O Exército colombiano está tentando prender três líderes da Força Alternativa Revolucionária do Comum, o partido político formado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) depois do acordo de paz com o governo anterior do país, denunciaram membros do antigo grupo guerrilheiro comunista, citados pelo jornal El Heraldo, de Barranquilla. Eles são acusados de violar o acordo.
A prisão de líderes das FARC indica que parte dos militantes do grupo continua envolvida com o tráfico de drogas ou outras atividades ilícitas, fenômeno comum em processos de paz, quando ex-guerrilheiros têm dificuldades em voltar à vida civil.
O acordo de paz assinado em 2016, depois de quatro anos de negociação, acabou com uma guerra civil de 52 anos contra as FARC, que tinha origens no período conhecido na história da Colômbia como La Violencia, que se seguiu ao assassinato do candidato liberal à Presidência Jorge Eliécer Gaitán, em 9 de abril de 1948.
Mas forças conservadoras lideradas pelo ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe se opõem à anistia dada a guerrilheiros que cometeram crimes de sangue e à garantia de vagas na Câmara e no Senado para ex-guerrilheiros.
Com a vitória do uribista Iván Duque na eleição presidencial deste ano, a expectativa é de uma revisão do acordo. As prisões podem ser um primeiro sinal. Se mais líderes forem presos, aumenta o risco de ruptura do acordo e de volta de guerrilheiros à clandestinidade, desta vez como crime organizado. A luta armada perdeu o sentido.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Guerra às drogas matou 200 mil em 11 anos no México
Com a inesgotável demanda por drogas nos Estados Unidos e o surgimento de novas substâncias sintéticas como o fentanil, as máfias do tráfico são cada vez mais poderosas no México, apesar da guerra iniciada em 2006 pelo então presidente Felipe Calderón. Depois de 11 anos e 200 mil mortes, a prisão dos grandes barões não muda a realidade: 2017 foi o ano mais mortífero, noticia o jornal francês Libération.
Nesse período, as Forças Armadas foram mobilizadas em áreas sensíveis. Mesmo assim, os cartéis mexicanos são responsáveis por quase toda a produção da heroína e drogas sintéticas consumidas nos EUA, especialmente opiáceos como o fentanil, e também do tráfico de cocaína sul-americana para o mercado americano, além de carregamentos para a Europa.
"As organizações criminosas mexicanas mostram sinais de contínuo crescimento e expansão", observou o último relatório anual da Agência de Repressão às Drogas (DEA) dos EUA, divulgado em outubro de 2017.
Em 2015, um projeto da ONU estimou que a produção de drogas no México ocupava uma área de 24,8 mil hectares. As autoridades mexicanas falaram em 2016 em 32 mil hectares. A heroína asiática ou colombiana tem menos de 5% do mercado negro dos EUA.
A produção de heroína no México subiu de 26 toneladas em 2013 para 81 ton em 2016. É a terceira maior do mundo, depois do Afeganistão e de Mianmar. A produção de um quilo custa US$ 8 mil e rende, em Chicago, US$ 50 mil.
O Cartel de Sinaloa sobreviveu à prisão de seu poderoso-chefão, Joaquín Guzmán, El Chapo, e ampliou seu mercado. "A nova droga favorita dos cartéis mexicanos" é o fentanil, reportou o jornal the New York Times. Cinquenta vezes mais potente do que a heroína, mata pelo contato de pequenas quantidades com a pele.
O total de mortes por doses excessivas de drogas superou o recorde histórico com mais de 50 mil em 2016. O cantor e compositor Prince morreu de overdose de fentanil.
"A China endureceu seus controles sobre o fentanil e as organizações mexicanas têm os meios financeiros para produzi-lo. Ao contrário da heroína e da cocaína, o fentanil não depende dos ciclos de plantio e colheita. É inteiramente fabricado em laboratório, a um custo inferior, e a margem de lucro é mais elevada. É traficado em pequenas quantidades, mais fáceis de dissimular.
"Até o momento, eles introduzem o fentanil pelos mesmos canais que a heroína, escondida em veículos que passam pelos postos de fronteira. Mas eles também fazem tráfico pelo correio da China para os EUA. O fentanil é muito difícil de detectar. Os agentes têm de tomar precauções para não se contaminarem, o que pode ser fatal", diz o relatório da DEA.
No ano passado, acrescenta o Libé, uma quantidade recorde de 66 kg foi encontrada com um casal quinquagenário mexicano em Nova York. As apreensões na cidade aumentaram dez vezes neste ano. Eles pertenciam ao Cartel de Sinaloa.
"A droga vai para o Norte pela mesma via que as armas vêm dos EUA", afirmou o ex-policial federal Alberto Islas, diretor da Risk Evaluation, uma consultoria especializada em segurança e crime organizado. "O grande problema do México é a falta de controle nas fronteiras e portos."
Com a corrupção generalizada do Estado mexicano, os cartéis assumiram o controle de alguns portos marítimos, submetidos a uma fiscalização deficiente. O Cartel de Jalisco Nova Geração, uma dissidência do Cartel de Sinaloa, tomou grande parte do mercado de metanfetaminas.
Os precursores químicos necessários à fábricação das drogas, importados da América do Sul, da China e da Índia, entram pelo porto de Lázaro Cárdenas, nome do presidente que nacionalizou o petróleo e institucionalizou o regime, no Oceano Pacífico.
"Esta região, o estado de Michocán, está cheio de laboratórios", constatou o ex-policial federal. Desde 2012, o Exército do México confiscou mais de 90 toneladas de metanfetaminas e desmantelou mais de 600 laboratórios clandestinos."Na realidade, só uma parte ínfima dos centros de produção é destruída pelas autoridades", notou Islas, que acusa militares pelo tráfico dos precursores."
Ao declarar guerra ao tráfico, em 2006, o governo Calderón tentou pegar os chefões de todas as organizações mafiosas, mas não conseguiu enfraquecê-los.
"A estratégia de decapitar os cartéis com a prisão de seus líderes não resolveu nada", concluiu o pesquisador Martín Gabriel Barrón, do Instituto Nacional de Ciências Penais. "No fim do mandato de Calderón, em 2012, havia sete cartéis importantes e 49 subgrupos. Cinco anos depois, há nove cartéis e mais de 130 subgrupos."
Os cartéis estão mais fragmentados, mas mais ativos. O Cartel de Sinaloa está em 54 países. As Zetas (Setas) se associaram à 'Ndrangheta, a máfia calabresa, para contrabandear cocaína para a Europa. No estado de Tamaulipas, no Nordeste do México, feudo da Zetas, o chefão italiano Giulio Perrone, um dos maiores procurados da máfia napolitana foi interpelado em março passado.
Ex-governador de Tamaulipas, Eugenio Hernández foi interrrogado em por suspeita de lavagem de dinheiro. Das cinco testemunhas, duas foram assassinadas, uma se suicidou e outra desapareceu.
A liquidação das testemunhas é a chave macabra do sucesso dos cartéis mexicanos. Os jornalistas que denunciam o tráfico e seu conluio com autoridades também são assassinados sistematicamente.
Nesse período, as Forças Armadas foram mobilizadas em áreas sensíveis. Mesmo assim, os cartéis mexicanos são responsáveis por quase toda a produção da heroína e drogas sintéticas consumidas nos EUA, especialmente opiáceos como o fentanil, e também do tráfico de cocaína sul-americana para o mercado americano, além de carregamentos para a Europa.
"As organizações criminosas mexicanas mostram sinais de contínuo crescimento e expansão", observou o último relatório anual da Agência de Repressão às Drogas (DEA) dos EUA, divulgado em outubro de 2017.
Em 2015, um projeto da ONU estimou que a produção de drogas no México ocupava uma área de 24,8 mil hectares. As autoridades mexicanas falaram em 2016 em 32 mil hectares. A heroína asiática ou colombiana tem menos de 5% do mercado negro dos EUA.
A produção de heroína no México subiu de 26 toneladas em 2013 para 81 ton em 2016. É a terceira maior do mundo, depois do Afeganistão e de Mianmar. A produção de um quilo custa US$ 8 mil e rende, em Chicago, US$ 50 mil.
O Cartel de Sinaloa sobreviveu à prisão de seu poderoso-chefão, Joaquín Guzmán, El Chapo, e ampliou seu mercado. "A nova droga favorita dos cartéis mexicanos" é o fentanil, reportou o jornal the New York Times. Cinquenta vezes mais potente do que a heroína, mata pelo contato de pequenas quantidades com a pele.
O total de mortes por doses excessivas de drogas superou o recorde histórico com mais de 50 mil em 2016. O cantor e compositor Prince morreu de overdose de fentanil.
"A China endureceu seus controles sobre o fentanil e as organizações mexicanas têm os meios financeiros para produzi-lo. Ao contrário da heroína e da cocaína, o fentanil não depende dos ciclos de plantio e colheita. É inteiramente fabricado em laboratório, a um custo inferior, e a margem de lucro é mais elevada. É traficado em pequenas quantidades, mais fáceis de dissimular.
"Até o momento, eles introduzem o fentanil pelos mesmos canais que a heroína, escondida em veículos que passam pelos postos de fronteira. Mas eles também fazem tráfico pelo correio da China para os EUA. O fentanil é muito difícil de detectar. Os agentes têm de tomar precauções para não se contaminarem, o que pode ser fatal", diz o relatório da DEA.
No ano passado, acrescenta o Libé, uma quantidade recorde de 66 kg foi encontrada com um casal quinquagenário mexicano em Nova York. As apreensões na cidade aumentaram dez vezes neste ano. Eles pertenciam ao Cartel de Sinaloa.
"A droga vai para o Norte pela mesma via que as armas vêm dos EUA", afirmou o ex-policial federal Alberto Islas, diretor da Risk Evaluation, uma consultoria especializada em segurança e crime organizado. "O grande problema do México é a falta de controle nas fronteiras e portos."
Com a corrupção generalizada do Estado mexicano, os cartéis assumiram o controle de alguns portos marítimos, submetidos a uma fiscalização deficiente. O Cartel de Jalisco Nova Geração, uma dissidência do Cartel de Sinaloa, tomou grande parte do mercado de metanfetaminas.
Os precursores químicos necessários à fábricação das drogas, importados da América do Sul, da China e da Índia, entram pelo porto de Lázaro Cárdenas, nome do presidente que nacionalizou o petróleo e institucionalizou o regime, no Oceano Pacífico.
"Esta região, o estado de Michocán, está cheio de laboratórios", constatou o ex-policial federal. Desde 2012, o Exército do México confiscou mais de 90 toneladas de metanfetaminas e desmantelou mais de 600 laboratórios clandestinos."Na realidade, só uma parte ínfima dos centros de produção é destruída pelas autoridades", notou Islas, que acusa militares pelo tráfico dos precursores."
Ao declarar guerra ao tráfico, em 2006, o governo Calderón tentou pegar os chefões de todas as organizações mafiosas, mas não conseguiu enfraquecê-los.
"A estratégia de decapitar os cartéis com a prisão de seus líderes não resolveu nada", concluiu o pesquisador Martín Gabriel Barrón, do Instituto Nacional de Ciências Penais. "No fim do mandato de Calderón, em 2012, havia sete cartéis importantes e 49 subgrupos. Cinco anos depois, há nove cartéis e mais de 130 subgrupos."
Os cartéis estão mais fragmentados, mas mais ativos. O Cartel de Sinaloa está em 54 países. As Zetas (Setas) se associaram à 'Ndrangheta, a máfia calabresa, para contrabandear cocaína para a Europa. No estado de Tamaulipas, no Nordeste do México, feudo da Zetas, o chefão italiano Giulio Perrone, um dos maiores procurados da máfia napolitana foi interpelado em março passado.
Ex-governador de Tamaulipas, Eugenio Hernández foi interrrogado em por suspeita de lavagem de dinheiro. Das cinco testemunhas, duas foram assassinadas, uma se suicidou e outra desapareceu.
A liquidação das testemunhas é a chave macabra do sucesso dos cartéis mexicanos. Os jornalistas que denunciam o tráfico e seu conluio com autoridades também são assassinados sistematicamente.
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quarta-feira, 4 de maio de 2016
BCE para de emitir notas de 500 euros em 2018
A nota de 500 euros, a favorita de traficantes de drogas e do crime organizado, vai parar de ser fabricada em 2018, anunciou hoje o Banco Central Europeu (BCE). As notas que estiverem em circulação não perderão o valor.
Há especialistas em direito penal que defendem o fim das notas de US$ 100 e 100 euros para aumentar o volume do dinheiro vivo obtido em transações ilegais, mas a Zona do Euro vai manter as notas de 5 a 200 euros, hoje cerca de US$ 230.
É difícil encontrar hoje notas de 500 euros e o comércio tem o direito de recusá-la. Seu fim "leva em conta o temor de que possa facilitar atividades ilícitas", declarou em nota o BCE.
Há especialistas em direito penal que defendem o fim das notas de US$ 100 e 100 euros para aumentar o volume do dinheiro vivo obtido em transações ilegais, mas a Zona do Euro vai manter as notas de 5 a 200 euros, hoje cerca de US$ 230.
É difícil encontrar hoje notas de 500 euros e o comércio tem o direito de recusá-la. Seu fim "leva em conta o temor de que possa facilitar atividades ilícitas", declarou em nota o BCE.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Máfia russa rouba 1,2 bilhão de senhas
Uma máfia da Rússia roubou a maior quantidade de identidades digitais da história. São 1,2 bilhões de nomes de usuários e respectivas senhas, e mais de 500 mil endereços de correio eletrônico, revelou a empresa de segurança na Internet Hold Security, de Milwaukee, nos Estados Unidos.
Os dados foram pirateados em 420 mil sítios de grandes, médias e pequenas empresas com negócios na rede mundial de computadores.
"Os hackers não visaram só empresas americanas, atacaram todo sítio que puderam, das 500 maiores empresas da lista da revista Forbes até pequenos sítios", declarou Alex Holdon, fundador e diretor de segurança da Hold Security, ao jornal The New York Times.
Os dados foram pirateados em 420 mil sítios de grandes, médias e pequenas empresas com negócios na rede mundial de computadores.
"Os hackers não visaram só empresas americanas, atacaram todo sítio que puderam, das 500 maiores empresas da lista da revista Forbes até pequenos sítios", declarou Alex Holdon, fundador e diretor de segurança da Hold Security, ao jornal The New York Times.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Brasil é país mais mortal para jornalistas após Iraque
Com quatro assassinatos no primeiro trimestre, o Brasil se igualou ao Paquistão, um país em guerra civil contra o fundamentalismo muçulmano, na lista dos países mais perigosos do mundo para jornalistas, atrás apenas do Iraque, que ainda não saiu da guerra deflagrada pela invasão americana em 2003. Morreram mais jornalistas no Brasil no início de 2014 do que nas guerras no Afeganistão e na Síria
Na lista elaborada pela organização não governamental Press Emblem Campaign, seguem-se o Afeganistão (3), o México e a Síria (2), Arábia Saudita, Camboja, Colômbia, Egito, Líbano, República Democrática do Congo e Ucrânia (1).
Todos os jornalistas brasileiros foram mortos em fevereiro: Santiago Andrade, da TV Bandeirantes no Rio; Pedro Palma, do jornal Panorama Regional, de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro; José Lacerda da Silva, da TV Cabo Mossoró, no Rio Grande do Norte; e Jeolino Lopes Xavier, da TV N3, em Teixeira de Freitas, na Bahia.
Com a exceção do cinegrafista da Band atingido por um rojão quando cobria manifestações de protesto no Rio, nos outros casos, a suspeita é que os jornalistas tenham sido vítimas das máfias do crime organizado.
Na lista elaborada pela organização não governamental Press Emblem Campaign, seguem-se o Afeganistão (3), o México e a Síria (2), Arábia Saudita, Camboja, Colômbia, Egito, Líbano, República Democrática do Congo e Ucrânia (1).
Todos os jornalistas brasileiros foram mortos em fevereiro: Santiago Andrade, da TV Bandeirantes no Rio; Pedro Palma, do jornal Panorama Regional, de Miguel Pereira, no Rio de Janeiro; José Lacerda da Silva, da TV Cabo Mossoró, no Rio Grande do Norte; e Jeolino Lopes Xavier, da TV N3, em Teixeira de Freitas, na Bahia.
Com a exceção do cinegrafista da Band atingido por um rojão quando cobria manifestações de protesto no Rio, nos outros casos, a suspeita é que os jornalistas tenham sido vítimas das máfias do crime organizado.
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Ucrânia
domingo, 29 de abril de 2012
Comitê lança manual de segurança para jornalistas
Com o aumento da violência do crime organizado e a confusão cada vez maior nas frentes de combate das guerras assimétricas do século 21, o mundo é um lugar cada vez mais perigoso para jornalistas. Cerca de 30 são mortos em média todo ano e 90% dos assassinatos ficam impunes. Mais de 150 jornalistas estão presos e 35 desaparecidos.
Para orientar o trabalho profissional em ambientes hostis, o Comitê de Proteção aos Jornalistas lançou o Manual de Segurança para Jornalistas.
Para orientar o trabalho profissional em ambientes hostis, o Comitê de Proteção aos Jornalistas lançou o Manual de Segurança para Jornalistas.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Máfia é a maior empresa da Itália
Com um volume de negócios superior a 90 bilhões de euros por ano, cerca de 7% do produto interno bruto da Itália, o crime organizado é a maior empresa do país.
Um relatório da confederação de pequenas e médias empresas Confesercenti adverte que "a máfia já se infiltrou da produção de aimentos ao turismo, nos serviços para empresas e pessoas, nas licitações e no abastecimento público nos setores imobiliário e financeiro, o poder do crime crime organizado se consolida".
A máfia acua "a flor e a nata das grandes empresas italianas, sobretudo do setor de obras publicas", que preferem "pactuar com a máfia a denunciar as chantagens".
Só a compra de proteção por 150 mil empresários gera 30 bilhões de euros. É a principal fonte de renda do crime organizado na Itália. Em segundo, vem práticas comerciais desleais, que rendem aos mafiosos 13 bilhões anuais.
Seguem-se extorsão (10 milhões de euros), chantagens em zonas rurais (7,5 bilhões), falsificação de produtos (7,4 bilhões), roubos (7 bilhões), contratos de obras (6,5 milhões), fraudes (4,6 milhões) jogos de azar (2,5 milhões) e contrabando (2 milhões).
Um relatório da confederação de pequenas e médias empresas Confesercenti adverte que "a máfia já se infiltrou da produção de aimentos ao turismo, nos serviços para empresas e pessoas, nas licitações e no abastecimento público nos setores imobiliário e financeiro, o poder do crime crime organizado se consolida".
A máfia acua "a flor e a nata das grandes empresas italianas, sobretudo do setor de obras publicas", que preferem "pactuar com a máfia a denunciar as chantagens".
Só a compra de proteção por 150 mil empresários gera 30 bilhões de euros. É a principal fonte de renda do crime organizado na Itália. Em segundo, vem práticas comerciais desleais, que rendem aos mafiosos 13 bilhões anuais.
Seguem-se extorsão (10 milhões de euros), chantagens em zonas rurais (7,5 bilhões), falsificação de produtos (7,4 bilhões), roubos (7 bilhões), contratos de obras (6,5 milhões), fraudes (4,6 milhões) jogos de azar (2,5 milhões) e contrabando (2 milhões).
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