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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

OPEP anuncia acordo para limitar sua produção

Apesar das divergências entre a Arábia Saudita e o Irã, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou hoje na Argélia um acordo para limitar sua produção para pressionar os preços internacionais do produto para cima.

A partir de 30 de novembro de 2016, a produção da OPEP será limitada a um teto de 32,5 a 33 milhões barris de petróleo por dia, um pouco abaixo da média atual, de 33,2 milhões de barris. Os detalhes serão discutidos até lá na sede da entidade, em Viena, na Áustria. A meta é fixar o texto em 32,5 milhões/dia em 2017.

Segunda maior exportadora mundial depois da Arábia Saudita, a Rússia não faz parte da OPEP, mas participou da reunião de Argel e ficou de anunciar sua posição oficial no futuro.

O acordo inesperado provocou uma alta nos preços do petróleo de 5,3% em Nova York para US$ 47,05 em Nova York e de 5,9% em Londres em US$ 48,69.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 40 pela primeira vez desde abril

O barril de petróleo do Golfo do México tipo West Texas Intermediate, padrão da Bolsa Mercantil de Nova York, caiu hoje à tarde abaixo de US$ 40 pela primeira vez desde abril. Com queda de mais de 4%, chegou a ser cotado em US$ 39,86, noticiou o jornal britânico Financial Times.

As preocupações sobre o excesso de oferta de petróleo bruto e de gasolina e o fraco consumo nos Estados Unidos durante as férias de verão no Hemisfério Norte levaram a uma queda de 14% nos preços internacionais do petróleo em julho.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Petróleo passa de US$ 50 pela primeira vez em 2016

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, foi vendido a US$ 50,08 na manhã de hoje, superando pela primeira vez neste ano a barreira dos US$ 50. É a maior cotação desde novembro de 2015.

Com a redução nos estoques dos Estados Unidos maior do que se esperava, os preços internacionais do petróleo subiram. Podem continuar em alta. O colapso em até 70% nos preços desde junho de 2014 reduziu o investimento e a produção no setor.

A Agência Internacional de Energia, dominada pelos países consumidores, prevê uma "redução dramática" na oferta no segundo semestre em meio a um aumento da demanda. Isto pressionaria os preços para cima.

Mas há um excesso de oferta na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), um aumento na produção do Iraque, a volta do Irã ao mercado. No início da semana, o regime iraniano declarou não ter a intenção de congelar a produção.

A produção do Canadá era de 1 milhão de barris por dia a menos por causa do incêndio florestal no estado de Alberta, grande produtor, que agora já está superado.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Oriente Médio perde US$ 390 bilhões com baixa no preço do petróleo

Os grandes produtores de petróleo do Oriente Médio deixaram de ganhar US$ 390 bilhões em 2015 por causa da queda nos preços internacionais, estimou ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em 2016, serão menos US$ 150 bilhões.

De cerca de US$ 115 por barril em junho de 2014, os preços internacionais do petróleo baixaram para menos de US$ 30 no início deste ano e agora passam de US$ 40. Com alta de 4,74% hoje, o barril do tipo West Texas Intermediate, padrão do mercado americano, está em US$ 44,66.

Em consequência, grandes exportadores como a Arábia Saudita e o Kuwait tiveram elevados déficits orçamentários, sendo obrigados a recorrer às reservas cambiais e a cortar subsídios para equilibrar as contas públicas. O governo saudita lançou bônus da dívida pública pela primeira vez em décadas.

No último fim de semana, os grandes exportadores não chegaram a um acordo para diminuir a produção e a oferta no mercado internacional - e assim pressionar por uma alta de preços.

A previsão de crescimento para os produtores de petróleo neste ano é de 3%, depois de 2% em 2015, mas isso se deve à melhoria das condições de produção no Iraque e à volta do Irã ao mercado internacional com a suspensão das sanções a seu programa nuclear.