Com a expectativa de que a produção continue aumentando num mercado com excesso de oferta, os preços do barril de petróleo caíram ao menor valor desde fevereiro de 2009, no auge da Grande Recessão.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, a cotação do petróleo tipo West Texas Intermediate baixou 5,8% para US$ 37,65. Em Londres, o petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, foi vendido a US$ 40,70.
A queda é resultado da decisão anunciada na última sexta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de manter os atuais níveis de produção, que superam 30 milhões de barris por dia.
Desde o ano passado, a Arábia Saudita, líder do cartel dos exportadores, aposta na baixa de preços para tirar do mercado a produção de alto custo, como o óleo de xisto betuminoso dos Estados Unidos. Como a produção americana e de outros países de fora do bloco, como a Rússia, permanece elevada, a tendência de queda é reforçada.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Barril de petróleo cai a menos de US$ 50 nos EUA
Pela primeira vez desde maio de 2009, o barril de petróleo do tipo West Texas Intermediate foi vendido abaixo de US$ 50 hoje na Bolsa Mercantil de Nova York. No momento, a cotação subiu um pouco para US$ 50,19, com queda de mais de 4% no dia.
Na Bolsa de Mercadorias de Londres, o petróleo do tipo Brent caiu hoje abaixo de US$ 55 o barril.
Os preços do petróleo caíram pela metade ano passado, puxados pela estagnação da economia mundial e o aumento da oferta, especialmente nos EUA, onde cresce a exploração de óleo e gás natural extraídos do xisto betuminoso. O Iraque também aumentou a produção e a Líbia fez o mesmo, até um conflito que ameaça se tornar uma guerra civil levou a ataques aos terminais de exportação.
Em 30 de dezembro de 2014, o governo dos EUA voltou a autorizar a exportação de petróleo, suspensa desde a crise provocada pelo embargo à venda de petróleo árabe aos aliados de Israel depois da Guerra do Yom Kippur, em 1973.
Antes do chamado primeiro choque petroleiro, a maioria das áreas exploradas hoje, como o Mar do Norte e a plataforma continental brasileira, era economicamente inviável. A baixa cotação diminui a rentabilidade dos produtores. As reservas do pré-sal, por exemplo, tem um custo de exploração estimado em US$ 60 a US$ 75.
A Arábia Saudita e seus aliados no Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico e na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, os únicos países exportadores em condições de aumentar a produção, perdem receita, mas se beneficiam ao defender sua fatia do mercado. Já os exportadores altamente dependentes do petróleo, como Venezuela, Irã, Argélia, Nigéria e Rússia, enfrentam uma séria crise.
Com a queda nos preços do petróleo e a ameaça de uma nova crise na Grécia, as bolsas de valores caíram no mundo inteiro.
Na Bolsa de Mercadorias de Londres, o petróleo do tipo Brent caiu hoje abaixo de US$ 55 o barril.
Os preços do petróleo caíram pela metade ano passado, puxados pela estagnação da economia mundial e o aumento da oferta, especialmente nos EUA, onde cresce a exploração de óleo e gás natural extraídos do xisto betuminoso. O Iraque também aumentou a produção e a Líbia fez o mesmo, até um conflito que ameaça se tornar uma guerra civil levou a ataques aos terminais de exportação.
Em 30 de dezembro de 2014, o governo dos EUA voltou a autorizar a exportação de petróleo, suspensa desde a crise provocada pelo embargo à venda de petróleo árabe aos aliados de Israel depois da Guerra do Yom Kippur, em 1973.
Antes do chamado primeiro choque petroleiro, a maioria das áreas exploradas hoje, como o Mar do Norte e a plataforma continental brasileira, era economicamente inviável. A baixa cotação diminui a rentabilidade dos produtores. As reservas do pré-sal, por exemplo, tem um custo de exploração estimado em US$ 60 a US$ 75.
A Arábia Saudita e seus aliados no Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico e na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos, os únicos países exportadores em condições de aumentar a produção, perdem receita, mas se beneficiam ao defender sua fatia do mercado. Já os exportadores altamente dependentes do petróleo, como Venezuela, Irã, Argélia, Nigéria e Rússia, enfrentam uma séria crise.
Com a queda nos preços do petróleo e a ameaça de uma nova crise na Grécia, as bolsas de valores caíram no mundo inteiro.
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terça-feira, 11 de junho de 2013
Xisto pode suprir o mundo por mais de uma década
As reservas de xisto betuminoso de 42 países estudados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos são equivalentes a 345 bilhões de barris ou 10% da reservas de petróleo, quantidade suficiente para suprir as necessidades globais durante mais de uma década.
Até agora, o governo americano só tinha feito uma estimativa das reservas dos EUA, elevadas ontem de 32 para 58 bilhões de barris equivalentes.
Pelas novas estimativas do Departamento de Energia americano, a Rússia tem as maiores reservas, 78 bilhões de barris, seguida pelos EUA e pela China, com 32 bilhões, a Argentina com 27 bilhões e a Líbia com 26 bilhões. Com a exploração do xisto, as reservas mundiais de gás natural aumentam 47%.
O ritmo da produção de gás e óleo de xisto aumentou muito nos últimos dez anos, desde que os EUA desenvolveram a técnica de fratura hidráulica das rochas, duramente criticadas por ambientalistas. No momento, só os EUA e o Canadá produzem óleo e gás natural em escala comercial.
Até agora, o governo americano só tinha feito uma estimativa das reservas dos EUA, elevadas ontem de 32 para 58 bilhões de barris equivalentes.
Pelas novas estimativas do Departamento de Energia americano, a Rússia tem as maiores reservas, 78 bilhões de barris, seguida pelos EUA e pela China, com 32 bilhões, a Argentina com 27 bilhões e a Líbia com 26 bilhões. Com a exploração do xisto, as reservas mundiais de gás natural aumentam 47%.
O ritmo da produção de gás e óleo de xisto aumentou muito nos últimos dez anos, desde que os EUA desenvolveram a técnica de fratura hidráulica das rochas, duramente criticadas por ambientalistas. No momento, só os EUA e o Canadá produzem óleo e gás natural em escala comercial.
terça-feira, 14 de maio de 2013
América do Norte lidera aumento da produção de petróleo
Com o desenvolvimento da tecnologia de fraturamento hidráulico para explorar o xisto betuminoso, a indústria de petróleo e gás da América do Norte deve liderar o crescimento da produção mundial nos próximos cinco anos, previu hoje a Agência Internacional de Energia, que reúne os grandes países consumidores. Perde espaço a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), dominante desde a primeira crise do petróleo há 40 anos.
"O aumento da oferta está sendo mais rápido do que previsto anteriormente e ao mesmo tempo o contrário pode ser dito sobre o crescimento da capacidade produtiva da OPEP, que agora parece estagnada em álgumas áreas", comentou a diretora-executiva AIE, Maria van der Hoeven.
No ano passado, a AIE previu que os Estados Unidos podem voltar a ser o maior produtor de energia até 2020, superando a Arábia Saudita, ainda que temporariamente.
Neste ano de 2013, a AIE espera que a procura pelo petróleo da OPEP caia abaixo de 30 milhões de barris por dia, o limite fixado pela própria organização. A expectativa é de que essa tendência se mantenha até 2018.
Essas mudanças e o contínuo aumento do consumo na Ásia vão orientar o mercado nos próximos anos. "Dificilmente algum aspecto da cadeia produtiva de petróleo vai permanecer inalterado nos próximos cinco anos, com consequências significativas para a segurança e a economia global", prevê a AIE.
"O aumento da oferta está sendo mais rápido do que previsto anteriormente e ao mesmo tempo o contrário pode ser dito sobre o crescimento da capacidade produtiva da OPEP, que agora parece estagnada em álgumas áreas", comentou a diretora-executiva AIE, Maria van der Hoeven.
No ano passado, a AIE previu que os Estados Unidos podem voltar a ser o maior produtor de energia até 2020, superando a Arábia Saudita, ainda que temporariamente.
Neste ano de 2013, a AIE espera que a procura pelo petróleo da OPEP caia abaixo de 30 milhões de barris por dia, o limite fixado pela própria organização. A expectativa é de que essa tendência se mantenha até 2018.
Essas mudanças e o contínuo aumento do consumo na Ásia vão orientar o mercado nos próximos anos. "Dificilmente algum aspecto da cadeia produtiva de petróleo vai permanecer inalterado nos próximos cinco anos, com consequências significativas para a segurança e a economia global", prevê a AIE.
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