Cerca de 200 pessoas se tornaram bilionárias em 2012, aumentando a lista dos superricos divulgada ontem pela revista americana Forbes, que agora tem 1.426. Ao todo, eles têm US$ 5,4 trilhões.
Pelo quarto ano seguido, o magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim ficou em primeiro lugar, com US$ 73 bilhões, US$ 4 bilhões a mais do que no ano passado. Desde a privatização da telefonia no México, ele praticamente monopoliza tanto as linhas fixas quanto as contas de celulares.
O segundo é o americano Bill Gates, fundador da Microsoft, com US$ 67 bilhões, US$ 6 bilhões a mais do que em 2012.
Amancio Ortega, dono das lojas de roupas Zara, foi o que mais enriqueceu, ganhando US$ 19,5 bilhões num ano para chegar a US$ 57 bilhões. Ele aparece pela primeira vez em terceiro lugar. Passou à frente do megainvestidor americano Warren Buffett, que ganhou US$ 9,5 bilhões em 2012 e tem agora US$ 53,5 bilhões.
O maior perdedor foi o brasileiro Eike Batista, que caiu de 7º para 100º lugar. Apesar de suas empresas terem recebido US$ 10 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nos últimos anos, sua fortuna caiu em US$ 19,4 bilhões. Eike perdeu em média US$ 50 milhões por dia.
Agora, o brasileiro mais rico é Jorge Paulo Lemann, diretor da maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch International Beverages (AB InBev). Com US$ 17,8 bilhões, é o 33º. O segundo brasileiro é o banqueiro Joseph Safra, 46º colocado, com US$ 15,9 bilhões. Antônio Ermírio de Morais é o 74º mais rico da lista e terceiro do Brasil, com uma fortuna de US$ 12,7 bilhões. Dirce Camargo, da construtora Camargo Correia, é a 87ª, com US$ 11,5 bilhões.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 5 de março de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Warren Buffett e brasileiros compram Heinz
Por US$ 28 bilhões (R$ 55 bilhões), sendo US$ 23,2 bilhões (R$ 45,4 bilhões) em dinheiro e ações, o fundo de investimentos Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett, e a empresa brasileira 3G Capital compraram ontem a Heinz, uma das maiores empresas do mundo no setor de alimentos, maior fabricante de ketchup e outros molhos.
Os donos da 3G Capital, presidida por Jorge Paulo Lemann, fazem parte do grupo que articulou a fusão entre a Brahma e a Antártica para criar a Americas Beverage. Esta por sua vez se fundiu com uma empresa belga para formar a International Beverage, a maior fabricante mundial de cervejas, e depois adquiriu a americana Anheuser-Busch. Eles também compraram a rede de lanchonetes Burger King em 2010 por US$ 3,3 bilhões (R$ 6,46 bilhões pela cotação de ontem).
Agora, tem cerveja, hambúrguer e ketchup.
Buffett declarou que há meses estava "salivando" um bom negócio e a Heinz tem os ingredientes necessários: é uma marca conhecida em todos os lares dos EUA, faz parte da dieta dos americanos e tem vendas consistentes.
Quem ganha com o negócio é o novo secretário de Estado americano, John Kerry, casado com Maria Teresa Heinz, uma portuguesa nascida em Moçambique, viúva de um dos herdeiros da empresa. Eles teriam lucrado US$ 500 milhões (R$ 979 milhões) com a valorização de suas ações.
A onda de fusões e aquisições é um sinal da retomada da confiança na economia, observa o jornal The New York Times.
Os donos da 3G Capital, presidida por Jorge Paulo Lemann, fazem parte do grupo que articulou a fusão entre a Brahma e a Antártica para criar a Americas Beverage. Esta por sua vez se fundiu com uma empresa belga para formar a International Beverage, a maior fabricante mundial de cervejas, e depois adquiriu a americana Anheuser-Busch. Eles também compraram a rede de lanchonetes Burger King em 2010 por US$ 3,3 bilhões (R$ 6,46 bilhões pela cotação de ontem).
Agora, tem cerveja, hambúrguer e ketchup.
Buffett declarou que há meses estava "salivando" um bom negócio e a Heinz tem os ingredientes necessários: é uma marca conhecida em todos os lares dos EUA, faz parte da dieta dos americanos e tem vendas consistentes.
Quem ganha com o negócio é o novo secretário de Estado americano, John Kerry, casado com Maria Teresa Heinz, uma portuguesa nascida em Moçambique, viúva de um dos herdeiros da empresa. Eles teriam lucrado US$ 500 milhões (R$ 979 milhões) com a valorização de suas ações.
A onda de fusões e aquisições é um sinal da retomada da confiança na economia, observa o jornal The New York Times.
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