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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Alemanha revela que Irã comprou tecnologia para armas de destruição em massa

O Irã tentou comprar ilegalmente tecnologia de mísseis para transportar armas de destruição em massa, revelou o serviço secreto da Alemanha no estado de Mecklenburgo-Pomerânia Ocidental, noticiou o jornal The Jerusalem Post.

 "A luta contra a proliferação ilegal de armas de destruição em massa nucleares, químicas e biológicas e dos materiais necessários para sua fabricação, bem como dos sistemas de transporte, inclusive do conhecimento necessário, em cooperação com outras autoridades, também é de responsabilidade da contrainteligência", diz o relatório de inteligência, de 206 páginas.

O serviço secreto alemão cita Coreia do Norte, Irã, Paquistão e Síria: "De várias maneiras, os serviços de inteligência desses países estão envolvidos em atividades de compra ilícita no campo da proliferação usando estruturas comerciais e empresas conspiradoras globais."

Dias antes, o serviço secreto do estado alemão da Baviera reportou atividades ilícitas do Irã. De acordo com este relatório, de 335 páginas, o regime fundamentalista iraniano "está fazendo esforços para expandir seu arsenal com armas de destruição em massa", o que o torno um "país de risco", uma séria ameaça à segurança e à democracia da Baviera.

Em 2015, o Irã assinou um acordo com as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar seu programa nuclear por dez anos.

O presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos em maio do ano passado depois de dizer que o acordo era totalmente inaceitável por não impedir o Irã de desenvolver tecnologia de mísseis nem de interferir politicamente em outros países do Oriente Médio. Um ano depois, o governo iraniano anunciou que pararia de cumprir parte do acordo e voltaria a enriquecer urânio.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Coreia do Norte testa míssil de médio alcance

A Coreia do Norte lançou hoje um míssil balístico de médio alcance KN-15, também conhecido como Pukguksong-2, de uma base terrestre perto da cidade de Sinpo, declarou o Comando do Pacífico das Forças Armadas dos Estados Unidos.

O Pukguksong-2 é um míssil de combustível sólido testado pela primeira vez em 12 de fevereiro de 2017. Hoje, caiu no Mar do Japão, em mais um desafio à sociedade internacional e aos presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, que se encontram na quinta-feira na residência de verão de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.

Apesar da grande diferença de poder entre os EUA e a Coreia do Norte, Washington é impotente para controlar o programa nuclear e o regime comunista de Pionguiangue. Desde o fim da União Soviética e do comunismo, em 1991, a Coreia do Norte perdeu sua patrocinadora e faz uma chantagem nuclear barganhando ajuda em energia e alimentos.

Para a ditadura stalinista norte-coreana, a bomba atômica é uma garantia de sobrevivência. Trump manifestou a intenção de pressionar a China no encontro de cúpula de 6 e 7 de abril com Xi Jinping.

Se a China não enquadrar a Coreia do Norte, Trump promete fazê-lo. Não há uma opção ótima, mas a melhor solução é diplomática. Os EUA podem destruir o aparato nuclear norte-coreano, mas o alvo de um contra-ataque imediato seria a Coreia do Sul.

Seul seria arrasada, com risco para dezenas de milhões de pessoas. Seria uma guerra num país vizinho da China, podendo gerar uma onda de refugiados em busca de proteção desestabilizando toda a região.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Visão retrógrada de Trump cria mundo mais perigoso

Os Estados Unidos historicamente tinham uma posição isolacionista. No Discurso de Despedida, seu primeiro presidente, George Washington, fez um alerta claro sobre a importância de não se envolver em guerras na Europa. Em 1917, depois de vários navios americanos serem torpedos pela Alemanha, o presidente Woodrow Wilson convenceu o país a entrar na "guerra para acabar com a todas as guerras". O presidente eleito Donald Trump promete resgatar esse isolacionismo sem sentido no mundo globalizado.

Wilson acreditava que o problema da guerra estava nas monarquias e na falta de democracia. Apresentou seu plano de paz de 14 pontos na Conferência de Versalhes, hoje chamada de "a paz para acabar com todas as pazes". Mas o Senado dos EUA, isolacionista, vetou a Convenção da Liga das Nações, proposta de Wilson,  a primeira organização de caráter universal dedicada à paz mundial.

Sem os EUA, a Liga nada fez contra as agressões do Japão, da Itália e da Alemanha. Mostrou-se impotente, enquanto a Grande Depressão (1929-39) minava o apoio ao liberalismo econômico.

Quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, em 1941, depois do ataques japonês a Pearl Harbor, no Havaí, o presidente Franklin Roosevelt articulou a Declaração das Nações Unidas, lançando o primeiro alicerce do que seria a ordem mundial no pós-guerra.

A recessão havia voltado em 1937 e 1938, com aumentos nas taxas de juros. A Grande Depressão só acabou com a aceleração da economia pelo esforço de guerra. Uma das maiores preocupações de Roosevelt era a volta da depressão depois da guerra.

Também estava claro para Roosevelt que a volta ao isolacionismo seria a volta a um mundo instável e imprevisível. Até hoje, os EUA mantêm forças na Europa, no Japão e na Coreia do Sul.

Para evitar a volta da recessão, os EUA patrocinaram a Conferência de Bretton Woods, em 1944, para criar a ordem econômica internacional do pós-guerra, assentada sobre o FMI, que visava a evitar que crises do balanço de pagamento levasse outros países a abandonar o comércio internacional (e a deixar de comprar produtos americanos); o Banco Mundial, inicialmente um banco de reconstrução do pós-guerra e depois um financiador do desenvolvimento (a injustiça econômica gera conflitos e guerras); e a Organização Internacional do Comércio.

Mais uma vez, o Senado dos EUA vetou, desta vez a Carta de Havana, que criava a OIC. O sistema multilateral de comércio foi construído a partir do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT). Em 1947, o comércio internacional movimentava US$ 57 bi. Na crise de 2008, eram US$ 9 tri. Durante décadas, os EUA promoveram rodadas de negociações para abrir os mercados da Europa, do Japão e dos países em desenvolvimento aos produtos industriais americanos.

Em 1994, no fim da Rodada Uruguai, nasce a Organização Mundial do Comércio (OMC), que além de fórum de negociações comerciais é um tribunal para solução de controvérsias, uma arquitetura criada pelos EUA. A entrada da China na OMC, em 2001, bagunçou o coreto. A ascensão irresistível da China acaba com a supremacia econômica dos EUA.

Por isso mesmo, interessa aos EUA a existência de um sistema multilateral de comércio baseado em regras e não no poder dos mais fortes. A OMC tem hoje mais de 150 países-membros. Para uma empresa transnacional, seguir as mesmas regras em 150 países é uma mão na roda.

A proposta de Trump é renegociar os acordos comerciais dos EUA mano a mano para impor o poderio econômico americano. Só que renegociar com mais de 100 países isoladamente é um pesadelo, como está percebendo o Reino Unido. Para as empresas, seria um inferno regulatório.

A OMC está em baixa. Numa crise, todos adotam medidas protecionistas, mas muito menos do que fariam sem uma organização internacional fiscalizando. Não há clima para liberalização comercial, como mostraram os ataques ao livre comércio durante a campanha eleitoral nos EUA.

O problema fundamental de Trump é ignorar as lições da história. Como disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ex-primeiro-ministro da Polônia (que depende da OTAN para segurar a Rússia), "nenhum país pode ser grande isoladamente". 

Trump também ameaça não defender os aliados da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar liderada pelos EUA, e sugeriu que Japão e Coreia do Sul façam suas próprias armas nucleares diante da chantagem atômica da Coreia do Norte. Ataca a não proliferação nuclear, uma das bases da política externa americana desde que outros países começaram a fazer a bomba.

No mundo globalizado, o isolamento não é uma opção. As empresas americanas espalhadas pelo mundo não vão repatriar fábricas e empregos. Em mais esta questão, Trump está na contramão da história. Suas ideias só podem acentuar o declínio relativo dos EUA. Uma superpotência nuclear decadente com um presidente paranoico é uma ameaça à paz mundial.

Assim, Trump ameaça destruir a ordem internacional que os EUA criaram no pós-guerra, a visão de mundo de Roosevelt, que rompeu o ciclo citado pelo Jaime. Como a ascensão de novas potências costuma provocar guerras, o nacionalismo rastaquera de Trump é um problema que vem da América profunda, o interior dos EUA que ignora o resto do mundo.

A derrota da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, vista pelo eleitorado com representante do sistema político tão criticado, foi a derrota do internacionalismo liberal e da visão de mundo de Roosevelt e também da globalização econômica defendida pelo presidente Bill Clinton depois do fim da Guerra Fria. 

A decisão do eleitorado britânico de retirar o Reino Unido da União Europeia vai no mesmo sentido, é a revolta dos perdedores da globalização no mundo anglo-saxão, que desde 1776 prega o liberalismo econômico como forma de aumentar a riqueza das nações.

Na minha opinião, em vez da globalização neoliberal, precisamos de uma globalização social-democrata em que os países ricos financiem o desenvolvimento das regiões mais pobres, no modelo da integração europeia. O problema é que a UE vive sua mais profunda crise sem perspectiva de solução

Por sua vez, a China afirma ter aprendido as lições da Alemanha e da URSS, mas sua crescente agressividade com os vizinhos indica que grandes potências continuam a agir como grandes potências, ou seja, a abusar do poder.

O mundo de Trump é mais perigoso.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump repudia o internacionalismo liberal dos EUA no pós-guerra

O mundo acordou hoje para uma nova realidade com ares de pesadelo. O presidente eleito Donald Trump foi o primeiro candidato de um grande partido à Presidência dos Estados Unidos a rejeitar o internacionalismo liberal, a ordem política e econômica construída pelos americanos desde a vitória na Segunda Guerra Mundial, reforçada pela derrota do comunismo da União Soviética durante a Guerra Fria, mas abalada pelas consequências negativas do processo de globalização da economia.

Durante a campanha, o magnata imobiliário criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar da América do Norte e da Europa criada em 1949 para se opor ao expansionismo soviético. Trump cobrou maior participação financeira dos aliados na defesa comum e ameaçou não defendê-los, abrindo um flanco para o neoimperialismo da Rússia de Vladimir Putin.

A OTAN é uma das bases da política externa americana. Sua regra básica é que um ataque contra um é um ataque contra todos. Como lembrou a candidata derrotada, Hillary Clinton, essa cláusula só foi usada uma vez.

Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a OTAN foi a base da força internacional de intervenção no Afeganistão para perseguir a rede terrorista Al Caeda, responsável pelo ataque, e a milícia extremista muçulmana dos Talibã (Estudantes), que a acolhia.

Com a intervenção militar da Rússia nas ex-repúblicas soviéticas da Geórgia e da Ucrânia, países como a Polônia, que fazia parte do Bloco Soviético, e as ex-repúblicas soviéticas da região báltica, Estônia, Letônia e Lituânia, temem a agressividade da Rússia e dependem da OTAN, e em última análise dos EUA, para sua segurança. A vitória de Trump foi saudada pela Duma do Estado, a câmara dos deputados da Rússia.

Quando ameaçou retirar as tropas americanas da Ásia e sugeriu que cada país tenha suas próprias armas atômicas, deu carta branca à crescente agressividade da China na região e atingiu outro ponto crucial da política externa americana do pós-guerra: a não proliferação nuclear.

Se os EUA não estiverem prontos para defender aliados como o Japão e a Coreia do Sul das armas nucleares da Coreia do Norte, só lhes restará fabricar suas próprias bombas atômicas.

Trump ainda elogiou Putin durante a campanha como um homem-forte, revelando uma paixão nem tão discreta por líderes fortes e ditatoriais. Ele também representa um renascimento do autoritarismo americano.

Ao defender princípios como "primeiro, os EUA", Trump manifesta tendências nacionalistas, xenofóbicas e isolacionistas. Em campanhas anteriores, o pré-candidato republicano Pat Buchanan defendeu a mesma ideia, sem sucesso.

Hoje de manhã, o presidente do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro polonês Donald Tusk, afirmou que "nenhum país isolado pode ser grande", numa referência ao slogan do republicano: "Tornar a América grande de novo", como se os EUA não fossem a maior potência econômica e militar do planeta.

Na economia, o bilionário ameaçou semear o caos ao propor a renegociação dos acordos comerciais dos EUA para combater um déficit comercial que disse rondar os US$ 800 bilhões por ano, quando em realidade foram US$ 531 bilhões em 2015. Trump atribui o déficit à incompetência dos negociadores dos EUA e não ao consumismo exacerbado dos americanos.

A ordem econômica pós-1945 se baseia num tripé construído pelos EUA: o Fundo Monetário Internacional (FMI), que socorre países com crise no balanço de pagamentos para que não abandonem o comércio internacional; o Banco Mundial, que financia o desenvolvimento; e a Organização Mundial do Comércio (OMC), que hoje reúne mais de 150 países.

O sistema multilateral de comércio é um dos alicerces da ordem econômica internacional liberal. Durante décadas, foi usado pelos EUA para abrir mercados para seus produtos industriais e serviços. Para as empresas transnacionais, é fundamental porque cria uma série de regras a serem seguidos por todos os países-membros.

Caso a OMC seja progressivamente esvaziada e substituída por acordos bilaterais ou multilaterais com poucos países, há o risco de criação de um inferno regulatório para as empresas, que teriam de se adaptar a regras diferentes em cada mercado. Trump teria de enfrentar os interesses de empresas americanas muito poderosas. É altamente improvável.

A retórica do candidato na campanha não vai definir sua ação como presidente, observou o ex-embaixador brasileiro em Washington Rubens Barbosa, hoje diretor de relações internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Há limitações constitucionais sobre o que um presidente pode fazer, além das restrições de ordem econômica. Mas o dano às relações internacionais é grande.

Um dos legados do governo Barack Obama seria a Parceria Transpacífica, um acordo comercial de 12 países para criar regras comuns que inclui o Japão, mas não a China. A intenção de Obama era criar um ordenamento liberal para evitar que a China imponha suas próprias normas.

Trump bombardeou a Parceria Transpacífica, quer renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) com o México e o Canadá, ameaça impor fortes sobretaxas a importações da China e abandonar o Acordo do Clima negociado em Paris para combater o aquecimento global.

Oito anos depois da vitória da esperança com a eleição de Obama, venceu o discurso do medo, da desconfiança, da discórdia e das teorias conspiratórias. A partir de janeiro, Trump terá de mostrar a que veio, esmiuçando as políticas que pretende adotar para "tornar a América grande de novo".

O primeiro presidente da era das celebridades e dos reality shows terá de abandonar a retórica fácil das soluções simplistas e enfrentar o declínio relativo da maior superpotência que o mundo já viu sobre os escombros de um sistema político arrasado por suas táticas de campanha baseadas na mentira, na desqualificação e no atropelo dos rivais.

Depois da vitória da Brexit (saída britânica) da União Europeia no plebiscito de 23 de junho, o triunfo de Trump é a segunda rejeição à globalização econômica no mundo anglo-saxão, que prega o liberalismo econômico e tenta vender a ideia para o resto do mundo há mais de 200 anos.

Bem-vindos ao admirável mundo novo de Donald Trump! Talvez não seja admirável.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Diálogo sobre questão nuclear do Irã fracassa

Terminou hoje sem sucesso mais uma rodada de negociações sobre o programa nuclear do Irã, suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas. As conversas foram retomadas no mês passado em Genebra, na Suíça, e ontem e hoje em Istambul, na Turquia.

A comissária europeia Catherine Ashton, representante das grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha declarou que as potências mundiais ficaram “desapontadas” porque nenhuma de suas propostas foi aceita.

O principal negociador iraniano, Said Jalili insistiu no direito do país a enriquecer urânio para fins pacíficos, ignorando as resoluções da ONU que proíbem o enriquecimento e exigiu o fim das sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança.

Em Washington, os EUA disseram que o diálogo continua.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Irã se nega a discutir enriquecimento de urânio

O principal negociador do Irã para a questão nuclear, Said Jalili (5196), se recusou a discutir o enriquecimento de urânio hoje, no primeiro dia do reinício do diálogo com as grandes potências mundiais, em Istambul, na Turquia.

A república islâmica sofre uma grande pressão internacional porque estaria desenvolvendo armas nucleares. Assim como a Coreia do Norte, tenta ganhar tempo com as negociações para se tornar uma potência nuclear.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Coreia do Norte prega diálogo e desnuclearização

É uma reviravolta, ou apenas uma resolução de Ano Novo carregada de boa vontade para ser descartada ao longo do ano?

O regime comunista da Coreia do Norte começou 2011 com uma proposta de diálogo e desnuclearização da peninsula coreana.

Na prática, deve ser mais uma cartada no jogo de gato e rato que a Coreia do Norte emprega para fazer sua chantagem nuclear e conseguir uma ajuda mínima para manter seu regime stalinista, um anacronismo da Guerra Fria.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Coreia do Sul volta a defender diálogo com o Norte

Pela primeira vez desde o bombardeio a uma ilha sul-coreana que matou quatro pessoas em 23 de novembro de 2010, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, voltou hoje a defender o diálogo com o Norte para acabar com a ameaça do programa nuclear do regime stalinista de Pionguiangue.

Os dois países viveram momentos de alta tensão depois do ataque não provocado, o primeiro contra o território sul-coreano desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Irã e grandes potências reencontram-se em janeiro

No fim de dois dias de negociação em Genebra, na Suíça, as cinco potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã concordaram em voltar a se encontrar em Istambul, na Turquia, em janeiro.

O ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle, considerou um “bom começo”. Mas o negociador iraniano, Said Jalili, reafirmou que o enriquecimento de urânio é inegociável. 

Já o presidente Mahmoud Ahmadinejad pediu o fim das sanções para melhorar o diálogo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Egito vai querer a bomba atômica, se o Irã tiver

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, advertiu os Estados Unidos de que vai haver uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio, se o Irã conseguir fabricar armas atômicas, revelam telegramas no Departamento de Estado revelados pela organização não governamental WikiLeaks.

Outros países que disputam a liderança regional, como Arábia Saudita, o próprio Egito, a Síria e a Turquia também vão querer a bomba.

Mas, ao contrário de outros países da região, o chefe do serviço secreto egípcio, Omar Suleiman, desaconselhou um bombardeio, alegando que não neutralizaria o programa nuclear de Teerã e uniria o povo contra os EUA.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Interpol pede prisão do fundador do WikiLeaks

A polícia internacional Interpol expediu um pedido internacional de prisão contra Julian Assange, fundador do site, acusado de abuso sexual na Suécia. Os advogados dele protestaram, denunciando uma perseguição porque a organização não governamental acaba de divulgar mais de 251 mil documentos sigilosos da diplomacia dos Estados Unidos.

O presidente do Equador, Rafael Correa, retirou hoje a oferta de asilo a Assange feita ontem pelo vice-ministro do Exterior do país.

As últimas revelações:

• Como quase todo o mundo, os Estados Unidos não confiam na segurança do arsenal nuclear do Paquistão. O temor é que algum dos 120 mil funcionários ligados ao programa consigam roubar material radioativo para fazer uma bomba suja ou mesmo uma arma nuclear. 

• Os EUA foram contra a libertação de Abdul Kadir Kahn, o pai da bomba paquistanesa, suspeito de difundir a tecnologia nuclear para outros países do Terceiro Mundo.

• O Paquistão reafirma que as bombas atômicas estão sob controle.

• A Rússia sobe o tom em relação aos EUA depois de ser acusada de virar uma ditadura dos serviços secretos e ter seus líderes comparados a Batman e Robin.

• O Reino Unido deu garantias aos EUA de que limitaria o inquérito sobre guerra no Iraque para proteger interesses americanos.

• Nicolas Sarkozy é descrito como o presidente francês mais pró-EUA desde a Segunda Guerra Mundial, mas seu caráter impulsivo preocupa os americanos. O ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, considerou o vazamento “irresponsável”.

• Espiões cubanos agem livremente na Venezuela e despacham com o presidente Hugo Chávez, acusa a embaixada dos EUA em Caracas, que esteve envolvida na tentativa de golpe de abril de 2002.

• O Departamento da Defesa dos EUA decidiu revisar o sistema de compartilhamento de informação com outros ministérios para evitar novos vazamentos.

• Durante reunião da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) em Astana, na ex-república soviética do Casaquistão, a secretária de Estado, Hillary Clinton, se desdobra para dar explicações sobre as inconfidências dos diplomatas americanos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Irã volta a negociar questão nuclear

O presidente Mahmoud Ahmadinejad declarou hoje que o Irã concordou em participar de uma nova rodada de discussões sobre o programa nuclear do país com os Estados Unidos, a Rússia, a China e a União Europeia, mas afirmou que o enriquecimento de urânio é inegociável.

A comissária de relações exteriores da UE, Catherine Ashton, revelou que as reuniões devem ser realizadas em Genebra nos próximos dias 6 e 7 de dezembro.

domingo, 28 de novembro de 2010

Arábia Saudita apoia ataque ao Irã

O rei da Arábia Saudita pediu aos Estados Unidos que "cortem a cabeça da serpente", numa referência ao programa nuclear do Irã, revelam 250 mil mensagens reservadas de diplomatas americanos para o Departamento de Estado, divulgadas pela organização não governamental WikiLeaks na Internet e para alguns jornais escolhidos, como The New York Times, Le Monde, El País e Guardian.

Outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico também acreditam que os EUA e Israel vão impedir à força o regime fundamentalista iraniano de fazer a bomba atômica, ou gostariam que isso acontecesse. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, vê uma preocupação regional com o programa nuclear do Irã.

Para o ministro da Defesa e ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Barak, um dos maiores generais da história israelense, ainda há entre seis a 18 meses para impedir a república dos aiatolás de fazer armas nucleares, o que teria sérias implicações sobre o equilíbrio de forças no Oriente Médio.

• O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, são descritos como arrogantes e incapazes. A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, como avessa ao risco e pouco criativa.

• O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates afirma que “a democracia desapareceu na Rússia, e o governo é uma oligarquia dirigida por serviços secretos”.

• O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, é espionado, mas essa é uma tradição da ONU: as cinco grandes potências com poder de veto espionam a Secretaria Geral. A Turquia foi considerada um aliado inconfiável.

• O Kremlin não reagiu, mas a relação Obama-Medvedev deve ser abalada pela observação de que o presidente russo "é o Robin" e o primeiro-ministro Vladimir Putin, o Batman.

• Um assessor de Sarkozy descreve o regime iraniano como “fascista”.

• Para o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, tudo não passa de mais uma conspiração americana para dividir os muçulmanos. Em outro incidente, um carro-bomba matou em Teerã um físico ligado ao programa nuclear do Irã.

• O ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle (1138), declara que as relações com os EUA não mudam. O mesmo afirma o presidente afegão, Hamid Karzai (1181).

domingo, 21 de novembro de 2010

Coreia do Norte constrói instalação nuclear

A Coreia do Norte construiu uma nova instalação nuclear capaz de enriquecer urânio para a produção de armas nucleares, revelou um cientista americano que visitou o país.

Assim que a notícia foi divulgada, os Estados Unidos mandaram o enviado especial Stephen Bosworth para Seul, Tóquio e Pequim, numa tentativa de retomar as negociações hexapartites para desarmar o programa nuclear norte-coreano.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Irã não coopera com AIEA

O Irã expulsou dois inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica e se nega a responder perguntas importantes sobre seu programa nuclear, suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas, denunciou hoje um relatório da agência das Nações Unidas, encarregada de fiscalizar o regime o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Irã ativa centrífugas violando resoluções da ONU

Em mais uma violação das resoluções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irã ativou um segundo grupo de centrífugas para enriquecer urânio na central nuclear de Natanz, constataram inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no mês passado.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Americanos apoiam ataque de Israel ao Irã

Cerca de 56% dos americanos apoiam um ataque de Israel ao Irã para impedir que este país tenha armas atômicas, indica uma pesquisa realizada pela empresa TechnoMetrica Market Intelligence.

Entre os eleitores do Partido Democrata, do presidente Barack Obama, 43% aprovam uma ação militar contra o programa nuclear iraniano, enquanto 40% se opõem.

No eleitorado republicano, 74% são a favor de um ataque e apenas 17% são contra.

Os independentes, que são quem decide eleições, também apoiam uma guerra contra o Irã por 56% a 30%, dando a tendência geral dos Estados Unidos.

domingo, 11 de julho de 2010

Guarda iraniana dribla sanções com mercado negro

A quarta rodada de sanções contra o programa nuclear do Irã, aprovada há um mês, pode não ter um impacto muito forte sobre a Guarda Revolucionária Iraniana por causa do mercado negro operado por altos funcionários do regime fundamentalista de Teerã.

Leis mais na revista Newsweek.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Irã proíbe entrada de inspetores da ONU

O governo do Irã impediu dois inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica de entrar no país para inspecionar instalações nucleares sob a alegação de que produziram um relatório com alegações falsas e divulgaram dados sigilosos antes de sua liberação pelo regime fundamentalista iraniano.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

EUA anunciam novas sanções contra o Irã

Os Estados Unidos anunciaram hoje novas sanções econômicas contra o regime fundamentalista do Irã e seu programa nuclear, e pediram a outros países que façam o mesmo.

"Estamos acrescentando à nossa lista um número de instituições e indivíduos que estão ajudando o Irã a financiar os programas nuclear e de mísseis e a se evadir das sanções internacionais", declarou o secretário do Tesouro, Timothy Geither.

Ele pediu ajuda para pressionar a república islâmica e não fazer a bomba atômica: "Isto não é algo que os EUA possam fazer sozinhos. Precisamos que outros países nos acompanhem.