Mostrando postagens com marcador Euro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Euro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque, Haiti.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que se alistem em massa no Exército da União, deixando o Sul sem mão de obra nem soldados.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de fundar um novo país. Ao todo, onze estados 

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA, que acaba com a escravidão, é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Mais de 180 mil negros se alistam para a guerra contra a divisão do país e a escravidão. Lincoln vai à guerra para manter a União. A proclamação transforma a Guerra da Secessão numa luta contra a escravidão.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1865 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil. Quatro presidentes dos EUA são assassinados no exercício do cargo. Lincoln é o primeiro.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias. Com a fuga do ditador, os revolucionários entram em Havana em 1º de janeiro de 1959.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montam produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá com atualizações em setores onde há grandes mudanças, como tecnologia da informação, mas sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, a moeda comum criada pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para aprofundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, a Bulgária adota o euro. Assim, 21 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque, Haiti.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que se alistem em massa no Exército da União, deixando o Sul sem mão de obra nem soldados.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de fundar um novo país.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Mais de 180 mil negros se alistam para a guerra contra a divisão do país e a escravidão. Lincoln vai à guerra para manter a União. A proclamação transforma a Guerra da Secessão numa luta contra a escravidão.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1865 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil. Quatro presidentes dos EUA são assassinados no exercício do cargo. Lincoln é o primeiro.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias. Com a fuga do ditador, os revolucionários entram em Havana em 1º de janeiro de 1959.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montam produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá com atualizações em setores onde há grandes mudanças, como tecnologia da informação, mas sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, a moeda comum criada pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para profundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, 20 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Janeiro

 CALENDÁRIO JULIANO

    Em 45 antes de Cristo, pela primeira vez, o início do ano é festejado em 1º de janeiro, com a entrada em vigor do Calendário Juliano, imposto pelo general romano Caio Júlio César, que se torna um ditador.

César contrata Sossígenes, um astrônomo de Alexandria que o convence a abandonar o antigo calendário lunar romano, adotado no século 7 AC, e usar um calendário solar. Ele calcula que o ano tem 365 dias e um quarto.

INDEPENDÊNCIA DO HAITI

    Em 1803, dois meses depois da derrota as forças coloniais de Napoleão Bonaparte, Jean-Jacques Dessaline declara a independência de São Domingos e rebatiza o país com o antigo nome arauaque.


EMANCIPAÇÃO DOS ESCRAVOS

    Em 1863, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln faz a Proclamação de Emancipação declarando como livres os escravos dos estados confederados do Sul, na expectativa de que iriam aderir em massa à União, deixando o Sul sem mão de obra.


Lincoln é eleito em 1860 com a oposição dos estados escravistas do Sul. Antes da posse, a Carolina do Sul, a Flórida, o Alabama, a Geórgia, a Louisiana e o Texas se rebelam e formam os Estados Confederados da América com o objetivo de formar um novo país.

A Guerra da Secessão começa em 12 de abril de 1861. A Proclamação de Emancipação liberta os escravos do Sul. A 13ª Emenda à Constituição dos EUA é aprovada pelo Senado em 8 de abril de 1864 e pela Câmara em 31 de janeiro de 1865. Entra em vigor em 6 de dezembro de 1865.

Lincoln é baleado em 14 de abril de 1965 e morre no dia seguinte, seis dias após o fim da guerra civil.

REVOLUÇÃO EM CUBA

    Em 1959, os rebeldes liderados por Fidel Castro entram em Havana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista, consolidando a vitória da Revolução Cubana. Fidel chega em 7 de janeiro.


Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Fidel ataca o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. Preso e condenado, afirma no julgamento que "a história me absolverá". Soltos em 15 de maio de 1955, Fidel e Raúl Castro fogem para o México temendo ser presos. 

Depois de comprar o velho iate Granma, Fidel parte de Veracruz, no México, para Cuba com 81 revolucionários em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Ernesto Che Guevara de la Serna, um médico argentino que os irmãos Castro conheceram no México.

A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

NAFTA EM VIGOR

    Em 1994, entra em vigor o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), entre Estados Unidos, Canadá e México.

No mesmo dia, começa a revolta da Exército Zapatista de Libertação Nacional em Chiapas, no Sul do México, a região que menos se beneficia. 

No Norte do país, instalam-se várias empresas, os chamadas maquiadoras, que simplesmente montagem produtos feitos com peças e componentes importados. A participação dos EUA no comércio exterior mexicano passa de 77% para mais de 80%.

O presidente Donald Trump renegocia o acordo, que passa a se chamar Acordo EUA-México-Canadá sem mudanças substanciais.

EURO EM CIRCULAÇÃO

    Em 2002, moedas e notas do euro, criado pela união monetária europeia, entram em circulação em 12 dos 15 países da União Europeia na época: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Portugal. A Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia não aderem. A partir de março, se torna a moeda única dos países participantes.


O euro é resultado do Tratado de Maastricht, de 1991, que cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia, sucessora da Comunidade Econômica Europeia, fundada pelo Tratado de Roma, de 1957, para garantir a paz e a prosperidade na Europa.

O Tratado de Maastricht prevê a união monetária e econômica para profundar a integração do continente. Para participar, os países-membros precisam adotar medidas de convergência econômica: câmbio estável, déficit público de no máximo 3% do produto interno bruto, dívida pública de no máximo 60% do PIB, inflação de no máximo 1,5 ponto percentual acima das três menores taxas da Zona do Euro.

Apesar de Itália e Bélgica terem dívidas de 120% do PIB, a Comissão Europeia recomenda sua participação sob o argumento de que esses dois país estão tomando medidas para reduzir a relação dívida/PIB. Hoje, 20 países fazem parte da Zona do Euro: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal. 

sábado, 25 de março de 2023

Hoje na História do Mundo: 25 de Março

MERCADO COMUM EUROPEU

    Em 1957, a Alemanha, a Bélgica, a França, a Holanda, a Itália e Luxemburgo assinam o Tratado de Roma e criam a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia de Energia Atômica (Euratom) para promover integração, a paz e o desenvolvimento na Europa depois de duas guerras mundiais.

 

A integração europeia começa com o Plano Schuman. Em 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, propõe a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) para controlar a produção de matérias-primas essenciais à indústria bélica e assim garantir a paz na Europa. A CECA nasce no ano seguinte, com os mesmos países que formariam a CEE.

A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entram em 1973. Depois da democratização nos 1970, é a vez de Grécia em 1981, e Portugal e Espanha em 1986. É a Europa dos 12. Neste mesmo ano, é assinado o Ato Único Europeu, que cria o mercado único, abolindo as restrições à circulação de mercadorias e cidadãos.

Em 1992, o Tratado de Maastricht, cria a União das Comunidades Europeias ou União Europeia (UE), o nome atual do bloco. Com o fim da Guerra Fria, em 1995, aderem três países neutros: Áustria, Finlândia e Suécia. 

No mesmo ano, é assinado o Acordo de Schengen, que abole as fronteiras internas, com a exceção de Reino Unido e Irlanda por causa da guerra civil na Irlanda do Norte e do terrorismo do Exército Republicano Irlandês (IRA).

Outro marco importante da integração é a adoção de uma moeda comum, o euro, que entra em circulação em 1º de janeiro de 2002, depois de ser usado por três anos como moeda contábil.

Como havia o compromisso histórico de integrar os países da Europa Oriental quando se tornassem democracias com economia de mercado, em 2004, houve uma grande ampliação, com a entrada de Polônia, Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Chipre e Malta. Bulgária e Romênia aderem em 2007.

Hoje, Albânia, Macedônia do Norte, Montenegro e Sérvia estão negociando o acesso ao bloco. Bósnia-Herzegovina, Moldova e Ucrânia são candidatas.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

UE sofre mais do que EUA e Sri Lanka entra em colapso com guerra

O dólar teve uma cotação um pouco acima do euro nesta quarta-feira. Foi a primeira vez em 20 anos. Em um ano, a moeda comum europeia caiu 16%. Só neste ano, foram 12%. E o Sri Lanka, o antigo é o primeiro país a entrar em colapso por causa da guerra na Ucrânia.

A alta do dólar tem duas razões: os juros mais altos nos Estados Unidos e o impacto econômico da guerra, maior na Europa e mais ainda em países pobres. O Sri Lanka é um exemplo do que pode acontecer em muitos países. Mais detalhes no meu canal no YouTube.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Itália sai da recessão com crescimento fraco

A Itália, terceira maior economia da Zona do Euro e a oitava do mundo, logo à frente do Brasil, cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2019 e saiu da recessão, noticiou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas.

O governo populista da Itália deve aproveitar o indicador para justificar sua política fiscal expansionista, contrariando as regras do pacto de estabilidade que sustenta o euro. Mas com este ritmo a Itália tem a expansão mais fraca entre os países da Eurozona.

A economia italiana entrou em recessão com quedas nos dois últimos trimestres de 2018. Depois de muita discussão com a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), o governo liderado pelo Movimento 5 Estrelas e a Liga, de extrema direita, concordou em manter o déficit orçamentário em 2,04% do produto interno bruto. Mas previa um crescimento de 1%.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Europa cria mecanismo para escapar das sanções dos EUA ao Irã

A Alemanha, a França e o Reino Unido anunciaram ontem a criação de um mecanismo para fazer negócios com o Irã, apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos. O sistema de pagamentos será chamado de instrumento de apoio a trocas comerciais (Instex). Vai permitir às empresas negociar com o Irã fora do mercado do dólar.

O Instex será uma entidade estatal, com sede na França, sob a gerência de um alemão e a direção superior de um conselho com sede no Reino Unido, tudo sob a supervisão da União Europeia. Países de fora do bloco, como China, Índia e Rússia, podem aderir, se quiserem.

Pelo sistema, as empresas iranianas poderão vender seus produtos na Europa e obter crédito para importar produtos europeus. O foco inicial será em remédios e alimentos, que estão excluídos das sanções impostas pelo presidente Donald Trump ao se retirar do acordo negociado pelo governo Barack Obama para desarmar o programa nuclear iraniano.

Agora, o Irã tem de fazer sua parte, criar um sistema para se conectar ao Instex. Isso pode levar meses.

Em depoimento nesta semana ao Congresso, os diretores dos serviços de inteligência dos EUA fizeram uma análise de riscos diferente de posições do presidente Trump, especialmente em relação ao Irã e à Coreia do Norte.

Enquanto a ditadura comunista da Coreia do Norte tem todo o interesse em preservar sua capacidade nuclear já adquirida, o Irã estaria cumprindo o acordo assinado em 2015 com as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha.

O interesse da Europa está em manter o acordo. Também manda um recado aos EUA de Trump: está pronta para agir por conta própria, a exercer sua "autonomia estratégica" e independência em relação a Washington, uma posição defendida pela França.

Ao transformar o dólar em mais uma arma de sua política externa, Trump, com sua visão de mundo ultranacionalista, abala a posição do dólar como moeda dominante do sistema financeiro internacional. É um alerta a outros grandes atores da economia internacional, como a Europa, a China, o Japão e a Índia. Devem se preparar para a era pós-dólar.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Itália e Espanha abalam o euro e as bolsas de valores

Com a Itália e a Espanha, terceira e quarta maiores economia da Zona do Euro, em crise, a incerteza volta ao Sul da Europa, abalando o euro e as bolsas de valores do mundo inteiro. 

Em Nova York, o Índice Dow Jones perdeu quase 400 pontos (-1,58%), na maior queda em dois anos. Tóquio caiu 1,78%. Em São Paulo, o Índice Bovespa subiu 0,95% com a recuperação da Petrobrás depois de forte baixa ontem.

No domingo, o primeiro-ministro indicado pelos partidos populistas que ganharam as eleições de 4 de março na Itália, Giuseppe Conte, desistiu de formar o novo governo porque o presidente Sergio Mattarella rejeitou a indicação de Paolo Savona para ministro da Economia, alegando que haveria risco de que a Itália deixe a união monetária europeia.

O temor do mercado é que o veto de Mattarella e a convocação de novas eleições acabem favorecendo o populista Movimento 5 Estrelas e a neofascista Liga, dois partidos ultranacionalistas que farão campanha atacando a União Europeia como uma instituição que tira a soberania da Itália.

As propostas do programa de governo do M5E e da Liga pretendm acabar com a austeridade fiscal, revogar as reformas para cortar gastos, inclusive da Previdência Social, renegociar a dívida pública de 2,351 trilhões de euros, equivalente a 132% do produto interno bruto, de US$ 1,938 bilhão no ano passado, e suspender as sanções à Rússia.

Na Espanha, o Parlamento começa a discutir na quinta-feira uma moção de desconfiança apresentada pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) contra o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy depois da condenação de vários membros do Partido Popular (PP) no escândalo de corrupção conhecido como Caso Gürtel. O próprio partido foi multado em 245 mil euros.

"O tempo do PP acabou", afirmou o líder do PSOE, Pedro Sánchez, acusando Rajoy de ter posto em perigo a integridade social e territorial da Espanha e a credibilidade do país na UE, numa referência à tentativa de independência da Catalunha, quando apoiou Rajoy para evitar a divisão do país.

O partido de extrema esquerda Podemos, o terceiro maior da Espanha, apoia a moção de censura. O quarto maior, Cidadãos, liberal, de centro-direita, quer a antecipação das eleições porque sobe nas pesquisas com o declínio do PP, mas não apoia o voto de desconfiança, que fortaleceria Sánchez. Será uma votação apertada.

A Espanha corre o risco de ter uma terceira eleição indecisiva, com a fragmentação provocada pela ascensão de dois novos partidos, Podemos e Cidadãos, depois da Crise do Euro, em 2011, que levou o país a se submeter a um programa de ajuste fiscal imposto pela Zona do Euro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE). O resultado seria mais um governo fraco.

Naquela época, comentava-se que a Itália é uma economia grande demais, com uma dívida grandes demais para ser resgatada. O presidente indicou um tecnocrata, Carlo Cottarelli, para formar um governo técnico até as próximas eleições. O M5E e a Liga, que têm maioria, pretendem derrubá-lo imediatamente. A Itália pode ter novas eleições em agosto.

Em comum, os dois países tiveram seus partidos tradicionais destroçados pela crise econômica. As semelhanças param por aí. A Liga e o M5E são visceralmente antieuropeu. Vão acusar o presidente, a UE, a Alemanha e a França de barrar a vontade política do eleitorado italiano.

Na Espanha, as eleições serão travadas em torno da corrupção, dos gastos públicos e do movimento pela independência da Catalunha. Até o ultraesquerdista Podemos moderou o tom das críticas à UE e à moeda única. Lá, ao contrário da Itália, não rendem votos. Com um governo fraco, é improvável um avanço das reformas econômicas e a questão catalã vai se arrastar por muito tempo.

A Espanha apresenta uma boa recuperação econômica, com crescimento acima de 3% desde 2015. Na Itália, a retomada é mais modesta. Desde 2010, o pico foi 1,7%, mas a economia avançou nos últimos quatro anos.

Com parlamentos fragmentados e governos fracos, será difícil aprovar as reformas necessárias para sustentar um crescimento mais forte, aumentando o apelo de partidos populistas contrários às medidas de austeridade fiscal.

Por seu tamanho, a Itália representa um risco maior à Eurozona do que a Espanha, mas a crise da Grécia mostrou que mesmo um país pobre e periférico pode gerar problemas que se propagam com facilidade pelos membros do bloco europeu.

segunda-feira, 26 de março de 2018

França cresceu 2% e reduziu déficit público em 2017

O governo Emmanuel Macron festeja: a França teve uma pequena aceleração do crescimento no último trimestre do ano passado, quando a economia avançou 0,7% e fechou o ano com expansão de 2%, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee). 

Pela primeira vez em uma década, o déficit orçamentário caiu abaixo do limite de 3% do produto interno bruto fixado pela União Europeia, noticiou o jornal inglês Financial Times, citando o Insee.

O crescimento de 2,5% nas exportações no fim do ano passado foi responsável pela aceleração do crescimento, elevando o PIB de 2017 para 2%, quase o dobro do 1,1% de 2016. A alta no consumo caiu de 0,5% para 0,2% e os últimos indicadores apontam uma desaceleração no início de 2018.

De acordo com o Insee, o déficit fiscal do ano passado ficou em 2,6% do PIB, abaixo da meta oficial do governo, de 2,9%. Em 2016, antes da eleição de Macron, o déficit foi de 3,4%. Desde 2007, o déficit não ficava abaixo dos 3%, a meta fixada pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro, moeda comum de 19 dos 28 países da UE.

A dívida pública subiu um pouco, de 96,6% para 97% do PIB, bem acima do limite fixado no pacto de sustentabilidade, de 60% do PIB. Ficou em 2,218 trilhões de euros no fim de 2017.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dólar sobe mais 7,7% com prisão de oposicionistas na Venezuela

Com a prisão dos líderes oposicionistas Antonio Ledezma e Leopoldo López e o agravamento da crise política na Venezuela, a cotação do dólar no mercado paralelo chegou hoje a 11.185,95 bolívares. O euro vale 13.087,54.

Ontem, depois das eleições de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada para usurpar o poder da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços, e consolidar o poder do ditador Nicolás Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e o euro, 12.156,05 bolívares.

A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013 e 82% da população caindo na probreza. O desabastecimento é generalizado e a inflação deve chegar a 1.200% ao ano em 2017.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Partido de Merkel ganha eleições no maior estado da Alemanha

A reeleição de Angela Merkel em 22 de setembro de 2017 para um quarto mandato como chanceler (primeira-ministra) da Alemanha é cada vez mais provável. Seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), ganhou ontem as eleições na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha, reduto tradicional do Partido Social-Democrata (SPD).

Pelas projeções da televisão alemã ZDF, a direitista CDU venceu com 33,3% dos votos contra 31% do SPD, de centro-esquerda que caiu oito pontos percentuais em relação às eleições anteriores. O Partido Liberal-Democrata (FDP), de centro-direita, ficou em terceiro com 12%. É um possível parceiro numa aliança com a CDU para formar um governo de coalizão.

A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita anti-imigração e antieuro, entrou no parlamento regional com 8% dos votos. Já está presente em 13 dos 16 estados alemães.

Os sociais-democratas também perderam nos últimos dois meses as eleições nos estados do Sarre e de Schleswig-Holstein. A quatro meses e meio das eleições, um atentado terrorista, um agravamento da crise de refugiados ou problemas na Zona do Euro podem abalar a opinião pública e alterar as pesquisas. Mas, num mundo conturbado, Merkel é uma garantia de estabilidade.

Seu maior rival, Martin Schulz, do SPD, ex-presidente do Parlamento Europeu, não desiste e cita o novo presidente da França, Emmanuel Macron, que amanhã se encontra com Merkel na sua primeira viagem ao exterior como chefe de Estado.

"Meu amigo Macron estava mal nas pesquisas há cinco meses e agora é presidente", declarou Schulz ao saber da derrota tentando animar a militância para as eleições de setembro.

Com dívida pública elevada e desemprego de 7,5%, acima de média nacional de 5,8%, a Renânia do Norte-Vestfália é chamada pejorativamente de "Grécia da Alemanha", em referência à crise da dívida grega, que ameaçou a própria existência do euro anos atrás.

Nas eleições parlamentares de 2013, a aliança CDU-CSU (União Social-Cristã) recebeu 42% dos votos e elegeu 311 deputados, cinco a menos do que a maioria absoluta. Como o FDU não atingiu o mínimo legal de 5% para entrar na Câmara Federal, Merkel acabou fazendo uma grande coalizão para governar com o SPD.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Cameron convoca referendo sobre UE para 23 de junho

Depois de uma reunião ministerial na manhã de hoje, o primeiro-ministro David Cameron convocou um referendo para 23 de junho de 2015 para o eleitorado britânico decidir se o Reino Unido deve continuar fazendo parte da União Europeia (UE). Cinco ministros e um secretário do governo votaram contra e farão campanha para deixar o bloco europeu.

Com o acordo anunciado ontem com a UE e a convocação do referendo, a campanha está lançada. Num delírio de grandeza, uma boa parte do Partido Conservador sonha com a ilusão de um país forte, poderoso e independente fora do maior bloco comercial do mundo.

Para convencer os britânicos a permanecer na UE, Cameron negociou uma série de concessões. Os estrangeiros terão de ficar pelo menos quatro anos no Reino Unido antes de ter pleno direito a benefícios sociais como o seguro-desemprego. Se não conseguirem emprego dentro de seis meses, terão de saír do país.

O Reino Unido rejeita o princípio de "uma união cada vez maior". Promete jamais participar da uma federação europeia, nem de um Exército europeu ou do acordo de abertura das fronteiras internas. Não será obrigado a participar de resgate de países em crise na Zona do Euro, mas se reserva o direito de discordar das decisões do Grupo do Euro que afetem sua economia.

Tanto o centro financeiro de Londres quanto a indústria britânica consideram essencial a permanência na UE. A direita conservadora sonha com o poder imperial do passado. Mas, se o Reino Unido deixar a UE, é provável que a Escócia realize seu próprio referendo para deixar a Grã-Bretanha e continuar fazendo parte da Europa.

O maior império que o mundo já viu ficaria reduzido à pequena Inglaterra e ao País de Gales. Seria um declínio melancólico para um país que já foi o mais poderoso do mundo. Cameron convocou o referendo para acabar com a guerra interna do Partido Conservador sobre a Europa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Reino Unido anuncia acordo para ficar na Europa

Depois de dois dias de reunião de cúpula da União Europeia, o primeiro-ministro David Cameron anunciou há pouco um acordo para o manter o Reino Unido no bloco comercial sem a obrigação de cumprir algumas cláusulas sociais. Cameron deve anunciar em breve um referendo para o eleitorado britânico decidir.

O primeiro-ministro explicou que o Reino Unido rejeita o princípio de "uma união cada vez maior, nunca vai aderir à moeda comum europeia [euro], nem participar de um superestado europeu, nem do acordo de fronteiras abertas, nem de um Exército europeu."

Se o acordo for aprovado pelos outros 27 países da UE e no referendo no Reino Unido, os cidadãos europeus que se mudarem para o país terão de esperar quatro anos para ter direito aos benefícios sociais. Os britânicos conservadores e eurocéticos acusam europeus de outros países de abusarem do salário-desemprego, do sistema de saúde e de outras garantias sociais.

Ao ficar no bloco, argumentou Cameron, o Reino Unido garantiu o direito de não ser discriminado por decisões econômicas do Grupo do Euro e de não participar de programas de resgate financeiro de países da Zona do Euro em crise, mas vai participar das decisões que lhe interessam no maior mercado do mundo, com mais de 500 milhões de pessoas.

A renegociação das relações com a Europa faz parte de uma jogada de Cameron para pacificar o Partido Conservador britânico em relação à UE. Boa parte do partido é eurocética. Gostaria de deixar o bloco. A questão é fruto de uma guerra interna do partido desde a queda da primeira-ministra Margaret Thatcher, em 1990.

Para acabar com a guerra interna, Cameron prometeu que, se fosse reeleito no ano passado, convocaria até 2017 um referendo para o eleitorado britânico decidir de uma vez por todas se deseja permanecer na UE.

Hoje a Europa fez sua proposta. O Reino Unido é a segunda maior economia do continente. A UE ficaria mais frágil.

Por outro lado, a economia britânica poderia encolher em até 20% fora da UE. Para negociar com o mercado comum europeu, seria obrigada a cumprir todas as suas exigências sem participar da tomada de decisões. E a Escócia, onde os nacionalistas querem convocar novo plebiscito sobre a independência, provavelmente sairia da Grã-Bretanha para ficar na Europa.

Até um novo partido surgiu da extrema direita surgiu para defender o divórcio com a UE. O Partido da Independência do Reino Unido (UKIP, em inglês) foi o mais votado, com 26,6% dos votos, nas eleições de 2014 para o Parlamento Europeu. Em 2015, foi o terceiro mais votado, com 12,6%, mas só elegeu um deputado na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.

No momento, as pesquisas apontam uma ligeira vantagem para a permanência na UE. As próximas vão medir o impacto do acordo anunciado hoje. A imprensa conservadora eurocética britânica, especialmente o grupo de mídia do empresário australiano-americano Rupert Murdoch, deve fazer campanha contra.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dólar passa de mil bolívares no mercado paralelo na Venezuela

O dólar ultrapassou hoje a marca de mil bolívares no mercado paralelo da Venezuela, quase 160 vezes acima da cotação oficial de 6,30 bolívares, informa o boletim de notícias Dolar Today

Desde 2003, o regime chavista controla o câmbio. Assim, por incrível que pareça, o país com as maiores reservas mundiais de petróleo, que faturou mais de US$ 1 trilhão com o produto desde que Hugo Chávez chegou ao poder, em 1999, não tem dinheiro para pagar a importação de produtos básicos.

Com a queda nos preços internacionais, o barril de petróleo venezuelano vale hoje US$ 24,16. O dólar no mercado negro está em 1.003,23 bolívares. O euro vale 1.121,71 bolívares. As reservas do país em moedas fortes mal passam de US$ 15 bilhões.

Em artigo no jornal britânico Financial Times, o economista venezuelano Ricardo Hausmann, ex-diretor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), hoje diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard, adverte que a Venezuela está à beira do abismo.

Hausman considera um calote inevitável e prevê uma crise como a da Argentina depois do fim da dolarização da era Menem: "A hipótese mais provável é de um colapso econômico iminente e uma crise humanitária. Internacionalmente, será o maior e mais confuso calote de dívida pública de mercados emergentes desde a crise argentina de 2001.

No artigo, o economista acusa o falecido caudilho Hugo Chávez de aumentar as despesas em vez de economizar quando a cotação do petróleo passava de US$ 100 por barril, quadruplicando a dívida externa, hoje em US$ 120 bilhões, enquanto destruía o setor privado da economia venezuelana com confiscos, desapropriações, controles de preços, do câmbio e das importações.

"O ano de 2015 foi um annus horribilis na Venezuela, com declínio de 10% no produto interno bruto, depois de uma queda de 4% em 2014. A inflação passou de 200%. O déficit público se inflou para 20% do PIB, financiado pela impressão" de dinheiro, analisou Hausmann. "No mercado livre, o bolívar perdeu 92% do valor em dois anos."

Nessas condições, apesar da propaganda oficial, do uso abusivo de dinheiro público, dos meios de comunicação e da máquina do Estado, a oposição venceu as eleições de 6 de dezembro de 2015 para a Assembleia Nacional. Com a ajuda de uma Justiça subserviente, o governo conseguiu impugnar os mandatos de alguns deputados para tirar a supermaioria de dois terços que daria à oposição o direito de reformar a Constituição.

"Por piores que sejam esses números, 2016 parece dramaticamente pior. As importações, que caíram 20% em 2015 para US$ 37 bilhões, teriam de cair mais 40%, mesmo se o país parar de pagar o serviço da dívida", adverte o ex-diretor do BID.

A inflação de fevereiro está em 11,5% e a acumulada no ano passa de 80%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que chegará a 720%.

Pelos cálculos de Hausmann, se os preços do petróleo se mantiverem nos níveis de janeiro, as exportações em 2016 ficarão abaixo de US$ 18 bilhões. Como os juros da dívida devem consumir US$ 10 bilhões, sobrariam US$ 8 bilhões para pagar pelas importações. Por causa das políticas do "socialismo do século 21", a Venezuela não consegue tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.

Sem desmontar as políticas econômicas fracassadas da "revolução bolivarista" de Chávez, o governo denuncia uma "guerra econômica" movida pela burguesia nacional em aliança com o imperialismo dos Estados Unidos e da Europa. O ministro da Economia, o jovem sociólogo marxista radical Luis Salas, rejeita qualquer reforma para reintroduzir elementos de mercado.

O presidente Nicolás Maduro acenou com a possibilidade de aumentar o preço da gasolina mais barata do mundo. Com um dólar hoje, é possível comprar 10 mil litros de combustível na Venezuela.

Apesar da reiterada e renovada omissão dos países vizinhos, a começar pelo Brasil, sob o pretexto de não interferir nos assuntos internos de outro país, é a região que sofrerá o maior impacto de um colapso da que já foi a terceira maior economia da América do Sul, hoje ultrapassada pela Colômbia. As dívidas com empresas de países vizinhos somam bilhões de dólares.

A Colômbia já sofre com o fechamento parcial da fronteira ordenado por Maduro em setembro do ano passado para decretar estado de emergência durante a campanha eleitoral.

Em Caracas, sem condições de mudar por si só as desastrosas políticas econômicas do chavismo, a oposição se articula para tentar convocar um referendo para revogar o mandato de Maduro. Mas o regime, que se considera revolucionário, não vai ceder. A convulsão social é inevitável e o risco de uma guerra civil não pode ser afastado.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Grécia anuncia novo acordo com credores

A Grécia e seus sócios da Zona do Euro chegaram a um acordo preliminar para que o país receba novos empréstimos no valor 86 bilhões de euros nos próximos três anos, anunciou o ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos.

"Chegamos a um acordo", declarou Tsakalatos. "Alguns pormenores ainda estão em discussão."

Os bancos gregos devem receber imediatamente 10 bilhões de euros para se recapitalizar, mas analistas de mercado estimam que o rombo possa ser de até 120 bilhões de euros.

Depois do rompimento das negociações e de um referendo que rejeitou a proposta da Europa, a Grécia esteve perto de deixar a união monetária. Sua economia ainda está muito fragilizada, com os bancos à beira do colapso.

Será o terceiro plano de ajuda desde que a Grécia quebrou em 2009 e não conseguiu mais refinanciar sua dívida pública no mercado financeiro. Os acordos anteriores somaram 240 bilhões, mas, nos últimos anos, a economia grega entrou em depressão, caindo 25%, e a dívida está em 320 bilhões de euros, quase 200% do produto interno bruto.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Merkel admite reduzir dívida da Grécia

A Grécia poderá negociar uma redução de sua dívida pública nos próximos meses, se os credores confirmarem que o país está fazendo as reformas econômicas prometidas para equilibrar as contas do governo, admitiu ontem a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, em entrevista à TV ARD.

O acordo de ajuda à Grécia desestabilizou o Grupo do Euro, especialmente o eixo Berlim-Paris. Desde a introdução do euro como moeda comum, em 1999, a França defende a criação de um conselho de governo para a Zona do Euro. O presidente francês, François Hollande, voltou a insistir nesta ideia, que não agrada à Alemanha.

domingo, 5 de julho de 2015

Imprensa da Grécia anuncia pequena vantagem do não

Com as urnas fechadas há pouco menos de uma hora, antes da divulgação da primeira pesquisa de boca de urna, a imprensa da Grécia prevê uma vitória apertada do não ao acordo com a União Europeia no referendo realizado neste domingo, informou a televisão americana CNN.

O primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras convocou o referendo depois de não conseguir chegar a um acordo com os credores internacionais para manter o programa de resgate financeiro do país, alegando não ter mandato para impor mais sacrifícios ao povo grego. Espera voltar amanhã a Bruxelas com maior poder de barganha.

Por outro lado, os líderes da UE adverte que a rejeição do acordo vai levar à saída da Grécia da Zona do Euro, com consequências catastróficas para a economia do país.

Os resultados oficiais começam a ser divulgados dentro de uma hora.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

FMI: Grécia precisa de mais 60 bilhões de euros

Com o agravamento da crise por indefinição política, a economia da Grécia vai ficar estagnada em 2015 e o país vai precisar de novos empréstmos de 60 bilhões de euros para pagar suas contas nos próximos três anos, previu ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI), que defende ainda uma redução da dívida pelos credores, hoje na maior parte bancos estatais e organizações internacionais.

Na Praça Sintagma, diante do Parlamento, em Atenas, uma multidão se concentra para participar de um comício da campanha do não a um acordo com a União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) no referendo convocado pelo governo grego para domingo, 5 de julho.

Uma vitória do não deve levar à saída da Grécia da união monetária europeia, embora o primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras alegue que lhe dará mais força para voltar à mesa de negociação. Mas a Europa, sob a liderança da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, vetou qualquer negociação antes do resultado. Aposta na queda do governo grego.

Ontem, o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, declarou que vai renunciar se prevalecer o sim à proposta dos credores, argumentando que não vai aplicar um programa econômico em que não acredita.

O governo grego afirma que não será excluído porque não existe um mecanismo previsto para a saída de países da Zona do Euro. Aparentemente, Varoufakis, especialista em Teoria dos Jogos, apostou no blefe e na ameaça de ruptura para barganhar concessões.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Grécia é primeiro país desenvolvido a calotear o FMI

Ao não pagar uma dívida de 1,55 bilhão de euros com vencimento hoje, a Grécia se tornou o primeiro país desenvolvido a dar calote no Fundo Monetário Internacional (FMI), criado depois da Segunda Guerra Mundial para socorrer países com problemas financeiros, evitando que deixassem de pagar suas dívidas e reduzissem o comércio internacional. 

Horas antes, os ministros das Finanças da Zona do Euro rejeitaram um último apelo da Grécia por uma prorrogação do atual programa de ajuda financeira ao país.

Com seu blefe, o governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) rebaixa a Grécia ao nível da Somália, do Sudão e do Zimbábue, países que não honraram suas dívidas com o FMI. 

Depois de várias tentativas frustradas de chegar a um acordo com o Grupo do Euro, o FMI e o Banco Central Europeu, o primeiro-ministro Alexis Tsipras alegou não ter mandato para impor mais cortes de gastos públicos e sacrifícios ao povo grego. Preferiu convocar um referendo sobre o acordo com os credores para 5 de julho de 2015.

Enquanto a Syriza defende o não no referendo, os partidos tradicionais, Socialista e Nova Democracia, pedem ao eleitorado que diga sim para continuar usando o euro como moeda. O governo alega que o não lhe dará mais forças para voltar à mesa de negociações.

Mas as autoridades europeias já deixaram claro que não pretendem renegociar os termos do acordo e Tsipras afirma que não vai aplicar um plano de austeridade. Depois do referendo, a Grécia terá pela frente o colapso financeiro ou a perspectiva de eleições num cenário de terra arrasada.

sábado, 27 de junho de 2015

Eurozona rejeita extensão do programa de ajuda à Grécia

Os ministros das Finanças do Grupo do Euro rejeitaram hoje um pedido para prorrogar por um mês o programa de ajuda econômica à Grécia. O governo esquerdista grego não aceitou as propostas de seus sócios na Zona do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE), preferindo convocar um referendo em que vai recomendar o voto contrário a um acordo.

A Grécia foi excluída da segunda parte da reunião de hoje, em que os ministros dos outros países da Eurozona estão examinando um plano B para a hipótese de um calote cada vez mais provável no pagamento de uma dívida de 1,6 bilhão de euros com vencimento em 30 de junho de 2015.

O presidente do Grupo do Euro, Jeroen Dijsselbloem, justificou a exclusão alegando que "a Grécia fechou todas as portas para um acordo".

Em pronunciamento na televisão ontem à noite, o primeiro-ministro Alexis Tsipras convocou um referendo para o eleitorado decidir em 5 de julho se aceita se submeter às imposições das instituições internacionais. A alternativa é uma provável saída da Eurozona e talvez até da União Europeia, como advertiu o Banco Central da Grécia na semana passada, com consequências catastróficas como o colapso da economia do país.

Sem condições de refinanciar sua dívida pública no mercado desde 2009, a Grécia recebeu desde então empréstimos de 240 bilhões de euros. Em troca, foi obrigada a aceitar um programa de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos que agravou a crise, provocando uma depressão.

Nos últimos seis anos, o produto interno bruto grego caiu 25%, o desemprego está em 27% para a população em geral e em 58% entre os jovens. Milhares de empresas fecham a cada mês. E os gregos correm para os caixas eletrônicos para sacar bilhões de euros com medo de que a moeda se esgote.

Nesse ambiente econômico de terra arrasada, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza) venceu as eleições de 25 de janeiro de 2015 com a promessa de acabar com o programa de austeridade fiscal. Quer negociar uma redução da dívida e um plano de ajuste fiscal baseado no crescimento econômico. Mas não tem dinheiro para isso.

"Não temos um mandato para aceitar esta proposta", alegou hoje o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis. "Se o povo grego disser que sim, assinamos a linha pontilhada."

Ao defender o voto não, o governo grego praticamente inviabiliza o ajuste fiscal, argumentou o presidente do Grupo do Euro: "É um programa que exige sacrifícios. Se o próprio governo que tem de aplicar o plano é contra, a possibilidade de sucesso é menor."

O governo radical de esquerda da Grécia apostou claramente numa solução política, pressionando sem ceder até o último minuto. Varoufakis manteve o desafio hoje, alertando que o euro e a própria UE serão abalados ao não acatar a decisão democrática do eleitorado grego contra o ajuste fiscal.

Em seu blefe, Varoufakis alegou que os tratados constitucionais da UE não preveem a saída de nenhum país da Eurozona: "É preciso reescrever os tratados antes de expulsar a Grécia." O problema é que os eleitores dos outros países não querem pagar a conta.

Depois da reunião ministerial, o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, declarou que quer manter a Grécia na Eurozona, mas no momento as duas partes parecem inflexíveis.