A autoridade legal usada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos para coletar em massa dados sobre comunicações telefônicas e via Internet acaba à meia-noite de hoje pelo horário de Washington, 1h da madrugada desta segunda-feira em Brasília.
O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, a favor da espionagem em massa, não conseguiu evitar a obstrução do senador libertário Rand Paul, um dos mais de dez aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos EUA em 2016.
Apesar da votação de 77 a 17 a favor da coleta de dados, Paul conseguiu adiar a aprovação da medida e cantou vitória porque um projeto da Câmara dos Representantes conhecido como Lei da Liberdade dos EUA vai proibir a coleta de dados em massa.
Alguns poderes da NSA vão caducar, noticiou o jornal The Washington Post. Será a primeira redução nos poderes do Estado para espionar os cidades desde a Lei de Vigilância e Inteligência Externa, de 1978. Os poderes foram ampliados pela Lei Patriótica, aprovada depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
A nova lei limita a autoridade dada ao FBI, a polícia federal americana, para coletar "dados econômicos" como uso da Internet, pernoite em hotéis, aluguel de carros e faturas de cartão de crédito
"O ponto que eu quero destacar é que podemos pegar os terroristas usando a Constituição", declarou Paul. "Apoio a parte que acaba com a megacoleta de dados. Temo que a gente passe de megacoleta do governo para megacoleta das empresas."
A espionagem do cidadão comum americano em larga escala foi denunciada há dois anos pelo analista de sistemas Edward Snowden, que trabalhava como funcionário subcontratado da NSA. Ele está exilado na Rússia sob acusação de traição e espionagem.
Outro pré-candidato republicano, o senador Marco Rubio, filho de exilados cubanos, defendeu o programa de megacoleta de dados alegando que foi um instrumento importante na luta dos EUA contra o terrorismo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, "sob rigorosa supervisão judicial e do Congresso".
"Depois desta noite, não há garantia de que as agências policiais e de inteligência dos EUA terão todos os instrumentos de que necessitam para proteger o povo americano diante da crescente ameaça terrorista", declarou Rubio em nota. "Permitir que qualquer destes programas expire é um erro, mas o que está acontecendo é uma consequência da difusão irresponsável de desinformação e de uma postura dissimulada. Nosso país está fadado a ser menos seguro e os americanos sob um risco de maior de ameaças terroristas crescentes."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 31 de maio de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
Dois homens atacam a Agência de Segurança Nacional dos EUA
Um homem foi morto e outro ferido depois que eles tentaram furar uma barreira de segurança que protege o Forte Meade, em Maryland, perto de Washington, onde fica a sede da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, informou o jornal The Washington Post.
A polícia atirou contra os dois homens quando o carro em iam se aproximava da entrada do forte. O caso está sendo investido pelo FBI, a polícia federal dos EUA, que no momento não fala em terrorismo.
"A cena dos tiros está controlada e não acreditamos que haja relações com o terrorismo", declarou Amy Thorensen, porta-voz do FBI. Os dois homens estavam vestidos como mulheres e levavam drogas no carro.
Onze mil militares e 29 mil civis trabalham no Forte Meade.
A polícia atirou contra os dois homens quando o carro em iam se aproximava da entrada do forte. O caso está sendo investido pelo FBI, a polícia federal dos EUA, que no momento não fala em terrorismo.
"A cena dos tiros está controlada e não acreditamos que haja relações com o terrorismo", declarou Amy Thorensen, porta-voz do FBI. Os dois homens estavam vestidos como mulheres e levavam drogas no carro.
Onze mil militares e 29 mil civis trabalham no Forte Meade.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Rússia dá três anos de residência a Snowden
O ex-funcionário subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, que revelou a existência de grandes programas de espionagem via telefone e Internet e se exilou na Rússia, ganhou uma extensão de seu visto de residência por mais três anos a partir de 1º de agosto de 2014, anunciou ontem seu advogado.
Quando a espionagem foi denunciada, Snowden fugiu para Hong Kong e de lá para Moscou, onde ficou alguns dias no aeroporto até receber asilo. Agora, com a pior crise entre a Rússia e os Estados Unidos depois da Guerra Fria, causada pela intervenção militar russa na Ucrânia,
Quando a espionagem foi denunciada, Snowden fugiu para Hong Kong e de lá para Moscou, onde ficou alguns dias no aeroporto até receber asilo. Agora, com a pior crise entre a Rússia e os Estados Unidos depois da Guerra Fria, causada pela intervenção militar russa na Ucrânia,
terça-feira, 29 de outubro de 2013
EUA acusam Espanha e França por espionagem
O megaprograma de espionagem de ligações telefônicas que causou furor na Espanha e na França foi realizado pelos serviços secretos desses países, acusaram hoje funcionários não identificados do governo dos Estados Unidos, envolvido num escândalo de espionagem por monitorar telefonemas e usar a Internet a pretexto de coletar informações sobre terrorismo.
Na versão americana, os serviços secretos francês e espanhol coletaram os dados e os repassaram à Agência de Segurança Nacional dos EUA, com quem têm acordos de cooperação.
Em audiência no Senado, o diretor nacional de Inteligência, James Clapper, declarou não ter dúvida de que os aliados espionam os EUA.
O diretor da Agência de Segurança Nacional, general Keith Alexander, defendeu vigorosamente o programa, afirmando que "salvou milhares de vida nos EUA e no exterior". Ele negou hoje que a NSA tenha invadido os servidores e centros de dados do Google e do Yahoo, como denunciou o jornal The Washington Post.
Na versão americana, os serviços secretos francês e espanhol coletaram os dados e os repassaram à Agência de Segurança Nacional dos EUA, com quem têm acordos de cooperação.
Em audiência no Senado, o diretor nacional de Inteligência, James Clapper, declarou não ter dúvida de que os aliados espionam os EUA.
O diretor da Agência de Segurança Nacional, general Keith Alexander, defendeu vigorosamente o programa, afirmando que "salvou milhares de vida nos EUA e no exterior". Ele negou hoje que a NSA tenha invadido os servidores e centros de dados do Google e do Yahoo, como denunciou o jornal The Washington Post.
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