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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ex-presidente da Coreia do Sul pega 24 anos de cadeia por corrupção

A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun Hye, afastada há um ano num processo de impeachment, foi condenada hoje a 24 anos de prisão e multa equivalente a R$ 57 milhões por coação, abuso de poder e corrupção. 

Junto com a amiga e confidente Choi Soon Il, ela conspirou para cobrar propina de grandes empresas sul-coreanas, inclusive da Samsung, a maior de todas, num total de US$ 40 milhões, cerca de R$ 135 milhões.

O Ministério Público denunciou Park por 31 crimes e pediu 30 anos de prisão e multa de US$ 120 milhões. Choi foi sentenciada a 20 anos de cadeia em fevereiro de 2018. Park, presa desde março de 2017, depois de uma série de manifestações de rua na Revolução à Luz de Velas, nega todas as acusações contra ela.

Filha do ditador Park Chung Hee (1961-79), Park Geun Hye foi a primeira mulher eleita presidente da Coreia do Sul e a primeira chefe de Estado a ser impedida num julgamento político. Pela lei sul-coreana, o impeachment precisa ser aprovado por dois terços da Assembleia Nacional e confirmado por dois terços da Suprema Corte.

Seu antecessor, Lee Myung Bak, está sendo processado por abuso de poder, aceitar propina, desfalque e evasão fiscal. Dois líderes anteriores foram condenados por traição e corrupção. Um pegou pena de morte, mas no fim ambos foram perdoados.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

China, Japão e Coreia do Sul negociam livre comércio

A China, o Japão e a Coreia do Sul anunciaram ontem o início em breve de negociações de livre comércio para ajudar o Leste da Ásia a se recuperar da crise econômica mundial e cooperação para reduzir as tensões na região.

Os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e do Japão, Yoshihiko Noda, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, concordaram em trabalhar juntos para apaziguar a Península Coreana diante das sucessivas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que ameaça fabricar armas atômicas.

No ano passado, o comércio trilateral chegou a US$ 690 bilhões. A China é hoje a maior parceira comercial tanto de japonesas quanto de sul-coreanos, informa o jornal The New York Times.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Coreias baixam o tom

Depois da Coreia do Norte propor o fim da confrontação e a desnuclearização da Península Coreana, hoje foi a vez do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, baixar o tom da confrontação entre os últimos inimigos ainda não reconciliados da Guerra Fria.

O clima estava ruim desde que um navio de guerra do Sul foi torpedeado pelo Norte, em 26 de março de 2010. Esquentou ainda mais quando o regime comunista norte-coreano bombardeou uma ilha, matando quatro sul-coreanos, em 23 de novembro de 2010.

Hoje, em discurso em Seul, a capital sul-coreana, o presidente Lee advertiu que não vai mais aceitar provocações e ameaças contra cidadãos e propriedades de seu país. Mas reafirmou o compromisso com o diálogo para desarmar o programa nuclear da Coreia do Norte e aumentar significativamente a ajuda econômica internacional ao governo stalinista de Pionguiangue.

Na capital norte-coreana, uma grande manifestação de massa no estilo da Guerra Fria, com coreagrafias ensaiadas e desfiles militares deu apoio às propostas do governo para 2011.

Em tom exaltado, o primeiro secretário do Partido dos Trabalhadores em Pionguiangue fez um apelo: "Vamos elevar os espíritos e lutar para construir um país comunista grande e poderoso sob a liderança do Camarada Kim Jong Il."

Os jornais oficiais da ditadura norte-coreana pediram, em editoriais publicados em 1º de janeiro de 2011, o fim da confrontação com a Coreia do Sul e a desnuclearização da península.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Coreia do Sul volta a defender diálogo com o Norte

Pela primeira vez desde o bombardeio a uma ilha sul-coreana que matou quatro pessoas em 23 de novembro de 2010, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, voltou hoje a defender o diálogo com o Norte para acabar com a ameaça do programa nuclear do regime stalinista de Pionguiangue.

Os dois países viveram momentos de alta tensão depois do ataque não provocado, o primeiro contra o território sul-coreano desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53).

domingo, 28 de junho de 2009

Japão e Coreia do Sul rejeitam Coreia do Norte nuclear

No final de um encontro de cúpula realizado hoje em Tóquio, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, e o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, declararam que seus países jamais aceitarão que o regime stalinista da Coreia do Norte tenha armas nucleares.

domingo, 1 de março de 2009

Coreia do Norte convoca comando da ONU

Em uma atitude inusitada, pela primeira vez em sete anos, a Coreia do Norte convocou o comando militar das Nações Unidas, depois de advertir no fim de semana que a Península Coreana está à beira da guerra.

O regime stalinista de Pionguiangue pediu à ONU a realização do encontro, em Panmunjon, na zona desmilitarizada entre as duas Coreias ao longo do paralelo 38º N, sob o pretexto de "aliviar a tensão". Mas a tensão está muito mais ao Norte, onde os Estados Unidos temem uma luta pelo poder deflagrada pelo acidente vascular cerebral com o Querido Líder Kim Jing Il.

Ao mesmo tempo, a Coreia do Norte estaria preparando um teste de míssil de longo alcance, o que certamente não aliviaria a tensão.

Hoje, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, propôs a retomada do diálogo e da ajuda ao desenvolvimento, impondo como única condição o fim do programa nuclear militar da Coreia do Norte. Lee, um linha dura, disse claramente para Pionguiangue parar também com o desenvolvimento de mísseis.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Japão, China e Coréia querem liderar recuperação

Em uma reunião de cúpula sem precedentes, as três grandes economias do Leste da Ásia prometeram hoje em Fukuoka, no Japão, fazer um esforço conjunto para manter a Ásia como motor do crescimento mundial e liderar a recuperação da economia mundial.

O encontro trilateral da Ásia reuniu os primeiros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak.

A China e a Coréia são ex-inimigas históricas do Japão, que ocupou a Coréia de 1910 a 1945, invadiu a região chinesa da Mandchúria em 1931 e o resto da China em 1937, cometendo atrocidades como o massacre de Nanquim, onde teriam sido mortos 200 a 300 mil chineses. Desde 2006, resistiam ao convite para uma reunião de cúpula dos três.

A crise os aproximou. Com o agravamento da situação depois que o Senado dos Estados Unidos negou empréstimos de emergência de US$ 14 bilhões à General Motors e à Ford, o primeiro-ministro do Japão lançou na sexta-feira um plano anticrise no valor equivalente a US$ 255 bilhões. Já tinha anunciado um pacote econômico de US$ 295 bilhões.

Por sua vez, na China, o governo comunista está alarmado com as possíveis conseqüências sociais de uma crise econômica. O país precisa crescer a uma taxa anual de 8% para gerar empregos para 7 milhões de chineses que entram no mercado de trabalho por ano.

Com as exportações caindo pela primeira vez em sete anos e o índice de preços apontando para o risco de deflação, a China lançou um plano de incentivo ao crescimento da ordem de US$ 586 bilhões. Serão obras públicas de infra-estrutura e estímulos ao investimento e o consumo.

A Coréia do Sul também fez sua plano anticrise, mais modesto, de US$ 155 bilhões.

Graças a seus expressivos saldos comerciais, os dois gigantes do Leste da Ásia acumularam, com seus expressivos saldos comerciais, trilhões de dólares em divisas. A China tem cerca de US$ 2 trilhões em reservas cambiais.

O Japão, que vem em segundo com US$ 1,5 trilhão, sacou US$ 100 bilhões de suas reservas para reforçar o caixa do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que este tenha mais condições de socorrer países atingidos pela crise financeira global.
Em Fukuoka, Aso aconselhou a China a fazer o mesmo.

A China e o Japão fizeram acordos para troca de moedas, swaps cambiais, no valor de US$ 50 bilhões com a Coréia do Sul. O uom, a moeda sul-coreana, foi duramente atingida pela crise mundial e precisa da garantia de acesso a moedas fortes para estancar a desvalorização.

Lee também levantou a questão do desarmamento do programa nuclear da Coréia do Norte, objeto de uma conferência de paz de seis países (EUA, Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Rússia e Japão). Como Lee é um conservador linha-dura, desde sua posse, no início do ano, as relações Norte-Sul na Península Coreana pioraram.

Aso comentou que os três países precisam cooperar e olhar no mais sentido diante da questão atômica norte-coreana. A China, talvez o país com maior poder de pressão sobre o regime stalinista de Pionguiangue, foi mais discreta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

BDA reduz previsão de crescimento da Ásia

O Banco de Desenvolvimento da Ásia reduziu suas previsões de crescimento para as economias emergentes asiáticas (todas, menos o Japão) para 5,8% em 2009. Fica abaixo dos 6,9% esperados este ano, dos 9% de 2007 e da previsão anterior para 2009, feita em setembro, de um crescimento de 7,2%.

Na próxima ano, pela previsão do BDA, a China deve crescer 8,2% e a Índia 6,5%.

Os primeiros-ministros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak, vão se reunir neste sábado em Fukuoka, no Japão, em busca de saídas. O encontro já está sendo chamado de Cúpula da Impopularidade.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Lee corta impostos e regulamentação na Coréia

O presidente Lee Miung Bak prometeu transformar a Coréia do Sul, terceira maior economia da Ásia, com uma mistura de cortes de impostos, desregulamentação e privatizações. Seu objetivo é um crescimento econômico de 7% ao ano, apesar da crise financeira global.

Lee, ex-diretor-executivo do poderoso conglomerado industrial Hyundai, é chamado de Nicolas Sarkozy sul-coreano. Pretende criar um ambiente mais favorável a investimentos privados.

"Os negócios são a base da economia, é preciso estimular o ambiente de negócios para recuperar a economia", declarou o líder sul-coreano.

Confira a entrevista do presidente Lee ao Financial Times.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Novo presidente sul-coreano toma posse

O presidente Lee Myung Bak tomou posse nesta segunda-feira. É um conservador que deve endurecer a posição da Coréia do Sul nas negociações com o regime stalinista da Coréia do Norte.

Na semana passada, foi livrado das acusações de corrupção por causa de seus negócios.

Lee, de 66 anos, ex-diretor-executivo do grupo Hyundai, é conhecido como "rolo compressor". Seus principais desafios são revigorar a economia, reconstruir a relação com os Estados Unidos e enfrentar a questão nuclear norte-coreana.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Novo líder sul-coreano quer crescimento de 6%

O presidente eleito da Coréia do Sul, Lee Myung Bak, que toma posse em 25 de fevereiro, pretende acelerar o crescimento econômico com desregulamentação e outros mecanismos para atrair investimentos privados.

Sua meta para 2008 é 6%, acima da previsão de 4,8% do governo atual. A longo prazo, visa a um crescimento de 7%.

"A taxa de crescimento vai aumentar e serão gerados mais empregos se liberalizarmos a regulamentação e as empresas investirem mais", declarou o futuro presidente. "Não vamos usar muitas medidas de estímulo econômico. Vamos tentar garantir a estabilidade para os propulsores do crescimento", do setor privado.

Nos seus cinco anos de mandato, Lee pretende aumentar a renda média por habitante da Coréia do Sul de US$ 18 mil para US$ 30 mil por ano.

Com a ameaça de recessão nos Estados Unidos, o mercado considera 6% para este ano uma meta ambiciosa demais.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Linha-dura ganha eleição na Coréia do Sul

O empresário e ex-prefeito de Seul Lee Myung Bak foi eleito presidente da Coréia do Sul nesta quarta-feira, 19 de dezembro de 2007. Ele deve tornar o país mais atraente para investimentos estrangeiros e adotar posições mais duras em relação à Coréia do Norte do que seu antecessor Roh Moo Hyun.

Lee, que toma posse em fevereiro, planeja revigorar a economia sul-coreana com um programa de cortes de impostos e despesas públicas. Quer construir um canal através do país e fechar mais acordos de livre comércio como o feito com os Estados Unidos este ano.

Em relação ao regime comunista da Coréia do Norte, promete manter abertos os canais de comunicação. Mas condicionou qualquer ajuda futura ao desarmamento nuclear do país.

É uma postura mais próxima dos EUA do que da estratégia de fazer agrados a Pionguiangue do liberal Roh: "A coisa mais importante para a Coréia do Norte é se livrar de seu programa nuclear", advertiu Lee. "É a melhor maneira de acelerar seu desenvolvimento econômico".