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sábado, 11 de junho de 2016

Estado Islâmico reivindica atentados terroristas em Damasco

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria de três atentados suicidas no subúrbio de Sayeda Zeinab, em Damasco, a capital da Síria, noticiou a agência Reuters. Pelo menos 20 pessoas morreram, sendo 13 civis, e 30 saíram feridas, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

As três bombas explodiram perto do santuário xiita de Sayeda Zeinab, informou um clérigo xiita à televisão síria Ikhbariya. O Estado Islâmico revelou que duas bombas foram detonadas por terroristas suicidas. A terceira explosão foi de um carro-bomba.

O Estado Islâmico havia atacado a bomba o mesmo distrito de Damasco pelo menos duas vezes em 2016. Sayeda Zeinab é hoje um reduto de milicianos do Hesbolá (Partido de Deus), a milícia xiita libanesa que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria. O último ataque foi em 25 de abril. Em fevereiro, uma onda de ataques deixou 134 mortos.

Como está sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, onde perdeu 40% dos territórios que ocupada no Iraque e 15% na Síria, o Estado Islâmico deve recorrer cada vez mais a ações de guerrilha e atentados terroristas.

domingo, 10 de abril de 2016

Célula terrorista de Bruxelas planejava ataque na França

Os atentados terroristas de 22 de março contra a capital da Bélgica, em que 32 pessoas foram mortas, foram resultado de uma rápida mudança de planos depois da prisão de Salah Abdeslam quatro dias antes, revelaram hoje autoridades belgas. O objetivo era voltar a atacar a França.

A preparação foi caótica. Khalid el-Bakraoui, o homem-bomba que se explodiu no metrô perto da estação da Maelbeck, matando 16 pessoas, pegou um trem na direção oposta, teve de descer e mudar de plataforma até voltar ao local do atentado.

Por causa deste erro, Bakraoui foi visto por uma câmera da estação de Petillon.

Ontem, as autoridades da Bélgica confirmaram que o terceiro terrorista do atentado ao aeroporto, que abandonou os explosivos e foi embora era Mohamed Abrini, belga, de 34 anos. Outro suspeito, Osama Krayem, nascido na Suécia, preso na sexta-feira, foi denunciado criminalmente ontem.

A célula terrorista do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Molenbeek, um bairro de Bruxelas, foi responsável pelos atentados que mataram 130 pessoas em Paris em 13 de novembro de 2015.

sábado, 9 de abril de 2016

Abrini admite ser o terceiro terrorista do aeroporto de Bruxelas

Um dia depois de ser preso, Mohamed Abrini confessou ser o terceiro suspeito do atentado terrorista de 22 de março de 2016 contra o aeroporto de Zaventem, anunciou hoje a Procuradoria-Geral da Bélgica.

Em imagens das câmeras de segurança, Abrini aparece ao lado dos dois homens-bomba que cometeram o atentado. Ele usava chapéu e uma jaqueta, e empurrava um carrinho com uma mala cheio de explosivos que descartou, assim como a jaqueta.

Exames de DNA revelaram que ele também participou dos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, quando 130 pessoas morreram. Outras imagens de câmeras de segurança mostram Abrini ao lado de Salah Abdeslam, outro terrorista preso, dois dias antes do ataque à capital da França.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bélgica prende mais dois suspeitos de terrorismo

A polícia da Bélgica prendeu dois suspeitos de terrorismo, inclusive um ligado aos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, noticiou a rede de televisão americana CNN. 

Mohamed Abrini era um dos principais procurados desde o ataque à capital da França e possivelmente o homem que apareceu ao lado de dois homens-bomba na ação contra o aeroporto de Zavantem nos atentados em Bruxelas.

Às vésperas dos atentados em Paris, Abrini foi filmado ao lado de Salah Abdeslam . Os dois estariam com um dos carros usados para aterrorizar a França. O outro preso é Osama Krayem.

sábado, 26 de março de 2016

Bélgica suspende Marcha contra o Medo

A pedido do ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, e do prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, uma grande manifestação antiterrorista convocada para amanhã na capital belga foi adiada. As autoridades alegaram que a polícia precisa concentrar esforços na caçada ao terrorista e a Marcha contra o Medo exigiria um grande contingente policial para prevenir atentados contra os manifestantes.

"Tendo em vista a capacidade da polícia e a prioridade à investigação judicial, apelamos a não se manifestarem amanhã", disseram as autoridades durante uma entrevista coletiva. "Nós compartilhamos evidentemente a emoção da população. Mas queremos que as manifestações sejam adiadas por algumas semanas."

Os organizadores da Macha contra o Medo, liderados por Emmanuel Foulon concordaram plenamente: "A segurança dos cidadãos é uma prioridade absoluta. Por isso, nos unimos totalmente à proposta das autoridades de adiar para uma data posterior. Pedimos de nossa aos cidadãos que não venham a Bruxelas neste domingo."

No ano passado, depois dos atentados de 13 de novembro que mataram 130 pessoas em Paris houve uma grande manifestação com um milhão de pessoas nas ruas da capital francesa. A Bélgica terá de esperar um pouco para fazer a sua, que sempre estará ameaçada. O distrito de Molenbeek, na periferia de Bruxelas, é considerado o maior antro de jihadistas da Europa.

O total de vítimas fatais dos atentados de Bruxelas foi reduzido de 31 para 28. Os outros três mortos eram terroristas suicidas.