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sábado, 27 de junho de 2015

Fome é nova ameaça no Iraque

Desde que a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante invadiu as províncias iraquianas de Ambar, Kirkuk, Nínive e Saladino, consideradas o celeiro do país, e proclamou seu Califado, há um ano, o Iraque perdeu um terço da produção de cereais e a maior parte de suas lavouras de trigo e cevada. Com um milhão de toneladas de trigo a menos, a população corre risco de passar fome, adverte o boletim Sada, da Fundação Carnegie para a Paz Mundial.

Além disso, o Estado Islâmico roubou os grãos armazenados pelo governo nas áreas conquistadas e transferiu a maior parte para a Síria. O que restou em poder dos agricultores foi confiscado, comprado a preços baixos ou apodreceu.

Como a guerra civil afetou a produção e a colheita, obrigou 3 milhões de iraquianos a fugir de casa e o país abriga 250 mil refugiados do conflito na vizinha Síria, a distribuição de ajuda alimentar de emergência pressionou ainda mais os estoques de comida do Iraque.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Inflação nos preços os alimentos foi de 6% em julho

Depois de três meses consecutivos da baixa, os preços dos alimentos tiveram inflação de 6% em julho de 2012, especialmente por causa das altas do açúcar e de cereais decorrentes de problemas climáticos em países produtores, informou hoje a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

Nos EUA, a seca que atinge 63% do país arrasou as plantações de milho e soja, elevando o índice de preços dos alimentos em 23%. Com a queda na expectativa de safra na Rússia, o trigo subiu 19%.

O preço do arroz ficou praticamente estável em julho, enquanto o açúcar subiu em razão de problemas climáticos no Brasil, maior produtor e maior exportador mundial, na Austrália e na Índia. A chuva abaixo do previsto na temporada das monções na Índia deve reduzir a safra mundial de arroz.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Seca nos EUA aumenta preços de produtos agrícolas

A seca e a forte onda de calor que atingem a região central dos Estados Unidos estão causando um forte aumento nos preços dos produtos agrícolas no mercado internacional. É uma boa notícia para o Brasil, cada vez mais dependente das exportações de produtos primários.

Com as exportações americanas no menor nível em oito anos, a saca de cerca de 25 quilos de milho para entrega em julho subiu ontem de US$ 7,4325 para US$ 7,7525. O trigo subiu de US$ 7,9125 para US$ 8,10, e a soja de US$ 16,1975 para US$ 16,65.

As plantações dos EUA de milho e soja, as maiores do mundo, estão na pior situação desde 1988, observa a agência de notícias Reuters.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Rússia afirma estar controlando incêndios

Os bombeiros conseguem controlar o fogo dos incêndios florestais causados por uma onda de calor sem precedentes na Rússia, inclusive o que ameaçava um centro de pesquisas nucleares da Rússia.

A seca pode destruir 40% da safra de grãos. Desde junho, o preço internacional do trigo subiu 52% por causa da ameaça à colheita na Rússia.

sábado, 4 de abril de 2009

Lavoura de trigo argentina será a menor em 100 anos

Depois de perder 1,1 milhão de hectares na safra passada, a lavoura de trigo da Argentina pode ser reduzida ainda mais este ano, com a área plantada caindo ao menor tamanho em mais de 100 anos, adverte hoje o jornal argentino La Nación.

Para o analista Gustavo López, da empresa de consultoria Agritrend, "a redução da área plantada deve ser de 10%, de cerca de 4,5 milhões de hectares no ano passado para 4,05 milhões de ha este ano. Seria a menor área desde 1902/1903, quando foram plantados 3,69 milhões de ha. Não há registro de uma queda tão importante", comentó López.

Os produtores rurais estão pressionando o governo, que reduziu o imposto sobre exportações de trigo de 28% para 23%. Com a crise, eles exigem um corte ainda maior. O pampa úmido argentino enfrentou no ano passado a pior seca em 49 e a crise econômica global agravou a crise no campo argentino.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Safra de trigo argentina será pior em 10 anos

A Argentina deve colher 40% menos trigo do que no ano passado.

Pela estimativa da Bolsa de Comércio de Rosário, com cerca de 10 milhões de toneladas, será a pior em 10 anos.

O problema foi atribuído a uma seca histórica na principal região produtora, a intervenção governamental para tentar segurar os preços diante da inflação mundial nos preços dos alimentos, e o longo conflito entre o governo e os produtores rurais revoltados com o aumento do imposto sobre exportações de grãos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Crise de alimentos piora com corte de exportações

A crise mundial de alimentos se agravou porque o Casaquistão, quinto maior exportador mundial, parou de exportar trigo e a Indonésia de exportar arroz, provocando nova alta nos preços internacionais desses produtos agrícolas.

Sem o Casaquistão e com as restrições de exportação da Argentina, Rússia e Ucrânia, um terço do mercado mundial de trigo está parado. O preço do trigo chegou a US$ 9,11 por bushel na Bolsa de Mercadorias de Chicago.

A Indonésia resolveu seguir o exemplo do Camboja, China, Egito Índia e Vietnã: proibido a venda de arroz ao exterior. O arroz teve alta de 63% desde janeiro, criando sérios problemas para as populações mais pobres da Ásia, onde é a base alimentar.

Leia mais no Financial Times.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Trigo de qualidade sobe 25% num dia

Os preços do trigo de alta qualidade subiram 25% ontem, diante do anúncio do Casaquistão, um dos maiores exportadores mundiais, de que vai impor tarifas sobre as vendas externas para conter a inflação, que chegou a 20% ao ano. Como a Rússia e a Argentina, outros grandes exportadores, já estão fazendo isso, o mercado está sob pressão.

Na Bolsa de Cereais de Mineápolis, nos Estados Unidos, o preço do bushel (36,4 litros) aumentou US$ 4,75, chegando a US$ 24.

Desde janeiro, os preços do trigo de qualidade, usado para fazer pão, dobraram. Em um ano, quadruplicaram, alimentando a inflação global no mercado de alimentos.

A alta foi estimulada por informações de que a China, a Turquia e o Iraque querem aumentar seus estoques, no momento em que as safras da Austrália, do Canadá e da Europa sofreram quebras por causa de problemas climáticos. Nos EUA, os estoques estão nos níveis mais baixos em 60 anos.

Um dos grandes ricos do aquecimento global é seu impacto sobre a produção de alimentos, como já comentei neste blog.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Escassez de alimentos ameaça ajuda internacional

A diretora do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, Josette Sheeran, admite que pode racionar a ajuda alimentar a países necessitados por causa da inflação mundial nos preços dos alimentos, de 40% ano ano passado, e a falta de recursos.

Em entrevista à rádio e televisão pública britânica BBC, a ex-subsecretária de Estado americana fez um apelo aos países ricos para que aumentem sua contribuição. Entre os países em dificuldades, Josette citou o Afeganistão, onde o povo não tem dinheiro para comprar comida.

Ela considera urgente distribuir sementes e fertilizantes a agricultores de países pobres para evitar a fome.

Em países como o Iêmen, a Indonésia e o México, advertiu Josette, a classe média está economizando em educação e saúde para não prejudicar a nutrição. Depois de duas décadas, o Egito reintroduziu um sistema de racionamento de comida. O mesmo fez o Paquistão.

Enquanto a China, a Rússia e a Venezuela impuseram controles de preços, a Argentina e o Vietnã taxaram ou proibiram a exportação de alguns alimentos.

No início do mês, a Organização para Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) advertiu que a alta nos preços de cereais como trigo e milho tornaram-se "uma grande preocupação mundial". Em alguns países em desenvolvimento, o preço de alimentos básicos subiu 80%.

Depois dos 40% de inflação no ano passado, a ONU prevê um aumento de pelo menos um terço na conta dos alimentos importados em 2008. No caso da África, a expectativa é de um crescimento de quase 50% nos gastos.

Outra questão importante é o impacto que uma crise mundial de alimentos teria sobre as negociações de liberalização comercial da Organização Mundial do Comércio (OMC), estagnadas por causa da relutância dos países ricos em cortar os subsídios agrícolas.