Em uma reunião de cúpula sem precedentes, as três grandes economias do Leste da Ásia prometeram hoje em Fukuoka, no Japão, fazer um esforço conjunto para manter a Ásia como motor do crescimento mundial e liderar a recuperação da economia mundial.
O encontro trilateral da Ásia reuniu os primeiros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak.
A China e a Coréia são ex-inimigas históricas do Japão, que ocupou a Coréia de 1910 a 1945, invadiu a região chinesa da Mandchúria em 1931 e o resto da China em 1937, cometendo atrocidades como o massacre de Nanquim, onde teriam sido mortos 200 a 300 mil chineses. Desde 2006, resistiam ao convite para uma reunião de cúpula dos três.
A crise os aproximou. Com o agravamento da situação depois que o Senado dos Estados Unidos negou empréstimos de emergência de US$ 14 bilhões à General Motors e à Ford, o primeiro-ministro do Japão lançou na sexta-feira um plano anticrise no valor equivalente a US$ 255 bilhões. Já tinha anunciado um pacote econômico de US$ 295 bilhões.
Por sua vez, na China, o governo comunista está alarmado com as possíveis conseqüências sociais de uma crise econômica. O país precisa crescer a uma taxa anual de 8% para gerar empregos para 7 milhões de chineses que entram no mercado de trabalho por ano.
Com as exportações caindo pela primeira vez em sete anos e o índice de preços apontando para o risco de deflação, a China lançou um plano de incentivo ao crescimento da ordem de US$ 586 bilhões. Serão obras públicas de infra-estrutura e estímulos ao investimento e o consumo.
A Coréia do Sul também fez sua plano anticrise, mais modesto, de US$ 155 bilhões.
Graças a seus expressivos saldos comerciais, os dois gigantes do Leste da Ásia acumularam, com seus expressivos saldos comerciais, trilhões de dólares em divisas. A China tem cerca de US$ 2 trilhões em reservas cambiais.
O Japão, que vem em segundo com US$ 1,5 trilhão, sacou US$ 100 bilhões de suas reservas para reforçar o caixa do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que este tenha mais condições de socorrer países atingidos pela crise financeira global.
Em Fukuoka, Aso aconselhou a China a fazer o mesmo.
A China e o Japão fizeram acordos para troca de moedas, swaps cambiais, no valor de US$ 50 bilhões com a Coréia do Sul. O uom, a moeda sul-coreana, foi duramente atingida pela crise mundial e precisa da garantia de acesso a moedas fortes para estancar a desvalorização.
Lee também levantou a questão do desarmamento do programa nuclear da Coréia do Norte, objeto de uma conferência de paz de seis países (EUA, Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Rússia e Japão). Como Lee é um conservador linha-dura, desde sua posse, no início do ano, as relações Norte-Sul na Península Coreana pioraram.
Aso comentou que os três países precisam cooperar e olhar no mais sentido diante da questão atômica norte-coreana. A China, talvez o país com maior poder de pressão sobre o regime stalinista de Pionguiangue, foi mais discreta.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Ditador não vai à festa da Coréia do Norte
O Querido Líder Kim Jong Il foi o grande ausente da festa de 60 anos de fundação da República Popular Democrática da Coréia, mais conhecida como Coréia do Norte, último país do mundo sob um regime stalinista linha-dura. Tudo indica que Kim esteja doente.
Em Washington, o governo dos Estados Unidos informou que o ditador norte-coreano pode ter sofrido um acidente vascular-cerebral, mas os americanos não vêem sinais de uma luta pelo poder em Pionguiangue.
Kim Jong Il sucedeu ao pai, o Grande Líder Kim Il Sung, fundador da Coréia do Norte, em 1948, quando foi oficializada a divisão do país, que já existia na prática desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Em Washington, o governo dos Estados Unidos informou que o ditador norte-coreano pode ter sofrido um acidente vascular-cerebral, mas os americanos não vêem sinais de uma luta pelo poder em Pionguiangue.
Kim Jong Il sucedeu ao pai, o Grande Líder Kim Il Sung, fundador da Coréia do Norte, em 1948, quando foi oficializada a divisão do país, que já existia na prática desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
domingo, 13 de julho de 2008
Coréia do Norte desarma programa nuclear este ano
LONDRES - O regime comunista da Coréia do Norte se comprometeu hoje a desmantelar todas as suas instalações nucleares envolvidas na fabricação de armas atômicas ainda este ano.
terça-feira, 13 de maio de 2008
EUA enviam toneladas de comida à Coréia do Norte
Os Estados Unidos vão mandar 500 mil toneladas de alimentos à Coréia do Norte, em um novo acordo que dá aos americanos um controle inédito sobre sob a distribuição da comida.
Enquanto o governo vai contribuir com 400 mil toneladas a serem enviadas pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, organizações não-governamentais vão distribuir 100 mil toneladas. O presidente George Walker Bush deve assinar a medida nos próximos dias.
A primeira parte da remessa, 50 mil toneladas, será entregue em junho.
Em uma mudança de comportamento, o regime stalinista norte-coreano vai autorizar um número muito maior de monitores para fiscalizar a distribuição dos alimentos, ao contrário do que está fazendo a ditadura de Mianmar, a antiga Birmânia.
Enquanto o governo vai contribuir com 400 mil toneladas a serem enviadas pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, organizações não-governamentais vão distribuir 100 mil toneladas. O presidente George Walker Bush deve assinar a medida nos próximos dias.
A primeira parte da remessa, 50 mil toneladas, será entregue em junho.
Em uma mudança de comportamento, o regime stalinista norte-coreano vai autorizar um número muito maior de monitores para fiscalizar a distribuição dos alimentos, ao contrário do que está fazendo a ditadura de Mianmar, a antiga Birmânia.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
CIA acusa Síria de comprar reator norte-coreano
Em sessão a portas fechadas, a Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem dos Estados Unidos, apresentou ontem ao Congresso supostas provas de que a Síria estava construindo uma instalação nuclear onde seria instalado um reator importado da Coréia do Norte. Israel destruiu a usina atômica com um bombardeio aéreo em 6 de setembro de 2007.
"Há muito tempo, estamos seriamente preocupados com o programa de armas nucleares da Coréia do Norte e a suas atividades na proliferação nuclear", declarou em nota a Casa Branca. "A cooperação nuclear clandestina da Coréia do Norte com a China é uma perigosa manifestação destas atividades."
O problema é que o governo George Walker Bush sabia disso há muito tempo, desde antes do ataque israelense. Por que só agora teria dado destaque à notícia?
Em parte, para pressionar a Coréia do Norte, que se nega a revelar toda a extensão de seu programa nuclear, como exigem os EUA com base no acordo para desativar o programa de armas atômicas norte-coreano.
Certamente é uma advertência ao Irã, que acaba de anunciar a instalação de mais 6 mil centrífugas nos seus centros de enriquecimento de urânio.
Mas o momento coincide com uma visita a Damasco do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com uma proposta de paz israelense à Síria. Tanto o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, quanto o presidente sírio, Bachar Assad, mostraram nos últimos dias interesse em retomar as negociações de paz (veja abaixo).
Os falcões do governo Bush preferem a guerra.
"Há muito tempo, estamos seriamente preocupados com o programa de armas nucleares da Coréia do Norte e a suas atividades na proliferação nuclear", declarou em nota a Casa Branca. "A cooperação nuclear clandestina da Coréia do Norte com a China é uma perigosa manifestação destas atividades."
O problema é que o governo George Walker Bush sabia disso há muito tempo, desde antes do ataque israelense. Por que só agora teria dado destaque à notícia?
Em parte, para pressionar a Coréia do Norte, que se nega a revelar toda a extensão de seu programa nuclear, como exigem os EUA com base no acordo para desativar o programa de armas atômicas norte-coreano.
Certamente é uma advertência ao Irã, que acaba de anunciar a instalação de mais 6 mil centrífugas nos seus centros de enriquecimento de urânio.
Mas o momento coincide com uma visita a Damasco do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com uma proposta de paz israelense à Síria. Tanto o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, quanto o presidente sírio, Bachar Assad, mostraram nos últimos dias interesse em retomar as negociações de paz (veja abaixo).
Os falcões do governo Bush preferem a guerra.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Coréia do Norte apela à diplomacia da música
Depois da diplomacia do futebol e do pingue-pongue, agora chegou a vez da música.
A Orquestra Filarmônica de Nova Iorque se apresenta hoje em Pionguiangue num concerto inédito, a convite do regime stalinista da Coréia do Norte. O próximo convidado é o guitarrista inglês Eric Clapton.
Para romper o isolamento de um dos países mais fechados do mundo, a ditadura militar norte-coreana apelou para a música. Há precedentes no esporte.
Pelé parou a guerra civil de Biafra, na Nigéria, nos anos 60. Os nigerianos queriam ver o Santos do Rei.
Antes da visita do secretário de Estado americano, Henry Kissinger, à China, em 1971, Mao Tsé Tung convidou uma equipe de tênis de mesa dos Estados Unidos.
"Esses contatos culturais são uma maneira de promover o entendimento entre países", declarou um funcionário norte-coreano ao jornal inglês Financial Times, que divulgou a notícia sobre o convite a Clapton. "Queremos que nossa música seja entendida no Ocidente e que nosso povo entenda a música ocidental."
A Orquestra Sinfônica Estatal da Coréia do Norte deve se apresentar em Londres durante o próximo verão no Hemisfério Norte.
Clapton aceitou "em princípio", sugerindo que o show seja programado para 2009.
O mais extraordinário do convite ao chamado deus da guitarra é que, enquanto a música clássica é cultivada na Coréia do Norte, o rock e a música pop são censurados como uma degeneração cultural do Ocidente.
Desde o colapso da União Soviética, o regime comunista norte-coreano vive sua pior crise e faz uma chantagem nuclear contra o resto do mundo. Chegou a fazer uma explosão nuclear em 2006. No ano passado, fez um acordo com os EUA para renunciar às armas atômicas em troca de uma substancial ajuda econômica em energia e alimentos.
As negociações para implementar o acordo estão congeladas. Pionguiangue ainda não revelou onde estão todas as suas instalações nucleares. A música pode ajudar no degelo, como o pingue-pongue aproximou americanos e chineses em plena Revolução Cultural Proletária na China, durante a Guerra Fria.
A Orquestra Filarmônica de Nova Iorque se apresenta hoje em Pionguiangue num concerto inédito, a convite do regime stalinista da Coréia do Norte. O próximo convidado é o guitarrista inglês Eric Clapton.
Para romper o isolamento de um dos países mais fechados do mundo, a ditadura militar norte-coreana apelou para a música. Há precedentes no esporte.
Pelé parou a guerra civil de Biafra, na Nigéria, nos anos 60. Os nigerianos queriam ver o Santos do Rei.
Antes da visita do secretário de Estado americano, Henry Kissinger, à China, em 1971, Mao Tsé Tung convidou uma equipe de tênis de mesa dos Estados Unidos.
"Esses contatos culturais são uma maneira de promover o entendimento entre países", declarou um funcionário norte-coreano ao jornal inglês Financial Times, que divulgou a notícia sobre o convite a Clapton. "Queremos que nossa música seja entendida no Ocidente e que nosso povo entenda a música ocidental."
A Orquestra Sinfônica Estatal da Coréia do Norte deve se apresentar em Londres durante o próximo verão no Hemisfério Norte.
Clapton aceitou "em princípio", sugerindo que o show seja programado para 2009.
O mais extraordinário do convite ao chamado deus da guitarra é que, enquanto a música clássica é cultivada na Coréia do Norte, o rock e a música pop são censurados como uma degeneração cultural do Ocidente.
Desde o colapso da União Soviética, o regime comunista norte-coreano vive sua pior crise e faz uma chantagem nuclear contra o resto do mundo. Chegou a fazer uma explosão nuclear em 2006. No ano passado, fez um acordo com os EUA para renunciar às armas atômicas em troca de uma substancial ajuda econômica em energia e alimentos.
As negociações para implementar o acordo estão congeladas. Pionguiangue ainda não revelou onde estão todas as suas instalações nucleares. A música pode ajudar no degelo, como o pingue-pongue aproximou americanos e chineses em plena Revolução Cultural Proletária na China, durante a Guerra Fria.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Novo presidente sul-coreano toma posse
O presidente Lee Myung Bak tomou posse nesta segunda-feira. É um conservador que deve endurecer a posição da Coréia do Sul nas negociações com o regime stalinista da Coréia do Norte.
Na semana passada, foi livrado das acusações de corrupção por causa de seus negócios.
Lee, de 66 anos, ex-diretor-executivo do grupo Hyundai, é conhecido como "rolo compressor". Seus principais desafios são revigorar a economia, reconstruir a relação com os Estados Unidos e enfrentar a questão nuclear norte-coreana.
Na semana passada, foi livrado das acusações de corrupção por causa de seus negócios.
Lee, de 66 anos, ex-diretor-executivo do grupo Hyundai, é conhecido como "rolo compressor". Seus principais desafios são revigorar a economia, reconstruir a relação com os Estados Unidos e enfrentar a questão nuclear norte-coreana.
sábado, 12 de janeiro de 2008
Síria reconstrói prédio bombardeado por Israel
A Síria está construindo um prédio bombardeado por Israel em 6 de setembro, onde supostamente haveria uma instalação nuclear prestes a receber material da Coréia do Norte.
Pelas imagens de satélite, o novo prédio tem as mesmas características.
Confira no jornal The New York Times.
Pelas imagens de satélite, o novo prédio tem as mesmas características.
Confira no jornal The New York Times.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Coréia do Norte retoma chantagem nuclear
O regime comunista da Coréia do Norte declarou ontem que entregou em novembro todos os dados sobre suas instalações nucleares aos Estados Unidos. Mas afirma que até agora não recebeu a ajuda prometida em troca do desmantelamento de seu programa de desenvolvimento de armas atômicas.
Mesmo alegando que a Coréia do Norte não entregou todas as informações necessárias, os EUA manifestaram a esperança de que o acordo para desnuclearização do país não corre perigo. O governo americano alega que Pionguiangue ainda não entregou a lista completa com todos os seus programas nucleares e as instalações envolvidas.
Depois de realizar uma explosão atômica em 9 de outubro de 2006, a Coréia do Norte se comprometeu, em acordo fechado em 3 de outubro de 2007, a desativar seu programa nuclear militar em troca de uma ajuda em energia equivalente a 1 milhão de toneladas de petróleo e de alimentos.
Mesmo alegando que a Coréia do Norte não entregou todas as informações necessárias, os EUA manifestaram a esperança de que o acordo para desnuclearização do país não corre perigo. O governo americano alega que Pionguiangue ainda não entregou a lista completa com todos os seus programas nucleares e as instalações envolvidas.
Depois de realizar uma explosão atômica em 9 de outubro de 2006, a Coréia do Norte se comprometeu, em acordo fechado em 3 de outubro de 2007, a desativar seu programa nuclear militar em troca de uma ajuda em energia equivalente a 1 milhão de toneladas de petróleo e de alimentos.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Linha-dura ganha eleição na Coréia do Sul
O empresário e ex-prefeito de Seul Lee Myung Bak foi eleito presidente da Coréia do Sul nesta quarta-feira, 19 de dezembro de 2007. Ele deve tornar o país mais atraente para investimentos estrangeiros e adotar posições mais duras em relação à Coréia do Norte do que seu antecessor Roh Moo Hyun.
Lee, que toma posse em fevereiro, planeja revigorar a economia sul-coreana com um programa de cortes de impostos e despesas públicas. Quer construir um canal através do país e fechar mais acordos de livre comércio como o feito com os Estados Unidos este ano.
Em relação ao regime comunista da Coréia do Norte, promete manter abertos os canais de comunicação. Mas condicionou qualquer ajuda futura ao desarmamento nuclear do país.
É uma postura mais próxima dos EUA do que da estratégia de fazer agrados a Pionguiangue do liberal Roh: "A coisa mais importante para a Coréia do Norte é se livrar de seu programa nuclear", advertiu Lee. "É a melhor maneira de acelerar seu desenvolvimento econômico".
Lee, que toma posse em fevereiro, planeja revigorar a economia sul-coreana com um programa de cortes de impostos e despesas públicas. Quer construir um canal através do país e fechar mais acordos de livre comércio como o feito com os Estados Unidos este ano.
Em relação ao regime comunista da Coréia do Norte, promete manter abertos os canais de comunicação. Mas condicionou qualquer ajuda futura ao desarmamento nuclear do país.
É uma postura mais próxima dos EUA do que da estratégia de fazer agrados a Pionguiangue do liberal Roh: "A coisa mais importante para a Coréia do Norte é se livrar de seu programa nuclear", advertiu Lee. "É a melhor maneira de acelerar seu desenvolvimento econômico".
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Coréia do Norte abrirá todo o programa nuclear
O regime comunista da Coréia do Norte vai divulgar uma lista de todos os seus programas nucleares na próxima semana, anunciou hoje o secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, Christopher Hill, principal negociador americano nas negociações com Pionguiangue, que estão entrando numa etapa decisiva para o desarmamento nuclear do país.
"Esperamos receber nos próximos dias, na próxima semana, uma lista completa dos norte-coreanos de todos os seus programas, materiais e instalações nucleares para que possamos entrar numa próxima etapa no começo do próximo ano", declarou Hill na Câmara Americana de Comércio em Seul, na Coréia do Sul.
Hill viaja para Pionguiangue na segunda-feira.
Como lembra o professor Amaury Porto de Oliveira, no Panorama da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP), até recentemente os EUA recusavam-se a negociar diretamente com a Coréia do Norte, que, por sua vez, acusava os governos da Coréia do Sul e do Japão de serem um meros fantoches dos americanos.
Depois do colapso do comunismo na Europa Oriental e na União Soviética, sentindo-se isolado, o regime stalinista norte-coreano transformou seu antagonismo em relação aos EUA em fonte de legitimidade e fez uma chantagem nuclear.
Em 1994, num acordo negociado pessoalmente pelo ex-presidente Jimmy Carter, o fundador e então ditador da Coréia do Norte, Kim Il Sung, se comprometeu a acabar com seu programa nuclear em troca de dois reatores de água leve para geração de eletricidade.
Talvez as relações bilaterais estivessem próximas da normalização quando George Walker Bush chegou à Casa Branca, em 2001. Com a visão neoconservadora então dominante no Partido Republicano de que sob Bill Clinton os EUA não teriam tirado proveito da vitória na Guerra Fria, Bush passou a hostilizar os ex-inimigos do bloco comunista.
Essa postura agressiva perdeu o sentido depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Os EUA precisavam do apoio da Rússia, com suas bases militares nas antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central, e também da China. Esses países, por sua vez, queriam a anuência de Washington para combater seus inimigos muçulmanos na república russa da Chechênia e na província chinesa de Kachgar.
Mas os EUA não precisavam da Coréia do Norte na sua "guerra contra o terrorismo". Comenta-se até que, no famoso discurso do eixo do mal, Bush incluiu a Coréia do Norte para não acusar somente o Irã e o Iraque, dois países muçulmanos. A intenção era descaracterizar a "guerra contra o terrorismo" como antimuçulmana.
Sentindo-se ameaçada, quando o governo Bush a acusou de ter um programa secreto de enriquecimento de urânio, a Coréia do Norte rompeu o acordo com os EUA e denunciou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Como Bush já estava em guerra contra a rede terrorista Al Caeda, e o discurso visava a preparar a opinião pública americana para a invasão do Iraque, o regime Pionguiangue retomou suas atividades nucleares.
Em 9 de outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou uma explosão atômica subterrânea parcialmente fracassada. Foi suficiente para os EUA levarem a sério o desafio do dirigente Kim Jong Il.
A partir daí, a negociação hexapartite (EUA, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão e Rússia) avançou. O atual acordo foi delineado em fevereiro de 2007. Foi possível graças à convergência estratégica dos interesses dos EUA e da China de evitar a nuclearização da península coreana, que poderia levar o Japão a desenvolver armas atômicas, e garantir a estabilidade no Leste da Ásia, essencial para o extraordinário crescimento econômico chinês.
Pelo acordo, a Coréia do Norte precisa revelar todos os seus programas e instalações nucleares antes de receber ajuda energética para sua depauperada economia estatal.
Hill visitou Pionguiangue em junho, abrindo caminho para a negociação bilateral. Como observa Oliveira, em 1994, os EUA queriam congelar o programa nuclear norte-coreano. Hoje, além dos EUA, todos os países vizinhos pressionam a Coréia do Norte a se desnuclearizar.
Oliveira cita entrevista do diplomata japonês Tanaka Hitoshi, veterano das negociações sobre a Coréia do Norte, à revista Japan Echo: "Para os americanos, não faz muita diferença se a Coréia do Norte dispuser de duas ou três armas nucleares. A ênfase é na não-proliferação, evitar um cenário onde tais armas sejam produzidas em grande escala e possam cair na mão de terroristas. Este raciocínio é inaceitável para o Japão. O Japão não pode permitir que exista qualquer tipo de armamento nuclear na Coréia do Norte". E a China e os EUA não querem armas nucleares no Japão.
Esta convergência estratégia leva Oliveira a sugerir que a crise irresolvida desde a Guerra da Coréia (1950-53) possa estar chegando ao fim. Mas não se podem subestimar a imprevisibilidade e a fragilidade dos stalinistas de Pionguiangue, para quem a ameaça externa é sempre útil para combater qualquer oposição interna.
"Esperamos receber nos próximos dias, na próxima semana, uma lista completa dos norte-coreanos de todos os seus programas, materiais e instalações nucleares para que possamos entrar numa próxima etapa no começo do próximo ano", declarou Hill na Câmara Americana de Comércio em Seul, na Coréia do Sul.
Hill viaja para Pionguiangue na segunda-feira.
Como lembra o professor Amaury Porto de Oliveira, no Panorama da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP), até recentemente os EUA recusavam-se a negociar diretamente com a Coréia do Norte, que, por sua vez, acusava os governos da Coréia do Sul e do Japão de serem um meros fantoches dos americanos.
Depois do colapso do comunismo na Europa Oriental e na União Soviética, sentindo-se isolado, o regime stalinista norte-coreano transformou seu antagonismo em relação aos EUA em fonte de legitimidade e fez uma chantagem nuclear.
Em 1994, num acordo negociado pessoalmente pelo ex-presidente Jimmy Carter, o fundador e então ditador da Coréia do Norte, Kim Il Sung, se comprometeu a acabar com seu programa nuclear em troca de dois reatores de água leve para geração de eletricidade.
Talvez as relações bilaterais estivessem próximas da normalização quando George Walker Bush chegou à Casa Branca, em 2001. Com a visão neoconservadora então dominante no Partido Republicano de que sob Bill Clinton os EUA não teriam tirado proveito da vitória na Guerra Fria, Bush passou a hostilizar os ex-inimigos do bloco comunista.
Essa postura agressiva perdeu o sentido depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Os EUA precisavam do apoio da Rússia, com suas bases militares nas antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central, e também da China. Esses países, por sua vez, queriam a anuência de Washington para combater seus inimigos muçulmanos na república russa da Chechênia e na província chinesa de Kachgar.
Mas os EUA não precisavam da Coréia do Norte na sua "guerra contra o terrorismo". Comenta-se até que, no famoso discurso do eixo do mal, Bush incluiu a Coréia do Norte para não acusar somente o Irã e o Iraque, dois países muçulmanos. A intenção era descaracterizar a "guerra contra o terrorismo" como antimuçulmana.
Sentindo-se ameaçada, quando o governo Bush a acusou de ter um programa secreto de enriquecimento de urânio, a Coréia do Norte rompeu o acordo com os EUA e denunciou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Como Bush já estava em guerra contra a rede terrorista Al Caeda, e o discurso visava a preparar a opinião pública americana para a invasão do Iraque, o regime Pionguiangue retomou suas atividades nucleares.
Em 9 de outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou uma explosão atômica subterrânea parcialmente fracassada. Foi suficiente para os EUA levarem a sério o desafio do dirigente Kim Jong Il.
A partir daí, a negociação hexapartite (EUA, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão e Rússia) avançou. O atual acordo foi delineado em fevereiro de 2007. Foi possível graças à convergência estratégica dos interesses dos EUA e da China de evitar a nuclearização da península coreana, que poderia levar o Japão a desenvolver armas atômicas, e garantir a estabilidade no Leste da Ásia, essencial para o extraordinário crescimento econômico chinês.
Pelo acordo, a Coréia do Norte precisa revelar todos os seus programas e instalações nucleares antes de receber ajuda energética para sua depauperada economia estatal.
Hill visitou Pionguiangue em junho, abrindo caminho para a negociação bilateral. Como observa Oliveira, em 1994, os EUA queriam congelar o programa nuclear norte-coreano. Hoje, além dos EUA, todos os países vizinhos pressionam a Coréia do Norte a se desnuclearizar.
Oliveira cita entrevista do diplomata japonês Tanaka Hitoshi, veterano das negociações sobre a Coréia do Norte, à revista Japan Echo: "Para os americanos, não faz muita diferença se a Coréia do Norte dispuser de duas ou três armas nucleares. A ênfase é na não-proliferação, evitar um cenário onde tais armas sejam produzidas em grande escala e possam cair na mão de terroristas. Este raciocínio é inaceitável para o Japão. O Japão não pode permitir que exista qualquer tipo de armamento nuclear na Coréia do Norte". E a China e os EUA não querem armas nucleares no Japão.
Esta convergência estratégia leva Oliveira a sugerir que a crise irresolvida desde a Guerra da Coréia (1950-53) possa estar chegando ao fim. Mas não se podem subestimar a imprevisibilidade e a fragilidade dos stalinistas de Pionguiangue, para quem a ameaça externa é sempre útil para combater qualquer oposição interna.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Trem vai ligar Coréias do Norte e do Sul
Pela primeira vez em mais de 50 anos, um trem vai ligar o Norte e o Sul da Península da Coréia. A medida pode ser o primeiro passo concreto para a reunificação do país, dividido no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
A ligação ferroviária começa em 11 de dezembro. Será um dos primeiros resultados do histórico encontro de cúpula do mês passado entre os presidentes sul-coreano, Roh Moo Hyun, e norte-coreano, Kim Jong Il, em Pionguiangue.
De início, fará apenas transporte de carga por uma distância de 26 quilômetros através da última fronteira da Guerra Fria. No futuro, espera-se que a estrada seja ligada à Ferrovia Transiberiana, permitindo transporte de carga até a Europa.
A ligação ferroviária começa em 11 de dezembro. Será um dos primeiros resultados do histórico encontro de cúpula do mês passado entre os presidentes sul-coreano, Roh Moo Hyun, e norte-coreano, Kim Jong Il, em Pionguiangue.
De início, fará apenas transporte de carga por uma distância de 26 quilômetros através da última fronteira da Guerra Fria. No futuro, espera-se que a estrada seja ligada à Ferrovia Transiberiana, permitindo transporte de carga até a Europa.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Coréia do Norte agradece ajuda dos EUA
Em um sinal da melhora nas relações entre os dois países, o governo comunista da Coréia do Norte agradeceu aos Estados Unidos pelo combate à pirataria nas suas águas territoriais. Os americanos estão patrulhando a região para impedir que os norte-coreanos recebam material para seu programa nuclear, que começou a ser desmantelado nesta semana.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Fotos revelam alvo de Israel na Síria
Analistas independentes acreditam ter descoberto o alvo do bombardeio aéreo de Israel à Síria em 6 de setembro deste ano: um reator nuclear em construção com tecnologia da Coréia do Norte.
No Instituto de Ciência e Segurança Internacional (ISIS), os especialistas compararam fotos de satélite anteriores e posteriores ao ataque.
Antes, havia um conjunto de prédios isolado, com um edifício alto com o formato de uma caixa do tipo usado para abrir reatores nucleares de gás e grafite. Seria capaz de produzir a carga de uma bomba nuclear por ano. Ao lado, havia uma estação de bombeamento de água para resfriar o reator.
As fotos recentes indicam que o local pode ter sido bombardeado.
O complexo está situado a 12 quilômetros ao norte da vila de At Tibnah, que fica no deserto, na região de Dayr az Zawr, e a 145 km da fronteira com o Iraque, revela o relatório divulgado ontem pelo ISIS.
Para David Albright, ex-inspetor das Nações Unidas e um dos responsáveis pela pesquisa, o tamanho de estrutura indica que a Síria estava construindo um reator a gás e grafite de 20 a 25 megawatts, semelhante ao de Ionguibiom, na Coréia do Norte.
Leia mais no jornal Washington Post.
No Instituto de Ciência e Segurança Internacional (ISIS), os especialistas compararam fotos de satélite anteriores e posteriores ao ataque.
Antes, havia um conjunto de prédios isolado, com um edifício alto com o formato de uma caixa do tipo usado para abrir reatores nucleares de gás e grafite. Seria capaz de produzir a carga de uma bomba nuclear por ano. Ao lado, havia uma estação de bombeamento de água para resfriar o reator.
As fotos recentes indicam que o local pode ter sido bombardeado.
O complexo está situado a 12 quilômetros ao norte da vila de At Tibnah, que fica no deserto, na região de Dayr az Zawr, e a 145 km da fronteira com o Iraque, revela o relatório divulgado ontem pelo ISIS.
Para David Albright, ex-inspetor das Nações Unidas e um dos responsáveis pela pesquisa, o tamanho de estrutura indica que a Síria estava construindo um reator a gás e grafite de 20 a 25 megawatts, semelhante ao de Ionguibiom, na Coréia do Norte.
Leia mais no jornal Washington Post.
domingo, 14 de outubro de 2007
Israel bombardeou instalação nuclear da Síria
O ataque aéreo de Israel contra a Síria em 6 de setembro de 2007 teve como alvo um prédio onde estava sendo construído um reator nuclear com tecnologia da Coréia do Norte, afirma hoje o jornal The New York Times, citando como fontes informações confidenciais dos serviços secretos dos Estados Unidos e de Israel.
A operação lembra o bombardeio israelense que destruiu a usina nuclear de Osirak, no Iraque, embrião do programa nuclear de Saddam Hussein, com o apoio dos EUA, em 1981, no início do primeiro governo Ronald Reagan.
Leia mais em The New York Times.
A operação lembra o bombardeio israelense que destruiu a usina nuclear de Osirak, no Iraque, embrião do programa nuclear de Saddam Hussein, com o apoio dos EUA, em 1981, no início do primeiro governo Ronald Reagan.
Leia mais em The New York Times.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Coréias prometem acordo de paz definitivo
Os líderes da Coréia do Norte, Kim Jong Il, e da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun, terminaram hoje seu encontro de cúpula em Pionguiangue, capital norte-coreana, prometendo cooperar economicamente e negociar um tratado de paz definitivo para acabar com a Guerra da Coréia (1950-53) mais de meio século depois do fim dos combates.
Uma observação importante é que os países não se chamam oficialmente Coréia do Sul e Coréia do Norte mas República da Coréia (Sul) e República Popular Democrática da Coréia (Norte). Ambos reivindicam a soberania sobre toda a península coreana.
Uma observação importante é que os países não se chamam oficialmente Coréia do Sul e Coréia do Norte mas República da Coréia (Sul) e República Popular Democrática da Coréia (Norte). Ambos reivindicam a soberania sobre toda a península coreana.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Coréia do Norte promete desarmamento nuclear
Sob enorme pressão por causa da decadência de sua economia, o regime comunista da Coréia do Norte prometeu mais uma vez desativar seu programa nuclear em troca de ajuda energética e de alimentos, anunciou hoje a China, no momento em que o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun, se encontrava com o dirigente máximo norte-coreano, Kim Jong Il.
Virtualmente isolado, em parte por causa de décadas de sua política de auto-suficiência (Juche), com a economia em declínio desde o colapso do comunismo e da União Soviética, o regime stalinista de Pionguiangue necessita desesperadamente de ajuda econômica - e faz uma chantagem nuclear. Promete e recua. Em outubro do ano passado, realizou uma explosão atômica.
Os países vizinhos também não querem o colapso do regime. A Coréia do Sul acompanha atentamente o processo de reunificação da Alemanha, que completa hoje 17 anos, que em a rica Alemanha Ocidental, terceira maior economia do mundo, teve enormes dificuldades para absorver a Alemanha Oriental, que era o país mais rico do bloco soviético.
Se o regime da Coréia do Norte desmoronar, o Sul teria de assumir a responsabilidade por 25 milhões de norte-coreanos e uma economia arruinada. Sabe que isso abalaria seu desenvolvimento econômico.
A China não quer nenhuma perturbação no seu entorno, muito menos uma nova guerra da Coréia, que atrairia os Estados Unidos. Na Guerra da Coréia (1950-53), houve uma guerra entre a China e os EUA. Os chineses empurraram os americanos para baixo do paralelo 38ºN e, desde então, os dois países nunca mais entraram em conflito. Respeitam-se mutuamente.
Depois da tensão na primeira fase da Guerra Fria, a visita do assessor de Segurança Nacional Henry Kissinger à China em 1971 abriu uma era de novas relações bilaterais, criando uma parceria tácita contra a União Soviética.
Hoje, EUA e China são parceiros comerciais importantes. Em 2006, os EUA tiveram com a China um déficit comercial de US$ 232,5 bilhões, enquanto o governo chinês acumula reservas em moedas fortes que já passam de US$ 1,3 trilhão, grande parte em dólares e títulos da dívida soberana dos EUA. Não tem assim o menor interesse numa crise forte da economia americana, seu maior comprador e também um grande devedor que emitiu títulos dessa dívida comprados pelos chineses.
É a globalização econômica em marcha. Pensei em falar a pleno vapor, mas essa é uma expressão da 1ª Revolução Industrial (máquina a vapor, do navio a vapor e da locomotiva). Foi o início da grande transformação da sociedade humana, em pleno andamento na 3ª Revolução Industrial (TV, informática, microchip, computadores pessoais, telefonia celular, tecnologia digital, internet) depois de uma 2ª Revolução Industral (telégrafo, eletricidade, telefone, automóvel, cinema, rádio).
Neste mundo extremamente dinâmico, em rápido desenvolvimento tecnológico, EUA e China são os pólos econômicos mais importantes. São países que não querem perder tempo com conflitos arcaicos como a chantagem nuclear de um ditadorzinho anacrônico do tempo da Guerra Fria.
Virtualmente isolado, em parte por causa de décadas de sua política de auto-suficiência (Juche), com a economia em declínio desde o colapso do comunismo e da União Soviética, o regime stalinista de Pionguiangue necessita desesperadamente de ajuda econômica - e faz uma chantagem nuclear. Promete e recua. Em outubro do ano passado, realizou uma explosão atômica.
Os países vizinhos também não querem o colapso do regime. A Coréia do Sul acompanha atentamente o processo de reunificação da Alemanha, que completa hoje 17 anos, que em a rica Alemanha Ocidental, terceira maior economia do mundo, teve enormes dificuldades para absorver a Alemanha Oriental, que era o país mais rico do bloco soviético.
Se o regime da Coréia do Norte desmoronar, o Sul teria de assumir a responsabilidade por 25 milhões de norte-coreanos e uma economia arruinada. Sabe que isso abalaria seu desenvolvimento econômico.
A China não quer nenhuma perturbação no seu entorno, muito menos uma nova guerra da Coréia, que atrairia os Estados Unidos. Na Guerra da Coréia (1950-53), houve uma guerra entre a China e os EUA. Os chineses empurraram os americanos para baixo do paralelo 38ºN e, desde então, os dois países nunca mais entraram em conflito. Respeitam-se mutuamente.
Depois da tensão na primeira fase da Guerra Fria, a visita do assessor de Segurança Nacional Henry Kissinger à China em 1971 abriu uma era de novas relações bilaterais, criando uma parceria tácita contra a União Soviética.
Hoje, EUA e China são parceiros comerciais importantes. Em 2006, os EUA tiveram com a China um déficit comercial de US$ 232,5 bilhões, enquanto o governo chinês acumula reservas em moedas fortes que já passam de US$ 1,3 trilhão, grande parte em dólares e títulos da dívida soberana dos EUA. Não tem assim o menor interesse numa crise forte da economia americana, seu maior comprador e também um grande devedor que emitiu títulos dessa dívida comprados pelos chineses.
É a globalização econômica em marcha. Pensei em falar a pleno vapor, mas essa é uma expressão da 1ª Revolução Industrial (máquina a vapor, do navio a vapor e da locomotiva). Foi o início da grande transformação da sociedade humana, em pleno andamento na 3ª Revolução Industrial (TV, informática, microchip, computadores pessoais, telefonia celular, tecnologia digital, internet) depois de uma 2ª Revolução Industral (telégrafo, eletricidade, telefone, automóvel, cinema, rádio).
Neste mundo extremamente dinâmico, em rápido desenvolvimento tecnológico, EUA e China são os pólos econômicos mais importantes. São países que não querem perder tempo com conflitos arcaicos como a chantagem nuclear de um ditadorzinho anacrônico do tempo da Guerra Fria.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Presidente da Coréia do Sul visita Coréia do Norte
O ditador da Coréia do Norte, Kim Jong Il, recebeu agora há pouco em Pionguiangue o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun. É o segundo encontro de presidentes dos dois países desde a divisão da Coréia depois da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coréia (1950-53).
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Procurador-geral investiga primeiro-ministro de Israel
O procurador-geral de Israel ordendou a abertura de inquérito policial para investigar a compra de uma casa pelo primeiro-ministro Ehud Olmert. Ele é suspeito de ter conseguido um desconto substancial em troca de facilitar autorizações para construir.
Olmert, eleito como herdeiro do linha-dura Ariel Sharon, que no final da vida resolveu criar um partido mais ao centro para negociar a paz, perdeu prestígio com a desastrada guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), em julho e agosto de 2006. Mas recuperou-se com o recente bombardeio à Síria, supostamente para destruir uma carga da Coréia do Norte suspeita de conter material nuclear.
Olmert, eleito como herdeiro do linha-dura Ariel Sharon, que no final da vida resolveu criar um partido mais ao centro para negociar a paz, perdeu prestígio com a desastrada guerra contra a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), em julho e agosto de 2006. Mas recuperou-se com o recente bombardeio à Síria, supostamente para destruir uma carga da Coréia do Norte suspeita de conter material nuclear.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Coréias farão reunião de cúpula este mês
Os presidentes da Coréia do Norte, Kim Jong Il, e da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun vão se encontrar entre os dias 28 e 30 deste mês em Pionguiangue, a capital norte-coreana.
Será a segunda reunião de cúpula entre os países, que até hoje não assinaram um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coréia (1950-53), a primeira desde que o regime comunista norte-coreano fez um teste nuclear, em 9 de outubro do ano passado.
É a retomada da política de reaproximação da cada vez mais próspera Coréia do Sul da introvertida Coréia do Norte, uma das últimas e certamente a mais autêntica das ditaduras stalinistas sobreviventes.
Será a segunda reunião de cúpula entre os países, que até hoje não assinaram um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coréia (1950-53), a primeira desde que o regime comunista norte-coreano fez um teste nuclear, em 9 de outubro do ano passado.
É a retomada da política de reaproximação da cada vez mais próspera Coréia do Sul da introvertida Coréia do Norte, uma das últimas e certamente a mais autêntica das ditaduras stalinistas sobreviventes.
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