Mostrando postagens com marcador preços. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preços. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de março de 2020

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 20 por barril nos EUA

Por causa da forte queda no consumo em meio à pandemia do novo coronavírus, da prorrogação das medidas de isolamento social nos Estados Unidos e da possibilidade de medidas de confinamento no Japão, os preços do petróleo sofreram nova queda forte. 

Nesta segunda-feira, o barril de petróleo do tipo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão de referência do mercado americano, foi vendido a US$19,92, uma queda de 7,4%, o menor preço em 18 anos.

O barril do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, caiu 7,6% para US$ 23,03.

Robert Rennie, analista do mercado de energia da empresa Westpac, observou que "estamos chegando perto do ponto em que os produtores chegarão no limite da capacidade de armazenagem. Podem pagar aos consumidores para não de arcar com os custos de armazenamento."

A baixa aconteceu depois que o presidente Donald Trump prorrogou a orientação de distanciamento social até o fim de abril, num sinal de que a maior economia do mundo continua em quarentena por mais um mês.

Como o primeiro-ministro Shinzo Abe advertiu que o Japão está à beira de uma segunda onda de contaminação e pode adotar medidas de confinamento, a Bolsa de Valores de Tóquio chegou a cair 3,94% e no momento está em baixa de 1,97%.

Na pior das hipóteses, os economistas do banco Nomura esperam uma queda de 7% no produto mundial bruto de 2020.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Petróleo cai 30% e arrasta bolsas da Ásia

Depois que Rússia e Arábia Saudita, em nome da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), não chegaram a um acordo na sexta-feira para reduzir a produção em 1,5 milhão de barris por dia, os preços do petróleo desabaram nesta segunda-feira. 

Por trás da forte queda, que arrastou bolsas de valores, estão a baixa no consumo com o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus e uma guerra de preços deflagrada pela Arábia Saudita, maior exportador mundial.

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadoria de Londres, caiu 29,69% para US$ 31,83, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), do Golfo do México, padrão do mercado americano, perdeu 32,19% e vale agora US$ 27,99.

É a maior queda num dia desde o início da Guerra do Golfo de 1991. No link, você acompanha as variações de preço.

Com o fracasso das exportações entre os grandes exportadores, a Arábia Saudita deflagrou uma guerra de preços, prometendo aumentar a produção e a oferta num momento de expectativa de forte queda da demanda.

Alguns analistas preveem uma queda nos preços do barril para US$ 20. Nesta faixa, a extração de óleo de xisto betuminoso, que tornou os EUA de novo no maior produtor mundial de energia, se torna economicamente difícil, se não inviável.

O rendimento dos títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA com dez anos de prazo caiu abaixo de 0,5%, um recorde de baixa. O título de 30 anos rende menos de 1%, outro recorde de baixa. Os títulos da dívida americana são um dos instrumentos preferidos para investidores e fundos de pensão se protegerem em momentos de crise, na chamada fuga para a qualidade.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio cai 5% diante do temor cada vez dos investidores de recessão no Japão, enquanto a Bolsa de Hong Kong opera em baixa de 3,64%. Na China continental, Xangai e Xenzen perdem mais de 2%.

À medida que o vírus se propaga pelo mundo - e hoje já está na metade dos países -, a demanda por produtos chineses diminui. Já são mais de 110 mil casos no mundo inteiro, com 3.870 mortes e 99% dos novos casos anunciados hoje são fora da China. A Itália, segundo país com maior número de mortes, 366, colocou 16 milhões de pessoas em quarentena.

Em janeiro e fevereiro, a China registrou o primeiro déficit comercial em oito anos. As exportações caíram 17% em fevereiro na comparação anual para US$ 292,45 bilhões. As importações recuaram 4% para US$ 299 bilhões.

Vários economistas esperam uma contração na economia da China no primeiro trimestre de 2020, o que não acontece desde a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), que terminou com a morte do Grande Timoneiro Mao Tsé-tung, antes das reformas de Deng Xiaoping, que transformaram o país na segunda maior economia do mundo.

A crise econômica do coronavírus é muito grave porque é uma crise de oferta e de demanda. A produção cai porque as empresas param de trabalhar e faltam suprimentos em várias cadeias produtivas. Então cai a oferta.

Ao mesmo tempo, as pessoas estão ficando em casa. Andam menos de automóvel. Não vão ao cinema ao teatro ou outras diversões públicas. Evitam bares, restaurantes e casas noturnas onde estarão perto de estranhos. Só as companhias aéreas estimam que terão perdas de US$ 113 bilhões

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Venezuela aumenta gasolina em mais de 6.000%

A partir de 19 de fevereiro, o preço do litro da gasolina na Venezuela vai passar de 0,097 para 6 bolívares, um aumento de 6.085%. A gasolina comum sobe de 7 centavos para 1 bolívar, anunciou ontem à tarde o presidente Nicolás Maduro.

Foi o primeiro aumento dos combustíveis do regime chavista. O último havia sido em 1997, no segundo governo Rafael Caldera, antes da primeira eleição de Hugo Chávez, em 1998.

Maduro declarou que o novo preço cobrirá os custos de produção e permitirá algum ganho para o Estado venezuelano, quebrado por causa da queda de 70% nos preços internacionais do petróleo desde junho de 2014. Ele também anunciou uma desvalorização de 37% na cotação oficial do bolívar, de 6,30 para 10 bolívares por dólar, que continua muito distante da realidade.

No mercado paralelo, o dólar foi cotado ontem a 1.045,90 bolívares e o euro a 1.164,93, informa o boletim de notícias Dolar Today. Acusados pelo presidente Maduro de liderar uma "guerra econômica" contra o país, os responsáveis alegaram: "Não imprimimos dinheiro nem somos responsáveis pela política monetária." E ironizaram: "Que revolução é essa que não resiste a um sítio de Internet?"

Com recessão de 10% no ano passado e 8% prevista para este, a maior inflação do mundo, que deve chegar a 720% em 2016 pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), desabastecimento generalizado e a queda na arrecadação com petróleo, a Venezuela tem hoje o pior desempenho econômico do mundo. É uma economia à beira do colapso.

O último grande aumento da gasolina, em 1989, no governo Carlos Andrés Pérez, sob pressão do Fundo Monetário Internacional, provocou uma onda de protesto de rua conhecido como Caracaço em que pelo menos 276 foram mortas. A matança foi uma das razões que levou o então coronel Hugo Chávez à política. Em 1992, ele liderou um golpe fracassado contra Andrés Pérez. Anistiado pelo presidente Rafael Caldera, chegou à Presidência em 1998.

O governo venezuelano tem um pagamento de US$ 2,1 bilhões da dívida pública na próxima semana. Talvez o calote não venha agora, mas na visão do mercado é inevitável.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Preços de casas mantêm alta nos EUA

Os preços dos imóveis residenciais subiram 4,7% em julho nos Estados Unidos na comparação anual, mantendo o forte ritmo de negócios no setor habitacional no primeiro semestre de 2015, apontou o índice S&P Case-Shiller. Em junho, a alta anual estava em 4,5%.

Nas 10 maiores cidades, o avanço foi de 4,5%. Se consideradas as 20 maiores cidades, o crescimento foi de 5%. Em agosto, houve uma queda de 1,4% no ritmo de vendas de imóveis residenciais usados, informou o jornal The Wall Street Journal.

Um analista observou que o setor habitacional costuma ser visto como um todo por ter sido a origem da Grande Recessão de 2008-9. À medida que a situação se normaliza, cada mercado local reagem da sua própria maneira.

Na maioria das regiões metropolitanas a oeste do Rio Mississípi, houve aumento de preços em junho e julho, enquanto as cidades a leste sofreram quedas, com baixa de 1,2% em Chicago e de 0,5% em Nova York.

Em Los Angeles, São Francisco e São Diego, na Califórnia, os preços das casas dobraram desde janeiro de 2000. Em Detroit, subiram só 3% e, em Cleveland, 10%, apontou o índice Case-Shiller.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Lucro da indústria chinesa sofre maior queda já registrada

O lucro das fábricas chinesas caiu 156,6 bilhões de iuanes (US$ 24,6 bilhões ou R$ 100 bilhões) em agosto de 2015, numa redução de 8,8% em comparação com agosto de 2014, revelam dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China, citados pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong.

É o maior declínio anual desde o governo chinês começou a publicar estatísticas a respeito, em 2011. Nos primeiros oito meses de 2015, a baixa foi de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

A pesquisa aponta problemas com aumento de custos, queda de preços e a recente desvalorização das ações negociadas em bolsas de valores. Só as flutuações da moeda chinesa seriam responsáveis por um aumento de custos de 23,9% nos últimos 12 meses.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

OPEP mantém nível de produção de petróleo inalterado

Pela segunda vez em seis meses, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu manter sua produção em 30 milhões de barris por dia, sem reduzi-la para forçar uma alta nos preços internacionais, que caíram de cerca de US$ 110 há um ano para cerca de US$ 60, noticiou a agência de notícias Bloomberg. Nesta semana, a baixa foi de 5,9%.

A decisão do cartel liderado pela Arábia Saudita indica a intenção da OPEP de lutar para manter sua fatia do mercado diante do aumento da produção de novas fontes, especialmente do óleo e gás de xisto betuminoso, que levaram os Estados Unidos a voltar a disputar a liderança mundial.

Os analistas entendem que a viabilidade do óleo de xisto depende de um preço do barril entre US$ 60 e 70, o mesmo nível necessário para garantir a lucratividade da exploração da camada pré-sal no Brasil.

Grandes produtores dependentes do petróleo, como a Venezuela, a Rússia, a Argélia e a Nigéria, enfrentam sérias dificuldades para equilibrar o orçamento, mas a OPEP decidiu manter a pressão sobre os produtores de alto custo.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

OPEP prevê petróleo abaixo de US$ 100 por barril por uma década

Numa avaliação pessimista, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acredita que os preços do petróleo vão ficar abaixo de US$ 100 por barril nos próximos dez anos e analisa a possibilidade de cortar a produção para pressionar a alta, revela o rascunho de um relatório sobre a futura estratégia do cartel, informa o jornal The Wall Street Journal.

Na hipótese mais otimista, o cartel prevê que os preços do barril estejam em torno de US$ 76 em 2015, refletindo a preocupação dos países exportadores com o aumento da produção dos Estados Unidos e da exploração de óleo e gás natural do xisto betuminoso. Na pior das hipóteses, o barril custaria menos de US$ 40 daqui dez anos.

"Um preço de US$ 100 não está em nenhuma das hipóteses", observou um delegado que participou de um debate sobre a futura estratégia da OPEP em Viena na semana passada. É um problema a mais para o Brasil, que precisa de uma cotação em torno dos US$ 75 para ter lucro na exploração do petróleo na camada pré-sal.

Vários países exportadores em crise por causa de queda de 50% nos preços nos últimos 11 meses, entre eles Argélia, Irã e Venezuela, pressionaram a OPEP a restabelecer cotas de produção, abolidas em dezembro de 2011.

Os preços caíram de US$ 115 em junho de 2014 para menos de US$ 50 em janeiro de 2015. No momento, oscilam em torno de US$ 65. Pelos cálculos dos estrategistas da OPEP, só dois países-membros - o Catar e o Kuwait - podem financiar seus orçamentos com o barril a US$ 76. A Argélia precisa de um barril a US$ 130 e a Venezuela acima disso.

Por enquanto, a Arábia Saudita e o Iraque aumentam a produção para garantir suas fatias do mercado e o Irã deve fazer o mesmo se chegar a um acordo com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as sanções internacionais a seu programa nuclear forem suspensas.

Se os limites de produção foram reimpostos, a produção da OPEP vai cair para 32% do total mundial. Já foi superior a 50%.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Shell compra a antiga British Gas por 47 bilhões de libras

A gigante anglo-holandesa Shell acertou a compra do BG Group, a antiga British Gas, por 47 bilhões de libras, cerca de US$ 70 bilhões ou R$ 216,5 bilhões em dinheiro e ações. É mais um sinal de que impacto na queda dos preços internacionais do petróleo no setor de energia, observa o jornal americano The Wall St. Journal.

É a primeira grande aquisição desde que o barril de petróleo do tipo Brent, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, caiu de US$ 114, em julho de 2014, para cerca de US$ 600 hoje, e a segunda maior no setor, superada apenas pela compra da Mobil Oil pela Exxon por US$ 81,65 bilhões, em 1998.

A nova companhia deve ser a maior produtora privada de gás natural liquefeito. A Shell produz hoje mais de 255 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Com as jazidas do BG Group na Austrália e no Leste da África, deve chegar a 311 milhões de metros cúbicos.

"O gás liquefeito é uma parte importante do negócio", declarou o diretor-presidente da Shell, Ben van Beurgen. Ele disse ter feito a proposta em telefonema ao presidente do BG Group, Andrew Gould: "Tivemos uma discussão muito boa e construtiva, e rapidamente ela começou a fazer sentido para nós dois."

A Shell pagou um prêmio de 50% acima do valor das ações do BG Group no fechamento de ontem. Mas alguns analistas são céticos em relação ao negócio: "O histórico das aquisições da Shell na última década não tem sido estelar", observou Michel Hulme, gerente de um fundo de investimentos em produtos primários da Carmignac Gestion.

"Para presumir que a Shell possa pagar 50% de prêmio pela BG e extrair sinergias significativas, aumentar seu valor para os acionistas e manter os dividendos com uma base de acionistas maior exige um grau de otimismo mais do que saudável", acrescentou Hulme.

Na Bolsa de Valores de Londres, as ações da Shell começaram o dia em queda de 5%, enquanto as ações do BG Group subiram 37%.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Deflação se aprofunda na Zona do Euro

Depois de cair para 0,2% ao ano em dezembro de 2014, o índice de preços ao consumidor registrou queda de 0,6% ao ano em janeiro de 2015 nos países da União Europeia que usam o euro como moeda, informou o Eurostat, escritório oficial de estatísticas do bloco.

O segundo mês consecutivo de alta de preços é atribuído à queda nos preços internacionais do petróleo, mas reacende o alerta para a ameaça de deflação, uma baixa sustentada nos preços que desestimula a produção e o consumo, colocando a economia numa espiral negativa. No setor de energia, a queda nos preços foi de 6,3% em dezembro e 8,9% em janeiro.

Para combater a deflação, o Banco Central Europeu anunciou em 22 de janeiro de 2015 a intenção de comprar títulos no valor de 1,1 trilhão de euros dentro de um ano e meio a partir de março. O objetivo do chamado alívio quantitativo é colocar mais dinheiro em circulação a fim de reativar a economia.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Maduro promete não aumentar preço da gasolina na Venezuela

A Venezuela não vai aumentar o preço da gasolina para o consumidor final, prometeu o presidente Nicolás Maduro em entrevista que foi ao ar hoje. O país cobra o menor preço do mundo pela gasolina, cerca de dois centavos de dólar por litro.

Com a queda de 40% nos preços internacionais do petróleo nos últimos meses, a economia venezuelana e o regime chavista estão à beira do colapso. Uma das saídas para a crise seria cortar os subsídios aos combustíveis.

Um aumento no preço da gasolina afetaria diretamente a população de baixa renda, principal segmento de apoio ao regime, que sofre com inflação de 80% ao ano e desabastecimento de produtos básicos como papel higiênico, açúcar, carne, leite e farinha de trigo.

Maduro prometeu reformar o setor de energia em 2015, acrescentando não ter pressa em fazer isso, mas a queda na renda do petróleo o pressiona a tomar medidas de emergência. Para não acabar com a revolução e as políticas econômicas equivocadas herdadas do finado caudilho Hugo Chávez, o regime está destruindo a Venezuela.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Petróleo cai abaixo de US$ 60 pela primeira vez desde 2009

Em sua queda consistente, o preço internacional do barril de petróleo tipo West Texas Intermediate padrão no mercado dos Estados Unidos, caiu hoje abaixo de US$ 60 pela primeira vez desde julho de 2009, sendo cotado a US$ 59,85, antes de subir para US$ 60,01 na Bolsa Mercantil de Nova York.

Com o aumento da produção, especialmente nos Estados Unidos e na Líbia, e a desaceleração da economia mundial, os preços internacionais do petróleo caíram 40% nos últimos seis meses, provocando crises em países altamente dependentes da renda do produto, como Argélia, Nigéria, Irã, Rússia e Venezuela.

No momento, os economistas calculam que num ano isso significa que os consumidores terão US$ 1,3 trilhão a mais para gastar. O custo da energia, um componente importante no preço final de qualquer produto, está em queda.

Ao mesmo tempo, o consumo de energia é um indicador importante da atividade econômica. Nesta era de aquecimento global, um consumo menor é a esperança de um mundo mais sustentável. No momento, é mais um sinal de desaceleração. Ontem, o Índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caiu 268 pontos por causa disso. Hoje, está em alta.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Queda nos preços do petróleo ameaça cinco países exportadores

Pelo menos cinco países altamente dependentes das exportações de petróleo podem enfrentar grave instabilidade econômica com a queda nos preços internacionais do produto: a Rússia, o Irã, a Venezuela, a Argélia e a Nigéria.

Ao bloquear as propostas de corte na produção diária da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) abaixo do volume atual de 30 milhões de barris, a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras árabes aliadas visavam sobretudo concorrer com a exploração de óleo de xisto betuminoso nos Estados Unidos. Mas acabaram atingindo em cheio os países mais dependentes do petróleo.

O Irã, que negocia o futuro de seu programa nuclear com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sob o peso de sanções internacionais, está ainda mais pressionado a aceitar as condições impostas pelos EUA.

Diante do fracasso das negociações nucleares, que deveriam ter sido concluídas em 24 da novembro de 2014, o rial iraniano sofreu forte valorização nos últimos dias, obrigando o governo a aumentar o preço do pão em 30% em 1º de dezembro.

Com a economia estagnada e o rublo em queda por causa da intervenção militar na Ucrânia, a Rússia tenta minimizar o impacto das sanções internacionais alegando para o público interno que será uma oportunidade para desenvolver a produção interna.

"O gás e o petróleo representam 52% das receitas orçamentárias", lembra Mikhail Krutikhine, especialista da empresa de consultoria RusEnergy, e o orçamento foi calculado com base num barril de petróleo a US$ 100. Está em torno de 70% e a Arábia Saudita acredita que chegue a US$ 60. "Quando o presidente Vladimir Putin assumiu, no ano 2000, a dependência era de apenas 8% a 9%. Várias jazidas de exploração difícil têm custo de produção acima dos preços atuais."

Pior ainda é a situação da Venezuela, com inflação de 80% ao ano e contração da economia em 3% ao ano, o dólar oficial em 6,30 bolívares e no mercado negro em 150 bolívares. Sua dependência de 96% da receita do petróleo e um orçamento baseado num barril a US$ 120, o regime chavista está à beira do colapso, dilacerado pelas divisões internas e pela incompetência do presidente Nicolás Maduro.

Para o candidato derrotado por Maduro em 2013, Henrique Capriles, a crise é "o produto da inépcia, da mediocridade e da maneira obtusa de governar de um grupo de privilegiados que destruiu o país". As eleições legislativas de 2015 serão uma oportunidade para a oposição.

Na Argélia, onde o gás e o petróleo representam 97% da receita das exportações e 40% do produto interno bruto, a queda nos preços é igualmente devastadora. "A Argélia aguenta um novo choque petrolífero?", pergunta o jornal El Watan. O orçamento previa que o preço do barril ficasse em US$ 110, bem acima dos atuais US$ 70.

Além da guerra civil movida pela milícia extremista muçulmana Boko Haram no Nordeste do país, a Nigéria enfrenta a queda nos preços do petróleo. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA decidiram diversificar suas fontes de importação para diminuir a dependência do petróleo do Oriente Médio. A África Ocidental tornou-se importante.

Com a exploração do gás de xisto nos EUA, os maiores importadores de petróleo nigeriano hoje são o Brasil e a Índia. O petróleo representa 70% das receitas públicas e 97% das exportações da Nigéria. No último trimestre, a moeda nacional, a naira, perdeu 11% do valor.

Se o preço do petróleo continuar em baixa, o governo da Nigéria terá de fazer cortes orçamentários drásticos às vésperas da eleição presidencial de fevereiro de 2015, em que o atual presidente Goodluck Jonathan já se apresentou como candidato, apesar da crise política e econômica, e da impotência das forças de segurança no combate ao jihadismo.

domingo, 21 de setembro de 2014

Preço do leite sobe até 279% na Venezuela

A Superintendência Nacional para a Defesa dos Direitos Socioeconômicos da Venezuela aprovou novos aumentos nos preços oficiais de leite, café, arroz, milho branco e amarelo. O país enfrenta a pior inflação do mundo, acima de 60% ao ano, e uma crise de desabastecimento.

O litro de leite fresco na granja subiu 279%, de 3,60 para 13,65 bolívares. O leite pasteurizado em embalagens de 200 mililitros passou de 1,45 para 4,58 bolívares, uma alta de 215,8%. Na embalagem de 400 ml, o aumento foi de 213%. Na quantidade mais procurada, 900 ml, houve um reajuste de 172,7%, de 6,60 para 18 bolívares.

Apesar dos níveis elevados de aumento, a indústria de leite e laticínios afirma que os preços ainda estão muito abaixo dos custos reais. O leite estaria sendo vendido no curral a 25 bolívares o litro e o pasteurizado em embalagem de 900 ml, pelos cálculos dos produtores, deveria estar em 37 bolívares, pouco mais do dobro do novo limite.

O milho branco subiu 218,8%; o arroz, 244%; e o café, 69,3% para os produtores.

Para agravar a situação, o preço médio do petróleo vendido pela Venezuela caiu na semana que terminou em 19 de setembro de 2014 para US$ 88,39 por barril, US$ 1,80 abaixo da semana anterior, a menor cotação em três anos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Preços de casas têm maior alta nos EUA desde 2005

Com taxas de juros baixas, o setor habitacional do mercado imobiliário dos Estados Unidos, onde começou a Grande Recessão (2008-9) registrou uma alta de preços de 11,3% no quarto trimestre de 2013, na comparação anual, aponta o índice S&P Case-Shiller. Nas 20 maiores regiões metropolitanas do país, a valorização foi de 13,4%.

Em relação a novembro, houve queda de 0,1% em dezembro, indicando uma desaceleração ou acomodação dos preços nos últimos meses atribuída em parte ao rigor do inverno.

Os preços dos imóveis residenciais caíram em média 35% entre 2006 e 2012. Chegaram ao nível mais baixo nesse período no início de 2012. Desde então, subiram 21%, voltando aos níveis de 2004.

Todas as 20 maiores regiões metropolitanas dos EUA tiveram altas na comparação anual no fim de 2013. Em apenas seis, os preços subiram em dezembro. Os maiores ganhos anuais aconteceram em Las Vegas (25,5%), São Francisco (22,6%) e Los Angeles (20,3%).

Outra pesquisa, divulgada ontem pela empresa imobiliária Black Knight Financial Services, apontou uma valorização de 8,4% nos preços dos imóveis dos EUA em 2013, informa o jornal The Wall St. Journal