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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Média de mortes por covid no Brasil volta a passar de 600 por dia

 Mais 767 mortes e 171.028 diagnósticos positivos da doença do coronavírus de 2019 foram notificados nesta terça-feira no Brasil, elevando os totais para 25.625.133 casos confirmados e 628.132 vidas perdidas na pandemia.

Depois de quase cinco meses, a média diária de mortes dos últimos sete dias voltou a ficar acima de 600. Está em 604, com alta de 181% em duas semanas. É a maior desde 5 de setembro de 2021.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu um pouco, para 184.437, depois de 14 dias seguidos de recorde. Apresenta alta de 84% em duas semanas, mas pode ser primeiro o sinal de que a onda da variante ômicron chegou ao pico.

No mundo, são 381.819.116 casos confirmados e 5.689.038 mortes na pandemia. Mais de 301,5 milhões de pacientes se recuperaram, mais de 74 milhões enfrentam casos leves ou médios e 92.640 estão em estado grave.

De 24 a 30 de janeiro, o contágio no mundo ficou estável com 22.239.622 casos novos. As mortes foram 59.195, com alta de 9% na semana passada, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A agência das Nações Unidas criticou a Dinamarca e a Noruega, que suspenderam praticamente todas as restrições impostas durante a pandemia, inclusive o uso de máscaras nos transportes públicos. 

O número de infecções disparou com a ômicron, mas a hospitalização não aumentou. Cerca de 75% dos noruegueses e 81% dos dinamarqueses completaram a vacinação e mais de metade recebeu a dose de reforço. A OMS alertou que mais casos causarão mais mortes.

A poucos dias do início da Olimpíada de Inverno em Beijim, em 4 de fevereiro, a China enfrenta um surto de covid-19 dentro da bolha criada para abrigar os Jogos. Mais 32 pessoas que trabalham na organização pegaram o vírus. Ao todo, mais de 100 pessoas testaram positivo dentro da bolha olímpica.

No domingo, foram diagnosticados 54 casos na China, sendo 20 na capital. A atual onda de contágio é a segunda maior desde o surto inicial em Wuhan. É um desafio à política de covid-zero, de erradicação  total do vírus adotada pelo regime comunista chinês desde o início, inclusive para afirmar que é superior à democracia liberal.

Os Estados Unidos registraram mais 407.646 casos e 4.042 mortes na terça-feira, com o número de óbitos provavelmente inflado depois da subnotificação do fim de semana. O país soma o maior número de casos confirmados (75.353.245) e de mortes (890.926) na pandemia.

A média diária de casos novos dos últimos sete dias caiu 44% em duas semanas para 424.077, refletindo o declínio da onda da variante ômicron, que chegou ao pico em um mês. O total de pacientes hospitalizados recuou 8% em duas semanas para 138.674. Ainda está muito acima do nível anterior à ômicron. A média de mortes teve alta de 39% em duas semanas para 2.636. 

Como os EUA tiveram um excesso de mortes de 1 milhão de pessoas nos últimos dois anos, a estimativa é que o total de mortes da pandemia seja de pelo menos 1 milhão, inclusive mortes por doenças que não foram tratadas devidamente durante a pandemia e por excesso de drogas.

Em 2019, 70.630 pessoas morreram por abuso de drogas nos EUA. Em 2020, foram mais de 92 mil. Em um ano da pandemia, de abril de 2020 a abril de 2021, houve 100.306 mortes. O impacto psicológico da pandemia também mata.

As vacinas dão grande proteção contra casos graves, hospitalizações e mortes de adultos, inclusive contra a variante ômicron, concluiu um relatório divulgado hoje pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. O risco de hospitalização de não vacinados é 23 vezes maior.

Os laboratórios Pfizer e BioNTech pediram autorização à agência federal de Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA), o órgão regulador dos EUA, para uso emergencial de sua vacina em crianças de seis meses a 4 anos.

Mais de 10,1 bilhões de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo. Mais de 4,81 bilhões de pessoas, mais de 61% da população mundial, tomaram ao menos uma dose, mas só 10% nos países pobres. Mais de 54% completaram a vacinação e 13% receberam a dose de reforço.

Uma comissão de inquérito do Reino Unido concluiu que houve 16 festas na residência oficial do primeiro-ministro em períodos em que o país estava sob confinamento, inclusive na véspera do enterra do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II. 

Enquanto a rainha estava sozinha no funeral do marido, o primeiro-ministro Boris Johnson dava festinhas para seus assessores no estilo "traga sua bebida". Johnson está sob pressão para renunciar ao cargo inclusive de parte da bancada do Partido Conservador. 

A ex-primeira-ministra Theresa May declarou na Câmara dos Comuns: "Ou não entendeu, ou não conhecia as regras impostas por seu governo, ou acredita que elas não valem no nº 10" da Downing Street, sede do governo britânico.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Brasil chega perto de 15 mil mortes e ministro da Saúde cai

O Brasil registrou mais 15.305 novos casos e 824 mortes pela pandemia do novo coronavírus nas últimas 24 horas. É o segundo país em novos casos e em mortes por dia. O total de casos confirmados passou de 220 mil e o de mortes chegou a 14.962. 

Com menos de um mês no cargo, o ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão depois de ser desautorizado e humilhado pelo presidente Jair Bolsonaro, que insiste no uso da cloroquina nos estágios iniciais da doença e na retomada das atividades econômicas.

Os Estados Unidos tiveram mais 23.572 casos confirmados, chegando a um total de 1,481 milhão de casos, e mais 1.397 mortes, totalizando mais de 88 mil óbitos. 

O presidente Donald Trump anunciou que os EUA terão uma vacina até o fim do ano, mas a maioria dos cientistas estimam que isso só vai acontecer dentro de um ano e um ano e meio.

No mundo inteiro, já são quase 4,630 milhão de casos, 308.645 mortes e quase 1,76 milhão de pacientes curados.

A Suécia, um dos países que não adotaram o confinamento, foi citado como exemplo por Bolsonaro. Teve um aumento de 30 por cento nas mortes em comparação com o ano passado e um total oficial de 3.646 mortes pela covid-19. 

O país tem 10 milhões de habitantes e não evitou a recessão econômica. Os outros países da Escandinávia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, com uma população somada de 16 milhões e 701 mil habitantes, 67 por cento maior, registram mil e 62 mortes, 69 por cento menos. 

É uma mortalidade 5,7 vezes menor sem que a Suécia tenha ganho grande vantagem econômica. O consumo na Dinamarca caiu 29 por cento e na Suécia, 25 por cento, uma diferença de apenas quatro pontos percentuais. Meu comentário:

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Mais seis países aderem ao sistema para fazer negócios com o Irã

A Bélgica, a Dinamarca, a Finlândia, a Holanda, a Noruega e a Suécia aderiram no fim de semana ao sistema de pagamentos Intex, criado por países da Europa para contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã, que impede negócios com dólar com a República Islâmica.

Em nota, os países fundadores, Alemanha, França e Reino Unido, deram as boas vindas aos novos "sócios acionistas". O Instex, com sede em Paris, substitui o sistema Swift, que funciona como um centro de processamento e compensação das transações realizadas em dólar.

O presidente Donald Trump retirou os EUA do acordo nuclear negociado por todas as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por dez anos a parte militar do programa nuclear do Irã para impedir o país de fabricar armas atômicas, em 8 de maio de 2018.

Seis meses depois, reimpôs duras sanções econômicas com o objetivo de zerar as exportações de petróleo do Irã para forçar o país a renegociar o acordo incluindo renúncia ao desenvolvimento de mísseis de médio e longo alcances e parar de interferir politicamente em outros países do Oriente Médio.

Desde então, as exportações de petróleo do Irã caíram de 3 milhões para cerca de 500 mil barris por dia. A República Islâmica voltou a enriquecer urânio além do teor autorizado pelo acordo e instalou mais milhares de centrífugas, numa provocação para causar uma reação dos países europeus que tentam manter o acordo nuclear.

O sistema de pagamentos é uma resposta europeia para manter o compromisso do Irã com o acordo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Trump afaga ditadores e maltrata aliados

O presidente Donald Trump ultrapassou mais um limite. Cancelou uma visita de Estado, a convite da rainha da Dinamarca, marcada para 2 e 3 de setembro, porque a primeira-ministra Mette Frederiksen considerou "absurda" a proposta de compra da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca situado na região ártica, perto do Polo Norte.

"Foi uma surpresa total. Isto nunca aconteceu antes", declarou a casa real em Copenhague. Trump chamou de nojenta a primeira-ministra, que o considera "um narcisista tolo". O presidente tomou a declaração como uma ofensa aos Estados Unidos.

Com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, é a segunda maior ilha do mundo, depois da Austrália, ou a maior ilha do mundo, se a Austrália for considerada um continente, rica em recursos naturais. 

Trump deve estar interessado por sua posição geoestratégica. À medida que o aquecimento global degela cada vez mais a calota polar do Ártico, abre-se à navegação a chamada passagem do Norte. 

A Rússia, que tem um grande litoral no Oceano Glacial Ártico, está em melhor posição para tirar vantagem desta situação. Meu comentário:
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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

UE impõe sanções ao Irã por tentativas de assassinato na Europa

Pelo Twitter, o ministro do Exterior da Dinamarca,  Anders Samuelsen, anunciou hoje que a União Europeia impôs sanções ao Ministério da Inteligência do Irã por sua participação em tentativas de assassinato na Europa. Um setor do ministério e dois funcionários foram colocados na lista dos terroristas. Seus bens e ativos financeiros na UE foram congelados.

Agentes iranianos planejaram a realizaram ataques contra oposicionistas e dissidentes da ditadura teocrática do Irã em território europeu. A Dinamarca acusou o serviço secreto iraniano de tentar matar um líder oposicionista do Irã em setembro de 2018.

Um mês depois, a França acusou a República Islâmica de planejar um atentado a bomba contra os Mujahedin do Povo, um braço armado do proscrito Partido Comunista Iraniano.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Presidente da Tanzânia elogia China por ajuda incondicional

Sob pressão do Ocidente por violar os direitos humanos, o presidente John Magufuli elogiou a china como um país amigo por fazer investimentos e conceder empréstimos sem impor condições nem interferir nas questões políticas internas da Tanzânia, noticiou hoje a agência Bloomberg.

Depois que vários países suspenderam a ajuda à Tanzânia por causa da sua guinada autoritária, Magufuli declarou que não depende mais da Europa. A localização estratégica  no Leste da África, com litoral no Oceano Índico, torna o país mais atraente e mais suscetível à influência chinesa.

A Dinamarca cortou a ajuda por causa de comentários homofóbicos de um alto funcionário. A União Europeia está reexaminando as relações com o país e o Banco Mundial congelou um empréstimo educacional de US$ 300 milhões depois que meninas grávidas foram proibidas de frequentar a escola. Mas o regime comunista da China vê na Tanzânia um parceiro e ajuda no desenvolvimento do porto de Bagamoyo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dinamarca faz primeiro ataque aéreo ao Estado Islâmico na Síria

A Força Aérea da Dinamarca entrou na guerra contra a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na Síria. Nos últimos dias, aviões de guerra dinamarqueses bombardearam posições da milícia na província de Rakka. A cidade de Rakka, capital da província, é também a capital do califado autoproclamado pelo Estado Islâmico.

A Dinamarca participa da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos desde o fim de 2014. Até agora, só havia atacado o Estado Islâmico no Iraque.

Como o governo iraquiano pediu ajuda aos EUA e aliados, a intervenção militar no Iraque é legal à luz do direito internacional. A Síria está em guerra civil, mas governo local, a ditadura de Bachar Assad, só convidou seus aliados do Irã e do Líbano e a Rússia.

Sob intensão pressão dos bombardeios dos EUA e aliados e da Rússia, o Estado Islâmico perdeu territórios no Iraque e na Síria e intensificou as ações terroristas.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dinamarca reforça guerra contra o Estado Islâmico

A Dinamarca vai mobilizar forças de operações especiais e aviões de combate para participar da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Iraque e na Síria, anunciou hoje o primeiro-ministro Lars Lokke Rasmussen.

O governo vai pedir autorização ao Parlamento para enviar caças-bombardeiros F-16, um avião de transporte e 400 tropas de elite para enfrentar o Estado Islâmico. Até agora, a Força Aérea dinamarquesa havia participado apenas de ataques no Iraque.

Sob intensa pressão dos Estados Unidos e aliados e da Rússia, o Estado Islâmico está perdendo espaço no Oriente Médio, o que não o torna menos perigoso como grupo terrorista.

terça-feira, 31 de março de 2015

Desemprego tem pequena queda na Zona do Euro

O desemprego nos 19 países da Zona do Euro caiu de 11,4% em fevereiro para 11,3% em janeiro de 2015.  É a menor taxa desde maio de 2012. Em fevereiro de 2014, estava em 11,8%revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia.

Na União Europeia como um todo, de 28 países, o índice ficou em 9,8% em fevereiro, em contraste com 9,9% em janeiro de 2015 e 10,5% em fevereiro de 2014.

A menor taxa no continente é da Alemanha (4,8%), seguida pela Áustria (5,3%). O desemprego é maior na Grécia (26%) e na Espanha (23,2%). Nos últimos 12 meses, houve queda em 22 países-membros da UE e alta em seis.

Entre os jovens, as menores taxas estão na Alemanha (7,2%), Áustria (9%) e Dinamarca (10%). A situação é pior na Grécia (51,2%), Espanha (50,7), Croácia (46,4%) e Itália (42,6%).

quarta-feira, 18 de março de 2015

Suécia baixa taxa básica de juros para -0,25% ao ano

Para combater a queda da moeda nacional e a deflação, e incentivar o crescimento econômico, o Banco Central da Suécia baixou hoje sua taxa básica de juros de -0,1%para -0,25% ao mês. Também anunciou a compra de bônus da dívida pública no valor de 30 bilhões de coroas suecas, cerca de US$ 3,45 bilhões.

Com a notícia, a coroa sueca caiu um pouco. Um euro passou a comprar 9,32 coroas em vez de 9,17. No mês passado, a moeda sueca havia se valorizado em 4%. O presidente do Riksbank (BC), Stefan Ingves, declarou estar pronto a tomar novas medidas se a situação econômica não melhorar.

Além da Suécia, a Dinamarca e a Suíça também adotaram taxas de juros negativas para combater os efeitos da estagnação econômica e da deflação na Zona do Euro. A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar títulos públicos no valor de 1 trilhão de euros em num ano e meio, a partir de março de 2015, para combater a deflação e a estagnação, enfraqueceu a moeda comum europeia, reduzindo a competitividade das exportações daqueles países.

Na Suíça, os trabalhadores fizeram um acordo com as empresas para trabalhar uma hora a mais por dia, 45 horas ao todo por semana, sem aumento de salários para ajudar as empresas a enfrentar a valorização do franco suíço diante do euro e assim evitar o desemprego.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cartunista sueco visado por terroristas vai para a clandestinidade

O cartunista sueco Lars Vilks, alvo do ataque terrorista contra um debate sobre liberdade de expressão no sábado passado em Copenhague, a capital da Dinamarca, declarou hoje à televisão americana CNN que vai para a clandestinidade.

"É inaceitável que pessoas que cometem esse tipo de ataque contra a liberdade de expressão fiquem soltas", desabafou Vilks. Ele está na lista negra da rede terrorista Al Caeda desde 2006, quando fez uma caricatura do profeta Maomé como um cachorro.

O debate em Copenhague discutia o impacto sobre a liberdade de expressão do atentado terrorista que matou 12 pessoas no jornal satírico francês Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015. Dez horas depois de atacar o café onde se realizava a discussão, matando o cineasta dinamarquês Finn Norgaard, o suspeito, identificado como Omar el-Hussein, matou um segurança judeu e feriu dois policiais diante da sinagoga central de Copenhague.

Diante de mais um atentado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convidou mais uma vez os judeus europeus a emigrar para Israel: "Os judeus estão sendo mortos na Europa pelo simples fato de serem judeus."

Vários rabinos da Dinamarca protestaram: os judeus devem emigrar para Israel porque querem viver lá e não fugindo de ameaças terroristas. A primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, prometeu garantir a segurança dos judeus no país.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Terrorista morto em Copenhague era dinamarquês

A Dinamarca revelou que o suspeito de dois ataques terroristas cometidos ontem em Copenhague, morto pela polícia na manhã de hoje, era Omar Abdel Hamid el-Hussein, um jovem muçulmano de 22 anos de origem palestina nascido no país.

Hussein era conhecido das autoridades. Tinha antecedentes criminais por violência, mas nenhuma ligação aparentemente com grupos terroristas. Há duas semanas, saiu da cadeia, onde teria aderido ao jihadismo.

A investigação tenta descobrir se ele agiu sozinho, noticiou o jornal inglês The Guardian. Dois suspeitos de colaborar com o criminoso foram presos.

Por volta das três e meia da tarde de ontem, ele invadiu um café onde havia um debate sobre liberdade de imprensa depois do ataque terrorista contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo, em que 12 pessoas foram mortas, no mês passado, em Paris, e saiu atirando. Seu alvo seria o cartunista sueco Lars Vilks, autor de uma caricatura do profeta Maomé como um cachorro.

O cineasta Finn Norgaard, de 55 anos, que participava da discussão, foi morto. Três policiais foram feridos. Vilks saiu ileso.

Dez horas depois, já na madrugada deste domingo, o terrorista abriu fogo diante da principal Sinagoga da capital dinamarquesa, matando um civil e ferindo dois policiais.

A Europa enfrenta uma onda de atentados terroristas, vários deles contra alvos israelitas. Em 24 de maio do ano passado, o Museu Judaico foi atacado em Bruxelas. No mês passado, dois dias depois do atentado ao Charlie Hebdo, um terrorista ocupou um supermercado judaico em Paris e matou quatro pessoas. Ontem e hoje, os alvos estavam na capital da Dinamarca. Também hoje, a cidade alemã de Braunschweig suspendeu o desfile de carnaval diante de "uma ameaça terrorista específica".

Cidade alemã cancela desfile de carnaval por ameaça terrorista

A Prefeitura de Braunschweig, na Alemanha, suspendeu hoje o desfile de carnaval na cidade uma hora e meia antes do início por causa de "uma ameaça específica de um ataque islamita", informou hoje a televisão pública britânica BBC.

Cerca de 250 mil pessoas costumam participar do desfile todos os anos. A decisão foi tomada horas depois de dois ataques terroristas em Copenhague, a capital da vizinha Dinamarca.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Terroristas matam duas pessoas em ataques na capital da Dinamarca

Uma debate sobre a liberdade de imprensa tendo em vista o atentado terrorista contra o jornal Charlie Hebdo, em 7 de janeiro de 2015, em Paris, terminou com tiroteio e uma morte hoje em Copenhague, a capital da Dinamarca. Três policiais saíram feridos e o cineasta Finn Norgaard, de 55 anos, foi morto.

Um homem, no primeiro momento falou-se em dois, invadiu o local do evento atrás do cartunista sueco Lars Vilks. Ele está na lista negra da rede terrorista Al Caeda desde 2006, quando fez uma caricatura do profeta Maomé como um cachorro. O terrorista fugiu a pé.

Dez horas depois, já na madrugada de domingo pela hora local, houve um tiroteio diante da principal sinagoga de Copenhague. Um civil morreu e dois policiais saíram feridos. Houve uma caçada humana em marcha na capital dinamarquesa, mas não foi decretado toque de recolher.

Mais tarde, a polícia dinamarquesa matou um homem que considera o principal suspeito pelos dois  ataques. Ele já era conhecido pelas autoridades.

Foi na Dinamarca, em 2005, que o jornal Jyllands-Posten publicou as primeira caricaturas consideradas ofensivas ao profeta Maomé.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Parlamento Britânico aprova participação na guerra

Com 524 votos a favor e 43 contra, a Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico acaba de aprovar a participação do Reino Unido na aliança liderada pelos Estados Unidos na guerra contra a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Iraque. Para atacar na Síria, será necessária nova votação.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, tenta assim reconstruir a parceria estratégica com os EUA, abalada no ano passado, quando o Parlamento não autorizou o governo a bombardear a Síria em retaliação pelo uso de armas químicas pela ditadura de Bachar Assad na guerra civil do país.

A rejeição à invasão do Iraque em 2003, que custou a chefia do governo ao primeiro-ministro Tony Blair, consolidou uma forte opinião pública contrária à guerra. Com a degola de um cidadão britânico pelo Estado Islâmico e a ameaça a outros, houve uma mudança.

Do lado de fora do Palácio de Westminster, uma manifestação reafirmava o repúdio à participação britânica em mais uma guerra no Oriente Médio. Não foi suficiente.

Seis caças-bombardeiros Tornado GR4 da Força Aérea Real estão de prontidão numa base aérea em Chipre. A Bélgica também vai participar dos ataques aéreos, com seis caças-bombardeiros F-16. A Holanda vai enviar outros seis F-16s e a Dinamarca mais sete.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

OTAN faz coalizão contra Estado Islâmico

Os Estados Unidos aproveitaram a reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para articular uma aliança para combater o Estado Islâmico. A Austrália, o Reino Unido, a França, o Canadá, a Alemanha, a Turquia, a Itália, a Polônia e a Dinamarca concordaram em apoiar grupos que lutam contra o EI no Iraque e na Síria.

"Não é uma política de contenção", esclareceu o secretário de Estado americano, John Kerry. O objetivo é acabar com o EI, descrito como um grupo "ambicioso e genocida, com um califado, quase um Estado e um exército irregular". Permitir sua sobrevivência "seria deixar um câncer que vai voltar para nos aterrorizar".

No momento, a proposta é apoiar as forças de segurança do Iraque e os guerrilheiros curdos, os peshmerga, e rebeldes moderados da Síria. Ao todo, estes grupos devem receber US$ 500 milhões dos EUA já em outubro. Depende apenas da aprovação do Congresso, praticamente certa depois que os jihadistas degolaram dois jornalistas americanos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Déficits caem mas dívidas sobem na UE

Os déficits públicos dos países da União Europeia diminuíram em em 2013, enquanto as dívidas públicas aumentaram, indicam os dados divulgados hoje pelo Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.

Na Zona do Euro, a relação entre a dívida pública e o produto interno bruto caiu de 3,7% em 2012 para 3%, o limite máximo autorizado pelo Pacto de Estabilidade que sustenta a moeda comum europeia. Na UE como um todo, de 28 países, a queda foi de 3,9% para 3,3%.

Já a razão entre a dívida pública e o PIB subiu no ano passado de 90,7% para 92,6% na Eurozona e de 85,2% para 87,1% em toda a UE. A dívida total da Eurozona soma 8,89 trilhões de euros e na UE, 11,386 trilhões de euros.

Só um país teve saldo positivo nas contas públicas, Luxemburgo (0,1%). A Alemanha equilibrou receita e despesa. A Estônia (-0,2%), a Dinamarca (-0,8%), a Letônia (-1%) e a Suécia (-1,1%) ficaram perto do equilíbrio.

Dez países tiveram déficits superiores a 3% do PIB: Eslovênia (-14,7%), Grécia (12,7%), Irlanda (-7,2%), Espanha (-7,1%), Reino Unido (-5,8%), Chipre (-5,4%), Croácia e Portugal (ambos com -4,9%), França e Polônia (ambas com 4,3%). Em entrevista ao jornal Le Monde, o novo ministro da Economia francês, Michel Sapin, prometeu cortar o déficit para a meta de 3% do PIB em 2015.

As menores dívidas públicas em relação aos PIBs foram da Estônia (10%), Bulgária (18,9%), Luxemburgo (23,1%), Letônia (38,1%), Romênia (38,4%), Lituânia (39,4%) e Suécia (40,6%).

Em 16 países, as dívidas governamentais superam os 60% do PIB, limite recomendado pelo Pacto de Estabilidade. As dívidas percentualmente mais elevadas, acima de todo o valor produzido pelo país num ano, são da Grécia (175,1%), Itália (132,6%), Portugal (129%), Irlanda (123,7%), Chipre (111,7%) e Bélgica (101,5%).

domingo, 26 de agosto de 2012

Dinamarca adota taxas de juros negativas

Em mais uma medida especial para enfrentar a crise, a Dinamarca está pagando para dar empréstimos aos bancos. Para manter a paridade entre a coroa dinamarquesa e o euro em plena crise da moeda europeia, o banco central dinamarquês reduziu sua taxa básica de juros para -0,2% ao ano, informa o jornal inglês Financial Times.

Como o Reino Unido e a Suécia, a Dinamarca optou por não aderir ao euro para preservar sua soberania econômica plena. Na condição de país-membro da União Europeia, faz a maior parte de seus negócios com os sócios. Por isso, decidiu usar juros negativos para manter a cotação da coroa fixa em relação ao dólar e defender assim sua competitividade econômica.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Problema da Europa não é modelo social-democrata

O problema da Europa não está no modelo social-democrata, a chamada economia social de mercado, porque nos países do Norte, onde ele funciona melhor, não há crise: Noruega, Suécia, Finlândia, Alemanha, Holanda, Dinamarca têm déficits sob controle e desemprego baixo.

Houve muita especulação imobiliária nas lindas praias de Portugal à Grécia. A Irlanda quebrou para não deixar o sistema financeiro falir. Foi uma opção política. Os bancos seriam desnacionalizados. 

Para salvar os bancos, o governo irlandês aumentou o déficit para 32%. Mesmo assim, 60,3% aprovaram  em referendo na semana passada o novo pacto fiscal europeu. Na Irlanda, a Constituição exige referendo popular para todos os tratados e acordos da União Europeia.

A crise bancária europeia é agravada porque os bancos detêm os títulos públicos dos países agora em dificuldades. O contágio da Grécia para a Itália e a Espanha já aconteceu. É certo que a crise não para na Grécia. Um calote afetaria todo o sistema bancário europeu, com reflexos sobre a crise do endividamento de Portugal, Irlanda, Itália e Espanha.

Há o risco de um novo colapso do crédito, como aconteceu logo depois da falência do banco Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008, talvez pior, especialmente porque os países já estão endividados, já queimaram os cartuchos que tinham em 2008-9. Têm menos margem de manobra para adotar programas de estímulos.

Para não dar um tiro no pé, a Alemanha precisa aceitar soluções pan-europeias como um sistema de seguro de depósitos bancários para evitar corridas aos bancos. Talvez aceite finalmente os famosos eurobônus, nem que seja só para financiar o Banco Europeu de Investimentos com o objetivo de fazer investimentos para o crescimento futuro e não para pagar dívidas do passado.


Em troca, deve exigir maior transferência de poderes dos estados nacionais para as instituições europeias, noticia hoje o jornal The Wall St. Journal.

Assim, seria possível lançar um plano de desenvolvimento comunitário para construir, por exemplo, a infraestrutura para o desenvolvimento econômico do século 21 e desta maneira aliviar o sofrimento dos 25  milhões de desempregados na UE.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dinamarca vai sobretaxar gorduras saturadas

A Dinamarca será o segundo país do mundo, depois da Hungria, a sobretaxar alimentos com gorduras saturadas.

A partir do próximo sábado, carnes, queijos, manteiga, linguiças, pizzas, embutidos e leite com mais de 2,3% de gordura saturada ficaram sujeitos a um imposto especial. Um pacote de manteiga de 250g vai custar 14% a mais.