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segunda-feira, 30 de março de 2020

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 20 por barril nos EUA

Por causa da forte queda no consumo em meio à pandemia do novo coronavírus, da prorrogação das medidas de isolamento social nos Estados Unidos e da possibilidade de medidas de confinamento no Japão, os preços do petróleo sofreram nova queda forte. 

Nesta segunda-feira, o barril de petróleo do tipo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão de referência do mercado americano, foi vendido a US$19,92, uma queda de 7,4%, o menor preço em 18 anos.

O barril do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, caiu 7,6% para US$ 23,03.

Robert Rennie, analista do mercado de energia da empresa Westpac, observou que "estamos chegando perto do ponto em que os produtores chegarão no limite da capacidade de armazenagem. Podem pagar aos consumidores para não de arcar com os custos de armazenamento."

A baixa aconteceu depois que o presidente Donald Trump prorrogou a orientação de distanciamento social até o fim de abril, num sinal de que a maior economia do mundo continua em quarentena por mais um mês.

Como o primeiro-ministro Shinzo Abe advertiu que o Japão está à beira de uma segunda onda de contaminação e pode adotar medidas de confinamento, a Bolsa de Valores de Tóquio chegou a cair 3,94% e no momento está em baixa de 1,97%.

Na pior das hipóteses, os economistas do banco Nomura esperam uma queda de 7% no produto mundial bruto de 2020.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Petróleo passa de US$ 50 pela primeira vez em 2016

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, foi vendido a US$ 50,08 na manhã de hoje, superando pela primeira vez neste ano a barreira dos US$ 50. É a maior cotação desde novembro de 2015.

Com a redução nos estoques dos Estados Unidos maior do que se esperava, os preços internacionais do petróleo subiram. Podem continuar em alta. O colapso em até 70% nos preços desde junho de 2014 reduziu o investimento e a produção no setor.

A Agência Internacional de Energia, dominada pelos países consumidores, prevê uma "redução dramática" na oferta no segundo semestre em meio a um aumento da demanda. Isto pressionaria os preços para cima.

Mas há um excesso de oferta na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), um aumento na produção do Iraque, a volta do Irã ao mercado. No início da semana, o regime iraniano declarou não ter a intenção de congelar a produção.

A produção do Canadá era de 1 milhão de barris por dia a menos por causa do incêndio florestal no estado de Alberta, grande produtor, que agora já está superado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

OPEP mantém produção de petróleo em 30 milhões de barris por dia

Sob a liderança da Arábia Saudita, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu manter a produção diária de seus países-membros em 30 milhões por dia, resistindo à pressão da Venezuela, que está com reservas em moeda forte baixa, para reduzir a produção a fim de aumentar os preços.

No momento, o barril de petróleo leve do Oeste do Texas (West Texas Intermediate), padrão do mercado americano, está em US$ 73,69, enquanto o do tipo Brent, do Mar do Norte, referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, está em US$ 77,75. Os dois estão em queda hoje. São as menores cotações em quatro anos.

Os preços do petróleo estão em baixa por causa da desaceleração da economia mundial e do aumento da produção nos Estados Unidos, especialmente de óleo de xisto betuminoso. A Arábia Saudita, aliada de Washington e maior exportadora mundial, pressiona por uma queda de preços que enfraquece rivais de ambos, como Irã e Venezuela.

Em Caracas, o fracasso do governo Nicolás Maduro, agravado pela desvalorização do petróleo, está acabando com a revolução chavista. O orçamento projetou um barril acima de US$ 100. O Brasil precisa de um preço em torno de US$ 70 para viabilizar a exploração econômica das reservas da camada pré-sal.