicação ou não, e para fazer chantagem", denunciou o relatório da investigação no Diário do Povo.
As acusações oficiais contrastam com o tratamento dado na China a jornalistas independentes que criticam o regime. Um repórter do jornal Diário da Metrópole do Sul foi preso por acusar um guru com ligações perigosas com políticos, empresários e celebridades, embora suas alegações contra Wang Lin tenham sido provadas na Justiça.
Para o editor-chefe do Diário Povo, Yang Zhengwu, "esta investigação será um momento da virada" para o jornal. Ele promete uma gestão mais moderna e eficiente, e maior consciência política de repórteres e editores. Mas os escândalos de corrupção na China só costumam virar notícia quando o governo quer.
Os casos denunciados por jornalistas independentes são censurados. "Eles não querem que a mídia se antecipe a eles. Não querem ser pegos com a guarda baixa", observa Ivy Zhang, professora de jornalismo na Universidade de Nottingham em Ningbo.
Raramente os grandes jornais, a rádio e a televisão estatais divulgam denúncias de corrupção contra altos funcionários que circulam em memorandos internos do partido. Isso abre a possibilidade de subornos e chantagem para que as más notícias não cheguem ao grande público.
"Eles fazem relatórios interno que vão para a maioria das autoridades importantes, mas não deixam a sociedade e o público saberem. Acreditamos que dar ciência ao público desses fatos é a melhor maneira", declarou ao FT Liu Hu, um jornalista investigativo que acaba de passar um ano na cadeia por denunciar a compra de minas a preços inflados pela empresa China Recursos.
O presidente da empresa, Song Lin, foi preso. Li foi solto em agosto do ano passado depois de pagar fiança.
As acusações do regime comunista contra jornalistas vão de extorsão a difamação e "publicação ilegal", se contrariarem interesses poderosos ou forem pegos no fogo cruzado da luta interna das diferentes facções do PC.
"O Comitê Central para Inspeções Disciplinares e a polícia podem investigar a corrupção. A população não tem esse direito", lamenta outro jornalista preso pelo mesmo motivo.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Justiça da Itália condena Berlusconi por subornar senador
Um tribunal de Nápoles, no Sul da Itália, condenou hoje o ex-primeiro-ministro conservador Silvio Berlusconi a três anos de prisão por subornar um ex-senador entre 2006 e 2008 para derrubar o governo de seu rival esquerdista Romano Prodi. A defesa vai recorrer. Como o caso está perto de prescrever, é improvável que a sentença definitiva saia antes do fim do prazo legal.
Berlusconi foi denunciado por subornar o então senador Sergio de Gregorio, do partido Valores da Itália, para deixar a coalizão de centro-esquerda e assim derrubar o governo Prodi. De Gregorio confessou a culpa em 2013, em troca de uma sentença de um ano e oito meses de prisão com direito a suspensão da pena.
A promotoria pediu cinco anos de cadeia para o magnata, o líder que governou a Itália por mais tempo depois da Segunda Guerra Mundial. Berlusconi negou tudo, como faz em todos os processos de uma vida marcada por escândalos sexuais e de corrupção.
Em 2013, condenado por fraude fiscal, Berlusconi foi proibido de ocupar cargos públicos por seis anos. A pena de prisão de quatro anos foi convertida em um ano de trabalho comunitário. Agora, deve se beneficiar da extinção de punibilidade por decurso de prazo. O processo vai durar mais tempo do que a lei permite.
Desde então, seu partido de direita Força Itália (o slogan da torcida da seleção de futebol do país) vem caindo por divisões internas e falta de liderança. Nas eleições regionais de maio, foi superado pela neofascista Liga do Norte, que emerge como a grande força política da direita italiana.
Por ironia do destino ou da história da Itália, Berlusconi surgiu no vácuo deixado pela Democracia Cristã. O principal partido político italiano do pós-guerra desapareceu com os processos de corrupção da Operação Mãos Limpas, no início dos anos 1990s, junto com o Partido Socialista, deixando um vazio na direita italiana, habilmente preenchido pelo homem mais rico do país, um empresário arquicorrupto.
Berlusconi foi denunciado por subornar o então senador Sergio de Gregorio, do partido Valores da Itália, para deixar a coalizão de centro-esquerda e assim derrubar o governo Prodi. De Gregorio confessou a culpa em 2013, em troca de uma sentença de um ano e oito meses de prisão com direito a suspensão da pena.
A promotoria pediu cinco anos de cadeia para o magnata, o líder que governou a Itália por mais tempo depois da Segunda Guerra Mundial. Berlusconi negou tudo, como faz em todos os processos de uma vida marcada por escândalos sexuais e de corrupção.
Em 2013, condenado por fraude fiscal, Berlusconi foi proibido de ocupar cargos públicos por seis anos. A pena de prisão de quatro anos foi convertida em um ano de trabalho comunitário. Agora, deve se beneficiar da extinção de punibilidade por decurso de prazo. O processo vai durar mais tempo do que a lei permite.
Desde então, seu partido de direita Força Itália (o slogan da torcida da seleção de futebol do país) vem caindo por divisões internas e falta de liderança. Nas eleições regionais de maio, foi superado pela neofascista Liga do Norte, que emerge como a grande força política da direita italiana.
Por ironia do destino ou da história da Itália, Berlusconi surgiu no vácuo deixado pela Democracia Cristã. O principal partido político italiano do pós-guerra desapareceu com os processos de corrupção da Operação Mãos Limpas, no início dos anos 1990s, junto com o Partido Socialista, deixando um vazio na direita italiana, habilmente preenchido pelo homem mais rico do país, um empresário arquicorrupto.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Partido anticorrupção impõe derrota esmagadora ao governo da Índia
O Partido do Homem Comum (Aam Adami Party), fundado há dois anos e três meses para combater a corrupção, conquistou uma vitória espetacular nas eleições para a Câmara Municipal de Nova Déli, obtendo 67 das 70 cadeiras, informa o jornal indiano Hindustan Times. Seu líder, Arvind Kerjriwal, vai governar a capital da Índia.
"Esta é uma vitória do povo. Minha prioridade será acabar com a corrupção", declarou o novo prefeito, que volta ao cargo 49 dias depois de ser afastado por não facilitar a tramitação de uma lei para combater o suborno de funcionários públicos. Durante a campanha, Kerjriwal prometeu água e energia baratas para os 18 milhões de habitantes de Nova Déli.
O Partido Bharatiya Janata (nacionalista hindu), do primeiro-ministro Narendra Modi, elegeu três vereadores e o Partido do Congresso, que governou o país durante a maior parte de sua historia independente, nenhum. Modi cumprimento Kerjriwal e prometeu apoio ao desenvolvimento de Nova Déli.
A derrota reduz as ambições do BJP de assumir o controle do segundo estado mais populoso da Índia, Bihar, neste ano.
Nos últimos dias, o governo indiano projetou um crescimento econômico de 7,5% para 2015. Neste ano ou no próximo, a Índia deve ultrapassar a China, passando a ser a grande economia que mais cresce no mundo.
"Esta é uma vitória do povo. Minha prioridade será acabar com a corrupção", declarou o novo prefeito, que volta ao cargo 49 dias depois de ser afastado por não facilitar a tramitação de uma lei para combater o suborno de funcionários públicos. Durante a campanha, Kerjriwal prometeu água e energia baratas para os 18 milhões de habitantes de Nova Déli.
O Partido Bharatiya Janata (nacionalista hindu), do primeiro-ministro Narendra Modi, elegeu três vereadores e o Partido do Congresso, que governou o país durante a maior parte de sua historia independente, nenhum. Modi cumprimento Kerjriwal e prometeu apoio ao desenvolvimento de Nova Déli.
A derrota reduz as ambições do BJP de assumir o controle do segundo estado mais populoso da Índia, Bihar, neste ano.
Nos últimos dias, o governo indiano projetou um crescimento econômico de 7,5% para 2015. Neste ano ou no próximo, a Índia deve ultrapassar a China, passando a ser a grande economia que mais cresce no mundo.
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terça-feira, 13 de maio de 2014
Ex-primeiro-ministro de Israel pega seis anos por corrupção
O ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert foi condenado a seis anos de prisão e multa de US$ 290 mil por receber suborno duas vezes num escândalo de corrupção para favorecer a empresa da construção civil Holyland quando era prefeito de Jerusalém, informou o jornal liberal israelense Haaretz.
"Um servidor público que aceita propina é um traidor", declarou na sentença o juiz David Rozen num tribunal de Telavive. Olmert foi denunciado por aceitar US$ 144 mil numa ocasião e US$ 17 mil noutra.
Antes de anunciar o veredito, o juiz elogiou o ex-chefe de governo, descrevendo-o como "impressionante, caloroso, um homem muito inteligente que sabe convencer os outros. É um homem respeitável que deu uma grande contribuição ao país."
Em seguida, condenou Olmert e o ex-secretário de Obras de Jerusalém Uri Sheetrit por "agirem num espaço fechado, escondido do público". E acrescentou: "Mas a putregação que produziram não ficou confinada àquele espaço. (...) Olmert aproveitou sua posição como funcionário público para aceitar quantidades maciças de dinheiro, como está detalhado no processo. (...) Era um homem no topo do mundo - foi primeiro-ministro e acabou condenado criminalmente."
Sheetrit foi sentenciado a sete anos de cadeia. Olmert divulgou nota dizendo que "este é um dia triste no qual uma sentença injusta e severa foi dada a um inocente". Ele nega esta e outras denúncias de corrupção que forçaram sua demissão da chefia do governo de Israel em 2008.
Sete dos dez réus foram condenados. Eles devem recorrer da sentença.
"Um servidor público que aceita propina é um traidor", declarou na sentença o juiz David Rozen num tribunal de Telavive. Olmert foi denunciado por aceitar US$ 144 mil numa ocasião e US$ 17 mil noutra.
Antes de anunciar o veredito, o juiz elogiou o ex-chefe de governo, descrevendo-o como "impressionante, caloroso, um homem muito inteligente que sabe convencer os outros. É um homem respeitável que deu uma grande contribuição ao país."
Em seguida, condenou Olmert e o ex-secretário de Obras de Jerusalém Uri Sheetrit por "agirem num espaço fechado, escondido do público". E acrescentou: "Mas a putregação que produziram não ficou confinada àquele espaço. (...) Olmert aproveitou sua posição como funcionário público para aceitar quantidades maciças de dinheiro, como está detalhado no processo. (...) Era um homem no topo do mundo - foi primeiro-ministro e acabou condenado criminalmente."
Sheetrit foi sentenciado a sete anos de cadeia. Olmert divulgou nota dizendo que "este é um dia triste no qual uma sentença injusta e severa foi dada a um inocente". Ele nega esta e outras denúncias de corrupção que forçaram sua demissão da chefia do governo de Israel em 2008.
Sete dos dez réus foram condenados. Eles devem recorrer da sentença.
domingo, 22 de setembro de 2013
China condena Bo Xilai à prisão perpétua
Há um ano e meio, ele era a maior estrela em ascensão da linha dura do Partido Comunista da China, saudosa do tempo de Mao Tsé-tung. Hoje, Bo Xilai foi condenado à prisão perpétua por aceitar suborno no valor de US$ 3,6 milhões, desviar US$ 800 mil em dinheiro público e abusar do poder para encobrir o assassinato do empresário britânico Neil Heywood, morto por sua mulher em novembro de 2011.
Foi a queda do poder mais espetacular desde que a Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao, Jiang Ching, foi condenada por alta traição, em 1981.
Bo era governador e líder do partido na cidade-estado de Xunquim, onde aplicou os métodos policiais da era maoísta para combater a corrupção e resgatou músicas patrióticas do tempo da Revolução Industrial (1966-76), o período mais conturbado da revolução comunista na China.
Durante todo o processo, Bo desafiou o tribunal, apresentando-se como vítima de perseguição política e de um processo forjado. Ele era membro do Politburo do Comitê Central do PC chinês, de 25 membros, e ambicionava chegar ao Comitê Permanente do Politburo, os agora "sete imperadores" que governam a China, no fim do ano passado.
Foi a queda do poder mais espetacular desde que a Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao, Jiang Ching, foi condenada por alta traição, em 1981.
Bo era governador e líder do partido na cidade-estado de Xunquim, onde aplicou os métodos policiais da era maoísta para combater a corrupção e resgatou músicas patrióticas do tempo da Revolução Industrial (1966-76), o período mais conturbado da revolução comunista na China.
Durante todo o processo, Bo desafiou o tribunal, apresentando-se como vítima de perseguição política e de um processo forjado. Ele era membro do Politburo do Comitê Central do PC chinês, de 25 membros, e ambicionava chegar ao Comitê Permanente do Politburo, os agora "sete imperadores" que governam a China, no fim do ano passado.
domingo, 18 de agosto de 2013
Ex-dirigente chinês Bo Xilai começa a ser julgado
Começa nesta quinta-feira o julgamento do ex-dirigente do Partido Comunista da China Bo Xilai, denunciado por suborno, corrupção e abuso de poder. É o mais importante processo com implicações políticas desde que a Gangue dos Quatro, da qual participava a viúva de Mao Tsé-tung, foi condenada por alta traição, em 1981.
Bo era líder do partido na cidade-província de Xunquim, cargo equivalente a governador, membro do Politburo do Comitê Central do PC e estrela em ascensão da esquerda maoísta. Ambicionava chegar ao Comitê Permanente do Politburo, o grupo que realmente manda na China, e a dirigente máximo do país.
Sua mulher Gu Kailai foi condenada à morte com uma sentença suspensa e transformada provisoriamente em prisão perpétua pela morte do empresário britânico Neil Heywood, que seria intermediário nos negócios internacionais do casal. A mãe de Heywood reclamou recentemente que os filhos dele ficaram desamparados.
O caso revelou aos chineses os desmandos e a vida luxuosa levada por altos dirigentes do partido com o enriquecimento do país.
Bo era líder do partido na cidade-província de Xunquim, cargo equivalente a governador, membro do Politburo do Comitê Central do PC e estrela em ascensão da esquerda maoísta. Ambicionava chegar ao Comitê Permanente do Politburo, o grupo que realmente manda na China, e a dirigente máximo do país.
Sua mulher Gu Kailai foi condenada à morte com uma sentença suspensa e transformada provisoriamente em prisão perpétua pela morte do empresário britânico Neil Heywood, que seria intermediário nos negócios internacionais do casal. A mãe de Heywood reclamou recentemente que os filhos dele ficaram desamparados.
O caso revelou aos chineses os desmandos e a vida luxuosa levada por altos dirigentes do partido com o enriquecimento do país.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
China denuncia Bo Xilai por corrupção e abuso de poder
O ex-dirigente do Partido Comunista da China Bo Xilai, centro do maior escândalo político do país nas últimas décadas, foi denunciado hoje por suborno, corrupção e abuso de poder.
Até março de 2012, Bo era estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo, governador da cidade-estado de Xunquim, um dos 25 membros do Politburo do Comitê Central do PC e candidato ao Comitê Permanente, o pequeno grupo agora reduzido de nove para sete imperadores que realmente governa a China.
De um dos homens mais poderosos da superpotência ascensão, candidato à líder máximo do partido e do governo, Bo caiu rapidamente em desgraça. Sua mulher, Gu Kailai, foi condenada no passado pelo assassinato em novembro de 2011 de um empresário britânico envolvido nas transações internacionais do casal.
Bo Xilai e Gu Kailai viraram exemplos de uma liderança arrogante e prepotente, de abuso de poder e do estilo de vida sem limites dos altos dirigentes do partido, que se colocam acima da lei. Neste clima, é mais provável uma condenação rápida de Bo, a exemplo do que aconteceu com Gu. Serão apresentados como exemplo de que o PC está realmente interessado em moralizar a política e combater a corrupção.
Até março de 2012, Bo era estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo, governador da cidade-estado de Xunquim, um dos 25 membros do Politburo do Comitê Central do PC e candidato ao Comitê Permanente, o pequeno grupo agora reduzido de nove para sete imperadores que realmente governa a China.
De um dos homens mais poderosos da superpotência ascensão, candidato à líder máximo do partido e do governo, Bo caiu rapidamente em desgraça. Sua mulher, Gu Kailai, foi condenada no passado pelo assassinato em novembro de 2011 de um empresário britânico envolvido nas transações internacionais do casal.
Bo Xilai e Gu Kailai viraram exemplos de uma liderança arrogante e prepotente, de abuso de poder e do estilo de vida sem limites dos altos dirigentes do partido, que se colocam acima da lei. Neste clima, é mais provável uma condenação rápida de Bo, a exemplo do que aconteceu com Gu. Serão apresentados como exemplo de que o PC está realmente interessado em moralizar a política e combater a corrupção.
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