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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 28 de Setembro

 CONQUISTA NORMANDA

    Em 1066, Guilherme, o Conquistador, Duque da Normandia, invade a Inglaterra, iniciando uma nova era na história do país depois de vencer o rei Haroldo II na Batalha de Hastings, em 14 de outubro, com a ajuda de arqueiros e cavalaria, armas de guerra decisivas na Idade Média.

Guilherme é filho bastardo de Roberto I, Duque da Normandia. Como não tem outros filhos, o duque o nomeia sucessor. Com a morte do pai, em 1035, aos sete anos, Guilherme vira Duque da Normandia.

Em 1051, ele teria visitado o rei Eduardo, o Confessor, seu primo, que não tinha filhos e teria lhe prometido o trono da Inglaterra. Mas, no seu leito de morte, Eduardo muda de ideia e oferece o trono a Haroldo Godwinson, filho da família mais nobre da Inglaterra, mais poderoso do que o próprio rei.

Quando Eduardo morre e Haroldo é proclamado sucessor, Guilherme não aceita e prepara a invasão. Haroldo II também enfrenta o rei Haroldo III, da Noruega, e o próprio irmão, Tostigo, que unem forças e invadem a Inglaterra vindo da Escócia.

Haroldo II vence e mata os dois na Batalha de Stamford Bridge, em 25 de setembro. Ao fazer isso, deixa desguarnecido o Canal da Mancha. Três dias depois, Guilherme desembarca em Pevensey com 7 a 12 mil homens, a metade arqueiros e cavaleiros.

Então, Haroldo marcha para o Sul com um exército de 5 a 13 mil homens, quase todos soldados de infantaria. A Batalha de Hastings começa às nove da manhã e vai até o anoitecer. A morte de Haroldo II sela a derrota dos anglo-saxões. Estima-se que tenham morrido 2 mil homens de cada lado. Nunca mais um anglo-saxão ocupou o trono da Inglaterra.

Guilherme I é coroado no Natal de 1066 na Abadia de Westminster, dando início à Dinastia Normanda. A Conquista Normanda é consolidada com a expropriação das terras dos ingleses, entregue a seus aliados do continente, e o expurgo dos ingleses da Igreja e de altos cargos governamentais. Muitos anglo-saxões fogem para a Escócia, a Irlanda e a Escandinávia.

A língua inglesa, uma mistura do francês antigo, do latim e de línguas germânicas dos anglo-saxões, é um fruto da Conquista Normanda.

Outra consequência foi a formação de um reino que ia da Inglaterra à Normandia, no Norte da França, e que mais tarde incluiria a Aquitânia, levando o rei da Inglaterra a reivindicar várias vezes a coroa francesa, como na Guerra dos Cem Anos (1337-1453).

Só em 1801, no início da era de Napoleão Bonaparte, o então Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda abre mão da reivindicação de soberania sobre a França, inclusive porque o imperador da França poderia reivindicar a coroa britânica. Napoleão só não invade a Inglaterra porque a Marinha Real britânica sob o comando do almirante Horácio Nelson vence os franceses nas batalhas de Abukir (1799) e Trafalgar (1805).

LEI DO VENTRE LIVRE

    Em 1871, o Senado aprova e entra em vigor no Brasil a Lei do Ventre Livre, que dá liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir desta data, dentro do movimento pela abolição da escravatura.

Mais de 5 milhões de africanos são trazidos para o Brasil como escravos desde o século 16. Com a Revolução Industrial, em 1807, o Reino Unido abole a escravidão (em 1833 nas colônias) porque a indústria precisa de consumidores e começa a pressionar outros países a fazer o mesmo.

O Brasil proíbe o tráfico de escravos em 1850 com a Lei Eusébio de Queirós. No mesmo ano, o deputado cearense Silva Guimarães apresenta um projeto para libertar as crianças filhas de escravos, mas a proposta é rejeitada.

Em 1866, o Visconde de São Vicente propõe cinco projetos que o Conselho de Estado unifica as propostas no que seria a base da Lei do Ventre Livre, mas a Guerra do Paraguai (1864-70) atrasa a tramitação. 

O projeto volta à pauta do Congresso em 1871. Também é chamado de Lei Rio Branco, por ter sido aprovada sob o primeiro-ministro José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, pai do Barão do Rio Branco, o mais importante ministro das Relações Exteriores do Brasil.

FIDEL DEIXA CUBANOS SAÍREM

    Em 1965, o ditador Fidel Castro anuncia que todos os cubanos quiserem sair do país são livres para fazer isso. deflagrando uma onda migratória em que centenas de milhares vão de Cuba para a Flórida.

A revolução toma o poder em Havana em 1º de janeiro de 1959, depois de anos de luta contra a ditadura de Fulgencio Batista, apoiada pelos Estados Unidos, que apoiam a fracassada tentativa de invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961, e impõe um embargo econômico a Cuba.

Na Crise dos Mísseis em Cuba, em outubro de 1962, os EUA reagem à tentativa da União Soviética de instalar mísseis nucleares na ilha. O mundo nunca esteve tão perto de uma guerra nuclear. Em troca da retirada dos mísseis, os EUA fazem um acordo tácito para não invadir Cuba.

DEGELO DO ÁRTICO

    Em 2018, o navio de carga Venta Maersk chega a São Petersburgo, na Rússia Europeia, mais de um mês depois de sair de Vladivostok, no extremo leste do país, viajando por uma rota aberta no Polo Norte pelo degelo do Oceano Ártico.

Antes da redução da calota polar ártica pelo aquecimento global, a viagem era feita contornando o Sudeste Asiático, e atravessando o Oceano Índico para cruzar o Canal de Suez e o Mar Mediterrâneo até chegar ao Oceano Atlântico. 

domingo, 7 de abril de 2019

Trump demite secretária de Segurança Interna dos EUA

O presidente Donald Trump anunciou hoje que a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen, vai deixar o cargo, depois de acusá-la pelo aumento do fluxo de imigrantes que tentam entrar no país pela fronteira sul. Ela será substituída pelo comissário de Aduanas e Proteção da Fronteira, Kevin McAleenan.

Ao demitir a secretária, o presidente declarou que quer "ir numa direção mais dura" no combate à imigração ilegal. "Espero que o próximo secretário tenha o apoio do Congresso e dos tribunais para emendar as leis que bloquearam nossa habilidade de garantir plenamente a segurança das fronteiras dos EUA".

Nielsen foi indicada pelo então ministro-chefe da Casa Civil da Casa Branca, general John Kelly, quando ele estava no auge de seu prestígio. Kelly deixou o governo no fim do ano passado depois de defendê-la dos ataques o assessor presidencial linha-dura Stephen Miller.

Trump sempre a considerou fraca na repressão à onda de imigrantes da América Central, uma situação que o presidente manipula para agradar a seu eleitorado branco conservador sem curso superior. O presidente queria demiti-la em novembro, quando aumentou o fluxo de imigrantes.

"Está mais claro do que nunca agora que as políticas de imigração e segurança das fronteiras do governo Trump - que ela aplicou e ajudou a formular - são um fracasso total e ajudaram a criar a crise humanitária na fronteira", comentou o deputado democrata Bennie Thompson.

"É realmente desafortunado que Nielson tenha se recusado a assumir a responsabilidade por suas ações e tenha sido simplesmente incapaz de se erguer contra o presidente, sua obsessão de sua política anti-imigração equivocada e sua obsessão de construir um muro", acrescentou Thompson.

A secretária deu entrevista na Casa Branca em junho, quando crianças estavam sendo separadas dos pais, que estavam sendo presos. Ela afirmou que o governo não tinha uma política de separar famílias na fronteira. Dias depois, Trump suspendeu a prática cruel e desumana diante de protestos generalizados.

Especialista em segurança cibernética, ela havia trabalhado na segurança dos transportes no governo George W. Bush (2001-9) e defendia um aumento da segurança nas eleições depois da interferência da Rússia em 2016.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Quase 3 mil migrantes morreram neste ano no Mediterrâneo

De 1º de janeiro a 17 de julho de 2016, 2.954 imigrantes e refugiados morreram afogados no Mar Mediterrâneo, um aumento de 55% em relação ao mesmo período no ano passado, quando foram registradas 1.906 mortes, revelou a Organização Internacional para Migrações (OIM).

Mais de 240 mil migrantes e refugiados entraram na Europa pelo mar. A maioria desembarcou na Grécia e na Itália. Se na Grécia, a maior parte vem do chamado Grande Oriente Médio, que inclui o Afeganistão e o Paquistão, na Itália, a maioria vem da África, com destaque para Nigéria, Senegal, Sudão e Costa do Marfim.

Só em junho, a Guarda Costeira da Grécia fez 58 operações de busca e resgate. Dez suspeitos de tráfico humano foram presos e 16 barcos apreendidos. Desde o início do ano, foram quase mil operações.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Comissão Europeia cria fundo de emergência para a África

Para combater as causas da migração em massa de africanos para a Europa, a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), criou em seu orçamento um fundo de US$ 1,8 bilhão para combater a miséria na África e pediu aos países membros que deem suas próprias contribuições, revelou hoje a agência Reuters.

O fundo será usado para financiar uma ampla variedade de projetos, inclusive ajuda para pequenas empresas, combate à fome e à escassez de alimentos, e iniciativas contra a radicalização política e a violência no continente.

Na França, o ex-ministro da Economia, das Finanças e do Meio Ambiente Jean-Louis Borloo criou a Fundação Energia para a África com a proposta de eletrificar o continente nos próximos dez anos para permitir o desenvolvimento industrial e gerar oportunidades de trabalho e investimento. Quem observa fotos de satélite da Terra à noite vai notar a escuridão na maior parte da África.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Mais de 100 mil migrantes chegaram à Europa em julho

Cerca de 107,5 mil migrantes e refugiados chegaram a portos da União Europeia em julho de 2015, anunciou ontem a agência Frontex, encarregada da coordenação entre os países-membros em questões de fronteiras. É três vezes mais do que em julho do ano passado.

Os números da crise migratória na Europa são eloquentes. De 8 a 14 de agosto, quase 21 mil imigrantes ilegais chegaram a ilhas da Grécia no Mar Mediterrâneo, tanto quanto durante seis meses em 2014, observou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

Com cerca de 2 mil novos migrantes por dia, a ilha de Lesbos, normalmente um destino turístico, está à beira do colapso, adverte a organização não governamental Comitê Internacional de Resgate.

"É uma situação de emergência para a Europa", declarou o diretor da Frontex, Fabrice Leggeri.

A Grécia, a Itália e a Hungria estão na linha de frente deste fluxo migratório e de refugiados das guerras civis e da miséria na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Nigéria e na Eritreia. Em agosto, a UE aprovou uma ajuda de 2,4 bilhões de euros em seis anos para ajudar os países europeus a absorver a onda migratória.

Neste ano, a expectativa é de um total de até 750 mil pedidos de asilo, um recorde.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cartunista sueco visado por terroristas vai para a clandestinidade

O cartunista sueco Lars Vilks, alvo do ataque terrorista contra um debate sobre liberdade de expressão no sábado passado em Copenhague, a capital da Dinamarca, declarou hoje à televisão americana CNN que vai para a clandestinidade.

"É inaceitável que pessoas que cometem esse tipo de ataque contra a liberdade de expressão fiquem soltas", desabafou Vilks. Ele está na lista negra da rede terrorista Al Caeda desde 2006, quando fez uma caricatura do profeta Maomé como um cachorro.

O debate em Copenhague discutia o impacto sobre a liberdade de expressão do atentado terrorista que matou 12 pessoas no jornal satírico francês Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015. Dez horas depois de atacar o café onde se realizava a discussão, matando o cineasta dinamarquês Finn Norgaard, o suspeito, identificado como Omar el-Hussein, matou um segurança judeu e feriu dois policiais diante da sinagoga central de Copenhague.

Diante de mais um atentado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convidou mais uma vez os judeus europeus a emigrar para Israel: "Os judeus estão sendo mortos na Europa pelo simples fato de serem judeus."

Vários rabinos da Dinamarca protestaram: os judeus devem emigrar para Israel porque querem viver lá e não fugindo de ameaças terroristas. A primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, prometeu garantir a segurança dos judeus no país.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

EUA enviam delegação a Cuba ainda neste mês

Os Estados Unidos vão mandar uma delegação de alto nível a Havana daqui a duas semanas para negociar o restabelecimento das relações e questões relativas à imigração com Cuba, anunciou hoje a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

A delegação será liderada pela mais alta autoridade dos EUA para a América Latina, Roberta Jacobsen. Ela vai se encontrar com os dirigentes cubanos em 21 e 22 de janeiro de 2015.