Diante do temor de perder parte de seu mercado com a saída do Reino Unido da União Europeia, marcada para 29 de março, as empresas britânicos aumentaram seus investimentos no exterior, aplicando na Europa US$ 10,7 bilhões que seriam destinados ao país, concluiu o estudo Votando com seu Dinheiro: Brexit e o investimento externo de empresas do RU, do Centro de Performance Econômica da London School of Economics (LSE).
Ao mesmo tempo, as companhias europeias cortaram investimentos diretos no Reino Unido estimados em mais de US$ 13 bilhões.
De acordo com a pesquisa, a Brexit (saída britânica) levou a um aumento de 12% nos investimentos externos diretos de empresas britânicas na UE. Este dinheiro seria aplicado no país, se o Reino Unido tivesse pleno acesso ao mercado europeu. Não houve crescimento nas inversões foram da UE.
Por outro lado, os novos investimentos de empresas do continente no Reino Unido caíram 11%. As perdas serão muito maiores caso a saída da UE ocorra sem acordo.
Os autores do relatório acreditam que as empresas britânicas estão aumentando a produção no exterior na expectativa de que o Reino Unido vai aumentar as barreiras ao comércio e à imigração, tornando-se "um lugar menos atraente para fazer negócios".
Na semana passada, a economista Rain Newton Smith, da Confederação da Indústria Britânica, observou que a ameaça de uma saída em acordo está "esfriando o investimento e estrangulando o crescimento".
"Sem acordo", acrescentou, "as empresas internacionais terão grandes questões que só poderão ser evitadas, na maioria dos casos, levando empregos e investimentos do Reino Unido para a Europa."
Na segunda-feira, noticiou o jornal The Guardian, o Escritório Nacional de Estatísticas revelou que o país cresceu 1,4% em 2018, em contraste com 1,8% em 2017, já sob o impacto da saída da UE, aprovada em plebiscito em 23 de junho de 2016. A pior notícia foi uma contração de 0,4% em dezembro do ano passado.
"O risco econômico da Brexit é maior no Reino Unido do que do outro lado do canal. As empresas britânicas sentem-se compelidas a investir mais na UE, mas o mesmo não acontece no outro sentido", comentou Dennis Novy, um dos autores do relatório da pesquisa da LSE.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
sábado, 8 de dezembro de 2018
Rússia vai investir US$ 6 bilhões em petróleo e minas na Venezuela, diz Maduro
Sob pressão de uma crise econômica sem precedentes, que empobrece e arruína a Venezuela, o ditador Nicolás Maduro anunciou ontem que a Rússia vai investir US$ 6 bilhões para aumentar a produção de petróleo e na mineração.
Maduro chegou a Moscou em 5 de dezembro em busca de ajuda e esteve com o ditador Vladimir Putin. Um investimento de US$ 5 bilhões deve ser feito através de uma associação já existente da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) com a empresa russa Rosneft. O resto seria aplicado na mineração de ouro e diamantes.
Com a queda na produção de petróleo no desgoverno de Maduro, a mineração é uma alternativa para manter as redes de patronagem que sustentam o falido regime chavista. Os Estados Unidos proibiram empresas sujeitas à sua jurisdição de investir na Venezuela. As companhias russas que tenham negócios com empresas americanas ou operem em dólares estão sujeitas a sanções.
Desde o ano passado, a produção de petróleo da Venezuela, que tem as maiores reservas mundiais, caiu pela metade. Em setembro, estava em 1,4 milhão de barris por dia. Sem recursos, a ditadura venezuelana recorre à mineração e a transações ilícitas para obter moedas fortes e tentar se manter no poder a qualquer custo até que um golpe militar de dentro do regime derrube Maduro.
A Rússia não confirmou. Em declarações ao jornal inglês Financial Times, funcionários da Rosneft duvidaram da veracidade das informações, mas Putin enviou aviões e navios de guerra com capacidade nuclear para participar de manobras militares conjuntas com a Venezuela.
Maduro chegou a Moscou em 5 de dezembro em busca de ajuda e esteve com o ditador Vladimir Putin. Um investimento de US$ 5 bilhões deve ser feito através de uma associação já existente da companhia estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) com a empresa russa Rosneft. O resto seria aplicado na mineração de ouro e diamantes.
Com a queda na produção de petróleo no desgoverno de Maduro, a mineração é uma alternativa para manter as redes de patronagem que sustentam o falido regime chavista. Os Estados Unidos proibiram empresas sujeitas à sua jurisdição de investir na Venezuela. As companhias russas que tenham negócios com empresas americanas ou operem em dólares estão sujeitas a sanções.
Desde o ano passado, a produção de petróleo da Venezuela, que tem as maiores reservas mundiais, caiu pela metade. Em setembro, estava em 1,4 milhão de barris por dia. Sem recursos, a ditadura venezuelana recorre à mineração e a transações ilícitas para obter moedas fortes e tentar se manter no poder a qualquer custo até que um golpe militar de dentro do regime derrube Maduro.
A Rússia não confirmou. Em declarações ao jornal inglês Financial Times, funcionários da Rosneft duvidaram da veracidade das informações, mas Putin enviou aviões e navios de guerra com capacidade nuclear para participar de manobras militares conjuntas com a Venezuela.
sexta-feira, 27 de julho de 2018
EUA crescem em ritmo de 4,1% ao ano
A maior economia do mundo teve uma expansão num ritmo de 4,1% ao ano no segundo trimestre de 2018. Foi a maior taxa de crescimento num trimestre desde 2014, no governo Barack Obama, quando chegou a 5,2%.
Os economistas veem o avanço como um reflexo temporário dos cortes de impostos e aumentos de exportações, antecipadas para evitar a alta de tarifas causada pela guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. Não é sustentável.
As exportações tiveram alta de 9,3%. Os importadores compraram soja da China num volume acima do normal para fugir de uma tarifa de 25% imposta por Trump. Com a sobretaxa, os chineses passaram a comprar mais soja do Brasil, mas isso ainda não apareceu porque as tarifas foram impostas em julho.
O investimento das empresas subiu acima de 7%, os gastos públicos 1% e o consumo pessoal 4%, mas a expectativa do consumidor piorou em julho, com a perspectiva de que a guerra comercial aumente preços e abale a economia mundial. No primeiro trimestre, o produto interno bruto crescera num ritmo de 2,2% ao ano.
Com um aumento do consumo pessoal “mais forte do que antecipado”, a economia americana pode avançar 3% ao ano, previu Brian Coulton, economista sênior da empresa de avaliação de risco Fitch Ratings.
Mentindo mais uma vez, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão crescendo “10 vezes mais” do que nos governos Obama e George W. Bush. Tanto um como o outro registraram taxas de crescimento mais fortes quatro vezes.
A expectativa do mercado é que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, mantenha a política de elevação gradual das taxas básicas de juros, noticiou o jornal The Wall Street Journal. Os economistas esperam que elas fiquem inalteradas na reunião da próxima semana e subam 0,25 ponto percentual em setembro para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.
Os economistas veem o avanço como um reflexo temporário dos cortes de impostos e aumentos de exportações, antecipadas para evitar a alta de tarifas causada pela guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. Não é sustentável.
As exportações tiveram alta de 9,3%. Os importadores compraram soja da China num volume acima do normal para fugir de uma tarifa de 25% imposta por Trump. Com a sobretaxa, os chineses passaram a comprar mais soja do Brasil, mas isso ainda não apareceu porque as tarifas foram impostas em julho.
O investimento das empresas subiu acima de 7%, os gastos públicos 1% e o consumo pessoal 4%, mas a expectativa do consumidor piorou em julho, com a perspectiva de que a guerra comercial aumente preços e abale a economia mundial. No primeiro trimestre, o produto interno bruto crescera num ritmo de 2,2% ao ano.
Com um aumento do consumo pessoal “mais forte do que antecipado”, a economia americana pode avançar 3% ao ano, previu Brian Coulton, economista sênior da empresa de avaliação de risco Fitch Ratings.
Mentindo mais uma vez, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão crescendo “10 vezes mais” do que nos governos Obama e George W. Bush. Tanto um como o outro registraram taxas de crescimento mais fortes quatro vezes.
A expectativa do mercado é que o Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, mantenha a política de elevação gradual das taxas básicas de juros, noticiou o jornal The Wall Street Journal. Os economistas esperam que elas fiquem inalteradas na reunião da próxima semana e subam 0,25 ponto percentual em setembro para uma faixa de 2% a 2,25% ao ano.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
EUA fazem exigências para evitar guerra comercial com a China
O governo Donald Trump apresentou hoje à China sua lista pesada de exigências para equilibrar o comércio entre os dois países e evitar uma guerra comercial entre as maiores economias do mundo, a começar por uma redução de 200 bilhões no saldo comercial chinês, que em 2017 chegou a US$ 375 bilhões.
A delegação americana acusou a China de roubo de tecnologia e propriedade intelectual. Exigiu o fim dos subsídios ao setor industrial dentro do programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025), que visa a tornar o país líder em tecnologias de ponta, num desafio à liderança tecnológica e militar dos EUA.
Um dos grandes objetivos não declarados da guerra comercial que Trump ameaça travar com a China é impedir que o país, que deve ultrapassar a economia americana entre 2020 e 2030, se torne uma superpotência tecnológica e militar capaz de superar os EUA. Pode dificultar e atrasar, mas dificilmente vai conseguir.
Dentro desta disputa tecnológica, os EUA vão restringir o investimento chinês nos EUA em vários setores de tecnologia de ponta e não aceitam retaliações, que com certeza virão. Ao mesmo tempo, querem mais facilidades para as empresas americanas investirem na China de olho no cobiçado mercado chinês.
Os EUA também querem a abertura do mercado chinês, com a redução de tarifas e a eliminação de barreiras não tarifárias aos produtos e serviços americanos, a "reciprocidade" cobrada por Trump. Ainda exigem que a China retire a reclamação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) porque Washington não trata a China como uma economia de mercado.
Não existe a menor chance da China aceitar estas exigências. Dentro do estilo de negociação de Trump, os EUA apresentaram uma lista maximalista na esperança de barganhar. A bola está com a China para continuar o jogo.
A delegação americana acusou a China de roubo de tecnologia e propriedade intelectual. Exigiu o fim dos subsídios ao setor industrial dentro do programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025), que visa a tornar o país líder em tecnologias de ponta, num desafio à liderança tecnológica e militar dos EUA.
Um dos grandes objetivos não declarados da guerra comercial que Trump ameaça travar com a China é impedir que o país, que deve ultrapassar a economia americana entre 2020 e 2030, se torne uma superpotência tecnológica e militar capaz de superar os EUA. Pode dificultar e atrasar, mas dificilmente vai conseguir.
Dentro desta disputa tecnológica, os EUA vão restringir o investimento chinês nos EUA em vários setores de tecnologia de ponta e não aceitam retaliações, que com certeza virão. Ao mesmo tempo, querem mais facilidades para as empresas americanas investirem na China de olho no cobiçado mercado chinês.
Os EUA também querem a abertura do mercado chinês, com a redução de tarifas e a eliminação de barreiras não tarifárias aos produtos e serviços americanos, a "reciprocidade" cobrada por Trump. Ainda exigem que a China retire a reclamação contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) porque Washington não trata a China como uma economia de mercado.
Não existe a menor chance da China aceitar estas exigências. Dentro do estilo de negociação de Trump, os EUA apresentaram uma lista maximalista na esperança de barganhar. A bola está com a China para continuar o jogo.
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017
EUA cresceram em ritmo de 3% ao ano no segundo trimestre de 2017
A economia dos Estados Unidos avançou num ritmo de 3% ao ano de abril a junho de 2017, acima dos 2,6% do cálculo inicial, indicou a segunda estimativa do produto interno bruto do período divulgada hoje pelo Departamento do Comércio, noticiou a agência Reuters.
A revisão para cima se deveu principalmente a números mais robustos do consumo privado e forte investimento das empresas. No primeiro trimestre, a maior economia do mundo cresceu num ritmo anual de 1,2%.
Os dados mais recentes de comércio e investimentos indicam que a economia mantém o ritmo neste terceiro trimestre. "O impacto do furacão Harvey deve ser pequeno", previu o economista Gus Faucher, da empresa PNC Financial Services.
Com a boa notícia, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta de 0,12%. O S&P 500 ganhou 0,46% e a bolsa eletrônica Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, subiu 1,1% e está a 1% do seu recorde, estabelecido em julho. As previsões de crescimento para o terceiro trimestre vão até 3,4% ao ano.
No setor privado, as empresas abriram 237 mil vagas de emprego do fecharam, estimou hoje a empresa de consultoria ADP, maior processadora de folhas de pagamento dos EUA. Em julho, o saldo foi de 201 mil empregos.
O relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho será publicado na sexta-feita.
A revisão para cima se deveu principalmente a números mais robustos do consumo privado e forte investimento das empresas. No primeiro trimestre, a maior economia do mundo cresceu num ritmo anual de 1,2%.
Os dados mais recentes de comércio e investimentos indicam que a economia mantém o ritmo neste terceiro trimestre. "O impacto do furacão Harvey deve ser pequeno", previu o economista Gus Faucher, da empresa PNC Financial Services.
Com a boa notícia, a Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta de 0,12%. O S&P 500 ganhou 0,46% e a bolsa eletrônica Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, subiu 1,1% e está a 1% do seu recorde, estabelecido em julho. As previsões de crescimento para o terceiro trimestre vão até 3,4% ao ano.
No setor privado, as empresas abriram 237 mil vagas de emprego do fecharam, estimou hoje a empresa de consultoria ADP, maior processadora de folhas de pagamento dos EUA. Em julho, o saldo foi de 201 mil empregos.
O relatório oficial de emprego do Departamento do Trabalho será publicado na sexta-feita.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Investimentos de Trump rendem abaixo da média
O magnata imobiliário Donald Trump baseia sua campanha para a Presidência dos Estados Unidos no seu suposto talento para empreender e negociar, mas uma análise dos números revela outra realidade, descobriu o jornal americano The Washington Post.
Desde 1978, os investimentos imobiliários do candidato do Partido Republicano deram em média um retorno de 9,5%, enquanto a média do mercado imobiliário ficou em 14,4%, de acordo com estimativa da agência de notícias Bloomberg.
Desde 1978, os investimentos imobiliários do candidato do Partido Republicano deram em média um retorno de 9,5%, enquanto a média do mercado imobiliário ficou em 14,4%, de acordo com estimativa da agência de notícias Bloomberg.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Índia cresceu 7,6% em um ano
Com forte aumento do consumo interno, a Índia cresceu 7,6% no ano fiscal encerrado em 31 de março de 2016. É o avanço mais forte em quatro anos e o maior entre as dez maiores economias do mundo.
No primeiro trimestre do ano, a Índia progrediu num ritmo que projeta uma expansão de 7,9% ao ano. Foi uma aceleração do crescimento em relação ao fim do ano passado, quando a taxa era de 7,2% ao ano. Em 2015, a Índia ultrapassou a China como a grande economia que mais cresce.
O crescimento foi mais forte no setor de serviços, como comércio, finanças e imobiliárias, há muito pilares do desenvolvimento da Índia, hoje a sétima economia do mundo em termos nominais, com produto interno bruto de mais de US$ 2 trilhões.
Com alta de 9,3% no ano fiscal, a indústria de transformação (manufatureira) teve desempenho muito melhor do que os 5,5% do ano fiscal anterior. O investimento externo direto foi de US$ 40 bilhões, um aumento de 29% em comparação como ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015.
A agricultura cresceu apenas 1,2%, depois de registrar queda de 0,2% no ano fiscal anterior. Depois de dois anos de seca, o governo indiano espera muita chuva na temporada das monções que está começando para aumentar a produção da agricultura.
No primeiro trimestre do ano, a Índia progrediu num ritmo que projeta uma expansão de 7,9% ao ano. Foi uma aceleração do crescimento em relação ao fim do ano passado, quando a taxa era de 7,2% ao ano. Em 2015, a Índia ultrapassou a China como a grande economia que mais cresce.
O crescimento foi mais forte no setor de serviços, como comércio, finanças e imobiliárias, há muito pilares do desenvolvimento da Índia, hoje a sétima economia do mundo em termos nominais, com produto interno bruto de mais de US$ 2 trilhões.
Com alta de 9,3% no ano fiscal, a indústria de transformação (manufatureira) teve desempenho muito melhor do que os 5,5% do ano fiscal anterior. O investimento externo direto foi de US$ 40 bilhões, um aumento de 29% em comparação como ano fiscal encerrado em 31 de março de 2015.
A agricultura cresceu apenas 1,2%, depois de registrar queda de 0,2% no ano fiscal anterior. Depois de dois anos de seca, o governo indiano espera muita chuva na temporada das monções que está começando para aumentar a produção da agricultura.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Economia da França ficou estagnada no segundo trimestre de 2015
Segunda maior economia da Zona do Euro, a França não cresceu no no segundo trimestre de 2015, indicou hoje a primeira estimativa do Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos). O resultado do primeiro trimestre foi revisado para cima de 0,6% para 0,7%.
O governo socialista declarou que a meta de alta de 1% no produto interno bruto francês neste ano será atingida, uma vez que o crescimento acumulado do primeiro semestre foi de 0,8%.
A estagnação foi causada pelo baixo consumo doméstico, que subiu 0,1% e a queda de 0,4% nos estoques das empresas, enquanto o consumo interno subiu 0,1% e a demanda externa 0,3%. Os investimentos para formação de capital bruto caíram 1,6%.
O crescimento das importações se desacelerou de 2,2% para 0,6%, enquanto as exportações avançaram 1,2% para 1,7%.
O governo socialista declarou que a meta de alta de 1% no produto interno bruto francês neste ano será atingida, uma vez que o crescimento acumulado do primeiro semestre foi de 0,8%.
A estagnação foi causada pelo baixo consumo doméstico, que subiu 0,1% e a queda de 0,4% nos estoques das empresas, enquanto o consumo interno subiu 0,1% e a demanda externa 0,3%. Os investimentos para formação de capital bruto caíram 1,6%.
O crescimento das importações se desacelerou de 2,2% para 0,6%, enquanto as exportações avançaram 1,2% para 1,7%.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Japão cresce em ritmo de 2,4% ao ano
O Japão, terceira maior economia do mundo, acelerou o crescimento no primeiro trimestre de 2015 para um ritmo de 2,4% ao ano, o mais forte dos últimos 12 meses, por conta do aumento do consumo doméstico e dos investimentos das empresas. No fim do ano passado, o avanço foi de 1,1% por cento ao ano.
Na comparação trimestral, a alta foi de 0,6%. Esse resultado superou as expectativas de economistas entrevistados pelo jornal The Wall Street Journal, que era de 1,5% ao ano, confirmando as expectativas positivas do governo e do Banco do Japão.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe adotou políticas agressivas para combater a estagnação e a deflação crônicas da economia japonesa há duas décadas, com aumento de gastos públicos e colocação de mais dinheiro em circulação para atingir a meta de inflação de 2% ao ano. É a chamada abeconomia.
Como a dívida pública japonesa passa de 230% do produto interno bruto, Abe elevou a alíquota do imposto sobre consumo de 5% para 8% em 1º de abril de 2014, derrubando a recuperação da economia, que só agora retoma um ritmo mais forte.
A desvalorização do iene fez algumas companhias transnacionais japonesas como a Canon e a Panasonic aumentar a produção no país. As exportações avançaram 2,4% no trimestre.
Na comparação trimestral, a alta foi de 0,6%. Esse resultado superou as expectativas de economistas entrevistados pelo jornal The Wall Street Journal, que era de 1,5% ao ano, confirmando as expectativas positivas do governo e do Banco do Japão.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe adotou políticas agressivas para combater a estagnação e a deflação crônicas da economia japonesa há duas décadas, com aumento de gastos públicos e colocação de mais dinheiro em circulação para atingir a meta de inflação de 2% ao ano. É a chamada abeconomia.
Como a dívida pública japonesa passa de 230% do produto interno bruto, Abe elevou a alíquota do imposto sobre consumo de 5% para 8% em 1º de abril de 2014, derrubando a recuperação da economia, que só agora retoma um ritmo mais forte.
A desvalorização do iene fez algumas companhias transnacionais japonesas como a Canon e a Panasonic aumentar a produção no país. As exportações avançaram 2,4% no trimestre.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Reino Unido cresce 3,2% num ano
A economia britânica avançou 0,9% no segundo trimestre de 2014, revelaram dados divulgados ontem pelo Escritório de Estatísticas Nacionais, revisando a estimativa inicial, de 0,8%. Em 12 meses, o crescimento foi de 3,2%, acima dos 3% ao ano registrados no primeiro trimestre.
De abril a junho, houve aumento de 1,1% na atividade do setor de serviços e de 0,7% na construção civil. Os investimentos das empresas cresceram 3,3% no trimestre e 11% em 12 meses.
O produto interno bruto do Reino Unido superou o pico anterior à recessão de 2008-9. Neste ano, o Banco da Inglaterra prevê uma expansão de 3,5%, o melhor desempenho da economia britânica em mais de uma década.
De abril a junho, houve aumento de 1,1% na atividade do setor de serviços e de 0,7% na construção civil. Os investimentos das empresas cresceram 3,3% no trimestre e 11% em 12 meses.
O produto interno bruto do Reino Unido superou o pico anterior à recessão de 2008-9. Neste ano, o Banco da Inglaterra prevê uma expansão de 3,5%, o melhor desempenho da economia britânica em mais de uma década.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Modi manda ministros não nomearem parentes
Para combater o nepotismo, ao apresentar uma lista de prioridades para os primeiros cem dias do governo, o novo primeiro-ministro da Índia, o nacionalista de direita Narendra Modi, orientou os ministros a não empregarem parentes nem oferecer contratos com parentes e amigos.
O Departamento de Pessoal e Treinamento baixou uma norma na segunda-feira passada para "garantir o cumprimento estrito dos procedimentos" para contratação.
As prioridades de Modi são:
• restabelecer a confiança na burocracia estatal;
• estabelecer um sistema interministerial para resolver problemas multissetoriais;
• reorganizar a máquina pública para orientá-la para as necessidades do cidadão;
• atacar os problemas econômicos, a começar pela inflação;
• reformar os setores de infraestrutura e as regras sobre investimentos;
• acelerar o ritmo de implementação das políticas públicas;
• incorporar a estabilidade e a sustentabilidade nas políticas públicas; e
• priorizar os setores de saúde, educação, água, energia e infraestrutura.
O Departamento de Pessoal e Treinamento baixou uma norma na segunda-feira passada para "garantir o cumprimento estrito dos procedimentos" para contratação.
As prioridades de Modi são:
• restabelecer a confiança na burocracia estatal;
• estabelecer um sistema interministerial para resolver problemas multissetoriais;
• reorganizar a máquina pública para orientá-la para as necessidades do cidadão;
• atacar os problemas econômicos, a começar pela inflação;
• reformar os setores de infraestrutura e as regras sobre investimentos;
• acelerar o ritmo de implementação das políticas públicas;
• incorporar a estabilidade e a sustentabilidade nas políticas públicas; e
• priorizar os setores de saúde, educação, água, energia e infraestrutura.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Rússia marcha para a recessão, admite ministro da Economia
Sob pressão das sanções internacionais impostas pelos Estados Unidos e a União Europeia por causa da intervenção na Ucrânia, depois de perder 0,5% no primeiro trimestre de 2014, a economia de Rússia caminha para a recessão neste segundo semestre. A ameaça de novas sanções está afastando os investimentos, admitiu o ministro da Economia, Alexei Uilukaiev.
Em entrevista à imprensa russa na cidade de Kaliningrado, Uilukaiev reconheceu que o país pode entrar em recessão. Pelas previsões do governo, o produto interno bruto deve encolher 0,1% no segundo semestre. Tecnicamente, os economistas consideram que um país está em recessão quando a economia recua durante dois trimestres consecutivos.
O ministro responsabilizou duas altas de juros aprovadas pelo Banco Central desde março para combater a inflação prejudicaram o crescimento da Rússia. A inflação deve chegar a 7,6% e cair para 6,5% no fim do ano.
Em entrevista à imprensa russa na cidade de Kaliningrado, Uilukaiev reconheceu que o país pode entrar em recessão. Pelas previsões do governo, o produto interno bruto deve encolher 0,1% no segundo semestre. Tecnicamente, os economistas consideram que um país está em recessão quando a economia recua durante dois trimestres consecutivos.
O ministro responsabilizou duas altas de juros aprovadas pelo Banco Central desde março para combater a inflação prejudicaram o crescimento da Rússia. A inflação deve chegar a 7,6% e cair para 6,5% no fim do ano.
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