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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

China isenta parte das importações de soja e carne de porco dos EUA

Num gesto de trégua na guerra comercial, a China decidiu isentar de tarifas parte das importações de soja e de carne de porco dos Estados Unidos. A medida é anunciada a pouco mais de uma semana da entrada em vigor de tarifas de 15% impostas pelo governo Donald Trump a exportações anuais no valor de US$ 160 bilhões, mais de R$ 660 bilhões.

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira na China com o objetivo de acelerar as negociações de um acordo preliminar depois de Trump falar que talvez só haja acordo entre as duas maiores economias do mundo depois das eleições americanas de 2020.

A Comissão de Tarifas de Importação do Conselho de Estado comunicou numa pequena nota que parte das compras dos dois produtos não estarão sujeitas às tarifas punitivas adotadas em retaliação aos tarifaços de Donald Trump que deflagraram a guerra comercial. O tarifaço de 15 por cento anunciado por Trump deveria entrar em vigor em 15 de dezembro.

Em entrevista coletiva ontem em Beijim, o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, declarou que, se os dois países chegarem a um acordo preliminar, as tarifas devem ser reduzidas apropriadamente.” Meu comentário:

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

EUA e China anunciam trégua na guerra comercial

Os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo preliminar que representa uma trégua na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, com uma pausa nos tarifaços do presidente Donald Trump em troca do aumento de compra de produtos americanos, especialmente do setor agrícola, pelos chineses.

Nas próximas cinco semanas, os negociadores chineses e americanos devem chegar a um texto final, antes de um possível encontro de cúpula de Trump com o ditador Xi Jinping no Chile em novembro. Será um alívio para a economia mundial.

Com a expectativa do acordo, os mercados financeiros estavam em alta, mas caíram um pouco, indicando que os investidores esperavam mais. O acordo, descrito pelo presidente dos EUA como um primeiro passo "substancial", está longe da mudança fundamental nas relações econômicas entre os dois países prometida por Trump desde a campanha eleitoral de 2016.

A China concordou em comprar mais produtos agrícolas dos EUA, especialmente soja e carne de porco, e em algumas medidas de proteção da propriedade intelectual, para evitar a desvalorização da moeda e sobre serviços financeiros, mas rejeitou cortes de subsídios que representariam uma grande mudança em sua política industrial.

Ao comentar o otimismo dos mercados, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, declarou: "O mercado de ações está sempre correto." Ele e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, negociaram a trégua com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He, que se encontrou com Trump antes do anúncio.

No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,98% e o dólar caiu 0,69% para R$ 4,094.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Inflação no atacado cai para 3,6% ao ano na China

O índice de preços ao produtor registrou em setembro a menor alta anual em cinco meses, de 3,6%, revelou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas da China. A taxa mensal subiu 0,6%. Embora mais baixa, em 2,5%, a inflação no varejo teve o maior aumento em sete meses.

A principal causa foi uma aumento de 3,6% nos preços dos alimentos, com alta nos preços de hortaliças, enquanto a carne de porco, principal fonte de proteína animal dos chineses, baixou 2,4%.

Diante do conflito comercial com os Estados Unidos, em agosto, a China reduziu em US$ 6 bilhões a quantidade de títulos da dívida pública americana que mantém como reservas cambiais. Elas estão hoje em US$ 1,165 trilhão, abaixo do US$ 1,2 trilhão de um ano antes.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Inflação na China sobe para 2,3% ao ano

O índice de preços ao consumidor da China atingiu em agosto o nível mais alto em seis meses, ficando em 2,3% ao ano, anunciou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas. O índice de preços ao produtor caiu para 4,1% ao ano, meio ponto percentual abaixo da taxa de julho.

A inflação subiu, apesar da queda de 4,9% em um ano no preço da carne de porco, um item da cesta básica chinesa. Por causa de um surto de peste suína, a carne de porco no atacado subiu 5,2%. Vários animais foram sacrificados e o transporte dentro do país foi restrito.

Sob pressão da guerra comercial declarada pelo presidente Donald Trump, a economia chinesa tenta se proteger do choque externo e evitar o aumento dos preços internos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Carne de porco gera inflação e fica em falta na China

É uma boa oportunidade para os exportadores brasileiros. A carne de porco, principal fonte de proteínas de uma população que era vegetariana durante a escassez e o racionamento da era de Mao Tsé-tung, puxa a inflação de alimentos na China e os estoques devem cair em seis meses, informa o jornal The New York Times.

A alta nos preços é resultado da seca nos Estados Unidos, que arrasou as plantações americanas de soja e milho, as maiores do mundo. Com os animais gordos e prontos para abate num momento de fraca demanda doméstica, os criadores estão sendo obrigados a vendê-los.

Com o custo de produção em nível recorde, o risco é de um aumento da inflação em 2013. Por causa da desaceleração do crescimento chinês, hoje em 7,6% ao ano, a inflação caiu e hoje está sob controle. O preço da carne de porco pesa como um item importante da cesta de alimentos do consumidor chinês.