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segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Petro reata com Venezuela e anuncia cessar-fogo na Colômbia

 O novo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou sábado, durante visita ao Departamento de Antióquia, uma trégua multilateral com os grupos guerrilheiros em atividade no país, noticiou hoje o jornal El Tiempo.

Em curto prazo, o esforço para pacificar o país vai aumentar a segurança e reduzir o risco de ataques nas zonais rurais. Mas não há garantia de sucesso. Qualquer acordo de paz vai depender da aprovação do Congresso e da adesão dos guerrilheiros.

Primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, Petro prometeu na campanha a “paz total”, o fim de uma guerra civil que matou cerca de 500 mil pessoas desde 1948. 

O Exército de Libertação Nacional (ELN), hoje o maior grupo armado do país, enviou uma delegação de alto nível para Havana, a capital de Cuba, sede das negociações, e libertou dois grupos de reféns. O governo suspendeu as ordens de prisão dos líderes da guerrilha para que possam entrar contato com sua organização.

A bancada do Pacto Histórico, a coalizão de governo, apresentou ao Congresso um projeto para encaminhar as negociações. A proposta prevê a suspensão dos mandados de prisão e extradição dos comandantes de grupos armados que negociem a paz, inclusive dos chefões dos cartéis do tráfico de drogas. Autoriza governadores e prefeitos a participar de diálogos regionais com os rebeldes. E tenta assegurar que futuros governo mantenham as negociações.

O governo Juan Manuel Santos (2010-18) negociou a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que abandonaram a luta armada em 2017, mas seu sucessor, Iván Duque, sabotou o processo de paz. Cerca de um terço dos guerrilheiros das FARC voltou à guerra.

Nesta segunda-feira, o embaixador colombiano Armando Benedetti apresentou credencias ao ministro do Exterior da Venezuela, Carlos Farías, e foi recebido pelo ditador Nicolás Maduro no Palácio de Miraflores, em Caracas, selando o reatamento entre os dois países, rompidos desde 23 de fevereiro de 2019, outra promessa de Petro.

Durante, a campanha, Petro, que foi ativista político do grupo guerrilheiro M-19, foi acusado de querer impor um regime como o venezuelano. Ele era amigo e admirador de Hugo Chávez, mas se tornou um crítico do regime chavista. Afirmou que “um pequeno grupo de pessoas se locupletando da renda do petróleo não pode-se chamar de revolução”. Petro é ecologista.

O restabelecimento de relações com a Venezuela ajuda o processo de paz colombiano porque os grupos armados costumam se refugiar no país vizinho.

sábado, 9 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 9 de Outubro

LUFTWAFFE BOMBARDEIA CATEDRAL DE LONDRES

    Em 1940, durante a Batalha da Inglaterra, na Segunda Guerra Mundial, a Luftwaffe, a força aérea da Alemanha Nazista, ataca a Catedral de São Paulo, em Londres, e uma bomba fura o domo da igreja e destrói o altar-mor. É a única vez que a catedral do século 17 é avariada pela blitz, o bombardeio intenso da Alemanha.

Quando o Império Romano domina a Inglaterra (43-410), um templo em homenagem a Diana, a deusa da fertilidade, da caça e da Lua, é erguido na Colina de Ludgate. 

O rei Etelberto I, de Kent, manda construir a primeira Catedral de São Paulo em 604. A igreja pegou fogo e a substituta é destruída pelos vikings em 962. A terceira catedral pega fogo em 1087. 

A quarta catedral é uma grande estrutura normanda concluída no século 13, que está deterioriada no século 16, quando pega fogo, e mas ainda com a Guerra Civil Inglesa do século 17. 

O arquiteto Christopher Wren é contratado para restaurar a igreja, mas o Grande Incêndio de Londres, em 1666, a destrói. Wren então constrói a catedral que existe até hoje.

EUGENE O'NEILL NA BRODWAY

    Em 1946, talvez a melhor peça do dramaturgo Eugene O'Neill, O Homem do Gelo Chega, estreia no Teatro Martin Beck, na Brodway, em Nova York. É a última produção da Broadway baseada na obra de O'Neill enquanto ele está vivo.

Como em outros trabalhos do autor, os personagens são alcoolista desesperados reunidos num bar. O'Neill escreve ao todo 39 peças com um estilo da vanguarda, com uso de gíria e da linguagem do dia a dia, cenários de decadência, 

CHE GUEVARA EXECUTADO NA BOLÍVIA

    Em 1967, um dia depois de ser capturado, o guerrilheiro marxista argentino Ernesto Che Guevara de la Serna, grande símbolo dos movimentos rebeldes dos anos 1960, é executado na Bolívia.

Guevara nasce numa filha de classe média alta de Rosário. Enquanto estuda medicina na Universidade de Buenos Aires, faz uma viagem de motocicleta pela América Latina em que vê de perto a miséria e a opressão no subcontinente.

Depois de se formar, em 1953, volta a viajar, se envolve com grupos de esquerda latino-americanos e conhece Fidel Castro no México e se junta aos guerrilheiros para lutar contra a ditadura de Fulgencio Batista.

Che Guevara é uma figura central da Revolução Cubana e contribui para que o comandante Fidel Castro adote o regime comunista. 

Depois de ocupar várias posições no governo revolucionário, ele se desentende com Fidel e sai secretamente de Cuba em 1965. Guevara vai para a guerra civil no Congo (antigo Congo Belga), onde o primeiro-ministro socialista Patrice Lumumba havia sido assassinado em 1961, mas a luta guerrilheira não prospera. 

O Che afirma ser impossível fazer revolução com Laurent Kabila, que chama de "bêbado e mulherengo". Com o fracasso da guerrilha contra o ditador Joseph Mobutu, aliado do Ocidente na Guerra Fria, Kabila se refugia nas Montanhas da Lua, no centro da África, de onde sai em 1997 para derrubar Mobutu. 

Guevara reaparece na Bolívia em 1967, mas comete um erro de avaliação ao levar sua luta guerrilheira para uma região onde houve reforma agrária depois da revolução de 1952 e os pequenos proprietários de terra não queriam saber de comunismo.

MORRE SCHINDLER
    
    Em 1974, o empresário alemão Oskar Schindler, que salvou 1,2 mil judeus do Holocausto cometido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial (1939-45), morre em Hildesheim, na Alemanha aos 66 anos.

Membro do Partido Nazista, dirige uma fábrica em Cracóvia, na Polônia, com mão de obra de um gueto próximo. Quando o gueto é destruído e os trabalhadores serão enviados o centro de extermínio de Auschwitz, Schindler suborna soldados alemães para libertar seus empregados e instala uma fábrica num local seguro da Tcheco-Eslováquia.

Seu gesto humanitário o deixou quebrado. Virou o filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg.

SAKHAROV GANHA NOBEL DA PAZ

    Em 1975, o físico Andrei Sakharov, um dos pais da bomba de hidrogênio da União Soviética, que se torna dissidente do regime comunista, ganha o Prêmio Nobel da Paz "pela luta contra o abuso de poder e a violação da dignidade humana de todas as formas". O governo soviético o proíbe de sair do país para receber o prêmio.

Sakharov nasce em Moscou em 1921e estuda física na Universidade de Moscou. Em junho de 1948, é recrutado pelo programa nuclear soviética, que explode a bomba atômica em 29 de agosto de 1949.

Começa então a corrida armamentista nuclear para fabricar a bomba de hidrogênio. Os EUA explodem a bomba H em 1º de novembro de 1952. A URSS, em 22 de novembro de 1955.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 8 de Outubro

JERRY LEE LEWIS GRAVA MÚSICA PECAMINOSA

    Em 1957, o roqueiro Jerry Lee Lewis enfrenta um drama de consciência ao gravar Great Balls of Fire em Memphis, no Tennessee.

Certamente não foi o único músico religioso a temer que sua obra ofendesse os princípios de sua formação cristã. Depois de horas no estúdio, Lewis diz ao produtor Sam Phillips que a música é profana demais para ser gravada.

Na discussão em altos brados, Phillips tenta convencer o músico de que a canção vai "salvar muitas almas". "Como o demônio pode salvar almas?", retruca Lewis. "Tenho o diabo em mim."m

CHE CAPTURADO NA BOLÍVIA

    Em 1967, um destacamento especial do Exército da Bolívia vence um grupo guerrilheiro comunista liderado pelo argentino Ernesto Che Guevara de la Serna, herói da Revolução Cubana (1959), que é preso e executado no dia seguinte.

Che Guevara é uma figura central da Revolução Cubana e contribui para que o comandante Fidel Castro adote o regime comunista. Depois de ocupar várias posições no governo revolucionário, ele se desentende com Fidel e sai secretamente de Cuba em 1965. 

Vai para a guerra civil no Congo (antigo Congo Belga), onde o primeiro-mnistro socialista Patrice Lumumba havia sido assassinado em 1961, mas a luta guerrilheira não prospera. O Che afirma ser impossível fazer revolução bom Laurent Kabila, que chama de "bêbado e mulherengo".

Com o fracasso da guerrilha contra o ditador Joseph Mobutu, aliado do Ocidente na Guerra Fria, Kabila se refugia nas Montanhas da Lua, no centro da África, de onde sai em 1997 para derrubar Mobutu.

Guevara reaparece na Bolívia em 1967, mas comete um erro de avaliação ao levar sua luta guerrilheira para uma região onde houve reforma agrária depois da revolução de 1952 e os pequenos proprietários de terra não queriam saber de comunismo.

SOLJENÍTSIN GANHA NOBEL DE LITERATURA

    Em 1970, Alexander Soljenítsin, um dos maiores escritores russos contemporâneos e um dos maiores críticos do comunismo soviético, ganha o Prêmio Nobel de Literatura.

Soljenítsin nasce Kislovodsk, na URSS, em 1918. Por criticar o totalitarismo de Josef Stalin, é preso em 1945 e fica oito anos em campos de trabalhos forçados. Solto em 1953, é enviado para o exílio interno na Rússia Asiática.

Seu primeiro livro, Um Dia na Vida de Ivan Denisovich, é lançado em 1963, depois da denúncia dos crimes do stalinismo no 20º Congresso do Partido Comunista da URSS, em 1956, pelo líder soviético Nikita Kruschev (1953-64).

Depois, escreve Pavilhão de Cancerosos (1968) e a trilogia Arquipélago Gulag (1973-78). O regime soviético não o deixa sair do país para receber o Prêmio Nobel. Expulso da URSS em 1974, ele vai para os EUA e volta à Rússia em 1994, depois do fim do comunismo e da URSS.

VIETNÃ DO NORTE RECUSA PROPOSTA DE NIXON

    Em 1970, durante as negociações de paz sobre a Guerra do Vietnã (1955-75) realizadas em Paris, o Vietnã do Norte, comunista, rejeita uma proposta do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, que incluía um cessar-fogo no Vietnã do Sul, no Laos e no Camboja e a libertação incondicional de todos os prisioneiros de guerra.

O Vietnã do Norte exige a retirada incondicional dos EUA e o fim do regime fantoche sul-vietnamita. Os EUA pedem a ajuda da União Soviética, aliada dos norte-vietnamitas e dos guerrilheiros vietcongues, mas o Vietnã do Norte rejeita.

Com os Acordos de Paz de Paris, assinados em 27 de janeiro de 1943, os EUA retiram suas forças do Vietnã, mas a guerra vai até 30 de abril 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, hoje Cidade de Ho Chi Minh, e há uma fuga espetacular da embaixada americana.

SEGURANÇA INTERNA NOS EUA

    Em 2001, menos de um mês depois dos atentados terroristas de 11 de setembro, os Estados Unidos criam o Escritório de Segurança Interna, que seria transformado em departamento (ministério) em 2002 e é hoje um dos maiores do governo norte-americano, tendo como funções combater o terrorismo, proteger as fronteiras, prevenir desastres naturais e socorrer em casos de calamidade pública.

O Departamento de Segurança Interna absorve 22 agências, inclusive o Serviço Secreto, a Proteção de Fronteiras e Aduanas e a Guarda Costeira. Em 2005, é muito criticado pelo fracasso no socorro às vítimas do Furacão Katrina.

O Policiamento de Fronteiras e Aduanas (ICE), criado em 2003, é muito criticado ao aplicar as políticas anti-imigração do governo Donald Trump (2017-21), com a prisão de famílias inteiras e a separação de crianças dos pais para desestimular a imigração. É alvo de campanhas para ser extinto.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Morte de Mugabe é o fim de mais uma tragédia africana

De revolucionário, herói da independência e pai da pátria, Robert Mugabe se tornou um tirano implacável. Arruinou a economia do Zimbábue e é acusado por milhões de mortes. Sua morte aos 95 anos hoje num hospital de Cingapura é o fim de mais uma história trágica na África.

Nacionalista pan-africano, Robert Gabriel Mugabe aderiu ao socialismo e ao marxismo-leninismo na luta contra o colonialismo europeu nos anos 1960s. Acusado de sedição, ficou preso de 1964 a 1974. 

Livre, foi para Moçambique, onde assumiu a liderança da União Nacional Africana do Zimbábue, ZANU, da sigla em inglês, na luta contra o regime segregacionista da minoria branca, semelhante ao apartheid da África do Sul, chefiado por Ian Smith. 

Na época, o país se chamava Rodésia. Antes, fora a Rodésia do Sul, nomes derivados de Cecil Rhodes, um empresário do imperialismo britânico do século 19. 

Antes da libertação de Nelson Mandela na África do Sul, em fevereiro de 1991, Mugabe, como um dos pais da pátria, era uma das vozes mais fortes em defesa do ideal de unidade do continente, do pan-africanismo, um sonho dos heróis da independência. Mas Mugabe não era Mandela. Meu comentário:

sábado, 31 de agosto de 2019

Venezuela acusa presidente da Colômbia pela volta das FARC

O ministro do Exterior do regime chavista da Venezuela, Jorge Arreaza, declarou ontem que o presidente Iván Duque Márquez tem exclusiva responsabilidade pelo anúncio de três líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) de que pretendem voltar à luta armada.

"É inacreditável que Iván Duque tenha a audácia de tentar atribuir a terceiros países e terceiras pessoas sua exclusiva responsabilidade por desmantelar o processo de paz e não cumprir os compromissos assumidos pelo Estado colombiano", protestou o chanceler da ditadura de Nicolás Maduro.

Em vídeo divulgado há dois dias, o subcomandante e principal negociar das agora desmobilizadas FARC, Iván Márquez, defendeu o retorno à luta armada citando como razão os assassinatos de mais de 500 ativistas de causas sociais e 150 ex-guerrilheiros.

A onda de assassinatos lembra o que aconteceu com a União Patriótica, um partido fundado em 1985 em meio a outro processo de paz que teve 4 mil militantes mortos, inclusive dois candidatos à Presidência da Colômbia.

O presidente colombiano atribuiu a volta da guerrilha ao apoio que os grupos rebeldes, as FARC e o Exército de Libertação Nacional (ELN), recebem do regime chavista: "Nós, colombianos, devemos ser claros. Não estamos vendo o nascimento de um novo movimento guerrilheiro, mas ameaças de um banco de narcoterroristas que aproveitam a hospitalidade da ditadura de Nicolás Maduro."

"Lamentamos profundamente o que está acontecendo na Colômbia... uma espiral de violência de décadas. Não foi a Venezuela que começou. Começou porque a oligarquia colombiana matou Jorge Eliécer Gaitán [em 1948]. Foi como iniciou. O que a Venezuela tem a ver com isso? Nada", afirmou o vice-presidente Diosdado Cabello, o número dois do regime chavista.

A ruptura do acordo de paz foi parcial. O principal líder político das FARC, Rodrigo Londoño, vulgo Timochenko, manteve o compromisso com o acordo de paz firmado em 2016. O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos, que assinou o acordo, declarou que "ninguém detém o trem da paz."

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Líderes das FARC anunciam volta à luta armada

Três líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) denunciaram o acordo de paz assinado em 2016 com o presidente Juan Manuel Santos e anunciaram a volta à luta armada. 

Luciano Marín Aragón, que usa o nome de guerra de Iván Márquez, o principal negociador das FARC; o ex-deputado Seuxis Pausias Hernández, de nome de guerra Jesús Santrich; e o ex-comandante Hernán Darío Velázquez Saldarriaga, mais conhecido como El Paisa; divulgaram vídeo protestando contra o rumo que o processo de paz tomou no atual governo, do presidente conservador Iván Duque Márquez, aliado do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, um dos maiores adversários do acordo.

O presidente Iván Duque ordenou a prisão dos três e ofereceu uma recompensa de 3 milhões de pesos colombianos, pouco mais de 3 mil e 500 reais, por informações sobre o paradeiro dos rebeldes. Meu comentário:

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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Estado Islâmico tenta voltar no Oriente Médio, na África e no Afeganistão

Cinco meses depois do desaparecimento do califado que fundou em 2014, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante tenta renascer das cinzas de seu império do terror com atentados e ações de guerrilha.

Eram 11 horas da noite do sábado passado em Cabul, a capital do Afeganistão, quando um terrorista suicida se detonou no meio de uma festa de casamento com cerca de mil convidados. 63 pessoas morreram e outras cento e oitenta e duas saíram feridas. Foi o pior atentado terrorista deste ano.

A tragédia aconteceu no momento em que os Estados Unidos negociam um acordo com a milícia fundamentalista dos Talebã, a milícia dos estudantes das escolas religiosas onde só se ensina o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos. 

O Estado Islâmico nasceu como um braço da rede terrorista Al Caeda no Iraque, depois da invasão americana de 2003 para derrubar o ditador Saddam Hussein. Em 2013, os dois grupos romperam durante a guerra civil na Síria. Em 2013, os dois grupos romperam durante a guerra civil na Síria.

 Depois da queda de Mossul, da tentativa de genocídio do povo yazidi e da degola de reféns americanos, o presidente Barack Obama declarou guerra ao Estado Islâmico, em agosto de 2014.

Agora, a decisão do presidente Donald Trump de retirar as tropas americanas da Síria cria as condições para o ressurgimento do mais violento e cruel grupo terrorista muçulmano. Meu comentário:

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Guerrilha colombiana faz mineração ilegal de ouro na Venezuela

O Exército de Libertação Nacional (ELN), maior grupo guerrilheiro colombiano desde o acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), está minerando ouro ilegalmente no Leste da Venezuela, a centenas de quilômetros da fronteira entre os dois países, noticiou ontem o jornal britânico The Guardian.

Em meio ao caos da economia venezuelana, o ELN, engrossado por ex-rebeldes das FARC, e outros grupos armados clandestinos aproveitam a oportunidade para ganhos ilícitos, provocando conflitos entre colombianos e venezuelanos que causaram a morte de pelo menos sete mineiros.

As minas clandestinas ficam em Tumerero, no estado de Bolívar, perto da fronteira da Venezuela com a Guiana. O pior confronto durou três dias, de 14 a 17 de outubro. Nos últimos dois anos, pelo menos 107 pessoas foram mortas em massacres em Bolívar

Com a pior crise de uma economia desenvolvida da história, um quilo de carne custa mais do que o salário médio de uma semana de trabalho. Mais de 80% dos venezuelanos caíram na miséria e mais de 4 milhões fugiram do país.

Quem ficou luta desesperadamente para conseguir algum dinheiro. A mineração ilegal é uma das opções, apesar de todos os riscos. A ditadura de Nicolás Maduro nega a presença de guerrilheiros colombianos no país.

Como o regime chavista é de esquerda e acusa a Colômbia, aliada dos Estados Unidos, de interferir na política interna venezuelana, há muitos anos a Venezuela acolhe guerrilheiros colombianos.

Um analista do International Crisis Group. Bram Ebus, acredita que o ELN tem a intenção de dominar a região mineradora e ficar lá por um longo tempo. Américo de Grazia, da oposição venezuelana denuncia a conivência da ditadura de Maduro: "O silêncio é consentimento. Eles sabem que o ELN está em ação no estado de Bolívar."

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Etiópia prende ex-governador da região de Ogaden

O governo da Etiópia deteve Ahmed Abdi Mohamed Omar, ex-governador de Ogaden, também conhecida como região somaliana, sob as acusações de graves violações dos direitos humanos e de incitar à violência étnica e religiosa, noticiou ontem o boletim de notícias Africa News.

A batalha pelo controle da região de Ogaden é um teste crucial para o primeiro-ministro Abiy Ahmed. Na chefia do governo desde abril, Ahmed tenta tomar o poder de Omer e suas milícias.

No passado, a Etiópia teve problemas para manter o controle sobre a região somaliana, o que levou ao fortalecimento das milícias. Em 12 de agosto, a Frente de Libertação Nacional de Ogaden (FLNO) declarou um cessar-fogo unilateral citando os esforços do primeiro-ministro pela reconciliação nacional.

Uma presença militar forte na conturbada região de Ogaden é importante por causa da situação de anarquia em que vive a vizinha Somália desde 1991. Mas o controle de Adis Abeba sobre a região levou à revolta dos etíopes de etnia somaliana.

A FLNO luta pela autodeterminação da região somaliana desde meados dos anos 1980s. Em resposta, o governo etíope criou a milícia Liyu. Na luta contra a guerrilha, a milícia liderada por Omar cometeu diversos crimes. Ele foi preso, mas tem muitos amigos mais poderosos.

País que mais cresce hoje no mundo, acima de 10% ao ano nos últimos anos, a Etiópia passa por uma transformação profunda. Seu ambicioso primeiro-ministro fez a paz com a Eritreia e tenta fazer o mesmo em Ogaden.