Por US$ 28 bilhões (R$ 55 bilhões), sendo US$ 23,2 bilhões (R$ 45,4 bilhões) em dinheiro e ações, o fundo de investimentos Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett, e a empresa brasileira 3G Capital compraram ontem a Heinz, uma das maiores empresas do mundo no setor de alimentos, maior fabricante de ketchup e outros molhos.
Os donos da 3G Capital, presidida por Jorge Paulo Lemann, fazem parte do grupo que articulou a fusão entre a Brahma e a Antártica para criar a Americas Beverage. Esta por sua vez se fundiu com uma empresa belga para formar a International Beverage, a maior fabricante mundial de cervejas, e depois adquiriu a americana Anheuser-Busch. Eles também compraram a rede de lanchonetes Burger King em 2010 por US$ 3,3 bilhões (R$ 6,46 bilhões pela cotação de ontem).
Agora, tem cerveja, hambúrguer e ketchup.
Buffett declarou que há meses estava "salivando" um bom negócio e a Heinz tem os ingredientes necessários: é uma marca conhecida em todos os lares dos EUA, faz parte da dieta dos americanos e tem vendas consistentes.
Quem ganha com o negócio é o novo secretário de Estado americano, John Kerry, casado com Maria Teresa Heinz, uma portuguesa nascida em Moçambique, viúva de um dos herdeiros da empresa. Eles teriam lucrado US$ 500 milhões (R$ 979 milhões) com a valorização de suas ações.
A onda de fusões e aquisições é um sinal da retomada da confiança na economia, observa o jornal The New York Times.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Warren Buffett e brasileiros compram Heinz
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Buffett: ricaços devem pagar mais impostos nos EUA
Os bilionários e milionários devem pagar mais impostos para que os Estados Unidos consigam superar o atual desequilíbrio fiscal, que levou a déficits públicos federais de mais de US$ 1,1 trilhão, insiste o megainvestidor Warren Buffett.
Em artigo publicado hoje no jornal The New York Times, Buffett defende a imposição de uma alíquota mínima, de um piso mínimo para os ricaços não usarem recursos para pagar muito menos do que a classe média.
Com base nos dados da lista Forbes 400, que faz uma relação dos americanos mais ricos, Buffett observa que a riqueza acumulada pelo grupo subiu de US$ 1,5 trilhão em 2011 para US$ 1,7 trilhão em 2012. É hoje mais de cinco vezes maior do que em 1992, quando somava US$ 300 bilhões.
Em artigo publicado hoje no jornal The New York Times, Buffett defende a imposição de uma alíquota mínima, de um piso mínimo para os ricaços não usarem recursos para pagar muito menos do que a classe média.
Com base nos dados da lista Forbes 400, que faz uma relação dos americanos mais ricos, Buffett observa que a riqueza acumulada pelo grupo subiu de US$ 1,5 trilhão em 2011 para US$ 1,7 trilhão em 2012. É hoje mais de cinco vezes maior do que em 1992, quando somava US$ 300 bilhões.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Escritor Stephen King quer pagar mais impostos
O escritor Stephen King gasta US$ 4 milhões por ano em doações para instituições beneficentes. Mesmo assim, a exemplo do investidor bilionário Warren Buffett, quer pagar mais impostos para ajudar o governo dos Estados Unidos.
King paga cerca de 28% de sua renda de imposto de renda, mais do que bilionários como Buffett, que paga 17%, e o provável candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, que paga cerca de 15%.
O autor de livros de suspense de grande sucesso faz doações a bibliotecas, corpos de bombeiros, escolas e entidades que patrocinam as artes. Mas acha pouco: "Não é suficiente. A caridade não vai resolver o problema do aquecimento global nem diminuir em um centavo o preço da gasolina".
Para King, citado pelo jornal inglês The Guardian, é "uma necessidade prática e um imperativo moral" que "aqueles que ganham muito tenham a obrigação de pagar na mesma proporção", se não "as primeiras farpas do descontentamento" que vimos nos protestos do movimento Ocupe Wall St. será só o começo".
Depois da declaração de Warren Buffett, o presidente Barack Obama enviou projeto ao Senado para que ninguém que ganhe acima de US$ 1 milhão por ano pague menos de 30% de imposto de renda.
King paga cerca de 28% de sua renda de imposto de renda, mais do que bilionários como Buffett, que paga 17%, e o provável candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, que paga cerca de 15%.
O autor de livros de suspense de grande sucesso faz doações a bibliotecas, corpos de bombeiros, escolas e entidades que patrocinam as artes. Mas acha pouco: "Não é suficiente. A caridade não vai resolver o problema do aquecimento global nem diminuir em um centavo o preço da gasolina".
Para King, citado pelo jornal inglês The Guardian, é "uma necessidade prática e um imperativo moral" que "aqueles que ganham muito tenham a obrigação de pagar na mesma proporção", se não "as primeiras farpas do descontentamento" que vimos nos protestos do movimento Ocupe Wall St. será só o começo".
Depois da declaração de Warren Buffett, o presidente Barack Obama enviou projeto ao Senado para que ninguém que ganhe acima de US$ 1 milhão por ano pague menos de 30% de imposto de renda.
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