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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DE NOVA GRANADA

    Em 1819, rebeldes latino-americanos sob a liderança do libertador Simón Bolívar derrotam a Espanha na Batalha de Boyacá e conquistam a independência de Nova Granada (hoje Colômbia, Equador, Venezuela e Panamá).

Um exército rebelde de 3 mil homens, sob o comando dos generais Bolívar e Francisco de Paula Santander, surpreende e derrota os espanhóis em Gamezá (12 de julho) e Pantano de Vargas (25 de julho), e toma Tunja (5 de agosto).

Na batalha final, Santander corta o avanço das tropas espanholas perto de uma ponte sobre o Rio Boyacá, onde Bolívar ataca o núcleo da força inimiga e captura 1,8 mil soldados inimigos, inclusive o comandante espanhol.

A seguir, Bolívar captura Bogotá e em 10 de agosto e é aclamado como o libertador que acaba com o Vice-Reino de Nova Granada, criado em 1717. O libertador cria então um governo provisório com Santander como vice-presidente. Em seguida, vai para Angostura, na Venezuela, onde anuncia a intenção de fundar a República da Grã-Colômbia, que preside até sua morte, em 1830.

Bolívar tenta evitar a fragmentação da América Espanhola. Convoca a primeira conferência pan-americana, o Congresso do Panamá (1826). Sonha com nações livres e independentes política e economicamente, e com a união dos povos latino-americanos. Mas a Grã-Colômbia se dissolve em 1931 com a independência do Equador, da Venezuela e de Nova Granada (Colômbia e Panamá, que só se torna independente 1903, com uma intervenção militar dos Estados Unidos para abrir o Canal do Panamá).

Simón Bolívar não era socialista nem antinorte-americano. Foi duramente criticado por Karl Marx, o pai do comunismo. O bolivarismo propagandeado pelo caudilho venezuelano Hugo Chávez não tem nada a ver com as ideias do libertador. Melhor chamar de chavismo.

JACK, O ESTRIPADOR

    Em 1888, o primeiro homicídio cometido por Jack, o Estripador, acontece na região operária de East End, em Londres.

Entre agosto e novembro de 1888, pelo menos cinco mulheres são assassinadas no bairro de Whitechapel, em Londres. Esses crimes nunca esclarecidos são um grande mistério da história da Inglaterra.

De 1888 a 1892, dezenas de homicídios são atribuídos ao assassino em série Jack, o Estripador, mas a polícia britânica, a Scotland Yard, só liga cinco ao mesmo criminoso: Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly. Todas são tidas como prostitutas e estão na rua em busca de clientes na hora da morte, menos Kelly.

Em 2019, a historiadora social britânica Hallie Rubenhold publica o livro As Cinco: as vidas não contadas das mulheres mortas por Jack, o Estripador, onde alega que Nichols, Chapman e Eddowes não eram prostitutas. Stride se prostitui em momentos de miséria e desespero. Só Kelly seria prostituta.

Na visão da historiadora, a suposição de que são todas prostitutas se deve ao machismo, a preconceitos de classe social e ao moralismo hipócrita da Era Vitoriana, o auge do Império Britânico. A rainha Vitória chefia o Estado de 1837 a 1901.

Em todas as mortes, o assassino corta a garganta e mutila o corpo das vítimas de uma forma que sugere que tem noções de anatomia. Isso levanta a suspeita de que o homicida seja médico. A metade de um rim extraído de um das vítimas é enviada à polícia, que recebe várias mensagens escritas de Jack, o Estripador.

A onda de assassinatos provoca a demissão do ministro do Interior britânico e do chefe de política de Londres. 

Entre os principais suspeitos, está Montague Druitt, um advogado e professor interessado em cirurgia considerado mentalmente insano que desaparece depois dos assassinatos e é encontrado morto. Outro investigado é Michael Ostrog, um médico criminoso russo internado num hospício por tendências homicidas. Aaron Kosminski, um judeu polonês morador de Whitechapel conhecido pela animosidade em relação a mulheres, especialmente prostitutas, também é citado como o possível estripador.

Alguns notáveis da sociedade londrina na época também são mencionados, como o pintor Walter Sickert e o médico Sir William Gull. Os locais onde as mulheres são mortas viram atrações de um turismo macabro.

VW PARA PRODUÇÃO

    Em 1944, sob ameaça de bombardeio aliado durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de automóveis alemã Volkswagen para a produção do Fusca.

Dez anos antes, o Terceiro Reich contrata o engenheiro Ferdinand Porsche para projetar um carro pequeno, de baixo custo para o povo alemão. O ditador nazista Adolf Hitler chama o carro de Força através da Alegria, mas Porsche prefere Carro do Povo (Volkswagen).

O regime nazista constrói a fábrica em 1938 na cidade de KdF e o Salão do Automóvel de Berlim lança o Fusca em 1939, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro daquele ano. Durante o conflito, aumenta a demanda por utilitários, em vez de carros de passeio, mas a produção continua até 7 de agosto de 1944.

Depois da guerra, na Alemanha ocupada, Volfsburg, nome atual da cidade, fica no setor britânico. A produção do carrinho recomeça em dezembro de 1945. A fábrica volta ao controle alemão em 1949. Em 1972, o Fusca supera o Ford Modelo T e se torna o carro mais vendido da história do automóvel.

NORUEGUÊS ATRAVESSA PACÍFICO DE BALSA

    Em 1947, para provar que houve contato transpacífico 3 mil anos atrás, o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl atravessa o Oceano Pacífico numa balsa madeira, numa jangada, percorrendo 6.880 quilômetros de Callao, no Peru, a Raroia, no Arquipélago Tuamotu, perto do Taiti, na Polinésia, em 101 dias.

JIHADISTAS ATACAM EMBAIXADAS DOS EUA

    Em 1998, às 10h30 pela hora local, um caminhão-bomba explode junto à Embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia (foto), e, minutos depois, outro caminhão-bomba tem como alvo a Embaixada Norte-Americana em Dar es Salaam, capital da vizinha Tanzânia.

Os atentados, atribuídos à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, matam 224 pessoas, inclusive 12 norte-americanos, e ferem mais de 4,5 mil. 

O presidente Bill Clinton ordena bombardeios retaliatórios a uma companhia farmacêutica do Sudão acusada pelos americanos de produzir armas químicas e a campos de treinamento d'al Caeda no Afeganistão. A resposta dos jihadistas vem nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA. 

ESQUERDA CHEGA AO PODER NA COLÔMBIA

    Em 2022, o economista, ecologista, ex-ativista da guerrilha e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro toma posse como primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, tendo como vice-presidente Francia Márquez, negra, feminista e ativista política.

Petro, da coalizão Pacto Histórico, vence o segundo turno com 50,5% dos votos contra 47,3% para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, de extrema direita.

Num dos países mais violentos, conservadores e oligárquicos do continente, Gustavo Francisco Petro Urrego prega uma verdadeira revolução pelo voto. Promete combater a desigualdade, taxar os ricos, abrir empregos públicos para desempregados, realizar uma reforma agrária com aumento de impostos sobre latifúndios e terras improdutivas, criar um sistema público e universal de saúde pública, fazer a transição para um regime de previdência social, levar a Internet para todos e reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis como carvão, gás e petróleo, importantes riquezas do país, substituindo-os por energias renováveis.

Quer acabar com o modelo extrativista, preservar a biodiversidade e investir em alta tecnologia. Alega que a América Latina precisa deixar de ser mera exportadora de produtos primários. 

Talvez a maior revolução seja a escolha de sua vice-presidente. Francia Elena Márquez Mina, de 40 anos, é uma líder social negra, feminista, defensora dos direitos humanos e ativista ambiental. Foi empregada doméstica. Apresenta-se como “uma das inexistentes” e dos excluídos.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

domingo, 21 de junho de 2026

Extrema direita vence por um ponto na Colômbia

Por menos de um ponto percentual, o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella, apoiado pelo governo Donald Trump, venceu o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia ao derrotar o senador Iván Cepeda, apadrinhado pelo presidente esquerdista Gustavo Petro. Se o resultado oficial confirmar a vitória, vai governar o país por quatro anos a partir de 7 de agosto.


Com 99,99% das urnas apuradas, de acordo com a contagem preliminar, De la Espriella (na foto indo para a festa da vitória em veículo blindado) soma 12.959.515 votos (49,66%) contra 12.708.695 (48,70%) de Cepeda, pouco mais de 250 mil. É o segundo resultado mais apertado da história da Colômbia. O comparecimento às urnas foi de 63,6%, o maior desde 1998.

O presidente e seu candidato não reconheceram a derrota. Querem esperar o resultado oficial a ser divulgado nesta semana e tentam impugnar 33 mil urnas. O Ministério do Interior recebeu mais de 2,6 mil denúncias de irregularidades

No discurso da vitória, De la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, declarou, em tom ultranacionalista: "A Colômbia nunca esteve vencida, a Colômbia estava apenas esperar o movimento de se levantar e esse momento chegou hoje para toda a pátria. Queridos reservistas e militares e da polícia, de suas casas, me ajudem a recitar a oração pátria: Colômbia, minha pátria, te levo com amor, Colômbia no meu coração, creio em teu destino e esperar te er sempre grande, respeitada e livre. Em ti, Colômbia, amo todo o que me é querido, tuas glórias, tua beleza, meu lar, a tumba dos meus antepassados, o fruto de meus esforços e a realização de meus sonhos."

Também bateu no peito e estendeu o braço direito numa saudação militar nazifascistoide. Ao mesmo tempo em que defendeu a reconciliação, De la Espriella fez uma advertência à oposição: "Terá todas as garantias para fazer oposição, sempre que for pelo marco constitucional e legal. Mas deixo muito claro, senador Iván Cepeda, que não lhe ocorra estimular a violência. Abstenha-se de semear o terror."

A esquerda defende uma política de pacificação com os últimos grupos guerrilheiros e inclusive com os cartéis do tráfico de drogas, enquanto a ultradireita aposta no uso da força contra guerrilheiros e criminosos comuns. A segurança pública foi tema central da campanha de De la Espriella, que promete construir dez prisões de segurança máxima sob a inspiração do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, liberalizar a economia e se aproximar dos Estados Unidos.

Na campanha do Pacto Histórico, a frase mais ouvida é: "Aqui ninguém se rende." Como outros países do continente, a Colômbia está dividida. Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país, termina o mandato com 50% de aprovação e 44,5% de reprovação. Mas não conseguiu eleger o sucessor.

A questão é se a onda de direita e extrema direita é uma guinada ideológica baseada no conservadorismo social da América Latina ou apenas um reflexo do descontentamento popular  com os governos do dia que leva a uma alternância no poder entre direita e esquerda.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Agosto

 INDEPENDÊNCIA DE NOVA GRANADA

    Em 1819, rebeldes latino-americanos sob a liderança do libertador Simón Bolívar derrotam a Espanha na Batalha de Boyacá e conquistam a independência de Nova Granada (hoje Colômbia, Equador, Venezuela e Panamá).

Um exército rebelde de 3 mil homens, sob o comando dos generais Bolívar e Francisco de Paula Santander, surpreende e derrota os espanhóis em Gamezá (12 de julho) e Pantano de Vargas (25 de julho), e tomam Tunja (5 de agosto).

Na batalha final, Santander corta o avanço das tropas espanholas perto de uma ponte sobre o Rio Boyacá, onde Bolívar ataca o núcleo da força inimiga e captura 1,8 mil soldados inimigos, inclusive o comandante espanhol.

A seguir, Bolívar captura Bogotá e em 10 de agosto e é aclamado como o libertador que acaba com o Vice-Reino de Nova Granada, criado em 1717. O libertador cria então um governo provisório com Santander como vice-presidente. Em seguida, vai para Angostura, na Venezuela, onde anuncia a intenção de fundar a República da Grã-Colômbia, que preside até sua morte, em 1830.

Bolívar tenta evitar a fragmentação da América Espanhola. Convoca a primeira conferência pan-americana, o Congresso do Panamá (1826). Sonha com nações livres e independentes política e economicamente, e com a união dos povos latino-americanos. Mas a Grã-Colômbia se dissolve em 1931 com a independência do Equador, da Venezuela e de Nova Granada (Colômbia e Panamá, que só se torna independente 1903, com uma intervenção militar dos Estados Unidos para abrir o Canal do Panamá).

Simón Bolívar não era socialista nem antinorte-americano. Foi duramente criticado por Karl Marx, o pai do comunismo. O bolivarismo propagandeado pelo caudilho venezuelano Hugo Chávez não tem nada a ver com as ideias do libertador. Melhor chamar de chavismo.

JACK, O ESTRIPADOR

    Em 1888, o primeiro homicídio cometido por Jack, o Estripador, acontece na região operária de East End, em Londres.

Entre agosto e novembro de 1888, pelo menos cinco mulheres são assassinadas no bairro de Whitechapel, em Londres. Esses crimes nunca resolvidos são um grande mistério da história da Inglaterra.

De 1888 a 1892, dezenas de homicídios são atribuídos ao assassino em série Jack, o Estripador, mas a polícia britânica, a Scotland Yard, só liga cinco ao mesmo criminoso: Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly. Todas são tidas como prostitutas e estão na rua em busca de clientes na hora da morte, menos Kelly.

Em 2019, a historiadora social britânica Hallie Rubenhold publica o livro As Cinco: as vidas não contadas das mulheres mortas por Jack, o Estripador, onde alega que Nichols, Chapman e Eddowes não eram prostitutas. Stride se prostitui em momentos de miséria e desespero. Só Kelly seria prostituta.

Na visão da historiadora, a suposição de que são todas prostitutas se deve ao machismo, a preconceitos de classe social e ao moralismo hipócrita da Era Vitoriana, o auge do Império Britânico. A rainha Vitória chefiou o Estado de 1837 a 1901.

Em todas as mortes, o assassino corta a garganta e mutila o corpo das vítimas de uma forma que sugere que tem noções de anatomia. Isso levanta a suspeita de que o homicida seja médico. A metade de um rim extraído de um das vítimas é enviada à polícia, que recebe várias mensagens escritas de Jack, o Estripador,

A onda de assassinatos provoca a demissão do ministro do Interior britânico e do chefe de política de Londres. 

Entre os principais suspeitos, está Montague Druitt, um advogado e professor interessado em cirurgia considerado mentalmente insano que desaparece depois dos assassinatos e é encontrado morto. Outro investigado é Michael Ostrog, um médico criminoso russo internado num hospício por tendência homicidas. Aaron Kosminski, um judeu polonês morador de Whitechapel conhecido pela animosidade em relação a mulheres, especialmente prostitutas, também é citado como o possível estripador.

Alguns notáveis da sociedade londrina na época também são mencionados, como o pintor Walter Sickert e o médico Sir William Gull. Os locais onde as mulheres são mortas viram atrações de um turismo macabro.

VW PARA PRODUÇÃO

    Em 1944, sob ameaça de bombardeio aliado durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de automóveis alemã Volkswagen para a produção do Fusca.

Dez anos antes, o Terceiro Reich contrata o engenheiro Ferdinand Porsche para projetar um carro pequeno, de baixo custo para o povo alemão. O ditador nazista Adolf Hitler chama o carro de Força através da Alegria, mas Porsche prefere Carro do Povo (Volkswagen).

O regime nazista constrói a fábrica em 1938 na cidade de KdF e o Salão do Automóvel de Berlim lança o Fusca em 1939, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro daquele ano. Durante o conflito, aumenta a demanda por utilitários, em vez de carros de passeio, mas a produção continua até 7 de agosto de 1944.

Depois da guerra, na Alemanha ocupada, Volfsburg, nome atual da cidade, fica no setor britânico. A produção do carrinho recomeça em dezembro de 1945. A fábrica volta ao controle alemão em 1949. Em 1972, o Fusca supera o Ford Modelo T e se torna o carro mais vendido da história do automóvel.

NORUEGUÊS ATRAVESSA PACÍFICO DE BALSA

    Em 1947, para provar que houve contato transpacífico 3 mil anos atrás, o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl atravessa o Oceano Pacífico numa balsa madeira, numa jangada, percorrendo 6.880 quilômetros de Callao, no Peru, a Raroia, no Arquipélago Tuamotu, perto do Taiti, na Polinésia, em 101 dias.

JIHADISTAS ATACAM EMBAIXADAS DOS EUA

    Em 1998, às 10h30 pela hora local, um caminhão-bomba explode junto à Embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia (foto), e, minutos depois, outro caminhão-bomba tem como alvo a Embaixada Norte-Americana em Dar es Salaam, capital da vizinha Tanzânia.

Os atentados, atribuídos à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, matam 224 pessoas, inclusive 12 norte-americanos, e ferem mais de 4,5 mil. 

O presidente Bill Clinton ordena bombardeios retaliatórios a uma companhia farmacêutica do Sudão acusada pelos americanos de produzir armas químicas e a campos de treinamento d'al Caeda no Afeganistão. A resposta dos jihadistas vem nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA. 

ESQUERDA CHEGA AO PODER NA COLÔMBIA

    Em 2022, o economista, ecologista, ex-ativista da guerrilha e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro toma posse como primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, tendo como vice-presidente Francia Márquez, negra, feminista e ativista política.

Petro, da coalizão Pacto Histórico, vence o segundo turno com 50,5% dos votos contra 47,3% para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, de extrema direita.

Num dos países mais violentos, conservadores e oligárquicos do continente, Gustavo Francisco Petro Urrego prega uma verdadeira revolução pelo voto. Promete combater a desigualdade, taxar os ricos, abrir empregos públicos para desempregados, realizar uma reforma agrária com aumento de impostos sobre latifúndios e terras improdutivas, criar um sistema público e universal de saúde pública, fazer a transição para um regime de previdência social, levar a Internet para todos e reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis como carvão, gás e petróleo, importantes riquezas do país, substituindo-os por energias renováveis.

Quer acabar com o modelo extrativista, preservar a biodiversidade e investir em alta tecnologia. Alega que a América Latina precisa deixar de ser mera exportadora de produtos primários. 

Talvez a maior revolução seja a escolha de sua vice-presidente. Francia Elena Márquez Mina, de 40 anos, é uma líder social negra, feminista, defensora dos direitos humanos e ativista ambiental. Foi empregada doméstica. Apresenta-se como “uma das inexistentes” e dos excluídos. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DE NOVA GRANADA

    Em 1819, rebeldes latino-americanos sob a liderança do libertador Simón Bolívar derrotam a Espanha na Batalha de Boyacá e conquistam a independência de Nova Granada (hoje Colômbia, Equador, Venezuela e Panamá).

Um exército rebelde de 3 mil homens, sob o comando dos generais Bolívar e Francisco de Paula Santander, surpreende e derrota os espanhóis em Gamezá (12 de julho) e Pantano de Vargas (25 de julho), e tomam Tunja (5 de agosto).

Na batalha final, Santander corta o avanço das tropas espanholas perto de uma ponte sobre o Rio Boyacá, onde Bolívar ataca o núcleo da força inimiga e captura 1,8 soldados inimigos, inclusive o comandante espanhol.

A seguir, Bolívar captura Bogotá e em 10 de agosto é aclamado como o libertador que acaba com o Vice-Reino de Nova Granada, criado em 1717. O libertador cria então um governo provisório com Santander como vice-presidente. Em seguida, vai para Angostura, na Venezuela, onde anuncia a intenção de fundar a República da Grã-Colômbia, que preside até sua morte, em 1930.

Bolívar tenta evitar a fragmentação da América Espanhola. Convoca a primeira conferência pan-americana, o Congresso do Panamá (1826). Sonha com nações livres e independentes política e economicamente, e com a união dos povos latino-americanos. Mas a Grã-Colômbia se dissolve em 1831 com a independência do Equador, da Venezuela e de Nova Granada (Colômbia e Panamá, que só se torna independente 1903, com uma intervenção militar dos Estados Unidos para abrir o Canal do Panamá).

Simón Bolívar não era socialista nem antinorte-americano. Foi duramente criticado por Karl Marx, o pai do comunismo. O bolivarismo propagandeado pelo caudilho venezuelano Hugo Chávez não tem nada a ver com as ideias do libertador. Melhor chamar de chavismo.

JACK, O ESTRIPADOR

    Em 1888, o primeiro homicídio cometido por Jack, o Estripador, acontece na região operária de East End, em Londres.

Entre agosto e novembro de 1888, pelo menos cinco mulheres são assassinadas no bairro de Whitechapel, em Londres. Esses crimes nunca resolvidos são um grande mistério da história da Inglaterra.

De 1888 a 1892, dezenas de homicídios são atribuídos ao assassino em série Jack, o Estripador, mas a polícia britânica, a Scotland Yard, só liga cinco ao mesmo criminoso: Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly. Todas são tidas como prostitutas e estão na rua em busca de clientes na hora da morte, menos Kelly.

Em 2019, a historiadora social britânica Hallie Rubenhold publica o livro As Cinco: as vidas não contadas das mulheres mortas por Jack, o Estripador, onde alega que Nichols, Chapman e Eddowes não são prostitutas. Stride se prostitui em momentos de miséria e desespero. Só Kelly seria prostituta.

Na visão da historiadora, a suposição de que são todas prostitutas se deve ao machismo, a preconceitos de classe social e ao moralismo hipócrita da Era Vitoriana, o auge do Império Britânico. A rainha Vitória chefiou o Estado de 1837 a 1901.

Em todas as mortes, o assassino corta a garganta e mutila o corpo das vítimas de uma forma que sugere que tem noções de anatomia. Isso levanta a suspeita de que o homicida seja médico. A metade de um rim extraído de um das vítimas é enviada à polícia, que recebe várias mensagens escritas de Jack, o Estripador,

A onda de assassinatos provoca a demissão do ministro do Interior britânico e do chefe de política de Londres. 

Entre os principais suspeitos, está Montague Druitt, um advogado e professor interessado em cirurgia considerado mentalmente insano que desaparece depois dos assassinatos e é encontrado morto. Outro investigado é Michael Ostrog, um médico criminoso russo internado num hospício por tendência homicidas. Aaron Kosminski, um judeu polonês morador de Whitechapel conhecido pela animosidade em relação a mulheres, especialmente prostitutas, também é citado como o possível estripador.

Alguns notáveis da sociedade londrina na época também são mencionados, como o pintor Walter Sickert e o médico Sir William Gull. Os locais onde as mulheres são mortas viram atrações de um turismo macabro.

VW PARA PRODUÇÃO

    Em 1944, sob ameaça de bombardeio aliado durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de automóveis alemã Volkswagen para a produção do Fusca.

Dez anos antes, o Terceiro Reich contrata o engenheiro Ferdinand Porsche para projetar um carro pequeno, de baixo custo para o povo alemão. O ditador nazista Adolf Hitler chama o carro de Força através da Alegria, mas Porsche prefere Carro do Povo (Volkswagen).

O regime nazista constrói a fábrica em 1938 na cidade de KdF e o Salão do Automóvel de Berlim lança o Fusca em 1939, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro daquele ano. Durante o conflito, aumenta a demanda por utilitários, em vez de carros de passeio, mas a produção continua até 7 de agosto de 1944.

Depois da guerra, na Alemanha ocupada, Volfsburg, nome atual da cidade, fica no setor britânico. A produção do carrinho recomeça em dezembro de 1945. A fábrica volta ao controle alemão em 1949. Em 1972, o Fusca supera o Ford Modelo T e se torna o carro mais vendido da história do automóvel.

NORUEGUÊS ATRAVESSA PACÍFICO DE BALSA

    Em 1947, para provar que houve contato transpacífico 3 mil anos atrás, o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl atravessa o Oceano Pacífico numa balsa madeira, numa jangada, percorrendo 6.880 quilômetros de Callao, no Peru, a Raroia, no Arquipélago Tuamotu, perto do Taiti, na Polinésia, em 101 dias.

JIHADISTAS ATACAM EMBAIXADAS DOS EUA

    Em 1998, às 10h30 pela hora local, um caminhão-bomba explode junto à Embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia (foto), e, minutos depois, outro caminhão-bomba tem como alvo a Embaixada Norte-Americana em Dar es Salaam, capital da vizinha Tanzânia.

Os atentados, atribuídos à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, matam 224 pessoas, inclusive 12 norte-americanos, e ferem mais de 4,5 mil. 

O presidente Bill Clinton ordena bombardeios retaliatórios a uma companhia farmacêutica do Sudão acusada pelos americanos de produzir armas químicas e a campos de treinamento d'al Caeda no Afeganistão. A resposta dos jihadistas vem nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA. 

ESQUERDA CHEGA AO PODER NA COLÔMBIA

    Em 2022, o economista, ecologista, ex-ativista da guerrilha e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro toma posse como primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, tendo como vice-presidente Francia Márquez, negra, feminista e ativista política.

Petro, da coalizão Pacto Histórico, vence o segundo turno com 50,5% dos votos contra 47,3% para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, de extrema direita.

Num dos países mais violentos, conservadores e oligárquicos do continente, Gustavo Francisco Petro Urrego prega uma verdadeira revolução pelo voto. Promete combater a desigualdade, taxar os ricos, abrir empregos públicos para desempregados, realizar uma reforma agrária com aumento de impostos sobre latifúndios e terras improdutivas, criar um sistema público e universal de saúde pública, fazer a transição para um regime de previdência social, levar a Internet para todos e reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis como carvão, gás e petróleo, importantes riquezas do país, substituindo-os por energias renováveis.

Quer acabar com o modelo extrativista, preservar a biodiversidade e investir em alta tecnologia. Alega que a América Latina precisa deixar de ser mera exportadora de produtos primários. 

Talvez a maior revolução seja a escolha de sua vice-presidente. Francia Elena Márquez Mina, de 40 anos, é uma líder social negra, feminista, defensora dos direitos humanos e ativista ambiental. Foi empregada doméstica. Apresenta-se como “uma das inexistentes” e dos excluídos. 

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Cúpula da Amazônia quer coordenar políticas para floresta

Os oito países da Bacia Amazônica (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) participam hoje e amanhã em Belém, no Pará, de uma reunião de cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica para coordenar as políticas regionais e a ação internacional para preservar a maior floresta tropical do planeta e evitar que vire savana.

Há muitas divergências. O Brasil e a Colômbia querem desmatamento zero em 2030; outros países, não. O presidente colombiano, Gustavo Petro, é contra a lavra de gás e petróleo na região. Lula é a favor exploração na foz do Rio Amazonas.

A Declaração de Belém pede que os países ricos doem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiar a transição energética para uma economia com menos queima de combustíveis fósseis e mitigar o impacto do aquecimento global. Critica a União Europeia por querer incluir cláusulas ambientais refutadas como protecionismo. E reconhece os direitos dos povos indígenas e dos que lutam pelo meio ambiente.

Os povos indígenas estão em Belém com um documento próprio. Exigem a demarcação e titulação de suas terras até 2025, preservação de pelo menos 20% da floresta e desmatamento zero. O limite, além do qual a floresta perderia a capacidade de se regenerar, é estimado pelos cientistas em 20% a 25%. Meu comentário:

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Agosto

VW PARA PRODUÇÃO

    Em 1944, sob ameaça de bombardeio aliado durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de automóveis alemã Volkswagen para a produção do Fusca.

Dez anos antes, o Terceiro Reich contrata o engenheiro Ferdinand Porsche para projetar um carro pequeno, de baixo custo para o povo alemão. O ditador nazista Adolf Hitler chama o carro de Força através da Alegria, mas Porsche prefere Carro do Povo (Volkswagen).

O regime nazista constrói a fábrica em 1938 na cidade de KdF e o Salão do Automóvel de Berlim lança o Fusca em 1939, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro daquele ano. Durante o conflito, aumenta a demanda por utilitários, em vez de carros de passeio, mas a produção continua até 7 de agosto de 1944.

Depois da guerra, na Alemanha ocupada, Volfsburg, nome atual da cidade, fica no setor britânico. A produção do carrinho recomeça em dezembro de 1945. A fábrica volta ao controle alemão em 1949. Em 1972, o Fusca supera o Ford Modelo T e se torna o carro mais vendido da história do automóvel.

NORUEGUÊS ATRAVESSA PACÍFICO DE BALSA

    Em 1947, para provar que houve contato transpacífico 3 mil anos atrás, o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl atravessa o Oceano Pacífico numa balsa madeira, numa jangada, percorrendo 6.880 quilômetros de Callao, no Peru, a Raroia, no Arquipélago Tuamotu, perto do Taiti, na Polinésia, em 101 dias.

JIHADISTAS ATACAM EMBAIXADAS DOS EUA

    Em 1998, às 10h30 pela hora local, um caminhão-bomba explode junto à Embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia (foto), e, minutos depois, outro caminhão-bomba tem como alvo a Embaixada Americana em Dar es Salaam, capital da vizinha Tanzânia.

Os atentados, atribuídos à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, matam 224 pessoas, inclusive 12 norte-americanos, e ferem mais de 4,5 mil. 

O presidente Bill Clinton ordena bombardeios retaliatórios a uma companhia farmacêutica do Sudão acusada pelos americanos de produzir armas químicas e a campos de treinamento d'al Caeda no Afeganistão. A resposta dos jihadistas vem nos atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA. 

ESQUERDA CHEGA AO PODER NA COLÔMBIA

    Em 2022, o economista, ecologista, ex-ativista da guerrilha e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro toma posse como primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, tendo como vice-presidente Francia Márquez, negra, feminista e ativista política.

Petro, da coalizão Pacto Histórico, vence o segundo turno com 50,5% dos votos contra 47,3% para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, de extrema direita.

Num dos países mais violentos, conservadores e oligárquicos do continente, Gustavo Francisco Petro Urrego prega uma verdadeira revolução pelo voto. Promete combater a desigualdade, taxar os ricos, abrir empregos públicos para desempregados, realizar uma reforma agrária com aumento de impostos sobre latifúndios e terras improdutivas, criar um sistema público e universal de saúde pública, fazer a transição para um regime de previdência social, levar a Internet para todos e reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis como carvão, gás e petróleo, importantes riquezas do país, substituindo-os por energias renováveis.

Quer acabar com o modelo extrativista, preservar a biodiversidade e investir em alta tecnologia. Alega que a América Latina precisa deixar de ser mera exportadora de produtos primários. 

Talvez a maior revolução seja a escolha de sua vice-presidente. Francia Elena Márquez Mina, de 40 anos, é uma líder social negra, feminista, defensora dos direitos humanos e ativista ambiental. Foi empregada doméstica. Apresenta-se como “uma das inexistentes” e dos excluídos. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Petro reata com Venezuela e anuncia cessar-fogo na Colômbia

 O novo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou sábado, durante visita ao Departamento de Antióquia, uma trégua multilateral com os grupos guerrilheiros em atividade no país, noticiou hoje o jornal El Tiempo.

Em curto prazo, o esforço para pacificar o país vai aumentar a segurança e reduzir o risco de ataques nas zonais rurais. Mas não há garantia de sucesso. Qualquer acordo de paz vai depender da aprovação do Congresso e da adesão dos guerrilheiros.

Primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, Petro prometeu na campanha a “paz total”, o fim de uma guerra civil que matou cerca de 500 mil pessoas desde 1948. 

O Exército de Libertação Nacional (ELN), hoje o maior grupo armado do país, enviou uma delegação de alto nível para Havana, a capital de Cuba, sede das negociações, e libertou dois grupos de reféns. O governo suspendeu as ordens de prisão dos líderes da guerrilha para que possam entrar contato com sua organização.

A bancada do Pacto Histórico, a coalizão de governo, apresentou ao Congresso um projeto para encaminhar as negociações. A proposta prevê a suspensão dos mandados de prisão e extradição dos comandantes de grupos armados que negociem a paz, inclusive dos chefões dos cartéis do tráfico de drogas. Autoriza governadores e prefeitos a participar de diálogos regionais com os rebeldes. E tenta assegurar que futuros governo mantenham as negociações.

O governo Juan Manuel Santos (2010-18) negociou a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que abandonaram a luta armada em 2017, mas seu sucessor, Iván Duque, sabotou o processo de paz. Cerca de um terço dos guerrilheiros das FARC voltou à guerra.

Nesta segunda-feira, o embaixador colombiano Armando Benedetti apresentou credencias ao ministro do Exterior da Venezuela, Carlos Farías, e foi recebido pelo ditador Nicolás Maduro no Palácio de Miraflores, em Caracas, selando o reatamento entre os dois países, rompidos desde 23 de fevereiro de 2019, outra promessa de Petro.

Durante, a campanha, Petro, que foi ativista político do grupo guerrilheiro M-19, foi acusado de querer impor um regime como o venezuelano. Ele era amigo e admirador de Hugo Chávez, mas se tornou um crítico do regime chavista. Afirmou que “um pequeno grupo de pessoas se locupletando da renda do petróleo não pode-se chamar de revolução”. Petro é ecologista.

O restabelecimento de relações com a Venezuela ajuda o processo de paz colombiano porque os grupos armados costumam se refugiar no país vizinho.

domingo, 7 de agosto de 2022

Hoje na História do Mundo: 7 de Agosto

VW PARA PRODUÇÃO

    Em 1944, sob ameaça de bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de automóveis alemã Volkswagen para a produção do Fusca.

Dez anos antes, o Terceiro Reich contrata o engenheiro Ferdinand Porsche para projetar um carro pequeno, de baixo custo para o povo alemão. O ditador nazista Adolf Hitler chama o carro de Força através da Alegria, mas Porsche prefere Carro do Povo (Volkswagen).

O regime nazista constrói a fábrica em 1938 na cidade de KdF e o Salão do Automóvel de Berlim lança o Fusca em 1939, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro daquele ano. Durante o conflito, aumenta a demanda por utilitários, em vez de carros de passeio, mas a produção continua até 7 de agosto de 1944.

Depois da guerra, na Alemanha ocupada, Volfsburg, nome atual da cidade, fica no setor britânico. A produção do carrinho recomeça em dezembro de 1945. A fábrica volta ao controle alemão em 1949. Em 1972, o Fusca supera o Ford Modelo T e se torna o carro mais vendido da história do automóvel.

NORUEGUÊS ATRAVESSA PACÍFICO DE BALSA

    Em 1947, para provar que houve contato transpacífico 3 mil anos atrás, o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl atravessa o Oceano Pacífico numa balsa madeira, numa jangada, percorrendo 6.880 km de Callao, no Peru, a Raroia, no Arquipélago Tumuatu, perto do Taiti, na Polinésia, em 101 dias.

JIHADISTAS ATACAM EMBAIXADAS DOS EUA

    Em 1998, às 10h30 pela hora local, um caminhão-bomba explode junto à Embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia, e, minutos depois, outro caminhão-bomba tem como alvo a Embaixada Americana em Dar es Salaam, capital da vizinha Tanzânia.

Os atentados, atribuídos à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, matam 224 pessoas, inclusive 12 americanos, e ferem mais de 4,5 mil. O presidente Bill Clinton ordena bombardeios retaliatórios a uma companhia farmacêutica do Sudão acusada pelos americanos de produzir armas químicas e a campos de treinamento d'al Caeda no Afeganistão. A resposta dos jihadistas vem nos atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA. 

ESQUERDA CHEGA AO PODER NA COLÔMBIA

    Em 2022, o economista, ecologista, ex-ativista da guerrilha e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro toma posse como primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.

Petro, da coalizão Pacto Histórico, vence o segundo turno com 50,5% dos votos contra 47,3% para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, de extrema direita.

Num dos países mais violentos, conservadores e oligárquicos do continente, Gustavo Francisco Petro Urrego prega uma verdadeira revolução pelo voto. Promete combater a desigualdade, taxar os ricos, abrir empregos públicos para desempregados, realizar uma reforma agrária com aumento de impostos sobre latifúndios e terras improdutivas, criar um sistema público e universal de saúde pública, fazer a transição para um regime de previdência social, levar a Internet para todos e reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis como carvão, gás e petróleo, importantes riquezas do país, substituindo-os por energias renováveis.

Quer acabar com o modelo extrativista, preservar a biodiversidade e investir em alta tecnologia. Alega que a América Latina precisa deixar de ser mera exportadora de produtos primários. 

Talvez a maior revolução seja a escolha de sua vice-presidente. Francia Elena Márquez Mina, de 40 anos, é uma líder social negra, feminista, defensora dos direitos humanos e ativista ambiental. Foi empregada doméstica. Apresenta-se como “uma das inexistentes” e dos excluídos.

domingo, 19 de junho de 2022

Gustavo Petro será primeiro esquerdista a governar a Colômbia

 O economista e senador Gustavo Petro, de 62 anos, ecologista, ex-prefeito de Bogotá e ex-ativista do movimento guerrilheiro M-19, é o primeiro esquerdista a ser eleito presidente da Colômbia.

Ele toma posse em 7 de agosto para um mandato de quatro anos. Quer formar uma aliança de esquerda na América Latina com os presidentes do Chile, Gabriel Boric; do México, Andrés Manuel López Obrador; e do Brasil, se Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito em outubro.

Com 100% das urnas apuradas, ele vence o segundo turno com 11.281.013 votos (50,44%) contra 10.580.412 (47,31%) para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, um engenheiro e magnata de 77 anos de extrema direita, informa o jornal colombiano El Espectador.

No discurso da vitória, Petro defendeu "uma política do amor, não uma mudança para os vingarmos, para construir mais ódios". Prometeu "uma democracia de verdade, uma democracia popular, uma democracia multicolorida" para transformar "a Colômbia numa potência mundial da vida", com paz, justiça social e justiça ambiental.

Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário no YouTube.

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Esquerda e ultradireita disputam Presidência da Colômbia

Populista que elogiou Hitler é o favorito

A Colômbia é o único país da América Latina que nunca teve um governo de esquerda. Na terceira tentativa, o senador Gustavo Petro, de 62 anos, ex-prefeito de Bogotá (2012-15) e ex-militante político do grupo guerrilheiro M-19 (Movimento 19 de Abril), venceu o primeiro turno da eleição presidencial no domingo, 29 de maio. Mas terá de enfrentar no segundo turno, em 19 de junho, o magnata e ex-prefeito de Bucaramanga de extrema direita Rodolfo Hernández, de 77 anos, que elogiou Adolf Hitler e já recebeu o apoio do terceiro colocado, o conservador Federico Gutiérrez. 

Com 99,99% das urnas apuradas, Petro soma 8.527.768 votos (40,32%), contra 5.953.209 (28,15%) de Hernández e 5.058.010 (23,91%) de Gutiérrez, de acordo com o jornal colombiano El Espectador. Juntos, os direitistas somam mais de 11 milhões de votos, o suficiente para eleger o Trump colombiano e barrar mais uma vez a chegada da esquerda ao Palácio de Nariño.

Leia mais em Quarentena News.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Novo presidente conservador toma posse na Colômbia

O conservador Iván Duque tomou posse hoje como presidente da Colômbia com uma agenda de reformas que inclui a redução dos impostos para empresas, a negociação de acordos de livre comércio e mudanças no acordo de paz assinado por seu antecessor, Juan Manuel Santos, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Com o apoio do ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe, Duque bateu no segundo turno o candidato esquerdista Gustavo Petro, ex-prefeito de Bogotá. Para atingir seus objetivos, vai precisar de um apoio de outros partidos políticos no Congresso, especialmente para alterar o acordo com as FARC para acabar com  uma guerra civil de mais de 50 anos.

Em pelo menos 30 cidades, as oposições se manifestaram para defender o acordo com as FARC e a proteção de seus militantes. Desde a assinatura do acordo histórico, em 2016, pelo menos 330 foram mortos.

Os conservadores liderados por Uribe e por Duque rejeitam a anistia para guerrilheiros que cometeram crimes de sangue e a reserva de 5% das cadeiras na Câmara e no Senado para o partido das FARC, que acabou sendo muito mais do que conquistariam nas urnas.

De qualquer maneira, o novo presidente vai adotar uma posição mais dura nas negociações com o Exército Nacional de Libertação (ELN), o segundo maior grupo guerrilheiro de esquerda da Colômbia, que violou a trégua acertada com o governo anterior.

No plano externo, a Colômbia negocia acordos de liberalização comercial com a Austrália, a Nova Zelândia, o Japão e a Turquia. Por causa da oposição dos setores agrícola e industrial, Duque pode retardar as negociações com o Japão e a Turquia.

Mesmo que forme uma ampla aliança, o novo governo vai depender da coesão interna dos partidos. Até 7 de setembro, os partidos precisam decidir se fazem aliança com o governo, ficam na oposição ou se serão independentes.

O Partido do Centro Democrático, de Duque, enfrenta as acusações de fraude e corrupção contra seu líder, o ex-presidente Uribe. As divisões internas do Partido Liberal também enfraquecem o apoio ao governo.

domingo, 17 de junho de 2018

Conservador Iván Duque é eleito presidente da Colômbia

Com 99,93% dos votos apurados, o candidato conservador Iván Duque foi eleito presidente da Colômbia no segundo turno com 10,37 milhões (54%) contra 8,031 milhões (41,8%) para o ex-prefeito esquerdista de Bogotá Gustavo Petro. Houve 808 mil votos (4,2%) em branco e. 266  mil (1,36%) nulos, informou o jornal colombiano El Espectador.

Duque, do Centro Democrático, faz 42 anos em 1º de agosto. Será o presidente mais jovem da história moderna da Colômbia. Discípulo do ex-presidente Álvaro Uribe, sua vitória instala no Palácio de Nariño a direita contrária ao acordo de paz do atual presidente, Juan Manuel Santos, ministro da Defesa de Uribe, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Advogado e mestre em economia, Duque representa os "indignados" com as concessões feitas à guerrilha esquerda para lograr o acordo de paz, especialmente a anistia a quem cometeu crimes violentos. Promete "mudanças estruturais".

"Queremos que quem cometeu crimes de lesa humanidade recebe sanções proporcionais que sejam incompatíveis coma representação política", declarou Duque.

Pelo acordo negociado em Havana, assinado em 24 de novembro de 2016 em Bogotá, os guerrilheiros que confessaram seus crimes e oferecerem reparações têm direito à anistia e inclusive a concorrer em eleições em que a guerrilha teve uma reserva de vagas. O uribismo rejeita tanto a anistia quanto a reserva de vagas no Congresso para ex-rebeldes. 

sábado, 16 de junho de 2018

Duque lidera com 51% e deve ser eleito presidente da Colômbia

O candidato conservador Iván Duque, apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, é o favorito em todas as pesquisas, com uma média de 51%, e deve ser eleito neste domingo presidente da Colômbia. Seu rival, Gustavo Petro, ex-guerrilheiro e ex-prefeito verde de Bogotá, tem 37% das preferências. Os outros 12% pretendem votar em branco, anular o voto ou não votar.

No primeiro turno, Duque, do Centro Democrático, teve 39% dos votos contra 25% para Petro, da aliança Colômbia Humana. A boa votação de outros candidatos de esquerda não se transferiu para o ex-prefeito da capital colombiana.

Ontem, Antanas Mockus e Claudia López, do partido Aliança Verde, que apoiou Sergio Fajardo no primeiro turno, anunciaram o voto em Petro. A ex-senadora e ex-candidata a presidente Íngrid Betancour, sequestrada pelas FARC de 2002 a 2008, veio da França para manifestar seu apoio.

Uma projeção das pesquisas feita pelo jornal espanhol El País deu a Duque 80% de chance de vitória contra 20% para Petro. Como as pesquisas de opinião na Colômbia costumam apresentar erros, o esquerdista ainda tem alguma chance.

A margem de erro pode chegar a 9% para mais ou para menos. Se a margem de erro foi igual à do primeiro turno, de 3,3 pontos percentuais em média, Duque tem 90% de chances

Esta é a primeira eleição presidencial depois da assinatura do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em 24 de novembro de 2016. O Exército de Libertação Nacional, que negocia a paz, declarou uma trégua no primeiro e no segundo turnos.

O candidato do governo Juan Manuel Santos, o grande negociador da paz, ficou fora do segundo turno. Duque e seu patrono Uribe são grandes críticos do acordo, especialmente da anistia aos guerrilheiros que cometeram crimes de sangue. Pode mexer na anistia, mas não vai revogar o acordo nem deve abandonar o diálogo com o ELN.

domingo, 27 de maio de 2018

Conservador e ex-prefeito verde disputam segundo turno na Colômbia

O advogado conservador Iván Duque, apoiado pelo ex-presidente linha-dura Álvaro Uribe, e o ex-guerrilheiro e ex-prefeito ecologista de Bogotá, Gustavo Petro, disputam em 17 de junho de 2018 o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia.

Com 99,76% dos votos apurados no primeiro turno, realizado hoje, Duque lidera com 7.558.413 (39%) contra 4.846.088 (25%) para Petro; seguidos pelo esquerdista Sergio Fajardo com 4.586.016 (24%), apenas 200 mil menos que Petro; pelo ex-vice-presidente Germán Vargas, com 1.404.624 (7,3%); informou o jornal colombiano El Espectador.

A primeira eleição presidencial depois dos acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) transcorreu sem problemas. Petro foi guerrilheiro do M-19, grupo que se desmobilizon nos anos 1990s.

A vitória parcial de Duque indica que boa parte dos colombianos concordam com a posição de Uribe contra o acordo. Ao mesmo tempo, os 25% de Petro e os 24% de Fajardo apontam o fim do tabu contra o voto na esquerda, outra consequência da paz.

"O acordo de paz abriu as portas à consolidação da votação de esquerda no país", comentou Laura Wills, professora da Universidad de Los Andes. Acabou o estigma que associava a esquerda à luta armada. A união da esquerda pode vencer o uribismo.

Se ganhar no segundo turno, Duque promete manter o acordo com as FARC, mas pretende reformar alguns aspectos, como anistia para guerrilheiros condenados por delitos graves. Conservador, é contra o aborto, mas não vai mudar a lei que autoriza o casamento gay.