Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
quarta-feira, 3 de agosto de 2022
Kansas vota para manter direito ao aborto
sexta-feira, 24 de junho de 2022
Suprema Corte dos EUA revoga direito constitucional ao aborto
terça-feira, 3 de maio de 2022
Suprema Corte dos EUA revoga decisão que dá direito ao aborto
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Vice de Biden acusa governo Trump "pelo maior fracasso na história dos EUA"
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
Ministra mais liberal da Suprema Corte dos EUA morre aos 87 anos
O presidente Donald Trump terá uma nova chance de nomear um juiz conservador para a Suprema Corte dos Estados Unidos, acabando com o frágil equilíbrio. Morreu aos 87 anos Ruth Bader Ginsburg, a ministra mais liberal do supremo tribunal americano.
Ícone feminista e liberal, foi a segunda mulher a assumir o cargo, nomeada pelo presidente Bill Clinton em 1993. Ginsburg perdeu uma longa batalha contra cânceres no fígado, pulmão, pâncreas e intestino grosso. Sua morte ameaça o direito ao aborto, garantido por uma decisão da Suprema Corte de 1973.
Quando morreu o ultraconservador Antonin Scalia, em fevereiro de 2016, de quem Ginsburg era grande amiga pessoal, apesar da divergência de ideias, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, se negou a examinar a indicação do então presidente Barack Obama, Merrick Garland, alegando que estava no fim do mandato.
Contra quase todas as expectativas, Trump derrotou Hillary Clinton e indicou dois ministros conservadores, Neil Gorsuch e Brett Kavanagh. Agora, é altamente improvável que McConnell adote a mesma posição.
O último pedido da juíza Ginsburg foi que seu substituto só fosse indicado pelo próximo presidente. Só será atendida se alguns senadores republicanos resolverem honrar sua memória e bloquear uma nomeação ainda neste governo.
Pela Constituição dos EUA, cabe ao Senado aprovar a nomeação. No momento, o Partido Republicano tem uma maioria de 53 a 47. Como o vice-presidente acumula a Presidência do Senado, será necessário que quatro republicanos votem contra uma indicação de Trump. Se a votação empatar, o vice Mike Pence daria o voto de Minerva.
Com as nomeações de Gorsuch e Kavanagh, o presidente da Suprema Corte, o conservador John Roberts, nomeado pelo presidente George W. Bush, passou a ser o fiel da balança, votando várias vezes com os ministros liberais em defesa do equilíbrio do tribunal, que tinha cinco ministros conservadores e quatro liberais. Um novo indicado por Trump mudaria esta divisão para 6-3. Roberts não conseguiria mais manter o equilíbrio entre as duas correntes.
Leia mais no jornal The New York Times e na revista Rolling Stone.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Trump nomeia juiz conservador para a Suprema Corte dos EUA
Trump apresentou Kavanaugh hoje à noite na Casa Branca como "uma das melhores e mais agudas mentes jurídicas do nosso tempo" e o descreveu como um jurista que vai deixar de lado suas visões políticas e interpretar a Constituição como "está escrita".
Aos 53 anos, ele é juiz do Tribunal Federal de Recursos do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA. Republicano, foi assessor especial do procurador especial Kenneth Star, que investigou o casal Bill e Hillary Clinton no caso Whitewater e trabalhou na Casa Branca no governo George W. Bush (2001-9).
O constitucionalismo estrito é a visão legal dos conservadores que acreditam que a Constituição deve ser aplicada como escrita e não ser reinterpretada de acordo com a realidade atual, o que levou à abolição da escravatura, ao voto feminino, ao aborto e ao casamento gay.
A oposição imediatamente iniciou uma mobilização de protesto, com manifestação diante da Casa Branca, temendo que as posições conservadoras de Kavanaugh sejam decisivas para acabar com o aborto legal e com o programa de saúde do governo Barack Obama para garantir cobertura universal de saúde aos americanos.
Desde o anúncio da aposentadoria de Kennedy, o ex-procurador federal e analista jurídico Jeffrey Toobin prevê na rede de televisão americana CNN que dentro de um ano e meio o aborto será ilegal em pelo menos metade dos estados do país.
Kavanaugh precisa ser aprovado pelo Senado dos EUA. O líder da maioria republicana, senador Mitch McConnell, promete realizar as audiências para interrogatório e as votações antes das eleições de novembro, em que o Partido Democrata pode retomar o controle da Câmara e do Senado.
Além de questões como aborto e cobertura universal de saúde, a confirmação será uma batalha porque no fim do governo Obama o mesmo McConnell se negou a realizar as audiências com o juiz Merrick Garland, nomeado por Obama para a vaga aberta com a morte do ultraconservador Antonin Scalia.
Com a manobra republicana, Trump acabou indicando o ultraconservador Neil Gorsuch. Como era para substituir outro ultraconservador, o equilíbrio foi mantido. Agora, a tendência é de uma guinada maior à direita. Foi o juiz Kennedy, por exemplo, que deu votos decisivos para manter o direito ao aborto e legalizar o casamento gay.
sábado, 26 de maio de 2018
Irlanda aprova o aborto por ampla margem
"Parece que fizemos história", comemorou o primeiro-ministro Leo Varadkar, que fez campanha pelo sim, antes do fim da apuração. "É a culminância de uma revolução silenciosa que acontece na Irlanda há 10 ou 20 anos."
Varadkar prometeu que o Parlamento vai aprovar a lei do aborto até o fim do ano. A interrupção da gravidez será permitida até 12 semanas de gravidez.
Apesar da tradição católica, a Irlanda aprovara em 2015 o casamento gay, tornando-se o primeiro país a fazer isso através de consulta popular. Agora, cerca de 70% das mulheres e 65% dos homens aprovaram o aborto. Outra pesquisa previu uma vitória do sim com 69,4%.
Cerca de 3,5 milhões de irlandeses estavam aptos a votar. Até agora, quando queriam fazer um aborto, as irlandesas tinham de ir para a Grã-Bretanha ou a Irlanda do Norte.
A vitória do aborto é um sinal de modernização da Irlanda, um dos países mais prósperos da Europa depois da adesão à então Comunidade Econômica Européia, hoje União Europeia, em 1973. Com impostos baixos, atraiu várias empresas americanas de informática, transformando-se num polo de alta tecnologia.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Trump nomeia juiz conservador para a Suprema Corte
Gorsuch, de 49 anos, estudou nas famosas universidades de Harvard, nos EUA, e de Oxford, na Inglaterra. Seu nome de ser aprovado pelo Senado, onde a maioria do Partido Republicano se negou a examinar o juiz indicado pelo presidente Barack Obama, Meredith Garland.
Ele é defensor do chamado constitucionalismo estrito, a interpretação literal da Constituição, contra interpretações modernas e criativas e contra a prerrogativa do juiz ficar legislando em vez de se limitar à aplicação estrita da lei.
Com a nomeação de Gorsuch, Trump desloca o equilíbrio do supremo tribunal de nove juízes para os conservadores, embora o juiz Anthony Kennedy, normalmente conservador, às vezes vote com os liberais.
O ministro nomeado é adversário ferrenho do aborto. Em junho de 2014, decidiu a favor de uma empresa que por motivos religiosos não queria pagar pílulas anticoncepcionais para suas empregadas.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
EUA tomam medidas contra microcefalia causada pelo vírus zika
Não há vacina para impedir o contágio pelo vírus zika e 80% das pessoas contaminadas não têm sintoma algum, dificultando o controle. O alerta sobre o surto de microcefalia começou no Nordeste do Brasil, onde a incidência do problema aumentou 24 vezes.
O CDC aconselha os médicos a perguntarem para as mulheres grávidas se viajaram ao exterior. Quem esteve em países infectados e apresentou sintomas deve fazer um teste para infecção pelo zika. Quem tiver resultado positivo será encaminhada para fazer uma ultrassonografia para examinar o tamanho do cérebro e um exame para conferir a presença de cálcio na caixa craniana do feto, dois indicadores de microencefalia.
Se as suspeitas persistirem, as grávidas devem fazer uma amniocentese, uma punção do líquido amniótico para confirmar a presença do vírus. A ultrassonografia deve ser repetida a cada três ou quatro semanas para monitorar a evolução da caixa craniana.
Como não há tratamento para microcefalia e os EUA permitem o aborto, quem detectar o problema nos estágios iniciais da gestação tem a opção de interromper a gravidez, observou a médica Laura Riley, presidente da Sociedade para a Medicina Maternal e Fetal.
domingo, 29 de novembro de 2015
Atirador em clínica de aborto nos EUA tinha motivação política
No sábado à noite, a Planned Parenthood revelou que testemunhas haviam tido que Dear decidiu atacar a clínica por ser contra o aborto. A clínica também entregava tecidos de fetos para pesquisas científicas.
O policial que confirmou a notícia pediu anonimato. Ele disse que "definitivamente foi politicamente motivado". Não poderia falar abertamente enquanto a investigação do caso está em andamento.
A televisão NBC, a primeira a dar a notícia, acrescentou que acrescentou que Dear mencionou negativamente o presidente Barack Obama numa série de declarações confusas que suscitaram dúvidas sobre seus motivos e seu estado mental.
Dear era conhecido da polícia desde 1997, quando sua mulher na época o acusou de agressão, mas preferiu não levar o caso adiante. Ele se mudou para o estado da Carolina do Sul, onde houve sete episódios de conflito com vizinhos. Em maio de 2002, uma vizinha o denunciou por assédio sexual.
"Ele reclamava de tudo", contou um vizinho em Colorado Springs, no estado do Colorado. "Dizia que trabalhava para o governo e que todo o mundo o perseguia, mas que ele sabia de segredos dos EUA. Ele dizia: 'Ninguém mexe comigo porque tenho informações suficientes para por todos os EUA em perigo.' Era muita loucura."
Há pouco mais de um ano, Dear se mudou de um trêiler na Carolina do Norte para uma casinha de madeira por ele construída, mas acabou voltando para o Colorado, onde se registrou como eleitor em outubro de 2014.
O grupo Planned Parenthood tem sido um dos alvos preferenciais dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos EUA em 2016. Em nota, chamou o caso de "terrorismo doméstico" e denunciou a linguagem radical de ativistas antiaborto pelo ataque.
Desde 1977, pelo menos dez pessoas foram mortas em ataques a clínicas de aborto nos EUA, que foram mais de mais de cem ataques incendiários.
sábado, 28 de novembro de 2015
Atirador ataca clínica de aborto e mata três pessoas nos EUA
A clínica Planned Parenthood tem sido alvo frequente de acusações de realizar abortos durante a campanha dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Casa Branca em 2016. Ativistas antiaborto fizeram várias manifestações de protesto nesta e em outras clínicas do grupo.
Ainda não está claro se é um desequilibrado mental ou um terrorista com objetivos políticos.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Dois estados americanos rejeitam propostas contra o aborto
No Colorado, por 63% a 37%, os eleitores rejeitaram a Emenda nº 67, que equiparava fetos a crianças no Código Penal estadual.
Em Dakota do Norte, um estado ainda mais conservador, por 64% a 36%, foi derrotado um projeto de emenda à Constituição Estadual para incluir esta frase: "O direito inalienável de todo ser humano à vida em todos os estágios de desenvolvimento deve ser reconhecido e protegido."
Se perderam para os conservadores as eleições para o Senado e a Câmara, os liberais ganharam alguns referendos, como os que legalizaram a maconha nos estados do Alasca e do Oregon, e no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Irlanda aprova aborto em caso de risco para mãe
A Lei de Proteção da Vida Durante a Gravidez teve amplo apoio da maioria governista. Líderes religiosos criticaram o artigo que autoriza o aborto por causa de risco de suicídio, considerando-o um furo na lei capaz de permitir abusos. Bastam atestados de dois médicos psiquiatras e um ginecologista e obstreta, informa o jornal irlandês The Irish Times.
Quando não houver risco para a vida da mãe, continua sendo crime "destruir a vida de um ser humano que ainda não nasceu". A pena vai até 14 anos de prisão.
Como a Irlanda faz parte da União Europeia, as irlandesas costumavam ir ao Reino Unido quando querem fazer aborto. Só em 2012, foram cerca de 4 mil.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Republicano diz que filho de estupro é desígnio de Deus
A campanha de Romney imediatamente esclareceu que o governador rejeita esta posição, aceitando a interrupção da gravidez em casos de estupro, incesto ou risco de vida para a mãe: "O governador Romney discorda dos comentários de Richard Mourdock, que não refletem suas visões", declarou a porta-voz da campanha da oposição, Andrea Saul.
Enquanto os outros dois debatedores concordaram com essa visão, Mourdock alegou que só aceita o aborto em caso de risco para a mãe: "Travo uma luta comigo mesmo há muito tempo, mas acredito que a vida é um dom de Deus. Penso que mesmo quando a vida começa numa situação horrível como um estupro é algo que Deus queria que acontecesse".
Em maio, Mourdock venceu o senador moderado Richard Lugar, uma das estrelas do Congresso em política externa e defesa, com o apoio dos extremistas da Festa do Chá, noticia o jornal online The Huffington Post, o sítio jornalístico mais visitado dos EUA.
sábado, 19 de maio de 2012
Dissidente chinês cego está prestes a ir para os EUA
Chen criou um incidente diplomático entre as duas maiores potências mundiais ao fugir da prisão domiciliar e se refugiar na embaixada americana dias antes de uma delegação de alto nível, formada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, chegarem à cidade para mais uma rodada do diálogo estratégia EUA-China.
![]() |
| Chen Guangcheng |
Ao chegar no hospital e saber da tortura e das ameaças a que sua mulher tinha sido submetida, Chen pediu ajuda para sair do país. Tentou embarcar no avião da secretária de Estado. As autoridades chinesas disseram que ele poderia sair do país, se fizesse todos os trâmites burocráticos necessários.
Com convites para estudar em universidades americanas, Chen pode até viver nos EUA com visto de estudante. Na verdade, é um exilado. De um jeito ou de outro, o regime comunista chinês acaba se livrando de mais um dissidente.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Senado do Uruguai aprova descriminalização do aborto
O projeto vai agora para a Câmara, onde a coalizão de governo tem maioria e deve aprová-lo.
Uma proposta anterior foi vetada em 2008 pelo então presidente Tabaré Vázquez, mas o atual presidente, José Mujica, pretende sancionar a lei, informa o sítio da rádio e televisão estatal britânica BBC.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Justiça europeia condena lei antiaborto da Irlanda
quinta-feira, 6 de março de 2008
Bush apóia candidatura de McCain
Na Casa Branca, Bush chegou a dançar de alegria para fotógrafos e cinegrafistas ao receber o senador pelo Arizona, um veterano de guerra que ficou quase seis anos preso no Vietnã do Norte.
McCain agradeceu e afirmou que gostaria de ver o atual presidente em eventos da sua campanha. Ninguém acredito nisso por causa da enorme impopularidade de Bush, considerado um dos três piores presidentes da História dos EUA.
Bush deu o tom da campanha republicana, apresentando McCain como um especialista em segurança nacional que conhece os "perigos do mundo", com a coragem e a determinação necessárias para enfrentar os inimigos do país.
O medo será um dos argumentos centrais dos republicanos. McCain apoiou a invasão do Iraque. Foi um dos principais críticos da fracassada estratégia do ex-secretário da Defesa Donald Rumsfeld e um dos principais defendores do reforço de tropas ordenado pelo presidente em janeiro do ano passado. A partir de junho, a nova estratégia passou a dar resultado, com uma redução sensível do número de mortes no Iraque.
A Guerra do Iraque é um dos pontos fracos de McCain que o senador Barack Obama pretende explorar, se for o candidato do Partido Democrata. Hillary não pode fazer isso porque votou a favor da autorização para uso da força contra Saddam Hussein.
Outro ponto fraco de Mc Cain é o corte de impostos do governo Bush, inicialmente rejeitado por ele mas agora apoiado porque o senador pelo Arizona quer se apresentar ao eleitorado republicano como um verdadeiro conservador.
John McCain é a favor do aborto. Como representa um estado da fronteira com o México, é mais liberal em questões de imigração do que o eleitor padrão do partido.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
McCain ganha primária republicana na Flórida
Com mais de 90% dos votos apurados, McCain obteve 36% do total, batendo seu maior rival, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, com 31%. Com apenas 15%, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani pode anunciar nesta quarta-feira sua retirada e o apoio a McCain. O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee ficou com 13%.
McCain é considerado um moderado e é a favor do aborto, um problema para os setores mais conservadores do partido. Mas é o mais preparado dos candidatos em questões de defesa e de segurança nacional, um dos pontos fortes dos republicanos, no momento em que os EUA estão em guerra contra os fundamentalistas muçulmanos liderados por Ossama ben Laden.
