Partidários do líder da oposição, Alexei Navalny, foram presos hoje em várias cidades da Rússia, na véspera de um grande protesto contra a posse do ditador Vladimir Putin para um quarto mandato presidencial, em 7 de maio de 2018.
Condenado em processos forjados, Navalny foi impedido de disputar a eleição presidencial de março. O advogado, ativista político e blogueiro se tornou o maior líder da oposição russa depois de fazer uma série de denúncias de corrupção.
O governo russo está atento ao aumento das manifestações de protesto anticorrupção. Para dar uma satisfação à opinião púbica, em 31 de março, um oligarca muito ligado ao Kremlin, Ziyavudin Magomedov, seu irmão e um sócio foram presos sob acusações de corrupção.
Magomedov se tornou uma figura pública entre 2008 e 2012, quando seu ex-colega de universidade Arkady Dvorkovich se tornou um dos principais assessores do então presidente Dimitri Medvedev, que substituiu Putin durante 4 anos, enquanto o ditador mandava por trás da cena como primeiro-ministro.
Dono do Summa Group, ele tem empresas de exploração de portos, comércio de grãos e energia. Como protegido de Medvedev, sua prisão pode indicar que o padrinho perdeu prestígio político dentro do Kremlin, reforçando os rumores de que no novo mandato Putin vai trocar de primeiro-ministro. Quer um economista peso-pesado capaz de realizar reformas para acelerar o crescimento econômico.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 4 de maio de 2018
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Arábia Saudita espera retomar crescimento em 2018
Depois da cair em recessão no ano passado, a Arábia Saudita está a caminho de uma recuperação neste ano, afirmou em Riade o ministro das Finanças, Mohammed al-Jadaan, em entrevista ao jornal britânico Financial Times.
A expectativa oficial é de uma expansão acima de 2%, superior à previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 1,7%, com queda no déficit orçamentário para 7% do produto interno bruto, de US$ 684 bilhões em 2017, depois de chegar a 13% em 2016 por causa da baixa nos preços do petróleo.
"A maior parte do crescimento será no setor não petrolífero, que é o que queremos. Também atinge nosso objetivo de desenvolver o setor privado", declarou o ministro. Ele destacou a importância de um plano de estímulo à iniciativa privada de US$ 19 bilhões, inclusive nos setores de educação e saúde.
Na sua opinião, a campanha anticorrupção deflagrada pelo príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman, criou "um ambiente de negócios melhor", apesar das preocupações de investidores internacionais com as denúncias contra algumas das pessoas mais ricas da Arábia Saudita.
"O desempenho fiscal, a disciplina governamental e o crescimento da renda das pequenas e médias empresas enviam a mensagem correta, de que as coisas estão se movimentando na direção correta e que hoje há um ambiente melhor para investimentos do que em novembro", acrescentou Jaddan.
A campanha confiscou mais de US$ 100 bilhões de príncipes e altos funcionários, inclusive o homem mais rico do país, Alwaleed ben Talal. O príncipe Mohamed foi aos Estados Unidos, à França e ao Reino Unido em busca de investimentos, mas, até agora, pouco foi anunciado.
Seu plano de vender 5% das ações da companhia estatal de petróleo Saudi Aramco, maior empresa do mundo, com reservas de mais de 270 bilhões de barris e valor estimado de US$ 2 trilhões a US$10 trilhões, foi adiado para 2019. A expectativa é que seja um marco, uma mudança de paradigma para diversificar a economia saudita e reduzir a dependência do petróleo até 2030.
A expectativa oficial é de uma expansão acima de 2%, superior à previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 1,7%, com queda no déficit orçamentário para 7% do produto interno bruto, de US$ 684 bilhões em 2017, depois de chegar a 13% em 2016 por causa da baixa nos preços do petróleo.
"A maior parte do crescimento será no setor não petrolífero, que é o que queremos. Também atinge nosso objetivo de desenvolver o setor privado", declarou o ministro. Ele destacou a importância de um plano de estímulo à iniciativa privada de US$ 19 bilhões, inclusive nos setores de educação e saúde.
Na sua opinião, a campanha anticorrupção deflagrada pelo príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman, criou "um ambiente de negócios melhor", apesar das preocupações de investidores internacionais com as denúncias contra algumas das pessoas mais ricas da Arábia Saudita.
"O desempenho fiscal, a disciplina governamental e o crescimento da renda das pequenas e médias empresas enviam a mensagem correta, de que as coisas estão se movimentando na direção correta e que hoje há um ambiente melhor para investimentos do que em novembro", acrescentou Jaddan.
A campanha confiscou mais de US$ 100 bilhões de príncipes e altos funcionários, inclusive o homem mais rico do país, Alwaleed ben Talal. O príncipe Mohamed foi aos Estados Unidos, à França e ao Reino Unido em busca de investimentos, mas, até agora, pouco foi anunciado.
Seu plano de vender 5% das ações da companhia estatal de petróleo Saudi Aramco, maior empresa do mundo, com reservas de mais de 270 bilhões de barris e valor estimado de US$ 2 trilhões a US$10 trilhões, foi adiado para 2019. A expectativa é que seja um marco, uma mudança de paradigma para diversificar a economia saudita e reduzir a dependência do petróleo até 2030.
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domingo, 5 de novembro de 2017
Arábia Saudita prende príncipes e ministros em campanha anticorrupção
A Arábia Saudita prendeu 11 príncipes, inclusive um bilionário, quatro ministros e dezenas ex-ministros numa grande campanha anticorrupção destinada a consolidar o poder do príncipe herdeiro e ministro da Defesa, Mohamed ben Salman, o novo homem-forte do reino.
O príncipe herdeiro chefia a nova comissão anticorrupção criada ontem por decreto real, que entrou em ação imediatamente. As prisões se devem a um inquérito sobre a enchente que atingiu a cidade de Jedá, no Mar Vermelho, em 2009.
O mais conhecido dos presos é o príncipe Alwaleed ben Talal, um bilionário com grandes investimentos em empresas ocidentais, entrevistado com frequência por jornalistas. Muitos detidos criticam a política externa agressiva atribuída ao novo homem-forte da Arábia Saudita, especialmente a intervenção militar no Iêmen e a tentativa de isolar o Catar.
Mohamed ben Salman, também conhecido como MBS, é filho do rei Salman. Era o segundo na linha sucessória até junho, quando seu primo Mohamed ben Nayef foi afastado.
Para o alto conselho de clérigos e sábios do Islã, uma pedra fundamental do regime saudita, uma aliança do wahabismo, uma corrente ultrapuritana do sunismo, com a dinastia de Saud, "o combate à corrupção é tão importante quanto o combate ao terrorismo".
Será uma onda de choque nos mercados local e internacional. "A amplitude e a escala das prisões parece sem precedentes na história moderna saudita", observou o professor Kristian Ulrichsen, do Instituto Baker de Políticas Públicas, da Universidade Rice, de Houston, no Texas, nos Estados Unidos.
Em outras decisões, aparentemente sem relação com a campanha anticorrupção, foram demitidos o ministro da Economia, o comandante da Marinha e o chefe da Guarda Nacional, príncipe Mitab ben Abdullah, filho do sultão anterior, que chegou a ser cogitado como candidato ao trono.
O príncipe herdeiro chefia a nova comissão anticorrupção criada ontem por decreto real, que entrou em ação imediatamente. As prisões se devem a um inquérito sobre a enchente que atingiu a cidade de Jedá, no Mar Vermelho, em 2009.
O mais conhecido dos presos é o príncipe Alwaleed ben Talal, um bilionário com grandes investimentos em empresas ocidentais, entrevistado com frequência por jornalistas. Muitos detidos criticam a política externa agressiva atribuída ao novo homem-forte da Arábia Saudita, especialmente a intervenção militar no Iêmen e a tentativa de isolar o Catar.
Mohamed ben Salman, também conhecido como MBS, é filho do rei Salman. Era o segundo na linha sucessória até junho, quando seu primo Mohamed ben Nayef foi afastado.
Para o alto conselho de clérigos e sábios do Islã, uma pedra fundamental do regime saudita, uma aliança do wahabismo, uma corrente ultrapuritana do sunismo, com a dinastia de Saud, "o combate à corrupção é tão importante quanto o combate ao terrorismo".
Será uma onda de choque nos mercados local e internacional. "A amplitude e a escala das prisões parece sem precedentes na história moderna saudita", observou o professor Kristian Ulrichsen, do Instituto Baker de Políticas Públicas, da Universidade Rice, de Houston, no Texas, nos Estados Unidos.
Em outras decisões, aparentemente sem relação com a campanha anticorrupção, foram demitidos o ministro da Economia, o comandante da Marinha e o chefe da Guarda Nacional, príncipe Mitab ben Abdullah, filho do sultão anterior, que chegou a ser cogitado como candidato ao trono.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Comitê Central do PC chinês inicia sessão para reforçar poder do líder
O Partido Comunista da China abriu ontem a 6ª Sessão Plenária do 18º Comitê Central. Nos próximos quatro dias, seus 205 membros vão discutir a "governança do partido de maneira estrita".
É uma indicação de que o encontro visa a fortalecer o presidente Xi Jinping, que desde que chegou ao poder há quatro anos faz uma campanha anticorrupção para afastar adversários e consolidar sua posição.
As reuniões serão a portas fechadas. Nas próximas semanas, os sinólogos estarão atentos a pronunciamentos oficiais, rumores, promoções e demissões de funcionários. Seu grande desafio será descobrir se Xi vai conseguir se tornar o líder mais poderoso do PC chinês desde a morte do fundador da República Popular da China, Mao Tsé-tung, em 1976.
É a última sessão plenária do Comitê Central antes do próximo Congresso Nacional do Partido, realizado a cada cinco anos, em outubro de 2017. Neste congresso, serão indicados os membros do próximo Politburo, o birô político do Comitê Central e o Comitê Permanente do Politburo, os agora sete imperadores que governam o país na prática.
Começa portanto um ano de feroz disputa política interna para definir quem serão os altos dirigentes do PC nos próximos cinco anos. Desde que ascendeu à liderança do partido, em 2012, e à Presidência da China, em 2013, Xi tratou de concentrar poderes e destruir redes de patronato político de antigos líderes.
Os sinólogos vão observar se Xi vai conseguir nomear protegidos e aliados para postos-chaves do governo para superar, na prática, o modelo de liderança colegiada criado por Deng Xiaoping para evitar os excessos do maoísmo e da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), uma era de intolerância e perseguições políticas.
Uma das regras de Deng é a aposentadoria de altos funcionários do PC chinês aos 68 anos. A dúvida é se Wang Qishan, chefe da campanha anticorrupção, será mantido como membro do Comitê Permanente do Politburo depois de completar 69 anos em julho.
Se a norma for quebrada, vai alimentar a especulação sobre a permanência de Xi como secretário-geral do partido além dos dois mandatos de cinco anos como é a praxe nas últimas duas décadas e meia, sob Jiang Zemin e Hu Jintao.
Com a desaceleração do crescimento e a necessidade de reorientar a economia do investimento e da exportação para o mercado interno e o consumo, podem vir anos turbulentos à frente que vão testar o pragmatismo e a adaptabilidade do PC. Quando houver uma crise econômica grave, seu monopólio de poder será contestado.
É uma indicação de que o encontro visa a fortalecer o presidente Xi Jinping, que desde que chegou ao poder há quatro anos faz uma campanha anticorrupção para afastar adversários e consolidar sua posição.
As reuniões serão a portas fechadas. Nas próximas semanas, os sinólogos estarão atentos a pronunciamentos oficiais, rumores, promoções e demissões de funcionários. Seu grande desafio será descobrir se Xi vai conseguir se tornar o líder mais poderoso do PC chinês desde a morte do fundador da República Popular da China, Mao Tsé-tung, em 1976.
É a última sessão plenária do Comitê Central antes do próximo Congresso Nacional do Partido, realizado a cada cinco anos, em outubro de 2017. Neste congresso, serão indicados os membros do próximo Politburo, o birô político do Comitê Central e o Comitê Permanente do Politburo, os agora sete imperadores que governam o país na prática.
Começa portanto um ano de feroz disputa política interna para definir quem serão os altos dirigentes do PC nos próximos cinco anos. Desde que ascendeu à liderança do partido, em 2012, e à Presidência da China, em 2013, Xi tratou de concentrar poderes e destruir redes de patronato político de antigos líderes.
Os sinólogos vão observar se Xi vai conseguir nomear protegidos e aliados para postos-chaves do governo para superar, na prática, o modelo de liderança colegiada criado por Deng Xiaoping para evitar os excessos do maoísmo e da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), uma era de intolerância e perseguições políticas.
Uma das regras de Deng é a aposentadoria de altos funcionários do PC chinês aos 68 anos. A dúvida é se Wang Qishan, chefe da campanha anticorrupção, será mantido como membro do Comitê Permanente do Politburo depois de completar 69 anos em julho.
Se a norma for quebrada, vai alimentar a especulação sobre a permanência de Xi como secretário-geral do partido além dos dois mandatos de cinco anos como é a praxe nas últimas duas décadas e meia, sob Jiang Zemin e Hu Jintao.
Com a desaceleração do crescimento e a necessidade de reorientar a economia do investimento e da exportação para o mercado interno e o consumo, podem vir anos turbulentos à frente que vão testar o pragmatismo e a adaptabilidade do PC. Quando houver uma crise econômica grave, seu monopólio de poder será contestado.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
China condena dois ex-líderes do Partido Comunista por corrupção
Na campanha anticorrupção usada pelo presidente Xi Jinping para consolidar seu poder, a Justiça da China condenou dois ex-líderes municipais do Partido Comunista em duas cidades importantes em meio a uma disputa pela indicação de futuros dirigentes.
Wan Qingliang, ex-primeiro-secretário do PC em Cantão, foi condenado à prisão perpétua sob a acusação de receber US$ 16,6 milhões de propina, enquanto Wang Min, ex-chefe do partido em Jinã, pegou 12 anos por ganhar o equivalente a US$ 2,7 milhões.
Nos dois processos, a Justiça concluiu que eles receberam dinheiro para facilitar negócios e carreiras profissionais ilegalmente. Desde que as investigações começaram, em 2014, os dois não foram mais vistos em público.
O Comitê Central do PC se reúne no próximo mês para reexaminar as normas disciplinares a serem seguidas pelos 88,7 milhões de afiliados ao partido. "O código de conduta revisado será mais duro que o anterior. Esses dois casos servem para reforçar isso", comentou James Law, especialista em China da Fundação Jamestown, nos Estados Unidos.
Desde que Xi chegou à liderança do partido, em 2012, centenas de funcionários foram investigados e punidos por corrupção. Antes desta ascensão, o dirigente Bo Xilai, considerado líder da ala neomaoísta do partido, foi expurgado, preso e condenado por corrupção.
Wan Qingliang, ex-primeiro-secretário do PC em Cantão, foi condenado à prisão perpétua sob a acusação de receber US$ 16,6 milhões de propina, enquanto Wang Min, ex-chefe do partido em Jinã, pegou 12 anos por ganhar o equivalente a US$ 2,7 milhões.
Nos dois processos, a Justiça concluiu que eles receberam dinheiro para facilitar negócios e carreiras profissionais ilegalmente. Desde que as investigações começaram, em 2014, os dois não foram mais vistos em público.
O Comitê Central do PC se reúne no próximo mês para reexaminar as normas disciplinares a serem seguidas pelos 88,7 milhões de afiliados ao partido. "O código de conduta revisado será mais duro que o anterior. Esses dois casos servem para reforçar isso", comentou James Law, especialista em China da Fundação Jamestown, nos Estados Unidos.
Desde que Xi chegou à liderança do partido, em 2012, centenas de funcionários foram investigados e punidos por corrupção. Antes desta ascensão, o dirigente Bo Xilai, considerado líder da ala neomaoísta do partido, foi expurgado, preso e condenado por corrupção.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Carta contra Xi Jinping revela divisão no Partido Comunista da China
O regime comunista da China prendeu mais de dez pessoas suspeitas de participar da redação e circulação de uma carta anônima exigindo a renúncia do supremo líder Xi Jinping. O documento divulgado via Internet no início do mês convoca "membros leais do Partido Comunista" a se insurgir contra Xi, acusado de "concentrar todo o poder".
Ao contrário dos manifestos dos dissidentes, a carta não pede reformas democráticas, mais liberdades públicas e o fim da censura. Usa o jargão do partido, acusando o secretário-geral do PC e presidente do país por "problemas e crises sem precedentes em todas as esferas políticas, econômicas, ideológicas e culturais". E ameaça o líder diretamente ao falar em "consideração à sua segurança pessoal e de sua família".
Há três anos no poder, Xi fez vários inimigos. Sua ascensão foi marcada pelo expurgo e condenação de Bo Xilai, representante do neomaoísmo. Ao assumir a liderança do partido e do governo, o ditador lançou uma campanha anticorrupção vista principalmente como uma manobra para afastar e punir adversários políticos.
A elite do PC o acusa de acabar com o "centralismo democrático". O conceito foi introduzido por Lenin depois da Revolução Russa para permitir um debate interno, mas, uma vez tomada uma decisão pela cúpula, todo o resto do partido é obrigado a segui-la com disciplina rígida.
No regime comunista chinês, o centralismo democrático foi usado por Deng Xiaoping depois da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76) para criar uma liderança coletiva, evitando o monopólio de poder de Mao Tsé-tung.
Com as novas regras de Deng, o regime passou a buscar um consenso dentro do Politburo, a separar o governo e o partido, a combater o culto da personalidade e a adotar uma política externa moderada para não criar inimizades enquanto o país crescia.
Xi rompeu com o modelo de Deng. A mídia estatal vive exaltando o primeiro casal, Xi Jinping e Mama Peng, uma cantora popular de sucesso. Há uma música chamada Se você quiser casar, case com alguém como Tio Xi.
No início do mês, delegados do Tibete que participavam da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, estampavam na lapela crachás com a foto de Xi, o que não acontecia desde os anos 1960s, naquela época com foto de Mao.
Em política externa, o nacionalismo fomentado pelo sonho chinês de Xi se manifesta numa crescente agressividade à medida que o desenvolvimento econômico torna a China mais poderosa e mais armada.
Com maior controle do centro e a campanha anticorrupção, o medo paralisa a máquina pública. Xi concentra poderes com a desculpa de que precisa disso para promover as reformas necessárias para reorientar a segunda maior economia do mundo do investimento e da exportação para o consumo, os serviços e o mercado interno.
Se o extraordinário crescimento econômico das últimas décadas permitiu superar o trauma causado pelo massacre movimento pela democracia na Praça da Paz Celestial em 4 de junho de 1989, agora a liderança de Xi é contestada num momento de desaceleração econômica capaz de perturbar a paz social e ameaçar o controle total do PC sobre a sociedade chinesa.
Ao contrário dos manifestos dos dissidentes, a carta não pede reformas democráticas, mais liberdades públicas e o fim da censura. Usa o jargão do partido, acusando o secretário-geral do PC e presidente do país por "problemas e crises sem precedentes em todas as esferas políticas, econômicas, ideológicas e culturais". E ameaça o líder diretamente ao falar em "consideração à sua segurança pessoal e de sua família".
Há três anos no poder, Xi fez vários inimigos. Sua ascensão foi marcada pelo expurgo e condenação de Bo Xilai, representante do neomaoísmo. Ao assumir a liderança do partido e do governo, o ditador lançou uma campanha anticorrupção vista principalmente como uma manobra para afastar e punir adversários políticos.
A elite do PC o acusa de acabar com o "centralismo democrático". O conceito foi introduzido por Lenin depois da Revolução Russa para permitir um debate interno, mas, uma vez tomada uma decisão pela cúpula, todo o resto do partido é obrigado a segui-la com disciplina rígida.
No regime comunista chinês, o centralismo democrático foi usado por Deng Xiaoping depois da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76) para criar uma liderança coletiva, evitando o monopólio de poder de Mao Tsé-tung.
Com as novas regras de Deng, o regime passou a buscar um consenso dentro do Politburo, a separar o governo e o partido, a combater o culto da personalidade e a adotar uma política externa moderada para não criar inimizades enquanto o país crescia.
Xi rompeu com o modelo de Deng. A mídia estatal vive exaltando o primeiro casal, Xi Jinping e Mama Peng, uma cantora popular de sucesso. Há uma música chamada Se você quiser casar, case com alguém como Tio Xi.
No início do mês, delegados do Tibete que participavam da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o parlamento chinês, estampavam na lapela crachás com a foto de Xi, o que não acontecia desde os anos 1960s, naquela época com foto de Mao.
Em política externa, o nacionalismo fomentado pelo sonho chinês de Xi se manifesta numa crescente agressividade à medida que o desenvolvimento econômico torna a China mais poderosa e mais armada.
Com maior controle do centro e a campanha anticorrupção, o medo paralisa a máquina pública. Xi concentra poderes com a desculpa de que precisa disso para promover as reformas necessárias para reorientar a segunda maior economia do mundo do investimento e da exportação para o consumo, os serviços e o mercado interno.
Se o extraordinário crescimento econômico das últimas décadas permitiu superar o trauma causado pelo massacre movimento pela democracia na Praça da Paz Celestial em 4 de junho de 1989, agora a liderança de Xi é contestada num momento de desaceleração econômica capaz de perturbar a paz social e ameaçar o controle total do PC sobre a sociedade chinesa.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Xi intensifica campanha anticorrupção para consolidar poder na China
A Comissão Central para Inspeção Disciplinar, a agência de combate à corrupção do Partido Comunista da China, promete intensificar em 2016 a campanha anticorrupção, vista principalmente como um instrumento para consolidar o poder do presidente Xi Jinping.
Mais de cem investigações devem ser realizadas neste ano, bem mais do que no ano passado, envolvendo todas as 280 organizações do Estado e do partido ligadas ao governo central antes do 19º Congresso do PC chinês, em 2017.
A campanha ajuda o dirigente máximo do país a reafirmar seu controle sobre a mídia estatal. Em 19 de fevereiro, Xi concluiu uma série de visitas aos principais meios de comunicação do regime comunista: a agência oficial de notícias Nova China, a televisão CCTV e o jornal Diário do Povo.
Xi cobrou dos meios de comunicação absoluta lealdade ao partido, o que é interpretado como absoluta lealdade a ele. O Ministério da Propaganda e os órgãos de controle da imprensa, do rádio, da televisão e do cinema estão entre os principais alvos da campanha anticorrupção neste ano.
Mais de cem investigações devem ser realizadas neste ano, bem mais do que no ano passado, envolvendo todas as 280 organizações do Estado e do partido ligadas ao governo central antes do 19º Congresso do PC chinês, em 2017.
A campanha ajuda o dirigente máximo do país a reafirmar seu controle sobre a mídia estatal. Em 19 de fevereiro, Xi concluiu uma série de visitas aos principais meios de comunicação do regime comunista: a agência oficial de notícias Nova China, a televisão CCTV e o jornal Diário do Povo.
Xi cobrou dos meios de comunicação absoluta lealdade ao partido, o que é interpretado como absoluta lealdade a ele. O Ministério da Propaganda e os órgãos de controle da imprensa, do rádio, da televisão e do cinema estão entre os principais alvos da campanha anticorrupção neste ano.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Milhares de romenos protestam contra a corrupção em Bucareste
Cerca de 20 mil manifestantes protestaram contra a corrupção hoje na capital da Romênia, exigindo a queda do governo depois de um incêndio numa boate em que 32 pessoas morreram, noticiou a agência Reuters. Nas redes sociais, entidades estudantis tentaram mobilizar mais gente para a campanha.
Os principais alvos foram o primeiro-ministro Victor Ponta, o vice-primeiro-ministro Gabriel Oprea e o subprefeito do distrito onde o clube noturno funcionava. A suspeita é que a licença de funcionamento tenha sido comprada e a fiscalização das condições de segurança, negligenciada.
Também houve protestos nas cidades de Brassov e Ploiesti. Hoje o governo aprovou uma lei dando poderes excepcionais às autoridades para fechar imediatamente os locais sem licença ou desrespeitarem a regulamentação de segurança.
Os principais alvos foram o primeiro-ministro Victor Ponta, o vice-primeiro-ministro Gabriel Oprea e o subprefeito do distrito onde o clube noturno funcionava. A suspeita é que a licença de funcionamento tenha sido comprada e a fiscalização das condições de segurança, negligenciada.
Também houve protestos nas cidades de Brassov e Ploiesti. Hoje o governo aprovou uma lei dando poderes excepcionais às autoridades para fechar imediatamente os locais sem licença ou desrespeitarem a regulamentação de segurança.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Campanha anticorrupção da China chega ao Diário do Povo
A campanha anticorrupção lançada pelo secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, para consolidar o poder chegou ao Diário do Povo, jornal oficial do PC, acusado de aceitar suborno para esconder notícias e usar informações para fazer chantagem, revelou hoje o jornal inglês Financial Times.
Nos últimos dois anos, além de expurgar adversários políticos do novo dirigente supremo da ditadura militar chinesa, a campanha anticorrupção prendeu jornalistas, advogados, intelectuais e ativistas dos direitos humanos.
"Alguns escritórios locais usavam os recursos do partido para lucrar através de acordos de cooperação. Algumas subsidiárias tinham esquemas para pagar por notícias, pela publicação ou não, e para fazer chantagem", denunciou o relatório da investigação no Diário do Povo.
As acusações oficiais contrastam com o tratamento dado na China a jornalistas independentes que criticam o regime. Um repórter do jornal Diário da Metrópole do Sul foi preso por acusar um guru com ligações perigosas com políticos, empresários e celebridades, embora suas alegações contra Wang Lin tenham sido provadas na Justiça.
Para o editor-chefe do Diário Povo, Yang Zhengwu, "esta investigação será um momento da virada" para o jornal. Ele promete uma gestão mais moderna e eficiente, e maior consciência política de repórteres e editores. Mas os escândalos de corrupção na China só costumam virar notícia quando o governo quer.
Os casos denunciados por jornalistas independentes são censurados. "Eles não querem que a mídia se antecipe a eles. Não querem ser pegos com a guarda baixa", observa Ivy Zhang, professora de jornalismo na Universidade de Nottingham em Ningbo.
Raramente os grandes jornais, a rádio e a televisão estatais divulgam denúncias de corrupção contra altos funcionários que circulam em memorandos internos do partido. Isso abre a possibilidade de subornos e chantagem para que as más notícias não cheguem ao grande público.
"Eles fazem relatórios interno que vão para a maioria das autoridades importantes, mas não deixam a sociedade e o público saberem. Acreditamos que dar ciência ao público desses fatos é a melhor maneira", declarou ao FT Liu Hu, um jornalista investigativo que acaba de passar um ano na cadeia por denunciar a compra de minas a preços inflados pela empresa China Recursos.
O presidente da empresa, Song Lin, foi preso. Li foi solto em agosto do ano passado depois de pagar fiança.
As acusações do regime comunista contra jornalistas vão de extorsão a difamação e "publicação ilegal", se contrariarem interesses poderosos ou forem pegos no fogo cruzado da luta interna das diferentes facções do PC.
"O Comitê Central para Inspeções Disciplinares e a polícia podem investigar a corrupção. A população não tem esse direito", lamenta outro jornalista preso pelo mesmo motivo.
Nos últimos dois anos, além de expurgar adversários políticos do novo dirigente supremo da ditadura militar chinesa, a campanha anticorrupção prendeu jornalistas, advogados, intelectuais e ativistas dos direitos humanos.
"Alguns escritórios locais usavam os recursos do partido para lucrar através de acordos de cooperação. Algumas subsidiárias tinham esquemas para pagar por notícias, pela publicação ou não, e para fazer chantagem", denunciou o relatório da investigação no Diário do Povo.
As acusações oficiais contrastam com o tratamento dado na China a jornalistas independentes que criticam o regime. Um repórter do jornal Diário da Metrópole do Sul foi preso por acusar um guru com ligações perigosas com políticos, empresários e celebridades, embora suas alegações contra Wang Lin tenham sido provadas na Justiça.
Para o editor-chefe do Diário Povo, Yang Zhengwu, "esta investigação será um momento da virada" para o jornal. Ele promete uma gestão mais moderna e eficiente, e maior consciência política de repórteres e editores. Mas os escândalos de corrupção na China só costumam virar notícia quando o governo quer.
Os casos denunciados por jornalistas independentes são censurados. "Eles não querem que a mídia se antecipe a eles. Não querem ser pegos com a guarda baixa", observa Ivy Zhang, professora de jornalismo na Universidade de Nottingham em Ningbo.
Raramente os grandes jornais, a rádio e a televisão estatais divulgam denúncias de corrupção contra altos funcionários que circulam em memorandos internos do partido. Isso abre a possibilidade de subornos e chantagem para que as más notícias não cheguem ao grande público.
"Eles fazem relatórios interno que vão para a maioria das autoridades importantes, mas não deixam a sociedade e o público saberem. Acreditamos que dar ciência ao público desses fatos é a melhor maneira", declarou ao FT Liu Hu, um jornalista investigativo que acaba de passar um ano na cadeia por denunciar a compra de minas a preços inflados pela empresa China Recursos.
O presidente da empresa, Song Lin, foi preso. Li foi solto em agosto do ano passado depois de pagar fiança.
As acusações do regime comunista contra jornalistas vão de extorsão a difamação e "publicação ilegal", se contrariarem interesses poderosos ou forem pegos no fogo cruzado da luta interna das diferentes facções do PC.
"O Comitê Central para Inspeções Disciplinares e a polícia podem investigar a corrupção. A população não tem esse direito", lamenta outro jornalista preso pelo mesmo motivo.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
China pune 249 funcionários por atraso em projetos do governo
O regime comunista da China puniu 249 funcionários públicos por erros no gasto de dinheiro público e atraso na execução de projetos do governo, noticiou hoje a agência estatal Nova China.
Por causa da campanha anticorrupção destinada a consolidar o poder do presidente Xi Jinping, muitos altos funcionários temem um exame rigoroso dos projetos. Em consequência, 249 servidores de 24 províncias foram demitidos, afastados do cargo ou advertidos no fim de uma investigação concluída em junho.
A campanha anticorrupção, inicialmente uma arma contra adversários políticos, tornou-se o eixo central do governo Xi Jinping.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
China prende presidente de estatal do petróleo por corrupção
O presidente e subdiretor-geral da empresa estatal Sinopec, a maior refinaria de petróleo da Ásia, é mais um tigre que cai na malha da campanha anticorrupção da China. Wang Tianpu foi detido por investigadores do Partido Comunista por "sérias violações da disciplina e da lei", linguagem usada pelo regime para falar de corrupção.
A investigação foi revelada por uma pequena nota divulgada no sítio de Internet da Comissão Central para Inspeção Disciplinar, o poderoso órgão da campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping para se consolidar e se legitimar no poder.
No momento, um dos focos é o setor de energia. Neste mês, o ex-diretor da China National Petroleum Corporation, Jian Jiemin, preso em agosto de 2013, foi julgado por abuso de poder e aceitar suborno. Nas últimas semanas, o presidente do grupo China FAW, Xu Jianyi, e o vice-presidente do grupo Baostel, Cui Jian, passaram a ser investigados.
Muitos suspeitos são ligados a Zhou Yongkang, ex-todo-poderoso ministro da Segurança do Estado e ex-membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, o seleto grupo de altos dirigentes que manda de fato na China. Ele será o mais alto funcionário do regime a ser processado desde a vitória da revolução liderada por Mao Tsé-tung, em 1º de outubro de 1949.
A investigação foi revelada por uma pequena nota divulgada no sítio de Internet da Comissão Central para Inspeção Disciplinar, o poderoso órgão da campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping para se consolidar e se legitimar no poder.
No momento, um dos focos é o setor de energia. Neste mês, o ex-diretor da China National Petroleum Corporation, Jian Jiemin, preso em agosto de 2013, foi julgado por abuso de poder e aceitar suborno. Nas últimas semanas, o presidente do grupo China FAW, Xu Jianyi, e o vice-presidente do grupo Baostel, Cui Jian, passaram a ser investigados.
Muitos suspeitos são ligados a Zhou Yongkang, ex-todo-poderoso ministro da Segurança do Estado e ex-membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, o seleto grupo de altos dirigentes que manda de fato na China. Ele será o mais alto funcionário do regime a ser processado desde a vitória da revolução liderada por Mao Tsé-tung, em 1º de outubro de 1949.
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China planeja consolidação do setor estatal
Com fusões em série, a China pretende reduzir a 40 o número de conglomerados estatais para melhorar o desempenho econômico do setor, revelou hoje a mídia estatal chinesa, citada apela agência Reuters.
No momento, o governo central chinês controla 112 conglomerados, inclusive 277 empresas de economia mista listadas nas bolsas de valores de Xangai e Xenzen, com valor de mercado de US$ 1,6 trilhão, informou o Diário de Informação Econômica.
A reestruturação do setor estatal é uma das prioridades do presidente Xi Jinping no momento em que a China tenta reorientar sua economia do comércio exterior para o mercado interno. O crescimento do ano passado (7,4%) foi o menor desde 1990 e o do primeiro trimestre (ritmo de 7% ao ano) o menor para o período em seis anos.
Um dos principais objetivos é reduzir uma concorrência predatória em setores competitivos. Com a notícia, as bolsas chinesas subiram hoje ao mais alto nível em sete anos, puxadas por gigantes como a China Petroleum & Chemical Corporation e a PetroChina. A SinoPec, maior refinaria da Ásia, e a PetroChina negaram estar discutindo uma fusão. Alegaram não ter recebido qualquer orientação neste sentido.
A fusão da CNR e da CSR, as maiores fabricantes de trens da China, criou uma empresa de US$ 26 bilhões apta a competir no mercado internacional com rivais como a companhia alemã Siemens e a canadense Bombardier.
Dentro da campanha anticorrupção usada pelo presidente Xi para se consolidar e se legitimar no poder, a Comissão Central para Inspeções Disciplinares está intensificando a fiscalização das empresas estatais de setores considerados estratégicos.
Nas últimas semanas, o presidente do grupo China FAW, Xu Jianyi, o vice-presidente do grupo Baostel, Cui Jian, e o gerente-geral da China National Petroleum Corporation passaram a ser investigados.
No momento, o governo central chinês controla 112 conglomerados, inclusive 277 empresas de economia mista listadas nas bolsas de valores de Xangai e Xenzen, com valor de mercado de US$ 1,6 trilhão, informou o Diário de Informação Econômica.
A reestruturação do setor estatal é uma das prioridades do presidente Xi Jinping no momento em que a China tenta reorientar sua economia do comércio exterior para o mercado interno. O crescimento do ano passado (7,4%) foi o menor desde 1990 e o do primeiro trimestre (ritmo de 7% ao ano) o menor para o período em seis anos.
Um dos principais objetivos é reduzir uma concorrência predatória em setores competitivos. Com a notícia, as bolsas chinesas subiram hoje ao mais alto nível em sete anos, puxadas por gigantes como a China Petroleum & Chemical Corporation e a PetroChina. A SinoPec, maior refinaria da Ásia, e a PetroChina negaram estar discutindo uma fusão. Alegaram não ter recebido qualquer orientação neste sentido.
A fusão da CNR e da CSR, as maiores fabricantes de trens da China, criou uma empresa de US$ 26 bilhões apta a competir no mercado internacional com rivais como a companhia alemã Siemens e a canadense Bombardier.
Dentro da campanha anticorrupção usada pelo presidente Xi para se consolidar e se legitimar no poder, a Comissão Central para Inspeções Disciplinares está intensificando a fiscalização das empresas estatais de setores considerados estratégicos.
Nas últimas semanas, o presidente do grupo China FAW, Xu Jianyi, o vice-presidente do grupo Baostel, Cui Jian, e o gerente-geral da China National Petroleum Corporation passaram a ser investigados.
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terça-feira, 17 de março de 2015
Campanha anticorrupção no Exército vai até o fim, diz editorial na China
A campanha anticorrupção no Exército Popular de Libertação da China só vai acabar quando a corrupção foi erradicada, afirmou o especialista em logística Xie Fan em editorial publicado no Diário do EPL, noticiou hoje em Hong Kong o jornal South China Morning Post.
O artigo anuncia que a campanha vai servir para criar um código de conduta para os militares chineses como parte de uma ampla reforma das Forças Armadas: "Alguns departamentos continuam com práticas ilegais: eles relutam em aplicar estritamente a lei porque o fenômeno da adoração do poder - em vez do respeito à lei - continua a existindo."
Na visão ocidental, o atual presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista, Xi Jinping, considerado o mais poderoso líder do país desde Deng Xiaoping, usa o combate à corrupção para consolidar o poder. Também reforçou a doutrinação ideológica dentro do Exército.
Xie tenta combater esta interpretação, num sinal de que também adeptos na China: "A campanha permanente contra a corrupção não é algo seletivo. Faz parte de um processo de reforma legal que não tem limites nem admite exceções."
Na linguagem figurada do regime comunista chinês, Xi prometeu caçar "das moscas aos tigres" na luta anticorrupção. Entre os tigres, depois do ex-ministro da Segurança do Estado, Zhou Yongkang, o maior de todos, estão sendo investigados o ex-vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central, Xu Caihou, e Ju Gunshan, ex-subcomandante de logística do EPL.
O artigo anuncia que a campanha vai servir para criar um código de conduta para os militares chineses como parte de uma ampla reforma das Forças Armadas: "Alguns departamentos continuam com práticas ilegais: eles relutam em aplicar estritamente a lei porque o fenômeno da adoração do poder - em vez do respeito à lei - continua a existindo."
Na visão ocidental, o atual presidente chinês e secretário-geral do Partido Comunista, Xi Jinping, considerado o mais poderoso líder do país desde Deng Xiaoping, usa o combate à corrupção para consolidar o poder. Também reforçou a doutrinação ideológica dentro do Exército.
Xie tenta combater esta interpretação, num sinal de que também adeptos na China: "A campanha permanente contra a corrupção não é algo seletivo. Faz parte de um processo de reforma legal que não tem limites nem admite exceções."
Na linguagem figurada do regime comunista chinês, Xi prometeu caçar "das moscas aos tigres" na luta anticorrupção. Entre os tigres, depois do ex-ministro da Segurança do Estado, Zhou Yongkang, o maior de todos, estão sendo investigados o ex-vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central, Xu Caihou, e Ju Gunshan, ex-subcomandante de logística do EPL.
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sexta-feira, 13 de março de 2015
Ex-ministro do serviço secreto chinês vai a julgamento público
O ex-ministro da Segurança do Estado da China Zhou Yongkang, denunciado por corrupção, será submetido a um julgamento público, noticiou hoje a agência Reuters citando como fonte a mídia do regime comunista chinês.
Zhou Yongkang pertencia ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunistas, o seleto grupo de na época nove imperadores que realmente governavam a China, hoje reduzido a sete. É o mais alto funcionário atingido pela campanha anticorrupção usada pelo atual presidente do país e secretário-geral do PC, Xi Jinping, para consolidar o poder.
Seu processo será o mais importante politicamente desde o julgamento da Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao Tsé-tung, Jiang Ching, e foi condenada em 1981 por abuso de poder e violações dos direitos humanos cometidas durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).
Na prática, Xi tenta destruir a base de poder de Zhou dentro do Ministério da Segurança do Estado, peça essencial no organograma do regime. Ele era aliado de Bo Xilai, o líder da ala neomaoísta que caiu em desgraça em 2012, quando articulava sua ascensão para o Comitê Permanente, foi expurgado e condenado à prisão perpétua. O mesmo destino aguarda Zhou.
Zhou Yongkang pertencia ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunistas, o seleto grupo de na época nove imperadores que realmente governavam a China, hoje reduzido a sete. É o mais alto funcionário atingido pela campanha anticorrupção usada pelo atual presidente do país e secretário-geral do PC, Xi Jinping, para consolidar o poder.
Seu processo será o mais importante politicamente desde o julgamento da Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao Tsé-tung, Jiang Ching, e foi condenada em 1981 por abuso de poder e violações dos direitos humanos cometidas durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).
Na prática, Xi tenta destruir a base de poder de Zhou dentro do Ministério da Segurança do Estado, peça essencial no organograma do regime. Ele era aliado de Bo Xilai, o líder da ala neomaoísta que caiu em desgraça em 2012, quando articulava sua ascensão para o Comitê Permanente, foi expurgado e condenado à prisão perpétua. O mesmo destino aguarda Zhou.
terça-feira, 3 de março de 2015
China investiga 14 altos oficiais do Exército Popular de Libertação
O Exército Popular de Libertação (ELP) está investigando por corrupção 14 altos oficiais militares, inclusive o filho de um ex-vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central (CMC), revelou hoje o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.
Uma grande campanha anticorrupção é a maneira usada pelo secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, no poder desde 2012, para consolidar seu comando sobre o Exército e o partido. Xi prometeu "caçar as moscas e os tigres".
Depois do ex-ministro da Segurança do Estado Zhou Yongkang, que pertenceu ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do PC, o seleto grupo que manda na China, e do chefe da espionagem interna, Ma Jian, o alvo agora é o filho do general da reserva Guo Boxiong.
Mas não é a a primeira vez. O ex-vice-presidente da CMC Xu Caihou está sendo investigado por corrupção há meses. Guo e Xu eram os dois vices, na comissão, do ex-presidente e ex-secretário-geral do PC Hu Jintao, o líder supremo do regime comunista antes de Xi.
A Comissão Militar Central é tão poderosa que hoje um líder chinês só tem pleno controle do poder quando acumula três cargos: presidente do país, secretário-geral do PC e presidente da CMC.
Durante o tempo em que foi o dirigente máximo da China, o todo-poderoso Deng Xiaoping (1978-1992), arquiteto das reformas que transformaram o país na segunda maior economia do mundo rumo ao topo, tinha como principal cargo oficial a presidência do CMC.
Xi foi escolhido líder do partido em novembro de 2012, tomou posse na presidência em março de 2013 e imediatamente virou presidente da CMC. Por isso, é considerado o dirigente chinês mais poderoso desde Deng.
Uma grande campanha anticorrupção é a maneira usada pelo secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, no poder desde 2012, para consolidar seu comando sobre o Exército e o partido. Xi prometeu "caçar as moscas e os tigres".
Depois do ex-ministro da Segurança do Estado Zhou Yongkang, que pertenceu ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do PC, o seleto grupo que manda na China, e do chefe da espionagem interna, Ma Jian, o alvo agora é o filho do general da reserva Guo Boxiong.
Mas não é a a primeira vez. O ex-vice-presidente da CMC Xu Caihou está sendo investigado por corrupção há meses. Guo e Xu eram os dois vices, na comissão, do ex-presidente e ex-secretário-geral do PC Hu Jintao, o líder supremo do regime comunista antes de Xi.
A Comissão Militar Central é tão poderosa que hoje um líder chinês só tem pleno controle do poder quando acumula três cargos: presidente do país, secretário-geral do PC e presidente da CMC.
Durante o tempo em que foi o dirigente máximo da China, o todo-poderoso Deng Xiaoping (1978-1992), arquiteto das reformas que transformaram o país na segunda maior economia do mundo rumo ao topo, tinha como principal cargo oficial a presidência do CMC.
Xi foi escolhido líder do partido em novembro de 2012, tomou posse na presidência em março de 2013 e imediatamente virou presidente da CMC. Por isso, é considerado o dirigente chinês mais poderoso desde Deng.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
China afasta vice-ministro da Segurança do Estado por corrupção
Mais um tigre cai na campanha anticorrupção do secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China, Xi Jinping, para consolidar o poder. O vice-ministro da Segurança do Estado, Ma Jian, foi afastado de um painel de assessores de alto nível depois que o Partido Comunista anunciou que ele está sendo investigado por corrupção.
Ma Jian é o mais alto funcionário enquadrado por corrupção desde a condenação do ex-ministro da Segurança Pública Zhou Yangkang, que foi membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, os na época nove imperadores, hoje sete, que mandam realmente na China.
O inquérito sobre suas atividades indica que deve haver uma ampla reforma do Ministério da Segurança do Estado, que reúne a polícia política e o serviço secreto. Ma seria o chefe das operações de contraespionagem.
Em Governing China (Governando a China), o professor americano Kenneth Lieberthal observa que a sociedade chinesa conseguiu criar há mais de 2 mil anos uma burocracia para governar o país, mas não conseguiu até hoje criar um sistema político capaz de administrar a transferência de poder em sua elite.
As últimas transições, de Jiang Zemin (1992-2002) para Hu Jintao (2002-12), e de Hu Jintao para Xi Jinping, foram pacíficas, mas há uma luta interna que vem à tona com os expurgos e processos de corrupção, sempre seletivos, já que o enriquecimento da cúpula chinesa além do razoável está amplamente documentado.
Xi Jinping prometeu ir atrás de todos os corruptos, "das moscas aos tigres". Pegou mais um.
Ma Jian é o mais alto funcionário enquadrado por corrupção desde a condenação do ex-ministro da Segurança Pública Zhou Yangkang, que foi membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, os na época nove imperadores, hoje sete, que mandam realmente na China.
O inquérito sobre suas atividades indica que deve haver uma ampla reforma do Ministério da Segurança do Estado, que reúne a polícia política e o serviço secreto. Ma seria o chefe das operações de contraespionagem.
Em Governing China (Governando a China), o professor americano Kenneth Lieberthal observa que a sociedade chinesa conseguiu criar há mais de 2 mil anos uma burocracia para governar o país, mas não conseguiu até hoje criar um sistema político capaz de administrar a transferência de poder em sua elite.
As últimas transições, de Jiang Zemin (1992-2002) para Hu Jintao (2002-12), e de Hu Jintao para Xi Jinping, foram pacíficas, mas há uma luta interna que vem à tona com os expurgos e processos de corrupção, sempre seletivos, já que o enriquecimento da cúpula chinesa além do razoável está amplamente documentado.
Xi Jinping prometeu ir atrás de todos os corruptos, "das moscas aos tigres". Pegou mais um.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
China prende outro chefe da espionagem por corrupção
O secretário-executivo do Ministério da Segurança, Ma Jian, foi preso dentro da campanha anticorrupção movida pelo presidente da China, Xi Jinping, noticiou ontem o jornal South China Morning Post, de Hong Kong.
Ma trabalhou durante 30 anos no serviço secreto chinês. Em 2006, tornou-se um dos homens mais poderosos do regime comunista ao se tornar o secretário-executivo encarregado das operações de contrainteligência.
A prisão pode estar relacionada à investigação de uma empresa de alta tecnologia controlada pela Universidade de Beijim, o Founder Group, e seu diretor-presidente, Yu Li. Parentes de Ma Jian também são alvo de inquérito.
Em dezembro de 2014, a campanha anticorrupção prendeu o ex-ministro da Segurança Zhou Yongkang, que pertenceu ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, o pequeno grupo que manda de fato na China.
Ambos, Ma e Zhou, seriam ligados ao ex-dirigente Bo Xilai, expurgado em março de 2012, antes da ascensão de Xi, num escândalo de corrupção que incluiu o assassinato de um empresário britânico que seria intermediário de negócios escusos no exterior.
Ao lançar a campanha anticorrupção, uma forma de manter a legitimidade do PC numa sociedade cada vez mais rica e desigual, Xi prometeu "caçar das moscas aos tigres". Outros tigres sob investigação são o vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central, Xu Caihou, e o ex-secretário do ex-presidente Hu Jintao, Ling Jihua.
Ma trabalhou durante 30 anos no serviço secreto chinês. Em 2006, tornou-se um dos homens mais poderosos do regime comunista ao se tornar o secretário-executivo encarregado das operações de contrainteligência.
A prisão pode estar relacionada à investigação de uma empresa de alta tecnologia controlada pela Universidade de Beijim, o Founder Group, e seu diretor-presidente, Yu Li. Parentes de Ma Jian também são alvo de inquérito.
Em dezembro de 2014, a campanha anticorrupção prendeu o ex-ministro da Segurança Zhou Yongkang, que pertenceu ao Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, o pequeno grupo que manda de fato na China.
Ambos, Ma e Zhou, seriam ligados ao ex-dirigente Bo Xilai, expurgado em março de 2012, antes da ascensão de Xi, num escândalo de corrupção que incluiu o assassinato de um empresário britânico que seria intermediário de negócios escusos no exterior.
Ao lançar a campanha anticorrupção, uma forma de manter a legitimidade do PC numa sociedade cada vez mais rica e desigual, Xi prometeu "caçar das moscas aos tigres". Outros tigres sob investigação são o vice-presidente da poderosa Comissão Militar Central, Xu Caihou, e o ex-secretário do ex-presidente Hu Jintao, Ling Jihua.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
China condena alto funcionário à prisão perpétua por corrupção
O subdiretor da poderosa Comissão para a Reforma e o Desenvolvimento Nacional, principal órgão de planejamento econômico da China, foi condenado à prisão perpétua, informou hoje a agência oficial de notícias Nova China.
Liu Tienan também era diretor da Administração Nacional de Energia. É um dos muitos altos funcionários denunciados na campanha anticorrupção do presidente Xi Jinping, que prometeu "caçar dos tigres às moscas".
Liu Tienan também era diretor da Administração Nacional de Energia. É um dos muitos altos funcionários denunciados na campanha anticorrupção do presidente Xi Jinping, que prometeu "caçar dos tigres às moscas".
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
China expurga ex-chefe do serviço secreto por corrupção
Sob acusações de corrupção, o Partido Comunista decidiu hoje expurgar o ex-chefe dos serviços secretos e da segurança interna da China e ex-membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central Zhou Yongkang.
É a primeira vez em décadas que um dirigente da alta cúpula do regime pode ser processado criminalmente, desde o julgamento da Gangue dos Quatro, em 1981, da qual fazia parte a viúva de Mao Tsé-tung, Chiang Ching. A facção foi condenada pelos excessos da Grande Revolução Cultural Proletária
Dentro da grande campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping para consolidar seu poder, Zhou foi apontado como suspeito em julho de 2014. Um relatório interno do PC o denunciou por "violar a disciplina do partido", a acusação genérica contra a corrupção no discurso do regime, aceitar suborno, dilapidar ativos do Estado, revelar segredos de Estado e do partido, promoção fraudulenta de parentes e atividade pessoal "salaciosa", um eufemismo para adultério.
Sob investigação, Zhou estava em prisão domiciliar há meses. Agora, foi preso formalmente. Era aliado do ex-dirigente Bo Xilai, um neomaoista que caiu em desgraça em março de 2012, foi expurgado, preso e condenado por corrupção, abuso de poder e o assassinado do empresário britânico Neil Heywood, suposto intermediário de seus negócios sujos no exterior.
É a primeira vez em décadas que um dirigente da alta cúpula do regime pode ser processado criminalmente, desde o julgamento da Gangue dos Quatro, em 1981, da qual fazia parte a viúva de Mao Tsé-tung, Chiang Ching. A facção foi condenada pelos excessos da Grande Revolução Cultural Proletária
Dentro da grande campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping para consolidar seu poder, Zhou foi apontado como suspeito em julho de 2014. Um relatório interno do PC o denunciou por "violar a disciplina do partido", a acusação genérica contra a corrupção no discurso do regime, aceitar suborno, dilapidar ativos do Estado, revelar segredos de Estado e do partido, promoção fraudulenta de parentes e atividade pessoal "salaciosa", um eufemismo para adultério.
Sob investigação, Zhou estava em prisão domiciliar há meses. Agora, foi preso formalmente. Era aliado do ex-dirigente Bo Xilai, um neomaoista que caiu em desgraça em março de 2012, foi expurgado, preso e condenado por corrupção, abuso de poder e o assassinado do empresário britânico Neil Heywood, suposto intermediário de seus negócios sujos no exterior.
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terça-feira, 29 de julho de 2014
China investiga ex-ministro da Segurança por corrupção
O ex-ministro da Segurança Pública Zhou Yongkang está sendo investigado por "violações disciplinares sérias", expressão usada pelo regime comunista chinês em denúncias de corrupção. Ele era membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, um dos nove imperadores que governavam a China na presidência de Hu Jintao; hoje, são apenas sete.
Em uma nota curta, a agência oficial de notícias Nova China, citada pela televisão estatal britânica BBC, informou que o inquérito será realizado pela Comissão Central para Inspeção Disciplinar do partido.
Zhou é o mais alto dirigente comunista chinês sob inquérito desde o processo contra a Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao Tsé-tung, Jiang Ching, em 1981. O grupo e o ex-expoente da linha dura Lin Piao, falecido num acidente de avião suspeito quando fugia do país, foram acusados pelos excessos da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).
A atual investigação faz parte da campanha de combate à corrupção do presidente Xi Jinping, que promete caçar de "moscas a tigres". Deflagrou uma onda de choque entre a elite dirigente chinesa, em que parentes de altos funcionários do partido fazem fortunas rapidamente sob a proteção da censura e da ditadura militar.
Mais de 300 parentes, sócios, aliados políticos, protegidos e funcionários de Zhou foram presos ou interrogados nos últimos meses. As autoridades chinesas apreenderam US$ 14,5 bilhões em bens e ativos de parentes e sócios de Zhou. Ele fez carreira no partido e no governo dentro do serviço secreto e da Companhia Nacional de Petróleo da China.
Os investigadores congelaram depósitos bancários, confiscaram bônus, ações e outros títulos negociados no mercado financeiro, 300 casas e apartamentos, objetos de arte, antiguidades, bebidas caras, ouro, prata, joias e dinheiro em várias moedas.
Alguns analistas acusam Xi de fazer uma manobra para consolidar seu poder. Ao alvejar dirigentes importantes como Zhou, o presidente quer indicar que desta vez será diferente. O dirigente que caiu em desgraça era ligado a Bo Xilai.
Bo era a estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo. Sonhava em ser líder do PC e presidente da China quando foi preso, em março de 2012, expurgado do partido em abril e condenado no mesmo ano por corrupção, abuso de poder e envolvimento no assassinato do empresário britânico Neil Heywood, ordenado por sua mulher Gu Kailai.
Em uma nota curta, a agência oficial de notícias Nova China, citada pela televisão estatal britânica BBC, informou que o inquérito será realizado pela Comissão Central para Inspeção Disciplinar do partido.
Zhou é o mais alto dirigente comunista chinês sob inquérito desde o processo contra a Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao Tsé-tung, Jiang Ching, em 1981. O grupo e o ex-expoente da linha dura Lin Piao, falecido num acidente de avião suspeito quando fugia do país, foram acusados pelos excessos da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).
A atual investigação faz parte da campanha de combate à corrupção do presidente Xi Jinping, que promete caçar de "moscas a tigres". Deflagrou uma onda de choque entre a elite dirigente chinesa, em que parentes de altos funcionários do partido fazem fortunas rapidamente sob a proteção da censura e da ditadura militar.
Mais de 300 parentes, sócios, aliados políticos, protegidos e funcionários de Zhou foram presos ou interrogados nos últimos meses. As autoridades chinesas apreenderam US$ 14,5 bilhões em bens e ativos de parentes e sócios de Zhou. Ele fez carreira no partido e no governo dentro do serviço secreto e da Companhia Nacional de Petróleo da China.
Os investigadores congelaram depósitos bancários, confiscaram bônus, ações e outros títulos negociados no mercado financeiro, 300 casas e apartamentos, objetos de arte, antiguidades, bebidas caras, ouro, prata, joias e dinheiro em várias moedas.
Alguns analistas acusam Xi de fazer uma manobra para consolidar seu poder. Ao alvejar dirigentes importantes como Zhou, o presidente quer indicar que desta vez será diferente. O dirigente que caiu em desgraça era ligado a Bo Xilai.
Bo era a estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo. Sonhava em ser líder do PC e presidente da China quando foi preso, em março de 2012, expurgado do partido em abril e condenado no mesmo ano por corrupção, abuso de poder e envolvimento no assassinato do empresário britânico Neil Heywood, ordenado por sua mulher Gu Kailai.
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