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sábado, 16 de janeiro de 2016

Pior seca em 30 anos ameaça 10 milhões na Etiópia

Mais de 10 milhões de pessoas estão ameaçadas pela fome pela pior seca em 30 ano na Etiópia, o segundo país mais populoso da África, adverte a Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO), que apresentou um plano de emergência.

A FAO alerta que o fenômeno meteorológico El Niño, que aumenta a temperatura da água no Oceano Pacífico com impacto sobre o clima no mundo, causou quebra nas safras e dizimou o rebanho bovino na Etiópia.

Em algumas regiões, as perdas variam de 50% a 90%. No Leste do país, houve perda total. Centenas de milhares de animais morreram de fome e sede. A escassez de água deve continuar até o início da estação chuvosa, em março.

"A perspectiva para 2016 é sombria", declarou o representante da FAO na Etiópia, Allahoury Amadou. "O sucesso da colheita atual, que está começando, será decisivo para evitar o agravamento da situação."

O plano da FAO, que prevê uma ajuda de emergência de US$ 50 milhões, visa a ajudar 1,8 milhão de agricultores a aumentar a produção e melhorar a renda neste ano. A ONU tem programas para combater os problemas causados por El Niño em 20 países da África, da Ásia, da América Latina, do Mar do Caribe e da Oceania.

A morte de um milhão de pessoas de sede e de fome na Etiópia nos anos 1980s causou uma indignação internacional e mobilizou milhões de pessoas para ajudar o país, inclusive músicos que gravaram em janeiro de 1985 o clipe We Are the World, composição de Michael Jackson e Lionel Richie, para socorrer os flagelados.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

UE promete cortar 40% das emissões de gases do efeito estufa

Depois de oito horas de discussões, a União Europeia chegou na madrugada de hoje a um acordo para reduzir a emissão dos gases que causam o aquecimento global até 2030 em 40% em relação às emissões de 1990, anunciou o presidente executivo do bloco, o ex-primeiro-ministro belga Herman van Rompuy.

O segundo compromisso europeu é aumentar de 14% para 27% a geração de energia por fontes renováveis. Por fim, a UE vai tentar aumentar a eficiência energética em 30% até 2030.

Assim, a Europa espera dar um impulso decisivo na 21ª reunião das partes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a ser realizada em Paris, na França, de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015, rumo a um acordo global para reduzir a emissão dos gases que agravam o efeito estufa e aumentam a temperatura média do planeta com sérios riscos como secas, enchentes, tempestades e elevação do nível dos oceanos.

Mas o sucesso da CoP 21 em chegar a um acordo que substitua o Protocolo de Quioto, de 1997, está longe de ser atingido. Afinal, a UE é responsável hoje por apenas 11% das emissões. Se tomar medidas unilaterais, o impacto será limitado.

A China, maior poluidor mundial, não aceita se comprometer com metas de redução de emissões sob o argumento de que não é responsável pela poluição do passado, quando não era uma potência industrial, e que qualquer limite vai frear o desenvolvimento econômico do país.

Nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial, a provável derrota do Partido Democrata nas eleições para o Congresso de 4 de novembro de 2015 ameaça deixar o presidente Barack Obama em minoria na Câmara e no Senado. Como parte da direita republicana nega que a atividade humana seja responsável pela mudança do clima, a chance de aprovar um acordo internacional é praticamente zero.

Nem mesmo o Protocolo de Quioto, de 1997, negociado com ativa participação do então vice-presidente americano Al Gore, teve chance de ser ratificado pelo Senado dos EUA. O acordo previa uma redução até 2012 de 5% das emissões de 1990 de 37 países industrializados. As economias emergentes e em desenvolvimento foram poupadas porque não eram responsáveis pelas emissões do passado.

Como os EUA rejeitam qualquer solução que não imponha limites aos países emergentes, o impasse entre os dois maiores poluidores dificulta a obtenção de um consenso.

De acordo com os estudos do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, do inglês), que reúne cientistas do mundo inteiro, sem uma ação efetiva para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, a temperatura média da Terra deve subir entre 1,1ºC e 6,4º C no século 21, com forte impacto sobre zonas tropicais, áreas costeiras e a produção agrícola, desequilíbrios climáticos e tempestades mais violentas, secas e enchentes, escassez de água, fome, migrações em massa e conflitos capazes de provocar guerras.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Seca ameaça causar nova fome em massa na Somália

Três anos depois de uma fome em massa com mais de 250 mil mortes na Somália, só uma ajuda de alimentos urgente pode impedir uma nova tragédia causada pela seca, advertem 19 organizações não governamentais locais e internacionais, entre elas a Ação contra a Fome, Acted, Oxfam e World Vision.

"Os sinais da seca reaparecem na Somália", alertam as ONGs, "e não devem ser ignoradas para evitar a repetição da catástrofe de 2011."

Situada no chamado Chifre da África, a Somália perdeu a importância estratégica com o fim da Guerra Fria. Desde a queda, em 1991, do ditador Mohamed Siad Barre, que mudou da União Soviética para os Estados Unidos durante a Guerra Fria, o país vive em estado de anarquia.

No Norte, há um governo autônomo na Somalilândia, a parte do país que pertencia ao Império Britânico no período colonial. O resto da Somália é dominado por clãs e senhores da guerra, com um governo provisório formado nos últimos anos que não consegue impor sua autoridade nem na capital, Mogadíscio.

Para enfrentar o maior desafio, a milícia extremista muçulmana Al Chababe (Os Jovens), alinhada ideologicamente à rede terrorista Al Caeda, o governo provisório somaliano depende da missão de paz da União Africana, aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em fevereiro de 2007. Desde agosto de 2011, o governo retomou Mogadíscio, mas é alvo de ataques frequentes dos jihadistas.

Em reação à participação de soldados quenianos na força da UA, Al Chababe têm atacado o Quênia. Já aterrorizou um centro comercial de Nairóbi e ataca cidades turísticas do litoral do Oceano Índico. A Etiópia, que como o Quênia é majoritariamente cristã, também contribui para a missão internacional.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Aquecimento global ameaça fontes de água e alimentos

O aquecimento global causado pelo aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera ameaça a produção de alimentos e o suprimento de água potável, adverte um novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, do inglês), informa o jornal The New York Times.

Com a alta nos preços, podem surgir novos "bolsões de fome" entre os pobres, que vão pagar o maior preço pela catrástrofe ambiental, observa o jornal inglês The Guardian. O custo total de catástrofes como o tufão que matou 6 mil pessoas no ano passado nas Filipinas chegaria a US$ 100 bilhões por ano. Novas massas de refugiados se moveriam sobre o planeta.

Entre os efeitos do agravamento do efeito estufa, o painel convocado pelas Nações Unidas cita o degelo no Oceano Ártico e a destruição dos recifes de coral. Os desertos tendem a ficar mais secos, e as áreas alagadas, mais alagadas. A produção de grãos, os alimentos básicos da humanidade, seriam reduzidas.

Há duas grandes controvérsias científicas envolvendo a questão. A primeira é se a atividade humana, no caso, a poluição industrial, é a responsável pela mudança do clima. O IPCC afirma que não há mais dúvidas. Há quem discorde, alegando que seria um fenômeno natural.

A segunda questão é sobre o impacto que isso terá sobre a vida humana na Terra, se vale a pena alterar radicalmente o modelo econômico para uma sociedade com baixa queima de produtos do carbono como gás, carvão e petróleo ou se o custo seria alto demais. Neste caso, seria melhor se adaptar a um aumento do calor.

O IPCC está advetindo que o custo de não fazer nada será catastrófico. No momento, as conferências da ONU sobre mudança do clima estão paralisadas pela decisão dos maiores poluidores e maiores potências mundiais, EUA e China, não quererem se submeter a tratados internacionais capazes de afetar suas economias.

No Brasil, por exemplo, saímos de um verão muito quente com pouquíssima chuva no Sudeste, quebra de safras e redução do nível de água nas barragens tanto para geração de energia quanto para consumo doméstico ou industrial. O fantasma do racionamento de energia está de volta e o impacto dos preços na inflação dos alimentos é evidente. São alertas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Carne de porco gera inflação e fica em falta na China

É uma boa oportunidade para os exportadores brasileiros. A carne de porco, principal fonte de proteínas de uma população que era vegetariana durante a escassez e o racionamento da era de Mao Tsé-tung, puxa a inflação de alimentos na China e os estoques devem cair em seis meses, informa o jornal The New York Times.

A alta nos preços é resultado da seca nos Estados Unidos, que arrasou as plantações americanas de soja e milho, as maiores do mundo. Com os animais gordos e prontos para abate num momento de fraca demanda doméstica, os criadores estão sendo obrigados a vendê-los.

Com o custo de produção em nível recorde, o risco é de um aumento da inflação em 2013. Por causa da desaceleração do crescimento chinês, hoje em 7,6% ao ano, a inflação caiu e hoje está sob controle. O preço da carne de porco pesa como um item importante da cesta de alimentos do consumidor chinês.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Primeiro-ministro da Etiópia morre aos 57 anos

Um dos políticos mais influentes da África, o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, morreu repentinamente depois de contrair uma infecção no hospital onde estava internado para combater uma doença não revelada.

Zenawi assumiu o poder em 1991 num golpe militar que derrubou o ditador comunista Mengistu Marian. Ele foi presidente até 1995. Desde então, era primeiro-ministro.

Como chefe de governo, Zenawi impulsionou o desenvolvimento do segundo país mais populoso da África, com cerca de 80 milhões de habitantes. Desde 2004, a Etiópia cresce numa taxa média de 11% ao ano, mas ainda enfrenta problemas crônicos de seca e fome. Mas foi acusado de autoritarismo e de perseguir adversários políticos.

A Etiópia, segundo país mais populoso da África, também se tornou uma importante aliada dos Estados Unidos e da Europa na luta contra o terrorismo dos extremistas muçulmanos. Em 2006, invadiu a Somália para combater a milícia fundamentalista Al Chababe, que luta para implantar a lei islâmica na África.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Inflação nos preços os alimentos foi de 6% em julho

Depois de três meses consecutivos da baixa, os preços dos alimentos tiveram inflação de 6% em julho de 2012, especialmente por causa das altas do açúcar e de cereais decorrentes de problemas climáticos em países produtores, informou hoje a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

Nos EUA, a seca que atinge 63% do país arrasou as plantações de milho e soja, elevando o índice de preços dos alimentos em 23%. Com a queda na expectativa de safra na Rússia, o trigo subiu 19%.

O preço do arroz ficou praticamente estável em julho, enquanto o açúcar subiu em razão de problemas climáticos no Brasil, maior produtor e maior exportador mundial, na Austrália e na Índia. A chuva abaixo do previsto na temporada das monções na Índia deve reduzir a safra mundial de arroz.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Julho foi mês mais quente da história nos EUA

O mês passado foi o mais quente da história dos Estados Unidos, e a seca já atinge 63% do território continental do país, noticiou hoje a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, do inglês), reforçando a posição dos que atribuem o aquecimento global à ação do homem.

A temperatura média foi de 25ºC, 1,83ºC acima da média no século 20. O calor de julho contribuiu para que os primeiros sete meses do ano os os últimos 12 meses fossem os mais quentes nos EUA desde 1895, ano a partir do qual os dados são considerados confiáveis.

"Este tipo de acontecimentos é o que a gente esperava com a mudança do clima, calor, secas mais longas e temperaturas recordes", declarou Jake Crouch, meteorologista do NOAA, em entrevista à televisão americana NBC.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Seca nos EUA aumenta preços de produtos agrícolas

A seca e a forte onda de calor que atingem a região central dos Estados Unidos estão causando um forte aumento nos preços dos produtos agrícolas no mercado internacional. É uma boa notícia para o Brasil, cada vez mais dependente das exportações de produtos primários.

Com as exportações americanas no menor nível em oito anos, a saca de cerca de 25 quilos de milho para entrega em julho subiu ontem de US$ 7,4325 para US$ 7,7525. O trigo subiu de US$ 7,9125 para US$ 8,10, e a soja de US$ 16,1975 para US$ 16,65.

As plantações dos EUA de milho e soja, as maiores do mundo, estão na pior situação desde 1988, observa a agência de notícias Reuters.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Seca de milhões de anos tira chance de vida em Marte

A superfície do planeta Marte é árida há mais de 600 milhões de anos. Isso tornou o ambiente hostil a toda forma de vida, concluíram pesquisadores que examinaram partículas do solo, entre eles Tom Pike, do Imperial College, de Londres, que vai discutir seu trabalho nesta terça-feira na Agência Espacial Europeia.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ONU pede US$ 1,4 bilhão contra fome na África

As Nações Unidas pediram hoje mais US$ 1,4 bilhão para combater a fome que ameaça a vida de mais de 12 milhões de pessoas na região conhecida como Chifre da África, no Nordeste do continente. Seus países-membros já deram US$ 1 bilhão.

"Os países mais afetados são Somália, Etiópia, Quênia e Djibúti", declarou a coordenadora da ONU para emergências, Valerie Amos.

A seca na região é a pior em 60 anos. Todo dia, cerca de 1,3 mil refugiados somalianos entram no Quênia, centenas fogem para a Etiópia e 2 mil chegam à capital, Mogadíscio.

Numa operação de transporte de emergência, o Programa Mundial de Alimentos da ONU levou mais de 870 toneladas de alimentos para o tratamento de crianças gravemente desnutridas, além de continuar alimentando 1,6 milhão no Quênia.

Pela estimativa da ONU, a situação de emergência deve durar pelo menos mais três meses, e o total de pessoas que necessitam de ajuda pode aumentar em até 25%, o que elevaria o total de ameaçados de morte pela fome para 15 milhões.

ONU pede mais US$ 1,4 bilhão contra fome na África A

As Nações Unidas pediram hoje mais US$ 1,4 bilhão para combater a fome que ameaça a vida de mais de 12 milhões de pessoas na região conhecida como Chifre da África, no Nordeste do continente. Seus países-membros já deram US$ 1 bilhão.

"Os países mais afetados são Somália, Etiópia, Quênia e Djibúti", declarou a coordenadora da ONU para emergências, Valerie Amos.

A seca na região é a pior em 60 anos. Todo dia, cerca de 1,3 mil refugiados somalianos entram no Quênia, centenas fogem para a Etiópia e 2 mil chegam à capital, Mogadíscio.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Seca atinge a agricultura na Argentina

A seca causada pelo fenômeno climático La Niña, que esfria a água do Oceano Pacífico já afeta a agricultura da Argentina, segundo maior exportador mundial de milho e terceiro maior de soja.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Seca ameaça 10 milhões de quenianos

Mais de 10 milhões de pessoas estão ameaçadas pela fome no Quênia. Uma forte seca destruiu plantações e está matando o gado. O governo decretou estado de calamidade pública em todo o país.

Para tentar aliviar um pouco a situação, o governo queniano decidiu comprar o gado ameaçado de morte. De todo o país, caminhões levaram reses para um local designado pelo governo.

Das mais de sete mil vacas transportadas até agora, cerca de 1,5 mil chegaram mortas. "É horrível", lamentou o ministro da Pecuária, "mas é a realidade que o país está vivendo".