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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Programa Mundial de Alimentos ganha o Prêmio Nobel da Paz

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), criado em 1961 e em ação desde 1963 para combater a fome no mundo, foi agraciado hoje com o Prêmio Nobel da Paz de 2020 por "seus esforços na luta contra a fome [inclusive como consequência da pandemia], sua contribuição pela melhoria das condições para a paz e por atuar como força motriz nos esforços visando a impedir o uso da fome como arma de guerra", anunciou hoje em Oslo a presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Berit Reiss Andersen.

É a maior agência de ajuda humanitária do mundo. A cada ano, fornece alimentos a 90 milhões de pessoas em 80 países, inclusive 58 milhões de crianças. Tem sede em Roma, na Itália, junto com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, da sigla em inglês). Seu objetivo é erradicar a fome e a desnutrição dando ajuda alimentar para:

  1. Salvar vidas em campos de refugiados e outras situações de emergência;
  2. Melhorar a alimentação e a qualidade de vida dos povos mais vulneráveis; e
  3. Ajudar no desenvolvimento de recursos próprios e na autossutentabilidade de povos e de comunidades pobres.

"Até o momento em que tivermos uma vacina, o alimento é a melhor vacina contra o caos", declarou Andersen. "A pandemia do coronavírus contribuiu para um forte aumento no número de vítimas da fome no mundo", observou o comitê. "O PMA demonstrou uma capacidade impressionante de intensificar seus esforços diante da crise.

Ao prover segurança alimentar, o programa da ONU ajuda a manter a estabilidade e a paz. Na América Latina, na África e na Ásia, combinou a ação humanitária com os esforços pela paz, acrescentou o comitê.

Leia mais em Quarentena News.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Programa Mundial de Alimentos acusa hutis de roubar comida no Iêmen

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas acusou os rebeldes hutis de roubar comida e ameaça suspender as remessas para 3 milhões de pessoas ameaçadas pela fome pela guerra civil só na capital do Iêmen, noticiou ontem a televisão árabe especializada em notícias Al Jazira.

Uma suspensão da ajuda de alimentos pode desestabilizar o controle dos hutis sobre Saná, a capital iemenita, que tomaram em setembro de 2014. A cidade tem sido palco de protestos frequentes por falta de combustíveis e alimentos.

Cerca de 12 milhões pessoas, pouco menos de metade da população do Iêmen, correm risco de passar fome, de acordo com a ONU. Até agora, as maiores críticas recaíam sobre a Arábia Saudita e aliados, que intervém militarmente na guerra civil iemenita desde 25 de março de 2015 e bloqueavam o porto de Hodeida.

Tanto o governo deposto e seus aliados sauditas, de um lado, e os hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã, tentam se eximir da culpa pela tragédia humanitária causada pela guerra civil.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Brasil dá 11,5 mil toneladas de arroz a palestinos

Maior produtor de arroz do Brasil, o Rio Grande do Sul doou através do governo federal e do
Crianças palestinas agradecem
Programa Mundial de Alimentos 11,5 mil toneladas de arroz para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA, do inglês), anunciou ontem o governador Tarso Genro durante visita ao campo de refugiados de Chufat, em Jerusalém.

O alimento será distribuído na Cisjordânia ocupada, na Faixa de Gaza, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

No ano passado, o Brasil deu US$ 7 milhões à agência de ajuda aos palestinos, o que o tornou o maior doador da América e do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Safras melhoram mas Coreia do Norte tem subnutrição

Pelo segundo ano consecutivo, a produção de alimentos básicos aumentou na República Popular Democrática da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte. Mesmo assim, cerca de 2,8 milhões de pessoas não comem a quantidade necessária de proteínas e gorduras para uma boa nutrição, estimam a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos.

As duas organizações internacionais inspecionaram todas as nove províncias agrícolas da Coreia do Norte, um dos países mais fechados do mundo, em setembro e outubro de 2012. A missão manifestou preocupação com a queda de 30% na produção de soja por causa de uma seca. Isso agrava a escassez de proteínas, óleos, gorduras, vitaminas e oligoelementos essenciais.

Na colheita deste fim de ano e início do próximo, a produção de grãos deve chegar a 5,8 milhões de toneladas, 10% acima do ano anterior. Apesar do aumento, a FAO estima que a Coreia do Norte vai precisar de mais 507 mil toneladas. Como o governo pretende importar 300 mil, ainda faltariam 207 mil toneladas.

"O país precisa produzir mais alimentos ricos em proteína como soja e pescado, e fazer esforços suplementares para fazer duas colheitas por ano a fim de tornar uma maior variedade de alimentos disponível a todos", afirmou Kisan Gunjal, economista da FAO. "A Coreia do Norte ainda precisa de ajuda internacional, mas está no bom caminho para aumentar a produção de alimentos e melhorar a nutrição".

Gunjal defendeu "uma modificação no sistema de comercialização de produtos agrícolares" para que os agricultores possam vender arroz, milho e trigo no mercado.

A ditadura stalinista de Pionguiangue precisa introduzir elementos de uma economia de mercado para salvar o país da miséria e da desnutrição.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Metade do Sudão do Sul sofre escassez de comida

Mais da metade do Sudão do Sul, o mais novo país do mundo, está enfrentando escassez de alimentos por causa do conflito com o Sudão, advertem as Nações Unidas. Pelo menos 4,7 milhões de pessoas estão ameaçadas pela fome.

O conflito na fronteira paralisou a produção de petróleo, com consequências desastrosas. Na visão do Programa Mundial de Alimentos, a situação se agravou nos quatro primeiros meses do ano, reporta a TV estatal britânica BBC.

Ambos os países dependem do petróleo, responsável por 98% dos recursos orçamentários do Sudão do Sul.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fome atinge um bilhão de pessoas

Pela primeira vez na História, neste ano, a fome vai atingir um bilhão de pessoas, enquanto a ajuda alimentar cai ao menor nível em 20 anos.

De um orçamento de US$ 6,7 bilhões, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas só recebeu até agora US$ 2,6 bilhões.

No ano passado, durante a Reunião de Cúpula da Fome, a Organização para Agricultura e Alimentos (FAO), parte do sistema ONU, pediu US$ 30 bilhões por ano para acabar com a fome no mundo.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Fome ameaça 4,5 milhões na Etiópia

Cerca de 4,5 milhões de etíopes estão ameaçados pela fome por causa da seca e de uma quebra nas safras agrícolas do país, além da inflação mundial nos preços dos alimentos, e precisam ajuda alimentar de emergência, advertem organizações internacionais. Mais de 126 mil crianças têm sérios problemas de desnutrição.

É a pior crise na Etiópia desde 1984 a 1986, quando um milhão de pessoas morreram de fome em meio a uma guerra civil. As imagens de crianças e adultos em pele e osso provocaram uma comoção mundial. Com 78 milhões de habitantes, o país tem a segunda maior população da África.

Um centro de nutrição infantil da organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras na cidade de Chachemene, no Oeste do Etiópia, está cheia de mães segurando filhos que não se sustentam em pé, com lábios rachados e olhar parado.

Mitchu, uma menina de três anos, pesa cinco quilos, pouco mais do que um bebê saudável. Há duas semanas, é alimentada a cada três horas há duas semanas. Mas não reage. Os médicos acham que ela vai morrer de fome e malária.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas precisa de mais 180 mil toneladas de comida para atender às necessidades somente da Etiópia em 2008. Está pedindo mais US$ 150 milhões aos países ricos.

terça-feira, 13 de maio de 2008

EUA enviam toneladas de comida à Coréia do Norte

Os Estados Unidos vão mandar 500 mil toneladas de alimentos à Coréia do Norte, em um novo acordo que dá aos americanos um controle inédito sobre sob a distribuição da comida.

Enquanto o governo vai contribuir com 400 mil toneladas a serem enviadas pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, organizações não-governamentais vão distribuir 100 mil toneladas. O presidente George Walker Bush deve assinar a medida nos próximos dias.

A primeira parte da remessa, 50 mil toneladas, será entregue em junho.

Em uma mudança de comportamento, o regime stalinista norte-coreano vai autorizar um número muito maior de monitores para fiscalizar a distribuição dos alimentos, ao contrário do que está fazendo a ditadura de Mianmar, a antiga Birmânia.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Escassez de alimentos ameaça ajuda internacional

A diretora do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, Josette Sheeran, admite que pode racionar a ajuda alimentar a países necessitados por causa da inflação mundial nos preços dos alimentos, de 40% ano ano passado, e a falta de recursos.

Em entrevista à rádio e televisão pública britânica BBC, a ex-subsecretária de Estado americana fez um apelo aos países ricos para que aumentem sua contribuição. Entre os países em dificuldades, Josette citou o Afeganistão, onde o povo não tem dinheiro para comprar comida.

Ela considera urgente distribuir sementes e fertilizantes a agricultores de países pobres para evitar a fome.

Em países como o Iêmen, a Indonésia e o México, advertiu Josette, a classe média está economizando em educação e saúde para não prejudicar a nutrição. Depois de duas décadas, o Egito reintroduziu um sistema de racionamento de comida. O mesmo fez o Paquistão.

Enquanto a China, a Rússia e a Venezuela impuseram controles de preços, a Argentina e o Vietnã taxaram ou proibiram a exportação de alguns alimentos.

No início do mês, a Organização para Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) advertiu que a alta nos preços de cereais como trigo e milho tornaram-se "uma grande preocupação mundial". Em alguns países em desenvolvimento, o preço de alimentos básicos subiu 80%.

Depois dos 40% de inflação no ano passado, a ONU prevê um aumento de pelo menos um terço na conta dos alimentos importados em 2008. No caso da África, a expectativa é de um crescimento de quase 50% nos gastos.

Outra questão importante é o impacto que uma crise mundial de alimentos teria sobre as negociações de liberalização comercial da Organização Mundial do Comércio (OMC), estagnadas por causa da relutância dos países ricos em cortar os subsídios agrícolas.