Diante de mais uma grande perda da União Democrata-Cristã ontem nas eleições do estado de Hesse, no centro da Alemanha, a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel anunciou hoje que este será seu último mandato como chefe de governo. Ela deixa o cargo em 2021 e não vai concorrer à reeleição como líder do partido em dezembro de 2018, informou a televisão pública britânica BBC.
"Não vou mais postular nenhum cargo político quando meu mandato acabar", declarou Merkel hoje em Berlim. "Como chanceler e líder da CDU, sou responsável por tudo, por seus fracassos e seus sucessos."
Tanto a CDU como o Partido Social-Democrata (SPD), seu parceiro na grande coalizão que governo a Alemanha, perderam dez pontos percentuais em relação às eleições anteriores em Hesse, onde fica Frankfurt, principal centro financeiro da Alemanha e sede do Banco Central Europeu (BCE).
Duas semanas antes, a União Social-Cristã (CSU), aliada da CDU na Baviera, sofrera uma perda semelhante e também o SPD nas eleições estaduais bávaras. Nos dois casos, os grandes beneficiários foram os Verdes à esquerda e o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD).
Merkel sofre um desgaste por ter acolhido 1,1 milhão de refugiados das guerras no Oriente Médio por causa das leis de asilo político generosas adotadas pela Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) para expiar a culpa pelos crimes do Nazismo.
A inesperada ascensão da AfD a partir das eleições gerais de 2017, quando a extrema direita voltou ao Parlamento alemão pela primeira vez desde o fim da guerra, foi um sinal claro de insatisfação. Agora, depois das eleições na Baviera e em Hesse, a AfD tem deputados em todas as assembleias legislativas regionais.
Com a forte queda dos dois partidos de centro, a grande coalizão é abalada. Se o SPD retirar o apoio, a aliança CDU-CSU terá de decidir se tenta governar em minoria ou se convoca novas eleições em que Merkel não seria candidato.
Neste clima, eleições gerais antecipadas tendem a produzir um Parlamento fragmentado, com negociações difíceis para formar um governo de maioria, provavelmente frágil. Como a Alemanha é a maior economia da Europa e a líder da União Europeia, a integração europeia também fragilizada no momento das negociações para a saúda do Reino Unido e de desafios dos governos de extrema direita da Itália, da Hungria e da Polônia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2018
domingo, 28 de outubro de 2018
Partido de Merkel sofre nova derrota na Alemanha
Num resultado capaz de abalar a grande coalizão governista da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, a União Democrata-Cristã (CDU) sofreu uma forte queda nas eleições do estado de Hesse, no centro da Alemanha, onde fica Frankfurt, a capital financeira do país. O Partido Social-Democrata, sócio na grande aliança, também caiu muito.
Com 27,2%, a CDU continua sendo o maior partido em Hesse, mas perdeu 10 pontos percentuais em relação às eleições anteriores, cinco anos atrás. O SPD ficou em segundo com 19,6%. Em 2013, tivera 30,7% dos votos. Perdeu espaço para um extraordinário crescimento dos Verdes, que devem ficar com 19%.
O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve 13% dos votos. Agora, tem representantes em todas as assembleias legislativas estaduais.
Para o secretário-geral do SPD, o resultado indica que "a grande coalizão não pode continuar deste jeito".
A CDU governa Hesse há 19 anos, nos últimos cinco numa aliança improvável com os Verdes. Como esses dois partidos podem não ter maioria no parlamento regional, um novo arranjo deve incluir o Partido Liberal-Democrata (FDP).
Com 27,2%, a CDU continua sendo o maior partido em Hesse, mas perdeu 10 pontos percentuais em relação às eleições anteriores, cinco anos atrás. O SPD ficou em segundo com 19,6%. Em 2013, tivera 30,7% dos votos. Perdeu espaço para um extraordinário crescimento dos Verdes, que devem ficar com 19%.
O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve 13% dos votos. Agora, tem representantes em todas as assembleias legislativas estaduais.
Para o secretário-geral do SPD, o resultado indica que "a grande coalizão não pode continuar deste jeito".
A CDU governa Hesse há 19 anos, nos últimos cinco numa aliança improvável com os Verdes. Como esses dois partidos podem não ter maioria no parlamento regional, um novo arranjo deve incluir o Partido Liberal-Democrata (FDP).
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Democratas ganham eleições para governador em derrota de Trump
O vice-governador democrata Ralph Northam, um médico e veterano do Exército dos Estados Unidos, venceu ontem a eleição para governador do estado da Virgínia, enquanto o ex-diretor do banco Goldman Sachs Philip Murphy vai governar Nova Jérsei, acabando com a era de oito anos do republicano Chris Christie, próximo do presidente Donald Trump.
Foi a primeira grande derrota de Trump nas urnas, um ano depois de sua vitória histórica, observou o jornal The New York Times. Northam superou uma campanha marcada pela divisão racial da governo Trump para vencer com 54% dos votos. Da Coreia do Sul, o presidente acusou o republicano Ed Gillespie de não seguir suas ideias.
Trump perdeu na Virgínia em 2016 por cinco pontos percentuais. É extremamente impopular no estado. A campanha de dois candidatos das máquinas partidárias era morna até Gillespie tocar em temas trumpistas como imigração e os símbolos da Guerra Civil (1861-65). A Virgínia fazia parte da Confederação dos Estados do Sul, que pretendia se separar da União por não aceitar o fim da escravidão.
Esse discurso divisionista foi rejeitado pela elite econômica. Gillespie foi amplamente derrotado nos distritos mais ricos, onde os republicamos costumam vencer. As pesquisas de boca de urna indicam que a maioria dos eleitores está mais preocupada como o fim do programa de saúde do governo Obama de que com a imigração e a criminalidade.
Em Nova Jérsei, depois de um tumultuado governo de oito anos de Chris Christie, Philip Murphy também resistiu às provocações sobre raça, imigração e criminalidade para se eleger governador com 56% dos votos prometendo salário mínimo de US$15 por hora, a legalização da maconha e leis mais duras para a venda e o porte de armas. Sua rival, a vice-governadora Kim Guadagno acenou com a queda do imposto sobre propriedade.
A eleição em Nova York foi para prefeito. O democrata Bill de Blasio foi eleito com 66% dos votos, com o sucesso no programa para garantir o acesso de todas as crianças à pré-escola a partir dos 4 anos e a redução ainda maior na criminalidade em Nova York, hoje uma das cidades mais seguras dos EUA.
No Maine, no extremo Nordeste dos EUA, a votação foi para saber se o estado deve ampliar o acesso ao programa de saúde para os pobres Medicaid dentro da Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis. Será o primeiro estado a submeter o Obamacare diretamente ao julgamento das urnas.
O Maine é um dos 19 estados onde governadores ou assembleias legislativas republicanas rejeitaram a ampliação do Medicaid dentro do Obamacare. O apoio ao programa de Obama ganhou com 59%.
Foi a primeira grande derrota de Trump nas urnas, um ano depois de sua vitória histórica, observou o jornal The New York Times. Northam superou uma campanha marcada pela divisão racial da governo Trump para vencer com 54% dos votos. Da Coreia do Sul, o presidente acusou o republicano Ed Gillespie de não seguir suas ideias.
Trump perdeu na Virgínia em 2016 por cinco pontos percentuais. É extremamente impopular no estado. A campanha de dois candidatos das máquinas partidárias era morna até Gillespie tocar em temas trumpistas como imigração e os símbolos da Guerra Civil (1861-65). A Virgínia fazia parte da Confederação dos Estados do Sul, que pretendia se separar da União por não aceitar o fim da escravidão.
Esse discurso divisionista foi rejeitado pela elite econômica. Gillespie foi amplamente derrotado nos distritos mais ricos, onde os republicamos costumam vencer. As pesquisas de boca de urna indicam que a maioria dos eleitores está mais preocupada como o fim do programa de saúde do governo Obama de que com a imigração e a criminalidade.
Em Nova Jérsei, depois de um tumultuado governo de oito anos de Chris Christie, Philip Murphy também resistiu às provocações sobre raça, imigração e criminalidade para se eleger governador com 56% dos votos prometendo salário mínimo de US$15 por hora, a legalização da maconha e leis mais duras para a venda e o porte de armas. Sua rival, a vice-governadora Kim Guadagno acenou com a queda do imposto sobre propriedade.
A eleição em Nova York foi para prefeito. O democrata Bill de Blasio foi eleito com 66% dos votos, com o sucesso no programa para garantir o acesso de todas as crianças à pré-escola a partir dos 4 anos e a redução ainda maior na criminalidade em Nova York, hoje uma das cidades mais seguras dos EUA.
No Maine, no extremo Nordeste dos EUA, a votação foi para saber se o estado deve ampliar o acesso ao programa de saúde para os pobres Medicaid dentro da Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis. Será o primeiro estado a submeter o Obamacare diretamente ao julgamento das urnas.
O Maine é um dos 19 estados onde governadores ou assembleias legislativas republicanas rejeitaram a ampliação do Medicaid dentro do Obamacare. O apoio ao programa de Obama ganhou com 59%.
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sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Ditadura de Maduro muda local de votação de 700 mil eleitores
Em mais uma manobra da ditadura de Nicolás Maduro para fraudar o resultado das urnas, dias antes das eleições estaduais de 15 de outubro de 2017, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela mudou, sem prévia notificação, os locais de votação de 700 mil eleitores. O processo foi acelerado na quarta e na quinta-feira, quando 400 mil eleitores foram realocados.
A oposição está oferecendo transporte para evitar a abstenção. O Departamento de Estado americano advertiu Maduro: "Os Estados Unidos e a comunidade internacional estão prestando a atenção nestas eleições", alertou a porta-voz Heather Nauert.
"Os EUA pedem ao regime que realize eleições livres e limpas", mas "estão preocupados com uma série de ações do CNE que põem em questão a limpeza do processo eleitoral", acrescentou a porta-voz.
No estado de Miranda, mais de 200 mil eleitores, cerca de 9% do total, foram realizados entre terça e quinta-feira. Em Caracas, quem votava desde 1989 na Metropolitana, uma universidade privada, agora terá de votar a quilômetros de distância, no alto de uma favela em Petare. Talvez não queira esperar horas na fila num local perigoso.
Apesar da manobra da ditadura, as pesquisas preveem a vitória da oposição em 21 dos 23 estados.
A oposição está oferecendo transporte para evitar a abstenção. O Departamento de Estado americano advertiu Maduro: "Os Estados Unidos e a comunidade internacional estão prestando a atenção nestas eleições", alertou a porta-voz Heather Nauert.
"Os EUA pedem ao regime que realize eleições livres e limpas", mas "estão preocupados com uma série de ações do CNE que põem em questão a limpeza do processo eleitoral", acrescentou a porta-voz.
No estado de Miranda, mais de 200 mil eleitores, cerca de 9% do total, foram realizados entre terça e quinta-feira. Em Caracas, quem votava desde 1989 na Metropolitana, uma universidade privada, agora terá de votar a quilômetros de distância, no alto de uma favela em Petare. Talvez não queira esperar horas na fila num local perigoso.
Apesar da manobra da ditadura, as pesquisas preveem a vitória da oposição em 21 dos 23 estados.
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segunda-feira, 15 de maio de 2017
Partido de Merkel ganha eleições no maior estado da Alemanha
A reeleição de Angela Merkel em 22 de setembro de 2017 para um quarto mandato como chanceler (primeira-ministra) da Alemanha é cada vez mais provável. Seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), ganhou ontem as eleições na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha, reduto tradicional do Partido Social-Democrata (SPD).
Pelas projeções da televisão alemã ZDF, a direitista CDU venceu com 33,3% dos votos contra 31% do SPD, de centro-esquerda que caiu oito pontos percentuais em relação às eleições anteriores. O Partido Liberal-Democrata (FDP), de centro-direita, ficou em terceiro com 12%. É um possível parceiro numa aliança com a CDU para formar um governo de coalizão.
A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita anti-imigração e antieuro, entrou no parlamento regional com 8% dos votos. Já está presente em 13 dos 16 estados alemães.
Os sociais-democratas também perderam nos últimos dois meses as eleições nos estados do Sarre e de Schleswig-Holstein. A quatro meses e meio das eleições, um atentado terrorista, um agravamento da crise de refugiados ou problemas na Zona do Euro podem abalar a opinião pública e alterar as pesquisas. Mas, num mundo conturbado, Merkel é uma garantia de estabilidade.
Seu maior rival, Martin Schulz, do SPD, ex-presidente do Parlamento Europeu, não desiste e cita o novo presidente da França, Emmanuel Macron, que amanhã se encontra com Merkel na sua primeira viagem ao exterior como chefe de Estado.
"Meu amigo Macron estava mal nas pesquisas há cinco meses e agora é presidente", declarou Schulz ao saber da derrota tentando animar a militância para as eleições de setembro.
Com dívida pública elevada e desemprego de 7,5%, acima de média nacional de 5,8%, a Renânia do Norte-Vestfália é chamada pejorativamente de "Grécia da Alemanha", em referência à crise da dívida grega, que ameaçou a própria existência do euro anos atrás.
Nas eleições parlamentares de 2013, a aliança CDU-CSU (União Social-Cristã) recebeu 42% dos votos e elegeu 311 deputados, cinco a menos do que a maioria absoluta. Como o FDU não atingiu o mínimo legal de 5% para entrar na Câmara Federal, Merkel acabou fazendo uma grande coalizão para governar com o SPD.
Pelas projeções da televisão alemã ZDF, a direitista CDU venceu com 33,3% dos votos contra 31% do SPD, de centro-esquerda que caiu oito pontos percentuais em relação às eleições anteriores. O Partido Liberal-Democrata (FDP), de centro-direita, ficou em terceiro com 12%. É um possível parceiro numa aliança com a CDU para formar um governo de coalizão.
A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita anti-imigração e antieuro, entrou no parlamento regional com 8% dos votos. Já está presente em 13 dos 16 estados alemães.
Os sociais-democratas também perderam nos últimos dois meses as eleições nos estados do Sarre e de Schleswig-Holstein. A quatro meses e meio das eleições, um atentado terrorista, um agravamento da crise de refugiados ou problemas na Zona do Euro podem abalar a opinião pública e alterar as pesquisas. Mas, num mundo conturbado, Merkel é uma garantia de estabilidade.
Seu maior rival, Martin Schulz, do SPD, ex-presidente do Parlamento Europeu, não desiste e cita o novo presidente da França, Emmanuel Macron, que amanhã se encontra com Merkel na sua primeira viagem ao exterior como chefe de Estado.
"Meu amigo Macron estava mal nas pesquisas há cinco meses e agora é presidente", declarou Schulz ao saber da derrota tentando animar a militância para as eleições de setembro.
Com dívida pública elevada e desemprego de 7,5%, acima de média nacional de 5,8%, a Renânia do Norte-Vestfália é chamada pejorativamente de "Grécia da Alemanha", em referência à crise da dívida grega, que ameaçou a própria existência do euro anos atrás.
Nas eleições parlamentares de 2013, a aliança CDU-CSU (União Social-Cristã) recebeu 42% dos votos e elegeu 311 deputados, cinco a menos do que a maioria absoluta. Como o FDU não atingiu o mínimo legal de 5% para entrar na Câmara Federal, Merkel acabou fazendo uma grande coalizão para governar com o SPD.
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domingo, 26 de março de 2017
Partido de Merkel vence eleições estaduais na Alemanha
A União Democrata-Cristã (CDU), o partido conservador da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, venceu as eleições no estado do Sarre, com 40,7% dos votos, um bom avanço em relação aos 35,% das eleições anteriores, noticiou a agência Reuters.
O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) ficou em segundo, com uma pequena queda de 30,6% para 29,6%, numa derrota para o novo líder do partido. Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu, é o principal adversário de Merkel, que tenta o quarto mandato consecutivo nas eleições nacionais de 24 de setembro de 2017.
Em terceiro lugar, com 12,9%, ficou o partido A Esquerda, uma fusão da ala mais esquerdista do SPD, que rejeitou as reformas econômicas liberalizantes do então chanceler Gerhard Schröder (1998-2005), com o antigo partido comunista da Alemanha Oriental.
À ultradireita, o novo partido Alternativa para a Alemanha (AfD), anti-imigração e antimuçulmano, conseguiu 6,2% dos votos. Os Verdes não superaram a cláusula de barreira, que exige um mínimo de 5% dos votos. Ficam fora da Assembleia Legislativa Estadual do Sarre.
Até 24 de setembro, haverá mais duas eleições estaduais. Servirão como prévias das eleições federais.
O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) ficou em segundo, com uma pequena queda de 30,6% para 29,6%, numa derrota para o novo líder do partido. Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu, é o principal adversário de Merkel, que tenta o quarto mandato consecutivo nas eleições nacionais de 24 de setembro de 2017.
Em terceiro lugar, com 12,9%, ficou o partido A Esquerda, uma fusão da ala mais esquerdista do SPD, que rejeitou as reformas econômicas liberalizantes do então chanceler Gerhard Schröder (1998-2005), com o antigo partido comunista da Alemanha Oriental.
À ultradireita, o novo partido Alternativa para a Alemanha (AfD), anti-imigração e antimuçulmano, conseguiu 6,2% dos votos. Os Verdes não superaram a cláusula de barreira, que exige um mínimo de 5% dos votos. Ficam fora da Assembleia Legislativa Estadual do Sarre.
Até 24 de setembro, haverá mais duas eleições estaduais. Servirão como prévias das eleições federais.
domingo, 19 de março de 2017
Fundamentalista hindu vai governar estado mais populoso da Índia
O partido nacionalista hindu que governa a Índia indicou o clérigo fundamentalista Yogi Adityanath para governador do estado de Uttar Pradesh, o mais populoso do país, com 220 milhões de habitantes, noticiou o jornal The New York Times.
A Índia tem uma minoria de 180 milhões de muçulmanos. Eles são cerca de 20% dos moradores de Uttar Pradesh, um estado do tamanho de São Paulo com uma população maior do que o Brasil.
Adityanath faz parte da ala mais radical do Partido Bharatiya Janata (BJP, do inglês), quer transformar a Índia numa nação hindu. Ele é a favor da construção de um templo em Ayodhya, no local onde teria nascido o deus Rama. O problema é que havia uma mesquita no lugar, demolida por hindus fanáticos em 6 de dezembro de 1992.
Sua indicação é resultado da ampla vitória obtida pelo BJP, do primeiro-ministro Narendra Modi, nas recentes eleições estaduais em Uttar Pradesh. Além de reforçar a ideia de que Modi está mais preocupado com o nacionalismo hindu do que com a democracia, a nomeação sugere que o chefe de governo atribui a vitória aos eleitorado hindu radical de direita.
A Índia tem uma minoria de 180 milhões de muçulmanos. Eles são cerca de 20% dos moradores de Uttar Pradesh, um estado do tamanho de São Paulo com uma população maior do que o Brasil.
Adityanath faz parte da ala mais radical do Partido Bharatiya Janata (BJP, do inglês), quer transformar a Índia numa nação hindu. Ele é a favor da construção de um templo em Ayodhya, no local onde teria nascido o deus Rama. O problema é que havia uma mesquita no lugar, demolida por hindus fanáticos em 6 de dezembro de 1992.
Sua indicação é resultado da ampla vitória obtida pelo BJP, do primeiro-ministro Narendra Modi, nas recentes eleições estaduais em Uttar Pradesh. Além de reforçar a ideia de que Modi está mais preocupado com o nacionalismo hindu do que com a democracia, a nomeação sugere que o chefe de governo atribui a vitória aos eleitorado hindu radical de direita.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Extrema direita avança em eleições estaduais na Alemanha
O partido anti-imigrantes Alternativa para a Alemanha (AfD) tornou-se o primeiro a vencer a União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, pela direita. Nas eleições de domingo no estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD obteve 20,8% dos votos contra 19% para a CDU.
A vitória ficou com o Partido Social-Democrata (SPD), com queda de 35,6% para 30,6% em relação às eleições anteriores no estado da antiga Alemanha Oriental, que tem o menor eleitorado do país, apenas cerca de 1,6 milhão de eleitores. O SPD deve manter a grande aliança com a CDU que já domina o governo federal alemão.
Com apenas três anos de idade, o desempenho da AfD típico do voto de protesto: roubou votos de todos os partidos da ultradireita à extrema esquerda e mobilizou mais eleitores, diminuindo a abstenção.
A maior consolação foi que o Partido Nacional da Alemanha, de inspiração neonazista, não atingiu o mínimo de 5% dos votos e ficou fora de Assembleia Legislativa de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. Os Verdes também não superaram a cláusula de barreira.
"Daqui para a frente, a Alemanha tem o que não tinha desde o fim da Segunda Guerra Mundial", em 1945, lamentou o jornal Die Welt.
O estado recebeu apenas 23 mil refugiados. Mesmo assim, o tema central foi a rejeição à política braços abertos para refugiados adotada por Merkel, que resolveu honrar a tradição alemã e europeia de oferecer asilo a refugiados. Esse repúdio não deve mudar antes das eleições federais de 2017.
A vitória ficou com o Partido Social-Democrata (SPD), com queda de 35,6% para 30,6% em relação às eleições anteriores no estado da antiga Alemanha Oriental, que tem o menor eleitorado do país, apenas cerca de 1,6 milhão de eleitores. O SPD deve manter a grande aliança com a CDU que já domina o governo federal alemão.
Com apenas três anos de idade, o desempenho da AfD típico do voto de protesto: roubou votos de todos os partidos da ultradireita à extrema esquerda e mobilizou mais eleitores, diminuindo a abstenção.
A maior consolação foi que o Partido Nacional da Alemanha, de inspiração neonazista, não atingiu o mínimo de 5% dos votos e ficou fora de Assembleia Legislativa de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. Os Verdes também não superaram a cláusula de barreira.
"Daqui para a frente, a Alemanha tem o que não tinha desde o fim da Segunda Guerra Mundial", em 1945, lamentou o jornal Die Welt.
O estado recebeu apenas 23 mil refugiados. Mesmo assim, o tema central foi a rejeição à política braços abertos para refugiados adotada por Merkel, que resolveu honrar a tradição alemã e europeia de oferecer asilo a refugiados. Esse repúdio não deve mudar antes das eleições federais de 2017.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Partido do presidente eleito ganha eleições para governador na Nigéria
O Congresso de Todos os Progressistas (ACP, do inglês), partido do presidente eleito Muhamadu Buhari, ganhou as eleições para governador realizadas em 11 de abril de 2015 em 19 dos 29 estados em disputa na Nigéria. Esse resultado consolida a vitória na eleição presidencial de 28 de março.
Quando os governadores tomarem posse, em 29 de maio, o ACP vai controlar a Presidência de 29 dos 36 estados nigerianos. O Partido Democrático Popular (PDP), do atual presidente Goodluck Jonathan, dominava a política do país desde a primeira eleição depois da última ditadura militar, em 1999. Vai para a oposição.
Os principais desafios dos novos governos serão combater a corrupção e o terrorismo. Há um ano, 273 meninas foram raptadas numa escola secundária da cidade de Chibok, no Nordeste da Nigéria, pela milícia extremista muçulmana Boko Haram. Algumas conseguiram fugir, mas mais de 200 continuam desaparecidas.
Quando os governadores tomarem posse, em 29 de maio, o ACP vai controlar a Presidência de 29 dos 36 estados nigerianos. O Partido Democrático Popular (PDP), do atual presidente Goodluck Jonathan, dominava a política do país desde a primeira eleição depois da última ditadura militar, em 1999. Vai para a oposição.
Os principais desafios dos novos governos serão combater a corrupção e o terrorismo. Há um ano, 273 meninas foram raptadas numa escola secundária da cidade de Chibok, no Nordeste da Nigéria, pela milícia extremista muçulmana Boko Haram. Algumas conseguiram fugir, mas mais de 200 continuam desaparecidas.
domingo, 4 de julho de 2010
PRI ressurge nas eleições estaduais no México
Num renascimento político, o Partido Revolucionário Institucional (PRI), que monopolizou a política no México de 1929 a 2000, teve um bom desempenho nas eleições estaduais realizadas neste domingo.
O PRI deve ganhar a maioria dos 12 governos estaduais em disputa.
O PRI deve ganhar a maioria dos 12 governos estaduais em disputa.
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