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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Brasil ultrapassa Espanha em mortes pela pandemia do coronavírus

Com mais 1.124 mortes em 24 horas, o Brasil supera a Espanha. É o quinto país em número de mortes pela pandemia do novo coronavírus, atrás dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Itália e da França. O total de óbitos no país chegou a 27.944.

Nesta quinta-feira, houve 26.354 casos novos, elevando o total de casos confirmados no Brasil para 468.338. Só os Estados Unidos têm mais casos, 1,793 milhão, com 104.542 mortes, mais do que o total de soldados americanos mortos em guerras depois da Segunda Guerra Mundial.

Em busca de uma desculpa para o fracasso no combate à pandemia, o presidente Donald Trump rompeu com a Organização Mundial da Saúde, proibiu a entrada de alguns cidadãos chineses nos Estados Unidos e suspendeu as preferências comerciais a Hong Kong, alegando que o território perdeu a autonomia com a nova lei de segurança nacional aprovada pelo Congresso Nacional do Povo na semana passada.

No impacto econômico da pandemia, a taxa de poupança dos americanos atingiu um recorde de 33 por cento. A crise reduziu o consumo e as pessoas preferiram guardar dinheiro. Em consequência, o consumo caiu um recorde de 13,6 por cento em abril.

Na Europa, o medo é de em 12 deflação. O índice de preços ao consumidor na Zona do Euro caiu 0,1 por cento em maio. É o menor em quatro anos. Os preços caíram dos 19 países que usam o euro como moeda.

O produto interno bruto do Brasil caiu 1,5 por cento no primeiro trimestre em relação ao fim do ano passado, com maior baixa no setor de serviços, de 1,6 por cento. A indústria perdeu 1,4%. Só a agricultura cresceu, 0,6%, principalmente por causa das exportações de soja para a China. Meu comentário:

terça-feira, 12 de maio de 2020

Menos isolamento pode levar a 147 mil mortes nos EUA até 4 de agosto

Uma nova projeção da Universidade de Washington prevê 147 mil mortes nos Estados Unidos até 4 de agosto por causa do “aumento explosivo da mobilidade” com a suspensão de medidas de confinamento. 

Cerca de 54% dos americanos criticam a resposta do governo Donald Trump e 52% temem que o pior esteja por vir, indica uma pesquisa da rede de televisão americana CNN. 

Em depoimento à distância ao Congresso dos Estados Unidos, o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, adverte que o risco ainda é enorme, que reabrir a economia cedo demais pode gerar uma nova onda de contaminação e que não se deve pressupor que o vírus não ataca crianças.

No mundo inteiro, o total de casos está perto de 4,340 milhões, com 292.808 mortes e 1,602 milhão pacientes curados. 

Os Estados Unidos têm mais de 1,408 milhão de casos. Com 1.571 mortes em 24 horas, o total nos Estados Unidos passou de 83.400 mortes. 

No Brasil, foram mais 881 mortes num dia, elevando o total para 12.404 óbitos, e 9.258 novos casos. O total de casos confirmados chega a 177.602, superando a Alemanha, onde 7.738 pessoas morreram. Meu comentário:

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Japão revisa para cima crescimento do segundo trimestre

O Japão cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2016, indicou hoje a segunda estimativa oficial do governo. A primeira havia apontado uma estagnação da terceira maior economia do mundo, que deve produzir US$ 4,4 trilhões neste ano.

A pequena melhora não muda o diagnóstico central dos males da economia japonesa, afetada pela estagnação e a deflação desde os anos 1990s. Deve servir como argumento para o Banco do Japão manter sua política de jogar mais dinheiro em circulação em sua próxima reunião, em 20 e 21 de setembro.

Com os inúmeros incentivos adotados nos últimos anos, o Japão tem hoje uma dívida interna de US$ 10,46 trilhões, quase 240% do produto interno bruto. Ela não pesa muito porque foi emitida em ienes e paga juros baixíssimos, negativos no caso de dinheiro obtido com a venda de títulos comprados pelo banco central.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Economia do Japão recua mais do que esperado

A economia do Japão, a terceira maior do mundo, recuou no último trimestre de 2016 num ritmo que projeta uma queda de 1,4% ao ano, mais do que o 1,2% previsto pelos analistas de mercado e retração de 0,4% em relação ao trimestre anterior. Nos últimos três trimestres, houve contração em dois, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Em todo o ano passado, o Japão cresceu 0,4% por causa do aumento de 2,7% nas exportações, que neutralizou uma queda de 1,2% no consumo pessoal. Esse resultado se soma às desacelerações nos EUA e na China, aumentando as preocupações sobre a economia mundial que derrubaram as bolsas de valores na semana passada, especialmente em Tóquio.

Hoje a Bolsa de Tóquio subiu 7,2%, depois de perder 11% na semana passada e 21% desde o início do ano, um pouco menos do que a Bolsa de Xangai, na China.

No poder desde dezembro de 2012, Abe se propôs a combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s. Além de imprimir dinheiro para comprar US$ 700 bilhões de títulos no mercado financeiro e aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, o Banco do Japão passou recentemente a pagar juros negativos sobre os depósitos dessa compra depositados como garantia pelos bancos privados no banco central.

"O gasto público para sustentar a economia mundial deve ser o foco central da próxima reunião de cúpula do Grupo dos Sete mais a China", a ser realizada em 26 e 27 de maio de 2016 no Japão, comentou o economia Mitsumaru Kumagai, do Instituto de Pesquisa Daiwa.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Banco do Japão amplia programa de compra de títulos

Numa surpresa para o mercado, o banco central do Japão anunciou hoje uma expansão do programa de estímulo à economia do país. O Banco do Japão vai comprar mais US$ 2,5 bilhões em títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.

Até agora, o banco central japonês tinha o compromisso de comprar títulos no valor anual de 3 trilhões de ienes, cerca de US$ 25 bilhões.

A abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, pretende acabar com a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas. O país escapou por pouco da recessão com a revisão do crescimento do produto interno bruto no terceiro trimestre, com alta anualizada de 1%.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Índice de desemprego no Japão é o menor em 20 anos

Com o recuo do produto interno bruto nos dois últimos trimestres, o Japão voltou à recessão, mas isso não impediu uma queda na taxa de desemprego de 3,4% para 3,1% da população em idade de trabalhar. É o menor desde 1995, informou hoje o jornal Financial Times.

Outros indicadores, além do PIB, revelam os problemas da terceira maior economia do mundo para vencer a estagnação e a deflação. A inflação anual está em 0,3%, mas o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, caiu de 1,3% em setembro para 1,2% em outubro.

O consumo doméstico continua em queda. Baixou 1,8% em setembro e mais 0,4% em outubro.

Para atacar a estagdeflação, depois de comprar títulos públicos para jogar mais dinheiro em circulação, o primeiro-ministro Shinzo Abe está pressionando as empresas a dar aumentos reais aos salários.

Depois de recuar 0,3% no segundo trimestre, o PIB japonês, de pouco menos de US$ 5 trilhões, caiu 0,2% no terceiro trimestre de 2015. Dois trimestres consecutivos de queda caracterizam recessão.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Deflação volta a assombrar a Zona do Euro

O índice de preços ao consumidor nos 19 países da União Europeia que adotam o euro como moeda caiu para -0,1% ao ano em setembro de 2015 depois de registrar uma alta anual de 0,1% em agosto. Na UE como um todo, também foi de -0,1% depois de ficar em zero em agosto, informou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.

A deflação foi maior em Chipre (-1,9%), na Romênia(-1,5%) e na Espanha (-1,1%). A inflação foi maior em Malta (1,6%), na Bélgica, em Portugal e na Suécia (0,9%).

Os índices que mais pesaram na alta foram de cafés e restaurantes (0,12%), legumes (0,11%) e tabaco (0,8%). A pressão para baixo veio de transportes (-0,71%), combustíveis líquidos (-0,25%) e leite, queijos e ovos (0,06%).

A deflação ou queda de preços tem um efeito negativo sobre a economia. Se os preços tendem a cair, os consumidores adiam suas compras, o comércio faz menos encomendas à indústria e a produção industrial diminui.

Um dos fatores fundamentais para a deflação é a baixa nos preços do petróleo desde junho de 2014. Com a volta do Irã ao mercado internacional em 2016 por causa do acordo nuclear e do fim das sanções internacionais, os preços do petróleo tendem a se manter baixos, afetando a produção de alto custo como as do gás e óleo de xisto nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, o baixo custo da energia foi um dos motores da fraca recuperação da Eurozona.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eurozona registrou deflação de 0,1% ao ano em setembro

Depois de uma alta de 0,1% ao ano em agosto, o índice de preços ao consumidor nos 19 países da Zona do Euro sofreu uma queda para -0,1%. Está longe da meta de 2% ao ano perseguida pelo Banco Central Europeu, informou hoje o Eurostat (Escritório Oficial de Estatísticas da União Europeia).

A inflação foi maior no setor de alimentação, álcool e tabaco, subindo de 1,3% para 1,4% ao ano em setembro, seguida dos serviços (1,3%, depois de 1,2% em agosto). Os preços dos bens industriais não energéticos avançaram menos, 0,3% contra 0,4% em agosto.

Por causa da queda nos preços do petróleo, o setor de energia pesou para baixo, de -7,2% em agosto para -8,9% em setembro, causando a queda no índice geral de preços.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Índice de preços cai no Japão pela primeira vez em dois anos

O núcleo do índice de preços ao consumidor do Japão registrou queda de 0,1% ao ano em agosto de 2015. Foi a primeira baixa desde que o banco central do país lançou um programa de estímulo de US$ 670 bilhões para combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s.

A inflação plena, incluindo os preços mais voláteis de energia e alimentos, foi zero em relação a julho, mas subiu 0,2% na comparação anual, informou o jornal Asahi Shimbun, citando como fonte dados oficiais do Ministério do Interior.

Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe luta para acabar com a estagdeflação, assustado com o extraordinário crescimento da China, rival histórica do Japão. A forte queda nos preços do petróleo desde o ano passado complica a tarefa da chamada abeconomia.

Ontem, depois de ser reeleito líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) por mais três anos, Abe prometeu disparar "três novas flechas" para aumentar o produto interno bruto em 22% sem fixar prazo, melhorar os benefícios sociais para as famílias de modo a estimular a natalidade e ampliar a cobertura previdenciária para os idosos.

Enquanto o plano de 2012 parecia uma estratégia ampla para revigorar a terceira maior economia do mundo, o discurso de ontem parece mais uma jogada eleitoreira. Abe não falou em abrir mais o país para imigrantes, aparentemente a única medida eficaz contra o envelhecimento da população, o mais rápido do mundo, um forte peso sobre a Previdência Social.

Com os limites no que pode conseguir com as políticas fiscal e monetária, o chefe de governo acena com crescimento, mais nascimentos e mais cuidados à velhice, mas não apontou nenhuma medida política concreta para realizar estes objetivos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bolsa de Tóquio tem maior alta em sete anos

Enquanto o Brasil perde o grau de investimento pela total incompetência do governo Dilma Rousseff, a Bolsa de Valores de Tóquio fechou hoje em alta de 7,7%, a maior desde outubro de 2008. Em pontos, o Índice Nikkei teve o maior ganho desde janeiro de 1994.

O mercado de ações do Japão segue a recuperação das bolsas da China. Recebeu um impulso extra com a afirmação do primeiro-ministro Shinzo Abe na conferência anual do Bank of America Merrill Lynch no Japão que "a duradoura mentalidade deflacionária está sendo varrida pela abeconomia".

As ações da Bolsa de Tóquio tinham caído em média 2,4% na terça-feira, atingindo o menor nível em sete meses. Todo o ganho do ano havia se perdido. Desde o pico de 2015, em junho, a queda era de 16%.

Desde o estouro da bolha da euforia econômica dos anos 1980s, a economia do Japão enfrenta estagnação e deflação, uma queda consistente de preços que desestimula a produção, o investimento e o consumo. Abe chegou ao poder decidido a acabar com isso.

Nos últimos anos, o Japão foi ultrapassado pela China, passando a ser a terceira maior economia do mundo. Há uma preocupação de que o país não tenha condições de enfrentar seu inimigo histórico sem uma economia forte.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Preços param de cair na Zona do Euro

Depois de quatro meses em queda, o índice de preços ao consumidor nos 19 países da União Europeia que usam o euro como moeda ficou em zero em abril de 2015, afastando os temores de deflação do Banco Central Europeu, informou o jornal americano The Wall Street Journal citando como fonte o Eurostat, escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.

No mês passado, o índice preços na Zona do Euro havia baixado 0,1%, numa curva ascendente, depois de registrar -0,3% em fevereiro e -0,6% em janeiro de 2015.

Neste mês, os preços subiram mais em serviços (0,9%, em comparação com 1% em março) e no item alimentos, álcool e tabaco (0,9%, foi de 0,6% em março). A maior queda foi no setor de energia (-5,8%, depois de -6% no mês passado).

A ameaça de queda continuada dos preços na Eurozona levou o BCE a lançar um programa de compra de títulos que deve jogar em circulação um trilhão de euros até setembro de 2016.

Com a queda pela metade nos preços do petróleo nos últimos dez meses, havia o risco de uma deflação capaz de levar a uma espiral de queda nos preços, no investimento, na produção e no consumo. "Está claro que nossa política monetária evitou este risco", declarou no início do mês o presidente do BCE, o italiano Mario Draghi.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Deflação na Zona do Euro recua para -0,1% ao ano

O índice de preços ao consumidor ficou negativo pelo quarto mês consecutivo em março de 2015 nos 19 países que usam o euro como moeda, mas a deflação recuou de -0,6% ao ano em janeiro para -0,3% em fevereiro e -0,1% no mês passado, revelou hoje o Eurostat, escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

As maiores altas de preços na Zona do Euro foram em restaurantes e cafés (+0,11%), habitação (+0,09%) e produtos de tabaco (+0,07%). As maiores quedas em combustíveis para transporte (-0,44%), combustíveis líquidos (-016%) e telecomunicações (-0,06%).

Por país, a deflação foi maior na Grécia (-1,9%), em Chipre (1,4%) e na Polônia (-1,2%). A inflação foi mais alta na Áustria (0,9%), na Romênia (0,8%) e na Suécia (0,7%).

Todos os países da Eurozona ficaram abaixo da meta de inflação de 2% ao ano perseguida pelo Banco Central Europeu, que iniciou em março um programa de compra de títulos públicos por um ano e meio para jogar mais 1 trilhão de euros em circulação e assim estimular a frágil recuperação econômica da Europa. Está justificado.

Até agora, o crescimento projetado para 1,1% neste ano está sendo impulsionado pela queda nos preços internacionais do petróleo e pela desvalorização do euro por causa da política do BCE de imprimir mais dinheiro. A deflação também pode ser atribuída em parte à queda nos preços de energia.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Inflação nula ameaça economia japonesa com volta da recessão

Pela primeira vez desde maio de 2013, o núcleo do índice crescimento de preços ao consumidor ficou em zero no Japão, mostrando mais uma vez as dificuldades do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação.

No mês passado, a taxa anual ficou em 0,2%. A inflação zero é atribuída ao fraco consumo doméstico e à queda nos preços internacionais do petróleo. O núcleo da inflação exclui os preços mais voláteis de alimentos frescos. O índice amplo ficou em 2,2%.

Em fevereiro de 2015, na comparação anual, o consumo doméstico foi 0,4% inferior em termos nominais e de -2,9% em termos reais, no décimo-terceiro mês consecutivo de baixa. Ainda assim, melhorou em relação aos -5,1% da janeiro de 2015. A renda doméstica subiu 1,9% em termos nominais, mas caiu 0,7% em termos reais.

A abeconomia, as políticas do primeiro-ministro para recuperar a economia, sofreu um duro golpe em 1º de abril do ano passado, quando o governo aumentou de 5% para 8% um imposto sobre consumo, refreando o apetite dos consumidores.

O Banco do Japão, banco central do país, faz no momento o maior programa de alívio quantitativo do mundo, anunciado em abril de 2013. Desde então, está comprando títulos para colocar em circulação mais ienes, no valor total de US$ 1,4 trilhão. A meta é chegar a uma inflação de 2% ao ano.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Suécia baixa taxa básica de juros para -0,25% ao ano

Para combater a queda da moeda nacional e a deflação, e incentivar o crescimento econômico, o Banco Central da Suécia baixou hoje sua taxa básica de juros de -0,1%para -0,25% ao mês. Também anunciou a compra de bônus da dívida pública no valor de 30 bilhões de coroas suecas, cerca de US$ 3,45 bilhões.

Com a notícia, a coroa sueca caiu um pouco. Um euro passou a comprar 9,32 coroas em vez de 9,17. No mês passado, a moeda sueca havia se valorizado em 4%. O presidente do Riksbank (BC), Stefan Ingves, declarou estar pronto a tomar novas medidas se a situação econômica não melhorar.

Além da Suécia, a Dinamarca e a Suíça também adotaram taxas de juros negativas para combater os efeitos da estagnação econômica e da deflação na Zona do Euro. A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar títulos públicos no valor de 1 trilhão de euros em num ano e meio, a partir de março de 2015, para combater a deflação e a estagnação, enfraqueceu a moeda comum europeia, reduzindo a competitividade das exportações daqueles países.

Na Suíça, os trabalhadores fizeram um acordo com as empresas para trabalhar uma hora a mais por dia, 45 horas ao todo por semana, sem aumento de salários para ajudar as empresas a enfrentar a valorização do franco suíço diante do euro e assim evitar o desemprego.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Banco central da Coreia do Sul reduz taxa básica de juros

O Banco da Coreia anunciou hoje um corte de 0,25 ponto percentual na sua taxa básica de juros, que cai para 1,75%, a menor da história do país. A redução surpreendente na Coreia do Sul acontece um dia depois que o banco central da Tailândia fez o mesmo, observa o jornal americano The Wall St. Journal.

Desde o início do ano, os bancos centrais da China e da Índia também baixaram suas taxas de juros com medo da deflação causada pela queda nos preços do petróleo e a desaceleração do crescimento na maior parte do mundo.

A poderosa indústria sul-coreana enfrenta a concorrência de produtos de baixo custo, na China, na Indonésia, em Taiwan e no Vietnã, além da desvalorização do iene, que aumenta a competitividade dos produtos do Japão. Quarta maior economia da Ásia, a Coreia do Sul deve crescer em torno de 3% em 2015.

Ao aumentar os juros, o Brasil está na contramão da tendência mundial. Por causa da inflação e do desequilíbrio nas contas públicas, o governo brasileiro não pode baixar os juros para estimular a economia.

terça-feira, 10 de março de 2015

Inflação sobe para 1,4% ao ano na China sem afastar risco de deflação

Os aumentos nos preços dos alimentos durante os feriados do Ano Novo Lunar pressionaram a inflação na China. Em fevereiro de 2015, o índice de preços ao consumidor (varejo) subiu para 1,4%, depois de registrar 0,8% em janeiro, uma ameaça de deflação na segunda maior economia do mundo.

Sob o impacto da queda dos preços dos produtos primários, o índice de preços ao produtor (atacado) caiu 4,8% num ano, abaixo dos -4,3% de janeiro, indicando uma forte pressão deflacionária capaz de reduzir as margens de lucros das empresas, desestimulando o investimento, a produção e o consumo.

A China está enfrentando um excesso de oferta de produtos e de mão de obra que contém os preços. O risco é de uma espiral deflacionária como a que atingiu a economia do Japão nas últimas décadas causando estagnação.

Sem a onda consumista do Ano Novo Lunar, a tendência é que o índice de inflação no varejo volte a cair. Os alimentos puxaram os preços em fevereiro, com alta de 6,2% em frutas e hortaliças e 3,7% em pescado e frutos do mar, enquanto as carnes processadas ficaram 4% mais baratas.

Durante a sessão anual do Congresso Nacional do Povo que está em andamento em Beijim, o ministro do Trabalho, Yin Weimin, alertou para os problemas na geração de empregos, atribuindo-os "ao crescimento econômico mais lento, às crescentes pressões deflacionárias e à reestruturação da indústria".

O crescimento econômico e a geração de empregos são fundamentais para a legitimidade política do regime comunista chinês. A dúvida é que medidas adicionais de estímulo o governo vai tomar.

No ano passado, a China cresceu 7,4%, a menor taxa desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais adotadas em represália pelo massacre na Praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Agora, durante a reunião do Congresso, o primeiro-ministro Li Keqiang reduziu a meta de crescimento em 2015 para 7%. O Fundo Monetário Internacional prevê 6,8%.

quinta-feira, 5 de março de 2015

BCE começa a comprar títulos na segunda-feira

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), o italiano Mario Draghi, confirmou hoje que o programa de compra de bônus para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, estimular o crescimento e combater a deflação na Zona do Euro começa na segunda-feira, 9 de março de 2015.

O chamado "alívio quantitativo" foi adotado com sucesso pelos bancos centrais dos Estados Unidos e do Reino Unido. Draghi anunciou em janeiro que o BCE deve comprar títulos no valor total de 1 trilhão de euros durante o período de um ano e meio. Na prática, vai imprimir o dinheiro. Uma consequência será a desvalorização da moeda comum europeia.

A economia da Eurozona apresentou sinais positivos nos úlitmos dias, como o aumento de 1,1% nas vendas no varejo em janeiro, bem acima da expectativa dos economistas. Como importadora de energia, a Europa se beneficia da queda nos preços internacionais do petróleo.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Preços caíram um pouco menos na Eurozona em fevereiro

A Zona do Euro voltou a registrar deflação em fevereiro de 2015. Depois de baixa de 0,6% em janeiro, os preços voltaram a cair no mês passado, em 0,3%, revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

Os únicos setores com preços em alta em fevereiro foram serviços (1,1%) e o grupo alimentação, bebidas alcoólicas e produtos de tabaco (0,5%). A maior baixa foi no setor de energia (7,9%), causada pela queda pela metade dos preços do petróleo nos últimos meses.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

China corta juros para estimular economia em desaceleração

Em mais uma medida para evitar uma aterrissagem forçada da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, o Banco Popular da China anunciou hoje um corte de 0,25 ponto percentual na taxa cobrada dos bancos para empréstimos de um ano, que ficou em 5,35%, informou o jornal The New York Times.

Foi o segundo corte na taxa básica de juros do banco central chinês num delicado momento de transição.

A China é a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com produto interno bruto de cerca de US$ 9 trilhões. Pelo critério de paridade do poder de compra adotado pelo Banco Mundial, ultrapassou os EUA em 2014 depois de crescer acima de 10% durante muito tempo.

No ano passado, o crescimento chinês recuou para 7,4%, a menor taxa em 24 anos. Sob o impacto da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o consumo interno. Em janeiro, a inflação caiu para 0,8% ao ano, a menor taxa desde o fim de 2009, acenando com a ameaça de deflação. É um problema que o vizinho Japão enfrenta há duas décadas, o que ajudou a China a superá-lo.

"A atividade econômica se desacelerou ainda mais nos últimos meses na China, principalmente por causa do mercado imobiliário", observou o economista Wang Tao, do banco suíço UBS. "A demanda doméstica fraca foi agravada pelo excesso de capacidade em muitos setores, junto com um forte declínio nos preços do petróleo e de outros produtos primários. Tendo em vista tudo isso, a política de afrouxo monetário [queda de juros] deve ser mais agressiva."

Em novembro de 2014, pela primeira vez em dois anos, o governo reduziu as taxas básicas de juros. Em fevereiro de 2015, reduziu o depósito compulsório que os bancos são obrigados a fazer no banco central para garantia de suas reservas. Essa é outra maneira de aumentar o dinheiro disponível para empréstimos.

Ao cortar novamente as taxas de juros, o governo da China mostra claramente a intenção de reduzir os custos financeiros para empresas endividadas, tomadores de empréstimos em geral e especialmente os compradores de casa própria.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Japão sai da recessão com crescimento fraco

O Japão, terceira maior economia do mundo, conseguiu escapar da recessão, mas teve um crescimento fraco, de 0,6% em relação ao trimestre anterior no último trimestre de 2014, o que projeta uma taxa anual de 2,2%, abaixo da expectativa dos analistas, que era de 0,9% ou 3,6% ao ano.

Esse resultado coloca em questão mais uma vez a abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, que prometeu ao tomar posse, no fim de 2012, livrar o Japão da estagnação e da deflação que travam o desenvolvimento do país há duas décadas.

Depois de um sucesso inicial, a economia japonesa enfrentou dois trimestres consecutivos de contração a partir de 1º de abril de 2014, quando entrou um vigor um aumento do imposto sobre o consumo de 5% para 8%. Abe suspendeu a segunda etapa do aumento da alíquota, para 10%, mas o estrago estava feito. A queda no consumo passou de 5%.

"A primeira estimativa do desempenho do produto interno bruto no quarto trimestre confirma que a economia passou do seu pior momento", declarou Yasunari Ueno, economista da corretora Mizuno Securities em Tóquio. "Mas não é fácil ser otimista quanto ao crescimento futuro."

A exemplo do que fizeram os bancos centrais dos Estados Unidos e do Reino Unido para enfrentar a crise, o Banco do Japão está comprando títulos no mercado financeiro para aumentar a quantidade de moeda em circulação e assim reinflar a economia.

Mas o consumo pessoal (+0,3%) e os investimentos das empresas (+0,1%) decepcionaram. Com a demanda fraca, o país não vai superar a hiperinflação. Foi a desvalorização do iene, a moeda nacional, que deu impulso à economia japonesa ao baratear as exportações, que avançaram 2,7%, na maior alta em um ano.

A massa salarial cresceu apenas 0,1% no fim de 2014, abaixo dos 0,6% do trimestre anterior. O governo está pressionando as empresas a dar aumentos salariais. Com a queda de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos sete meses, os consumidores e as empresas terão contas de energia mais barata em 2015.