O índice de preços ao produtor registrou em setembro a menor alta anual em cinco meses, de 3,6%, revelou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas da China. A taxa mensal subiu 0,6%. Embora mais baixa, em 2,5%, a inflação no varejo teve o maior aumento em sete meses.
A principal causa foi uma aumento de 3,6% nos preços dos alimentos, com alta nos preços de hortaliças, enquanto a carne de porco, principal fonte de proteína animal dos chineses, baixou 2,4%.
Diante do conflito comercial com os Estados Unidos, em agosto, a China reduziu em US$ 6 bilhões a quantidade de títulos da dívida pública americana que mantém como reservas cambiais. Elas estão hoje em US$ 1,165 trilhão, abaixo do US$ 1,2 trilhão de um ano antes.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 16 de outubro de 2018
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Inflação na China sobe para 2,3% ao ano
O índice de preços ao consumidor da China atingiu em agosto o nível mais alto em seis meses, ficando em 2,3% ao ano, anunciou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas. O índice de preços ao produtor caiu para 4,1% ao ano, meio ponto percentual abaixo da taxa de julho.
A inflação subiu, apesar da queda de 4,9% em um ano no preço da carne de porco, um item da cesta básica chinesa. Por causa de um surto de peste suína, a carne de porco no atacado subiu 5,2%. Vários animais foram sacrificados e o transporte dentro do país foi restrito.
Sob pressão da guerra comercial declarada pelo presidente Donald Trump, a economia chinesa tenta se proteger do choque externo e evitar o aumento dos preços internos.
A inflação subiu, apesar da queda de 4,9% em um ano no preço da carne de porco, um item da cesta básica chinesa. Por causa de um surto de peste suína, a carne de porco no atacado subiu 5,2%. Vários animais foram sacrificados e o transporte dentro do país foi restrito.
Sob pressão da guerra comercial declarada pelo presidente Donald Trump, a economia chinesa tenta se proteger do choque externo e evitar o aumento dos preços internos.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Inflação na China cai para 1,3% ao ano
Depois de registrar 2% em agosto e 1,6% em setembro, o índice de preços ao consumidor na China manteve a trajetória de queda. Caiu 0,3% em relação a setembro e ficou em 1,3% ao ano em outubro, acendendo um alerta de risco de deflação, revelou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas da China.
Em 12 meses, os preços avançaram em média 1,3% nas cidades e 1,2% na zona rural. Na comparação mensal, a queda foi de 0,3% no campo e nas cidades. Os preços dos alimentos baixaram 1% em outubro.
Na comparação anual, a alimentação está 1,9% mais cara, com alta de 7,2% nos preços das carnes de gado, frango e derivados, e de 15,8% na carne de porco, que tradicionalmente era a maior fonte de proteína animal na dieta chinesa. Os legumes e vegetais frescos estão 4,7% mais caros, enquanto os preços dos ovos baixaram 13,8% e os das frutas frescas, 9,1%.
Os produtos não alimentícios subiram 0,9%. Os bens de consumo encareceram em 1% e os serviços em 1,9%.
Em 12 meses, os preços avançaram em média 1,3% nas cidades e 1,2% na zona rural. Na comparação mensal, a queda foi de 0,3% no campo e nas cidades. Os preços dos alimentos baixaram 1% em outubro.
Na comparação anual, a alimentação está 1,9% mais cara, com alta de 7,2% nos preços das carnes de gado, frango e derivados, e de 15,8% na carne de porco, que tradicionalmente era a maior fonte de proteína animal na dieta chinesa. Os legumes e vegetais frescos estão 4,7% mais caros, enquanto os preços dos ovos baixaram 13,8% e os das frutas frescas, 9,1%.
Os produtos não alimentícios subiram 0,9%. Os bens de consumo encareceram em 1% e os serviços em 1,9%.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Preços ao consumidor têm maior queda em oito meses nos EUA
Sob pressão da gasolina, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos registrou em setembro a maior queda em oito meses. Ficou em -0,2% em setembro depois de uma baixa de 0,1% em agosto. A taxa anual está inalterada há quatro meses em 0,2% ao ano, mas os economistas não temem a deflação porque o núcleo do índice está em alta.
A inflação é um dos elementos centrais na decisão do Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central americano, mas seus membros se baseiam no núcleo do índice, expurgados os preços mais voláteis de energia e alimentos. Com a queda nos preços internacionais do petróleo desde junho de 2014, há uma pressão deflacionária no mundo inteiro.
Em setembro de 2015, o núcleo da inflação nos últimos 12 meses ficou em 1,9%, um pouco acima do 1,8% de agosto. Está perto da meta informal perseguida pelo Fed, de 1% a 2% ao ano. No mês passado, os preços da gasolina caíram 9% nos EUA depois de uma redução de 4,1% em agosto. Os preços dos alimentos subiram 0,4%, a maior alta desde maio. Os aluguéis de imóveis ficaram 0,4% mais caros após avançarem 0,3% em agosto.
Pelas últimas declarações dos diretores do Fed, a taxa básica de juros, praticamente zerada desde dezembro de 2008, não será elevada em outubro e talvez nem na última reunião do ano, em dezembro.
Além do núcleo da inflação se aproximar da meta, joga a favor de uma alta nos juros, o que não acontece desde 2006, a queda no número de novos pedidos de seguro-desemprego, que baixou na semana passada para o menor nível em 42 anos.
A inflação é um dos elementos centrais na decisão do Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central americano, mas seus membros se baseiam no núcleo do índice, expurgados os preços mais voláteis de energia e alimentos. Com a queda nos preços internacionais do petróleo desde junho de 2014, há uma pressão deflacionária no mundo inteiro.
Em setembro de 2015, o núcleo da inflação nos últimos 12 meses ficou em 1,9%, um pouco acima do 1,8% de agosto. Está perto da meta informal perseguida pelo Fed, de 1% a 2% ao ano. No mês passado, os preços da gasolina caíram 9% nos EUA depois de uma redução de 4,1% em agosto. Os preços dos alimentos subiram 0,4%, a maior alta desde maio. Os aluguéis de imóveis ficaram 0,4% mais caros após avançarem 0,3% em agosto.
Pelas últimas declarações dos diretores do Fed, a taxa básica de juros, praticamente zerada desde dezembro de 2008, não será elevada em outubro e talvez nem na última reunião do ano, em dezembro.
Além do núcleo da inflação se aproximar da meta, joga a favor de uma alta nos juros, o que não acontece desde 2006, a queda no número de novos pedidos de seguro-desemprego, que baixou na semana passada para o menor nível em 42 anos.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Inflação na China atinge maior nível em quatro meses
O índice preços ao consumidor na China atingiu o nível mais alto em quatro meses. Subiu de 2,1% ao ano em maio para 2,7% em junho, acima da expectativa dos economistas.
Com a alta da inflação em meio ao declínio na taxa de crescimento, as autoridades chinesas enfrentam o dilema de estimular uma economia que se enfraquece ou se reduzem o fluxo de dinheiro para conter os preços.
O índice de preços ao produtor registrou em junho queda de 2,7% nos últimos 12 meses. Está em deflação há 16 meses, pressionado pela queda nos preços dos produtos primários e pela fraca demanda interna.
Com a alta da inflação em meio ao declínio na taxa de crescimento, as autoridades chinesas enfrentam o dilema de estimular uma economia que se enfraquece ou se reduzem o fluxo de dinheiro para conter os preços.
O índice de preços ao produtor registrou em junho queda de 2,7% nos últimos 12 meses. Está em deflação há 16 meses, pressionado pela queda nos preços dos produtos primários e pela fraca demanda interna.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Eurozona tem deflação recorde
O índice de preços ao consumidor no conjunto dos 16 países que usam o euro como moeda registrou em julho a maior queda da história, uma deflação de 0,7% ao ano.
No mês anterior, a Eurozona havia tido uma queda de preços de 0,1% ao ano, muito pequena para indicar uma tendência. O segundo mês consecutivo de redução desperta temores de uma espiral deflacionária, que desestimularia a produção, o investimento e o consumo.
Um porta-voz da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, explicou a deflação dizendo que os preços da energia e dos alimentos estavam muito mais altos em julho de 2008, quando o barril de petróleo chegou a US$ 147,50.
No mês anterior, a Eurozona havia tido uma queda de preços de 0,1% ao ano, muito pequena para indicar uma tendência. O segundo mês consecutivo de redução desperta temores de uma espiral deflacionária, que desestimularia a produção, o investimento e o consumo.
Um porta-voz da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, explicou a deflação dizendo que os preços da energia e dos alimentos estavam muito mais altos em julho de 2008, quando o barril de petróleo chegou a US$ 147,50.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
EUA têm deflação recorde no pós-guerra
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos teve em novembro uma queda de 1,7%, a maior em 61 anos, desde em 1947, quando a pesquisa começou a ser feita. A expectativa média do mercado era de uma queda de 1,3%. O núcleo do índice, excluídos os preços de energia e alimentos, ficou em zero.
Nos últimos 12 meses, a inflação nos EUA foi de 1,1%, uma forte queda em relação a outubro, quando a taxa anual estava em 3,8%. A Reserva Federal (Fed), o banco central americano, costuma perseguir informalmente uma taxa de inflação de 1% a 2% ao ano.
Diante do risco iminente de deflação, o Fed decidiu adotar uma política de juro zero, como fez o Banco do Japão durante seis anos para combater a estagdeflação. Mas a economia japonesa é muito menos flexível do que a americana e tende a responder mais rapidamente.
Nos últimos 12 meses, a inflação nos EUA foi de 1,1%, uma forte queda em relação a outubro, quando a taxa anual estava em 3,8%. A Reserva Federal (Fed), o banco central americano, costuma perseguir informalmente uma taxa de inflação de 1% a 2% ao ano.
Diante do risco iminente de deflação, o Fed decidiu adotar uma política de juro zero, como fez o Banco do Japão durante seis anos para combater a estagdeflação. Mas a economia japonesa é muito menos flexível do que a americana e tende a responder mais rapidamente.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Inflação americana fica dentro do esperado
Com quedas nos preços de cigarros, roupas e passagens aéreas, o núcleo do índice de inflação para o consumidor nos Estados Unidos, excluídos alimentos e energia, foi de 0,2% em abril, dentro da expectativa do mercado, projetando uma taxa anual de 2,3%, a menor em 12 meses mas ainda um pouco acima da meta não-oficial do Federal Reserve Board (Fed), banco central americano, que é de 1% a 2% ao ano. O núcleo do índice pleno ficou em 0,4% e a inflação anual, sem expurgos, em 2,6%.
Diante da crise no mercado imobiliário, diante do número de imóveis desocupados, os preçós dos aluguéis tiveram o menor aumento em mais de um ano. A confiança dos construtores de casas é a menor em 16 anos.
Esses dados reforçam a expectativa da maioria dos economistas de que o Fed vai manter sua taxa básica de juros inalterada em 5,25% ao ano na próxima reunião do Comitê do Mercado Aberto.
Diante da crise no mercado imobiliário, diante do número de imóveis desocupados, os preçós dos aluguéis tiveram o menor aumento em mais de um ano. A confiança dos construtores de casas é a menor em 16 anos.
Esses dados reforçam a expectativa da maioria dos economistas de que o Fed vai manter sua taxa básica de juros inalterada em 5,25% ao ano na próxima reunião do Comitê do Mercado Aberto.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Inflação ao consumidor fica estável nos EUA
O núcleo do índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos, excluídos alimentos e energia, ficou estável em março, e a taxa anual caiu de 2,4% em fevereiro para 2,1% no mês passado, um pouco acima da meta informal do Federal Reserve Board, o banco central americano, que é de 1% a 2%. A média das previsões dos economistas era de uma alta de 0,1 ponto percentual.
Para os analistas, a queda não é suficiente para que o Fed mude o viés, atualmente com tendência de alta. "Entendemos que o recuo no núcleo da inflação foi em parte um produto de fatores temporários como o forte declínio nos preços de tecidos e de hospedagem longe de casa", declarou o banco de investimentos Bear Sterns.
A inflação plena aumentou 0,4% em março e em 2,4% nos últimos 12 meses.
Os salários cresceram 0,7% e os gastos do consumidor, 0,3%. A renda dos proprietários subiu 0,2% em março depois de 1,1% em fevereiro. O gasto real com bens duráveis aumentou 0,1% em março, enquanto o gasto com bens não-duráveis caiu 0,1% e em serviços caiu 0,3%.
Para os analistas, a queda não é suficiente para que o Fed mude o viés, atualmente com tendência de alta. "Entendemos que o recuo no núcleo da inflação foi em parte um produto de fatores temporários como o forte declínio nos preços de tecidos e de hospedagem longe de casa", declarou o banco de investimentos Bear Sterns.
A inflação plena aumentou 0,4% em março e em 2,4% nos últimos 12 meses.
Os salários cresceram 0,7% e os gastos do consumidor, 0,3%. A renda dos proprietários subiu 0,2% em março depois de 1,1% em fevereiro. O gasto real com bens duráveis aumentou 0,1% em março, enquanto o gasto com bens não-duráveis caiu 0,1% e em serviços caiu 0,3%.
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