Numa tentativa de justificar o gigantesco programa dos Estados Unidos de espionagem via Internet chamado Prisma, o presidente Barack Obama prometeu trabalhar com o Congresso reformar a Lei Patriótica em torno do programa de monitoramento telefônico. Obama afirmou que o conteúdo das ligações não é ouvido sem autorização da Justiça, só a lista de quem ligou para quem.
O presidente dos EUA ficou de reforçar a vigilância do Congresso sobre os programas de espionagem. Também ficou de aumentar a transparência dessas atividades, o que não dá para acreditar muito, já que o segredo é essencial às atividades dos serviços secretos.
"Hoje temos que monitorar as redes de comunicação dos terroristas enquanto mantemos a confiança da população de que essas informações não são usadas de maneira abusiva", declarou Obama numa entrevista coletiva em andamento agora em Washington. "Todos esses passos visam a assegurar o povo americano e o resto do mundo. Os americanos não estão interessados em espionar outros povos, só em proteger nossa segurança nacional e nossos aliados".
Obama admitiu que os EUA tem hoje uma extraordinária capacidade de espionar a vida das pessoas dentro e fora do país. Ele disse que quem defende as liberdades civis também age patrioticamente, mas excluiu o ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, acusando-o de colocar soldados e cidadãos americanos em risco.
"Houve tensão entre a Rússia e os EUA desde o fim da União Soviética", comentou o presidente americano ao falar da suspensão do encontro que teria em Moscou com o presidente Vladimir Putin, cancelado porque a o governo russo deu asilo a Snowden. "Tentamos encorajá-lo a se mover para a frente em vez de olhar para trás. A Guerra Fria acabou. Não penso em boicotar a Olimpía de Inverno. Os atletas americanos estão se preparando. Quanto à discriminação de gays e lésbicas na Rússia, talvez a Olimpíada ajude a mostrar que é um erro. Suas equipes certamente serão mais fracas sem gays e lésbicas".
Voltando a discutir a espionagem, Obama insistiu em que o governo não está "abusando realmente" dos direitos e da privacidade dos cidadãos e defendeu a manutenção de alguns programa de vigilância do cidadão para combater o terrorismo.
Agora, o presidente americano está criticando a postura intransigente da oposição republicana, que ameaça paralisar a máquina pública federal dos EUA mais uma vez, negando ao presidente autorização para vender títulos públicos e assim elevar o teto da dívida.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
Rússia anuncia asilo para Snowden na Venezuela
O ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, procurado por ter revelado o programa de megaespionagem via Internet conhecido como Prisma, aceitou a oferta de asilo da Venezuela, anunciou hoje um porta-voz da Rússia, que depois retirou a notícia do Twitter.
Snowden está há semanas na área de trânsito do aeroporto Cheremetievo, em Moscou.
No domingo, o jornal O Globo denunciou que a espionagem americana atingiu também o Brasil, inclusive com a instalação de equipamento de monitoramento telefônico em Brasília. Em encontro com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o embaixador americano, Thomas Shannon afirmou que o Brasil não é alvo da espionagem.
O Brasil abriu investigação para ver se empresas brasileiras participaram da espionagem. Deve recorrer às Nações Unidas contra os EUA.
Snowden está há semanas na área de trânsito do aeroporto Cheremetievo, em Moscou.
No domingo, o jornal O Globo denunciou que a espionagem americana atingiu também o Brasil, inclusive com a instalação de equipamento de monitoramento telefônico em Brasília. Em encontro com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o embaixador americano, Thomas Shannon afirmou que o Brasil não é alvo da espionagem.
O Brasil abriu investigação para ver se empresas brasileiras participaram da espionagem. Deve recorrer às Nações Unidas contra os EUA.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Venezuela e Nicarágua oferecem asilo a Snowden
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu hoje asilo ao ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos "para que ele possa viver sem ser perseguido pelo Império".
Na Nicarágua, o presidente Daniel Ortega declarou estar disposto a receber Snowden "se as circunstâncias permitirem".
Snowden está sendo procurado pelos EUA por ter revelado o programa de megaespionagem via Internet conhecido como Prisma. Ele está há duas semanas no setor de trânsito do aeroporto Cheremetievo, em Moscou.
Na Nicarágua, o presidente Daniel Ortega declarou estar disposto a receber Snowden "se as circunstâncias permitirem".
Snowden está sendo procurado pelos EUA por ter revelado o programa de megaespionagem via Internet conhecido como Prisma. Ele está há duas semanas no setor de trânsito do aeroporto Cheremetievo, em Moscou.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Snowden já pediu asilo a 21 países sem sucesso
A Índia rejeitou o pedido de asilo político do ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, refugiado na área de trânsito do aeroporto Cheremetievo, em Moscou, depois de denunciar o programa de megaespionagem do governo americano via Internet chamado Prisma. Depois de pedir asilo a 21 países, inclusive o Brasil sem sucesso, Snowden acusa Washington de violar o direito de asilo.
Inicialmente Snowden tentou ir para o Equador, que abriga em sua embaixada em Londres o australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, que estava com pedido de extradição para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais. Em mais uma de suas bravatas, o presidente equatoriano, Rafael Correa, rompeu negociações comerciais com os EUA, mas não concedeu asilo, apesar dos apelos da Venezuela.
Na Rússia, o presidente Vladimir Putin advertiu que Snowden teria de parar de divulgar informações sigilosas do governo dos EUA se quiser ficar no país. Ele retirou o pedido de asilo.
Os líderes europeus ficaram furiosos com a revelação de que até mesmo governos aliados foram espionados. Na França, o presidente François Hollande ameaçou suspender o início de negociações para criar uma grande zona de livre comércio transatlântica, mas este é um projeto do interesse de todos.
Inicialmente Snowden tentou ir para o Equador, que abriga em sua embaixada em Londres o australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, que estava com pedido de extradição para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais. Em mais uma de suas bravatas, o presidente equatoriano, Rafael Correa, rompeu negociações comerciais com os EUA, mas não concedeu asilo, apesar dos apelos da Venezuela.
Na Rússia, o presidente Vladimir Putin advertiu que Snowden teria de parar de divulgar informações sigilosas do governo dos EUA se quiser ficar no país. Ele retirou o pedido de asilo.
Os líderes europeus ficaram furiosos com a revelação de que até mesmo governos aliados foram espionados. Na França, o presidente François Hollande ameaçou suspender o início de negociações para criar uma grande zona de livre comércio transatlântica, mas este é um projeto do interesse de todos.
sábado, 29 de junho de 2013
Programa Prisma dos EUA espionou a União Europeia
Dentro do programa Prisma, o governo dos Estados Unidos espionou via Internet vários órgãos da União Europeia (UE) penetrando em suas redes de computadores, revelou hoje a revista alemã Der Spiegel, que teve acesso a documentos secretos.
O programa foi denunciado por Edward Snowden, que está há dias refugiado na área de trânsito do Aeroporto Cheremetievo, em Moscou, e já pediu asilo político ao Equador. Os EUA querem processá-lo pelo roubo e divulgação dos documentos.
O programa foi denunciado por Edward Snowden, que está há dias refugiado na área de trânsito do Aeroporto Cheremetievo, em Moscou, e já pediu asilo político ao Equador. Os EUA querem processá-lo pelo roubo e divulgação dos documentos.
domingo, 23 de junho de 2013
Snowden pede asilo ao Equador
O ex-agente subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden, acusado de revelar o programa de megaespionagem via Internet chamado Prisma, pediu asilo hoje ao Equador depois de fugir de Hong Kong para Moscou, a capital da Rússia, anunciou a televisão pública britânica BBC citando como fonte o ministro do Exterior equatoriano, Ricardo Patiño.
As autoridades de Hong Kong, um território autônomo pertencente à China, disseram que ele saiu legalmente da cidade, apesar do pedido de extradição encaminhado pelo Departamento da Justiça dos EUA.
Snowden foi denunciado criminalmente por espionagem e roubo, mas não por traição. Ele seguiu o exemplo do australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, refugiado há mais de um ano na Embaixada do Equador em Londres, no Reino Unido.
Assange é alvo de um mandado de prisão pan-europeu emitido pela Suécia, que quer interrogá-lo por acusações de crimes sexuais. Teme ser extraditado de lá para os EUA.
O soldado do Exército americano Bradley Manning está preso por roubar centenas de milhares de documentos sigilosos vazados pelo WikiLeaks, sob acusações de espionagem, roubo, colaboração com o inimigo e traição. Deve pegar prisão perpétua. Mas Assange só divulgou os documentos.
Assim, Assange deveria estar protegido pela ampla liberdade de expressão garantida pela Emenda nº 1 à Constituição dos EUA. Só seria possível denunciá-lo por cumplicidade no roubo de Manning.
As autoridades de Hong Kong, um território autônomo pertencente à China, disseram que ele saiu legalmente da cidade, apesar do pedido de extradição encaminhado pelo Departamento da Justiça dos EUA.
Snowden foi denunciado criminalmente por espionagem e roubo, mas não por traição. Ele seguiu o exemplo do australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, refugiado há mais de um ano na Embaixada do Equador em Londres, no Reino Unido.
Assange é alvo de um mandado de prisão pan-europeu emitido pela Suécia, que quer interrogá-lo por acusações de crimes sexuais. Teme ser extraditado de lá para os EUA.
O soldado do Exército americano Bradley Manning está preso por roubar centenas de milhares de documentos sigilosos vazados pelo WikiLeaks, sob acusações de espionagem, roubo, colaboração com o inimigo e traição. Deve pegar prisão perpétua. Mas Assange só divulgou os documentos.
Assim, Assange deveria estar protegido pela ampla liberdade de expressão garantida pela Emenda nº 1 à Constituição dos EUA. Só seria possível denunciá-lo por cumplicidade no roubo de Manning.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Snowden é acusado de roubo e espionagem
O ex-agente subcontratado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos que revelou a espionagem maciça promovida pelo governo americano na Internet através do programa Prisma, Edward Snowden, foi denunciado criminalmente pelo Departamento de Justiça, informou o jornal americano The Washington Post.
É o início de um longo processo para extraditá-lo para os EUA. O último lugar onde ele foi visto em público foi em Hong Kong, um território autônomo da China que tem acordo de extradição com Washington.
É o início de um longo processo para extraditá-lo para os EUA. O último lugar onde ele foi visto em público foi em Hong Kong, um território autônomo da China que tem acordo de extradição com Washington.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Snowden é herói para 31% dos americanos
O ex-agente secreto Edward Snowden, que revelou o programa Prisma, através do qual o governo dos Estados Unidos espiona o mundo inteiro via Internet é considerado um herói e um patriota por 31% dos americanos, que não querem vê-lo processado, de acordo com pesquisa do instituto Ipsos para a agência Reuters.
Para 23%, ele é um traidor da pátria, posição da Casa Branca e dos dois partidos no Congresso dos EUA. Outros 46% não se definiram.
Cerca de 35% acreditam que ele não deve ser processado porque apenas denunciou uma violação da privacidade, enquanto 25% gostariam de submetê-lo a todo o rigor da lei.
Para 23%, ele é um traidor da pátria, posição da Casa Branca e dos dois partidos no Congresso dos EUA. Outros 46% não se definiram.
Cerca de 35% acreditam que ele não deve ser processado porque apenas denunciou uma violação da privacidade, enquanto 25% gostariam de submetê-lo a todo o rigor da lei.
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