Com a inesgotável demanda por drogas nos Estados Unidos e o surgimento de novas substâncias sintéticas como o fentanil, as máfias do tráfico são cada vez mais poderosas no México, apesar da guerra iniciada em 2006 pelo então presidente Felipe Calderón. Depois de 11 anos e 200 mil mortes, a prisão dos grandes barões não muda a realidade: 2017 foi o ano mais mortífero, noticia o jornal francês Libération.
Nesse período, as Forças Armadas foram mobilizadas em áreas sensíveis. Mesmo assim, os cartéis mexicanos são responsáveis por quase toda a produção da heroína e drogas sintéticas consumidas nos EUA, especialmente opiáceos como o fentanil, e também do tráfico de cocaína sul-americana para o mercado americano, além de carregamentos para a Europa.
"As organizações criminosas mexicanas mostram sinais de contínuo crescimento e expansão", observou o último relatório anual da Agência de Repressão às Drogas (DEA) dos EUA, divulgado em outubro de 2017.
Em 2015, um projeto da ONU estimou que a produção de drogas no México ocupava uma área de 24,8 mil hectares. As autoridades mexicanas falaram em 2016 em 32 mil hectares. A heroína asiática ou colombiana tem menos de 5% do mercado negro dos EUA.
A produção de heroína no México subiu de 26 toneladas em 2013 para 81 ton em 2016. É a terceira maior do mundo, depois do Afeganistão e de Mianmar. A produção de um quilo custa US$ 8 mil e rende, em Chicago, US$ 50 mil.
O Cartel de Sinaloa sobreviveu à prisão de seu poderoso-chefão, Joaquín Guzmán, El Chapo, e ampliou seu mercado. "A nova droga favorita dos cartéis mexicanos" é o fentanil, reportou o jornal the New York Times. Cinquenta vezes mais potente do que a heroína, mata pelo contato de pequenas quantidades com a pele.
O total de mortes por doses excessivas de drogas superou o recorde histórico com mais de 50 mil em 2016. O cantor e compositor Prince morreu de overdose de fentanil.
"A China endureceu seus controles sobre o fentanil e as organizações mexicanas têm os meios financeiros para produzi-lo. Ao contrário da heroína e da cocaína, o fentanil não depende dos ciclos de plantio e colheita. É inteiramente fabricado em laboratório, a um custo inferior, e a margem de lucro é mais elevada. É traficado em pequenas quantidades, mais fáceis de dissimular.
"Até o momento, eles introduzem o fentanil pelos mesmos canais que a heroína, escondida em veículos que passam pelos postos de fronteira. Mas eles também fazem tráfico pelo correio da China para os EUA. O fentanil é muito difícil de detectar. Os agentes têm de tomar precauções para não se contaminarem, o que pode ser fatal", diz o relatório da DEA.
No ano passado, acrescenta o Libé, uma quantidade recorde de 66 kg foi encontrada com um casal quinquagenário mexicano em Nova York. As apreensões na cidade aumentaram dez vezes neste ano. Eles pertenciam ao Cartel de Sinaloa.
"A droga vai para o Norte pela mesma via que as armas vêm dos EUA", afirmou o ex-policial federal Alberto Islas, diretor da Risk Evaluation, uma consultoria especializada em segurança e crime organizado. "O grande problema do México é a falta de controle nas fronteiras e portos."
Com a corrupção generalizada do Estado mexicano, os cartéis assumiram o controle de alguns portos marítimos, submetidos a uma fiscalização deficiente. O Cartel de Jalisco Nova Geração, uma dissidência do Cartel de Sinaloa, tomou grande parte do mercado de metanfetaminas.
Os precursores químicos necessários à fábricação das drogas, importados da América do Sul, da China e da Índia, entram pelo porto de Lázaro Cárdenas, nome do presidente que nacionalizou o petróleo e institucionalizou o regime, no Oceano Pacífico.
"Esta região, o estado de Michocán, está cheio de laboratórios", constatou o ex-policial federal. Desde 2012, o Exército do México confiscou mais de 90 toneladas de metanfetaminas e desmantelou mais de 600 laboratórios clandestinos."Na realidade, só uma parte ínfima dos centros de produção é destruída pelas autoridades", notou Islas, que acusa militares pelo tráfico dos precursores."
Ao declarar guerra ao tráfico, em 2006, o governo Calderón tentou pegar os chefões de todas as organizações mafiosas, mas não conseguiu enfraquecê-los.
"A estratégia de decapitar os cartéis com a prisão de seus líderes não resolveu nada", concluiu o pesquisador Martín Gabriel Barrón, do Instituto Nacional de Ciências Penais. "No fim do mandato de Calderón, em 2012, havia sete cartéis importantes e 49 subgrupos. Cinco anos depois, há nove cartéis e mais de 130 subgrupos."
Os cartéis estão mais fragmentados, mas mais ativos. O Cartel de Sinaloa está em 54 países. As Zetas (Setas) se associaram à 'Ndrangheta, a máfia calabresa, para contrabandear cocaína para a Europa. No estado de Tamaulipas, no Nordeste do México, feudo da Zetas, o chefão italiano Giulio Perrone, um dos maiores procurados da máfia napolitana foi interpelado em março passado.
Ex-governador de Tamaulipas, Eugenio Hernández foi interrrogado em por suspeita de lavagem de dinheiro. Das cinco testemunhas, duas foram assassinadas, uma se suicidou e outra desapareceu.
A liquidação das testemunhas é a chave macabra do sucesso dos cartéis mexicanos. Os jornalistas que denunciam o tráfico e seu conluio com autoridades também são assassinados sistematicamente.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 26 de dezembro de 2017
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Dólar passa de mil bolívares no mercado paralelo na Venezuela
O dólar ultrapassou hoje a marca de mil bolívares no mercado paralelo da Venezuela, quase 160 vezes acima da cotação oficial de 6,30 bolívares, informa o boletim de notícias Dolar Today.
Desde 2003, o regime chavista controla o câmbio. Assim, por incrível que pareça, o país com as maiores reservas mundiais de petróleo, que faturou mais de US$ 1 trilhão com o produto desde que Hugo Chávez chegou ao poder, em 1999, não tem dinheiro para pagar a importação de produtos básicos.
Com a queda nos preços internacionais, o barril de petróleo venezuelano vale hoje US$ 24,16. O dólar no mercado negro está em 1.003,23 bolívares. O euro vale 1.121,71 bolívares. As reservas do país em moedas fortes mal passam de US$ 15 bilhões.
Em artigo no jornal britânico Financial Times, o economista venezuelano Ricardo Hausmann, ex-diretor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), hoje diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard, adverte que a Venezuela está à beira do abismo.
Hausman considera um calote inevitável e prevê uma crise como a da Argentina depois do fim da dolarização da era Menem: "A hipótese mais provável é de um colapso econômico iminente e uma crise humanitária. Internacionalmente, será o maior e mais confuso calote de dívida pública de mercados emergentes desde a crise argentina de 2001.
No artigo, o economista acusa o falecido caudilho Hugo Chávez de aumentar as despesas em vez de economizar quando a cotação do petróleo passava de US$ 100 por barril, quadruplicando a dívida externa, hoje em US$ 120 bilhões, enquanto destruía o setor privado da economia venezuelana com confiscos, desapropriações, controles de preços, do câmbio e das importações.
"O ano de 2015 foi um annus horribilis na Venezuela, com declínio de 10% no produto interno bruto, depois de uma queda de 4% em 2014. A inflação passou de 200%. O déficit público se inflou para 20% do PIB, financiado pela impressão" de dinheiro, analisou Hausmann. "No mercado livre, o bolívar perdeu 92% do valor em dois anos."
Nessas condições, apesar da propaganda oficial, do uso abusivo de dinheiro público, dos meios de comunicação e da máquina do Estado, a oposição venceu as eleições de 6 de dezembro de 2015 para a Assembleia Nacional. Com a ajuda de uma Justiça subserviente, o governo conseguiu impugnar os mandatos de alguns deputados para tirar a supermaioria de dois terços que daria à oposição o direito de reformar a Constituição.
"Por piores que sejam esses números, 2016 parece dramaticamente pior. As importações, que caíram 20% em 2015 para US$ 37 bilhões, teriam de cair mais 40%, mesmo se o país parar de pagar o serviço da dívida", adverte o ex-diretor do BID.
A inflação de fevereiro está em 11,5% e a acumulada no ano passa de 80%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que chegará a 720%.
Pelos cálculos de Hausmann, se os preços do petróleo se mantiverem nos níveis de janeiro, as exportações em 2016 ficarão abaixo de US$ 18 bilhões. Como os juros da dívida devem consumir US$ 10 bilhões, sobrariam US$ 8 bilhões para pagar pelas importações. Por causa das políticas do "socialismo do século 21", a Venezuela não consegue tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.
Sem desmontar as políticas econômicas fracassadas da "revolução bolivarista" de Chávez, o governo denuncia uma "guerra econômica" movida pela burguesia nacional em aliança com o imperialismo dos Estados Unidos e da Europa. O ministro da Economia, o jovem sociólogo marxista radical Luis Salas, rejeita qualquer reforma para reintroduzir elementos de mercado.
O presidente Nicolás Maduro acenou com a possibilidade de aumentar o preço da gasolina mais barata do mundo. Com um dólar hoje, é possível comprar 10 mil litros de combustível na Venezuela.
Apesar da reiterada e renovada omissão dos países vizinhos, a começar pelo Brasil, sob o pretexto de não interferir nos assuntos internos de outro país, é a região que sofrerá o maior impacto de um colapso da que já foi a terceira maior economia da América do Sul, hoje ultrapassada pela Colômbia. As dívidas com empresas de países vizinhos somam bilhões de dólares.
A Colômbia já sofre com o fechamento parcial da fronteira ordenado por Maduro em setembro do ano passado para decretar estado de emergência durante a campanha eleitoral.
Em Caracas, sem condições de mudar por si só as desastrosas políticas econômicas do chavismo, a oposição se articula para tentar convocar um referendo para revogar o mandato de Maduro. Mas o regime, que se considera revolucionário, não vai ceder. A convulsão social é inevitável e o risco de uma guerra civil não pode ser afastado.
Desde 2003, o regime chavista controla o câmbio. Assim, por incrível que pareça, o país com as maiores reservas mundiais de petróleo, que faturou mais de US$ 1 trilhão com o produto desde que Hugo Chávez chegou ao poder, em 1999, não tem dinheiro para pagar a importação de produtos básicos.
Com a queda nos preços internacionais, o barril de petróleo venezuelano vale hoje US$ 24,16. O dólar no mercado negro está em 1.003,23 bolívares. O euro vale 1.121,71 bolívares. As reservas do país em moedas fortes mal passam de US$ 15 bilhões.
Em artigo no jornal britânico Financial Times, o economista venezuelano Ricardo Hausmann, ex-diretor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), hoje diretor do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard, adverte que a Venezuela está à beira do abismo.
Hausman considera um calote inevitável e prevê uma crise como a da Argentina depois do fim da dolarização da era Menem: "A hipótese mais provável é de um colapso econômico iminente e uma crise humanitária. Internacionalmente, será o maior e mais confuso calote de dívida pública de mercados emergentes desde a crise argentina de 2001.
No artigo, o economista acusa o falecido caudilho Hugo Chávez de aumentar as despesas em vez de economizar quando a cotação do petróleo passava de US$ 100 por barril, quadruplicando a dívida externa, hoje em US$ 120 bilhões, enquanto destruía o setor privado da economia venezuelana com confiscos, desapropriações, controles de preços, do câmbio e das importações.
"O ano de 2015 foi um annus horribilis na Venezuela, com declínio de 10% no produto interno bruto, depois de uma queda de 4% em 2014. A inflação passou de 200%. O déficit público se inflou para 20% do PIB, financiado pela impressão" de dinheiro, analisou Hausmann. "No mercado livre, o bolívar perdeu 92% do valor em dois anos."
Nessas condições, apesar da propaganda oficial, do uso abusivo de dinheiro público, dos meios de comunicação e da máquina do Estado, a oposição venceu as eleições de 6 de dezembro de 2015 para a Assembleia Nacional. Com a ajuda de uma Justiça subserviente, o governo conseguiu impugnar os mandatos de alguns deputados para tirar a supermaioria de dois terços que daria à oposição o direito de reformar a Constituição.
"Por piores que sejam esses números, 2016 parece dramaticamente pior. As importações, que caíram 20% em 2015 para US$ 37 bilhões, teriam de cair mais 40%, mesmo se o país parar de pagar o serviço da dívida", adverte o ex-diretor do BID.
A inflação de fevereiro está em 11,5% e a acumulada no ano passa de 80%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que chegará a 720%.
Pelos cálculos de Hausmann, se os preços do petróleo se mantiverem nos níveis de janeiro, as exportações em 2016 ficarão abaixo de US$ 18 bilhões. Como os juros da dívida devem consumir US$ 10 bilhões, sobrariam US$ 8 bilhões para pagar pelas importações. Por causa das políticas do "socialismo do século 21", a Venezuela não consegue tomar empréstimos no mercado financeiro internacional.
Sem desmontar as políticas econômicas fracassadas da "revolução bolivarista" de Chávez, o governo denuncia uma "guerra econômica" movida pela burguesia nacional em aliança com o imperialismo dos Estados Unidos e da Europa. O ministro da Economia, o jovem sociólogo marxista radical Luis Salas, rejeita qualquer reforma para reintroduzir elementos de mercado.
O presidente Nicolás Maduro acenou com a possibilidade de aumentar o preço da gasolina mais barata do mundo. Com um dólar hoje, é possível comprar 10 mil litros de combustível na Venezuela.
Apesar da reiterada e renovada omissão dos países vizinhos, a começar pelo Brasil, sob o pretexto de não interferir nos assuntos internos de outro país, é a região que sofrerá o maior impacto de um colapso da que já foi a terceira maior economia da América do Sul, hoje ultrapassada pela Colômbia. As dívidas com empresas de países vizinhos somam bilhões de dólares.
A Colômbia já sofre com o fechamento parcial da fronteira ordenado por Maduro em setembro do ano passado para decretar estado de emergência durante a campanha eleitoral.
Em Caracas, sem condições de mudar por si só as desastrosas políticas econômicas do chavismo, a oposição se articula para tentar convocar um referendo para revogar o mandato de Maduro. Mas o regime, que se considera revolucionário, não vai ceder. A convulsão social é inevitável e o risco de uma guerra civil não pode ser afastado.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Venezuela deve mudar regime de câmbio
Em meio à sua pior crise desde a ascensão à Presidência do coronel Hugo Chávez, o governo da Venezuela deve anunciar em breve uma mudança nos mecanismos de câmbio, acabando com a taxa absolutamente irreal de 6,30 bolívares por dólar quando a cotação no mercado paralelo chegou hoje a 392,24, informou hoje o jornal venezuelano Panorama.
Desde novembro, não há leilões do Sistema Complementar de Administração de Divisas (Sicad) e o Sistema Marginal de Divisas (Simadi), que pretende seguir a cotação do mercado paralelo, só vendeu US$ 100 milhões mensais. Sua cotação atual está em quase 200 bolívares por dólar.
A escassez de moedas fortes ampliou o mercado negro levando o dólar a valor quase duas vezes isso e o euro 435,32 bolívares.
Há um ano e meio, o coordenador do curso de graduação em economia política da Universidade Bolivarista da Venezuela, Pablo Giménez ouve o presidente Nicolás Maduro falar em mudar o sistema de câmbio: "Quanto mais mecanismos haja, mais efeitos negativos vai haver. Qualquer coisa que o Executivo venha a fazer deve ser o mais simples possível."
A irracionalidade econômica do "socialismo do século 21" levou um dos maiores produtores de petróleo do mundo a ficar sem dinheiro para importar produtos básicos. Falta tudo na Venezuela: carne, leite, óleo comestível, farinha de trigo, medicamentos, camisinha, papel higiênico. A lista é muito maior.
O câmbio é apenas um dos problemas gerados pelo caos econômico implantado pelo "socialismo do século 21".
Desde novembro, não há leilões do Sistema Complementar de Administração de Divisas (Sicad) e o Sistema Marginal de Divisas (Simadi), que pretende seguir a cotação do mercado paralelo, só vendeu US$ 100 milhões mensais. Sua cotação atual está em quase 200 bolívares por dólar.
A escassez de moedas fortes ampliou o mercado negro levando o dólar a valor quase duas vezes isso e o euro 435,32 bolívares.
Há um ano e meio, o coordenador do curso de graduação em economia política da Universidade Bolivarista da Venezuela, Pablo Giménez ouve o presidente Nicolás Maduro falar em mudar o sistema de câmbio: "Quanto mais mecanismos haja, mais efeitos negativos vai haver. Qualquer coisa que o Executivo venha a fazer deve ser o mais simples possível."
A irracionalidade econômica do "socialismo do século 21" levou um dos maiores produtores de petróleo do mundo a ficar sem dinheiro para importar produtos básicos. Falta tudo na Venezuela: carne, leite, óleo comestível, farinha de trigo, medicamentos, camisinha, papel higiênico. A lista é muito maior.
O câmbio é apenas um dos problemas gerados pelo caos econômico implantado pelo "socialismo do século 21".
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Argentina limita compra de dólares
Diante de uma nova crise cambial, com inflação em alta, a Argentina anunciou na sexta-feira que a partir de segunda-feira seria permitida a compra de dólares para poupança, depois de dois anos de restrições. Quando a medida entrou em vigor, ontem, foram impostos limites.
Cada argentino pode comprar um máximo de US$ 2 mil, através do sistema bancário, se tiver uma renda bruta mensal de no mínimo US$ 900 ou 7,2 mil pesos argentinos. Quem quiser sacar os dólares imediatamente, tem de pagar 20% de imposto. Se deixar o dinheiro depositado por um ano, não pagará imposto.
Num país como a Argentina, onde o governo já converteu as poupanças em dólares em pesos e estatizou a Previdência Social, ficando com o dinheiro dos fundos de pensão, muita gente prefere guardar sua poupança em dólares debaixo do colchão.
Sob pressão por causa do sigilo bancário, o governo Cristina Kirchner desistiu de divulgar listas de compradores de dólares. A alíquota do imposto sobre uso de cartões de crédito e débito no exterior, que seria reduzida para 20%, foi mantida em 35%.
No primeiro dia, houve 242 operações, num total de US$ 114 mil dólares. Ao todo, foram aceitos 121 mil pedidos, no total de US$ 59 milhões. Cerca de 42 mil foram rejeitados. A principal causa foi renda insuficiente, noticiou o jornal argentino Clarín.
No câmbio oficial, o dólar chegou a 8,50 pesos argentinos. Com intervenção do banco central, recuou para 7,72 pesos para grande negócios. No mercado paralelo, o dólar foi vendido a 12,50 pesos, depois de chegar a 13 pesos na semana passada.
Cada argentino pode comprar um máximo de US$ 2 mil, através do sistema bancário, se tiver uma renda bruta mensal de no mínimo US$ 900 ou 7,2 mil pesos argentinos. Quem quiser sacar os dólares imediatamente, tem de pagar 20% de imposto. Se deixar o dinheiro depositado por um ano, não pagará imposto.
Num país como a Argentina, onde o governo já converteu as poupanças em dólares em pesos e estatizou a Previdência Social, ficando com o dinheiro dos fundos de pensão, muita gente prefere guardar sua poupança em dólares debaixo do colchão.
Sob pressão por causa do sigilo bancário, o governo Cristina Kirchner desistiu de divulgar listas de compradores de dólares. A alíquota do imposto sobre uso de cartões de crédito e débito no exterior, que seria reduzida para 20%, foi mantida em 35%.
No primeiro dia, houve 242 operações, num total de US$ 114 mil dólares. Ao todo, foram aceitos 121 mil pedidos, no total de US$ 59 milhões. Cerca de 42 mil foram rejeitados. A principal causa foi renda insuficiente, noticiou o jornal argentino Clarín.
No câmbio oficial, o dólar chegou a 8,50 pesos argentinos. Com intervenção do banco central, recuou para 7,72 pesos para grande negócios. No mercado paralelo, o dólar foi vendido a 12,50 pesos, depois de chegar a 13 pesos na semana passada.
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