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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Dívida dos EUA bate no teto em 31 de dezembro

Diante do impasse nas negociações para evitar que os Estados Unidos caiam no chamado "abismo fiscal", o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, advertiu os deputados e senadores que a dívida pública do país deve atingir o limite de US$ 16,4 trilhões em 31 de dezembro de 2012. Sem a autorização do Congresso, a Casa Branca não poderá tomar novos empréstimos.

O presidente Barack Obama interrompeu suas férias de fim de ano no Havaí, estado onde nasceu, e voltou a Washington para tentar um acerto antes do fim do ano.

Em carta aos congressistas, o secretário do Tesouro promete tomar "medidas extraordinárias" para evitar um calote. Essas medidas permitiriam levantar até US$ 200 bilhões, dando mais dois meses de prazo para Executivo e Legislativo se entenderem, reporta o jornal The Washington Post.

O "abismo fiscal" é a combinação do fim dos cortes de impostos da era George W. Bush (2001-9) com a redução automática nos gastos públicos a ser deflagrada se não houver acordo para reduzir o déficit público trilionário dos EUA. Isto pode tirar US$ 600 bilhões de circulação em curto prazo e jogar o país de volta na recessão.

sábado, 19 de maio de 2012

Dissidente chinês cego está prestes a ir para os EUA

O dissidente chinês cego Chen Guangcheng deixou o hospital e está no aeroporto de Beijim, prestes a embarcar para os Estados Unidos.

Chen criou um incidente diplomático entre as duas maiores potências mundiais ao fugir da prisão domiciliar e se refugiar na embaixada americana dias antes de uma delegação de alto nível, formada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, chegarem à cidade para mais uma rodada do diálogo estratégia EUA-China.

Chen Guangcheng
Em princípio, o dissidente - um advogado autodidata que lutava contra abortos forçados e outros excessos da política do filho único, entre outras causas em defesa dos direitos humanos -, queria permanecer na China para continuar lutando pelos cidadãos comuns oprimidos pelo regime comunista. Em 2 de maio de 2012, teria saído espontaneamente da embaixada.

Ao chegar no hospital e saber da tortura e das ameaças a que sua mulher tinha sido submetida, Chen pediu ajuda para sair do país. Tentou embarcar no avião da secretária de Estado. As autoridades chinesas disseram que ele poderia sair do país, se fizesse todos os trâmites burocráticos necessários.

Com convites para estudar em universidades americanas, Chen pode até viver nos EUA com visto de estudante. Na verdade, é um exilado. De um jeito ou de outro, o regime comunista chinês acaba se livrando de mais um dissidente.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dissidente chinês faz apelo ao Congresso dos EUA

Por telefone, o dissidente cego Chen Guangcheng fez hoje um apelo a uma comissão do Congresso dos Estados Unidos pedindo ajuda para sair da China no avião da secretária de Estado, Hillary Clinton, que está em Beijim com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, para mais uma etapa do diálogo estratégico entre as duas grandes potências mundiais.

"A China prometeu garantir meus direitos constitucionais e disse que sou um homem livre", declarou Chen de sua cama de hospital, onde está internado desde que saiu da embaixada dos EUA. "Quero que mantenham o compromisso e me permitam viajar ao exterior para me recuperar. Quero ir para os EUA e descansar um pouco, porque não tenho um domingo há sete anos."

Chen, um advogado cego de 40 anos que lutou contra as políticas de natalidade e de combate à aids, entre outras causas, escapou no mês passado de sua casa na província de Shandong depois de sete anos de prisão domiciliar. Com a ajuda de amigos, foi até a capital e se refugiou na embaixada americana.

Seu caso virou tema da campanha eleitoral nos EUA. O ex-governador Mitt Romney, provável candidato do Partido Republicano à Casa Branca, afirmou hoje que o país tem um compromisso com a liberdade, criticando o governo Barack Obama por fazer declarações mas aceitar a pressão dos chineses para Chen deixar a embaixada.

O embaixador Gary Locke garante que Chen deixou espontaneamente a embaixada, depois de refletir sobre a questão, dizendo que gostaria de ficar na China para continuar seu trabalho na defesa dos direitos humanos. Ao chegar no hospital, sabendo que sua mulher tinha sido ameaçada de morte para coagi-lo, teria mudado de ideia e aceito a proposta de asilo nos EUA, informa a TV americana CNN.

A melhor maneira dele sair da China seria para tratamento de saúde no exterior.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

EUA propõem imposto sobre transações financeiras

Às vésperas da reunião do Grupo dos 20 (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia), neste fim de semana, em Toronto, no Canadá o secretário do Tesouro dos EUA, Tim Geithner, defendeu ontem a cobrança de um imposto sobre transações financeiras.

A Europa quer não apenas um imposto sobre transações financeiras, mas também taxar os lucros dos bancos para criar fundos nacionais para enfrentar futuras crises econômicas sem gastar dinheiro público.

Além disso, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, cobra definições claras sobre a regulamentação do sistema financeiro, que deve incluir todos os agentes, produtos e centros financeiros. Ela rejeitou a pressão americana para aumentar o consumo interno.

Ontem, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos estão, manifestou preocupação com a crise das dívidas públicas de países que usam o euro como moeda.

Os cortes de gastos de despesas governamentais causam demissões. Desaceleram a economia e o consumo na maior mercado do mundo, a União Europeia, com produto interno bruto de US$ 16,6 trilhões. Na visão do governo Barack Obama, podem matar a recuperação mundial.

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi o primeiro líder estrangeiro a chegar ao Canadá para o encontro, a ser realizado no sábado e no domingo, 26 e 27 de junho de 2010.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

EUA anunciam novas sanções contra o Irã

Os Estados Unidos anunciaram hoje novas sanções econômicas contra o regime fundamentalista do Irã e seu programa nuclear, e pediram a outros países que façam o mesmo.

"Estamos acrescentando à nossa lista um número de instituições e indivíduos que estão ajudando o Irã a financiar os programas nuclear e de mísseis e a se evadir das sanções internacionais", declarou o secretário do Tesouro, Timothy Geither.

Ele pediu ajuda para pressionar a república islâmica e não fazer a bomba atômica: "Isto não é algo que os EUA possam fazer sozinhos. Precisamos que outros países nos acompanhem.

sexta-feira, 12 de março de 2010

UE reage a críticas do Tesouro dos EUA

A União Europeia reagiu às críticas do secretário do Tesouro dos Estados Uunidos, Timothy Geithner, de que a proposta de regulamentação financeira do bloco é protecionista.

Na Europa, os governos da Alemanha e da França já falaram claramente em limitar ou até proibir em alguns casos o uso de obrigações colateralizadas de crédito (em inglês, CDS: credit default swaps), uma espécie de seguro contra calote que é o instrumento preferido de especuladores para apostar contra países e empresas endividadas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

China aguarda recuperação dos EUA

No segundo dia do diálogo econômico estratégico entre Estados Unidos e China, as duas economias mais importantes do mundo, o presidente do banco central chinês afirmou que o país espera a recuperação americana para suspender seu programa de estímulo ao crescimento.

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, admitiu que é necesssário reformas as instituições econômicas internacionais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial para dar mais peso à participação dos países emergentes.

Já o vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, vê sinais de estabilização na economia da China e no mercado financeiro dos EUA.

A China e os EUA prometeram retomar as negociações de liberalização comercial da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas essa promessa já foi repetida várias vezes, sem sair das boas intenções.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

FMI e Banco Mundial veem calamidade humanitária

No fim de sua reunião anual, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial advertiram que a crise econômica mundial está provocando uma calamidade humanitária.

Em nota oficial, as duas instituições econômicas internacionais observaram que "a economia global se deteriorou dramaticamente... Os países em desenvolvimento enfrentam consequencias especialmente sérias na medida em que a crise econômica e financeira se transforma numa calamidade humana e desenvolvimentista".

Desde o agravamento da crise financeira, em setembro, mais 50 milhões de pessoas no mundo inteiro caíram abaixo da linha de pobreza absoluta. Até o final do ano, podem ser 90 milhões. O total de famintos passou de 1 bilhão.

O FMI reduziu sua previsão para o crescimento da África este ano para 2%, depois de uma expansão de 5,25% no ano passado.

Para o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, "é de uma importância vital que os programas de estímulo dos países desenvolvidos sejam acompanhados por ajuda para quem não pode pagar planos bilionários".

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, concordou: "A ajuda aos países mais pobres deve ser uma prioridade".

domingo, 29 de março de 2009

Restam US$ 134 bilhões do plano anticrise de Bush

Sobram apenas US$ 134,5 bilhões do Programa de Remoção de Ativos Tóxicos (TARP, do inglês) do Plano de Estabilização Financeira de US$ 700 bilhões do governo George W. Bush, admite o Tesouro dos Estados Unidos.

Cerca de 81% dos recursos foram entregues a instituições financeiras em risco ou estão comprometidos. Mas o novo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, acaba de lançar um novo plano para que uma parceria público-privada compre até US$ 1 trilhão em papéis pobres em poder de bancos e instituições financeiras.

Isso significa que o programa inicial foi inútil? Confira no Wall Street Journal essa confusa e obscura matemática financeira.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Geithner quer fiscalização independente

Em depoimento na Comissão de Finanças da Câmara, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, apresentou a proposta do governo Barack Obama para regulamentar o sistema financeiro, que inclui a criação de uma agência independente para fiscalizar todas as empresas e produtos financeiros.

Como antecipara na terça-feira, Geithner pediu mais poderes para que o governo assuma o controle de instituições financeiras que não sejam bancos, como seguradoras, fundos de hedge e fundos de capital de risco. Ele também quer aumentar as reservas que as empresas financeiras são obrigadas a fazer para enfrentar possíveis prejuízos.

As maiores exigências serão feitas para empresas capazes de abalar todo o sistema, como a seguradora AIG.

Geithner defendeu ainda a criação de uma estrutura global para supervisionar o sistema financeiro internacioal, como querem os europeus, sobretudo a Alemanha e a França.

sexta-feira, 20 de março de 2009

FMI critica plano de recuperação dos EUA

A "falta de detalhes essenciais" no plano de estabilização do sistema financeiro dos Estados Unidos deixa incerteza no mercado sobre como o governo Barack Obama pretende recapitalizar os bancos do país, adverte um relatório divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para o mercado, o problema central é como avaliar os chamados ativos problemáticos, títulos que perderam valor com a crise. O relatório do FMI aumenta a pressão sobre o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que terá revelar em breve o mecanismo para criar um fundo público-privado para comprar esses papéis podres e sanear os balanços dos bancos.

"Os detalhes críticos sobre a avaliação dos ativos problemáticos não é clara", diz o Fundo, que vem divulgando trechos do relatório sobre a economia mundial em preparação para a conferência de cúpula dos 20 países mais ricos do mundo (G-20), a ser realizada em Londres, em 2 de abril, para buscar saídas para a crise.

Leia mais no Financial Times.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Escândalo da AIG atinge Geithner

Em depoimento na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o presidente da seguradora AIG (American International Group), Edward Liddy, declarou ter pedido aos executivos da empresa que receberam US$ 100 mil ou mais que devolvam pelo menos metade do dinheiro. O escândalo do pagamento de bônus com dinheiro público já atinge o governo Barack Obama.

Apesar de um prejuízo recorde de US$ 62 bilhões no fim do ano passado e de sobreviver com um empréstimo de US$ 173 bilhões do Tesouro, a AIG pagou, na sexta-feira passada, US$ 165 milhões em bônus a seus executivos do departamento de produtos financeiros, justamente o responsável pelo colapso da megasseguradora.

No mercado, circula uma piada: o que significa AIG? Arrogância, incompetência e ganância.

A audiência no Congresso americano foi tensa. O presidente da Comissão de Finanças da Câmara, o deputado democrata Barney Frank, afirmou que o governo é dono de 80% da AIG e vai exigir a devolução do dinheiro dos bônus.

Liddy pediu desculpas e alegou que está no comando da empresa há apenas seis meses, não sendo responsável portanto por contratos anteriores. Ele revelou ter pedido aos 293 executivos que ganharam mais de US$ 100 mil para que devolvam pelo menos metade do dinheiro e informou que alguns se prontificaram a devolver 100% do dinheiro público.

É normal que os executivos do setor financeiro ganhem bônus calculados com base no sucesso de suas transações. Mas, no caso do colapso de uma empresa salva com dinheiro público em meio a uma crise que já deixou 4,4 milhões de americanos desempregados, é imoral.

Com a ajuda de emergência do governo, tanto o Tesouro quando o banco central dos EUA (Reserva Federal, Fed) participam da diretoria da AIG. Portanto, sabiam do pagamento dos bônus e não fizeram nada para impedi-los.

O escândalo atingiu o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que até agora tem uma avaliação ruim no mercado. Ele não soube explicar claramente como será o programa de compra dos papéis podres, os títulos incobráveis ou ativos tóxicos que contaminam os balanços dos bancos.

Obama defendeu seu secretário do Tesouro alegando que os furos são da Lei de Estabilização Financeira do governo George W. Bush e que a responsabilidade final é dele, do presidente. No mercado financeiro, já há especuladores comprando papéis numa aposta de que Geithner não passa de junho.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mercado desaba com plano de saneamento financeiro

Os investidores da Bolsa de Valores de Nova York não se impressionaram com o novo plano de saneamento financeiro anunciado pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, no valor de US$ 1,5 trilhão.

A reação negativa provocou uma queda de 4,6% no Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações, e de 4,9% no S&P500, que observa o comportamento de 500 empresas.

Por 61 votos a 37, apenas um acima do mínimo necessário, o Congresso dos Estados Unidos aprovou o plano de estímulo econômico do presidente Barack Obama, de US$ 838 bilhões. Ele terá de voltar à Câmara, já que foi emendado no Senado.

A expectativa dos economistas é que o país não sai da crise antes de resolver os problemas financeiros que a originaram.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Obama apresenta equipe econômica

Ao apresentar hoje à tarde sua equipe econômica, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu um forte estímulo para impulsionar a retomada do crescimento econômico e criar 2,5 milhões de empregos como maneira de enfrentar a crise.

Ele não quis falar em números porque os detalhes finais serão preparados pela equipe. Os líderes democratas no Congresso falam em até US$ 700 bilhões em obras públicas de infra-estrutura, modernização tecnológica e desenvolvimento de fontes alternativas de energia.

Como foi antecipado na sexta-feira, o diretor da delegacia regional da Reserva Federal (Fed, o banco central americano) em Nova Iorque, Timothy Geithner, será o próximo secretário do Tesouro.

Geithner, de 47 anos, é funcionário de carreira do Tesouro. Como diretor do Fed com jurisdição sobre Wall Street, trabalha ativamente no combate à crise desde seu começo. Seu nome foi bem recebido pelo mercado financeiro, que teve forte alta na última sexta e nesta segunda-feira.

O ex-secretário do Tesouro no governo Bill Clinton e ex-presidente da Universidade de Harvard Lawrence Summers, de 53 anos, será o principal assessor econômico do presidente, diretor do Conselho Nacional de Economia.

Obama também indicou a professora Christina Romer, da Universidade da Califórnia em Berkeley, como chefe do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca e Melody Barnes, ex-assessora sênior da Comissão de Justiça do Senado e sua assessora política durante a campanha, para chefe do Conselho de Política Interna.