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segunda-feira, 27 de abril de 2015

China planeja consolidação do setor estatal

Com fusões em série, a China pretende reduzir a 40 o número de conglomerados estatais para melhorar o desempenho econômico do setor, revelou hoje a mídia estatal chinesa, citada apela agência Reuters.  

No momento, o governo central chinês controla 112 conglomerados, inclusive 277 empresas de economia mista listadas nas bolsas de valores de Xangai e Xenzen, com valor de mercado de US$ 1,6 trilhão, informou o Diário de Informação Econômica.

A reestruturação do setor estatal é uma das prioridades do presidente Xi Jinping no momento em que a China tenta reorientar sua economia do comércio exterior para o mercado interno. O crescimento do ano passado (7,4%) foi o menor desde 1990 e o do primeiro trimestre (ritmo de 7% ao ano) o menor para o período em seis anos.

Um dos principais objetivos é reduzir uma concorrência predatória em setores competitivos. Com a notícia, as bolsas chinesas subiram hoje ao mais alto nível em sete anos, puxadas por gigantes como a China Petroleum & Chemical Corporation e a PetroChina. A SinoPec, maior refinaria da Ásia, e a PetroChina negaram estar discutindo uma fusão. Alegaram não ter recebido qualquer orientação neste sentido.

A fusão da CNR e da CSR, as maiores fabricantes de trens da China, criou uma empresa de US$ 26 bilhões apta a competir no mercado internacional com rivais como a companhia alemã Siemens e a canadense Bombardier.

Dentro da campanha anticorrupção usada pelo presidente Xi para se consolidar e se legitimar no poder, a Comissão Central para Inspeções Disciplinares está intensificando a fiscalização das empresas estatais de setores considerados estratégicos.

Nas últimas semanas, o presidente do grupo China FAW, Xu Jianyi, o vice-presidente do grupo Baostel, Cui Jian, e o gerente-geral da China National Petroleum Corporation passaram a ser investigados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Warren Buffett e brasileiros compram Heinz

Por US$ 28 bilhões (R$ 55 bilhões), sendo US$ 23,2 bilhões (R$ 45,4 bilhões) em dinheiro e ações, o fundo de investimentos Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett, e a empresa brasileira 3G Capital compraram ontem a Heinz, uma das maiores empresas do mundo no setor de alimentos, maior fabricante de ketchup e outros molhos.

Os donos da 3G Capital, presidida por Jorge Paulo Lemann, fazem parte do grupo que articulou a fusão entre a Brahma e a Antártica para criar a Americas Beverage. Esta por sua vez se fundiu com uma empresa belga para formar a International Beverage, a maior fabricante mundial de cervejas, e depois adquiriu a americana Anheuser-Busch. Eles também compraram a rede de lanchonetes Burger King em 2010 por US$ 3,3 bilhões (R$ 6,46 bilhões pela cotação de ontem).

Agora, tem cerveja, hambúrguer e ketchup.

Buffett declarou que há meses estava "salivando" um bom negócio e a Heinz tem os ingredientes necessários: é uma marca conhecida em todos os lares dos EUA, faz parte da dieta dos americanos e tem vendas consistentes.

Quem ganha com o negócio é o novo secretário de Estado americano, John Kerry, casado com Maria Teresa Heinz, uma portuguesa nascida em Moçambique, viúva de um dos herdeiros da empresa. Eles teriam lucrado US$ 500 milhões (R$ 979 milhões) com a valorização de suas ações.

A onda de fusões e aquisições é um sinal da retomada da confiança na economia, observa o jornal The New York Times.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Americanas se fundem para criar maior empresa aérea

As companhias aéreas American Airlines (AA) e US Airways anunciaram hoje uma fusão que vai criar a maior empresa do setor no mundo, com valor de mercado de US$ 11 bilhões e faturamento anual de US$ 39 bilhões.

Os atuais diretores da US Airways vão assumir o controle operacional da empresa, enquanto os credores da American Airlines, que está em concordata, terão 72% das ações e cinco dos 12 diretores da nova empresa.

"Esta é a mais bem-sucedida reestruturação de uma companhia aérea da história", declarou o diretor-presidente da AMR, Tom Horton, em entrevista à agência Reuters.

A nova empresa será 2% maior do que a United Continental em número de milhas voadas e passageiros transportados. Terá 950 aviões e fará 6,7 mil voos diários para 56 países, inclusive o Brasil. A expectativa é de uma economia de US$ 1 bilhão por ano até 2015.

O setor aéreo entrou numa série crise, especialmente nos Estados Unidos, quando seus aviões foram usados como mísseis guiados nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Desde então, houve várias fusões de grandes empresas aéreas como Air France e KLM, United e Continental Airlines, Delta e Northwest Airlines, British Airways e Iberia, e LAN e TAM.

Esta nova fusão ainda depende da aprovação das autoridades antimonopólio e do Tribunal de Falências dos EUA, já que a AA está em concordata.