A Justiça da Espanha ordenou ontem que Hugo Carvajal, ex-chefe do serviço secreto da Venezuela no governo Hugo Chávez, aguarde na prisão o julgamento de um pedido de extradição feito pelos Estados Unidos sob a acusação de tráfico de drogas. Ele foi detido anteontem.
Sua prisão deixa claro que não basta aderir à oposição para se livrar de possíveis processos. Em fevereiro, Carvajal deu seu apoio ao autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional dominada pela oposição.
Altos funcionários dos EUA disseram que ele tem informações valiosas sobre a ditadura de Nicolás Maduro e está disposto a cooperar. Carvajal era assessor de Chávez. Ele nega ligações com o tráfico de drogas e pretende contestar a extradição alegando ter família residente na Espanha.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 13 de abril de 2019
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Serviço secreto da Noruega acusa Huawei de espionagem
O PST, serviço de contraespionagem da Noruega, acusou o regime comunista da China de usar a fabricante de equipamentos de telecomunicações Huawei para roubar informações sensíveis, noticiou ontem o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. A embaixada chinesa em Oslo considerou as alegações ridículas.
Na concorrência para implementação da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G), vários países, liderados pelos Estados Unidos, estão barrando a Huawei por causa de sua suposta colaboração com a espionagem chinesa.
A Austrália, a Nova Zelândia e o Reino Unido excluíram a Huawei de seus programas de tecnologia 5G. A Alemanha e o Japão devem fazer o mesmo.
A diretora financeira da Huawei foi presa no Canadá a pedido de autoridades americanas para responder por denúncia de violar as sanções dos EUA contra o Irã e a Polônia prendeu um diretor de vendas da empresa sob suspeita de espionagem.
Na concorrência para implementação da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G), vários países, liderados pelos Estados Unidos, estão barrando a Huawei por causa de sua suposta colaboração com a espionagem chinesa.
A Austrália, a Nova Zelândia e o Reino Unido excluíram a Huawei de seus programas de tecnologia 5G. A Alemanha e o Japão devem fazer o mesmo.
A diretora financeira da Huawei foi presa no Canadá a pedido de autoridades americanas para responder por denúncia de violar as sanções dos EUA contra o Irã e a Polônia prendeu um diretor de vendas da empresa sob suspeita de espionagem.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Trump é acusado de passar informações ultrassecretas à Rússia
Durante reunião com o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, e o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, em 10 de maio, o presidente Donald Trump revelou informações ultraconfidenciais, acusou hoje o jornal The Washington Post.
Essas informações seriam capazes de comprometer a fonte que descobriu que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante planeja usar computadores portáteis para cometer atentados contra aviões comerciais.
A informação veio do serviço secreto de Israel, que conseguiu penetrar na máquina assassina do Estado Islâmico e não autorizou os Estados Unidos a repassá-la à Rússia. É tão sensível que os detalhes não foram revelados nem a países aliados e têm acesso restrito mesmo dentro dos serviços secretos dos EUA.
Para qualquer funcionário do governo americano, discutir o assunto com um país adversário seria ilegal. O presidente tem poder para desclassificar material secreto, mas não se espera que faça isso para contar vantagem sobre a "grande inteligência" que recebe todo dia sobre a ameaça terrorista, especialmente diante um país hostil aos interesses americanos.
O embaixador Kislyak está no centro da investigação sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial dos EUA. O primeiro assessor de Segurança Nacional de Trump, general Michael Flynn, foi demitido por mentir ao vice-presidente Mike Pence sobre um encontro com Kislyak durante o período de transição. O ministro da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions, se declarou impedido de presidir o inquérito sobre a interferência russa por não ter revelado um encontro com Kislyak.
Um dia antes do encontro com os russos, o presidente demitiu o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, James Comey, ao que tudo indica por investigar um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia.
Como Trump está em guerra com a imprensa americana, não havia jornalistas dos EUA quando foram tiradas as fotos do encontro. Foram os russos que fizeram. Isso viola outra regra de proteção da segurança nacional dos EUA: nenhum estrangeiro pode entrar no Salão Oval da Casa Branca, o escritório do presidente, com equipamentos eletrônicos.
No início da noite, o assessor de Segurança Nacional de Trump, Herbert McMaster, fez uma breve declaração no jardim da Casa Branca para tentar desmentir a notícia: "O presidente e o ministro do Exterior revisaram ameaças comuns de organizações terroristas, inclusive à aviação. Em momento algum, foram discutidos métodos ou fontes de inteligência, e não foram reveladas operações militares que ainda não fossem conhecidas publicamente."
Essas informações seriam capazes de comprometer a fonte que descobriu que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante planeja usar computadores portáteis para cometer atentados contra aviões comerciais.
A informação veio do serviço secreto de Israel, que conseguiu penetrar na máquina assassina do Estado Islâmico e não autorizou os Estados Unidos a repassá-la à Rússia. É tão sensível que os detalhes não foram revelados nem a países aliados e têm acesso restrito mesmo dentro dos serviços secretos dos EUA.
Para qualquer funcionário do governo americano, discutir o assunto com um país adversário seria ilegal. O presidente tem poder para desclassificar material secreto, mas não se espera que faça isso para contar vantagem sobre a "grande inteligência" que recebe todo dia sobre a ameaça terrorista, especialmente diante um país hostil aos interesses americanos.
O embaixador Kislyak está no centro da investigação sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial dos EUA. O primeiro assessor de Segurança Nacional de Trump, general Michael Flynn, foi demitido por mentir ao vice-presidente Mike Pence sobre um encontro com Kislyak durante o período de transição. O ministro da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions, se declarou impedido de presidir o inquérito sobre a interferência russa por não ter revelado um encontro com Kislyak.
Um dia antes do encontro com os russos, o presidente demitiu o diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, James Comey, ao que tudo indica por investigar um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia.
Como Trump está em guerra com a imprensa americana, não havia jornalistas dos EUA quando foram tiradas as fotos do encontro. Foram os russos que fizeram. Isso viola outra regra de proteção da segurança nacional dos EUA: nenhum estrangeiro pode entrar no Salão Oval da Casa Branca, o escritório do presidente, com equipamentos eletrônicos.
No início da noite, o assessor de Segurança Nacional de Trump, Herbert McMaster, fez uma breve declaração no jardim da Casa Branca para tentar desmentir a notícia: "O presidente e o ministro do Exterior revisaram ameaças comuns de organizações terroristas, inclusive à aviação. Em momento algum, foram discutidos métodos ou fontes de inteligência, e não foram reveladas operações militares que ainda não fossem conhecidas publicamente."
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
Estado Islâmico planeja atentado no Rio, diz serviço secreto francês
Um brasileiro ligado à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante estaria planejando um atentado contra a delegação da França na Olimpíada do Rio de Janeiro, revelou o chefe do serviço secreto militar francês em depoimento na comissão parlamentar de inquérito que investiga os atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris e Saint-Denis.
O depoimento foi prestado em 26 de maio. O trecho referente à ameaça terrorista no Rio foi considerado um vazamento de informação e retirado das notas oficiais da CPI, mas foi publicado ontem no sítio da Assembleia Nacional da França na Internet e reproduzido pelo jornal francês Libération.
O general Christophe Gomart citou vários exemplos concretos de ameaças terroristas à França, como "sinais de que sete franceses de retorno do Iêmen em trânsito por Djibúti e de estrangeiros suscetíveis de realizar atos terroristas em territórios nacional", assim como "um certo indivíduo visto na Líbia que foi considerado um combate estrangeiro prestes a entrar em território francês".
A referência aos Jogos do Rio está num diálogo entre o general Gomert e o deputado Georges Fenech, que declarou: "Eu não tinha ouvido falar desse cidadão brasileiro que estaria se preparando para atacar a delegação francesa nos Jogos Olímpicos. Como você pode saber?"
A resposta foi curta e direta: "Através de nossos parceiros."
Embora o Brasil não seja alvo de terroristas, várias delegações estrangeiras podem ser. Em ataques a civis, os terroristas sempre escolhem alvos fáceis. Isso significa que pode ser em qualquer lugar.
Para garantir a segurança da Olimpíada, o Brasil montou um centro antiterrorismo com especialistas dos Estados Unidos, da Espanha, da França, de Israel e do Reino Unido.
Na minha opinião, a maior ameaça à segurança dos países democráticos hoje em dia é o surgimento de uma subclasse social de inempregáveis, sem uma educação mínima para fazer um trabalho digno, deserdados pelo processo de globalização da economia.
Se a rede terrorista Al Caeda foi fundada por um magnata saudita como Ossama ben Laden e formada por pessoas qualificadas como o atual líder, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, os criadores e líderes do Estado Islâmico, Abu Mussab al-Zarkaui, Abu Omar al-Baghdadi e Abu Baker al-Baghdadi, eram marginais com passagem pela prisão.
Os terroristas dos atentados em Paris eram marginaizinhos que haviam cometido pequenos delitos como furto e tráfico de pequenas quantidades de drogas para sustentar o próprio vício. Viraram extremistas muçulmanos na prisão. As cadeias da França, onde dois terços dos presos são muçulmanos, são hoje as grandes universidades do terror no país.
O Brasil tem uma enorme população marginalizada com características semelhantes, recrutas em potencial para todo tipo de organização criminosa.
O depoimento foi prestado em 26 de maio. O trecho referente à ameaça terrorista no Rio foi considerado um vazamento de informação e retirado das notas oficiais da CPI, mas foi publicado ontem no sítio da Assembleia Nacional da França na Internet e reproduzido pelo jornal francês Libération.
O general Christophe Gomart citou vários exemplos concretos de ameaças terroristas à França, como "sinais de que sete franceses de retorno do Iêmen em trânsito por Djibúti e de estrangeiros suscetíveis de realizar atos terroristas em territórios nacional", assim como "um certo indivíduo visto na Líbia que foi considerado um combate estrangeiro prestes a entrar em território francês".
A referência aos Jogos do Rio está num diálogo entre o general Gomert e o deputado Georges Fenech, que declarou: "Eu não tinha ouvido falar desse cidadão brasileiro que estaria se preparando para atacar a delegação francesa nos Jogos Olímpicos. Como você pode saber?"
A resposta foi curta e direta: "Através de nossos parceiros."
Embora o Brasil não seja alvo de terroristas, várias delegações estrangeiras podem ser. Em ataques a civis, os terroristas sempre escolhem alvos fáceis. Isso significa que pode ser em qualquer lugar.
Para garantir a segurança da Olimpíada, o Brasil montou um centro antiterrorismo com especialistas dos Estados Unidos, da Espanha, da França, de Israel e do Reino Unido.
Na minha opinião, a maior ameaça à segurança dos países democráticos hoje em dia é o surgimento de uma subclasse social de inempregáveis, sem uma educação mínima para fazer um trabalho digno, deserdados pelo processo de globalização da economia.
Se a rede terrorista Al Caeda foi fundada por um magnata saudita como Ossama ben Laden e formada por pessoas qualificadas como o atual líder, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, os criadores e líderes do Estado Islâmico, Abu Mussab al-Zarkaui, Abu Omar al-Baghdadi e Abu Baker al-Baghdadi, eram marginais com passagem pela prisão.
Os terroristas dos atentados em Paris eram marginaizinhos que haviam cometido pequenos delitos como furto e tráfico de pequenas quantidades de drogas para sustentar o próprio vício. Viraram extremistas muçulmanos na prisão. As cadeias da França, onde dois terços dos presos são muçulmanos, são hoje as grandes universidades do terror no país.
O Brasil tem uma enorme população marginalizada com características semelhantes, recrutas em potencial para todo tipo de organização criminosa.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Serviço secreto da Bélgica recebeu alerta sobre ataque ao aeroporto
Os serviços secretos da Bélgica e de outros países ocidentais foram advertidos de que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante preparava ataques contra o aeroporto e possivelmente contra o metrô de Bruxelas, afirmou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.
A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso
Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.
Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.
A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso
Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.
Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Paquistão nomeia novo chefe do serviço secreto militar
O primeiro-ministro Nawaz Sharif indicou o general Rizwan Akhtar, próximo do comandante do Exército, general Rahil Sharif, para diretor-geral do poderoso serviço de inteligência das Forças Armadas do Paquistão, informou hoje o jornal paquistanês Dawn. Ele toma posse em 8 de outubro.
A mudança limita a capacidade do chefe de governo de impor a autoridade dos civis sobre os militares. No momento, o primeiro-ministro Sharif está acuado por uma onda de protestos liderada pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, ligado aos militares. Desde 15 de agosto, Khan pede nas ruas a demissão de Sharif e a realização de novas eleições parlamentares.
Akhtar tem experiência em operações de contrainsurgência e antiterrorismo. Serviu no Waziristão do Sul, área de atuação da milícia dos Talebã no Paquistão.
Nawaz Sharif é visto com suspeita pelos militares desde que tentou derrubar o então comandante do Exército, general Pervez Musharraf, e foi deposto num golpe militar em 12 de outubro de 1999. Ele voltou ao poder em 5 de junho de 2013, mas não conseguiu reeimpor sua autoridade, especialmente sobre os militares.
Por causa do conflito histórico com a Índia, as Forças Armadas são a principal base de poder no Paquistão. Desde a independência do Império Britânico, em 1947, o país foi governado pelos militares durante 33 anos.
A mudança limita a capacidade do chefe de governo de impor a autoridade dos civis sobre os militares. No momento, o primeiro-ministro Sharif está acuado por uma onda de protestos liderada pelo ex-capitão da seleção paquistanesa de críquete, Imran Khan, ligado aos militares. Desde 15 de agosto, Khan pede nas ruas a demissão de Sharif e a realização de novas eleições parlamentares.
Akhtar tem experiência em operações de contrainsurgência e antiterrorismo. Serviu no Waziristão do Sul, área de atuação da milícia dos Talebã no Paquistão.
Nawaz Sharif é visto com suspeita pelos militares desde que tentou derrubar o então comandante do Exército, general Pervez Musharraf, e foi deposto num golpe militar em 12 de outubro de 1999. Ele voltou ao poder em 5 de junho de 2013, mas não conseguiu reeimpor sua autoridade, especialmente sobre os militares.
Por causa do conflito histórico com a Índia, as Forças Armadas são a principal base de poder no Paquistão. Desde a independência do Império Britânico, em 1947, o país foi governado pelos militares durante 33 anos.
terça-feira, 29 de julho de 2014
China investiga ex-ministro da Segurança por corrupção
O ex-ministro da Segurança Pública Zhou Yongkang está sendo investigado por "violações disciplinares sérias", expressão usada pelo regime comunista chinês em denúncias de corrupção. Ele era membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, um dos nove imperadores que governavam a China na presidência de Hu Jintao; hoje, são apenas sete.
Em uma nota curta, a agência oficial de notícias Nova China, citada pela televisão estatal britânica BBC, informou que o inquérito será realizado pela Comissão Central para Inspeção Disciplinar do partido.
Zhou é o mais alto dirigente comunista chinês sob inquérito desde o processo contra a Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao Tsé-tung, Jiang Ching, em 1981. O grupo e o ex-expoente da linha dura Lin Piao, falecido num acidente de avião suspeito quando fugia do país, foram acusados pelos excessos da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).
A atual investigação faz parte da campanha de combate à corrupção do presidente Xi Jinping, que promete caçar de "moscas a tigres". Deflagrou uma onda de choque entre a elite dirigente chinesa, em que parentes de altos funcionários do partido fazem fortunas rapidamente sob a proteção da censura e da ditadura militar.
Mais de 300 parentes, sócios, aliados políticos, protegidos e funcionários de Zhou foram presos ou interrogados nos últimos meses. As autoridades chinesas apreenderam US$ 14,5 bilhões em bens e ativos de parentes e sócios de Zhou. Ele fez carreira no partido e no governo dentro do serviço secreto e da Companhia Nacional de Petróleo da China.
Os investigadores congelaram depósitos bancários, confiscaram bônus, ações e outros títulos negociados no mercado financeiro, 300 casas e apartamentos, objetos de arte, antiguidades, bebidas caras, ouro, prata, joias e dinheiro em várias moedas.
Alguns analistas acusam Xi de fazer uma manobra para consolidar seu poder. Ao alvejar dirigentes importantes como Zhou, o presidente quer indicar que desta vez será diferente. O dirigente que caiu em desgraça era ligado a Bo Xilai.
Bo era a estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo. Sonhava em ser líder do PC e presidente da China quando foi preso, em março de 2012, expurgado do partido em abril e condenado no mesmo ano por corrupção, abuso de poder e envolvimento no assassinato do empresário britânico Neil Heywood, ordenado por sua mulher Gu Kailai.
Em uma nota curta, a agência oficial de notícias Nova China, citada pela televisão estatal britânica BBC, informou que o inquérito será realizado pela Comissão Central para Inspeção Disciplinar do partido.
Zhou é o mais alto dirigente comunista chinês sob inquérito desde o processo contra a Gangue dos Quatro, que incluía a viúva de Mao Tsé-tung, Jiang Ching, em 1981. O grupo e o ex-expoente da linha dura Lin Piao, falecido num acidente de avião suspeito quando fugia do país, foram acusados pelos excessos da Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).
A atual investigação faz parte da campanha de combate à corrupção do presidente Xi Jinping, que promete caçar de "moscas a tigres". Deflagrou uma onda de choque entre a elite dirigente chinesa, em que parentes de altos funcionários do partido fazem fortunas rapidamente sob a proteção da censura e da ditadura militar.
Mais de 300 parentes, sócios, aliados políticos, protegidos e funcionários de Zhou foram presos ou interrogados nos últimos meses. As autoridades chinesas apreenderam US$ 14,5 bilhões em bens e ativos de parentes e sócios de Zhou. Ele fez carreira no partido e no governo dentro do serviço secreto e da Companhia Nacional de Petróleo da China.
Os investigadores congelaram depósitos bancários, confiscaram bônus, ações e outros títulos negociados no mercado financeiro, 300 casas e apartamentos, objetos de arte, antiguidades, bebidas caras, ouro, prata, joias e dinheiro em várias moedas.
Alguns analistas acusam Xi de fazer uma manobra para consolidar seu poder. Ao alvejar dirigentes importantes como Zhou, o presidente quer indicar que desta vez será diferente. O dirigente que caiu em desgraça era ligado a Bo Xilai.
Bo era a estrela em ascensão da linha dura saudosa do maoísmo. Sonhava em ser líder do PC e presidente da China quando foi preso, em março de 2012, expurgado do partido em abril e condenado no mesmo ano por corrupção, abuso de poder e envolvimento no assassinato do empresário britânico Neil Heywood, ordenado por sua mulher Gu Kailai.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Mulher que fugiu da polícia em Washington morre
A mulher negra perseguida e baleada pela polícia de Washington hoje depois de tentar furar uma barreira diante da Casa Branca e fugir até proximidades do Congresso dos Estados Unidos morreu. Tinha 34 anos e um histórico de distúrbios mentais. Uma criança de um ano que estava com ela no carro saiu ilesa.
Nenhum tiro foi disparado pela mulher, que estava desarmada, informou a polícia da capital americana. O incidente chegou a provocar o fechamento do Congresso durante 40 minutos em que a população foi aconselhada a ficar trancada no interior de prédios e longe das janelas.
Ela foi identificada depois como Miriam Carey, de 34 anos. Estaria sofrendo de depressão pós-parto e imaginava estar sendo perseguida pelo presidente Barack Obama, o que explicaria sua tentativa de furar uma barreira de proteção da Casa Branca.
Sua morte provocou uma discussão sobre o uso de força letal pela polícia. Pelas regras do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA, a polícia não pode disparar tiros de advertência, atirar em áreas onde houver multidões nem somente para defender a propriedade. Só pode usar armas de fogo quando um policial ou outra pessoa estiver sob ameaça de força letal.
É proibido atirar de um carro em movimento ou num carro em movimento, a não ser que força letal esteja sendo usada contra o policial ou qualquer outra pessoa. Um carro em movimento não é considerado uma arma letal.
Essas normas estão em vigor em Washington desde 1998. Nova York usa regras semelhantes desde 1972, recomendando aos agentes que não atirem em carros em movimento.
Quando atirou, a polícia não sabia que havia uma criança dentro do carro. Mas o erro fatal de Miriam foi ter tentado ultrapassar uma barreira na Casa Branca, o que fez o Serviço Secreto persegui-la, e fugir até perto do Congresso, onde foi atacada pela Polícia do Capitólio.
Essas forças, encarregadas de proteger a Casa Branca e o Capitólio da ameaça permanente do terrorismo, têm suas próprias regras, orientadas pelas preocupações com a segurança nacional dos EUA.
Nenhum tiro foi disparado pela mulher, que estava desarmada, informou a polícia da capital americana. O incidente chegou a provocar o fechamento do Congresso durante 40 minutos em que a população foi aconselhada a ficar trancada no interior de prédios e longe das janelas.
Ela foi identificada depois como Miriam Carey, de 34 anos. Estaria sofrendo de depressão pós-parto e imaginava estar sendo perseguida pelo presidente Barack Obama, o que explicaria sua tentativa de furar uma barreira de proteção da Casa Branca.
Sua morte provocou uma discussão sobre o uso de força letal pela polícia. Pelas regras do Distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA, a polícia não pode disparar tiros de advertência, atirar em áreas onde houver multidões nem somente para defender a propriedade. Só pode usar armas de fogo quando um policial ou outra pessoa estiver sob ameaça de força letal.
É proibido atirar de um carro em movimento ou num carro em movimento, a não ser que força letal esteja sendo usada contra o policial ou qualquer outra pessoa. Um carro em movimento não é considerado uma arma letal.
Essas normas estão em vigor em Washington desde 1998. Nova York usa regras semelhantes desde 1972, recomendando aos agentes que não atirem em carros em movimento.
Quando atirou, a polícia não sabia que havia uma criança dentro do carro. Mas o erro fatal de Miriam foi ter tentado ultrapassar uma barreira na Casa Branca, o que fez o Serviço Secreto persegui-la, e fugir até perto do Congresso, onde foi atacada pela Polícia do Capitólio.
Essas forças, encarregadas de proteger a Casa Branca e o Capitólio da ameaça permanente do terrorismo, têm suas próprias regras, orientadas pelas preocupações com a segurança nacional dos EUA.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Chefe de guerra cibernética do Irã é morto
O comandante do programa de guerra cibernética da República Islâmica do Irã, Mojtaba Ahmadi, foi encontrado morto, informou hoje o jornal conservador britânico The Daily Telegraph. A polícia suspeita de assassinato.
Ahmadi foi visto pela última vez quando saía de casa para trabalhar no sábado passado, 28 de setembro de 2013. Seu corpo foi encontrado numa mata da cidade de Karaj com dois tiros no peito.
Desde 2007, pelo menos cinco cientistas ligados ao programa nuclear iraniano foram assassinados. O governo do Irã acusa os serviços secretos de Israel.
O ministro da Ciência e ex-chefe da agência de inteligência israelense Shin Bet, Yaacov Peri, atribuiu o crime a um "conflito interno" do regime fundamentalista iraniano.
Ahmadi foi visto pela última vez quando saía de casa para trabalhar no sábado passado, 28 de setembro de 2013. Seu corpo foi encontrado numa mata da cidade de Karaj com dois tiros no peito.
Desde 2007, pelo menos cinco cientistas ligados ao programa nuclear iraniano foram assassinados. O governo do Irã acusa os serviços secretos de Israel.
O ministro da Ciência e ex-chefe da agência de inteligência israelense Shin Bet, Yaacov Peri, atribuiu o crime a um "conflito interno" do regime fundamentalista iraniano.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Obama tenta justificar espionagem
Numa tentativa de justificar o gigantesco programa dos Estados Unidos de espionagem via Internet chamado Prisma, o presidente Barack Obama prometeu trabalhar com o Congresso reformar a Lei Patriótica em torno do programa de monitoramento telefônico. Obama afirmou que o conteúdo das ligações não é ouvido sem autorização da Justiça, só a lista de quem ligou para quem.
O presidente dos EUA ficou de reforçar a vigilância do Congresso sobre os programas de espionagem. Também ficou de aumentar a transparência dessas atividades, o que não dá para acreditar muito, já que o segredo é essencial às atividades dos serviços secretos.
"Hoje temos que monitorar as redes de comunicação dos terroristas enquanto mantemos a confiança da população de que essas informações não são usadas de maneira abusiva", declarou Obama numa entrevista coletiva em andamento agora em Washington. "Todos esses passos visam a assegurar o povo americano e o resto do mundo. Os americanos não estão interessados em espionar outros povos, só em proteger nossa segurança nacional e nossos aliados".
Obama admitiu que os EUA tem hoje uma extraordinária capacidade de espionar a vida das pessoas dentro e fora do país. Ele disse que quem defende as liberdades civis também age patrioticamente, mas excluiu o ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, acusando-o de colocar soldados e cidadãos americanos em risco.
"Houve tensão entre a Rússia e os EUA desde o fim da União Soviética", comentou o presidente americano ao falar da suspensão do encontro que teria em Moscou com o presidente Vladimir Putin, cancelado porque a o governo russo deu asilo a Snowden. "Tentamos encorajá-lo a se mover para a frente em vez de olhar para trás. A Guerra Fria acabou. Não penso em boicotar a Olimpía de Inverno. Os atletas americanos estão se preparando. Quanto à discriminação de gays e lésbicas na Rússia, talvez a Olimpíada ajude a mostrar que é um erro. Suas equipes certamente serão mais fracas sem gays e lésbicas".
Voltando a discutir a espionagem, Obama insistiu em que o governo não está "abusando realmente" dos direitos e da privacidade dos cidadãos e defendeu a manutenção de alguns programa de vigilância do cidadão para combater o terrorismo.
Agora, o presidente americano está criticando a postura intransigente da oposição republicana, que ameaça paralisar a máquina pública federal dos EUA mais uma vez, negando ao presidente autorização para vender títulos públicos e assim elevar o teto da dívida.
O presidente dos EUA ficou de reforçar a vigilância do Congresso sobre os programas de espionagem. Também ficou de aumentar a transparência dessas atividades, o que não dá para acreditar muito, já que o segredo é essencial às atividades dos serviços secretos.
"Hoje temos que monitorar as redes de comunicação dos terroristas enquanto mantemos a confiança da população de que essas informações não são usadas de maneira abusiva", declarou Obama numa entrevista coletiva em andamento agora em Washington. "Todos esses passos visam a assegurar o povo americano e o resto do mundo. Os americanos não estão interessados em espionar outros povos, só em proteger nossa segurança nacional e nossos aliados".
Obama admitiu que os EUA tem hoje uma extraordinária capacidade de espionar a vida das pessoas dentro e fora do país. Ele disse que quem defende as liberdades civis também age patrioticamente, mas excluiu o ex-técnico subcontratado pela Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden, acusando-o de colocar soldados e cidadãos americanos em risco.
"Houve tensão entre a Rússia e os EUA desde o fim da União Soviética", comentou o presidente americano ao falar da suspensão do encontro que teria em Moscou com o presidente Vladimir Putin, cancelado porque a o governo russo deu asilo a Snowden. "Tentamos encorajá-lo a se mover para a frente em vez de olhar para trás. A Guerra Fria acabou. Não penso em boicotar a Olimpía de Inverno. Os atletas americanos estão se preparando. Quanto à discriminação de gays e lésbicas na Rússia, talvez a Olimpíada ajude a mostrar que é um erro. Suas equipes certamente serão mais fracas sem gays e lésbicas".
Voltando a discutir a espionagem, Obama insistiu em que o governo não está "abusando realmente" dos direitos e da privacidade dos cidadãos e defendeu a manutenção de alguns programa de vigilância do cidadão para combater o terrorismo.
Agora, o presidente americano está criticando a postura intransigente da oposição republicana, que ameaça paralisar a máquina pública federal dos EUA mais uma vez, negando ao presidente autorização para vender títulos públicos e assim elevar o teto da dívida.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
General Petraeus deixa CIA citando caso amoroso
O general David Petraeus, que ficou famoso como comandante militar dos Estados Unidos no Iraque depois do reforço ordenado pelo então presidente George W. Bush, deixou a direção da Agência Central de Inteligência (CIA), o serviço de espionagem da Presidência dos EUA. A CIA está sob pressão por causa da morte do embaixador americano na Líbia na cidade de Bengázi, em 11 de setembro de 2012.
Em carta ao presidente Barack Obama, o general afirma que depois de 40 anos de casamento tinha cometido o erro de ter uma relação extraconjugal, o que na sua opinião é incompatível com o cargo que ocupava.
Em carta ao presidente Barack Obama, o general afirma que depois de 40 anos de casamento tinha cometido o erro de ter uma relação extraconjugal, o que na sua opinião é incompatível com o cargo que ocupava.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Aliado de Bo deixa chefia do aparelho de segurança
O poderoso chefe do aparelho de segurança do regime comunista da China, que inclui a Polícia, a Justiça e os serviços secretos, Zhou Yongkang, caiu em desgraça, a exemplo do que aconteceu com seu aliado, o membro do Politburo Bo Xilai, expurgado em março de 2012.
Zhou faz parte do seleto Comitê Permanente do Politburo, onde Bo esperava chegar na renovação a ser realizada no fim do ano. É um dos chamados nove imperadores que realmente governam a China. Foi o maior defensor de Bo no debate interno do PC chinês que precedeu seu afastamento, primeiro da chefia do partido em Xunquim, uma grande cidade com status de província, em março, e depois do Politburo do Comitê Central, no mês passado.
No papel, afirma hoje o jornal inglês Financial Times, Zhou mantém o cargo de secretário do comitê de assuntos políticos e legislativos do partido. Na prática, o controle do aparelho de segurança do Estado passou para o ministro da Segurança Pública, Meng Zianzhu, diz o jornal, citando como fontes altos funcionários do PC e diplomatas.
A defesa obstinada de Bo teria selado a sorte de Zhou.
O expurgo de Bo Xilai revelou as divisões na cúpula dirigente chinesa e os métodos brutais usados na luta pelo poder. Sua mulher, Gu Kailai, foi presa sob acusação de envolvimento no assassinato do empresário britânico Neil Heywood.
Para não aumentar o descontentamento popular com as práticas arbitrárias e antidemocráticas do regime, Zhou deve manter o cargo sem nenhum poder real. Ele teria inclusive feito uma autocrítica diante do Comitê Permanente, reconhecendo o erro de tentar proteger Bo.
Por trás, há o duelo entre a ala reformista representada atualmente pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, defensora de reforma políticas liberalizantes, e a velha guarda maoísta, que aproveitou a crise financeira internacional para defender o aumento do controle do Estado sobre a economia.
As quedas de Bo e Zhou são derrotas dos saudosos do maoísmo e das canções - e também dos métodos - da Revolução Cultural. Esta batalha ideológica que marca as reformas promovidas por Deng Xiaoping a partir de 1978 recomeça e está longe de terminar. Em jogo, o futuro da China, que em breve será o país mais rico do mundo.
Zhou faz parte do seleto Comitê Permanente do Politburo, onde Bo esperava chegar na renovação a ser realizada no fim do ano. É um dos chamados nove imperadores que realmente governam a China. Foi o maior defensor de Bo no debate interno do PC chinês que precedeu seu afastamento, primeiro da chefia do partido em Xunquim, uma grande cidade com status de província, em março, e depois do Politburo do Comitê Central, no mês passado.
No papel, afirma hoje o jornal inglês Financial Times, Zhou mantém o cargo de secretário do comitê de assuntos políticos e legislativos do partido. Na prática, o controle do aparelho de segurança do Estado passou para o ministro da Segurança Pública, Meng Zianzhu, diz o jornal, citando como fontes altos funcionários do PC e diplomatas.
A defesa obstinada de Bo teria selado a sorte de Zhou.
O expurgo de Bo Xilai revelou as divisões na cúpula dirigente chinesa e os métodos brutais usados na luta pelo poder. Sua mulher, Gu Kailai, foi presa sob acusação de envolvimento no assassinato do empresário britânico Neil Heywood.
Para não aumentar o descontentamento popular com as práticas arbitrárias e antidemocráticas do regime, Zhou deve manter o cargo sem nenhum poder real. Ele teria inclusive feito uma autocrítica diante do Comitê Permanente, reconhecendo o erro de tentar proteger Bo.
Por trás, há o duelo entre a ala reformista representada atualmente pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, defensora de reforma políticas liberalizantes, e a velha guarda maoísta, que aproveitou a crise financeira internacional para defender o aumento do controle do Estado sobre a economia.
As quedas de Bo e Zhou são derrotas dos saudosos do maoísmo e das canções - e também dos métodos - da Revolução Cultural. Esta batalha ideológica que marca as reformas promovidas por Deng Xiaoping a partir de 1978 recomeça e está longe de terminar. Em jogo, o futuro da China, que em breve será o país mais rico do mundo.
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Atentado duplo mata pelo menos 55 pessoas na Síria
No pior ataque em um ano e dois meses de revolta popular contra a ditadura de Bachar Assad, dois carros-bomba tendo como alvo o serviço secreto militar da Síria explodiram hoje em Damasco pouco antes das 8h, no momento de maior movimento do início da manhã. Pelo menos 55 pessoas morreram e outras 372 saíram feridas.
O governo e a oposição se acusam mutuamente. Na versão do governo, foi mais um ato terrorista dos rebeldes. Já o Conselho Nacional Sírio responsabiliza o regime, dizendo que é mais uma justificativa para a repressão violenta.
Também há temor de que a rede terrorista Al Caeda tenha se infiltrado no país para combater o regime dominado pela minoria aluaíta, que é xiita e reprime a maioria sunita, vanguarda da rebelião.
A revolta popular na Síria começou com uma onda de protestos como acontecera na Tunísia e no Egito, na chamada Primavera Árabe. Diante da violenta repressão da ditadura, mais de 20 mil pessoas foram mortas.
Al Caeda não fazia parte do conflito, mas esse tipo de atentados coordenados são sua marca registradas. Por isso, suspeita-se que o grupo terrorista tenha se aproveitado do clima de anarquia para entrar na Síria.
Os dois carros-bomba levavam uma tonelada de explosivos, noticia o jornal The New York Times.
O governo e a oposição se acusam mutuamente. Na versão do governo, foi mais um ato terrorista dos rebeldes. Já o Conselho Nacional Sírio responsabiliza o regime, dizendo que é mais uma justificativa para a repressão violenta.
Também há temor de que a rede terrorista Al Caeda tenha se infiltrado no país para combater o regime dominado pela minoria aluaíta, que é xiita e reprime a maioria sunita, vanguarda da rebelião.
A revolta popular na Síria começou com uma onda de protestos como acontecera na Tunísia e no Egito, na chamada Primavera Árabe. Diante da violenta repressão da ditadura, mais de 20 mil pessoas foram mortas.
Al Caeda não fazia parte do conflito, mas esse tipo de atentados coordenados são sua marca registradas. Por isso, suspeita-se que o grupo terrorista tenha se aproveitado do clima de anarquia para entrar na Síria.
Os dois carros-bomba levavam uma tonelada de explosivos, noticia o jornal The New York Times.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Al Caeda se infiltrou na guerra civil da Síria
O ramo da rede terrorista Al Caeda no Iraque se infiltrou na guerra civil da Síria, afirmou ontem o chefe dos serviços secretos dos Estados Unidos. Provavelmente, seja responsável por atentados terroristas suicidas cometidos na capital, Damasco, e em Alepo, a segunda maior cidade do país.
"Acreditamos que Al Caeda no Iraque está estendendo seus ramos para atingir a Síria", declarou o diretor nacional de inteligência dos EUA, James Clapper, ao depor na Comissão das Forças Armadas do Senado.
Na semana passada, altos funcionários dos EUA disseram a repórteres da companhia jornalística americana McClatchy, editora do jornal Miami Herald, que terroristas d'al Caeda foram responsáveis por dois atentados terroristas suicidas em dezembro e janeiro em Damasco e pelos dois ataques da semana passada contra Alepo, a capital econômica síria.
"Acreditamos que Al Caeda no Iraque está estendendo seus ramos para atingir a Síria", declarou o diretor nacional de inteligência dos EUA, James Clapper, ao depor na Comissão das Forças Armadas do Senado.
Na semana passada, altos funcionários dos EUA disseram a repórteres da companhia jornalística americana McClatchy, editora do jornal Miami Herald, que terroristas d'al Caeda foram responsáveis por dois atentados terroristas suicidas em dezembro e janeiro em Damasco e pelos dois ataques da semana passada contra Alepo, a capital econômica síria.
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