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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Grécia volta ao mercado após maior programa de resgate da história

A Grécia saiu oficialmente hoje do terceiro programa de ajuste das contas públicas adotado desde que o país quebrou em 2010, em troca de empréstimos de mais de US$ 300 bilhões de seus aliados na Zona do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).

Oito anos depois do remédio amargo imposto pela troika, o produto interno bruto recuou 25%. O desemprego chegou a um pico de 27,5% em 2013 e está um pouco abaixo de 20%.

"Esta enorme perda do PIB poderia ter sido evitada", escreveu Larry Elliott, editor de economia do jornal britânico The Guardian, se "a prioridade, no quadro da mais grave crise financeira do século, não fosse equilibrar as contas públicas em meio a uma deflação." Na sua opinião, a ajuda foi um fracasso.

O problema é que a Alemanha, a Holanda, a Finlândia e outros países ricos da União Europeia não quiseram bancar a irresponsabilidade financeira dos governos gregos. A crise das dívidas públicas contaminou a Irlanda, Portugal e a Espanha, mas a situação mais grave foi a da Grécia.

"A Grécia saiu do respirador artificial, mas ainda está longe de uma recuperação", comentou o jornalista Mark Lowen na televisão pública britânica BBC. "Segundo o FMI, só quatro países tiveram uma retração econômica maior do que a Grécia nos últimos dez anos: Iêmen, Líbia, Venezuela e Guiné Equatorial."

Em entrevista publicada ontem, o presidente do Banco Central da Grécia, Yannis Stournaras, advertiu: "Se não cumprirmos o que foi acertado, agora e no futuro, os mercados nos abandonarão e não teremos como refinanciar os empréstimos em condições viáveis quando chegar a hora."

As sopas populares continuam sendo a salvação de quem perdeu o emprego. Muitos perderam suas casas.

Ao mesmo tempo, os mais qualificados deixam o país, numa fuga de cérebros: "Mais de 500 mi pessoas, entre elas os mais brilhantes engenheiros, doutores e quadro jovens da Grécia, continuam deixando o país a cada ano, como acontece desde o início da crise", observou o jornalista grego Yannis Palaiologos no jornal americano The Wall Street Journal.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras, um radical de esquerda que chegou ao poder no auge da crise, fará um pronunciamento em cadeia nacional de televisão nesta terça-feira. Seu sonho de "justiça social" fica adiado, alerta o jornal grego To Vima: "Nada parece poder nos assegurar que a saída do plano de resgate será suave nem que ele possa ser um porta-voz da esperança."

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Salário mínimo de Portugal sobe para 557 euros em janeiro

O governo esquerdista de Portugal chegou a um acordo na semana passada com sindicatos patronais e trabalhistas para fixar a remuneração mínima mensal em 557 euros, cerca de R$ 2,2 mil, por mês a partir de janeiro de 2017. Em contrapartida, as empresas vão pagar 1,25 ponto percentual a menos na taxa social única.

É um reajuste de 5%. O salário mínimo nacional português em 2016 foi de 530 euros mensais. Em nota, curta, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) declarou estar satisfeita.

Portugal tem um dos salários mínimos mais baixos da Zona do Euro. Quando o país estava submetido a um programa de ajuste fiscal imposto pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional, de 2011 a 2014, o salário mínimo ficou congelado em 485 euros.

Até 2019, o salário mínimo português deve chegar a 600 euros por mês.

sábado, 11 de julho de 2015

Grupo do Euro exige mais cortes da Grécia

Os ministros das Finanças dos países da Zona do Euro resistiram hoje diante do plano de ajuste das contas públicas aprovado ontem pelo Parlamento da Grécia, exigindo cortes orçamentários ainda maiores do governo radical de esquerda, noticiou a agência Reuters.

A Grécia foi ameaçada de ser excluída durante cinco anos da Eurozona pelo ministro das Finanças linha-dura da Alemanha, Wolfgang Schäuble, contrário a fazer qualquer concessão aos gregos. Neste período, a Grécia renegociaria a dívida e equilibraria as contas públicas antes de ser readmitida.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou positivamente a nova proposta grega, que não é muito diferente da rejeitada no plebiscito de 5 de julho de 2015, e avaliou que o país precisa de 74 bilhões de euros em novos empréstimos.

A França também se declarou a favor da proposta, que necessita de uma aprovação final em reunião de cúpula da União Europeia marcada para este domingo.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Grécia aceita imposições do Eurogrupo com poucas exceções

O primeiro-ministro radical da Grécia, Alexis Tsipras, apresentou ontem um plano de reformas e ajuste fiscal para fechar um terceiro acordo com os sócios do Grupo do Euro. Tanto o Parlamento da Grécia quanto os outros países da Zona do Euro devem aceitar a proposta, previu o jornal espanhol El País.

O presidente da França, François Hollande, um dos principais defensores da permanência da Grécia na união monetária europeu, elogiou a proposta, descrevendo-a como "séria e com credibilidade".

A Grécia caloteou uma dívida de 1,55 bilhão de euros junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Sob pressão interna e externa, Tsipras convocou um referendo que rejeitou, no domingo passado, a proposta anterior do Grupo do Euro, do FMI e do Banco Central Europeu (BCE). Agora, aceitou praticamente a mesma coisa.

domingo, 5 de julho de 2015

Projeções dão vitória ao não na Grécia com 61%

Com mais de um terço dos votos apurados, as projeções do Ministério do Interior da Grécia apontam a vitória do não à proposta dos credores internacionais para renegociar a dívida pública do país com mais de 60%, informou o jornal francês Le Monde. Contados 40% dos votos, o não lidera para 61% a 39%.

É uma vitória para o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) e uma derrota para as políticas de austeridade fiscal rigorosas impostas pela Alemanha e outros países ricos do Norte da Europa, entre Holanda, a Finlândia e a Dinamarca, para enfrentar a crise das dívidas públicas dos países da periferia da Zona do Euro. O problema começou na Grécia em 2009 e atingiu Portugal, Irlanda, Espanha e Itália. Hoje, está limitado à Grécia.

Desde 2010, a Grécia recebeu uma ajuda de 240 bilhões de euros e a dívida aumentou percentualmente de 130% para 178% do produto interno bruto. É hoje de 340 bilhões de euros. Sob o impacto dos cortes de gastos e aumentos de impostos, o PIB caiu 25%. O desemprego está em 25% e, entre os jovens, em 55%. Não há democracia que resista.

A multidão que se concentra neste momento para a festa da vitória, na Praça Sintagma, diante do Parlamento da Grécia, é majoritariamente jovem. Votou na esperança.

sábado, 27 de junho de 2015

Parlamento da Grécia aprova referendo sobre negociação da dívida

Por 178 a 120 com duas abstenções, o Parlamento da Grécia aprovou hoje a convocação de uma consulta popular em 5 de julho de 2015 para decidir se o país deve aceitar as imposições dos credores internacionais e manter o rigoroso programa de ajuste fiscal que levou a uma queda de 25% no produto interno bruto nos últimos seis anos. O governo radical de esquerda vai defender o voto não.

Durante 14 horas de um debate inflamado, os deputados da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) argumentaram que a rejeição do acordo não significa que a Grécia terá de sair da Zona do Euro e da União Europeia. O primeiro-ministro Alexis Tsipras disse esperar o fortalecimento de sua posição negociadora com o referendo.

A Syriza foi eleita nas eleições de 25 de janeiro de 2015 prometendo acabar com o programa de austeridade fiscal imposto pela chamada troika formada pela Eurozona, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros.

Horas antes, em Bruxelas, os ministros das Finanças do Grupo do Euro rejeitaram um pedido da Grécia para estender o atual programa de resgate por mais um mês e excluíram a Grécia da segunda parte da reunião, em que discutiram a possibilidade de saída do país da união monetária europeia.

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, alegou hoje não ter um mandato para assinar um acordo com novos cortes de gastos públicos. Daí a necessidade de convocar um referendo.

A Grécia depende da liberação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros para pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI em 30 de junho, além dos salários, aposentadorias e pensões de seus cidadãos. Como o referendo foi marcado para depois desta data, a Grécia já estará em calote.

No fim da reunião ministerial em Bruxelas, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, criticou o referendo, mas insistiu em que seu país quer manter a Grécia na Eurozona, mantendo a esperança de um acordo de última hora.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Grécia anuncia acordo e bolsas da Europa sobem

Horas antes de uma reunião de cúpula de emergência da União Europeia, o governo radical de esquerda da Grécia apresentou um novo plano para equilibrar as contas públicas criando um clima de otimismo quanto a um acordo para continuar recebendo ajuda internacional e evitar um calote de sua dívida pública no fim de junho de 2015.  As bolsas europeias fecharam em forte alta, com avanços de 9% em Atenas, de 3,8% em Frankfurt e de 2,5% na média.

Desde que entrou em crise por não conseguir rolar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu empréstimos de emergência no valor de 240 bilhões de euros (R$ 847 bilhões) e renegociou uma redução da dívida. Mas teve de se submeter a um rigoroso programa de austeridade imposto pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE). A dívida está hoje em 320 bilhões de euros (R$ 1,12 trilhão).

Em consequência da dureza do ajuste, a economia grega encolheu 25% nesse período e o desemprego superou os 25% entre a população adulta e chegou a 56% entre os jovens. Por esse motivo, em janeiro de 2015, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições e Alexis Tsipras virou primeiro-ministro com a promessa de romper com o programa de austeridade.

O governo grego se recusa a promover um amplo programa de privatizações e a reduzir aposentadorias e pensões. Mas precisa fazer uma proposta realista baseada em números para convencer os credores e as instituições que fiscalizam o plano de resgate ao país.

A Grécia deve pagar 1,6 bilhão de euros (R$ 5,6 bilhões) no dia 30 ao FMI. Precisa de uma parcela de 7,2 bilhões de euros (R$ 25,4 bilhões) que só será liberada se houver acordo.

Às 11h de hoje em Bruxelas (6h em Brasília), Tsipras se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde; o presidente do BCE, Mario Draghi; e o presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem; para apresentar a nova proposta da Grécia.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Grécia enfrenta corrida bancária e descontentamento com governo

Cerca de 58% dos gregos acreditam que a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) não está cumprindo suas promessas de campanha e 50,5% não estão satisfeitos com as negociações da Grécia com a União Europeia, enquanto os bancos enfrentam uma corrida bancária, com saques de centenas de milhões de euros ontem, noticiou hoje o sítio de notícias Greek Reporter.

As ações dos bancos caíram 8% na Bolsa de Valores de Atenas ontem, quando foram sacados entre 350 a 400 milhões de euros depois que o presidente do Grupo do Euro admitiu a possibilidade de impor controles de capitais à Grécia.

O governo grego aprovou ontem uma lei para dar ajuda humanitária aos mais necessitados, inclusive um auxílio habitacional de 30 mil euros por ano e ajuda alimentar. Seus parceiros da Zona do Euro, especialmente a Alemanha, perguntam de onde vai sair o dinheiro.

A Grécia voltou a crescer no ano passado (0,8%) depois de seis anos de depressão em que sua economia encolheu 25%, sob pressão de medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas em troca de empréstimos de 240 bilhões de euros aprovados pela UE, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE).

Com a gravidade da crise, os partidos tradicionais foram varridos numa eleição em 25 de janeiro de 2015 e a esquerda radical chegou ao poder. Embora tenha recuado de suas propostas iniciais de renegociação da dívida pública grega, o governo insiste em medidas compensatórias para ajudar os mais prejudicados pelo ajuste fiscal.

O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras precisa apresentar ao Grupo do Euro uma lista completa de reformar para ajustar a receita e as despesas públicas.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Grécia tem primeiro saldo em conta corrente desde 1948

A Grécia teve em 2013 um saldo de conta corrente de 1,2 bilhão de euros (US$ 1,64 bilhão), anunciou hoje o Banco da Grécia. Foi o primeiro resultado positivo desde 1948.

Em recessão há seis anos, submetida a um rígido programa de equilíbrio das contas pela troika formada pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) por não conseguir honrar suas dívidas, a Grécia registrou um déficit de 4,6 bilhões de euros em 2012.

O saldo positivo foi consequência de um aumento de 2,3% na receita de exportações e uma queda de 4,5% no valor das importações.

No primeiro semestre de 2014, a Grécia ocupa a presidência rotativa da UE. Um dos temas centrais é a criação de uma união bancária para evitar problemas como a crise das dívidas públicas da periferia da Zona do Euro.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

FMI admite erros no resgate à Grécia

Em documento divulgado hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) admite que errou ao subestimar o impacto negativo dos cortes de gastos públicos e aumentos de impostos exigidos da Grécia em torno dos empréstimos de emergência concedidos ao país para enfrentar a crise de sua dívida pública.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Dois terços da França estão decepcionados com Hollande

Cerca de 68% dos franceses e 44% dos que elegeram o socialista François Hollande  no segundo turno no ano passado estão insatisfeitos. A maioria não acredita que o presidente da França cumpra suas promessas de reduzir o desemprego e equilibrar as contas públicas nem em 2013 nem até o fim do mandato, em 2017, indica uma pesquisa do instituto BVA para o jornal Le Parisien.

Só 2% dos entrevistados esperam que o governo atinja a meta de diminuir o déficit público para 3% do produto interno bruto em 2013, 4% que o desemprego caia em 2013 e 10% que o presidente não aumentará impostos para a classe média depois deste ano.

Entre os simpatizantes da direita, 92% estão decepcionados com o presidente, que ainda tem a confiança de 60% dos esquerdistas. Cerca de 46% dos ecologistas, 54% dos extremistas de esquerda e 68% dos eleitores do partido centrista também não gostam do governo Hollande.

Menos de um ano depois da eleição presidencial, realizada em 22 de abril e 6 de maio de 2012, 51% estão convencidos de que Nicolas Sarkozy seria um presidente melhor; 45% ainda preferem Hollande.

A pesquisa ouviu 1.013 franceses maiores de 18 anos em 28 de fevereiro e 1º de março, informa o jornal francês Le Monde.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Buffett: ricaços devem pagar mais impostos nos EUA

Os bilionários e milionários devem pagar mais impostos para que os Estados Unidos consigam superar o atual desequilíbrio fiscal, que levou a déficits públicos federais de mais de US$ 1,1 trilhão, insiste o megainvestidor Warren Buffett.

Em artigo publicado hoje no jornal The New York Times, Buffett defende a imposição de uma alíquota mínima, de um piso mínimo para os ricaços não usarem recursos para pagar muito menos do que a classe média.

Com base nos dados da lista Forbes 400, que faz uma relação dos americanos mais ricos, Buffett observa que a riqueza acumulada pelo grupo subiu de US$ 1,5 trilhão em 2011 para US$ 1,7 trilhão em 2012. É hoje mais de cinco vezes maior do que em 1992, quando somava US$ 300 bilhões.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Grécia aprova mais arrocho fiscal

Sob pressão de mais uma batalha entre manifestantes e a polícia nas ruas de Atenas, numa votação apertada, com 153 votos a favor entre 300 deputados, o Parlamento da Grécia acaba de aprovar novos cortes nos gastos públicos e aumentos de impostos para economizar mais US$ 13,5 bilhões de euros a fim equilibrar o orçamento. O país está no quinto ano seguido de recessão.

O projeto reduz salários e aposentadorias do setor público em 5% a 35%, aumenta impostos sobre cigarros e combustíveis, e os preços dos serviços cobrados no sistema de saúde pública.

Mais de cem mil pessoas marcharam hoje na capital grega para protestar contra as novas medidas exigidas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para continuar ajudando financeiramente a Grécia, reportou a agência Reuters.

Agora, a Grécia está apta a receber uma parcela de 31,5 bilhões de euros.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Economia de Portugal deve encolher 3% em 2012

Na quarta avaliação do plano de ajuste fiscal acertado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o governador conservador de Portugal admitiu hoje que a economia do país deve recuar 3% em 2012.

"Em 2012, prevê-se uma contração do PIB de 3%, que se compara com 3,3% no terceiro exame, seguida de um crescimento de 0,2% em 2013", declarou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, citado pelo sítio de notícias Portugal Digital.

Para combater os problemas nos bancos afetados pela crise das dívidas públicas da Zona do Euro, o governo português vai oferecer 6,6 bilhões de euros à Caixa Geral de Depósitos, que é estatal, e aos bancos privados BCP e BPI.

domingo, 6 de maio de 2012

Pesquisa de boca de urna dá vitória a Hollande

O candidato socialista, François Hollande, ganhou a eleição presidencial na França e os partidos tradicionais sofreram um derrota na Grécia, indicam pesquisas de boca de urna divulgadas na Bélgica e na Suíça, onde não há restrições para divulgar sondagens antes do fechamento das urnas.

Hollande teria 52% a 53% dos votos válidos, conquistando a "ampla vitória" que pediu aos franceses, informa o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.

Na Grécia, a situação é mais complicada. Os partidos tradicionais, Nova Democracia (centro-direita) e o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), teriam recebido apenas 30% dos votos. Com a vitória dos partidos contrários aos acordos que impuseram uma rigorosa austeridade fiscal ao povo grego, todo o plano de resgate da dívida pública do país está sendo questionado.

O partido radical de esquerda Syriza, contrário ao ajuste fiscal "bárbaro" mas a favor de continuar adotando o euro como moeda, pode ser o mais votado na Grécia. Disputa a liderança com a Nova Democracia. Ambos têm cerca de 19% nas pesquisas de boca de urna.

A primeira conclusão é que os europeus rejeitam as políticas de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos adotadas para tentar reduzir os déficits orçamentários e as dívidas públicas públicas, que provocaram a volta da recessão em vários países. A Grécia não chegou nem a sair temporariamente da crise. Sua economia está em contração há cinco anos.

É preciso um novo plano para tirar a Europa da crise com crescimento econômico, como propõe o novo presidente da França. A própria primeira-ministra Angela Merkel, que condicionou a ajuda da Alemanha a um rigoroso ajuste fiscal, já acenou com a possibilidade de um novo plano para incentivar o crescimento para evitar uma implosão da Zona do Euro e da União Europeia.

sábado, 5 de maio de 2012

Grécia deve punir partidos tradicionais amanhã

Em meio ao quinto ano de recessão e à pior crise econômica de sua história recente, a Grécia vota amanhã para eleger um novo Parlamento. A expectativa é que os partidos conservador e socialista que tradicionalmente se alternavam no poder sejam punidos. O risco é que grupos extremistas contrários aos acordos firmados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional saidam vencedores.

Historicamente, o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok) e a Nova Democracia somavam cerca de 70% dos votos. A crise estourou sob um governo da Nova Democracia e o Pasok não conseguiu resolvê-la, levando à formação de um governo tecnocrático de união nacional sob a chefia de Lucas Papademos. Neste domingo, as pesquisas preveem que não cheguem a 40%.

Ao lado do segundo turno na eleição presidencial na França, as eleições parlamentares na Grécia são um teste para as políticas de cortes de gastos e aumentos de impostos adotadas para equilibrar as contas públicas e evitar um calote desorganizados.

A crise e o rigoroso ajuste fiscal imposto pela UE e o FMI sob forte pressão da Alemanha reduziram o produto interno bruto grego em 20% desde 2009 e elevaram a taxa de desemprego para 21%, informa o jornal The New York Times.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Escritor Stephen King quer pagar mais impostos

O escritor Stephen King gasta US$ 4 milhões por ano em doações para instituições beneficentes. Mesmo assim, a exemplo do investidor bilionário Warren Buffett, quer pagar mais impostos para ajudar o governo dos Estados Unidos.

King paga cerca de 28% de sua renda de imposto de renda, mais do que bilionários como Buffett, que paga 17%, e o provável candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, que paga cerca de 15%.

O autor de livros de suspense de grande sucesso faz doações a bibliotecas, corpos de bombeiros, escolas e entidades que patrocinam as artes. Mas acha pouco: "Não é suficiente. A caridade não vai resolver o problema do aquecimento global nem diminuir em um centavo o preço da gasolina".

Para King, citado pelo jornal inglês The Guardian, é "uma necessidade prática e um imperativo moral" que "aqueles que ganham muito tenham a obrigação de pagar na mesma proporção", se não "as primeiras farpas do descontentamento" que vimos nos protestos do movimento Ocupe Wall St. será só o começo".

Depois da declaração de Warren Buffett, o presidente Barack Obama enviou projeto ao Senado para que ninguém que ganhe acima de US$ 1 milhão por ano pague menos de 30% de imposto de renda.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Senado da Itália aprova plano de ajuste de contas

Por 152 a 12, com uma abstenção, o Senado da Itália acaba de aprovar a Lei de Estabilidade Financeira de 2012, um conjunto de medidas para reduzir o déficit público da terceira maior economia da Zona do Euro. É uma das condições para a renúncia do primeiro-ministro Silvio Berlusconi,  que chefiou o governo do país três vezes nos últimos 17 anos.

Nos próximos dias, talvez amanhã, ele deve ser substituído pelo ex-comissário europeu antimonopólio Mario Monti. Como a Grécia, observa o jornal The New York Times, a Itália optou por uma solução tecnocrática para evitar o colapso econômico e um calote na sua dívida pública, de 1,9 trilhão de euros.

As medidas aprovadas hoje incluem um aumento do imposto sobre valor agregado, o equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, para 21% e o aumento da idade mínima para a aposentadoria das mulheres, que passará a ser a mesma dos homens: 60 anos, a partir de 2014; 65 anos, a partir de 2026.

Homem mais rico da Itália, Berlusconi entrou na política no vácuo da Operações Mãos Limpas, uma campanha de combate à corrupção que acabou com a Democracia Cristã, o partido de centro-direita que dominava a política italiana desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Por ironia, depois de se livrar de uma leva de políticos corruptos, a Itália elegeu um empresário atingido por inúmeras denúncias de corrupção que recentemente incluíram até prostituição de menores.

Para evitar a ascensão da esquerda, Berlusconi criou um partido com o nome de Forza Italia, o grito de guerra da torcida de futebol da Itália. Com os neofascistas e a separatista e preconceituosa Liga Norte, formou o chamado Pólo da Liberdade para se opor a socialistas, comunistas e comunistas reformados.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Desemprego bate recorde na Zona do Euro

A taxa de desemprego da Zona do Euro subiu de 10,1% para 10,2% em setembro. O total de trabalhadores sem emprego aumentou 188 mil em agosto e setembro, chegando a 16,2 milhões, informa a Eurostat, órgão oficial de estatísticas da União Europeia.

Com os cortes de gastos governamentais anunciados para enfrentar a crise das dívidas públicas, o banco suíço UBS reduziu de 1% para 0,2% sua expectativa de crescimento para a Eurozona em 2012.

Pela mesma razão, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) teme uma volta da recessão no início do próximo ano e apela aos países do Grupo dos Vinte (as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia) para que tomem medidas ousadas para superar a crise.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Gregos enfrentam a polícia nas ruas de Atenas

Um dia depois da agência de classificação de risco Moody's rebaixar em dois graus o crédito da Espanha, a Grécia enfrenta uma greve geral de 48 horas contra novas medidas de austeridade em votação no Parlamento para que o país receba uma parcela de 8 bilhões de euros de um empréstimo no total de 110 bilhões de euros para evitar um calote na dívida pública grega.

Apesar da violência, as principais bolsas da Europa fecharam em alta.

No fim, o Parlamento aprovou mais um plano de ajuste fiscal. Com 295 deputados em plenário, os 154 representantes do Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok, do grego) votaram a favor.

O plano prevê cortes de 14,32 bilhões de euros nos gastos públicos e aumentos de impostos de 14,09 bilhões de euros nos próximos cinco anos. A Grécia ainda pretende levantar 50 bilhões de euros com privatizações.

 A greve geral continua amanhã.