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terça-feira, 6 de setembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 6 de Setembro

 FROTA DE MAGALHÃES TERMINA VOLTA AO MUNDO

    Em 1522, Victoria, um dos navios da frota de Fernão de Magalhães, chega a Sanlúcar de Barrameda, na Espanha, sob o comando de Juan Sebastián Elcano, completando a primeira viagem de circunavegação da Terra, a serviço da coroa espanhola, com 18 homens a bordo. 

Magalhães não completou a viagem. Morreu em 27 de abril de 1521 na ilha de Mactán, na região de Cebu, nas Filipinas.

PRIMEIRO TANQUE DE GUERRA

    Em 1915, um protótipo de tanque de guerra chamado Little Willie sai da linha de montagem na Inglaterra e não é um sucesso no primeiro momento. 

Ele pesa 14 toneladas, para nas trincheiras e se arrasta sobre terreno acidentado a uma velocidade de 2 km/h, mas o tanque de guerra evolui e se torna um elemento decisivo do campo de batalha.

O tanque é desenvolvido em resposta à guerra de trincheiras que marca a Primeira Guerra Mundial (1914-18). Entra em combate na Batalha do Somme, em 15 de setembro de 1916. 

Na Segunda Guerra Mundial (1939-45), o tanque exerce um papel dominante no campo de batalha. É um elemento central na blitzkrieg, a guerra-relâmpago em alta velocidade da Alemanha Nazista, com aviação e tanques de alta velocidade para romper as linhas de defesa do inimigo.

Depois da batalha de Kursk, a maior batalha de tanques da história, com 7.360 tanques soviéticos e 3.253 tanques alemães, o Exército Vermelho da União Soviética inicia uma contraofensiva que termina em Berlim com a vitória sobre o nazismo, em 8 de maio de 1945.

NAVRATILOVA PEDE ASILO

    Em 1975, a tenista tcheco-eslovaca Martina Navratilova, uma das maiores jogadoras da história, pede asilo político aos Estados Unidos. 

Em 1981, depois de ter a cidadania cassada pelo regime comunista, ela se torna cidadã norte-americana.

sábado, 24 de novembro de 2018

Trump faz acordo para candidatos a asilo nos EUA esperarem no México

O presidente Donald Trump fez um acordo com o futuro presidente esquerdista do México, Andrés Manuel López Obrador, que toma posse em 1º de dezembro, para que os candidatos a asilo nos Estados Unidos esperem em território mexicano enquanto seus pedidos são processados, noticiou o jornal The Washington Post. Acabou assim a política de prender e soltar, em que os migrantes eram detidos e em seguidas soltos e aguardavam o resultado nos EUA.

No Twitter, seu meio de comunicação favorito, Trump escreveu no sábado à noite: "Os migrantes na fronteira sul não terão permissão para entrar nos EUA até que seus pedidos sejam aprovados individualmente pela Justiça. Não serão mais soltos nos EUA... Todos terão de esperar no México."

Cerca de 5 mil imigrantes da América Central, a maioria de Honduras, mas também de El Salvador e da Guatemala, chegaram em caravana à cidade de Tijuana, na fronteira com o estado americano da Califórnia. Como um juiz americano proibiu o governo de impedi-los de pedir asilo na fronteira, o presidente apelou para o México.

Trump fez mais uma ameaça: "Se por qualquer razão se tornar necessário, vamos fechar nossa fronteira sul. De jeito nenhum, depois de décadas de abuso, os EUA vão aceitar esta situação perigosa e custosa."

As novas regras impõem uma "barreira formidável", observou o Post, aos imigrantes centro-americanos que sonham em entrar nos EUA para fugir da violência e da miséria em seus países de origem.

"Por ora, concordamos com esta política de Permanecer no México", declarou Olga Sánchez Cordero, futura ministra do Interior do México, descrevendo-a como uma "solução de curto prazo. As soluções de médio e longo prazos são fazer com que as pessoas não migrem. México tem os braços abertos, mas imaginem uma caravana atrás da outra. Seria um problema para nós também."

Para o governo Trump, é uma maneira de desestimular novas caravanas. A solução vista pela futura ministra mexicana exige uma ajuda substancial ao combate à violência e ao desenvolvimento econômico da América Central que não está nos planos do presidente americano.

Trump prefere demonizar os imigrantes como se fosse uma horda de bandidos e malfeitoras, e não um bando de miseráveis em busca de paz e trabalho.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Presidente da Suprema Corte dos EUA critica Trump por atacar juízes

O presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, ministro John Roberts, reagiu às críticas do presidente Barack Obama a juízes federais que tomam decisões contrárias a ele. Trump chamou de "juiz de Obama" o juiz que derrubou uma decisão do presidente de proibir que os imigrantes da caravana que chegou à fronteira peçam asilo nos EUA.

"Não temos juízes do Obama ou juízes do Trump, juízes do Bush ou juízes de Clinton", protestou o presidente da Suprema Corte. "Temos um grupo extraordinário de juízes dedicados fazendo o melhor para dar direitos iguais a todos que aparecem diante deles. O Judiciário independente é algo a que devemos ser gratos."

Trump não demorou a responder: "Desculpa, ministro-presidente John Roberts, mas temos, sim, 'juízes do Obama' e eles têm um ponto de vista muito diferentes das pessoas encarregadas da segurança do nosso país", escreveu o presidente no primeiro de uma série de tuítes.

"Seria ótimo se o Tribunal Federal de Recursos da 9ª Reunião fosse de fato um Judiciário independente, mas se fosse por que teríamos tantas visões de oposição nos casos lá e por que temos um grande número de decisões derrubadas. Por favor, estude os números, eles são chocantes", afirmou Trump. O TFR de São Francisco, na Califórnia, é um dos mais liberais do país.

A posição do presidente da Suprema Corte foi apoiada pelo presidente da associação equivalente à Ordem dos Advogados dos EUA, Bob Carlson: "Discordar de uma decisão judicial é um direito de todos, mas quando funcionários do governo questionam a motivação do tribunal, zombam de uma decisão ou ameaçam retaliar por causa de uma decisão desfavorável, querem minar a posição da corte ou impedir os tribunais de desempenhar seus deveres constitucionais."

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Mais de 100 mil migrantes chegaram à Europa em julho

Cerca de 107,5 mil migrantes e refugiados chegaram a portos da União Europeia em julho de 2015, anunciou ontem a agência Frontex, encarregada da coordenação entre os países-membros em questões de fronteiras. É três vezes mais do que em julho do ano passado.

Os números da crise migratória na Europa são eloquentes. De 8 a 14 de agosto, quase 21 mil imigrantes ilegais chegaram a ilhas da Grécia no Mar Mediterrâneo, tanto quanto durante seis meses em 2014, observou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

Com cerca de 2 mil novos migrantes por dia, a ilha de Lesbos, normalmente um destino turístico, está à beira do colapso, adverte a organização não governamental Comitê Internacional de Resgate.

"É uma situação de emergência para a Europa", declarou o diretor da Frontex, Fabrice Leggeri.

A Grécia, a Itália e a Hungria estão na linha de frente deste fluxo migratório e de refugiados das guerras civis e da miséria na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Nigéria e na Eritreia. Em agosto, a UE aprovou uma ajuda de 2,4 bilhões de euros em seis anos para ajudar os países europeus a absorver a onda migratória.

Neste ano, a expectativa é de um total de até 750 mil pedidos de asilo, um recorde.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Rússia dá três anos de residência a Snowden

O ex-funcionário subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, que revelou a existência de grandes programas de espionagem via telefone e Internet e se exilou na Rússia, ganhou uma extensão de seu visto de residência por mais três anos a partir de 1º de agosto de 2014, anunciou ontem seu advogado.

Quando a espionagem foi denunciada, Snowden fugiu para Hong Kong e de lá para Moscou, onde ficou alguns dias no aeroporto até receber asilo. Agora, com a pior crise entre a Rússia e os Estados Unidos depois da Guerra Fria, causada pela intervenção militar russa na Ucrânia,

terça-feira, 9 de julho de 2013

Rússia anuncia asilo para Snowden na Venezuela

O ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, procurado por ter revelado o programa de megaespionagem via Internet conhecido como Prisma, aceitou a oferta de asilo da Venezuela, anunciou hoje um porta-voz da Rússia, que depois retirou a notícia do Twitter.

Snowden está há semanas na área de trânsito do aeroporto Cheremetievo, em Moscou.

No domingo, o jornal O Globo denunciou que a espionagem americana atingiu também o Brasil, inclusive com a instalação de equipamento de monitoramento telefônico em Brasília. Em encontro com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o embaixador americano, Thomas Shannon afirmou que o Brasil não é alvo da espionagem.

O Brasil abriu investigação para ver se empresas brasileiras participaram da espionagem. Deve recorrer às Nações Unidas contra os EUA.