Com o relaxamento da censura e o aumento da variedade de filmes em cartaz, a China deve superar os Estados Unidos e se tornar o maior mercado de cinema, informa o jornal inglês Financial Times.
Enquanto o faturamento do cinema americano caiu no primeiro trimestre pela primeira vez em quatro anos, as salas chinesas venderam ingressos no valor de US$ 3,17 bilhões, alta de quase 40% num ano.
Se este ritmo for mantido, a China passa os EUA em 2018. "Será difícil manter esse nível de crescimento", observou a empresa de consultoria EntGroup, que analisa o mercado chinês de cinema, citada pelo .
Nos EUA, o faturamento geralmente é maior no quarto trimestre, então será preciso esperar pelo resultado das bilheterias chinesas no segundo semestre para saber qual é o maior mercado do mundo do cinema.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 28 de maio de 2018
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Clubes chineses terão de pagar dobro por jogadores de fora
Por uma nova regra imposta pelo governo, os clubes de futebol da China terão de pagar duas vezes pelo preço jogador estrangeiro. Uma soma equivalente aos direitos do jogador será depositada num fundo criado para promover o desenvolvimento do futebol chinês, noticiou hoje a agência Bloomberg.
É mais uma tentativa de conter os gastos excessivos dos clubes chineses. Em 2016, eles gastaram mais de US$ 450 milhões com jogadores.
A China ultrapassou a França e se tornou o quinto maior mercado para jogadores de futebol, depois da Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália, as maiores ligas europeias. Mas os clubes faturaram apenas US$ 220 milhões no ano passado. O déficit preocupa as autoridades.
"Todos os clubes devem sustentar o interesse geral no desenvolvimento saudável dos negócios do futebol na China", declarou uma nota oficial. A promoção do futebol chinês é uma prioridade do presidente Xi Jinping.
É mais uma tentativa de conter os gastos excessivos dos clubes chineses. Em 2016, eles gastaram mais de US$ 450 milhões com jogadores.
A China ultrapassou a França e se tornou o quinto maior mercado para jogadores de futebol, depois da Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália, as maiores ligas europeias. Mas os clubes faturaram apenas US$ 220 milhões no ano passado. O déficit preocupa as autoridades.
"Todos os clubes devem sustentar o interesse geral no desenvolvimento saudável dos negócios do futebol na China", declarou uma nota oficial. A promoção do futebol chinês é uma prioridade do presidente Xi Jinping.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
OPEP mantém produção de petróleo em 30 milhões de barris por dia
Sob a liderança da Arábia Saudita, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu manter a produção diária de seus países-membros em 30 milhões por dia, resistindo à pressão da Venezuela, que está com reservas em moeda forte baixa, para reduzir a produção a fim de aumentar os preços.
No momento, o barril de petróleo leve do Oeste do Texas (West Texas Intermediate), padrão do mercado americano, está em US$ 73,69, enquanto o do tipo Brent, do Mar do Norte, referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, está em US$ 77,75. Os dois estão em queda hoje. São as menores cotações em quatro anos.
Os preços do petróleo estão em baixa por causa da desaceleração da economia mundial e do aumento da produção nos Estados Unidos, especialmente de óleo de xisto betuminoso. A Arábia Saudita, aliada de Washington e maior exportadora mundial, pressiona por uma queda de preços que enfraquece rivais de ambos, como Irã e Venezuela.
Em Caracas, o fracasso do governo Nicolás Maduro, agravado pela desvalorização do petróleo, está acabando com a revolução chavista. O orçamento projetou um barril acima de US$ 100. O Brasil precisa de um preço em torno de US$ 70 para viabilizar a exploração econômica das reservas da camada pré-sal.
No momento, o barril de petróleo leve do Oeste do Texas (West Texas Intermediate), padrão do mercado americano, está em US$ 73,69, enquanto o do tipo Brent, do Mar do Norte, referência da Bolsa de Mercadorias de Londres, está em US$ 77,75. Os dois estão em queda hoje. São as menores cotações em quatro anos.
Os preços do petróleo estão em baixa por causa da desaceleração da economia mundial e do aumento da produção nos Estados Unidos, especialmente de óleo de xisto betuminoso. A Arábia Saudita, aliada de Washington e maior exportadora mundial, pressiona por uma queda de preços que enfraquece rivais de ambos, como Irã e Venezuela.
Em Caracas, o fracasso do governo Nicolás Maduro, agravado pela desvalorização do petróleo, está acabando com a revolução chavista. O orçamento projetou um barril acima de US$ 100. O Brasil precisa de um preço em torno de US$ 70 para viabilizar a exploração econômica das reservas da camada pré-sal.
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quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Irlanda anuncia volta ao mercado em dezembro
Depois de três anos, a Irlanda vai sair da crise indo diretamente ao mercado vender títulos para voltar a refinanciar sua dívida interna sem a necessidade de uma linha de crédito da União Europeia, anunciou hoje o primeiro-ministro Enda Kenny.
"Vamos sair do programa de resgate numa posição forte", declarou o taoiseach no Parlamento da Irlanda (Dáil Éireann). "Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas claramente estamos nos movendo na direção correta".
O ministro das Finanças, Michael Noonan esperar levantar 6 a 10 bilhões de euros no mercado em 2014 e espera que sejam suficientes para cobrar as necessidades de financiamento do governo irlandês.
A Irlanda era chamada de tigre europeu por causa de suas elevadas taxas de crescimento e baixa carga fiscal, que atraiu empresas e profissionais de vários países, ajudando a criar no país um polo de alta tecnologia. Isso gerou especulação imobiliária e a formação de uma bolha que estourou depois do agravamento da crise mundial com o colapso do banco de investimentos americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.
Com o sistema financeiro do país quebrado por causa das hipotecadas caloteadas, o governo da Irlanda teve de intervir para evitar a total desnacionalização dos bancos irlandeses. Isso elevou o déficit orçamentário do país para 32% do produto interno bruto.
O país quebrou. Em 2010, a Irlanda foi obrigada a pedir empréstimos de emergência de 67,5 bilhões de euros à UE e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Agora, pretende sair do programa sem recorrer a uma linha de crédito especial criada para amenizar a saída da crise.
"Vamos sair do programa de resgate numa posição forte", declarou o taoiseach no Parlamento da Irlanda (Dáil Éireann). "Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas claramente estamos nos movendo na direção correta".
O ministro das Finanças, Michael Noonan esperar levantar 6 a 10 bilhões de euros no mercado em 2014 e espera que sejam suficientes para cobrar as necessidades de financiamento do governo irlandês.
A Irlanda era chamada de tigre europeu por causa de suas elevadas taxas de crescimento e baixa carga fiscal, que atraiu empresas e profissionais de vários países, ajudando a criar no país um polo de alta tecnologia. Isso gerou especulação imobiliária e a formação de uma bolha que estourou depois do agravamento da crise mundial com o colapso do banco de investimentos americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.
Com o sistema financeiro do país quebrado por causa das hipotecadas caloteadas, o governo da Irlanda teve de intervir para evitar a total desnacionalização dos bancos irlandeses. Isso elevou o déficit orçamentário do país para 32% do produto interno bruto.
O país quebrou. Em 2010, a Irlanda foi obrigada a pedir empréstimos de emergência de 67,5 bilhões de euros à UE e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Agora, pretende sair do programa sem recorrer a uma linha de crédito especial criada para amenizar a saída da crise.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Ataque ao Irã criaria caos no mercado de petróleo
Um bombardeio dos Estados Unidos ou de Israel para tentar destruir o programa nuclear do Irã provocaria um caos tão grande no mercado de petróleo que muitos analistas acreditam que isso possa inibir o ataque, apesar das novas sanções aprovadas pelo presidente George Walker Bush.
Ontem, Bush defendeu as sanções e a atitude agressiva de seu governo "para evitar a Terceira Guerra Mundial". Mas a pequena margem da oferta em relação à procura no mercado internacional de petróleo pode provocar nova escalada de preços muito além de US$ 100 por barril.
Com o anúncio das sanções contra a Guarda Revolucionária do Irã e três bancos estatais, o preço do barril chegou a US$ 91,90 ontem na negociação eletrônica, depois do fechamento das operações da Bolsa Mercantil de Nova Iorque.
O Irã produz 4 milhões de barris por dia, o que faz os EUA alegarem que por isso não precisa de energia nuclear para fins pacíficos; exporta 2,5 milhões de barris.
A Arábia Saudita, maior produtor a exportador mundial, é o único país que teria condições de aumentar sua produção para compensar uma possível suspensão das exportações iranianas - e justamente em 2,5 milhões de barris.
Mas esse raciocínio simplesmente matemático ignora os riscos da retaliação iraniana. O Irã poderia bloquear a passagem do Estreito de Ormuz, por onde passa o petróleo do Golfo Pérsico, atacar os campos de petróleo no Sul do Iraque ou fazer seus aliados xiitas na região sabotarem a produção iraquiana.
Leia mais no jornal The Washington Post.
Ontem, Bush defendeu as sanções e a atitude agressiva de seu governo "para evitar a Terceira Guerra Mundial". Mas a pequena margem da oferta em relação à procura no mercado internacional de petróleo pode provocar nova escalada de preços muito além de US$ 100 por barril.
Com o anúncio das sanções contra a Guarda Revolucionária do Irã e três bancos estatais, o preço do barril chegou a US$ 91,90 ontem na negociação eletrônica, depois do fechamento das operações da Bolsa Mercantil de Nova Iorque.
O Irã produz 4 milhões de barris por dia, o que faz os EUA alegarem que por isso não precisa de energia nuclear para fins pacíficos; exporta 2,5 milhões de barris.
A Arábia Saudita, maior produtor a exportador mundial, é o único país que teria condições de aumentar sua produção para compensar uma possível suspensão das exportações iranianas - e justamente em 2,5 milhões de barris.
Mas esse raciocínio simplesmente matemático ignora os riscos da retaliação iraniana. O Irã poderia bloquear a passagem do Estreito de Ormuz, por onde passa o petróleo do Golfo Pérsico, atacar os campos de petróleo no Sul do Iraque ou fazer seus aliados xiitas na região sabotarem a produção iraquiana.
Leia mais no jornal The Washington Post.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Mercado de arte está mais quente do que nunca
Os preços das obras de arte subiram em média 27% no ano passado nos Estados Unidos, na maior alta de todos os tempos.
Quando 'O Garoto com um Cachimbo', do espanhol Pablo Picasso, atingiu o recorde de US$ 104 milhões num leilão da Sotheby's, em Nova Iorque, em 2004, pela primeira vez um quadro superava a marca de US$ 100 milhões.
Em 2006, o magnata do entretenimento David Geffen vendeu mais de meio bilhão de dólares em quadros em poucos meses, com 'No.5, 1948', de Jackson Pollock, por US$140m. Ronald Lauder, herdeiro da empresa de produtos de beleza, pagou US$ 135 milhões por 'Adele Bloch-Bauer 1', do austríaco Gustav Klimt. Steve Wynn, dono de cassino, venderia 'O Sonho', de Picasso, por US$ 140 milhões, se não tivesse furado o quatro acidentalmente.
Em dezembro, 50 mil pessoas participaram de uma feira de arte em Miami com cinco dias de leilões que atraíram uma frota de jatinhos fretados maior do que o Super Bowl, a grande final do campeonato de futebol americano.
Se um colecionador experiente vê a formação de uma bolha como aconteceu nos anos 1985-90, para o professor Michael Moses, da Stern School of Business da Universidade de Nova Iorque, "estamos crescendo a uma taxa que talvez não seja sustentável. No entanto, os preços não estão crescendo tão rapidamente quanto de 1985 a 1990, o pico da última alta do mercado de arte. Isto indica que ainda não estamos numa bolha. Teremos pelo menos mais um ano em alta".
Quando 'O Garoto com um Cachimbo', do espanhol Pablo Picasso, atingiu o recorde de US$ 104 milhões num leilão da Sotheby's, em Nova Iorque, em 2004, pela primeira vez um quadro superava a marca de US$ 100 milhões.
Em 2006, o magnata do entretenimento David Geffen vendeu mais de meio bilhão de dólares em quadros em poucos meses, com 'No.5, 1948', de Jackson Pollock, por US$140m. Ronald Lauder, herdeiro da empresa de produtos de beleza, pagou US$ 135 milhões por 'Adele Bloch-Bauer 1', do austríaco Gustav Klimt. Steve Wynn, dono de cassino, venderia 'O Sonho', de Picasso, por US$ 140 milhões, se não tivesse furado o quatro acidentalmente.
Em dezembro, 50 mil pessoas participaram de uma feira de arte em Miami com cinco dias de leilões que atraíram uma frota de jatinhos fretados maior do que o Super Bowl, a grande final do campeonato de futebol americano.
Se um colecionador experiente vê a formação de uma bolha como aconteceu nos anos 1985-90, para o professor Michael Moses, da Stern School of Business da Universidade de Nova Iorque, "estamos crescendo a uma taxa que talvez não seja sustentável. No entanto, os preços não estão crescendo tão rapidamente quanto de 1985 a 1990, o pico da última alta do mercado de arte. Isto indica que ainda não estamos numa bolha. Teremos pelo menos mais um ano em alta".
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