Um humorista sem experiência política que pouco tempo atrás representava o presidente em programas de televisão foi eleito presidente da Ucrânia por ampla margem. De acordo com pesquisas de boca de urna, Volodymyr Zelensky teria recebido 73% dos votos contra 25% para o atual presidente, Petro Porochenko.
É uma ascensão extraordinária para o comediante de 41 anos, que anunciou sua candidatura na véspera do Ano Novo. "Prometo nunca trair vocês", declarou Zelensky ao festejar a vitória. Num recado à vizinha Rússia e desafio ao Kremlin, acrescentou: "A todos os países da antiga União Soviética, olhem para nós... Tudo é possível."
Como candidato antissistema, Zelensky se beneficiou do desgaste de Porochenko e da classe política ucraniana, desmoralizada por escândalos de corrupção e pela situação econômica do país depois da Revolução da Praça Maidan, que derrubou o presidente Viktor Yanukovich, mas provocou uma intervenção militar da Rússia, em fevereiro de 2014.
Por ordem de Moscou, soldados russos da Frota do Mar Negro estacionados em Sebastopol, na Crimeia, tomaram esta península, anexada ilegalmente pela Rússia em março de 2014. Em abril daquele ano, começou uma revolta insuflada pelo Kremlin no Leste da Ucrânia, causando uma guerra civil em que mais de 10 mil pessoas foram mortas.
A intervenção militar russa na Ucrânia levou os Estados Unidos e a União Europeia a adotarem sanções contra a Rússia, degradando as relações entre o Kremlin e o Ocidente a seu pior período desde o fim da Guerra Fria e da URSS, em 1991.
Zelensky conquistou 30% dos votos no primeiro turno, em 31 de março. Na campanha do segundo turno, Porochenko, um bilionário conhecido como o Rei do Chocolate, tentou sem sucesso apresentar o adversário como inexperiente.
O presidente eleito, a se confirmarem as pesquisas, batizou seu partido como Servidor do Povo, título do programa de TV em que representa um professor honesto combatendo a elite corrupta.
Ele promete acelerar as reformas econômicas e ampliar a integração à UE, mas não indicou como pretende se relacionar com o ditador da Rússia, Vladimir Putin, que age como se a Ucrânia pertencesse historicamente à Rússia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador boca de urna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador boca de urna. Mostrar todas as postagens
domingo, 21 de abril de 2019
domingo, 1 de julho de 2012
Enrique Peña Nieto é eleito presidente do México
O ex-governador Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), venceu a eleição presidencial realizada hoje no México com 39% a 42%, indicam pesquisas de boca de urna divulgada assim que foi encerrada a votação.
Em segundo lugar, ficou o ex-prefeito esquerdista da Cidade do México Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), com 30% a 34%, bem distante de Peña Nieto, muito além da margem de erro das pesquisas.
A candidata do governo, a ex-ministra da Educação Josefina Vázquez Mota, do Partido de Ação Nacional (PAN), ficou em terceiro, com 18% a 22%. Ela sofreu com o desgaste do governo com a crise econômica internacional e a guerra contra as drogas declarada pelo presidente Felipe Calderón, que levou à morte de mais de 50 mil pessoas.
Como observa o jornal The New York Times, os mexicanos votaram com um olho no passado, na era do PRI.
Em segundo lugar, ficou o ex-prefeito esquerdista da Cidade do México Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), com 30% a 34%, bem distante de Peña Nieto, muito além da margem de erro das pesquisas.
A candidata do governo, a ex-ministra da Educação Josefina Vázquez Mota, do Partido de Ação Nacional (PAN), ficou em terceiro, com 18% a 22%. Ela sofreu com o desgaste do governo com a crise econômica internacional e a guerra contra as drogas declarada pelo presidente Felipe Calderón, que levou à morte de mais de 50 mil pessoas.
Como observa o jornal The New York Times, os mexicanos votaram com um olho no passado, na era do PRI.
Marcadores:
boca de urna,
Eleição presidencial,
Enrique Peña Nieto,
Josefina Vázquez Mota,
López Obrador,
México,
Pan,
pesquisa,
PRD,
PRI
domingo, 6 de maio de 2012
Pesquisa de boca de urna dá vitória a Hollande
O candidato socialista, François Hollande, ganhou a eleição presidencial na França e os partidos tradicionais sofreram um derrota na Grécia, indicam pesquisas de boca de urna divulgadas na Bélgica e na Suíça, onde não há restrições para divulgar sondagens antes do fechamento das urnas.
Hollande teria 52% a 53% dos votos válidos, conquistando a "ampla vitória" que pediu aos franceses, informa o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
Na Grécia, a situação é mais complicada. Os partidos tradicionais, Nova Democracia (centro-direita) e o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), teriam recebido apenas 30% dos votos. Com a vitória dos partidos contrários aos acordos que impuseram uma rigorosa austeridade fiscal ao povo grego, todo o plano de resgate da dívida pública do país está sendo questionado.
O partido radical de esquerda Syriza, contrário ao ajuste fiscal "bárbaro" mas a favor de continuar adotando o euro como moeda, pode ser o mais votado na Grécia. Disputa a liderança com a Nova Democracia. Ambos têm cerca de 19% nas pesquisas de boca de urna.
A primeira conclusão é que os europeus rejeitam as políticas de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos adotadas para tentar reduzir os déficits orçamentários e as dívidas públicas públicas, que provocaram a volta da recessão em vários países. A Grécia não chegou nem a sair temporariamente da crise. Sua economia está em contração há cinco anos.
É preciso um novo plano para tirar a Europa da crise com crescimento econômico, como propõe o novo presidente da França. A própria primeira-ministra Angela Merkel, que condicionou a ajuda da Alemanha a um rigoroso ajuste fiscal, já acenou com a possibilidade de um novo plano para incentivar o crescimento para evitar uma implosão da Zona do Euro e da União Europeia.
Hollande teria 52% a 53% dos votos válidos, conquistando a "ampla vitória" que pediu aos franceses, informa o sítio da companhia jornalística americana McClatchy Newspapers.
Na Grécia, a situação é mais complicada. Os partidos tradicionais, Nova Democracia (centro-direita) e o Partido Socialista Pan-Helênico (Pasok), teriam recebido apenas 30% dos votos. Com a vitória dos partidos contrários aos acordos que impuseram uma rigorosa austeridade fiscal ao povo grego, todo o plano de resgate da dívida pública do país está sendo questionado.
O partido radical de esquerda Syriza, contrário ao ajuste fiscal "bárbaro" mas a favor de continuar adotando o euro como moeda, pode ser o mais votado na Grécia. Disputa a liderança com a Nova Democracia. Ambos têm cerca de 19% nas pesquisas de boca de urna.
A primeira conclusão é que os europeus rejeitam as políticas de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos adotadas para tentar reduzir os déficits orçamentários e as dívidas públicas públicas, que provocaram a volta da recessão em vários países. A Grécia não chegou nem a sair temporariamente da crise. Sua economia está em contração há cinco anos.
É preciso um novo plano para tirar a Europa da crise com crescimento econômico, como propõe o novo presidente da França. A própria primeira-ministra Angela Merkel, que condicionou a ajuda da Alemanha a um rigoroso ajuste fiscal, já acenou com a possibilidade de um novo plano para incentivar o crescimento para evitar uma implosão da Zona do Euro e da União Europeia.
Assinar:
Postagens (Atom)