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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Novo presidente conservador toma posse na Colômbia

O conservador Iván Duque tomou posse hoje como presidente da Colômbia com uma agenda de reformas que inclui a redução dos impostos para empresas, a negociação de acordos de livre comércio e mudanças no acordo de paz assinado por seu antecessor, Juan Manuel Santos, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Com o apoio do ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe, Duque bateu no segundo turno o candidato esquerdista Gustavo Petro, ex-prefeito de Bogotá. Para atingir seus objetivos, vai precisar de um apoio de outros partidos políticos no Congresso, especialmente para alterar o acordo com as FARC para acabar com  uma guerra civil de mais de 50 anos.

Em pelo menos 30 cidades, as oposições se manifestaram para defender o acordo com as FARC e a proteção de seus militantes. Desde a assinatura do acordo histórico, em 2016, pelo menos 330 foram mortos.

Os conservadores liderados por Uribe e por Duque rejeitam a anistia para guerrilheiros que cometeram crimes de sangue e a reserva de 5% das cadeiras na Câmara e no Senado para o partido das FARC, que acabou sendo muito mais do que conquistariam nas urnas.

De qualquer maneira, o novo presidente vai adotar uma posição mais dura nas negociações com o Exército Nacional de Libertação (ELN), o segundo maior grupo guerrilheiro de esquerda da Colômbia, que violou a trégua acertada com o governo anterior.

No plano externo, a Colômbia negocia acordos de liberalização comercial com a Austrália, a Nova Zelândia, o Japão e a Turquia. Por causa da oposição dos setores agrícola e industrial, Duque pode retardar as negociações com o Japão e a Turquia.

Mesmo que forme uma ampla aliança, o novo governo vai depender da coesão interna dos partidos. Até 7 de setembro, os partidos precisam decidir se fazem aliança com o governo, ficam na oposição ou se serão independentes.

O Partido do Centro Democrático, de Duque, enfrenta as acusações de fraude e corrupção contra seu líder, o ex-presidente Uribe. As divisões internas do Partido Liberal também enfraquecem o apoio ao governo.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

EUA crescem em ritmo de 4,1% ao ano

A maior economia do mundo teve uma expansão num ritmo de 4,1% ao ano no segundo trimestre de 2018. Foi a maior taxa de crescimento num trimestre desde 2014, no governo Barack Obama, quando chegou a 5,2%. 

Os economistas veem o avanço como um reflexo temporário dos cortes de impostos e aumentos de exportações, antecipadas para evitar a alta de tarifas causada pela guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. Não é sustentável.

As exportações tiveram alta de 9,3%. Os importadores compraram soja da China num volume acima do normal para fugir de uma tarifa de 25% imposta por Trump. Com a sobretaxa, os chineses passaram a comprar mais soja do Brasil, mas isso ainda não apareceu porque as tarifas foram impostas em julho.

O investimento das empresas subiu acima de 7%, os gastos públicos 1% e o consumo pessoal 4%, mas a expectativa do consumidor piorou em julho, com a perspectiva de que a guerra comercial aumente preços e abale a economia mundial. No primeiro trimestre, o produto interno bruto crescera num ritmo de 2,2% ao ano.

Com um aumento do consumo pessoal “mais forte do que antecipado”, a economia americana pode avançar 3% ao ano, previu Brian Coulton, economista sênior da empresa de avaliação de risco Fitch Ratings.

Mentindo mais uma vez, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão crescendo “10 vezes mais” do que nos governos Obama e George W. Bush. Tanto um como o outro registraram taxas de crescimento mais fortes quatro vezes.

A expectativa do mercado é que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, mantenha a política de elevação gradual das taxas básicas de juros, noticiou o jornal The Wall Street Journal. Os economistas esperam que elas fiquem inalteradas na reunião da próxima semana e subam 0,25 ponto percentual em setembro para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Trump quer eliminar 22 agências e programas do governo dos EUA

A proposta orçamentária do presidente Donald Trump para o ano fiscal de 2019, de US$ 4,4 trilhões, prevê cortes significativos em agências e projetos do governo federal dos Estados Unidos. A meta é reduzir o déficit público federal em US$ 3 trilhões nos próximos dez anos.

Depois dos grandes cortes de impostos para empresas e magnatas, várias agências programas e institutos vão perder as verbas públicas federais, adverte o boletim de notícias The Hill. Aqui vai a lista do que Trump quer acabar:

1. Programa Internacional McGovern-Dole de Alimentos para a Educação: dá assistência financeira e alimentos para campanhas de alimentação escolar em países menos desenvolvidos.

2. Serviço de Economia Rural e Cooperação: dá empréstimos e ajuda financeira para aumentar as oportunidades de pequenos agricultores.

3. Administração do Desenvolvimento Econômico: dá ajuda federal a projetos comunitários de desenvolvimento local.

4. Parceria para Expansão Manufatureira: subsidia serviços de consultoria e assessoria para pequenas e médias empresas industriais.

5. Centros de Ensino Comunitário do Século 21: ajuda comunidades a estabelecer e expandir centros que oferecem atividades antes e depois da escola e cursos de verão.

6. Programas de Preparação para Entrar na Universidade: distribui bolsas de estudo para ajudar estudantes de baixa renda a fazer cursos superiores.

7. Agência para Pesquisa e Qualidade do Atendimento de Saúde: monitora a qualidade dos serviços de saúde.

8. Agência de Projetos Avançados de Pesquisa: apoia projetos de pesquisa do Departamento de Energia. Trump está suprimindo todo o apoio a energias não renováveis.

9. Fundo Nacional de Refúgio da Vida Selvagem: compensa comunidades pela perda de arrecadação tributária quando o governo federal toma conta de terras. Trump quer reduzir a área de parques nacionais.

10. Iniciativa de Mudança do Clima Global: reflete a decisão de Trump de se retirar do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

11. Setor de Educação da NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço): dá bolsas de estudo e pesquisa a faculdades, universidades, museus e centros de pesquisa científica. O dinheiro será aplicado na própria NASA.

12. Conselho de Segurança Química: investiga acidentes na indústria química.

13. Corporação para Serviço Nacional e Comunitário: financia oportunidades de trabalho, promove o voluntariado e ajuda voluntários e organizações não governamentais.

14. Corporação para Telecomunicação Pública: financia emissoras de rádio e televisão a TV PBS e a National Public Radio (NPR).

15. Instituto de Serviços de Museus e Livrarias: financia museus e livrarias em todo o país.

16. Corporação de Serviços Legais: um serviço não lucrativo que oferece assistência jurídica a indivíduos de baixa renda, uma defensoria pública.

17. Dotação Nacional para as Artes: financia artistas e projetos.

18. Dotação Nacional para Humanidades: financia pesquisa na área de ciências humanas.

19. Corporação de Reinvestimento no Bairro: financia projetos de desenvolvimento comunitário em todo o país.

20. Comissão Denali, Autoridade Regional do Delta e Comissão Regional da Fronteira Norte: financiam investimentos na infraestrutura e economia regional das áreas citadas.

21. Agência de Desenvolvimento e Comércio dos EUA: fornece bens e serviços para projetos estrangeiros.

22. Centro Internacional Woodrow Wilson para Pesquisadores: uma instituição de pesquisa na área de relações internacionais e política externa.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

EUA cortam US$ 1,5 trilhão em impostos para os ricos

Na primeira vitória legislativa do governo Donald Trump, o Congresso aprovou ontem e o presidente dos Estados Unidos deve sancionar em janeiro uma reforma fiscal com cortes de impostos de US$ 1,5 trilhão em dez anos. Cerca de 55% dos americanos são contra o projeto, cujos benefícios vão principalmente para o 1% mais rico.

É o maior corte de impostos desde 1986, durante o governo Ronald Reagan (1981-89). Nenhum democrata votou a favor. A nova lei reduz de 35% para 21% a alíquota de imposto de renda das empresas. Também reduz as alíquotas mais altas do imposto de pessoas físicas, sob o argumento de que vai aumentar a competitividade da economia americana e estimular as companhias a repatriar dinheiro depositado no exterior.

O projeto foi aprovado ontem no Senado por 51-49 e hoje na Câmara, por 224-201, em segunda votação, para aprovar as alterações. Os republicanos agradeceram à liderança de Trump, que se vangloriou de promover o maior corte de impostos da história dos EUA.

Durante reunião ministerial em que festejou a vitória, Trump ameaçou cortar a ajuda econômica para os países que votarem contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

No primeiro momento, os cortes de impostos devem beneficiar a classe média, mas serão apenas temporários. Em médio e longo prazos, os cortes de gastos públicos em saúde e educação, como por exemplo o fim de benefícios fiscais para o crédito universitário, devem pesar no orçamento das famílias de renda média.

A expectativa do Partido Republicano é que o impacto negativo seja neutralizado pelo crescimento e não seja sentido até as eleições intermediárias de 2018, que serão um referendo sobre o governo Trump. Pelos cálculos dos economistas, a reforma deve aumentar a dívida pública federal em pelo menos US$ 1 trilhão em dez anos.

Com seu cinismo e suas mentiras habituais, o presidente afirma que vai pagar mais impostos com a nova lei. Não é verdade. Há benefícios fiscais para milionários e empresários de setor imobiliário como Trump.

Não existe na literatura econômica qualquer evidência empírica que justifique o argumento de que com mais dinheiro as empresas e os ricos vão gastar mais e investir mais, contribuindo assim para o crescimento da economia e a alta nos salários.

Na prática, nenhum empresário vai investir mais se não tiver expectativa de ampliação de seu mercado. Os americanos ricos já têm um padrão de consumo elevadíssimo.

Eleito com um discurso populista de proteção aos trabalhadores brancos sem curso superior, a quem prometeu ser sua voz, Trump faz um governo ultraconservador, um governo dos ricos, pelos ricos e para os ricos. Os pobres esperam que caiam migalhas do banquete dos poderosos.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Programa de saúde de Trump vai deixar 23 milhões sem cobertura

A reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos feita pelo Partido Republicano para acabar com o programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal vai deixar 23 milhões de americanos sem seguro-saúde em dez anos, advertiu ontem o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), um órgão bipartidário.

No primeiro ano, 14 milhões devem perder a cobertura de saúde. Em médio e longo prazos, os prêmios do seguro-saúde devem aumentar muito para idosos e pessoas com doenças preexistentes.

O primeiro projeto, apresentado pelo presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, nem chegou a ser colocado em votação. Na época, o CBO estimou que 24 milhões perderiam a cobertura de saúde.

A proposta aprovada na Câmara, que deve ser alterada no Senado, pretende reduzir o déficit público federal em US$ 119 bilhões em dez anos, US$ 32 bilhões a menos do que o projeto anterior.

"O CBO estava errado antes quando analisou o impacto do programa de Obama sobre custos e cobertura e errou de novo", declarou o secretário (ministro) da Saúde, Tom Price.

Ryan alegou que o partido está no caminho certo ao "reduzir os prêmios e reduzir o déficit". Os prêmios devem ser reduzidos para as pessoas mais jovens e mais saudáveis, com prejuízo para idosos, deficientes e portadores de doenças crônicas.

Na sua proposta orçamentária, além de dar por certa a aprovação da reforma da saúde como passou na Câmara, o governo Trump está propondo cortes de US$ 900 bilhões em dez anos no Medicaid, o programa de saúde para os mais pobres, para ajudar a financiar um corte de imposto trilionário para os ricos, inclusive para si mesmo.

Com esta reforma radical para acabar com a Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis, do governo Obama, e os cortes de impostos de Trump, os republicanos correm grande risco de enfrentar uma revolta do eleitorado nas eleições intermediárias de 2018. Podem perder a maioria na Câmara e no Senado.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Bolsa de Nova York cai 372 pontos com escândalo de Trump

Na maior queda desde setembro, o Índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York sofreu hoje uma baixa de 372,82 pontos (1,8%), fechando em 20.606,93. A causa foi o risco de que a acusação de obstrução de justiça feita pelo ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, ao presidente Donald Trump leve a um processo de impeachment.

As ações, o dólar e o rendimento dos títulos da dívida pública americana caíram, devolvendo os ganhos obtidos desde a vitória de Trump, diante da expectativa de que a aprovação das reformas do governo para desregulamentar a economia e cortar impostos seja prejudicada.

Hoje, a Comissão de Inteligência do Senado convocou o ex-diretor do FBI James Comey para depor publicamente sobre a acusação ao presidente. Também quer ver o relato de Comey de um encontro com Trump na Casa Branca.

Em memorando interno do FBI revelado ontem pelo jornal The New York Times, Comey afirma que Trump lhe pediu para encerrar o inquérito sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca demitido em fevereiro por mentir sobre contatos com o embaixador da Rússia.

Trump também está sendo duramente criticado por ter revelado ao ministro do Exterior e ao embaixador da Rússia em Washington informações ultrassecretas descobertas por um espião de Israel infiltrado na organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

A indiscrição ameaça o agente e a cooperação entre os serviços secretos dos dois países, mas o presidente tem o direito de desclassificar informações confidencias.

Desde a demissão de Comey, em 9 de maio de 2017, a oposição democrata exige a nomeação de um procurador independente para investigar a interferência da Rússia na eleição presidencial americana e um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin.

Alguns líderes republicanos, como o senador John McCain, candidato derrotado pelo presidente Barack Obama na eleição de 2008, passaram a pedir a convocação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Agora, as bancadas do Partido Democrata e até mesmo um deputado republicano falam em impeachment, se for comprovada a tentativa de obstruir a justiça.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Trump nomeia inimigo da China para comércio exterior

Em mais um sinal de que deve jogar duro com a China, o presidente eleito Donald Trump indicou ontem Peter Navarro para presidente do Conselho Nacional de Comércio dos Estados Unidos. Navarro acusa a China de guerra econômica contra os EUA.

Mais tarde, Trump apontou o investidor bilionário Carl Icahn como assessor especial para desregulamentação sem um cargo formal nem salário. Durante a campanha, o candidato republicano prometeu acabar com 90% das normas federais que afetam a geração de emprego. A nomeação está sendo criticada porque, como megainvestidor, Icahn pode se beneficiar das desregulamentações que promover.

Para o jornal The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Wall Street, em Nova York, as nomeações sugerem que a política econômica de Trump será um misto de valores tradicionais do Partido Republicano, como desregulamentação e cortes de impostos, com uma abordagem mais populista em comércio, indústria e imigração.

Ao justificar a indicação de Navarro, Trump afirmou que ele foi "presciente ao documentar os danos infligidos pelo globalismo aos trabalhadores americanos e mostrou o caminho para restaurar nossa classe média."

Navarro é autor de vários livros críticos do regime comunista chinês e sua estratégia de desenvolvimento econômico como As Próximas Guerra da China e Morte pela China: confrontando o dragão - uma convocação global à ação.

"O que temos em comum é uma profunda compreensão de que o problema estrutural chave da economia americana é o comércio", declarou Navarro em entrevista antes da eleição de 8 de novembro de 2016.

Trump provocou a China ao telefonar para a presidente da Taiwan, Tsai Ing-wen, que Beijim considera uma província rebelde, contrariando a política de que "só existe uma China", representada pelo regime comunista no poder desde 1949.

Com seu discurso em defesa dos trabalhadores sem curso superior, Trump atraiu a simpatia dos sindicatos. "No passado, a política comercial foi usada como instrumento de política externa pelo Conselho de Segurança Nacional e não como instrumento para promover a produção doméstica e a geração de empregos", afirmou o presidente do sindicato Metalúrgicos Unidos, Leo Gerard.

terça-feira, 17 de maio de 2016

França cresceu 1,3% em 2015

A economia da França, a terceira maior da Europa e sexta do mundo, avançou 1,3% em 2015. O resultado de 2014 foi revisado para cima de 0,4% para 0,6% e o de 2013 para baixo, de 0,7% para 0,6%, anunciou hoje o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).

O aumento do consumo das famílias cresceu de 0,7% em 2014 para 1,5% no ano passado, enquanto o investimento passou de uma contração de 0,3% para alta de 1%.

Em 2015, o déficit público foi de 3,6%, um pouco acima da estimativa anterior de 3,5% anunciada em 25 de março de 2016. A dívida pública ficou em 96,1% do produto interno bruto, um pouco acima dos 95,7% do cálculo anterior. Os gastos públicos consumiram 57% do PIB.

A retomada do crescimento e a queda no desemprego são fundamentais para a candidatura à reeleição em 2017 do presidente socialista François Hollande, no momento o mais impopular da história da França, com apoio de apenas 13% do eleitorado.

Dezenas de milhares de pessoas voltaram a sair hoje às ruas das principais cidades francesas para protestar contra a reforma trabalhista aprovada numa manobra do primeiro-ministro Manuel Valls sem votação na Assembleia Nacional. Novas manifestações serão realizadas amanhã.

Também hoje o presidente Hollande anunciou a intenção de cortar impostos. Mais detalhes devem ser revelados em julho, informou o jornal econômico Les Echos.

Por outro lado, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, líder do partido de centro-direita Os Republicanos, declarou que o referendo sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia cria uma oportunidade para rediscutir o projeto de integração do continente. Ele propõe a criação de um conselho de ministros do interior e com um presidente estável e mais autoridade para controlar as fronteiras externas do bloco

domingo, 15 de julho de 2012

Maioria dos americanos quer menos impostos para todos

LONDRES - Cerca de 52% dos americanos são a favor de estender os cortes de impostos feitos em 2001 pelo então presidente George W. Bush para todos, inclusive os ricos, como quer o Partido Republicano, indica uma nova pesquisa do instituto Marist para a companhia jornalística McClatchy Newspaper.

O presidente Barack Obama quer excluir quem ganha mais de US$ 250 mil por ano. Na impossibilidade de fazer campanha pela reeleição em 6 de novembro com base na recuperação economia, resolveu fazer da justiça fiscal um de seus temas.

Obama alega que "o dinheiro que estamos perdendo com esses cortes de impostos é um dos importantes fatores no décifit público". Nesta pesquisa, só 43% concordaram com o presidente dos Estados Unidos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Acordo de Obama e oposição tem apoio popular

Apesar das críticas de liberais e conservadores, o primeiro acordo do governo Barack Obama com a oposição republicana, que será maioria na Câmara a partir de janeiro, teve o apoio de 59% do eleitorado.

O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje a extensão por dois anos dos cortes de impostos do governo George W. Bush, no valor de US$ 858 bilhões, e prorrogou por mais de 13 meses o período pelo qual trabalhadores demitidos podem receber seguro-desemprego, além das 99 semanas já previstas em lei.

É um pacote maior do que o Programa de Alívio de Ativos Tóxicos, de US$ 700 bilhões, aprovado ainda no governo George W. Bush, e do que o plano de estímulo do governo Obama, de US$ 787 bilhões, ambos rejeitados pela maioria da bancada republicana.

A aprovação das medidas por 82 a 19 se deveu ao acordo de Obama com o deputado republicano John Boehner, que deve ser eleito presidente da Câmara em janeiro.

Isso mostra que Obama ainda está muito vivo na luta para se manter na Casa Branca na eleição de 2012, especialmente se a situação econômica melhorar, como deve acontecer até lá, e houver uma forte recuperação do emprego, o que já é mais difícil mas também virá.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Raiva dos ricos pode dar resultado

CAMBRIDGE, EUA - Desde que Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos, o economista Paul Krugman observa o crescimento de uma raiva das elites deste país. Começou no centro financeiro de Wall Street, em Nova York, cuja ganância foi uma das principais causas da crise financeira mundial.

Agora que chegou o momento de suspender ou prorrogar os cortes de impostos que o então presidente George W. Bush deu há nove anos, a revolta e a choradeira se ampliaram, afirma o ganhador do Prêmio Nobel de Economia.

Krugman disse que acharia graça, a não ser por um motivo. Eles podem conseguir o que querem: "Os ricos são difefentes de mim e de você: eles têm mais influência", escreveu o economista no jornal The New York Times de ontem. "Sacrifício é para os mais fracos."

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Bush repete discurso surrado

No seu último discurso sobre o Estado da União, uma prestação de contas que o presidente dos Estados Unidos faz todos os anos no Congresso, George Walker Bush concentrou-se nas duas questões que definirão seu legado: a economia e a guerra no Iraque.

Sem novas idéias nem projetos, Bush insistiu na fórmula de cortar impostos para estimular a economia e defendeu a decisão de invadir o Iraque e derrubar Saddam Hussein.

Bush disse que os EUA são "guiados pela filosofia que se baseia no poder do indivíduo, na sabedoria coletiva dos cidadãos comuns". Isso implica "confiar em que as pessoas sabem o que fazer com seu próprio dinheiro".

Num ataque os aspirantes à candidatura do Partido Democrata à eleição presidencial de novembro, Bush declarou que "há quem diga estar preparado para pagar mais impostos". Ele ameaçou vetar aumentos de impostos e de gastos com emendas parlamentares para financiar pequenos projetos em seus distritos eleitorais.

"Precisamos de escolha do consumidor, não de controle do governo", afirmou o presidente americano para argumentar que os cortes de impostos que propôs se tornem permanentes.

Em política externa, propôs a "expansão do império da liberdade", lembrando que cerca de 40 países lutam ao lado dos EUA contra a milícia fundamentalista dos talebã e a rede terrorista Al Caeda no Afeganistão. Exaltou ainda o sucesso de sua estratégia de reforço das tropas americanas no Iraque, anunciada um ano atrás.

"Os iraquianos estão assumindo o controle de suas vidas. Um Iraque livre vai negar refúgio a Al Caeda", falou Bush, lembrando que no final de 2006 os sunitas se rebeleram contra Al Caeda e passaram a apoiar os EUA.

Também defendeu a criação de um Estado palestino democrático até o final do ano e disse que os EUA se opõem às ditaduras de Cuba, Zimbábue, Bielorrúsia e Birmânia.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Bush propõe pacote de US$ 145 bi contra crise

O presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, propôs nesta sexta-feira, 18 de dezembro, reduções de impostos no valor de US$ 145 bilhões, entre outras medidas para evitar uma recessão na maior economia do mundo.

A proposta final ainda precisa ser acertada com o Congresso.

O Partido Democrata defende uma ajuda direta aos mutuários que não foram capazes de honrar as prestações da casa própria, causando a crise de crédito hipotecário. Eles correm o risco de perder suas casas. Mais conservador, o Partido Republicano prefere cortes de impostos.

Bush está propondo isenções para empresas e restituição para pessoas físicas.

Depois de dias de forte queda, as bolsas de valores registraram alguma recuperação hoje, com os investidores aproveitando para comprar barganhas. Mas o mercado não se impressionou muito.

A lógica da proposta de Bush é que os americanos receberão cheques pelo correio com devolução do imposto de renda, usarão esse dinheiro para o consumo e assim não haverá recessão.

Em um ano eleitoral, a idéia de mandar cheques pelo correio aos contribuintes recebeu o apoio dos dois grandes partidos.

O problema, na visão dos economistas, é que a crise de crédito hipotecário atingiu sobretudo os bancos e as instituições financeiras. Se não houver medidas específicas para sanear este setor, a crise não acaba.

Leia mais no jornal americano The Washington Post deste sábado.