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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Brasil registra mais 909 mortes por covid-19

 Com mais 909 mortes e 123.827 diagnósticos positivos, o Brasil chegou nesta terça-feira a 27.664.958 casos confirmados e 639.822 vidas perdidas na pandemia. 

A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu de 885 para 847, num sinal de que está se estabilizando, mas ainda registra alta de 30% em duas semanas. A média de casos novos mantém a tendência de baixa da onda da variante ômicron, com recuo de 29% em duas semanas para 127.077 por dia.

No mundo, já são 415.114.723 casos confirmados e 5.836.409 mortes. Mais de 338,5 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 70,7 milhões têm casos assintomáticos, leves ou médios e 85.268 estão em estado grave.

De 7 a 13 de fevereiro, na semana passada, o número de casos novos no mundo baixou 19% para 16.097.642, enquanto o número de mortes aumentou 4% para 74.494, mais de 10 mil por dia, informou a Organização Mundial da Saúde. 

Mesmo com uma redução de 16% nos casos novos, a Europa e a Ásia Central tiveram 60% do total. As maiores quedas no contágio foram no Sudeste Asiático (37%) e na América (32%). 

A América (45%) e a Europa e Ásia Central (33%) registraram a maioria das mortes. O aumento das mortes foi maior no Mediterrâneo Oriental (38%), que inclui o Oriente Médio, e no Pacífico Ocidental (27%), que inclui o Leste da Ásia e a Oceania. O Sudeste Asiático foi a única região com queda nas mortes (9%).

Os Estados Unidos registraram mais 117.773 casos e 2.828 mortes na terça-feira. São o país com o maior número de casos confirmados (78.036.352) e de mortes (925.435) na pandemia. 

A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 67% em duas semanas para 140.204. O total de hospitalizados caiu 36% em duas semanas para 87.318 e o de internados em unidades de terapia intensiva 31% para 16.432. A média de mortes recuou 12% para 2.328. Estes números indicam que claramente o declínio da onda da variante ômicron.

Os filhos de mães que tomaram vacinas de mRNA durante a gravidez correm menos risco de serem hospitalizados com covid-19 nos primeiros seis meses de vida, concluiu um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. 

A vacinação materna tem uma efetividade de 61% para prevenir a internação hospitais. A proteção é maior se as doses de vacina foram tomadas depois de 20 semanas de gravidez. A covid-19 aumenta o risco de complicações da gravidez, parto prematuro e morte da criança.

Mais de 10,42 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,88 bilhões de pessoas (61,94% da população mundial) tomaram ao menos uma dose, mas só 10,6% nos países pobres. Cerca de 56% da população mundial completaram a vacinação e 16% receberam a dose extra.

O Brasil deu a primeira dose a 169,7 milhões de pessoas, 152,8 milhões (71,33% da população brasileira) completaram a vacinação e 57,2 milhões tomaram a dose extra, num total de 379,7 milhões de doses aplicadas até agora. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Média de mortes por covid-19 fica estável em mais de 500

 Mais 643 mortes e 16.405 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 foram registrados no Brasil nesta quarta-feira, elevando os totais para 21.397.798 casos confirmados e 596.163 vidas perdidas na pandemia.

A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 7% em duas semanas para 544. Está acima de 500 mortes por dia há 16 dias e mantém a estabilidade há cinco dias. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 6% em 14 dias para 16.455, com tendência de estabilidade.

No mundo, o total de casos confirmados está em 233.272.846, com 4.774.440 mortes. Mais de 210,5 milhões de pacientes se recuperaram, a maioria dos hospitalizados com sequelas de longo prazo. Cerca de 17,9 milhões enfrentam casos leves ou médios e 90.569 estão em estado grave.

Os Estados Unidos registraram mais 135.081 casos e 2.594 mortes nesta quarta-feira. Têm o maior número de casos confirmados (43.349.304) e de mortes (695.115). A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 26% em duas semanas para 112.798, enquanto a média diária de mortes dos últimos sete dias subiu 2% para 1.984.

A Índia notificou mais 23.529 casos e 311 mortes. É o segundo país em número de casos confirmados (33.739.980) e o terceiro em mortes (448.062).

Mais de 6,2 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo; 44,9% da população mundial receberam pelo menos uma dose, mas só 2,3% nos países pobres.

A China lidera a vacinação com 2,21 bilhões de doses, seguida pela Índia (883,5 milhões) e a União Europeia (560,3 milhões). Nos EUA, 214 milhões tomaram a primeira dose, 185,5 milhões (56% da população americana) completaram a vacinação e 4,9 milhões receberam a dose de reforço.

O Brasil aplicou a primeira dose em pouco menos de 146 milhões de pessoas, quase 90 milhões completaram a vacinação e 821.367 tomaram a dose de reforço. Meu comentário:

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Grávidas com covid-19 correm maior risco de ir para UTI

 A maioria das grávidas que pegou a doença do coronavírus de 2019 não teve casos graves, mas correm risco muito maior do que as outras mulheres de precisa de tratamento intensivo, concluiu um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. As autoridades federais americanas colocaram hoje a gravidez entre os fatores de risco para a covid-19.

O CDC examinou os casos de 409.462 mulheres de 15 a 44 anos que desenvolveram sintomas da doença, sendo 23.434 grávidas. Estas correm muito mais risco de serem entubadas e precisarem de ventilação mecânica e 70% mais risco de morrer.

"Estamos dizendo agora que as grávidas tem um risco maior de ter uma doença grave. Antes, dizíamos que poderia haver um risco maior", declarou a Drª Sascha Ellington, uma das autoras do relatório da pesquisa. "O risco para mulheres de 15 a 44 anos é pequeno, mas vemos um risco maior associado à gravidez."

Na véspera da eleição presidencial, os EUA chegaram a 9,282 milhões de casos confirmados e 232.486 mortes. Se as pesquisas estiverem corretas e o ex-vice-presidente Joe Biden for eleito presidente, o descaso com a covid-19 será o principal responsável pela derrota do presidente Donald Trump. Em comício, Trump ameaçou demitir o maior epidemiologista do país. Dr. Anthony Fauci.

O mundo registra até agora 46,857 milhões de casos confirmados e 1,204 milhão de mortes. Mais de 34 milhões de pacientes foram curados, 11 milhões têm sintomas leves e 86,5 mil estão em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 3%.

Neste feriado de Dia de Finados, o Brasil registrou mais 168 mortes e 8.563 casos novos da covid-19. A média diária de mortes caiu para 405. É a menor desde o início de maio, mas o país chora 160.272 mortes em 5,553 milhões de casos diagnosticados.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

OMS declara emergência mundial por causa do vírus zika

A Organização Mundial da Saúde declarou hoje que a epidemia do vírus zika é uma "emergência internacional de saúde pública, noticiou o jornal americano The Washington Post. 

É a terceira vez que este órgão das Nações Unidas faz isso. A primeira vez foi contra a pandemia da gripe suína (vírus H1N1), em 2009, e a mais recente foi por causa da epidemia do vírus ebola no Oeste da África, em 2014 e 2015.

A decisão foi tomada numa reunião do comitê de emergência da OMS diante da "propagação explosiva" do vírus zika nas Américas Central e do Sul, principalmente no Brasil, onde foram detectados 4 mil casos de bebês nascidos com microcefalia por causa da doença em suas mães durante a gravidez.

Com a declaração da emergência, a OMS deve agilizar a ajuda aos 22 países mais afetados e preparar outros países para enfrentar a propagação da doença. Também haverá ênfase nos impactos sobre fetos, crianças e adultos.

O vírus zika, identificado pela primeira vez em florestas de Uganda, no Centro da África, só foi ligado à microcefalia no ano passado por médicos do Nordeste do Brasil alarmados com a explosão dos casos em recém-nascidos na região mais pobre do Brasil.

Desta vez, a OMS foi mais rápida, depois de ser muito criticada por demorar a reagir à epidemia de ebola.

Diante da certeza de que a doença deve chegar à Flórida e ao Texas, estados do Sul dos Estados Unidos onde os verões são quentes e há pântanos infestados de mosquitos, o presidente Barack Obama se mobilizou para que seja desenvolvida uma vacina contra o vírus zika. Mas isso pode demorar alguns anos.

No momento, as autoridades de vários países desaconselham viagens aos países infectados, o que pode ter um impacto sobre o turismo e a Olimpíada do Rio de Janeiro. Este momento que serviria para celebrar a ascensão do Brasil no cenário internacional pode virar motivo de vergonha nacional.

As mulheres grávidas com suspeita de zika devem fazer exames médicos. Se a doença for confirmada, devem fazer ultrassonografia para saber se o feto foi atingido. A expectativa é de um grande aumento no número de abortos, que são permitidos nos EUA, mas proibidos nos países onde a situação é mais grave hoje.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

EUA tomam medidas contra microcefalia causada pelo vírus zika

Depois de advertir as mulheres grávidas na sexta-feira a não viajar a 14 países atingidos pelo vírus zika, o Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos Estados Unidos anunciou ontem uma série de medidas para evitar a propagação da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que provoca microcefalia, o subdesenvolvimento e má formação do cérebro, noticiou a agência Reuters.

Não há vacina para impedir o contágio pelo vírus zika e 80% das pessoas contaminadas não têm sintoma algum, dificultando o controle. O alerta sobre o surto de microcefalia começou no Nordeste do Brasil, onde a incidência do problema aumentou 24 vezes.

O CDC aconselha os médicos a perguntarem para as mulheres grávidas se viajaram ao exterior. Quem esteve em países infectados e apresentou sintomas deve fazer um teste para infecção pelo zika. Quem tiver resultado positivo será encaminhada para fazer uma ultrassonografia para examinar o tamanho do cérebro e um exame para conferir a presença de cálcio na caixa craniana do feto, dois indicadores de microencefalia.

Se as suspeitas persistirem, as grávidas devem fazer uma amniocentese, uma punção do líquido amniótico para confirmar a presença do vírus. A ultrassonografia deve ser repetida a cada três ou quatro semanas para monitorar a evolução da caixa craniana.

Como não há tratamento para microcefalia e os EUA permitem o aborto, quem detectar o problema nos estágios iniciais da gestação tem a opção de interromper a gravidez, observou a médica Laura Riley, presidente da Sociedade para a Medicina Maternal e Fetal.