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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Arábia Saudita vai leiloar áreas de 50 mil metros quadrados em Meca

A Arábia Saudita vai leiloar três terrenos na área central da cidade sagrada de Meca com 50 mil metros quadrados de área e valor de mercado estimado em US$ 226 milhões ou R$ 710 milhões, noticiou o jornal saudita Asharq al-Awasat. É parte do programa de modernização desenvolvido pelo príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman.

O agente imobiliário Abdul Salam Qadi Flatah, escolhido pelo Ministério da Justiça para realizar o leilão, declarou que ele faz parte de uma "revolução nas construções" e da recuperação econômica de Meca iniciada depois da peregrinação anual dos muçulmanos.

Todos os projetos serão controlados pela Autoridade para o Desenvolvimento da Região de Meca.

No mês passado, o governo saudita anunciou que as mulheres serão autorizadas a dirigir a partir de junho de 2018, em mais uma medida do projeto Arábia Saudita 2030, para modernizar o país e reduzir a dependência do petróleo.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

China cresce em ritmo de 6,7% ao ano

A China, segunda maior economia do mundo, avançou no terceiro trimestre de 2016 num ritmo de 6,7% ao ano, mantendo-se dentro da meta oficial de 6,5%, anunciou hoje o governo central de Beijim.

Esse crescimento, no mesmo ritmo do primeiro e do segundo trimestres, de acordo com as estatísticas oficiais, foi atribuído ao aumento da oferta de crédito, ao aquecimento do mercado imobiliário e a outras medidas de estímulo adotadas para garantir o cumprimento da meta. Mas suscitou dúvidas de economistas independentes por manter a mesma taxa por três trimestres consecutivos.

Em contrapartida às medidas de estímulo, as reformas necessárias para reestruturar a economia do investimento e da exportação para o mercado interno e o setor de serviços são adiadas. Os problemas crônicos de excesso de capacidade e endividamento elevado das empresas não serão resolvidos, observa a economista Alicia Garcia Herrero, do banco Natixis, do grupo francês.

A produção industrial cresceu 6,1% em setembro, desacelerando-se em relação aos 6,3% de agosto. O investimento em capital fixo subiu 8,2% na comparação anual nos primeiros nove meses do ano. as vendas no varejo avançaram 10, 7% no embalo de um corte de impostos sobre a venda de veículos.

O mercado imobiliário das grandes cidades é hoje uma das maiores preocupações. Em algumas, os preços subiram 40% num ano. Em mais de 20 cidades, as autoridades municipais introduziram restrições para conter a especulação imobiliária.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Investimentos de Trump rendem abaixo da média

O magnata imobiliário Donald Trump baseia sua campanha para a Presidência dos Estados Unidos no seu suposto talento para empreender e negociar, mas uma análise dos números revela outra realidade, descobriu o jornal americano The Washington Post.

Desde 1978, os investimentos imobiliários do candidato do Partido Republicano deram em média um retorno de 9,5%, enquanto a média do mercado imobiliário ficou em 14,4%, de acordo com estimativa da agência de notícias Bloomberg.

sábado, 30 de julho de 2016

EUA decepcionam com crescimento de apenas 1,2% ao ano

A queda no investimento travou a expansão da economia dos Estados Unidos. No segundo trimestre de 2016, a economia americana cresceu num ritmo de 1,2% ao ano, a metade do previsto pelos analistas, anunciou ontem o Departamento do Comércio.

Nos primeiros seis meses do ano, os EUA cresceram em ritmo de 1% ao ano, o pior primeiro semestre desde 2011. Com isso, o crescimento médio desde o fim da Grande Recessão, em 2009, está em 2,1% ao ano, o ritmo mais fraco desde 1949.

Ao mesmo tempo, com a queda na taxa de desemprego para 4,9%, os salários começam a aumentar e a venda de imóveis residenciais chegou no mês passado ao recorde pós-crise.

Um fator positivo foi a alta de 4,2% no consumo doméstico, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA. Foi o maior aumento desde o fim de 2014.

A debilidade da economia joga a favor do candidato republicano, o magnata imobiliário Donald Trump, na corrida presidencial americana. Apesar da fraqueza, o banco J P Morgan Chase estima em 30% o risco de uma recessão nos próximos 12 meses.

Os dados divulgados ontem contradizem a análise do Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), que na última reunião falou numa redução dos riscos de curto prazo para a economia americana, e diminuem a chance de um aumento na taxa básica de juros em setembro.

"Precisamos de reformas estruturais e outras política fiscal", declarou o delegado regional do Fed em Dallas, no Texas, Robert Kaplan, pedindo cautela na alta de juros. "Aí, teremos mais espaço operacional para normalizar as taxas."

sexta-feira, 15 de julho de 2016

China mantém crescimento oficial em 6,7% ao ano

A China, segunda maior economia do mundo, cresceu no segundo trimestre de 2016 num ritmo de 6,7% ao ano, o mesmo do trimestre anterior, com o mercado imobiliário e as obras de infraestrutura compensando a desaceleração industrial.

O resultado está dentro da meta oficial de crescimento para este ano é de 6,5% a 7%. Em 2015, o índice oficial ficou em 6,9%, levantando suspeitas dos analistas econômicos. Se o crescimento estava dentro da expectativa, por que o governo chinês adotou tantas medidas de estímulo, como cortes de juros e nos depósitos compulsórios dos bancos.

As pressões para a desaceleração da economia chinesa persistem. O investimento em capital fixo cresceu 9% no primeiro semestre de 2016, o menor ritmo desde o ano 2000, e está 9,6% abaixo do mesmo período no ano passado.

"O crescimento se estabilizou e qualidade está melhorando", comentou Zhu Haibin, economista sênior do banco J P Morgan Chase em Hong Kong, citado pelo jornal inglês Financial Times.

"O crescimento do investimento está diminuindo, numa correção do excesso de investimento dos últimos sete anos", acrescentou Zhu. "Mas é muito mais forte em novos setores como alta tecnologia e infraestrutura. Em setores com excesso de capacidade como carvão e aço, vemos crescimento negativo", ou seja, desinvestimento.

Depois de três décadas do maior e mais rápido desenvolvimento da história econômica, com taxas acima de 10% ao ano, a China tenta passar de uma economia baseada no investimento, na construção e na industrialização para uma economia de consumo e serviços.

Em junho, as vendas no varejo subiram 10,6% na comparação anual. Foi a maior alta desde dezembro, acima da expectativa do mercado, que era de 10%.

No segundo trimestre, setor de serviços avançou numa taxa de 7,5% ao ano, um pouco abaixo dos 7,6% do primeiro trimestre.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Berlim proíbe Airbnb

Para combater a escassez de imóveis para alugar, a Prefeitura de Berlim proibiu o aluguel temporário através da empresa de Internet Airbnb, que faz uma intermediação entre viajantes e proprietários de imóveis.

As autoridades da capital da Alemanha alegam que o serviço está encarecendo e dificultando os aluguéis de longo prazo de quem quer morar na cidade não apenas passar uma temporada.

No bairro de Kreuzberg, havia semanas atrás só um apartamento para alugar por longo prazo e centenas em oferta no Airbnb.

Quem violar a nova regra está sujeito a uma multa de 100 mil euros (R$ 404 mil).

sexta-feira, 15 de abril de 2016

China anuncia crescimento de 6,7% ao ano no início de 2016

A China, segunda maior economia do mundo, anunciou hoje o índice de crescimento oficial para o primeiro trimestre de 2016, afirmando que foi de 6,7% ao ano, dentro de meta oficial de uma expansão de 6,5% a 7% neste ano, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas. 

Foi o menor avanço semestral desde o auge da crise financeira internacional, em 2009, e as estatísticas chinesas são objeto de suspeita, um pouco abaixo dos 6,8% do fim de 2015. Mas os dados de março indicam uma retomada. As medidas de estímulo adotadas nos últimos 15 meses começam a dar resultado.

O Fundo Monetário Internacional projeta um crescimento de 6,5% em 2016.

A compra de casas, por exemplo, foi 71% maior do que 12 meses atrás, noticiou a agência Bloomberg. O investimento em capital fixo cresceu 10,7% num ano e a produção industrial 6,8%, o ritmo mais forte em nove meses. Mas os serviços avançam hoje na China em ritmo mais forte do que a indústria. Tiveram alta de 7,6% num ano.

Os analistas internacionais começaram a duvidar das estatísticas oficiais chinesa porque, no ano passado, os índices de crescimento estiveram sempre dentro da meta, mas o governo adotava várias medidas de estímulo, como desvalorização da moeda, cortes de juros, redução do depósito compulsório dos bancos e interveio na bolsa de valores na expectativa de salvar os pequenos investidores.

Entre os maiores desafios da China, estão a reforma das empresas estatais, altamente endividadas e ineficientes, e o fechamento de fábricas para reduzir a capacidade instalada. São medidas impopulares e recessivas, mas toda vez que a economia dá sinais de desaceleração o governo adota medidas de estilo. Assim, a reforma é adiada e não vai fundo como necessário.

O produto interno bruto chinês, a soma de toda a riqueza que o país produz menos as exportações, é estimado hoje em US$ 11,3 trilhões. As dívidas possivelmente problemáticas somam US$ 1,3 trilhão.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Consumo fica estagnado e inflação cai nos EUA

O consumo pessoal cresceu apenas 0,1% nos Estados Unidos em fevereiro de 2016, a mesma taxa de janeiro, apontando uma estagnação da maior economia do mundo, enquanto o índice de preços ao consumidor caiu de 1,2% em janeiro para 1% em fevereiro, revelou hoje o Departamento de Comércio, citado pela agência Reuters.

Diante da estagnação do consumo, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA, de cerca de US$ 17,8 trilhões, os analistas reduziram em meio ponto percentual a expectativa de crescimento no primeiro trimestre para a média de 0,9% ao ano. O país cresceu 2,4% no ano passado. No último trimestre, o ritmo foi de 1,4% ao ano.

Assim, apesar do aquecimento do mercado de trabalho, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA deve manter o gradualismo no aumento de suas taxas básicas de juros.

Como o mercado de trabalho apresentou um saldo positivo de 242 mil vagas de emprego em fevereiro e o índice de desemprego está em 4,9%, os analistas atribuem a queda no consumo à queda nos preços das ações no início do ano, que teria abalado a confiança dos consumidores. A renda pessoal cresceu 0,2% em fevereiro, depois de subir 0,5% em janeiro.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio revelou um aumento do déficit comercial pelo quarto mês consecutivo, de US$ 62,2 bilhões em janeiro para US$ 62,9 bilhões em fevereiro, com a aumento nas exportações e queda nas importações.

A inflação anual baixou de 1,2% para 1%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimento, ficou em 1,7%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano. Para o economista Daniel Silver, do banco J P Morgan Chase em Nova York, "a tendência é de alta do núcleo da inflação".

O Fed aumentou em dezembro sua taxa básica pela primeira vez em quase dez anos, depois de mantê-las praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para enfrentar a crise, subindo-a de uma faixa de 0 a 0,25% ao ano para 0,25% a 0,50% ao ano.

Com a desaceleração da China e a queda das bolsas no início do ano, o banco central americano foi muito criticado. Talvez fosse cedo demais. O relatório de emprego de fevereiro justificou a alta nos juros, mas a expectativa do mercado foi reduzida de quatro para duas elevações de juros ao longo do ano.

A Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário observou um aumento de 3,5% no número de contratos de compra e venda de imóveis residenciais usados em fevereiro, o melhor resultado em sete meses.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Venda de casas novas aumentou 2% nos EUA em fevereiro

A venda de unidades residenciais novas subiu 2% em fevereiro de 2016 nos Estados Unidos, projetando um total de 512 mil novas casas e apartamentos num ano, ligeiramente acima da expectativa dos analistas, anunciou na quarta-feira o Departamento de Comércio.

Em janeiro, o ritmo de vendas projetava a construção de 502 mil casas por ano. Os economistas previam 510 mil em fevereiro.

Apesar do ganho mensal, na comparação anual, a venda de casas novas ficou 6% abaixo do nível de fevereiro de 2015. Os imóveis novos representam 7% do setor habitacional do mercado imobiliário americano.

O preço médio de uma casa nova subiu 6,2% para US$ 301 mil. O estoque de imóveis residenciais novos a venda em fevereiro aumentou 1,7% para 240 mil unidades. É o maior desde outubro de 2009, em plena crise.

Como a Grande Recessão (2008-9) começou no setor habitacional do mercado imobiliário, ele tem sido observado de perto como indicador da recuperação econômica dos EUA.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Venda de casas novas avançou 14,5% nos EUA em 2015

A venda de novas unidades habitacionais nos Estados Unidos cresceu 14,5% para 507 mil no ano passado, revelou ontem o Departamento do Comércio.

O preço médio das casas novas vendidas em dezembro ficou em US$ 288.900, uma queda de 4,3% em comparação com dezembro de 2014. No mês passado, havia 237 imóveis residenciais novos à venda, um estoque que deve durar pouco mais de cinco meses no atual ritmo de negócios.

A recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde começou a Grande Recessão de 2008-9, é considera essencial para a normalização da maior economia do mundo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Preços de casas mantêm alta nos EUA

Os preços dos imóveis residenciais subiram 4,7% em julho nos Estados Unidos na comparação anual, mantendo o forte ritmo de negócios no setor habitacional no primeiro semestre de 2015, apontou o índice S&P Case-Shiller. Em junho, a alta anual estava em 4,5%.

Nas 10 maiores cidades, o avanço foi de 4,5%. Se consideradas as 20 maiores cidades, o crescimento foi de 5%. Em agosto, houve uma queda de 1,4% no ritmo de vendas de imóveis residenciais usados, informou o jornal The Wall Street Journal.

Um analista observou que o setor habitacional costuma ser visto como um todo por ter sido a origem da Grande Recessão de 2008-9. À medida que a situação se normaliza, cada mercado local reagem da sua própria maneira.

Na maioria das regiões metropolitanas a oeste do Rio Mississípi, houve aumento de preços em junho e julho, enquanto as cidades a leste sofreram quedas, com baixa de 1,2% em Chicago e de 0,5% em Nova York.

Em Los Angeles, São Francisco e São Diego, na Califórnia, os preços das casas dobraram desde janeiro de 2000. Em Detroit, subiram só 3% e, em Cleveland, 10%, apontou o índice Case-Shiller.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Bolsas da China perderam US$ 3 trilhões em semanas

Enquanto o mundo foca suas atenções na Grécia, uma bolha especulativa está estourando nas bolsas de valores da China, apesar de uma série de medidas recentes como um corte nas taxas básicas de juros do banco central, a redução do percentual que os bancos devem manter como reservas e uma investigação sobre possíveis ações fraudulentas. 

Desde o pico em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu quase 30%. As ações chinesas perderam US$ 3 trilhões, oito vezes mais do que a dívida publica grega, estimada hoje em 340 bilhões de euros (US$ 373 bilhões).

O índice CSI300, que mede o desempenho das principais ações cotadas nas bolsa de Xangai e de Xenzen, caiu hoje 1,3%.

Na sexta-feira, numa tentativa de restaurar a confiança dos investidores, o órgão regulador anunciou um inquérito sobre possíveis manipulações do mercado. Deve manter nas próximas semanas o esforço para evitar um colapso nos preços das ações.

Com a desaceleração da economia e a demanda interna relativamente fraca, aparentemente os chineses aproveitaram a baixa das taxas de juros para investir na bolsa. O objetivo do governo é fortalecer o mercado interno para que seja capaz de sustentar o crescimento nacional nestes anos de crise em que a demanda externa enfraqueceu, prejudicando as exportações.

A partir de 1978, a abertura econômica promovida por Deng Xiaoping criou uma máquina de exportações que elevou a China a segunda maior economia do mundo em termos nominais e maior do que a americana pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.

Para sustentar esse modelo econômico, o governo chinês manteve os salários baixos para manter o baixo custo e a competitividade das exportações, e os juros baixos para garantir crédito barato para as empresas. O desafio agora é estimular o consumo interno sem minar o modelo baseado em investimentos dirigidos pelo governo e o baixo custo das exportações.

Ao mesmo tempo, o regime precisava criar instrumentos de poupança para manter o poder de compra diante da inflação. Fez duas opções: o mercado imobiliário e a bolsa de valores. Nos últimos 20 anos, as aplicações em imóveis foram preferidas pela maioria dos poupadores chineses.

Enquanto os preços subiam, e aumentaram consistentemente nas últimas duas décadas, o mercado imobiliário oferecia oportunidades sem paralelo, especialmente depois da crise de 2008-9, que afetou o setor exportador. Em 2009, a maioria dos chineses via as bolsas de valores como cassinos.

Mas, nos últimos anos, o setor habitacional entrou em declínio. Com a queda na lucratividade e a desaceleração da economia, muitos investidores correram para a bolsa, inflando a bolha especulativa.

A transição para uma economia sustentada pelo consumo interno é o maior desafio para o país que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, no maior processo de desenvolvimento da história.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Crescimento da China cai para 7% ao ano

O produto interno da China cresceu num ritmo de 7% ao ano no primeiro trimestre de 2015. Esse crescimento seria espetacular para quase todos os outros países do mundo. É o dobro da média mundial. Mas mantém a tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo em termos nominais e primeira pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.

Foi o pior resultado do primeiro trimestre em seis anos. A China havia crescido 7,3% no último trimestre de 2014, fechando o ano com alta de 7,4%, o menor avanço desde 1990, quando o país estava sob sanções por causa do massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.

Ontem, foi anunciada uma queda de 15% nas exportações chinesas. Diante da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o mercado interno. Mas o mercado imobiliário também enfrenta dificuldades e excesso de oferta.

A produção industrial no primeiro trimestre avançou 6,4% na comparação anual. Em março de 2015, a produção industrial cresceu 5,6% em relação a março de 2014. As vendas no varejo aumentaram 10,6% num ano.

No primeiro trimestre, a geração de energia elétrica caiu 0,1% na comparação anual e a produção de aço, 1,7%.

O investimento em imóveis aumentou 8,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado, mas a venda de casas caiu 9,1%. O início de novas construções registrou baixa de 18,4%, informou a coluna Macro Horizontes, do jornal The Wall Street Journal.

A era do crescimento espetacular movido a investimento está se esgotando. Como é o espetacular desenvolvimento econômico chinês que legitima a ditadura do Partido Comunista, preocupado com o impacto político, o governo tende a usar as políticas fiscal e de crédito que deram certo nas últimas décadas. Com uma economia muito maior e excesso de capacidade instalada, o impacto dessas políticas vem diminuindo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Venda de casas novas sobe 11,6% nos EUA

As vendas de unidades habitacionais novas avançaram 11,6% em dezembro de 2014, projetando a construção de 481 mil casas e apartamentos num ano nos Estados Unidos, acima da expectativa dos analistas de mercado, que era de 455 mil unidades. O dado de novembro foi reduzido para 431 mil casas, informou o Departamento do Comércio.

O preço médio de uma casa ficou em US$ 298,1 mil, 8,2% acima da média de dezembro de 2013.

As casas e os apartamentos novos representam apenas 8% do setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde começou a Grande Recessão de 2008-9. A total recuperação desse mercado será o sinal definitivo do fim da crise econômica nos EUA.

Os números de dezembro apontam para uma melhoria em 2015, com o fortalecimento do mercado de trabalho e uma queda nos juros do financiamento imobiliário, mas as vendas devem ficar bem abaixo da média anual de 700 mil dos anos 1990s.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

EUA voltam a crescer, em ritmo de 4% ao ano

A economia dos Estados Unidos superou as expectativas e avançou num ritmo de 4% ao ano no segundo trimestre de 2014, revelou hoje o Departamento do Comércio na sua primeira estimativa de crescimento para o período. Os analistas esperavam 3%, noticia o jornal The New York Times.

O relatório cita o aumento das exportações e do consumo pessoal como responsáveis pela expansão da maior economia do mundo. A contração do primeiro trimestre também foi revisada de 2,9% para 2,1% ao ano, fortalecendo a impressão dos economistas de ter sido um fenômeno excepcional causado pelo inverno rigoroso.

Outro dado inspirador de otimismo foi a estimativa da empresa de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento dos EUA, de que o setor privado abriu 218 mil vagas de emprego a mais do que fechou em julho. É menos do que o saldo de 281 mil de junho, mas pelo quarto mês consecutivo houve um ganho de mais de 200 mil empregos.

Ontem o Conference Board, uma instituição de pesquisas privada, declarou que a confiança do consumidor é a maior em sete anos, mas ainda há problemas na recuperação da economia americana. Em depoimento no Congresso, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, manifestou preocupação com o fraco aumento nos salários. Os preços das casas sobem no menor ritmo em mais de um ano.

"Recuperamos parte do terreno perdido nos primeiros três meses do ano, mas não há nada nos dados revelados hoje para indicar que a economia esteja crescendo num ritmo mais forte do que estava nos últimos dois anos", afirmou o Instituto de Política Econômica, uma entidade não lucrativa preocupada com a situação dos trabalhadores das classes média e baixa.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Inflação sobe e construção de casas cai nos EUA

Os preços ao consumidor tiveram em maio de 2014 a maior alta em mais de um ano e o ritmo da construção de casas novas caiu 6,5%, destacando problemas renitentes da recuperação dos Estados Unidos. Com o impacto de duas notícias ruins, as bolsas de Nova York caíram, mas às 15h operavam em alta.

A recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde começou a Grande Recessão de 2008-9, é um indicador-chave. Em maio, projetou a construção de 1 milhão de unidade habitacionais nos próximos 12 meses, queda de 6,5%. Houve ainda uma baixa de 6,4% na concessão de novos alvarás de construção de casas, revelou o Departamento do Comércio dos EUA, citado pela agência Reuters.

No mês passado, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, observou que o ritmo lento da construção imobiliária ameaça a economia americana como um todo.

O mercado luta para não perder o ímpeto da retomada, mas o aumento da demanda levou a uma alta nos preços das casas e nos juros dos financiamentos. Também há uma escassez de propriedades à venda. Se o Fed tiver de aumentar suas taxas básicas para combater a inflação, a desaceleração do setor habitacional pode piorar.

A inflação registrou alta de 0,4% em maio de 2014, acima da expectativa do mercado, que era de 0,2%. Foi o maior aumento em mais de um ano. Os preços dos alimentos subiram como não se via desde agosto de 2011, anunciou hoje o Departamento do Trabalho, informa a agência Reuters.

sábado, 12 de abril de 2014

Garagem no Sul de Londres vale R$ 2 milhões

Diante da escassez de imóveis e terrenos para comprar, uma garagem de 53 metros quadrados no Sul de Londres foi vendida num leilão por três vezes mais do que o preço pedido inicialmente. Chegou a 550 mil libras, pouco mais de R$ 2 milhões, um recorde para a capital do Reino Unido, revelou hoje o jornal International Business Times.

O imóvel alcançou esse preço elevado apesar de não haver permissão para convertê-lo numa casa. Na média, é 150 mil libras (R$ 555 mil) mais caro do que uma casa no bairro de Camberwell, onde fica.

De acordo com a Royal Institution of Chartered Surveyors, a venda de casas no Reino Unido atingiu em março de 2013 o pico dos últimos seis anos, desde o agravamento da crise financeira internacional e da Grande Recessão, num sinal de que "o país precisa desesperadamente de novas casas".

Pelas projeções do Fundo Monetário Internacional, o Reino Unido vai liderar o crescimento dos países ricos em 2013, com expansão de 2,9%.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Preços de casas têm maior alta nos EUA desde 2005

Com taxas de juros baixas, o setor habitacional do mercado imobiliário dos Estados Unidos, onde começou a Grande Recessão (2008-9) registrou uma alta de preços de 11,3% no quarto trimestre de 2013, na comparação anual, aponta o índice S&P Case-Shiller. Nas 20 maiores regiões metropolitanas do país, a valorização foi de 13,4%.

Em relação a novembro, houve queda de 0,1% em dezembro, indicando uma desaceleração ou acomodação dos preços nos últimos meses atribuída em parte ao rigor do inverno.

Os preços dos imóveis residenciais caíram em média 35% entre 2006 e 2012. Chegaram ao nível mais baixo nesse período no início de 2012. Desde então, subiram 21%, voltando aos níveis de 2004.

Todas as 20 maiores regiões metropolitanas dos EUA tiveram altas na comparação anual no fim de 2013. Em apenas seis, os preços subiram em dezembro. Os maiores ganhos anuais aconteceram em Las Vegas (25,5%), São Francisco (22,6%) e Los Angeles (20,3%).

Outra pesquisa, divulgada ontem pela empresa imobiliária Black Knight Financial Services, apontou uma valorização de 8,4% nos preços dos imóveis dos EUA em 2013, informa o jornal The Wall St. Journal

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Encomendas à indústria sobem 3,5% nos EUA

Num sinal de consolidação da recuperação da economia dos Estados Unidos depois da Grande Recessão de 2008-9, as encomendas de bens duráveis à indústria avançaram 3,5% em novembro, superando amplamente a expectativa média dos economistas, que era de 2%.

As ordens de bens de capital de fora do setor de defesa subiram 4,5%, na maior alta desde janeiro. Esse aumento indica um

Em outra pesquisa, o Departamento do Comércio revisou para queda de 2,4% as vendas de casas novas em novembro, projetando um total anual de 464 mil unidades residenciais, mas o número de outubro foi revisto para cima, projetando vendas anuais de 474 mil casas, o ritmo mais forte desde julho de 2008, antes do agravamento da crise.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Venda de casas sobe ao maior nível em 5 anos nos EUA

A venda de casas novas avançou 8,3% em junho em relação a maio e 38,1% na comparação anual, a maior alta desde janeiro de 1992. Isso projeta a venda de 497 mil casas num ano, o maior nível deste segmento do setor habitacional do mercado imobiliário desde maio de 2008, antes do agravamento da crise financeira internacional com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro daquele ano.

Para os economistas, que previam em média a venda de 482 mil unidades habitacionais, os compradores podem ter apressado seus negócios temendo altas nos juros do crédito hipotecário num futuro próximo.

A recuperação do mercado imobliário, onde a crise começou, é essencial para consolidar a recuperação da economia americana, a maior do mundo, que apresentou indicadores positivos hoje também na indústria. O Índice dos Gerentes de Compras do setor manufatureiro medido pela empresa de consultoria Markit subiu de 51,9 em junho para 53,2 em julho. Números acima de 50 sinalizam crescimento.

Em contraste, na China, o índice de gerentes de compras da indústria caiu de 48,2 em junho para 47,7 em julho, o pior resultado em 11 meses. Os indicadores de produção, empregos, novas encomendas e novas ordens de exportação caíram.