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domingo, 1 de julho de 2012

Enrique Peña Nieto é eleito presidente do México

O ex-governador Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), venceu a eleição presidencial realizada hoje no México com 39% a 42%, indicam pesquisas de boca de urna divulgada assim que foi encerrada a votação.

Em segundo lugar, ficou o ex-prefeito esquerdista da Cidade do México Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), com 30% a 34%, bem distante de Peña Nieto, muito além da margem de erro das pesquisas.

A candidata do governo, a ex-ministra da Educação Josefina Vázquez Mota, do Partido de Ação Nacional (PAN), ficou em terceiro, com 18% a 22%. Ela sofreu com o desgaste do governo com a crise econômica internacional e a guerra contra as drogas declarada pelo presidente Felipe Calderón, que levou à morte de mais de 50 mil pessoas.

Como observa o jornal The New York Times, os mexicanos votaram com um olho no passado, na era do PRI.

Partido da ditadura deve voltar ao poder no México

O Partido Revolucionário Institucional deve reconquistar hoje a Presidência do México, que ocupou de 1929 a 2000, na longa ditadura civil que se seguiu à Revolução Mexicana (1910-20). Os mexicanos votam hoje numa eleição presidencial de turno único com favoritismo de Enrique Peña Nieto, do PRI, seguido de perto pelo esquerdista Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD).

Desde sua fundação até 1989, o PRI ganhou todas as eleições majoritárias. Para o escritor liberal peruano Mario Vargas Llosa, o PRI criou a "ditadura perfeita". Naquele ano, perdeu os primeiros governos estaduais. Só entregou o poder federal ao ex-diretor da Coca-Cola Vicente Fox, do conservador Partido de Ação Nacional (PAN), em 2000.

Há seis anos, o PAN elegeu Felipe Calderón, numa eleição apertada e contestada pelo ex-prefeito da Cidade do México López Obrador, que denunciou fraude e demorou a reconhecer a legitimidade da vitória do atual presidente.

Calderón declarou guerra às máfias do tráfico de drogas, que ganham bilhões contrabandeando-as para os Estados Unidos e compram armas com facilidade no mercado americano.

Mais de 50 mil pessoas morreram na guerra das drogas, cada vez mais violenta, marcada por massacres, degolas e assassinatos de jornalistas. Foi um dos temas centrais da campanha e prejudicou a candidata do PAN, a ex-ministra da Educação Josefina Vázquez Mota.

Por ser mulher, ela se apresentou na campanha como a grande novidade. Mas o desgaste do governo com a violência do tráfico e o renitente machismo latino-americano a derrotaram.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Decote rouba a cena em debate eleitoral no México

Julia Orayen virou febre em redes sociais
Os quatro candidatos à Presidência do México deveriam debater na televisão as duas questões que mais preocupam o país: a economia e a violência ligada ao tráfico de drogas. Mas, quando Julia Orayen entrou no estúdio para distribuir cartões aos debatedores, desviou o foco das atenções.

Foram necessários apenas segundos de exposição. Logo o generoso decote da produtora virou febre nas redes sociais, informa a TV Sky News.

Sob críticas de minar a seriedade do debate, o Instituto Eleitoral Mexicano pediu desculpas, lamentando o "erro da produção relativo à roupa de uma assistente". Tarde demais.  A jovem, que pousou nua para a revista Playboy em 2008, ofuscou os candidatos e virou estrela.

Numa pesquisa de opinião sobre o debate, 45% dos entrevistados deram a vitória a Josefina Vázquez Mota, do governante Partido de Ação Nacional (PAN), do presidente Felipe Calderón, seguida do esquerdista Andrés Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), com 33%; de Gabriel Quadri, do Partido Nova Aliança (PNA), com 20%; e do até então favorito, Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o país de 1929 a 2000.

Uma pesquisa feita depois do debate indicou um empate técnico entre Josefina, López Obrador e Peña Nieto. Cada um teve cerca de um terço das preferências e Quadri apenas 2%.

A eleição presidencial mexicana será realizada em 1º de julho de 2012 em turno único.