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segunda-feira, 9 de março de 2020

Petróleo cai 30% e arrasta bolsas da Ásia

Depois que Rússia e Arábia Saudita, em nome da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), não chegaram a um acordo na sexta-feira para reduzir a produção em 1,5 milhão de barris por dia, os preços do petróleo desabaram nesta segunda-feira. 

Por trás da forte queda, que arrastou bolsas de valores, estão a baixa no consumo com o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus e uma guerra de preços deflagrada pela Arábia Saudita, maior exportador mundial.

O barril de petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão de referência da Bolsa de Mercadoria de Londres, caiu 29,69% para US$ 31,83, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), do Golfo do México, padrão do mercado americano, perdeu 32,19% e vale agora US$ 27,99.

É a maior queda num dia desde o início da Guerra do Golfo de 1991. No link, você acompanha as variações de preço.

Com o fracasso das exportações entre os grandes exportadores, a Arábia Saudita deflagrou uma guerra de preços, prometendo aumentar a produção e a oferta num momento de expectativa de forte queda da demanda.

Alguns analistas preveem uma queda nos preços do barril para US$ 20. Nesta faixa, a extração de óleo de xisto betuminoso, que tornou os EUA de novo no maior produtor mundial de energia, se torna economicamente difícil, se não inviável.

O rendimento dos títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA com dez anos de prazo caiu abaixo de 0,5%, um recorde de baixa. O título de 30 anos rende menos de 1%, outro recorde de baixa. Os títulos da dívida americana são um dos instrumentos preferidos para investidores e fundos de pensão se protegerem em momentos de crise, na chamada fuga para a qualidade.

Na Ásia, a Bolsa de Valores de Tóquio cai 5% diante do temor cada vez dos investidores de recessão no Japão, enquanto a Bolsa de Hong Kong opera em baixa de 3,64%. Na China continental, Xangai e Xenzen perdem mais de 2%.

À medida que o vírus se propaga pelo mundo - e hoje já está na metade dos países -, a demanda por produtos chineses diminui. Já são mais de 110 mil casos no mundo inteiro, com 3.870 mortes e 99% dos novos casos anunciados hoje são fora da China. A Itália, segundo país com maior número de mortes, 366, colocou 16 milhões de pessoas em quarentena.

Em janeiro e fevereiro, a China registrou o primeiro déficit comercial em oito anos. As exportações caíram 17% em fevereiro na comparação anual para US$ 292,45 bilhões. As importações recuaram 4% para US$ 299 bilhões.

Vários economistas esperam uma contração na economia da China no primeiro trimestre de 2020, o que não acontece desde a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), que terminou com a morte do Grande Timoneiro Mao Tsé-tung, antes das reformas de Deng Xiaoping, que transformaram o país na segunda maior economia do mundo.

A crise econômica do coronavírus é muito grave porque é uma crise de oferta e de demanda. A produção cai porque as empresas param de trabalhar e faltam suprimentos em várias cadeias produtivas. Então cai a oferta.

Ao mesmo tempo, as pessoas estão ficando em casa. Andam menos de automóvel. Não vão ao cinema ao teatro ou outras diversões públicas. Evitam bares, restaurantes e casas noturnas onde estarão perto de estranhos. Só as companhias aéreas estimam que terão perdas de US$ 113 bilhões

sexta-feira, 6 de março de 2020

EUA geram 273 mil empregos a mais do que fecham em dois meses seguidos

Antes do impacto da epidemia do novo coronavírus, a maior economia do mundo criou mais 273 mil vagas de emprego, superando a expectativa do mercado, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A taxa de desemprego recuou de novo para 3,5%. É a menor em 50 anos.

O dado de janeiro foi revisado para cima, de 225 para 273 mil, o mesmo de fevereiro. Os economistas esperavam um ganho de 175 mil postos de trabalho e a manutenção do índice de desemprego em 3,6%. Os salários cresceram a uma taxa de 3% nos últimos 12 meses, um pouco abaixo dos 3,1% registrados em janeiro.

Este resultado surpreendente agradou sobretudo ao presidente Donald Trump, que luta pela reeleição em 3 de novembro. É um dos melhores relatórios de emprego, mas sua influência positiva está sendo neutralizado pelo temor dos investidores diante da epidemia do novo coronavírus.

"É relevante no sentido de mostrar que a economia dos EUA estava robusta antes, mas não diz nada sobre o futuro", comentou Gregory Daco, economista sênior da empresa Oxford Economics. Michelle Meyer, diretora de EUA na corretora Bank of America Securities, considera uma indicação de que a economia tem mais condições de absorver o choque de uma pandemia.

A saúde, assistência social, serviços de alimentação e bares lideraram as contratações. O governo federal contribuiu com 7 mil empregos temporários para fazer o Censo de 2020.

O mercado espera novas medidas do Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos EUA. Na terça-feira, o Fed fez o primeiro corte de juros emergencial desde outubro de 2008, no auge da Grande Recessão. A baixa foi de meio ponto percentual, para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano.

Com a contração da economia da China, a segunda maior do mundo, no primeiro trimestre do ano, reduzindo a demanda e o fornecimento de insumos essenciais, os EUA devem sentir o impacto da epidemia do coronavírus em março.

terça-feira, 3 de março de 2020

Fed faz corte de emergência na taxa básica de juros

O Conselho da Reserva Federal (Fed), a diretoria do banco central dos Estados Unidos, cortou hoje a taxa básica de juros em meio ponto percentual para uma faixa de 1% a 1,25% ao ano para estimular a economia diante dos riscos causados pela epidemia do novo coronavírus.

A decisão foi unânime. É o primeiro corte emergencial, entre uma reunião e outra do Comitê do Mercado Aberto, desde a crise financeira internacional de 2008.

Em nota, o Fed declarou que "o comitê está monitorando de perto os acontecimentos e suas implicações para a perspectiva econômica e vai usar seus instrumentos e agir como apropriado para sustentar a economia."

O corte de juros indica que autoridade monetária está preocupada com um grande impacto da doença do coronavírus sobre a economia, muito mais do que há duas semanas. Ontem, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua expectativa para o crescimento mundial em 2020 de 2,9% para 2,4% ao ano.

Economistas do banco Goldman Sachs preveem um crescimento da economia americana num ritmo anual de 0,9% no primeiro trimestre e estagnação no segundo trimestre. O analista Michael Feroli, do banco J P Morgan Chase vê 50% de chances de que o Fed reduza a taxa básica de juros para zero.

No Brasil, o impacto econômico do coronavírus será sentido porque a queda na demanda global reduz os preços das commodities, principais produtos de exportação do país, e podem faltar peças necessárias à produção industrial como já está acontecendo no setor de eletroeletrônicos.

Hoje o total de casos registrados chegou a 92.183, com 3.127 mortes, 48 mil pessoas recuperadas e mais de 10 mil casos fora da China continental, onde foi registrado o surto inicial e já morreram 2.943 pessoas.

No início da semana passada, o aumento no número de casos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália deixou claro que a epidemia não seria contida na China e deve se tornar uma pandemia. Até agora, seis pessoas morreram nos EUA, todas no estado de Washington, onde o vírus estaria circulando há mais de um mês.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Coronavírus pode causar recessão e abalar governos

"Quem não está preocupado com a doença do novo coronavírus não está prestando a atenção", advertiu o economista americano Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008. As consequências políticas e econômicas da epidemia ainda são imprevisíveis.

Depois de desprezar o risco no primeiro momento, o mercado financeiro acordo com a propagação da doença fora da China, na Coreia do Sul, na Itália e no Irã. As bolsas de valores tiveram a pior semana desde a crise de 2008. Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 11 por cento. 

As pandemias acontecem há séculos e podem mudar o curso da história, lembrou hoje o jornal inglês Financial Times, o principal diário econômico-financeiro da Europa e um dos mais importantes do mundo. Meu comentário:

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Bolsas de valores e petróleo caem com expansão da epidemia do novo coronavírus

Com o aumento do número de casos na Coreia do Sul, no Irã e na Itália, as bolsas de valores reagiram negativamente ao reavaliar o impacto econômico da epidemia do novo coronavírus. O total de casos registrados chegou hoje a 79.444, com 2.627 mortes, sendo 77.150 casos e 2.592 mortes na China.

O Japão tem agora 838 casos confirmados e a Coreia do Sul, 833. O maior número de mortes fora da China foi no Irã, 12. A doença chegou a 33 países e às regiões semiautônomas chinesas de Hong Kong e Macau.

Na Europa, com queda de 5,4%, a Bolsa de Milão teve o pior dia desde 2016. A Itália já tem 152 casos, com seis mortes. Frankfurt perdeu 4,01, Paris 3,95% e Londres 3,34%. Em Nova York, o Índice Dow Jones cai mais de 900 pontos ou 3,3%. No fim do dia, acumulou queda de mais de mil pontos (3,6%), devolvendo os ganhos do ano

Também nos Estados Unidos, o barril do petróleo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão de referência do mercado americano, vale US$50,63 (-5,15%). Na Bolsa de Mercadoria de Londres, o petróleo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, está em US$ 54,79 (-5,44%).

O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA caiu para 1,377% ao ano, perto do mínimo histórico de 1,364% registrado em 2016.

Assim, o ouro, tradicional refúgio em momentos de crise, subiu 1,7% para US$1.677 a onça troy (31,1 gramas), a maior cotação desde o início de 2013.

Até agora, o mercado apostava que o impacto econômica doença sobre o consumo e os lucros das empresas seria temporário, com pico no número de novos casos em fevereiro. A propagação internacional do vírus muda as expectativas e aponta para o risco de uma pandemia.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Coronavírus prejudica 5 milhões de empresas no mundo inteiro

As bolsas de valores da Ásia estão em queda nesta terça-feira depois que a Apple advertiu o mercado sobre o impacto da epidemia do novo coronavírus, que pode afetar a fabricação de seus produtos, montados na China, e diminuir as vendas aos consumidores chineses. 

No mundo inteiro, 5 milhões de empresas podem ser prejudicadas pela epidemia, alerta um novo estudo divulgado hoje.

A maioria das bolsas da Ásia está em baixa. As perdas são de 1,15 por cento em Tóquio, 1,22 por cento em Seul, 0,2 por cento em Sídnei, na Austrália, 1 por cento em Hong Kong e 0,16 por cento em Xangai. Na contramão da tendência do mercado, a Bolsa de Shenzhen, também na China, sobe 0,33 por cento. As informações são do canal de notícias americano CNBC.

Com o alerta da Apple ao mercado de que vai faturar e lucrar menos, as ações dos fornecedores da empresa na Ásia caíram, no Japão, na Coreia do Sul, em Hong Kong e Taiwan. 

A Apple fabrica quase todos os seus iPhones e outros produtos na China, com design e software de Cupertino, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde fica a sede central da empresa, e peças fabricadas em países vizinhos da China. É uma empresa globalizada. 

Por causa da epidemia, a produção foi suspensa temporariamente e algumas lojas da empresa foram fechadas na China. Reabriram na semana passada com serviços reduzidos. Meu comentário:

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Morte de médico que deu alerta abala regime comunista da China

Em 30 de dezembro, o médico Li Wenliang deu o alerta sobre o risco de uma epidemia do novo coronavírus. Em 3 de janeiro, foi preso, interrogado e acusado de "propagar rumores falsos". Só em 20 de janeiro, o regime comunista da China admitiu que a doença se transmite de pessoa para pessoa. Sua morte ontem aos 34 anos provocou uma revolta nas redes sociais.

Agora, o ditador Xi Jinping fala numa "guerra popular", uma "guerra contra o demônio", e mobiliza todos os quadros do partido para combater o vírus. Mas, como é comum em ditaduras, no primeiro momento o governo tentou conter a má notícia. Até 24 de janeiro, a mídia oficial do Partido Comunista minimiza a gravidade do problema.

Quando o prefeito de Wuhan foi cobrado em entrevista de rádio por não avisar a população imediatamente, ele alegou que é contra a lei. Num regime em que tudo funciona de cima para baixo, a partir das ordens da cúpula, o tempo perdido significou que cerca de 5 milhões de pessoas saíram da província de Hubei, onde o surto começou, no mercado da capital, que vende carnes de 114 espécies animais, inclusive ratos, morcegos, iguanas e coalas.

Hoje, os cientistas acreditam que o novo coronavírus saiu de um morcego. Depois de infectar seres humanos, sofreu uma mutação que permite a transmissão de pessoa para pessoa.

A propagação está sendo muito mais rápida do que da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), também conhecida como gripe asiática, que matou quase 10% dos doentes em 2002 e 2003. Mas a letalidade do novo coronavírus é bem menor, 2,2% dos pacientes morreram até agora.

A morte do Dr. Li adquiriu uma dimensão política. Em 10 de janeiro, ele sentiu os primeiros sintomas. No dia 28, as autoridades reconheceram o erro o reabilitaram. Ao dar o alerta, ser punido e morrer da doença, Li virou um herói popular, causando embaraço ao regime que o perseguiu.

Centenas de milhões de chineses criticaram o regime e manifestaram sua frustração nas redes sociais. Muitos pediram o fim da censura, a liberdade de expressão.

Na manhã de domingo pelo horário chinês, as autoridades do país deram um novo balanço. Ontem, morreram 89 pessoas na China, mais do que as 86 da sexta-feira. O total de casos no mundo subiu para 37.047, com 813 mortes no mundo inteiro, sendo uma en Hong Kong e outra nas Filipinas. Já superou o número de mortes da SARS.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

OMS declara emergência de saúde global por epidemia de coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje emergência de saúde internacional por causa do risco de propagação do novo coronavírus, reconhecendo que não é um problema só da China. Mais de 8,2 mil casos foram registrados em 20 países e 212 pessoas morreram, todas na China.

O objetivo é conter a propagação da doença, declarou o diretor-geral da Organização Internacional da Saúde, Tedros Adhanom. Sua maior preocupação é com os países mais pobres, com sistemas de saúde frágeis.

“Precisamos agir agora para ajudar outros países a se preparar para a possível chegada do vírus.” Por enquanto, ele considera desnecessárias novas medidas que restrinjam viagens e o comércio internacional. 

O diretor do comitê de emergência internacional da OMS, Didier Houssin, vai questionar alguns países por fechamento de fronteiras, restrições de viagens como negação de visto e quarentena. Vai perguntar em que dados objetivos se baseiam estas decisões. 

Por força de uma regulamentação internacional de 2005, os países são obrigados a justificar este tipo de medidas que interfiram na movimentação de pessoas e no direito de ir e vir. 

As restrições podem impedir ou atrapalhar a ajuda, prejudicar o comércio e a economia dos países. Em casos de falta de outros recursos ou de transmissão intensa da doença, o isolamento e a quarentena podem ser úteis, admite a agência das Nações Unidas. Meu comentário: 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Coronavírus pode causar sério prejuízo à economia mundial

Os analistas procuram estimar o impacto econômico da epidemia do coronavírus. A hipótese mais provável é de uma pandemia com baixo índice de mortalidade.

O total de pessoas infectadas pelo coronavírus chegou a 7 mil e 700 na China, com 170 mortes. No Brasil, há nove casos suspeitos em observação. A taxa de mortalidade está em 2% a 3%, menos do que a gripe asiática ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, que matou quase 800 pessoas em 2002 e 2003, com taxa de mortalidade de quase 10%.

Normalmente uma crise dessas tem um efeito sobre a economia em forma de V. Há uma forte queda num primeiro momento e uma forte alta quando o problema for superado. As bolsas de valores perderam um trilhão e meio de dólares, mas se recuperam parcialmente. 

O impacto econômico depende da rapidez com que a epidemia for controlada. A China é hoje a fábrica do mundo, a maior potência industrial do planeta, com 9 por cento da produção total. 

Mais de 50 milhões de chineses estão no isolamento e as companhias aéreas estão suspendendo os voos para a China. Várias cidades estão prorrogando a semana de folga para festejar o Ano Novo Lunar para duas semanas, até 9 de fevereiro. É uma época do ano em que 250 milhões de chineses costumam visitar a família, na maior movimentação de seres humanos no mundo inteiro.

Com as restrições de viagem, as perdas do setor serão de bilhões de dólares na China, na Ásia e no resto do mundo. O produto interno bruto da China, de mais de 14 trilhões de dólares, pode perder até dois pontos percentuais no crescimento previsto para este ano, de 6 por cento. Meu comentário:

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Reação tardia da ditadura comunista da China agravou epidemia do coronavírus

O regime comunista da China demorou a reagir à epidemia do coronavírus por causa da ditadura. O Brasil declara "perigo iminente".

O prefeito de Wuhan, a cidade chinesa onde começou o surto, admitiu não ter dado a importância necessária à doença no primeiro momento. É compreensível. Numa ditadura militar como a China, funcionários subalternos, de baixo escalão, tem medo de alertar para problemas graves. Tem medo de incomodar os caciques do partido.

Sob a ditadura de Xi Jinping, a situação piorou com a concentração de poder no novo imperador. Mas assim que a cúpula do regime comunista resolve atacar um problema, mobiliza todos os recursos disponíveis, proíbe viagens e todo o sistema passa a trabalhar.

As imagens do mercado de Wuhan dão uma indicação clara de como a epidemia surgiu. Lá, são negociadas carnes de 114 espécies animais diferentes, de ratos a coalas. Um vírus desses animais deve ter infectado um ser humano e sofrido uma mutação para ser transmitido de pessoa para pessoa. Meu comentário:

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Violência no Congo suspende ações de ajuda humanitária contra ebola

A violência de uma guerra civil sem fim levou grupos de ajuda humanitária a suspender a luta contra a epidemia do vírus ebola na República Democrática do Congo, no Centro da África. Uma nova explosão de violência na cidade de Beni obrigou as agências a paralisar temporariamente o trabalho, noticiou hoje a agência Associated Press (AP).

A paralisação das atividades das equipes de emergência aumenta o risco de que a doença se espalhe pela República Democrática do Congo e países vizinhos. A violência de grupos armados irregulares também perturba os transportes e as comunicações na região, que faz fronteira com Uganda e Ruanda. As diversas milícias devem aproveitar a situação caótica para realizar novos ataques.

A epidemia mais recente de ebola começou em agosto de 2018. Desde então, mais de duas mil e cem pessoas morreram. É a segunda pior epidemia até hoje, atrás apenas da epidemia que atingiu a África Ocidental de 2013 a 2016, matando 11 mil 323 pessoas, a grande maioria na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. Estes três países são pobres, mas estavam em paz, ao contrário do Congo. Meu comentário:

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Tanzânia deveria ter notificado suspeita de ebola, critica OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação porque a Tanzânia não deu aviso sobre a morte em Dar es Salam de um médico com sintomas semelhantes aos de infecção pelo vírus ebola. O governo tanzaniano declarou que exames afastaram a possibilidade de ser um caso de ebola, mas não mostrou os resultados à agência do sistema Nações Unidas.

O caso repete o padrão de falta de transparência nas relações da Tanzânia com os países vizinhos e as organizações internacionais. Se tentar esconder a incidência de ebola, prejudica os esforços internacionais para conter a propagação do vírus.

De 2013 a 2016, uma epidemia de ebola matou 11.323, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. A Nigéria conseguiu controlar a doença com poucas mortes. Houve alguns casos no Mali e no Senegal.

A epidemia de ebola de Kivu começou em 1º de agosto de 2018. Já matou 2.119 pessoas, quatro em Uganda e as outras na República Democrática do Congo, um país com vários grupos armados irregulares e sem uma infraestrutura nacional de transportes e comunicações, o que complica o combate ao vírus.

Desde que chegou ao poder, em 2015, o presidente John Magufuli não aceita críticas reais ou imaginárias criadas por seu grupo palaciano. Ele reduziu as liberdades públicas, censurou e fechou empresas de comunicação. Tais políticas prejudicaram as relações com os países ocidentais e possíveis investidores estrangeiros.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Epidemia de ebola no Congo se alastra para Uganda

A avó e um irmão de uma criança de cinco anos morta pelo vírus ebola em Uganda foram contaminados pela doença, confirmando a propagação da epidemia que começou na República Democrática do Congo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.

Os conflitos no Congo, que causaram ataques contra clínicas e equipes de combate à doença, impediram o controle da epidemia até agora, ao contrário do que aconteceu na Nigéria no surto epidêmico anterior na África, que deixou milhares de mortos na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Aquela epidemia começou na Guiné em dezembro de 2013 e só foi declarada extinta pela Organização Mundial da Saúde em janeiro de 2016, depois de contaminar 26.683 pessoas e matar 11.022.

O primeiro caso no Congo foi registrado em 24 de agosto de 2014. O surto atual, na região central da África, não tem relação com o anterior, ocorrido na África Ocidental, e já é o segundo maior da história, com 1.931 casos e 1.263 mortes confirmadas.

A região atingida em Uganda é remota, mas perto há áreas densamente povoadas. Se forem afetadas, a epidemia se alastra e vai exigir mais tempo e mais recursos para ser controlada.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Ebola ameaça a República Democrática do Congo

O governo corrupto e ilegítimo da República Democrática do Congo luta para conter um surto de ebola. A doença hemorrágica, que pode levar à morte, chegou a uma grande cidade, Mbandaka, um porto com 1,2 milhão de habitantes, depois de matar várias pessoas em Bikoro, uma comunidade rural situada a 150 quilômetros de distância.

A Organização Mundial da Saúde pode declarar uma "emergência de saúde internacional" para facilitar o acesso de ajuda externa. Seus agentes identificaram 432 pessoas que tiveram contato com doentes. Até agora, foram diagnosticados 14 casos no país.

"Agora, estamos rastreando mais de 4 mil contatos dos pacientes, que se espalham por toda a região do Noroeste do Congo. Tiveram de ser seguidos e a única maneira de chegar onde estão é de motocicleta", declarou Peter Salama, porta-voz da OMS.

Na maior epidemia do vírus ebola, cerca de 11,3 mil pessoas morreram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa entre 2014 e 2016. Uma vacina ainda não aprovada totalmente foi usada com sucesso. Milhares de doses foram enviadas com urgência a Kinshasa. Desde 1978, houve oito surtos de ebola no Congo, com 811 mortes.

"Estamos entrando numa nova fase do surto de ebola, que agora atinge três regiões, inclusive uma em zona urbana", declarou o ministro da Saúde congolês, Ilunga Kalenga.

A RDC é um grande país de 2,3 milhões de quilômetros quadrados e 79 milhões de habitantes situado no coração da África, riquíssimo em recursos naturais, mas ao mesmo tempo pobre e miserável, com uma renda média de apenas US$ 476 por ano (177ª do mundo), e uma história trágica.

Já foi chamado de Congo Belga, Congo Oriental, Congo-Kinshasa, simplesmente Congo, ou Zaire, nome adotado pelo ditador Joseph Mobutu em 1971 e abandonado depois de sua queda, em 1997.

O país foi colonizado brutalmente por uma empresa privada a mando do rei Leopoldo II, da Bélgica, com métodos hoje considerados violações inaceitáveis dos direitos humanos beirando o genocídio. Essa história está contada no livro No Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Em 1908, sob pressão do Império Britânico, a Bélgica assumiu a administração colonial.

Depois da independência, em 1960, a Bélgica apoiou uma rebelião secessionista na província de Katanga. Sem sucesso ao apelar aos Estados Unidos e às Nações Unidas para evitar a divisão do Congo, o primeiro-ministro Patrice Lumumba pediu ajuda à União Soviética. Assim, dividiu o Exército e ficou contra os EUA e a Bélgica.

Lumumba ficou apenas 12 semanas no poder. Um golpe militar liderado por Mobutu levou ao assassinato de Lumumba, em 17 de janeiro de 1961, numa conspiração organizada pela CIA (Agência Central de Inteligência), o serviço de espionagem dos EUA.

A guerra civil durou até 1964 e terminou com o poder absoluto de Mobutu, aliado dos EUA, da Europa Ocidental e da China na luta contra a influência da União Soviética na África durante a Guerra Fria.

O genocídio de 800 mil pessoas em Ruanda e a fuga da milícia assassina hutu Interahamwe para o Leste da RDC, em 1994, desestabilizou a região. Os baniamulengues do Congo são da mesma etnia dos tútsis e entraram em choque com os hutus.

Esse conflito levou Laurent Kabila sair do seu esconderijo nas Montanhas da Lua, onde estava desde que sua revolta, em que lutou Ernesto Che Guevara, fracassou, e marchar com o Exército de Ruanda até Kinshasa para derrubar Mobutu, em 1997.

A queda do ditador corrupto, com fortuna estimada entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, deflagrou a chamada Primeira Guerra Mundial Africana, em que lutaram nove exércitos nacionais e 25 grupos armados irregulares.

Entre 1996 e 2008, estima-se que 5,4 milhões de pessoas morreram em combate, de fome ou de doenças causadas pela guerra civil congolesa. A ONU mantém no país sua maior missão de paz, com 17 mil soldados. Mas o país não tem estradas e infraestrutura que o una. As regiões são relativamente isoladas umas das outras.

Para agravar a situação, o presidente Joseph Kabila, que substituiu o pai, assassinado em 2001, não convocou até hoje as eleições presidencial e parlamentares previstas para 2016, sob a pretexto de que a comissão nacional eleitoral não poderia organizar o pleito antes de um novo censo da população.

Na prática, isso significou a prorrogação indefinida do que deveria ser o último mandato de Kabila, que perdeu toda legitimidade.

Quando o surto anterior de ebola chegou à Nigéria, o país mais populoso da África, a infraestrutura estatal e o sistema de saúde foram capazes de evitar uma epidemia. O teste será muito mais difícil para o Congo. A OMS espera que as lições da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa ajudem a evitar mais uma tragédia congolesa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cabo Verde promete controlar vírus zika em "quatro semanas"

Depois de revelar que o país tem pelo menos 83 casos suspeitos de infecção pelo vírus zika, a ministra da Saúde de Cabo Verde, Cristina Fontes de Lima, tentando tranquilizar os turistas, afirmou que, "em quatro semanas, teremos um controle total da situação".

Em entrevista à Rádio ONU, a ministra contou que os primeiros casos foram diagnosticados em novembro de 2015: "Tivemos situações com sintomas de prurido, portanto comichões, e dores musculares. Numa amostragem de 60 casos, 17 foram confirmados com o zika". Não há casos registrados de microcefalia.

A ministra acrescentou: "Cabo Verde é um país que se pauta pelo cumprimento dos regulamentos sanitários internacionais e anunciou que tinha, mas também está a anunciar que vem controlando a situação. A maioria das ilhas turísticas não teve casos de zika."

Depois de declarar que "o surto tem uma tendência decrescente", Cristina Fontes de Lima apelou à "população a se defender com repelentes e vestir roupas que permitam evitar a picada" do mosquito transmissor da doença".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Epidemia de zika pode atingir 4 milhões, adverte OMS

A epidemia causada pelo vírus zika, responsável por 4 mil casos de microcefalia no Brasil, "se propaga explosivamente" e pode atingir 4 milhões de pessoas no mundo inteiro só neste ano, advertiu hoje a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, citada pela agência Reuters.

O vírus zika foi detectado pela primeira vez na África em 1947. Teria chegado ao Brasil no ano passado, onde é transmitido pelo mosquito-tigre, de nome científico Aedes aegypti.

Em novembro de 2015, uma médica de Campina Grande, na Paraíba, concluiu que o zika é responsável por uma explosão de casos de microcefalia, o subdesenvolvimento do cérebro de fetos de mães infectadas pelo vírus. Ele também pode provocar a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune em que as defesas do organismo atacam o sistema nervoso causando paralisia.

Com o carnaval e a Olimpíada do Rio, a notícia provocou alarme internacional e deve prejudicar o turismo no Brasil. O governo mobilizou 220 mil soldados das Forças Armadas para combater o mosquito.

Hoje, a epidemia de zika atinge 22 países da América Latina e do Mar do Caribe. Deve chegar a todo o continente, menos ao Canadá e ao Chile, depois do inverno no Hemisfério Norte. Os estados do Sul dos Estados Unidos, como Flórida, Louisiana e Texas, onde há enormes pântanos, devem ser afetados.

Na próxima semana, a OMS decide se vai declarar emergência de saúde pública. Na última grande epidemia, do vírus ebola, na África Ocidental, em 2014, a OMS vai acusada de hesitar antes de adotar a medida, que aumenta a ajuda internacional aos países infectados.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Número oficial de russos com HIV passa de mil

A epidemia da síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids) se alastra na Rússia. O número oficial de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) chegou a 1 milhão, revelou em Moscou o diretor do Centro Federal de Combate à Aids, Vadim Pokrovski, citado pela agência de notícias Interfax.

Só no ano passado, foram registrados 93 mil novos casos. Por causa da subnotificação, os especialistas em saúde pública estimam que o total esteja perto de 1,4 milhão, quase 1% da população da Rússia, estimada em 143 milhões de habitantes. Cerca de 70% dos casos ocorrem na faixa de 20 a 39 anos, idade mais produtiva para a maioria dos trabalhadores.

As tradições culturais, o machismo arraigado, a homofobia, o abuso de drogas e fraqueza da economia russa, agravada pela crise do petróleo e as sanções impostas pelo Ocidente contra a intervenção militar na Ucrânia, dificultam o combate à aids.

Há dez anos, havia 170 mil casos registrados. Até o ano 2000, 87% dos casos atingiam usuários de drogas injetáveis. Hoje, 53% das infecções pelo HIV são atribuídas a seringas e agulhas contaminadas e 42% a relações sexuais. O sexo antes do casamento se tornou mais aceitável e a inflação aumentou o preço das camisinhas.

Em sua campanha contra o Ocidente e o homossexualismo, o governo e a mídia oficial acusam os homossexuais e estilos de vida alternativos pela propagação do HIV, mas, de acordo com o centro de combate só 1,5% dos casos são atribuídos a relações homossexuais.

A incidência da doença em mulheres aumentou de 10% em 2005 para 37% em 2015, corroborando a hipótese de que a maior parte das infecções pelo sexo acontecem em relações heterossexuais.

Com o estigma associado à aids como uma doença de homossexuais, o preconceito é grande na Rússia. Cerca de 25% dos HIV positivos tiveram tratamento negado e 11% perderam o emprego. Por medo da discriminação, muita gente em situação de risco não faz o exame.

Os setores mais conservadores do governo e a Igreja Ortodoxa Russa pressionam o Kremlin a proibir a educação sexual e programas de prevenção da aids em escolas e universidades. O Ministério da Saúde chegou a alegar que a educação sexual causaria um aumento da atividade sexual e da transmissão da doença.

Pela cartilha da Igreja, "castidade, fé e patriotismo" são as soluções para combater a aids, em linha com a promoção dos valores tradicionais da família pelo Kremlin.

A onda de manifestações contra o governo, no fim de 2011, suscitou temores no Kremlin de que uma revolta inspirada pelo Ocidente no estilo da Primavera Árabe visava a derrubar o homem-forte do país, o atual presidente Vladimir Putin.

Em resposta, o Parlamento aprovou em 2012 a Lei contra Agentes Estrangeiros para dificultar a atuação de organizações não governamentais que recebem financiamento do exterior, acabando com vários programas de ajuda.

O Fundo Global de Combate à Aids distribuía medicamentos retrovirais para 66 mil pacientes em 2009; no ano passado, foram apenas 4,3 mil. Moscou também vetou o Programa de Agulhas Limpas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que distribui seringas a usuários de drogas injetáveis.

A Rússia importa 90% dos medicamentos que consome e a produção doméstica depende de importações em 99% dos casos. Em 2014, diante das sanções da Europa e dos Estados Unidos contra a intervenção na Ucrânia, o Kremlin resolveu apostar no fortalecimento da indústria local do setor, que cresceu 27% naquele ano e 7,5% no ano passado. Mas as restrições a investimentos e a obrigação de companhias estrangeiras de fazer parcerias com universidades russas fez com que 77% das empresas farmacêuticas estrangeiras estejam com problemas financeiros.

Juntos, esses fatores limitam a 3% o total da população com HIV que toma medicamentos antirretrovirais.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

EUA tomam medidas contra microcefalia causada pelo vírus zika

Depois de advertir as mulheres grávidas na sexta-feira a não viajar a 14 países atingidos pelo vírus zika, o Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos Estados Unidos anunciou ontem uma série de medidas para evitar a propagação da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que provoca microcefalia, o subdesenvolvimento e má formação do cérebro, noticiou a agência Reuters.

Não há vacina para impedir o contágio pelo vírus zika e 80% das pessoas contaminadas não têm sintoma algum, dificultando o controle. O alerta sobre o surto de microcefalia começou no Nordeste do Brasil, onde a incidência do problema aumentou 24 vezes.

O CDC aconselha os médicos a perguntarem para as mulheres grávidas se viajaram ao exterior. Quem esteve em países infectados e apresentou sintomas deve fazer um teste para infecção pelo zika. Quem tiver resultado positivo será encaminhada para fazer uma ultrassonografia para examinar o tamanho do cérebro e um exame para conferir a presença de cálcio na caixa craniana do feto, dois indicadores de microencefalia.

Se as suspeitas persistirem, as grávidas devem fazer uma amniocentese, uma punção do líquido amniótico para confirmar a presença do vírus. A ultrassonografia deve ser repetida a cada três ou quatro semanas para monitorar a evolução da caixa craniana.

Como não há tratamento para microcefalia e os EUA permitem o aborto, quem detectar o problema nos estágios iniciais da gestação tem a opção de interromper a gravidez, observou a médica Laura Riley, presidente da Sociedade para a Medicina Maternal e Fetal.

sábado, 7 de novembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola em Serra Leoa

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, declarou hoje que Serra Leoa está livre da epidemia causada pelo vírus ebola, que provoca uma febre hemorrágica. Cerca de 4 mil pessoas morreram no país na epidemia, que atingiu outros países africanos, principalmente a Guiné e a Libéria, informa a televisão pública britânica BBC.

Há 42 dias, não há novos casos em Serra Leoa da doença que além de matar levou o país a uma depressão econômica, com queda de 23,5% no produto interno bruto. Um país é considerado livre do vírus quando não registra novos casos durante dois períodos consecutivos de 21 dias, o tempo de incubação da doença.

O alerta sobre a epidemia foi feito em dezembro de 2013 na Guiné. De setembro de 2014 a março de 2015, toda a população de Serra Leoa foi submetida a um confinamento para tentar conter a propagação do mal.

Quase 29 mil casos foram registrados e mais de 11,3 mil pessoas morreram na África na epidemia mais grave desde que o vírus ebola foi identificado, em 1976; 99% das mortes foram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

A Libéria foi declarada livre da doença em setembro. Na Guiné, houve dois novos em outubro; 382 pessoas estão em observação, entre as quais 141 são consideradas de alto risco.

Além do estigma psicológico e social e do sentimento de culpa por terem resistido quando tantos morreram, os sobreviventes enfrentam problemas de saúde.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Segunda enfermeira com ebola viajou de avião nos EUA

A enfermeira Amber Joy Vinson, a segunda pessoa a contrair o vírus ebola nos Estados Unidos, viajou de avião com 132 pessoas na véspera do dia em que foi diagnostica, confirmou hoje o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, do inglês) do país, citado pelo jornal The Washington Post. Em 13 de outubro, ela estava no voo 1143 da companhia aérea Frontier Airlines de Cleveland, no estado de Ohio, para o aeroporto de Dallas/Fort Worth, no Texas.

Como a primeira pessoa infectada nos EUA, ela também trabalhava no Hospital Presbiteriano da Saúde em Dallas, no Texas, onde esteve internado o liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu de ebola.

O total de mortos na pior epidemia de ebola registrada até hoje chegou a 4.447 em 8.914 casos notificados, revelou hoje a Organização Mundial da Saúde, informa a agência Reuters. Quase todas as mortes ocorreram em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné. Cerca de 70% dos infectados morrem.

A doença continua avançando. A OMS já espera 5 a 10 mil novos casos por semana no início de dezembro.

No Brasil, o primeiro caso suspeito foi descartada hoje. Era um guineense que chegou ao Brasil passando pelo Marrocos. Ele recebeu alta hoje de manhã da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, depois de exames confirmarem que não contraiu a doença.