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sábado, 9 de abril de 2016

Abrini admite ser o terceiro terrorista do aeroporto de Bruxelas

Um dia depois de ser preso, Mohamed Abrini confessou ser o terceiro suspeito do atentado terrorista de 22 de março de 2016 contra o aeroporto de Zaventem, anunciou hoje a Procuradoria-Geral da Bélgica.

Em imagens das câmeras de segurança, Abrini aparece ao lado dos dois homens-bomba que cometeram o atentado. Ele usava chapéu e uma jaqueta, e empurrava um carrinho com uma mala cheio de explosivos que descartou, assim como a jaqueta.

Exames de DNA revelaram que ele também participou dos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, quando 130 pessoas morreram. Outras imagens de câmeras de segurança mostram Abrini ao lado de Salah Abdeslam, outro terrorista preso, dois dias antes do ataque à capital da França.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bélgica prende mais dois suspeitos de terrorismo

A polícia da Bélgica prendeu dois suspeitos de terrorismo, inclusive um ligado aos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, noticiou a rede de televisão americana CNN. 

Mohamed Abrini era um dos principais procurados desde o ataque à capital da França e possivelmente o homem que apareceu ao lado de dois homens-bomba na ação contra o aeroporto de Zavantem nos atentados em Bruxelas.

Às vésperas dos atentados em Paris, Abrini foi filmado ao lado de Salah Abdeslam . Os dois estariam com um dos carros usados para aterrorizar a França. O outro preso é Osama Krayem.

sábado, 26 de março de 2016

Bélgica denuncia suspeito de participar dos atentados em Bruxelas

A Procuradoria-Geral da Bélgica anunciou hoje a denúncia contra Fayçal Cheffou por homicídio terrorista como cúmplice dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, noticiou a televisão pública britânica BBC. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques.

Ele aparece ao lado dos homens-bomba Najim Laachraoui e Brahim el-Bakraoui em imagens das câmeras de segurança do Aeroporto de Zaventem poucos minutos antes dos dois se detonarem, matando 11 pessoas. Outras 20 morreram no atentado suicida cometido no metrô de Bruxelas por Khalid el-Bakraoui, irmão de Brahim.

Cheffou foi um dos 12 presos ontem a anteontem pelas polícias da Bélgica, da França e da Alemanha na tentativa de desmantelar a célula terrorista responsável pelos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e de 22 de março de 2016 em Bruxelas.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de mais uma vez uma dupla de irmãos participar de uma ação terrorista. Como a comunicação entre irmãos é normal, ajuda a camuflar as atividades da célula terrorista.

O ataque à Maratona de Boston, em 15 de março de 2013, foi cometido pelos irmãos Tamerlan e Djokhar Tsarnaev. Três pessoas morreram e 264 saíram feridas.

Em 7 de janeiro de 2015, os irmãos Chérif e Saïd Kouachi atacaram a sede do jornal humorístico Charlie Hebdo, em Paris, matando 12 pessoas.

Nos atentados de 13 de novembro, o grupo, bem maior, tinha os irmãos Mohamed e Salah Abdeslam. Mohamed morreu no ataque. Salah foi preso dia 18 de março, precipitando os atentados de Bruxelas, que teriam matado muito mais gente se tivessem sido planejados com mais tempo.

Brahim estava na lista de terroristas do Estados Unidos e a Turquia avisou à Bélgica se tratar de um extremista perigoso ao deportá-lo em julho do ano passado. As autoridades belgas não deram a devida importância.

As falhas na segurança belga ficaram evidentes também por não ter sido decretado estado de alerta máxima depois de prisão de Salah Abdeslam. A Bélgica é um país dividido entre as regiões de Flandres, no Norte, que fala flamengo, uma língua parecida com o holandês e luta pela independência; e a Valônia, que fala francês.

O desentendimento entre essas duas metadas é flagrante. Quando as autoridades dos dois lados se encontram, os valões falam francês e os flamengos sua própria língua. Eles se entendem, mas não falam a mesma língua.

NOTA: Faiçal Cheffou foi solto dias depois e todas as acusações contra ele foram retiradas.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Atentados em Bruxelas foram menores do que planejado

Talvez a execução tenha sido acelerada pela prisão de Salah Abdeslam em 18 de março e o risco de que mais terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante fossem presos ou mortos. Os detalhes do ataque de 22 de março de 2016 a Bruxelas ainda estão sendo investigados. Os analistas observam que o planejamento foi ruim, mas as bombas usadas eram bem feitas.

O motorista de táxi que levou os terroristas para o aeroporto é uma testemunha importante. Ele acredita que a intenção deles era explodir muito mais bombas. Em nenhum momento, os terroristas deixaram o motorista tocar nas bagagens.

O taxista ajudou a polícia a encontrar um artefato que não explodiu. Disse ainda que os terroristas queriam levar cinco malas, mas só três couberam no carro.

Duas bombas foram detonadas no Aeroporto de Zaventem. Uma terceira foi descoberta pela polícia e destruída numa explosão controlada. Um fuzil Kalachnikov foi encontrado perto dos restos mortais de um dos homens-bomba. Isso confirma relatos de tiros antes das explosões.

De acordo com a rede de televisão americana CBS, foram encontrados mais dois artefatos com um total de 14 quilos do explosivo triacetona triperóxido (TATP). Provavelmente não couberam no táxi. Se tivessem explodido, o total de vítimas seria muito maior do que os 31 mortos e 270 feridos, dos quais 61 ainda estão em estado grave.

A TATP é extremamente sensível. A reação necessária para sintetizá-la pode provocar fogo, explosão e fumaça intensa. É uma substância que se degrada rapidamente, às vezes com uma explosão. Por isso, é difícil produzi-la em grande escala sem um bom domínio da técnica de fabricar bombas.

Essa célula terrorista, a mesma responsável pelos atentados que mataram 130 pessoas em 13 de novembro de 2015 em Paris, tem grande capacidade de fabricação de bombas. Os investigadores atribuem a Najim Laachraoui o talento para preparar bombas e coletes suicidas. Como ele morreu no aeroporto, esta célula terrorista terá de encontrar um novo armeiro.

Na busca, a polícia belga também encontrou centenas de litros de acetona e de água oxigenada. Diante destas quantidades, os inspetores suspeitam que os terroristas tenham um fornecedor capaz de entregar grandes volumes destes precursores de explosivos, usados para fabricar bombas.

Serviço secreto da Bélgica recebeu alerta sobre ataque ao aeroporto

Os serviços secretos da Bélgica e de outros países ocidentais foram advertidos de que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante preparava ataques contra o aeroporto e possivelmente contra o metrô de Bruxelas, afirmou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.

A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso

Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.

Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.

terça-feira, 22 de março de 2016

Atentados terroristas matam 31 pessoas na capital da Bélgica

Quatro dias depois da prisão de Salah Abdeslam, um dos terroristas dos ataques de 13 de novembro em Paris, duas explosões mataram pelo menos 11 pessoas hoje no aeroporto de Bruxelas e outra matou ao menos 20 pessoas no metrô da capital belga. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos atentados.

Outras 270 pessoas saíram feridas. Todos os transportes públicos da capital belga foram paralisados, inclusive o Eurotrem, que liga a Inglaterra ao continente através do Túnel da Mancha. A Bélgica elevou o nível de alerta sobre terrorismo ao nível máximo. Tarde demais. Deveria ter feito isso quando Abdeslam foi preso.

Há dois meses, um agente secreto do Iraque teria ouvido de uma fonte da cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, que o grupo preparava ataques contra aeroportos e estações de trem na Europa.

O primeiro ataque foi no aeroporto, por volta de oito da manhã pela hora local (4h em Brasília). Testemunhas disseram que um homem gritou palavras em árabe antes de detonar explosivos escondidos junto ao corpo. Uma terceira bomba foi desativada no aeroporto, onde também foi encontrado um fuzil Kalachnikov e um colete de explosivos não detonado.

Uma hora depois (5h em Brasília), o alvo foi a estação de metrô de Maelbeek, que fica perto da sede da União Europeia, o que faz de Bruxelas a capital do bloco europeu.

Na França, o presidente François Hollande declarou que esta é uma guerra contra a Europa que deve ser travada em conjunto. Ele pediu a extradição de Abdeslam.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Polícia da Bélgica prende último suspeito dos atentados em Paris

Numa operação antiterrorismo, a polícia da Bélgica prendeu hoje Salah Abdeslam, o último terrorista dos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris que ainda estava vivo e solto, confirmou há pouco o ministro da Justiça belga, citado pela televisão americana CNN.

Houve tiroteio durante a operação, realizada no bairro de Molenbeek, na periferia de Bruxelas, um dos antros do extremismo muçulmano na Europa. Abdeslam estaria ferido, noticiou a mídia belga. É a primeira vez que um terrorista importante do Estado Islâmico do Iraque e do Levante é capturado. Era o terrorista mais procurado da Europa.

O primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, deixou uma reunião de cúpula da União Europeia em Bruxelas para discutir a crise dos refugiados para acompanhar a operação.

A polícia havia encontrado impressões digitais de Abdeslam num apartamento durante uma busca no início desta semana. Ele era alvo de uma caçada humana há quatro meses. A questão central é como conseguiu escapar durante todo este tempo, sinal de que havia uma rede capaz de protegê-lo.

Agora, a Europa está em alerta na expectativa de uma retaliação da organização terrorista Estado Islâmico, responsável pelos ataques que deixaram 130 mortos na capital da França.

Há pouco, houve duas fortes explosões seguidas de tiros disparados contra a polícia do prédio ontem estava Abdeslam. Deve haver pelo menos um terrorista entrincheirado nele.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mandante da onda de terror em Paris foi morto em Saint-Denis

O belga Abdelhamid Abaaoud, considerado o idealizador da onda de terror que deixou 129 mortos na sexta-feira, 13 de novembro, em Paris foi morto no ataque a um apartamento onde funcionava uma célula terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informaram há pouco peritos da Polícia da França citados pelo jornal The Washington Post. A notícia ainda não confirmada oficialmente.

Pouco antes, o procurador da República em Paris anunciou que nem Abaaoud nem Salah Abeslam, apontado como chefe da operação, estavam entre os oito terroristas presos durante a madrugada na cidade de Saint-Denis, na Grande Paris. Ele disse não ter condições de divulgar a identidade dos dois terroristas mortos, um homem e uma mulher.

Mais de cem policiais e soldados atacaram o edifício. A operação durou sete horas. Começou por volta das quatro da madrugada em Paris (1h em Brasília). Mais de 5 mil tiros foram disparados pelas forças de segurança

Depois dos ataques em Paris, quando Abaaoud foi acusado, a polícia francesa suspeitava que ele estivesse na Síria. Um bombardeio aéreo foi preparado para atingir o esconderijo onde o jihadista estaria em Rakka, a capital do califado proclamado pelo líder Abu Bakr al-Baghdadi em 29 de junho de 2014.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Polícia da França procura mais um suspeito da onda de terror em Paris

Além de Salah Abdeslam, considerado o chefe da ação terrorista em Paris na sexta-feira 13, a polícia da França procura mais um terrorista que teria participado dos ataques contra bares e restaurantes no 10º e no 11º distritos da cidade, revelou hoje o jornal Le Parisien.

Um carro alugado por Salah foi encontrado hoje de manhã no 18º distrito de Paris. Ele teria alugado os carros e preparado os coletes de bombas dos terroristas suicidas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A polícia acredita que mais um terrorista ainda não identificado participou dos ataques.

O belga Abdelhamid Abaaoud foi apontado como idealizar e mandante da onda de terror. Ele estaria na Síria e seria próximo do líder supremo do Estado Islâmico, o califa Abu Bakr al-Baghdadi.

Em entrevista, Mohamed Adeslam, irmão de Salah e de Brahim, um dos homens-bomba que se suicidaram na operação, pediu a Salah que se entregue. Mohamed chegou a ser preso, mas está solto.

Mohamed deplorou as ações terroristas, disse que entendia a posição das vítimas e suas famílias. Ele pediu respeito à posição de sua família, alegando que ninguém sabia das atividades extremistas dos irmãos e que a mãe deles está profundamente chocada.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Novos terroristas e chefe da gangue são identificados

Além do francês de origem marroquina Omar Ismael Mortefaï, apontado no sábado como um dos homens-bomba do teatro Bataclan, em Paris, mais terroristas foram identificados ontem, mas o suposto chefe do bando conseguiu escapar depois de ser detido na fronteira com a Bélgica.

Brahim Abdeslam, nascido em 1984, era o homem-bomba que se matou no Boulevard Voltaire sem ferir ninguém. Ele alugou o Seat preto usado nos ataques. Seu irmão Salah Abdeslam, de 25 anos, que alugou um Polo preto, é considerado pela polícia da França o chefe da operação.

Salah chegou a ser parado na fronteira, mas a polícia não tinha informação de que é um extremista muçulmano e ele conseguiu entrar na Bélgica, onde morava em Mollenbeck, um bairro com forte presença islamita da periferia de Bruxelas. Agora, está sendo caçado nos dois países. Um terceiro irmão que faria parte da gangue foi preso na França.

Dos três terroristas suicidas do Estádio da França, um foi identificado como Bilal Hadfi, nascido em 1995 na França, residente na Bélgica. Perto do corpo de um homem-bomba a polícia encontrou um passaporte falso sírio em nome de Ahmad al-Mohammad. Teria sudo usado para entrar na Europa pela Grécia em 3 de outubro.

Seis pessoas da família de Mortefaï foram presas.

À tarde, houve momentos de pânico na Praça da República quando alguém acreditou estar ouvindo tiros. Houve tumulto e correria, logo controlados.

Em entrevista ao vivo no telejornal das 20h na TV France 2, o ministro do Exterior, Bernard Cazeneuve advertiu que vai fechar as "mesquitas que pregam o ódio".

No canal TF1, o ex-presidente conservador Nicolas Sarkozy defendeu uma aliança com a Rússia e a prisão de "todos aqueles que saíram do país para fazer a jihad quando voltarem" à França e de quem "consulta sítios jihadistas", o que parece violar a liberdade de expressão.

Ontem o total de mortos na onda de terror em Paris chegou a 132.

Nesta noite, a polícia francesa realizou operações de busca e apreensão em Calais, Grenoble, Paris, Toulouse e outras cidades onde há forte presença de extremistas muçulmanos.