Mostrando postagens com marcador Brent. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brent. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Mercado de trabalho surpreende nos EUA com saldo de 2,5 milhões de vagas

Contra todas as expectativas, com a retomada das atividades no setor de serviços, o mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou em maio um ganho de 2,5 milhões vagas, informou o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego caiu de 14,7%, a maior desde 1948, para 13,3%. As bolsas de valores e o petróleo registraram altas expressivas.

Os dados semanais sobre novos pedidos de seguro-desemprego registraram mais 1,9 milhão de demissões na semana passada, totalizando 42,6 milhões desde março. Não captaram as recontratações.

Os setores de hospitalidade e lazer, inclusive restaurantes, reabriram 1,2 milhão de postos de trabalho depois de demitir 8 milhões de trabalhadores desde o início da crise, enquanto os varejo, que havia demitido 2,3 milhões de empregados, contratou 377 mil.

As novas vagas ainda são uma fração do total de demissões e a taxa de desemprego de 13,3% ainda está acima dos 10% registrados no auge da Grande Recessão de 2008-9, mas indica que a maior economia do mundo terá forte recuperação se a pandemia for controlada e a reabertura não causar uma segunda onda de contaminação.

Na França, o presidente do Conselho Científico, Jean-François Delfraissy, declarou que a pandemia está sob controle, mas o número de pessoas sem máscara nas ruas e a proximidade em bares e cafés de Paris, que ainda é uma zona laranja, preocupam.

Com a boa notícia, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, subiu 829% e fechou em alta de 3,15%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo avançou 0,86%. O dólar comercial caiu mais 2,66% para R$ 4,99.

O preço do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, aumentou 5,45% para US$ 39,35 e o do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, cresceu 5,05% para US$ 42,01.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 20 por barril nos EUA

Por causa da forte queda no consumo em meio à pandemia do novo coronavírus, da prorrogação das medidas de isolamento social nos Estados Unidos e da possibilidade de medidas de confinamento no Japão, os preços do petróleo sofreram nova queda forte. 

Nesta segunda-feira, o barril de petróleo do tipo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão de referência do mercado americano, foi vendido a US$19,92, uma queda de 7,4%, o menor preço em 18 anos.

O barril do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, caiu 7,6% para US$ 23,03.

Robert Rennie, analista do mercado de energia da empresa Westpac, observou que "estamos chegando perto do ponto em que os produtores chegarão no limite da capacidade de armazenagem. Podem pagar aos consumidores para não de arcar com os custos de armazenamento."

A baixa aconteceu depois que o presidente Donald Trump prorrogou a orientação de distanciamento social até o fim de abril, num sinal de que a maior economia do mundo continua em quarentena por mais um mês.

Como o primeiro-ministro Shinzo Abe advertiu que o Japão está à beira de uma segunda onda de contaminação e pode adotar medidas de confinamento, a Bolsa de Valores de Tóquio chegou a cair 3,94% e no momento está em baixa de 1,97%.

Na pior das hipóteses, os economistas do banco Nomura esperam uma queda de 7% no produto mundial bruto de 2020.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Petróleo cai 30% e arrasta bolsas da Ásia

Depois que Rússia e Arábia Saudita, em nome da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), não chegaram a um acordo na sexta-feira para reduzir a produção em 1,5 milhão de barris por dia, os preços do petróleo desabaram nesta segunda-feira. 

Por trás da forte queda, que arrastou bolsas de valores, estão a baixa no consumo com o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus e uma guerra de preços deflagrada pela Arábia Saudita, maior exportador mundial.

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadoria de Londres, caiu 29,69% para US$ 31,83, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), do Golfo do México, padrão do mercado americano, perdeu 32,19% e vale agora US$ 27,99.

É a maior queda num dia desde o início da Guerra do Golfo de 1991. No link, você acompanha as variações de preço.

Com o fracasso das exportações entre os grandes exportadores, a Arábia Saudita deflagrou uma guerra de preços, prometendo aumentar a produção e a oferta num momento de expectativa de forte queda da demanda.

Alguns analistas preveem uma queda nos preços do barril para US$ 20. Nesta faixa, a extração de óleo de xisto betuminoso, que tornou os EUA de novo no maior produtor mundial de energia, se torna economicamente difícil, se não inviável.

O rendimento dos títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA com dez anos de prazo caiu abaixo de 0,5%, um recorde de baixa. O título de 30 anos rende menos de 1%, outro recorde de baixa. Os títulos da dívida americana são um dos instrumentos preferidos para investidores e fundos de pensão se protegerem em momentos de crise, na chamada fuga para a qualidade.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio cai 5% diante do temor cada vez dos investidores de recessão no Japão, enquanto a Bolsa de Hong Kong opera em baixa de 3,64%. Na China continental, Xangai e Xenzen perdem mais de 2%.

À medida que o vírus se propaga pelo mundo - e hoje já está na metade dos países -, a demanda por produtos chineses diminui. Já são mais de 110 mil casos no mundo inteiro, com 3.870 mortes e 99% dos novos casos anunciados hoje são fora da China. A Itália, segundo país com maior número de mortes, 366, colocou 16 milhões de pessoas em quarentena.

Em janeiro e fevereiro, a China registrou o primeiro déficit comercial em oito anos. As exportações caíram 17% em fevereiro na comparação anual para US$ 292,45 bilhões. As importações recuaram 4% para US$ 299 bilhões.

Vários economistas esperam uma contração na economia da China no primeiro trimestre de 2020, o que não acontece desde a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), que terminou com a morte do Grande Timoneiro Mao Tsé-tung, antes das reformas de Deng Xiaoping, que transformaram o país na segunda maior economia do mundo.

A crise econômica do coronavírus é muito grave porque é uma crise de oferta e de demanda. A produção cai porque as empresas param de trabalhar e faltam suprimentos em várias cadeias produtivas. Então cai a oferta.

Ao mesmo tempo, as pessoas estão ficando em casa. Andam menos de automóvel. Não vão ao cinema ao teatro ou outras diversões públicas. Evitam bares, restaurantes e casas noturnas onde estarão perto de estranhos. Só as companhias aéreas estimam que terão perdas de US$ 113 bilhões

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Morte do general não abalou mercado do petróleo mas existe risco

A morte do general Kassem Suleimani não foi suficiente para abalar o mercado internacional de petróleo e provocar uma alta de longo prazo, mas o risco existe por causa da tensão entre os Estados Unidos e o Irã.

Os preços do petróleo estão abaixo do que estavam em 2 de janeiro, antes do ataque de drones dos Estados Unidos que matou em Bagdá o comandante da força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária do Irã.

O barril de petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa Mercantil de Londres, custa hoje 65 dólares e o West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, vale 58 dólares e 72 centavos. 

Isto reflete uma mudança estrutural no mercado de petróleo e na maneira como reage a choques políticos. Parte do aumento registrado no início do mês passado se deve ao acordo comercial entre os Estados Unidos e a China e ao anúncio de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Meu comentário:

domingo, 15 de setembro de 2019

Petróleo sobe 20% com ataques e queda da produção saudita

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, padrão do centro financeiro de Londres, subiu 20%, de US$ 60 para US$ 71, na reabertura dos negócios depois dos ataques de drones ontem contra um campo de exploração de petróleo e a maior refinaria do mundo, na Arábia Saudita, segundo maior produtor e maior exportador mundial. 

Com os ataques, a produção saudita caiu pela metade. O empresa estatal de petróleo Aramco promete restaurar na segunda-feira um terço da capacidade perdida, de 5,7 milhões de barris por dia, 6% da produção mundial. Seriam 2 milhões de barris por dia de volta ao mercado. Antes, falara em retomar toda a produção no início da semana.

"Foi definitivamente pior do que avaliamos nas primeiras horas depois do ataque, mas vamos assegurar que o mercado não enfrente nenhuma escassez até que estejamos plenamente de volta", declarou um alto funcionário saudita. Os Estados Unidos podem usar seus estoques para evitar um choque maior no mercado.

O ataque foi reivindicado pelos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã que lutam na guerra civil do Iêmen contra o presidente deposto, Abed Rabbo Mansur Hadi. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã, dizendo não haver certeza que os drones saíram do Iêmen.

Em pronunciamento na televisão, o presidente Hassan Rouhani negou qualquer responsabilidade do Irã. Ele acusou os EUA, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos de armar e financiar o outro lado na guerra civil do Iêmen, a pior tragédia humanitária hoje no mundo.

Uma investigação recente das Nações Unidas constatou que os hutis têm drones com alcance de quase 1,5 quilômetro. Portanto, poderiam ter atingido as instalações petrolíferas sauditas, que ficam a 800 km da fronteira iemenita.

De acordo com a televisão americana CNN, pelo ângulo do ataque, os EUA acreditam que possa ter partido do Irã ou do Iraque. O governo iraquiano negou que seu território tenha sido usado para lançar a revoada de drones.

O incidente atinge em cheio, tornando mais difícil um possível encontro entre os presidentes Donald Trump e Hassan Rouhani durante a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no fim deste mês. Trump declarou que os EUA estão "carregados e engatilhados" para responder ao ataque militarmente.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Petróleo passa de US$ 50 pela primeira vez em 2016

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, foi vendido a US$ 50,08 na manhã de hoje, superando pela primeira vez neste ano a barreira dos US$ 50. É a maior cotação desde novembro de 2015.

Com a redução nos estoques dos Estados Unidos maior do que se esperava, os preços internacionais do petróleo subiram. Podem continuar em alta. O colapso em até 70% nos preços desde junho de 2014 reduziu o investimento e a produção no setor.

A Agência Internacional de Energia, dominada pelos países consumidores, prevê uma "redução dramática" na oferta no segundo semestre em meio a um aumento da demanda. Isto pressionaria os preços para cima.

Mas há um excesso de oferta na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), um aumento na produção do Iraque, a volta do Irã ao mercado. No início da semana, o regime iraniano declarou não ter a intenção de congelar a produção.

A produção do Canadá era de 1 milhão de barris por dia a menos por causa do incêndio florestal no estado de Alberta, grande produtor, que agora já está superado.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Barril do petróleo cai brevemente abaixo de US$ 35

Com a volta do Irã a um mercado internacional de petróleo com excesso de oferta de grandes produtores como Arábia Saudita, Estados Unidos e Rússia, o barril do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão da Bolsa Mercantil de Londres, caiu até US$ 36,33 por barril, abaixo dos US$ 36,61 de dezembro de 2008, mas fechou em US$ 37,92. Nos EUA, o petróleo tipo West Texas Intermediate, padrão da Bolsa Mercantil de Nova York, chegou a ser vendido a US$ 34,53. Fechou em US$ 36,31.

As duas cotações caíram mais de 10% na semana passada. Os analistas esperam que nos próximos dias, o petróleo teste os mínimos desde 2008 e 2004. Se o Congresso dos EUA levantar a proibição de exportar petróleo, as duas cotações poderiam se aproximar. 

O gás natural também caiu com a baixa generalizada no setor de energia. Nos EUA, o preço recuou 4,8% pra US$ 1,894 por milhão de BTUs (British Thermal Units). Como até agora o inverno que se aproxima no Hemisfério Norte foi suave, não há pressão de aumento do consumo capaz de elevar os preços.

No mercado futuro, o óleo diesel perdeu 1,6%, passando para US$ 1,1277 por galão (3,785 litros), o menor preço desde agosto de 2004. Na bomba, a gasolina está sendo vendida a US$ 2 por galão.

A maioria dos analistas ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal espera um barril de petróleo em torno de US$ 55 em 2016 nos EUA, mas alguns preveem preços médios abaixo dos registrados em 2015.

Mais de 190 países assinaram no sábado passado um acordo para conter o aquecimento global que, na opinião dos ecologistas, obrigaria a manter 80% das reservas de petróleo, carvão e gás natural intocadas. O Acordo de Paris teve pouco impacto nos preços porque o mercado não acredita que seja rigoroso.

Os países apresentaram metas voluntárias de redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa, que serão revisadas a cada cinco anos a partir de 2023. Não há sanções ou punições previstas para quem não cumprir as metas. É o acordo possível, ainda insuficiente.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Petróleo cai à menor cotação desde 2009

Com a expectativa de que a produção continue aumentando num mercado com excesso de oferta, os preços do barril de petróleo caíram ao menor valor desde fevereiro de 2009, no auge da Grande Recessão. 

Na Bolsa Mercantil de Nova York, a cotação do petróleo tipo West Texas Intermediate baixou 5,8% para US$ 37,65. Em Londres, o petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, foi vendido a US$ 40,70.

A queda é resultado da decisão anunciada na última sexta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de manter os atuais níveis de produção, que superam 30 milhões de barris por dia.

Desde o ano passado, a Arábia Saudita, líder do cartel dos exportadores, aposta na baixa de preços para tirar do mercado a produção de alto custo, como o óleo de xisto betuminoso dos Estados Unidos. Como a produção americana e de outros países de fora do bloco, como a Rússia, permanece elevada, a tendência de queda é reforçada.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Shell compra a antiga British Gas por 47 bilhões de libras

A gigante anglo-holandesa Shell acertou a compra do BG Group, a antiga British Gas, por 47 bilhões de libras, cerca de US$ 70 bilhões ou R$ 216,5 bilhões em dinheiro e ações. É mais um sinal de que impacto na queda dos preços internacionais do petróleo no setor de energia, observa o jornal americano The Wall St. Journal.

É a primeira grande aquisição desde que o barril de petróleo do tipo Brent, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, caiu de US$ 114, em julho de 2014, para cerca de US$ 600 hoje, e a segunda maior no setor, superada apenas pela compra da Mobil Oil pela Exxon por US$ 81,65 bilhões, em 1998.

A nova companhia deve ser a maior produtora privada de gás natural liquefeito. A Shell produz hoje mais de 255 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Com as jazidas do BG Group na Austrália e no Leste da África, deve chegar a 311 milhões de metros cúbicos.

"O gás liquefeito é uma parte importante do negócio", declarou o diretor-presidente da Shell, Ben van Beurgen. Ele disse ter feito a proposta em telefonema ao presidente do BG Group, Andrew Gould: "Tivemos uma discussão muito boa e construtiva, e rapidamente ela começou a fazer sentido para nós dois."

A Shell pagou um prêmio de 50% acima do valor das ações do BG Group no fechamento de ontem. Mas alguns analistas são céticos em relação ao negócio: "O histórico das aquisições da Shell na última década não tem sido estelar", observou Michel Hulme, gerente de um fundo de investimentos em produtos primários da Carmignac Gestion.

"Para presumir que a Shell possa pagar 50% de prêmio pela BG e extrair sinergias significativas, aumentar seu valor para os acionistas e manter os dividendos com uma base de acionistas maior exige um grau de otimismo mais do que saudável", acrescentou Hulme.

Na Bolsa de Valores de Londres, as ações da Shell começaram o dia em queda de 5%, enquanto as ações do BG Group subiram 37%.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Barril de petróleo cai a menos de US$ 50 nos EUA

Pela primeira vez desde maio de 2009, o barril de petróleo do tipo West Texas Intermediate foi vendido abaixo de US$ 50 hoje na Bolsa Mercantil de Nova York. No momento, a cotação subiu um pouco para US$ 50,19, com queda de mais de 4% no dia.

Na Bolsa de Mercadorias de Londres, o petróleo do tipo Brent caiu hoje abaixo de US$ 55 o barril.

Os preços do petróleo caíram pela metade ano passado, puxados pela estagnação da economia mundial e o aumento da oferta, especialmente nos EUA, onde cresce a exploração de óleo e gás natural extraídos do xisto betuminoso. O Iraque também aumentou a produção e a Líbia fez o mesmo, até um conflito que ameaça se tornar uma guerra civil levou a ataques aos terminais de exportação.

Em 30 de dezembro de 2014, o governo dos EUA voltou a autorizar a exportação de petróleo, suspensa desde a crise provocada pelo embargo à venda de petróleo árabe aos aliados de Israel depois da Guerra do Yom Kippur, em 1973.

Antes do chamado primeiro choque petroleiro, a maioria das áreas exploradas hoje, como o Mar do Norte e a plataforma continental brasileira, era economicamente inviável. A baixa cotação diminui a rentabilidade dos produtores. As reservas do pré-sal, por exemplo, tem um custo de exploração estimado em US$ 60 a US$ 75.

A Arábia Saudita e seus aliados no Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico e na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, os únicos países exportadores em condições de aumentar a produção, perdem receita, mas se beneficiam ao defender sua fatia do mercado. Já os exportadores altamente dependentes do petróleo, como Venezuela, Irã, Argélia, Nigéria e Rússia, enfrentam uma séria crise.

Com a queda nos preços do petróleo e a ameaça de uma nova crise na Grécia, as bolsas de valores caíram no mundo inteiro.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

OPEP mantém produção de petróleo em 30 milhões de barris por dia

Sob a liderança da Arábia Saudita, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu manter a produção diária de seus países-membros em 30 milhões por dia, resistindo à pressão da Venezuela, que está com reservas em moeda forte baixa, para reduzir a produção a fim de aumentar os preços.

No momento, o barril de petróleo leve do Oeste do Texas (West Texas Intermediate), padrão do mercado americano, está em US$ 73,69, enquanto o do tipo Brent, do Mar do Norte, referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, está em US$ 77,75. Os dois estão em queda hoje. São as menores cotações em quatro anos.

Os preços do petróleo estão em baixa por causa da desaceleração da economia mundial e do aumento da produção nos Estados Unidos, especialmente de óleo de xisto betuminoso. A Arábia Saudita, aliada de Washington e maior exportadora mundial, pressiona por uma queda de preços que enfraquece rivais de ambos, como Irã e Venezuela.

Em Caracas, o fracasso do governo Nicolás Maduro, agravado pela desvalorização do petróleo, está acabando com a revolução chavista. O orçamento projetou um barril acima de US$ 100. O Brasil precisa de um preço em torno de US$ 70 para viabilizar a exploração econômica das reservas da camada pré-sal.

sábado, 10 de maio de 2008

Petróleo bate novo recorde e passa de US$ 126

Os preços do petróleo bateram novo recorde na sexta-feira, 9 de maio de 2008, chegando a US$ 126,25 por barril na Bolsa Mercantil de Nova Iorque e depois caindo para US$ 125,96. Já acumulam uma alta de 12% este ano.

Em Londres, o petróleo bruto do tipo Brent, do Mar do Norte, quebrou seu próprio recorde a US$ 125,90 e fechou em US$ 125,40.

Para os analistas, os quatro recordes da semana se devem ao aumento das aplicações de fundos de investimento. Com a crise financeira nos Estados Unidos e na Europa, os mercados oferecem poucas opções para ganhar dinheiro. Nesta semana, os gerentes de fundos apostaram em petróleo.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Petróleo bate novo recorde a US$ 122

O preço do barril de petróleo bateu novo recorde hoje. Chegou, na Bolsa Mercantil de Nova Iorque, a US$ 122,73. No fechamento das operações, ficou em US$ 121,84.

Em Londres, o petróleo do tipo Brent, padrão para o mar do Norte, também bateu recordes, sendo cotado a US$ 120,99 durante o dia e a US$ 120,31 no fechamento.

As causas da alta foram a tensão política em grandes exportadores como o Irã, o Iraque e a Nigéria, o anúncio de que a Indonésia vai deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) porque virou importador e o otimismo de que os Estados Unidos não vão parar de crescer.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Petróleo chega a US$ 100 por barril

Pela primeira vez na história, o barril de petróleo West Texas, do Golfo do México, foi negociado hoje acima de US$ 100 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque. Depois, caiu um pouco, fechando em US$ 99,62, com alta de US$ 3,64.

Este preço ainda é considerado inferior ao recorde de abril de 1980, que equivaleria a US$101,70, com a correção devida à variação cambial.

Com a queda do dólar, que chegou a US$ 1,475 por euro, e a alta do petróleo, a Bolsa de Valores de Nova Iorque sofreu uma queda de 220,86 pontos (1,7%), fechando em 13.043,96.

Os analistas de mercado atribuíram a alta do petróleo a um movimento especulativo causado pela violência política no Quênia, a redução dos estoques americanos no início do inverno no Hemisfério Norte e a fragilidade do dólar.

Essa fuga do dólar aumentou também o preço do ouro.

Em Londres, o petróleo padrão do Mar do Norte, tipo Brent, subiu US$3,99 para US$97,84. O ouro atingiu a cotação nominal recorde de US$ 861,10 pela onça de 28,35 gramas, batendo os US$ 850 de janeiro de 1980, quando o dólar valia muito mais.

Desde 2000, os preços do petróleo triplicaram por causa do aumento da demanda na China, da redução dos estoques, da desvalorização do dólar e da instabilidade política em países exportadores, e especialmente da invasão do Iraque.

domingo, 5 de agosto de 2007

Petróleo termina semana em US$ 76,67

O preço do barril de petróleo atingiu cotação recorde de US$ 78,77 na quarta-feira na Bolsa Mercantil de Nova Iorque, diante dos riscos ao suprimento do mercado americano no próximo inverno no Hemisfério Norte, mas fechou a semana em US$ 76,67. Em Londres, o petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, terminou a semana em US$ 75,39.

"Como a margem entre oferta e procura é muito estreita e os participantes do mercado estão interessados em pagar para ver, a tendência não é de uma queda prolongada nos preços", comentou um analista. "Vem aí a temporada de furacões nos Estados Unidos. Basta uma tempestade para colocar o mercado em polvorosa."

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Petróleo volta a rondar US$ 70 por barril

O preço do petróleo bruto subiu US$ 1,15 (1,7%) hoje na Bolsa Mercantil de Nova Iorque (Nymex), atingindo US$ 69,15 por barril, o nível mais alto desde 18 de setembro de 2006. A alta foi atribuída à ameaça de greve em regiões produtoras da Nigéria, à resistência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em aumentar a produção e ao temor de que os estoques americanos estejam baixos para enfrentar o aumento de consumo no verão.

Já o petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, referência no mercado de Londres, caiu um pouco, fechando hoje em US$ 71,70, depois de ter chegada a US$ 71,88 na sexta-feira, maior preço desde 28 de agosto do ano passado.

"A gasolina estará quente neste verão", previu o analista do mercado de petróleo Mike Wittner.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Comentário saudita derruba preço do petróleo

Os preços do petróleo caíram ontem no mercado internacional depois que o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, declarou que não há necessidade de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Na Bolsa de Mercantil de Nova Iorque, o barril caiu US$ 1,50 para US$ 51,48, após ter sido cotado durante o dia em US$ 51,15, preço mais baixo desde maio de 2005.

Em Londres, o petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, caiu para US$ 52,30 por barril para entrega em fevereiro e US$ 52,15 para entrega em março.